sábado, 17 de novembro de 2018

Decoro e desassombro

Em Portugal foi publicado neste mês de Novembro um livro com o sugestivo – e enganador – título «Isto Não é Bem um Presidente dos EUA», apenas o mais recente numa série de obras que abordam a política na grande nação do outro lado do Atlântico numa perspectiva enviesada, esquerdista, incompleta, deturpada, contra a Direita, os conservadores, o Partido Republicano – isto enquanto o meu, que funciona(ria) como um útil e até indispensável contraponto, continua por editar. O autor daquele tornou-se um notório propagandista ao longo dos anos e conquistou um acesso quase constante a estações de rádio e de televisão; curiosamente, o seu livro anterior, lançado em 2016, dava como adquirido o triunfo de Hillary Clinton na eleição presidencial daquele ano. Tal fiasco, porém, não obstou a que continuasse a ter credibilidade junto dos meios jornalístico e editorial nacionais…
… E não poderia ser mais evidente a intenção daquela afirmação: «pintar» Donald Trump como uma anomalia – negativa – na história presidencial norte-americana, talvez mesmo alguém que destoa(ria) – negativamente – numa «galeria» com quase 250 anos até agora irrepreensível, ou quase. O que é, evidentemente, ridículo, e em que só os ignorantes do passado… e do presente poderão acreditar. Não faltam exemplos de presidentes que se comportaram deploravelmente durante os seus mandatos. Apenas três exemplos: houve um que (re)segregou toda a adminstração pública, como que anulando todos os progressos das décadas anteriores; houve outro que rejeitou a entrada no país de imigrantes judeus fugidos do nazismo e que mandou prender em campos de concentração cidadãos, compatriotas de ascendência japonesa; e ainda outro que autorizou a detonação não de uma mas de duas bombas atómicas sobre cidades japonesas. Eles foram, respectivamente, Woodrow Wilson, Franklin Roosevelt e Harry Truman. O que têm eles em comum? Eram todos membros do Partido Democrata…
… E constituem apenas os mais infames casos de «burrices» na Casa Branca no século XX… e, se forem precisos, também há exemplos no XIX. Os seus erros, «pecados» e até crimes fazem da – inegável – rudeza do Nº 45, em comparação, um modelo de virtudes. Afirmo-o mais uma vez, em especial para os subdesenvolvidos emocional e intelectualmente, para os papalvos que acreditam em todas as parvoíces que lêem e ouvem desde que lhes «confirmem» os preconceitos: até agora nada há que demonstre que Donald Trump, tanto na campanha como na presidência, tenha cometido qualquer violação da Constituição e/ou das outras leis dos EUA. O que ele tem feito – sendo isso que irrita quase até à loucura os seus críticos e opositores – é… cumprir o que prometeu, concretizar um programa de Direita que suspende e até reverte os «avanços» que os adeptos do suposto «progresso» já davam como definitivos. A sua lista de sucessos em menos de dois anos é notável, quiçá extraordinária. E é a isto o que os seus admiradores, apoiantes, votantes dão, correctamente, mais importância e valor, e não a eventuais subtilezas de trato que, tantas vezes, mais não são do que disfarces para a incompetência.
O desassombro, a frontalidade, e mesmo, porque não, a violência verbal – que acaba por traduzir-se, curiosamente, numa inesperada e nunca vista transparência – de Donald Trump invariavelmente surgem em resposta a ataques injustos, a insultos soezes, a mentiras ridículas, que os políticos democratas e os seus aliados na comunicação social expelem contínua e incansavelmente. A eles, e também a todos os que no estrangeiro alinham na demonização do actual presidente, nunca é de mais dizer: o milionário nova-iorquino está agora na Casa Branca também porque, em 2012, Mitt Romney, quase de certeza o mais competente, experiente, qualificado – e com a melhor personalidade (é praticamente um escuteiro!) – candidato presidencial de sempre foi, além de (injustamente) derrotado, também vilificado, vilipendiado… como, aliás, todos os membros do GOP são. Os eleitores conservadores (e não só) tomaram nota, e muitos decidiram que da próxima vez apostariam em alguém que responderia, que não se limitaria a «comer e calar».
