quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Predador, porque esquerdista

Há um aspecto fundamental da vida e da carreira de Harvey Weinstein que não tem sido mencionado (tanto quanto eu me tenho apercebido, e, se estiver errado, agradeço a correcção) nos órgãos da comunicação social portugueses (e não só, certamente, deste lado do Atlântico) que têm abordado o (grave) caso, o (grande) escândalo, recentemente (este mês) eclodido, de assédio sexual perpetrado por um dos mais importantes, influentes, poderosos produtores cinematográficos de Hollywood, durante mais de 30 anos, a dezenas – e a lista vai aumentando quase diariamente, pelo que o número poderá em breve vir a ultrapassar a centena – de mulheres (maioritariamente actrizes, mas não só), e não apenas norte-americanas (autêntico adepto da «globalização», o co-fundador da Miramax também estendeu a sua lascívia a, pelo menos, britânicas, francesas e italianas): o de ele ser, e igualmente desde há muito tempo, um dos maiores apoiantes financeiros – doando o seu próprio dinheiro e organizando «colectas» junto de outras pessoas do meio – do Partido Democrata, de políticos, candidatos, democratas, de causas «liberais» e «progressistas». Aliás, é precisamente o facto de ele ser um esquerdista que explica porque é que conseguiu manter durante décadas o seu comportamento criminoso e não ser denunciado e punido mais cedo.
Um artigo de um «crítico de cinema» do Público, Jorge Mourinha, «Harvey Weinstein, ou o lado negro da lua», publicado no passado dia 12, é uma demonstração eloquente da incrível ignorância, ou enervante estupidez, que certas pessoas continuam a exibir, apesar de, supostamente, terem a obrigação de estarem, serem, mais e melhor informadas. Reparem em, e riam de, este excerto: «A pergunta, no entanto, continua sem resposta. Como é que um defensor das causas liberais, que não hesitou em ir contra os desejos dos seus patrões da Disney ao distribuir Larry Clark ou Michael Moore, que lançou as carreiras de Affleck, Damon, Gwyneth Paltrow, Roberto Benigni, era ao mesmo tempo um predador sexual?» Que a pergunta não continue sem resposta, que eu a darei: é exactamente por ele ser um «defensor das causas liberais» que mais confiante se sentiu em (pros)seguir a sua «carreira paralela» enquanto predador sexual; ele próprio admitiu que se tornou assim por ter crescido nos anos 60 e 70, em que a dita «revolução sexual» facilmente resvalava para a pura e simples, abjecta, libertinagem – de que, aliás, Larry Clark foi cronista, qundo não protagonista; e quando se é, como Harvey Weinstein, um aliado de abortistas e de LGBT’s, o que são uns apalpões, exibições e ejaculações para plantas senão uns pecadilhos sem importância? Porém, a surpresa, e mesmo o choque, de Jorge Mourinha perante a situação deveras escabrosa em que se encontra envolvido o homem que também lançou a carreira de Quentin Tarantino expressa(m)-se ainda numa outra perspectiva: «E para quem achava que eram só os republicanos e o seu eleitorado branco, idoso, conservador e temente a Deus a ter este tipo de comportamento e que o liberalismo da esquerda consciente e artística não era capaz disto – tcharã!» Seria interessante perguntar a este «crítico de cinema» do Público quantos republicanos, e não apenas brancos, idosos, conservadores e tementes a Deus (que, note-se, todos juntos não seriam suficientes para permitir o triunfo em especial de Donald Trump para a Casa Branca, e do GOP em geral a todos os níveis do poder dos EUA), ele conhece que tenham cometido – e não necessariamente a uma escala idêntica – os crimes cometidos por Weinstein; o mais provável é J. Mourinha estar a confundir a realidade com a ficção, a tomar como factos as – imaginárias – perversões de cristãos brancos direitistas frequentes em séries televisivas e filmes feitos em… Hollywood, por (argumentistas, produtores, realizadores, actores) esquerdistas; enfim, muito curiosos e reveladores exercícios de projecção, e em mais do que um sentido…
… E que mais não demonstram, em última análise, do que a vergonhosa (ou, mais correctamente, sem vergonha), ofensiva, descarada, hipocrisia dos «criadores» que fizeram da Califórnia a sua «reserva natural», de Los Angeles e de São Francisco as suas «coutadas de caça», muitos dos quais têm o atrevimento de, com regularidade, se permitirem admoestar os seus compatriotas que vivem nos «bárbaros» territórios situados entre as costas Oeste e Leste a propósito dos seus «antiquados» e «ofensivos» (pre)conceitos sobre casamento, imigração, impostos, armas – estas são sempre de mais nas mãos de cidadãos comuns e membros da NRA mas não das dos guarda-costas das «estrelas». No entanto, é de salientar e de saudar a (momentânea?) sinceridade de uma daquelas, Jessica Chastain, que admitiu que em Hollywood são muito rápidos a «apontar os dedos a outros» e que há uma grande diferença entre «o que se pratica e o que se prega». É curioso que seja uma das actrizes (relativamente) mais novas a ter esta atitude e não outras mais velhas, mais «veteranas», como Jane Fonda, Meryl Streep e Ashley Judd, que não só não denunciaram e não condenaram há mais tempo e com mais veemência Harvey Weinstein (e Judd foi uma das suas vítimas!) e todos os outros tarados que infestam as «fábricas de sonhos» do «Sunshine State» como se têm destacado pela estridência e pelo exagero – enfim, pelo ridículo – com que vituperam Donald Trump… que, nunca é demais referir, quando em 2005 (há doze anos!) falou em «grab them by the pussy» (até agora não está provado, e ele desmente-o constante e categoricamente, que tenha passado das palavras aos actos sem consentimento) era filiado no Partido Democrata!
O facto é que quase todos, ou mesmo todos, que em Hollywood e em Washington se movimentam nos ambientes que colocam em contacto o entretenimento e a política sabiam o que Harvey Weinstein fazia, e foram muito, muito poucos os que tentaram de alguma forma impedir ou avisar para o que estava a acontecer; e ele não é o único, e talvez até nem seja o pior. Todavia, mais do que aos «artistas», é aos «estadistas» que cabe a maior responsabilidade pelo agravar deste caso, e, entre os segundos, nenhuns o são mais do que os Clinton e os Obama, que (relativamente) tarde reagiram, e não muito convincentemente, às revelações sobre HW, de cujas ajudas financeiras foram os maiores beneficiados. Aliás, Harvey foi um dos que então contribuiu com o máximo valor possível para o «fundo de defesa» de Bill Clinton aquando do processo de impugnação daquele; depois, proporcionou a Hillary avultadas quantias nas corridas presidenciais em que participou. Por parte da ex-primeira-dama não espanta a sua forte ligação a outro agressor sexual – afinal, continua casado com um e como que manteve na sua órbita Anthony Weiner, (ex?) marido da sua assistente Huma Abedin, e que irá cumprir pena de prisão ao ter admitido conduta imprópria («sexting») com uma menor. Mas o que dizer do anterior Presidente dos EUA, que permitiu que a sua filha mais velha fosse estagiária na Weintein Company? Das duas uma: ou o Serviço Secreto demonstrou (inquietante) incompetência ao não descobrir e não comunicar os riscos de trabalhar naquela empresa, ou, conhecendo-os, os pais de Malia demonstraram (inquietante) indiferença pela segurança dela. De qualquer forma, Barack fica, mais uma vez, muito, mas mesmo muito mal visto.  

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Eles não «Irão» para o Céu (Parte 2)

Mais um dia 11 de Setembro que vem e vai no calendário, o que significa mais um (infeliz) aniversário do mais grave atentado terrorista da História; e também mais uma ocasião, mais um pretexto, como se tal ainda fosse necessário, para alertar contra o recorrente risco, o permanente perigo que constitui o extremismo islâmico. Antes daquela data em 2001 outros ataques perpetrados por seguidores de Maomé aconteceram, depois outros (mais ainda) aconteceram. Porém, muitos talvez não se apercebam de que os crimes cometidos por muçulmanos não se limitam às grandes mortandades, tentadas e/ou concretizadas, como as de Barcelona, Berlim, Bruxelas, Londres, Manchester, Moscovo, Nice, Paris… e, fora da Europa, as que regularmente ocorrem no Afeganistão, no Paquistão, em Israel, e não só. Em praticamente todos os dias se sucedem no Velho Continente desobediências, insultos, agressões, violações e homicídios «simples» perpetrados por obedientes ao Corão. A lista desses «incidentes» (que eu tenho vindo a compilar) é cada vez maior, mas raramente ou nunca eles são objecto de notícia na comunicação social (portuguesa, e não só).
A «fase moderna», mais recente, da «guerra santa», da jihad, declarada pelos adoradores de Alá contra o Ocidente judaico-cristão, começou em 1979 no Irão com o derrube do regime monárquico do Reza Pahlavi e a ascensão ao poder do ayatollah Ruhollah Khomeini e do seu bando de clérigos fanáticos. A então nova «república islâmica» não demorou a demonstrar as suas intenções, com o assalto à embaixada dos EUA, a fatwa contra Salman Rushdie e o apoio a organizações terroristas como o Hezbollah a caracterizarem um «modelo» de actuação que, infelizmente, vários viriam a adoptar e a expandir. Nos quase 40 anos que desde então passaram nenhuma administração norte-americana fez tudo o que podia – e devia – para combater e até destruir a ameaça vinda de Teerão. Porém, a inacção e a incompetência foram substituídas, nos mandatos de Barack Hussein Obama, por apologia e até colaboracionismo. A sua presidência ficou também marcada, no início, pelo desprezo demonstrado pelos que em 2009 se manifestaram no Irão contra o obscurantismo, e, no término, pelo «acordo» que, supostamente, suspenderia e até cessaria o programa nuclear dos «ai-as-tolas» - «acordo» esse que implicou o pagamento, por Washington, de quase dois biliões de dólares em «dinheiro vivo», isto é, em notas (carregadas em caixotes)!..
… E, como qualquer pessoa minimamente sensata (ou seja, sem ser de esquerda) seria capaz de prever, tal não diminuiu os ímpetos belicistas na ancestral terra persa. Em Janeiro de 2016, John Kerry garantiu que todas as vias de obtenção, por parte dos iranianos, de armas atómicas estavam «fechadas»; mas um ano e meio depois, e num «desafio directo» a Donald Trump, Teerão assegurou que poderia, se quisesse, retomar «em horas» o seu programa nuclear. Entretanto, no inicio deste mês, testou o seu sistema de «defesa» por mísseis de longo alcance, o que é considerado uma «prioridade de topo» pelos xiitas… também, presume-se, por aqueles poderem atingir Tel-Aviv em apenas sete minutos; e três cidadãos norte-americanos viram confirmadas as suas sentenças de dez anos de prisão, do que se pode deduzir que o dinheiro do «resgate» pago por Obama não chegou para libertar todos… mas talvez tenha sido suficiente para parar com os ataques informáticos ao Departamento de Estado. A semelhança entre o que acontece actualmente com o Irão e o que aconteceu com a Coreia do Norte há duas décadas não é totalmente coincidência: então também um presidente democrata (Bill Clinton) acreditou que seria possível «comprar» o bom comportamento de uma ditadura, e agora vê-se o que a dinastia Kim consegue fazer: nada mais nada menos do que detonar bombas de hidrogénio e disparar mísseis sobre o Japão. E – pormenor tragicamente ridículo – algumas das pessoas que «negociaram» com Pyongyang também «negociaram» com Teerão! Pior, os dois países estarão a colaborar um com o outro!
Se e quando o Irão fizer explodir uma bomba nuclear todos deverão dizer «obrigado, Obama!»… tal como se disse – e, se não, deveria-se ter dito - «obrigado, Clinton!» pela nuclearização da Coreia do Norte e por Osama Bin Laden não ter sido neutralizado antes de 2001. Ao Nº 44 devemos igualmente «agradecer»: no plano nacional, o agravamento das tensões raciais para níveis nunca vistos desde a década de 60; e, no internacional, a destruição do Estado líbio que causou o ataque mortal ao consulado de Benghazi (cujo aniversário, nunca esquecer, também se assinala hoje) e a invasão da Europa por milhares de imigrantes ilegais (entre os quais se esconde(ra)m bastantes terroristas), e os graves danos na saúde sofridos por funcionários da embaixada dos EUA em Havana, primeiro «benefício» assinalável do restabelecimento das relações diplomáticas com o regime castrista cubano. Não que o senhor Hussein reconheça e se arrependa do que (não) fez: na semana passada criticou o seu sucessor por este ter suspendido a aplicação da DACA – decisão completamente justificada porque aquela foi uma ordem executiva inconstitucional – e assim ter «devolvido» o assunto (reforma da politica de imigração) aos que têm legitimidade para tratar dele, ou seja, os congressistas na Casa e no Senado. O atrevimento, o descaramento de BHO é ainda de assinalar por, previamente, e várias vezes, ter declarado não ter autoridade legal para fazer… o que acabou por fazer, e, quando o fez, ter notado que se tratava de uma solução temporária!
A constante reversão de opiniões e de posições, a permanente hipocrisia, não é de admirar para quem acompanhou com atenção a política norte-americana entre 2009 e 2017. Afinal, o anterior presidente «destruiu a vergonha enquanto ferramenta política», viu «a realidade vencê-lo» e tem um «universo moral desequilibrado»; deixou atrás de si um «legado de mentiras e de morte» que «diminuiu a América» e que «quebrou (em pelo menos dez maneiras)» o seu sistema, ao liderar uma administração em que abundaram os escândalos, resultantes do abuso do poder estatal, em especial o recrudescimento da vigilância sobre os cidadãos. No entanto, para a posteridade ficarão igualmente afirmações como a de a chamada muçulmana para a oração ser «um dos mais bonitos sons da Terra» e a de que «o futuro não deve pertencer aos que caluniam o profeta do Islão». Palavras para recordar enquanto se reverem as imagens dos aviões a colidirem com as torres do World Trade Center.     

sábado, 19 de agosto de 2017

Sem respostas

Há exactamente dois meses - a 19 de Junho último - enviei mais uma mensagem a João Lopes, jornalista do Diário de Notícias e um dos «animadores» do blog Sound + Vision, por causa de «postas» dele naquele. Até agora, e sem surpresa, nenhuma resposta recebi... Eis o texto dessa mensagem. 
Não cesso de me surpreender - não devia, pois já sei, há bastante tempo, o que é que «a casa gasta», mas não consigo evitar - com a dualidade de critérios, a hipocrisia... ou, para não ser tão áspero, e optando por um tom mais... eufemístico, com a curiosa selectividade de que dá mostras no Sound + Vision no que se refere a temas da actualidade política e cultural dos EUA.
Já desisti de esperar que reconheça e que comente (negativamente?) o comportamento recente de Madonna, artista que o senhor idolatra, e que, antes da eleição de 8 de Novembro último, prometeu sexo oral a todos os homens que votassem em Hillary Clinton, e que, depois (e para além de se recusar a cumprir a promessa), revelou que pensava em fazer explodir a Casa Branca... após Donald Trump, a sua família e os seus colaboradores se terem mudado para lá. 
Este episódio foi apenas um entre as dezenas, quiçá centenas, protagonizados nos últimos sete meses por figuras mais ou menos públicas daquele país que tendem ideologicamente para a esquerda, e caracterizados por insultos e por apelos mais ou menos directos à violência contra o actual presidente e os seus apoiantes. Outros exemplos: uma representação, actualmente em cena no Parque Central de Nova Iorque, de «Júlio César», em que este tem o aspecto de Donald Trump, sendo repetidamente e violentamente «esfaqueado»; ou a fotografia de Kathy Griffin com a «cabeça» de DT na mão, decapitada, ensaguentada, a lembrar (e a homenagear?) os membros do Estado Islâmico. No caso de não a ter visto, deixo-lhe uma ligação para um artigo sobre a mesma, e da Slate, insuspeita de ser de direita... e pergunto-lhe: não é esta uma imagem a merecer uma «breve reflexão»? Mais, talvez, do que as de James Comey a depor no Congresso...
... E que, estranhamente (já que o ex-director do FBI confirmou ser um amedrontado, desonesto e parcial funcionário público), se traduziram na suposta «derrota televisiva de Donald Trump»? Não que a este preocupem muito as supostas «derrotas» nos ecrãs televisivos, pois onde mais importa - nas urnas (e máquinas) de votos - ele saiu vencedor. Na verdade, derrotados sucessivamente em eleições (nacionais, estatais, locais), aos democratas resta (tentar) retomar o poder pela força. Daí os motins e os ataques (físicos) aos opositores... de que o exemplo último, e mais grave, foi o tiroteio na semana passada, feito por um militante democrata, contra congressistas republicanos que treinavam para um jogo de baseball. São sons e imagens muito desagradáveis... mas que, evidentemente, por não se «encaixarem» numa determinada «narrativa», não convém reproduzir... e condenar.
Também ainda sem uma réplica está uma questão que – a 28 de Julho último – coloquei a Alexandre Guerra, do blog Delito de Opinião. Eis o texto do comentário onde aquela se inclui:
Desta vez, e fazendo um grande esforço de contenção e de paciência, vou limitar-me, por ora, a deixar uma pergunta ao autor desta «posta»: em que é que, concretamente, o «ObamaCare» representa «um dos mais importantes saltos civilizacionais da sociedade americana das últimas décadas»? Aguardo com curiosidade a resposta, prevendo que me vou rir bastante com a mesma. Entretanto, deve ser realçado um facto: John McCain, com este seu voto no Senado, comportou-se não como um «bravo lutador» e «sempre fiel aos seus valores e princípios», mas, pelo contrário, como um hipócrita e um traidor, ao seu partido e, pior, aos cidadãos que o elegeram. Tal como Susan Collins e Lisa Murkowski, mas destas nunca se esperou grande coisa.
E como não há duas sem três… eis um comentário que fiz – a 21 de Abril último – a um texto de Afonso Azevedo Neves no blog 31 da Armada, e que termina com uma pergunta… ainda sem resposta:
Barack Obama permitiu o envio de (muitos) milhões de dólares para os «ai-as-tolas» do Irão a pretexto de um «acordo» que, embora com o objectivo de limitar a capacidade nuclear daquele país, na verdade deixou-a intacta. Além de que em Teerão (e não só) continuam a organizar manifestações em que se apela à destruição e à morte dos EUA e de Israel. Por isso, e vendo bem, quem foi, ou é, o maior «maluco na Casa Branca»?