Os defensores do decoro, principalmente o do comandante-em-chefe dos EUA, se não forem irremediavelmente uns hipócritas devem apontar e criticar o comportamento de Barack Obama desde que deixou o Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia em Washington… e, inclusivamente, previamente. Antes, nos oito anos dos seus dois mandatos, raramente perdeu uma oportunidade para, imaturamente, culpar o seu antecessor pelos problemas que enfrentava. Depois, com o maior dos atrevimentos, não tem hesitado em acusar o seu sucessor, em espantosos exercícios de projecção, de actos, atitudes, comportamentos, falhas, que ele, sim, é que teve… excepto quando se trata de reclamar para si, com desfaçatez, a (co-)responsabilidade pela excepcional situação económica que os EUA agora atravessam. O Sr. Hussein continua, pois, a demonstrar que não tem, nem nunca teve, categoria, classe, para o cargo que ocupou. Sem vergonha de atacar o seu antecessor, sem vergonha de atacar o seu sucessor, algo que, para só mencionar a história mais recente, nem os Bush (pai e filho) nem Bill Clinton alguma vez fizeram…
… E também nunca aqueles ex-presidentes regressaram, pouco tempo depois de deixarem o cargo, ao combate partidário como BHO agora fez aquando das eleições intercalares no país, participando em comícios a favor de diversos candidatos «azuis»… embora, depois de contados os votos, o impacto do Nº 44 deverá ter sido mais negativo do que positivo – em termos de comparação, DJT ganhou mais nas «apostas» directas que fez. Não ajudou o facto de Obama, por exemplo, ter apelado aos eleitores no Michigan a votarem cedo, isto é, antes do dia da eleição – algo que, naquele Estado, não é permitido. O que demonstra o quanto ele «conhece» o país do qual foi o responsável máximo. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sem respostas (Parte 3)

Infelizmente, não é surpreendente: continua a haver em Portugal várias pessoas que, porque não têm capacidades nem conhecimentos mínimos para o fazer correctamente, difundem informações – e opiniões – deturpadas ou até mesmo falsas sobre o panorama político nos Estados Unidos da América. E eu, tanto quanto me é possível, ou, melhor dito, me é permitido, contrario-as.
João Lopes, «jornalista» do Diário (agora semanário) de Notícias mantém-se como um dos mais notórios – e irritantes – reincidentes. Eis as suas duas mais recentes «recaídas», ambas no blog Sound + Vision, que eu lhe «diagnostiquei» por correio electrónico porque aquele continua a não aceitar comentários. A 24 de Agosto, a propósito deste texto, escrevi-lhe que nele «há dois erros relativamente graves: um, David Axelrod nunca foi “procurador federal” mas sim consultor político de Barack Obama; outro, Michael Cohen não foi condenado porque (ainda) não foi a julgamento, ao contrário de Paul Manafort. Estas são falhas normalmente inadmissíveis num jornalista já com muita experiência e anos de serviço... a não ser que consideremos, como “circunstância atenuante”, o facto de esse mesmo jornalista se ter “especializado” em, de abordar quase sempre, temas de cultura, cinema, música. Então, melhor seria não mandar “bitaites” sobre o que não compreende.» Porém, JL mandou mesmo mais «bitaites» desse tipo e, a 9 de Outubro, a propósito deste texto, escrevi-lhe: «Não, não é um “facto” que Brett Kavanaugh protagonizou um episódio de agressão sexual contra ela. O que há, houve, é uma alegação, uma acusação... sem provas; ela não sabe, não recorda, exactamente onde e quando essa agressão ocorreu, a não ser que teria sido, talvez, algures no início dos anos 80; as testemunhas que ela própria indicou não confirmaram a sua versão dos acontecimentos - e, aliás, um ex-namorado revelou que, ao contrário do que foi dito, ela não tem medo de voar de avião nem de estar em espaços pequenos e fechados; e, pior ainda, ela não se lembra, não tem a certeza, de pormenores relativos a eventos recentes, deste ano, acontecidos apenas há algumas semanas ou meses! Portanto, não foi uma acusadora credível. (…) A postura não foi grosseira e não houve gozo, insultuoso ou outro - o Presidente limitou-se a destacar as contradições e as debilidades evidentes no testemunho de Christine Blasey Ford, que eu apontei acima (e várias outras existiram). Agora, verdadeiramente grosseiro e insultuoso foi o comportamento dos democratas - políticos, advogados, “jornalistas”, manifestantes - neste processo. Para eles vale(u) tudo, ou quase: sucessivas acusações - na verdade, calúnias - cada vez mais graves e disparatadas (Kavanaugh seria o líder de um bando de violadores em série!); recusa da presunção de inocência (quem não acreditasse em Ford ou nas outras “vítimas” estaria “contra as mulheres”); intimidação por rufias esquerdistas (muitos deles pagos), por vezes quase a chegar à violência efectiva, a políticos republicanos na rua, em restaurantes, em aeroportos, nas suas casas e até nos próprios edifícios do Congresso, junto aos gabinetes e às salas de audiência! Enfim, e mais uma vez, o João Lopes difundiu “fake news”. Por incompetente (e inadmissível) ignorância ou por intencional, premeditada, malícia, isso é algo que continua por apurar.» Cada vez mais acredito que é por malícia…
Outro caso – inesperado – de persistente falta de sensatez (para não usar outra expressão, mais desagradável) neste âmbito é o de Nuno Gouveia. Com o blog Era Uma Vez Na América estando aparente e definitivamente desactivado, é na sua conta de Twitter que ele comenta também o que se vai passando na grande nação do outro lado do Atlântico. Digamos que tem havido vários motivos para as minhas mensagens se sucederem no último ano. Exemplos? Sobre isto, eu disse: «Se Donald Trump e Jeremy Corbyn são “duas faces da mesma moeda”... então trata-se de “dinheiro” muito estranho. Em relação a Israel e aos judeus, suponho que não há dúvida de que estão em campos opostos. Quanto à Rússia... também: o actual presidente dos EUA não só manteve como aumentou as sanções a Moscovo, forneceu armas à Ucrânia (algo que Barack Obama se recusou a fazer), permitiu que mais de 200 mercenários russos fossem mortos na Síria, exigiu que os outros membros da NATO aumentassem as suas contribuições financeiras (para os mínimos obrigatórios), criticou o gasoduto que liga a Rússia à Alemanha... enfim, um comportamento muito estranho para um “agente do Kremlin”.» Sobre isto, eu disse: «É claro que Donald Trump “adora”, prefere, preconiza, o comércio livre. Aliás, ele desafiou os parceiros do G7, na cimeira realizada este ano no Canadá, a acabarem com todas as tarifas, subsídios e barreiras. Porém, e esse é um aspecto fundamental da sua posição neste âmbito que, "surpreendentemente", não é devida e frequentemente salientado, ele é um adepto do comércio que seja, além de “free”, “fair”, justo; e não há justiça quando os EUA impõem tarifas reduzidas ou até nulas a produtos de países que, por sua vez, “retribuem o favor” aplicando tarifas elevadíssimas a produtos dos EUA; é disto que se trata com as actuais acções da administração norte-americana – “level the playing field”. E, obviamente, o caso pior, mais grave, é o da China, que, deve-se nunca o esquecer, é a maior e a mais antiga ditadura do Mundo. Está o Nuno, com o “tweet” acima, a defendê-la? Com o “Império do Meio” os problemas num comércio que se pretende livre não se limitam à desigualdade de tarifas de importação e de exportação: há a exploração de mão-de-obra (que não tem sindicatos, tribunais e meios de comunicação social verdadeiramente independentes para onde recorrer), as catástrofes ambientais e a violação dos direitos de propriedade intelectual.» 