terça-feira, 4 de julho de 2017

Dia da Independência

Hoje, sim, pode-se falar, de novo e finalmente, da celebração de um Dia da Independência nos Estados Unidos da América. Depois de vários, um, dois, três, se não mais, «Dias da Dependência», depois de tantos anos – os correspondentes à presidência de Barack Obama – em que se receou que os norte-americanos estivessem a ficar menos livres e menos bravos, a eleição de Donald Trump possibilitou que a (má, perigosa, perversa) «transformação fundamental» da nação que o Sr. Hussein iniciou e que Hillary Clinton, caso tivesse vencido, sem dúvida continuaria e agravaria, esteja final e felizmente a ser revertida…
… Mas tal não se faz, infelizmente de um dia para o outro, rapidamente, em poucas semanas, poucos meses. A anterior administração teve muito tempo (quase dez anos!) para aplicar o seu nefasto programa, para alterar legislação, regulamentos, procedimentos, e, pior, deixou para trás muitos «resistentes» no governo federal, bu(r)rocratas, que tudo farão, e aliás têm feito, para atrasar e mesmo destruir a agenda do novo presidente. Porém, «ele persiste» ;-), tal como todos os que o acompanham, e vários, bons, significativos resultados dessa nova atitude e dessa nova acção já são visíveis, apesar de grande parte da comunicação social – nos EUA e no resto do Mundo – não o admitir, tentando fazer crer que o Nº 45 pouco mais faz do que participar em comícios e lançar tweets provocatórios, em especial contra «jornalistas»… que, efectivamente, pouco mais têm feito do que lançar as mais vis acusações, insultos e insinuações contra ele.
Vejamos alguns exemplos, entre outros possíveis: retirada do «acordo de Paris sobre as alterações climáticas» - uma decisão que é suficiente para justificar a sua eleição e considerar a presidência de Donald Trump um sucesso;  implementação do chamado «travel ban», restrições de viagem e de entrada no país a seis países de maioria muçulmana, confirmada unanimemente pelo Supremo Tribunal dos EUA e assim revertendo as – ridículas – suspensões decididas por activistas democratas disfarçados de juízes; ainda quanto ao ST, nomeação e aprovação para aquele de um juíz conservador – Neil Gorsuch – em substituição de Antonin Scalia (e outros se deverão seguir); reimposição de sanções a Cuba – que não deixou de ter uma ditadura apesar de todas as cedências de Barack Obama aos Castro; maior e melhor combate à imigração ilegal, incluindo a aprovação da «Lei de Kate» - e a muralha na fronteira com o México vai mesmo ser construída; abolição de regulações restritivas que impediam o crescimento e o desenvolvimento económicos; inicío das reformas dos sistemas de saúde (o «ObamaCare» até que está a autodestruir-se) e fiscal; maior firmeza nas políticas externa e de defesa – a partir de agora as «linhas vermelhas» são para serem respeitadas; relançamento da exploração espacial, reorientando a NASA para a sua missão original e afastando-a de fraudes científicas como o «aquecimento global»…        
… E são estas mudanças, já concretizadas e ainda por concretizar, que enlouquecem, enfurecem, os democratas, que, de todo impotentes para as impedir, ainda insistem nas acusações de colaboração com a Rússia por parte de DT, isto quando não promovem motins contra republicanos, e até tentativas de assassinato, como a de 14 de Junho último na Virgínia, em que um admirador de Rachel Maddow e apoiante de Bernie Sanders disparou sobre vários congressistas do GOP que treinavam para um jogo de baseball, tendo feito vários feridos, entre os quais Steve Scalise, Nº 3 dos «elefantes» na Casa. O próprio Barack H. Obama, provando mais uma vez – como se tal fosse necessário – que não tem a classe e a dignidade do seu antecessor, não se coibiu de, em mais do que uma ocasião, pronunciar-se recentemente e publicamente contra (decisões tomadas pel)o seu sucessor e a administração deste, em especial o abandono do acordo de Paris e a revogação do «ObamaCare». E, no que há algo de inquietante, parece comportar-se como a «sombra» de Donald Trump, tendo-se encontrado com a chanceler alemã e o (novo) presidente sul-coreano com poucos dias de diferença dos encontros do Nº 45 com os mesmos estadistas (antes com a primeira, depois com o segundo), deste modo como que confirmando as acusações, feitas por John Hayward e Paul Sperry, de estar a tentar sabotar a presidência de DJT. Assim demonstrando falta de vergonha, falta de «etiqueta», falta de respeito, se não com os opositores políticos, então com o país…
… País esse que, num momento em que celebra o seu dia nacional e se multiplicam, naturalmente (com excepção, claro, por parte dos esquerdistas mais assanhados), as manifestações de orgulho patriótico, recebe o seu aviso contra o excesso de… patriotismo, e a sua preferência por uma «ordem internacional liberal». Não há dúvida: só por o Sr Hussein já não estar na Casa Branca este já é o melhor, mais feliz, 4 de Julho da última década.

domingo, 18 de junho de 2017

Rever em baixa (Parte 15)