Nem João Lopes nem Nuno Gouveia responderam às mensagens que lhes enviei assinalando e corrigindo os seus erros em relação ao que acontece nos EUA. Já com John Wolf a situação foi algo… diferente. No Estado Sentido, blog em que colabora, ele publicou em Julho último uma «posta» em que se pode ler o seguinte: «O presidente dos EUA entregou o Uncle Sam a Putin. A loucura a que assistimos é inédita na história dos EUA. A negação categórica do envolvimento russo no processo eleitoral americano (não obstante a reunião de provas realizada pelo special counsel Robert Mueller), o ataque aos serviços de inteligência dos EUA, ao próprio sistema de justiça, e às demais instituições de credibilização democrática dos EUA deve ser interpretado sem reservas como um acto de traição. Servindo-nos de uma lógica relativamente simples, tudo isto significa que Putin dispõe de meios para eleger presidentes norte-americanos, mas também para deselegê-los. (…) The russians aren´t coming. Já lá está o Trump.» Inseri, na caixa respectiva, o comentário seguinte: «”Parabéns”, John Wolf! Creio que, com este texto, você alcançou um novo “recorde” no maior número de disparates com o menor número de palavras.» Porém, ele não foi autorizado e publicado, apesar de outros dois, anónimos, o serem. Pois, há quem não goste que as suas parvoíces sejam apontadas…

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Regressar e recordar

Desde que o Obamatório foi criado em Janeiro de 2009, nunca, nos nove anos já decorridos, um dia 11 de Setembro passou sem que nesta data eu publicasse aqui um texto a propósito de hediondos ataques contra os EUA cometidos por terroristas islâmicos, primeiro «apenas» os de 2001 – que marcaram para sempre Nova Iorque (Centro Mundial do Comércio), Washington (Pentágono) e Shanksville (em vez do Capitólio) – e depois o de 2012 que destruíu o consulado norte-americano em Benghazi, na Líbia. É regressar e recordar: 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. A evocação sempre teria justificação mesmo que entretanto não tivessem ocorrido revelações, novidades, desenvolvimentos relevantes…
… Que, mais uma vez, ocorreram. Concretamente, por exemplo, e entre outras: inéditas gravações, registos, imagens e sons, dos atentados; uma nova, e inovadora, componente tecnológica no monumento ao Voo 93 da United; acções, iniciativas, dos sobreviventes, incluindo o assinalar da data de uma forma (surpreendentemente) artística, e a reinvindicação de apoios, compensações, de tipo médico e/ou financeiro. Evidentemente, e inevitavelmente, um momento que deveria ser encarado como de unidade e de elevação nacionais foi mais uma vez perturbado, danificado, e até conspurcado por lamentáveis, embora previsíveis, acessos de histerismo ofensivo de esquerdistas em geral e de «Never Trumpers» em particular: protesto e quase proibição de um cartaz alusivo ao 9/11 numa faculdade no Winsconsin por alegada islamofobia (!); um candidato democrata nas próximas eleições intercalares de Novembro que comparou – na verdade, equiparou – Donald Trump a Osama Bin Laden; dentro da mesma ridícula e perversa «lógica», já em Julho Jill Wine-Banks (que integrou a acusação aquando do caso Watergate) colocou a cimeira entre DJT e Vladimir Putin em Helsínquia este ano, em termos de gravidade, ao nível, sim, do 11 de Setembro (e de Pearl Harbor e da «Noite de Cristal»), e, agora, nem mais nem menos do que Joe Scarborough, que em 2016 deu dezenas de horas de favorável cobertura no seu programa na MSNBC ao então candidato e actualmente presidente, afirma que este é mais prejudicial aos EUA do que a catástrofe ocorrida há 17 anos!
Estas patéticas posições resultam em grande medida da desvalorização que a esquerda – norte-americana mas não só – tende a fazer dos crimes cometidos por muçulmanos. Nancy Pelosi, que já classificou em termos apocalípticos, de «fim do Mundo e da civilização», as maiorias do Partido Republicano no Congresso e a descida dos impostos por aquele votadas, designou, em Julho deste ano, os ataques de 2001 como um «incidente». Barack Obama, durante um discurso que proferiu na semana passada em Chicago e em que desavergonhadamente, hipocritamente, acusou Donald Trump e o PR de praticamente tudo aquilo que ele e o Partido Democrata de facto fizeram, referiu-se ao ataque em Benghazi – que causou a morte de quatro norte-americanos, entre os quais o então embaixador na Líbia – como mais uma «teoria da conspiração» vinda da direita… porém, e na verdade, a administração dele não prestou auxílio imediato aos sitiados no consulado e depois indicou um vídeo no YouTube como a causa do sucedido!