«A viciada comunidade da inteligência de Obama», Lawrence Sellin; «Obama sabia do ataque da Rússia durante a eleição, escondeu-o para ajudar Hillary», Joshua Yasmeh; «Uma nova maneira em que o Departamento de Justiça de Obama viola a lei», Ilya Shapiro e Thomas Berry; «Obama destruiu literalmente o Partido Democrata», Rush Limbaugh; «Trump estava certo em tentar parar Obama de atar as suas mãos sobre Israel», Alan Dershowitz; «Terrorismo diplomático na ONU, cortesia do Presidente Obama», Anne Bayefsky; «Obama apunhalou Israel pelas costas», Todd Starnes; «Como a administração Obama facilitou a violência palestiniana», David French; «O “plano” de paz para o Médio Oriente de Obama e de Kerry é simplesmente um acto de cobardia moral», Erick Erickson; «Os últimos dias de Barack Obama», Kevin D. Williamson; «Sou um democrata frustrado, não estou certo de que Obama poderia ter batido Trump, eis porquê», Bryan Dean Wright; «A hipocrisia de Obama quando se trata de interferência na nossa política», Benny Avni; «O momento final e mais vergonhoso do legado de Obama», Charles Krauthammer; «A presidência “pró-Israel” de Obama é notícias fingidas», Harry Khachatrian; «A birra de final de ano, espalhafatosa, de Obama», Liz Peek; «Se Donald Trump toma os jornalistas como alvos, agradeçam a Obama», James Risen; «18 escândalos maiores na presidência “sem escândalos” de Obama», John Hayward; «A administração “sem escândalos” de Obama na verdade foi enxameada de escândalos», Debra Heine; «A presidência falhada de Obama», Conrad Black; «A expansão ultrajante feita por Obama das verificações de antecedentes dos compradores de armas», John R. Lott Jr.; «”O Homem no Castelo Alto” da Amazon descreve a vida sob Barack Obama», John Nolte; «O "estofamento" feito no último minuto por Obama do seu legado em política externa», Jonah Goldberg; «O legado do Presidente Obama segue a sua sombra», R. Emmett Tyrrell Jr.; «Partidarismo mesquinho por parte de um Obama de saída», David Limbaugh; «Obrigado por finalmente falar publicamente sobre a violência preto-no-branco, Sr. Obama, mas…», Keith Ablow; «O desempenho do Presidente Obama no cargo», Bill O’Reilly; «A mensagem escondida no discurso de “despedida” de Obama», Bill Whalen; «Porque o discurso de Obama não me comoveu», Greg Gutfeld; «A despedida de Obama não pode esconder o seu legado desastroso», Sean Hannity; «O legado iliberal de Obama», Noah Rothman; «As ficções reconfortantes do discurso de despedida de Obama», David Harsanyi; «As políticas esquizofrénicas de Obama», Charles C. W. Cooke; «Obama desvanece-se enquanto Trump ri para os seus inimigos», Kurt Schlichter; «Tomando o peso do legado de Obama», Neil Cavuto; «Do “Obamacare” ao “Obergefell” – O legado problemático da administração Obama na liberdade religiosa», Andrew T. Walker e Josh Wester; «O legado da política externa de Obama – Os limites da contenção americana», Richard Fontaine; «Barack Obama, o deus que falhou», Joel B. Pollak; «Graças a Deus por Barack Obama (ele abriu o caminho a Donald Trump)», Arthur Herman; «Obama tem um último grande embuste para a América enquanto sai da Casa Branca», John Fund; «Bons ventos te levem – As sete piores asneiras em politica externa de Obama», Michael Qazvini; «Por favor saia – As nove piores asneiras em política doméstica de Obama», Aaron Bandler; «A recuperação de Obama e o impacto da intervenção do governo», Veronique de Rugy; «Barack Obama – O autor das nossas mágoas», Bill Whittle; «Recordação – Seis anos de suaves bolas de SuperBowl para Obama», Scott Whitlock; «A desgostosa dualidade de critérios dos media entre Obama e Trump», Tom Tancredo; «O presidente mítico de Jonathan Chait», Ben Domenech; «Ressaltos na estrada –Trump vs. Obama», Michelle Malkin; «Quem foi o maior crítico do “ObamaCare” nos últimos dias da eleição de 2016? O próprio Obama», Doug Wead; «Não, o “ObamaCare” não salvou vidas americanas», Oren Cass; «Aqui está a lista – mais de uma dúzia de vítimas provadas das muitas escutas feitas por Obama», Jim Hoft; «As galinhas de Obama voltaram a casa com o escândalo das escutas a Trump», Charles Hurt; «Os media, Obama e o “Estado profundo”», Robert Barnes; «Como a Casa Branca de Obama fez dos media uma arma contra Trump», Michael Duran; «Obama espiou, os media mentiram», Andrew Klavan; «O ataque de Trump à Síria alterou as percepções da sua presidência… e salientou os falhanços da de Obama», Jonathan S. Tobin; «O ataque aéreo de Trump na Síria desfere outro golpe no legado de Obama», Michael Goodwin; «O comparsa dos russos», Rich Lowry; «Obama é a versão americana de Stanley Baldwin», Victor Davis Hanson; «Os historiadores ainda estão a arruinar a memória mítica de Obama», Brent Bozell e Tim Graham; «As contradições de Obama quando fala sobre clima», Julie Kelly; «Obama odeia o aquecimento global… então, porque é que está a contribuir para ele?», Hank Berrien; «Tão triste – Patético “olhem para mim” Obama tenta tirar o protagonismo a Trump na primeira viagem deste ao estrangeiro», Joseph Curl; «As últimas notícias do presidente no exílio», Wesley Pruden; «Como a equipa de Obama tentou piratear a eleição», Paul Sperry; «Foi a espionagem ilegal feita pela administração de Obama pior do que Watergate?», Glenn Harlan Reynolds; «Sete vezes que a administração de Obama obstruiu a justiça», Ben Shapiro.