O que também não é teoria da conspiração é o facto de, em 2014, a uma suposta agência de auxílio humanitário no Sudão que, na realidade, é uma afiliada da Al Qaeda, que a esta presta – e a outras organizações terroristas, como o Hamas – assistência financeira e logística, e como tal foi assinalada pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 2004, ter sido atribuído um subsídio de cerca de 200 mil dólares pela administração do Sr. Hussein. Infelizmente, esta não seria a única vez que democratas no governo federal deram dinheiro a extremistas islâmicos que preconizam o assassinato de massas e o genocídio: lembrem-se os muitos milhões que foram enviados para Teerão aquando do «acordo nuclear» com os «ai-as-tolas» que supostamente os impediria de construir armas atómicas. E o que se descobriu entretanto? Foi revelado no passado mês de Junho: o regime iraniano auxiliou os operacionais da AQ que em 2001 atacariam a América!
Mais um motivo, a juntar a outros, que justifica plenamente a decisão de Donald Trump de não só romper o entendimento com os totalitários xiitas mas também de retomar e de reforçar as sanções contra eles. Que bom que seria que na Europa certos chefes de Estado e de governo lhe seguissem o exemplo e rejeitassem aqueles que prendem mulheres por destaparem o cabelo e por dançarem. Em vez disso, recebem-nos em Bruxelas com promessas de que, por parte da UE, nada mudará, isto enquanto auxiliam traficantes de carne humana a desembarcar nas costas do Sul do Velho Continente, diariamente, centenas de potenciais agressores, violadores e homicidas que adoram igualmente Alá.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Para quando o «livro do Obamatório»?

Provavelmente (muit)os que têm lido o meu blog Obamatório ao longo dos últimos quase dez anos fizeram pelo menos uma vez a seguinte pergunta, nem que fosse em pensamento a eles próprios: «será que Octávio dos Santos pensa algum dia fazer um livro a partir dos textos que ele escreve e publica neste seu blog
A resposta a essa (eventual) pergunta é «sim». Desde que iniciei o Obamatório sempre foi um objectivo construir um livro com base na selecção, adaptação e revisão daqueles que eu consideraria os melhores textos colocados neste espaço. O «quando» fazer isso também logo me pareceu óbvio: quando Barack Obama deixasse de ser presidente dos Estados Unidos da América. Tive esperança de que tal acontecesse em 2013; porém, e infelizmente, foram mais quatro anos. Assim, só concluí a elaboração desta minha obra em Julho de 2017 – sim, há pouco mais de um ano.
Não vou divulgar aqui e agora o título que lhe dei, mas vou transcrever a sinopse que escrevi e que constitui igualmente o texto de contracapa: «Depois da eleição presidencial nos Estados Unidos da América realizada no dia 8 de Novembro de 2016, muitas pessoas em todo o Mundo, incluindo Portugal, terão formulado diversas variantes da seguinte pergunta: “O que correu mal nestes anos de Barack Obama para que o povo americano votasse numa mudança tão radical, e entregasse o mais alto cargo da nação a alguém tão ‘sinistro’ como Donald Trump?” Na verdade, muita coisa correu mal, a presidência do Sr. Hussein não constituiu um sucesso, e foi por isso que, precisamente, grande parte do povo americano – incluindo em (dezenas de) condados e em Estados que em 2008 e em 2012 haviam dado a vitória ao marido de Michelle – votou numa “mudança tão radical”. Além de que Hillary Clinton era, efectivamente, uma alternativa pior do que o milionário novaiorquino. Durante oito anos, entre 2009 e 2017, os mesmos dos dois mandatos do 44º presidente dos EUA, Octávio dos Santos, escritor e jornalista premiado, relatou, no seu blog Obamatório, os factos desagradáveis – insultos, incompetências, erros, escândalos – que marcaram a actuação de Barack Hussein Obama e da sua administração… e que a generalidade da comunicação social portuguesa, mas não só, omitiu, desvalorizou, e/ou, até, sobre os quais pura e simplesmente mentiu. Agora, reunido neste livro, está o melhor - ou, talvez mais correctamente, o “pior” - desse demorado e dedicado trabalho de observação, recolha, selecção, análise e opinião. Leia, e enumere os “episódios” aqui relatados, tanto os hediondos como os hilariantes, de que tinha conhecimento antes de virar as páginas precedentes… e provavelmente terá uma surpresa!»
Nos cerca de doze meses que entretanto decorreram já propus o livro para publicação a seis editoras… e todas recusaram. A primeira disse «não» ainda antes de eu ter o livro concluído e de a sinopse estar pronta – apenas lhes enviei uma primeira selecção, incompleta e provisória, dos textos a incluir; foi a Contraponto. A seguir, contactei as duas editoras que lançaram em 2016 (antes de 8 de Novembro) livros cuja principal premissa, e previsão, era a de que Hillary Clinton iria vencer a eleição presidencial e tornar-se a primeira mulher presidente dos EUA – algo a que eu já fizera referência então; portanto, tanto à PrimeBooks, que editou «Nunca é Tarde Para Ganhar», como à Tinta da China, que editou «Administração Hillary», apresentei o meu livro, que assenta em factos confirmáveis e não em adivinhações pouco menos do que astrológicas… mas ambas rejeitaram-no. Depois, tentei uma editora que já lançara (em 2006) um livro (co-)escrito por mim, «Os Novos Descobrimentos»; no entanto, na Almedina, disse-me uma pessoa que trabalha naquele grupo editorial, «infelizmente não houve consenso quanto à publicação (do meu livro) por uma questão temática sobretudo, e não obstante o facto de estar extremamente bem escrito» (já o sabia, mas é sempre bom que outros o confirmem ;-)); mas houve lá quem preferisse gastar (muito mais) dinheiro na aquisição dos direitos, na tradução e na publicação (em pouco mais de um mês) de «Fogo e Fúria – Dentro da Casa Branca de Donald Trump», de Michael Wolff – alguém que confessou que o seu trabalho «nada tem a ver com a verdade». Posteriormente experimentei a Matéria-Prima, mas esta alegou que o seu plano editorial (para este ano?) já estava fechado – e de lá não responderam à minha pergunta subsequente sobre se o meu livro seria considerado depois de o plano editorial ser reaberto. Enfim, dirigi-me à Gradiva depois de saber que aquela publicara (em Junho último) «Os Anos Trump – O Mundo em Transe», de Eduardo Paz Ferreira (marido de Francisca Van Dunem, actual Ministra da Justiça), para quem DJT constitui uma «ameaça à civilização»; a réplica, todavia, uma vez mais negativa, veio no (para mim) tempo recorde de 15 horas (!), tendo o próprio Guilherme Valente depois me comunicado – e admitido – que não leram nem iriam ler o meu livro (além, suponho, da sinopse)… por não o terem considerado «adequado à programação».