sábado, 20 de maio de 2017

O estilo e a substância

Houve em Portugal, recentemente, e à semelhança do que tem acontecido nos EUA por parte de muitos dos «suspeitos do costume» na lamestream media, quem assegurasse haver «um cheiro a Watergate em Washington, 45 anos depois», por causa da demissão (justificada e legal), por Donald Trump, de James Comey do cargo de director do FBI.
Muitos «narizes» dos dois lados do Atlântico devem ter estado afectados, constipados, nos oito anos anteriores, pois o «fedor» a escândalo e a corrupção alastrou na capital norte-americana, e não só, durante toda a presidência de Barack Obama. Este, recorde-se, foi considerado «a coisa mais próxima de Nixon» e também «o presidente que Nixon gostaria de ter sido» por, respectivamente, Pat Caddell e Jonathan Turley… ambos democratas! O segundo, aliás, e mais recentemente, tentou (inutilmente?) instilar algum juízo numa CNN cada vez mais tresloucada com tudo o que DJT diz e faz. Motivos não falta(ra)m para tais evocações do Nº 37 (injustas para ele) a propósito do Nº 44, incluindo perseguições e pressões: a jornalistas tais como James Risen do New York Times, James Rosen da Fox News, Charles Hurt do Washington Times… de tal modo que Glenn Thrush, antes no Politico e agora no New York Times, e que colaborou com a campanha de Hillary Clinton (assim o demostrou o Wikileaks), reconheceu que Donald Trump trata melhor a imprensa do que o seu antecessor (!); e a organizações conservadoras do movimento Tea Party, por ordem da famigerada Lois Lerner assediadas e discriminadas pelo serviço de IRS. E, sim, «escutas», vigilância, ao Nº 45, a membros da sua equipa… e até a congressistas: além do (democrata) Dennis Kusinich, Rand Paul afirma ter sido monitorizado, e acrescenta que a um colega seu terá acontecido o mesmo. Pior: o já falecido juíz Antonin Scalia terá acreditado que estava igualmente a ser «escutado» a mando de Obama!    
Entretanto, e para quem quer e consegue ler/ver e ouvir para além das «cortinas de fumo» e das barreiras de som (gritaria) levantadas por vários «liberais» e «progressistas» na política e na comunicação, são evidentes e crescentes – como eu, aliás, previ e anunciei – os erros, os escândalos, as incompetências e as insuficiências do Sr. Hussein e de todos os seus apaniguados durante os dois mandatos daquele. Até ao momento nada terá contribuído mais para acentuar a diferença – e a melhoria – entre uma e outra administração do que a decisão, concretizada a 6 de Abril último, de atingir, com 60 mísseis disparados de dois navios no Mediterrâneo, um aeroporto na Síria de onde teriam partido novos ataques químicos contra alvos civis daquele país. Ou seja, e na prática, Donald Trump fez respeitar a «linha vermelha» que o próprio Barack Obama não respeitou depois de a ter anunciado. Irónica e significativamente, diversos membros da prévia equipa presidencial concordaram com, e até elogiaram, a atitude tomada pelos seus sucessores e pelo chefe destes. Mais: criticaram, ímplicita ou mesmo explicitamente, o seu ex-«querido líder» BHO, pelas hesitações e inacções de que resultaram o aumento do atrevimento dos inimigos dos EUA! Expressaram-se nesse sentido Barry Pavel e Gary Samore, Michael McFaul (ex-embaixador na Rússia), e Leon Panetta (ex-director da CIA e ex-secretário da Defesa), que afirmou «quando se diz que se fará algo tem de se cumprir a palavra; caso contrário, envia-se uma mensagem de fraqueza ao Mundo»! Para piorar mais a situação, alguns «obamistas» admitiram que, ao contrário do que haviam apregoado, já sabiam então que o regime de Damasco não havia eliminado todas as armas químicas. Uma das figuras mais proeminentes a alegar o contrário foi… Susan Rice, que, decididamente, e após as falsidades que espalhou sobre o atentado em Benghazi, a conduta de Bowe Bergdahl e a vigilância à campanha de DJT, será para sempre o símbolo, a personificação máxima das mentiras propaladas pelos  «obamistas» durante quase dez anos.
Outros factos recentes como que denotam um certo desencanto com o Nº 44… por parte dos seus próprios partidários, directa e indirectamente, em relação a factos ocorridos quando ele estava na Casa Branca (para além da cobardia… perdão, inacção quanto à situação na Síria) mas também depois. Samantha Power, ex-embaixadora nas Nações Unidas, lamentou que o genocídio arménio não tenha sido reconhecido oficialmente. Keith Ellison, representante do Minnesota e vice-presidente do DNC, culpou o ex-presidente por parte das (muitas) derrotas do partido desde 2009. A Casa do Illinois – legislatura onde os democratas estão em maioria – não aprovou a elevação do dia do aniversário de Barack Obama a feriado estadual. Muitos à esquerda não compreendem e/ou não concordam que ele vá receber 400 mil dólares por um discurso em Wall Street… porque não sabem, ou fingem não perceber, que ele gosta do luxo, como se tem visto nas férias que tirou após deixar a Casa Branca: depois de Richard Branson, David Geffen foi o segundo multimilionário com quem ele esteve – e num iate gigantesco, juntamente com outros amigos e «estrelas», uma das quais Bruce Springsteen, esse «campeão dos operários», que terá aproveitado o cruzeiro para escrever uma canção… contra Donald Trump. BHO tem mostrado grande à vontade em dispor do dinheiro dos outros, seja ele de milionários… ou de contribuintes. Neste âmbito, as centenas de milhões de dólares que ele gastou com a Solyndra constituiram tão só um dos primeiros exemplos de despesismo duvidoso; entre os últimos, recentemente revelados, estão: três biliões de dólares para organizações activistas esquerdistas; 77 milhões de dólares para publicidade, em 2016, ao «ObamaCare»; 520 biliões de dólares em erros contabilísticos (!) no Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano…
… Que é agora liderado por Ben Carson, que, em Março, foi violentamente criticado à esquerda por ter equiparado os escravos a imigrantes. Algo que Barack Obama também fez… por (pelo menos) onze vezes! Porém, e obviamente, em nenhuma foi repreendido. O mesmo, na prática, está a acontecer agora em relação às acusações de que Donald Trump é alvo, concretamente as de colaboração com o governo russo para vencer a eleição presidencial, cedência àquele de informações secretas, e tentativa de terminar, ou de condicionar, uma investigação feita pelo FBI. Apesar das várias notícias, «revelações» – todas elas factos não confirmados, rumores, vindos de fontes anónimas – que com muito alarido apontam nesse sentido, nada, até agora, foi apurado de concreto, e muito menos prenunciam credivelmente a impugnação do Nº 45. No entanto, o senhor Hussein, e/ou membros da sua administração, com destaque óbvio para Hillary Clinton, fizeram de facto as coisas de que o seu sucessor apenas é «suspeito». Sabe-se que BHO declarou publicamente que HC nada tinha feito de ilegal (com o seu servidor e conta de correio pessoal), no que se afigurou claramente como uma tentativa de influenciar a investigação conduzida então pelo FBI e por James Comey; partilhou dados sensíveis com os russos, que depois disso se aproveitaram para atacar aliados dos EUA; a Casa Branca também identificou o chefe da delegação da CIA no Afeganistão, que depois teve de fugir, o médico paquistanês que auxiliou na localização de Osama Bin Laden, que depois foi preso, e a unidade – Equipa 6 dos SEAL da Marinha – que abateu o líder da Al Qaeda, 15 dos quais depois foram mortos num atentado terrorista. Recuando mais no tempo recordando autênticos actos de colusão, se não mesmo de traição, cometidos pelos democratas, realce-se a proposta de colaboração feita em 1984 por Ted Kennedy ao Kremlin para tentar impedir a reeleição de Ronald Reagan; e, claro, mais recentemente, os autênticos - e obscuros - negócios dos Clinton, e dos que lhes estão próximos, com os russosEpisódios vergonhosos que não são evocados por Maxine Waters e por Dianne Feinstein, congressistas (ridícula representante a primeira, sensata senadora a segunda) californianas, que são forçadas a reconhecer que não existe qualquer prova de «collusion» entre DJT e os russos. Entretanto, elas, bem como os seus camaradas, parecem não conseguir ou querer lembrar um facto bem mais recente: o de que, na sua última audição no Capitólio, no início de Maio, Comey afirmou –e estava sob juramento – que não havia sofrido qualquer pressão para terminar ou alterar a investigação. Todavia, e não é de admirar, todas estas «verdades inconvenientes» não são valorizadas pela grande maioria da comunicação social norte-americana, aliada efectiva - e cada vez mais assumida – do Partido Democrata, indiferente à sua evidente hipocrisia, à sua vergonhosa dualidade de critérios…
… Embora, no que respeita a Donald Trump, a diferença de tratamento em comparação com Barack Obama não se deva unicamente a ideologia. É algo que tem que ver também com atitude, com temperamento. Provando que são uns imaturos irresponsáveis e supérfluos, os «progressistas» na política e nos media confundem o estilo com a substância, a forma com o conteúdo, a aparência com o carácter, e vêem no idoso, deselegante (para não dizer feio) e agressivo (para não dizer boçal) empresário milionário de Nova Iorque como que a figura, a caricatura, a corporização perfeita do que é suposto ser um «mau da fita». Provavelmente não lhes ocorre que um (ainda relativamente) jovem, esbelto e sofisticado (tão «fit», tão «cool»!) organizador comunitário de Chicago possa ter uma personalidade e um comportamento prejudiciais aos superiores e últimos interesses dos seus concidadãos. É por isso que Stephen Colbert nunca diria que a boca do Sr. Hussein é como um «coldre de c*r*lh*» de Vladimir Putin… apesar de o primeiro ter prometido «mais flexibilidade» ao segundo. (Referência no Lura do Grilo.)   