Por tudo isto se confirma que em Portugal – e não apenas, claro, no que se refere a perspectivas sobre a política dos EUA – no sector editorial se verificam praticamente os mesmos níveis de discriminação, preconceito e desinformação que se registam no da comunicação social. Alguém que trabalha naquele e que o conhece bem deu-me a seguinte explicação, a sua «leitura» da situação: «por mau que tenha sido o mandato de Obama, e para a grande maioria das pessoas não foi, o que se lhe está a seguir torna-o, aos olhos das pessoas, bom. É aquela velha máxima de que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Não sei se a evolução dos acontecimentos futuros tornará a realidade como uma oportunidade para lançar no mercado um livro com as características do seu. Neste momento, não avalio como bom o momento que vivemos, pelo excesso de livros relacionados com Obama e até com Trump, pela reacção dos compradores, pela impopularidade de Trump que ajuda a valorizar Obama e pela dificuldade de passar para fora o conceito de um livro que desfaz o ex-presidente.» Talvez seja o que explica também porque é que Bernardo Pires de Lima, que co-escreveu (com Raquel Vaz-Pinto) «Administração Hillary», e Germano Almeida, que escreveu «Nunca é Tarde para Ganhar», não só não foram sancionados, penalizados, por arrogantemente, e com a incompetente, irresponsável cumplicidade das suas editoras, se terem armado em «profetas», como continuam a ser convidados e a participar frequentemente como comentadores, «especialistas», em vários canais de rádio e de televisão – aliás, o criador do blog (há dois anos inactivo) Casa Branca, porque, aparentemente, há uma «escassez» de analistas, tem, «coitado», de às 21.30 de um dia estar na RTP e às 7 do dia seguinte na SIC para dar os seus (nada credíveis) «bitaites» e depois de escrever e de publicar artigos nos sítios da TVI e da RTP,  pouco tempo assim lhe restando para dedicar à sua actividade profissional alegamente principal, a de jornalista desportivo com enfoque no futebol (aliás, actualmente trabalha na FPF)!
É também porque eu me «indigno» com inaceitáveis «abusos» como este que, ao longo dos anos, e com alguma regularidade (a última vez que o fiz foi no mês passado), fui oferecendo a minha colaboração, propondo os meus serviços enquanto comentador sobre os EUA a diversos órgãos de comunicação social… e nunca recebi respostas (positivas). Poderá esta situação mudar se e quando o «livro do Obamatório» for publicado? Será melhor eu esperar sentado… ;-) (Também no Octanas.)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Obama veio ao «Oporto»

(Uma adenda no final deste texto.)
Barack Obama visitou Portugal pela primeira vez quando ainda era Presidente dos Estados Unidos da América: foi há quase oito anos, a 19 de Novembro de 2010, e a recebê-lo em Lisboa estava alguém que, pelas várias semelhanças no seu percurso pessoal e profissional com o do então ocupante da Casa Branca, podia quase ser considerado como que um «irmão espiritual»: José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. No passado dia 6 de Julho veio ao nosso país pela segunda vez, mas já como cidadão privado; não esteve na capital mas sim no (O)Porto; não se encontrou com um vigarista nacional mas defendeu uma vigarice internacional – as «alterações climáticas» entendidas como «aquecimento global» antropogénico.  
Vamos recorrer a dois textos publicados no blog Blasfémias para resumir e caracterizar o acontecimento. De Rui Albuquerque: «(…) Falou durante uma hora, não se deixou filmar nem gravar, e limpou-nos 500 mil euros, que não serão certamente tributados em Portugal mas nos EUA, provavelmente através de uma Fundação ou ONG da sua coutada, para que ele possa gozar melhor o imenso trabalho que aqui teve. E o que veio dizer-nos este extraordinário guru dos tempos modernos? Pelo que ouvimos na TSF, meia-dúzia de banalidades sobre as transformações do clima, outras tantas sobre o poder democrático, enfatizando sempre que este deve ser exercido “de baixo para cima”, a partir do “cidadão comum”, expressão que, de acordo com a emissora televisiva, repetiu ad nauseam. Ora, havendo “cidadãos comuns” logo se depreende que, na iluminada mente de Obama, existirão “cidadãos excepcionais”, ou, para não quebrar inteiramente o tom democrático e humanista, “cidadãos incomuns”. Nestes últimos certamente que se colocará o ex-presidente Obama, já que um “cidadão comum” dificilmente conseguirá extorquir 500 mil euros por uma hora de paleio