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sim, Obama «escutou» Trump

Não é novidade que é à esquerda do espectro politico que se encontram as pessoas mais crédulas, mais intelectualmente inseguras, enfim, mais estúpidas, sempre disponíveis para descartarem os factos mais básicos, sempre prontas para acreditarem nas maiores vigarices, nas mentiras, narrativas, teorias mais improváveis e mesmo ridículas, desde que tal confirme e/ou conforte os seus preconceitos, que desculpabilize os seus fracassos… e que contribua para construir e/ou conservar o mundo de fantasia em que vivem. Algumas dessas falácias são, pode dizer-se, como que comuns a todos os esquerdistas em qualquer ponto do planeta, tais como, por exemplo, a existência de aquecimento global antropogénico e a respeitabilidade do Islamismo enquanto religião «como as outras». E, o que nos interessa mais aqui, existem as falácias específicas da «sinistra» dos Estados Unidos da América, como a de que, talvez por «milagre», em finais dos anos 60 republicanos e democratas «trocaram de lugar» e os primeiros, e não os segundos, é que passaram a ser os grandes culpados pela escravatura e pela segregação…
… E a mais recente a animar as hostes «progressistas» do outro lado do Atlântico é a de que Donald Trump venceu Hillary Clinton e se tornou o 45ª presidente dos EUA devido à ajuda, à colaboração, à interferência, da Rússia e de Vladimir Putin. Muitos meses depois de esta atoarda ter sido atirada pela primeira vez, e repetida em crescendos de hilariante histeria, nada de concreto se apurou que de algum modo, mesmo que mínimo, a sustente. Agora, o que efectivamente se descobriu foi que, também numa tentativa de encontrar – ou de inventar – qualquer coisa que tornasse credível a alegada cumplicidade com Moscovo do GOP e do seu nomeado à presidência… que ganhou esta, a anterior administração, liderada por Barack Obama, promoveu e realizou, directa ou indirectamente, acções de vigilância e de recolha e de distribuição de dados e de informações sobre os seus opositores políticos. Sim, Donald Trump tinha (alguma) razão quando acusou o antecessor de o mandar «escutar». Mark Levin e Sean Hannity foram dos primeiros a apontar a existência de provas nesse sentido. Ironicamente, e até talvez algo involuntariamente, também o New York Times e o Washington Post o confirmaram. Dois membros do PD, um bem conhecido – Harry Reid – e outro algo desconhecido – Evelyn Farkas – praticamente admitiram que sabiam o que se passava, e quando o fizeram não foram muitos os que disso se aperceberam… O certo é que o processo começou cedo: o Departamento de Justiça, então liderado por Loretta Lynch, obteve uma autorização judicial para espiar… perdão, para monitorizar a campanha do milionário novaiorquino em Junho de 2016 (!); posteriormente, seria Susan Rice, uma das principais conselheiras – e amigas – de BHO a assumir um papel principal nesta «encenação», ao solicitar a «unmasking» (identificação) dos colaboradores de DJT «apanhados» nas escutas, e, mais do que isso, relatórios detalhados das movimentações daqueles; e finalmente, superando inclusivamente algumas das mais rebuscadas teorias da conspiração, a vigilância feita a republicanos envolveu agências de inteligência de outros países, no que constituiu uma dúbia acção de «cooperação internacional» coordenada pelo então director da CIA John Brennan!
Este é mais um, e talvez o maior, e final, escândalo protagonizado por Barack Obama e pelos seus cúmplices no governo federal, e constitui outro flagrante exemplo de um comportamento que, se não é ilegal, é pelo menos imoral. E não completamente surpreendente vindo das mesmas pessoas que, previamente, não hesitaram, além de criticarem publicamente e de condicionarem privadamente, em perseguir policialmente e em processar judicialmente jornalistas (algo que Donald Trump, apesar da sua retórica por vezes abrasiva, ainda não fez) e em discriminar, para isso utilizando o serviço de IRS, organizações conservadoras – uma indigna manobra de intimidação política de que, com o passar do tempo, mais pormenores vão sendo conhecidos.  Aliás, não são apenas pessoas do Partido Republicano a terem sido espiadas: Dennis Kusinich afirma que foi escutado, quando era representante (pelo Partido Democrata!), por ordem de elementos ligados ao anterior presidente, e no seu gabinete no Capitólio!
Uma outra demonstração de como a suspeita – e até a acusação – de «colaboração com os russos» feita aos republicanos é anedótica está em que até contactos, conversas, reuniões normais, regulares, feitas por políticos, em especial senadores, dos dois partidos – sim, incluindo os «burros» - com diplomatas e outros representantes estrangeiros – sim, incluindo os russos – são entendidas quase como actos de traição. O «problema» é que, por esse «critério», Barack Obama terá mais «culpas» do que Donald Trump, já que Sergey Kislyak, embaixador da Rússia em Washington, visitou a Casa Branca nada mais, nada menos, do que 22 vezes durante a vigência da anterior administração… talvez para aferir da «flexibilidade» prometida pelo Sr. Hussein a Vladimir Putin? E, quanto a uma interferência numa eleição em outro país para alterar o seu resultado, quem sem dúvida o fez foi o Partido Democrata, que aplicou recursos em Israel para tentar derrotar e destituir Benjamin Netanyahu. Enfim, e nunca é de mais repetir, quando nos EUA democratas acusam republicanos de algo quase sempre se trata de um – patético – exercício de projecção. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Distorções portuguesas (Parte 4)

Um pouco mais tarde do que tem sido habitual, o que se deve não só ao novo «ritmo» do Obamatório depois de Barack Obama ter deixado de ser presidente dos EUA mas também ainda à disrupção causada pela censura de que fui alvo num artigo escrito originalmente para o Público sobre os EUA no início da «era Donald Trump», eis finalmente a minha retrospectiva (mais ou menos) anual dos meus comentários em outros blogs relativamente à situação na grande nação do outro lado do Atlântico…
… Feitos, concretamente, nos seguintes espaços: Aventar (um, dois, três, quatro, cinco); Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze, dezasseis, dezassete); Escrever é Triste (um, dois); Era uma Vez na América; Corta-Fitas; Estado Sentido; Horas Extraordinárias. Os temas incluiram: (des)controlo de armas; (falsas) «alterações climáticas»; violência dos «democratas» e «progressistas»; (falsos) «crimes de ódio»; presença americana no Iraque; o desenrolar das eleições presidenciais; (diferentes) «balanços» da presidência de Barack Obama; terrorismo islâmico; (deficiente) cobertura jornalística dos EUA em Portugal; hipocrisia dos «activistas ecológicos»; quem é que, de facto, mostrou-se «flexível» com a Rússia; Nixon perante a China, Obama perante o Irão; início da presidência de Donald Trump; a «cultura», ou falta dela, do anterior presidente dos EUA.
Mesmo tratando-se de blogs, e/ou de colaboradores de blogs, que possam eventualmente ter opiniões, posições, diferentes das que eu expresso nestes e noutros comentários, o certo é que – e isso é sempre de louvar – aqueles permitem que esses comentários (meus e de outros) sejam publicados, e frequentemente proporcionam discussões… mais ou menos pacíficas. Porém,  que dizer daqueles espaços na Internet que abordam igualmente, entre outros, temas relativos aos EUA, mas que não permitem comentários? Já os referi mais do que uma vez, e em especial um… o Sound + Vision de João Lopes. Ainda em Novembro passado mencionei o seu «esquecimento» de graves, reprováveis, afirmações de Madonna… Depois disso, as «postas» contra Donald Trump e o Partido Republicano têm-se sucedido com alguma regularidade… embora nem sempre com relevância. Na mais recente mensagem que lhe enviei, a 18 de Janeiro último (e que, como quase sempre aconteceu, não teve resposta), escrevi o  seguinte: «nem sempre considero justificado contactar os autores do Sound + Vision por causa de textos nele publicados, embora vários me suscitem regularmente dúvidas e mesmo desacordos. Porém, posso abrir excepções com aqueles em que os disparates são evidentes, como este... Que começa logo por ter um título... insólito - não tenho ideia de alguma vez o próximo presidente dos EUA ter tentado ser crítico musical. E passo por cima de expressões pueris como “pior banda do Mundo” e “sensibilidade rastejante” para me focar no que é, aqui, essencial - a afirmação “ficamos com uma certeza: durante quatro anos, a Casa Branca vai empenhar-se em alhear-se das dinâmicas da cultura pop”. Duas questões (que me vejo forçado a colocar, novamente, por mensagem electrónica, já que o vosso blog continua a não aceitar comentários)… Primeira, como é que ficaram com essa certeza? Alguma fonte da equipa de Donald Trump vos garantiu isso? Ou têm a capacidade de adivinhar o futuro? Segunda, porque é que a Casa Branca não deve “alhear-se das dinâmicas da música pop”? Acaso não há assuntos mais importantes a tratar por parte do governo federal norte-americano? Que prejuízos graves adviriam desse suposto “alheamento”? É certo que Barack Obama não se alheou da cultura pop - tanto que até acolheu na Casa Branca artistas com linguagem tão ou mais desagradável do que aquela demonstrada por Donald Trump. E se este (e/ou a sua equipa) não conseguiu assegurar mais artistas famosos para a sua inauguração e terá de se “contentar” com os 3 Doors Down, tal se deveu principalmente - como talvez o senhor saiba - ou a divergências ideológicas por parte de uns artistas, ou a outros terem sido insultados e/ou ameaçados de morte quando se soube que haviam sido convidados e/ou haviam aceite o convite - são os casos de Andrea Bocelli e de Jennifer Holliday. Vai o João Lopes, no S + V e/ou no Diário de Notícias, referir e condenar tais actos? Pouco provável, dado que, até agora, nunca mencionou o (muito desagradável) facto de Madonna ter feito a promessa - que depois não cumpriu - de fazer um fellatio a todos os homens que votassem em Hillary Clinton.» 
Muito pior, no entanto, do que não admitir comentários num blog é admiti-los… selectivamente. Foi o que aconteceu no Escrever é Triste, e, mais concretamente, com um dos seus colaboradores, Manuel S. Fonseca; ao contrário de Guiherme Godinho e de Pedro Norton, outros dois «blogueiros» do EeT, que publicaram comentários meus e comigo estabeleceram diálogos cordiais (ambos, aliás, são mencionados na lista acima), o editor da Guerra & Paz está desde 7 de Fevereiro (!) por publicar o seguinte comentário meu a este seu texto: «”Donald Trump não é capaz de um pingo de bondade. (…) Donald Trump rejeita de forma liminar e revolucionária a ideia de amar o próximo como a si mesmo.” Bastou uma rápida pesquisa para encontrar exemplos que desmentem estes disparates. Por exemplo, aqui… Ou aqui… Ou ainda aqui É verdade: não há pior cego do que aquele que não quer ver. Há pessoas que preferem aos factos as (suas) fantasias, os (seus) preconceitos…. e por isso mais facilmente acreditam nas “fake news”». Uma constatação que, evidentemente, não se aplica someste a este caso. E que explica igualmente porque é mais provável que essas pessoas façam censura. 

terça-feira, 14 de março de 2017

Histeria histórica

(Nota prévia - No meu (outro) blog Octanas informo sobre as - desagradáveis - circunstâncias deste texto, originalmente destinado para edição no jornal Público.
Apesar de já não ser necessário para muitos, faço aos leitores, para começar, um aviso, uma recomendação, uma sugestão: no que se refere à política nos Estados Unidos da América (e não só…), desconfiem sempre do que lêem, ouvem, vêem, nos principais órgãos de comunicação social da Europa… incluindo os de Portugal.
Não é de agora, com a eleição e a tomada de posse como presidente de Donald Trump, que as desinformações, descontextualizações, deturpações, as puras e simples mentiras, por acção ou omissão, resultantes de preferências e de preconceitos ideológicos, abundam em jornais, rádios e televisões deste lado do Atlântico. Sem duvida que a vitória do milionário nova-iorquino, e o início do seu (primeiro?) mandato enquanto comandante-em-chefe, exacerbou uma tendência para o alarmismo, o exagero, o ridículo; sim, a histeria está a ser… histórica, e ele só se mudou para a Casa Branca há um mês! Porém, o favoritismo dado ao Partido Democrata em detrimento do Partido Republicano vem de trás, vem de longe, e é injusto. Resulta ou de ignorância ou de ignomínia, porque o primeiro foi, e continua a ser, o partido do racismo (ontem foi a escravatura e a segregação de negros, hoje é a luta contra o «privilégio branco», que justifica crescentes ataques, retóricos e literais, contra caucasianos), da violência e do crime. O segundo foi, e continua a ser, o partido da defesa dos direitos humanos, da liberdade, da dignidade. Não por acaso, o seu primeiro membro a tornar-se presidente foi Abraham Lincoln. Não por acaso, o primeiro afro-americano e a primeira mulher a tornarem-se congressistas em Washington (senador ele, representante ela) eram do GOP. Este, e todos os que o integram e o apoiam, começaram a ser (mais) demonizados depois de Watergate; no entanto, Barack Obama, e/ou os elementos da sua equipa, cometeram muito mais ilegalidades e abusos de poder do que Richard Nixon e todos os seus «homens do presidente» - quem tem dúvidas que consulte o meu blog Obamatório, no qual, desde 2009, apresentei sucessivamente provas disso. Ralph Nader – insuspeito de ser um direitista - afirmou que nunca houve um vigarista maior na Casa Branca do que o Sr. Hussein… que saiu daquela com um índice de popularidade médio total inferior ao de «Tricky Dicky»!
Donald Trump é, inquestionavelmente, um caso especial. O seu estilo, o seu percurso, as suas afirmações e acções foram, e são, polémicas, polarizadoras. Todavia, e desde a madrugada de 9 de Novembro, ao fazer o discurso de vitória em Nova Iorque, não pode ser acusado de não ter apelado a todos os americanos, de não ter prometido ser o presidente de todos, de trabalhar em prol de todos – o que não implica, obviamente, prescindir das suas ideias, dos seus objectivos, das suas políticas. Não acreditem nos que dizem que a sua presidência, até agora, tem sido um «caos»: este, sim, está instalado nas fileiras dos opositores – quer os gabinetes de democratas quer as redacções de jornalistas – que nitidamente não têm estofo para aguentar, deixando-os confundidos, desorientados, quiçá apoplécticos, a quantidade, a velocidade e a intensidade das suas actividades, das suas decisões, das suas iniciativas, … todas elas, note-se, em cumprimento das suas promessas eleitorais! Ninguém pode dizer que não se sabia o que ele queria fazer, pois ele repetiu-o sucessivamente… mas, pelos vistos, nem todos acreditaram que ele iria mesmo (tentar) fazer.
Será que, depois de todo este tempo, ainda não se aperceberam de que Donald Trump não é um político como os outros? E que todas as «notícias» (previsões) sobre a sua «morte política» se revelaram (para citar Mark Twain) muito exageradas? Primeiro, não acreditaram que ele pudesse ganhar; depois, assim que ele ganhou, multiplicaram os esforços para diminuir o seu triunfo, tirar a legitimidade àquele e ao seu mandato. Realçaram o facto de ele não ter ganho o voto popular - «argumento» de maus perdedores, porque sabiam quais eram as regras antes do «jogo», e, se discordavam daquelas, deviam tê-lo dito e tentado alterá-las antes… mas ainda bem que o colégio eleitoral vigora, porque a vantagem de Hillary Clinton no total de votos deveu-se à sua vantagem na Califórnia, Estado que não oferece qualquer garantia de que só cidadãos, e não imigrantes ilegais, votam. Além disso, nem sempre, ou raramente, os vencedores nos EUA têm 50% + 1 dos votos expressos… lá as eleições presidenciais não têm «segunda volta»; Bill Clinton, por exemplo, teve, nas suas duas vitórias, menos de 50%, e Hillary, em 2016, teve menos votos do que a soma dos votos de Trump, Jill Stein e Gary Johnson. Alegaram a existência de irregularidades na contagem, em especial em (três) Estados fulcrais (Michigan, Pensilvânia, Wisconsin) em que DJT ganhou… mas as poucas recontagens feitas deram-lhe mais votos! Tentaram convencer os membros do colégio eleitoral a não o escolherem… mas foram mais os que renunciaram a Hillary Clinton do que a ele! Acusaram a Rússia – isto é, Vladimir Putin e os seus serviços secretos – de terem influenciado as eleições a favor de Trump… mas nunca qualquer prova disso foi apresentada. Afirmaram que «falsas notícias» tinham contribuído para o triunfo dele… mas, desde que ganhou, praticamente todas as (inequívocas) «falsas notícias» - quase 100 segundo uma contagem recente – foram feitas contra o novo presidente, sendo delas um exemplo a retirada do busto de Martin Luther King da Sala Oval - «notícia» dada por um repórter da Time que, claro, não era verdade.
A dualidade de critérios, a hipocrisia e a memória curta são, como habitualmente em tudo o que se relaciona com os EUA, imensas e insultuosas; são tantas as indignações selectivas. A ordem executiva, que não é «anti-imigração», que determinou, não o (erradamente) denominado «banimento de muçulmanos» mas sim um controlo fronteiriço mais apertado durante quatro meses, apenas afecta sete países (de maioria muçulmana, mas só uma pequena parte dos praticantes daquela religião a nível mundial), dos quais efectivamente vieram, em dez anos, bastantes indivíduos – mais de 70 – acusados e condenados por terrorismo, tentado ou concretizado; contudo, talvez nem todos os que protestam sabem que a decisão resulta de uma lista elaborada pela administração de Barack Obama, que, aliás, em 2011 proibiu a entrada de iraquianos durante seis meses; e talvez desconheçam também que seis daqueles sete integram uma outra lista – a dos (16) países que proíbem, não temporária mas sim permanentemente, a entrada de israelitas nos seus territórios… e onde estão as manifestações contra aqueles por tão flagrante discriminação e objectiva xenofobia? Por falar em manifestações, as ditas «das mulheres», realizadas, nos EUA e em outros países, a 21 de Janeiro, no dia seguinte ao da tomada de posse de Donald Trump, por este ter feito em privado alguns comentários brejeiros em… 2005 (e pelos quais o então candidato pediu desculpa, o que é muito raro nele), teriam ganho uma outra, e maior, credibilidade, se tivessem sido direccionadas igualmente contra as nações – as que têm o crescente na bandeira – que discriminam, maltratam, oprimem as mulheres (e não só)… embora tal nunca seja de esperar por parte de esquerdistas, sempre receosos de serem acusados de «islamofobia», e onde se inclui Linda Sarsour, uma das organizadoras do «ajuntamento» principal, em Washington, uma muçulmana apoiante de terroristas, defensora da «sharia», e que considera irrelevante que as senhoras conduzam automóveis.
Ainda neste âmbito, é de assinalar que o diferente tratamento dado a mulheres consoante a sua ideologia é outra marca da hipocrisia. Objectivamente, Kellyanne Conway mereceria sempre ser enaltecida por ter sido a primeira mulher a dirigir uma campanha presidencial vencedora. Porém, e injustamente, está a ser caluniada e caricaturada como (um)a personificação de desonestidade. Muitos criticaram e ridicularizaram a agora conselheira de Donald Trump por ter falado em «factos alternativos» - um evidente lapso, porque ela quereria dizer «fontes (noticiosas) alternativas» - mas não fizeram o mesmo quando o New York Times inventou a expressão «promessas incorrectas» para defender Barack Obama, desmascarado como mentiroso (uma vez entre várias) por ter assegurado falsamente que, com o «ObamaCare», todos manteriam os seus planos de saúde e os seus médicos. Voltaram à carga contra a «elefante» por causa do alegado «Bowling Green Massacre», mas nada se ouve quando duas idosas representantes «burras» da Califórnia, Maxine Waters e Nancy Pelosi, dizem idiotices – a primeira desconfia da Rússia por ter invadido a «Coreia» (pois… foi a Crimeia) e a segunda recusa colaborar com o «Presidente Bush» (pois… agora é Trump). Enfim, acusam Conway – desta vez com alguma razão – de ter infringido normas de conduta ao apelar à compra de produtos (de Ivanka Trump, que está a ser alvo de um boicote comercial por motivos políticos) mas não acusaram Michelle Obama quando esta fez praticamente o mesmo.
Nenhuma acusação contra Donald Trump, os seus familiares, os membros da sua administração, os seus apoiantes e o Partido Republicano, todavia, é mais ridícula do que a de eles serem «racistas» apoiantes do Ku Klux Klan, «supremacistas brancos», «neonazis» e «anti-semitas».
A sério?! Vejamos… O actual presidente dos EUA promoveu, enquanto empresário, o fim da discriminação contra judeus em clubes na Flórida; tem um genro judeu (que se tornou um dos seus conselheiros mais próximos e confiáveis) e uma filha que se converteu ao judaísmo aquando do casamento; mostrou-se favorável à mudança da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O seu filho Eric afirmou que David Duke, ex-líder nacional do KKK, «merecia (levar com) uma bala». Jeff Sessions, agora procurador-geral dos EUA, enquanto procurador no (depois senador do) Alabama, e entre outros feitos, promoveu o fim completo da segregação nas escolas daquele Estado, acusou (e conseguiu a condenação à morte de) um líder local do KKK… e em 2009 recebeu um prémio do NAACP! A Breitbart, de onde provém o tão (imerecidamente) vilipendiado Stephen Bannon, é o espaço na Internet que mais denuncia e combate o islamismo e que mais defende e elogia Israel – eu sei isso porque consulto aquele sítio quase todos os dias há quase dez anos.
Obviamente, é na esquerda que se encontram os verdadeiros neonazis – aliás, convém nunca esquecer que os nazis originais integravam o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Qual é a ideologia dos que – e não só na América – constantemente vituperam a nação de David, única (e exemplar) democracia no Médio Oriente, e, ao mesmo tempo, desculpabilizam – nem que seja pelo silêncio – as nações de Maomé, incluindo os muçulmanos mais fundamentalistas, radicais? Qual é a ideologia dos que praticam a violência contra opositores, em especial (e desde há vários anos, tendo-se agravado durante a presidência de Barack Obama) nas universidades, várias das quais autênticas fábricas de fascistas que «ilegalizam» a liberdade de expressão, com hordas de alunos doutrinados por professores «progressistas» a impedirem – ou pelo menos a dificultarem – as presenças e as palestras de oradores conservadores, de direita, internos ou externos a essas universidades, com recurso a ameaças, a agressões físicas tentadas ou concretizadas, à destruição de propriedade pública e privada? O recente motim ocorrido na Universidade de Berkeley, na Califórnia, contra a visita, para um discurso e um debate (que acabaram por ser cancelados), de Milo Yannopoulos, estrangeiro (inglês) com ascendência judaica, e homossexual que regularmente confessa a sua preferência por homens negros, ilustrou ironicamente, e absurdamente, como os esquerdistas são «especialistas» em projecção, como têm atitudes e comportamentos que criticam e condenam (falsamente) noutros. Enfim, os democratas não mudaram assim tanto, pois continuam a (tentar) barrar a entrada de certas pessoas nas escolas que têm por exclusivamente suas: até aos anos 60 eram os afro-americanos, depois foram e são os que pensam de maneira diferente.
Evidentemente, não são apenas de (indecentes) docentes e discentes que vem a validação do vandalismo. Também vem de políticos como Tim Kaine, senador da Virgínia que foi «running mate», candidato a vice-presidente, de Hillary Clinton, que apelou a que se «proteste nas ruas». Também vem de «artistas» e de «celebridades» como: Madonna, que «sonhou» em fazer explodir a Casa Branca (desde que Donald Trump e a sua família se mudaram para lá), sem dúvida porque a sua promessa (não cumprida) de fazer fellatios a todos os homens que votassem em Hillary não teve o resultado desejado (por ela); de Sarah Silverman, que pediu um golpe de Estado militar; de Robert de Niro, que por mais do que uma vez expressou a sua vontade de esmurrar o actual presidente. Pior, também vem de «jornalistas» como India Knight (Sunday Times), Monisha Rajesh (The Guardian) e Steven Borowiec (Los Angeles Times), que desejaram, mais ou menos explicitamente, o assassinato de Trump, tal como os editores das revistas Village (irlandesa) e Der Spiegel (alemã), que em capas recentes colocaram, a primeira, uma fotografia de DJT com um alvo sobre a cabeça e as palavras «Porque não», e, a segunda, uma caricatura do mesmo com, numa mão, uma faca ensanguentada, e, na outra, a cabeça decepada da Estátua da Liberdade.
A verdade é que Donald Trump está a ser objecto de mais manifestações, protestos e irritações do que Abu Bakr Al-Baghdadi. O que constitui um motivo de reflexão… e de preocupação. (Transcrição no Cedilha. Referência no Amigo de Israel.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Entretanto, no último mês…

Os «resíduos tóxicos», remanescentes problemáticos, da presidência de Barack Obama continuam a ser encontrados e acumulados… Já em Janeiro, no anterior texto aqui no Obamatório, haviam sido referenciadas algumas «surpresas» de, literalmente, última hora: «mais urânio para o Irão, menos sanções para o Sudão, fim do asilo imediato para refugiados cubanos, 500 milhões de dólares para o Fundo do Clima Verde da ONU. E não poderiam faltar, “logicamente”, os perdões, reduções de pena, libertações, de criminosos de vários géneros»…
… E, entretanto, no último mês, o que há a reportar? Entre outros «casos pendentes» duvidosos ou mesmo problemáticos: venda de armamento ao Quénia – país que durante muitos anos o Sr. Hussein indicou como sendo aquele em que nascera – num valor superior a 400 milhões de dólares; o bombista suicida do ISIS que se fez explodir recentemente em Mosul que era um dos libertados de Guantánamo; o insólito – e já confirmado – acordo de «troca» de «refugiados», ou de imigrantes ilegais, com a Austrália; o ataque informático, perpetrado pelo Departamento de Segurança Doméstica ao sistema eleitoral do Indiana (não, não foram os russos…) enquanto Mike Pence, o actual vice-presidente, era governador daquele Estado; e, irónica e inversamente, o fracasso da «estratégia de governo digital» da anterior administração, revelado num relatório federal publicado há uma semana, fracasso esse que implicou igualmente a multiplicação dos riscos de insegurança e de vulnerabilidade na infra-estrutura electrónica do governo.
Estes e outros factos, evidentemente, já não constituem problemas para o ex-presidente, que a seguir à tomada de posse do seu sucessor rumou, com a esposa, para umas férias de luxo nas ilhas Virgens na companhia de Richard Branson antes de se instalar na sua nova casa em Washington com um valor superior a quatro milhões de dólares. Em princípio, não está nos seus planos um regresso à política activa… pelo menos nos EUA. A não ser que ele aceite o apelo-convite (humorístico?) de um grupo de gauleses que querem que ele se candidate a presidente da França!