a alguns papalvos dispostos a pagarem-lhe essa obscena importância. Apenas falhou, no raciocínio de Obama, um pequeno pormaior: é que foram esses mesmos “cidadãos comuns” que mandaram Hillary Clinton, e ele mesmo, pastar caracóis. (…) Nem depois da derrota humilhante que teve Obama é capaz de um exercício de alguma humildade. (…)». De José Silva: «(…) Ninguém percebeu ao certo ao que é que ele vinha cá e menos ainda quem pagou. Vem para uma conferência sobre o clima chamada “(Climate Change Leadership) Summit”. (…) Não veio logo a estrela da tarde, foi precedida por um curioso orador que se apresentou como assessor do Presidente Obama e que mais tarde o entrevistaria com perguntas difíceis. E pronto, seriam uma três e tal, lá veio o senhor Obama no meio de uma enorme salva de palmas. Dois sofás, ele e o senhor assessor. A oratória fácil de Obama foi facilitada pela tendência futebolista iniciada de manha: perguntas redondas, chuto de cá para lá e respostas redondas. Acha que os jovens devem seguir a carreira política? Sim, veja o exemplo maravilhoso do Mandela. Acha que as empresas devem tomar iniciativas por causa do clima? Claro, isso é maravilhoso, etc e tal. E as organizações internacionais? Ah isso é muito importante (faça-se justiça, não elogiou Guterres possivelmente com medo que fosse demais). Aqui e ali uma alusão ao seu sucessor que a plateia inteligentemente interpretava como sendo Trump e respondia com palmas ou com sorrisos de aprovação. Ninguém percebeu que a última pergunta era a última. Era só mais uma igual às outras. E portanto o assessor lá teve de dizer que acabou e a plateia brindou o orador com uma salva de palmas a que ele magnânimo respondeu “obrigado”. Saiu e com ele saíram os seguranças que passaram o tempo todo de costas para o palco a ver o público. (…)»
Mais ninguém, nenhum jornalista, nenhum dos empresários ou dos políticos presentes no Coliseu, pôde fazer-lhe perguntas, para além do dito «assessor». Seria pouco provável que, de entre uma audiência aparentemente aprovadora do carácter e do currículo de Barack Obama, alguém se atrevesse a colocar uma questão verdadeiramente difícil, embaraçosa ou hostil. Porém, e de facto, para quê correr riscos? Se «controlar o clima» é agora o objectivo primordial do Nº 44, porque não fazê-lo também a um nível mais restrito e não propriamente literal? Afinal, poderiam pedir-lhe para comentar, por exemplo: a decisão de ignorar ou, pelo menos, de desvalorizar os avisos que recebeu sobre as tentativas russas de desestabilizar o sistema político norte-americano; a acusação de que tentou conceder ao regime iraniano regalias e benesses, em especial financeiras, proibidas segundo as sanções então em vigor; o facto de a «separação das famílias» na fronteira com o México ter começado na presidência dele, de crianças terem sido «retiradas» aos pais imigrantes ilegais e colocadas em jaulas sob a sua administração, e não a de Donald Trump; a alegação de que o Departamento de Justiça e o FBI, com o seu consentimento, espiaram o então candidato DJT e a sua campanha; a ocultação que foi feita, durante mais de dez anos, dos contactos que teve com Louis Farrakhan; a circunstância de em Chicago as críticas, quando não a oposição, à construção da biblioteca que terá o seu nome não diminuírem e até aumentarem; enfim, o facto de o seu sucessor registar uma taxa de popularidade superior no mesmo ponto do mandato.
Nada disto, no entanto, lhe suscitará agora muito interesse. Actualmente, assume-se como guardião do planeta e do seu ambiente – apesar de, ao contrário do que prometeu quando foi eleito, o nível dos oceanos não ter descido… nem, verdade seja dita, subido. Entretanto, é de duvidar que o Acordo de Paris, que ele subscreveu sem o submeter à ratificação do Senado, e que Donald Trump acertadamente renegou, esteja a ter os resultados pretendidos: é que as emissões de gases com «efeito de estufa» estão a diminuir nos EUA e a aumentar na Europa!
(Adenda - E porque não há duas sem três, eis um terceiro texto no blog Blasfémias sobre a visita de Barack Obama ao Porto que merece ser lido, escrito desta vez por Sérgio Barreto Costa.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Rever em baixa (Parte 17)

«Liderança americana no palco mundial – Ao contrário de Obama, Donald Trump apoia os protestos pró-democracia contra o extremista regime iraniano», Aaron Klein; «A lista das canções favoritas de 2017 de Barack Obama é lixo – As feministas “Eu Também” deveriam estar indignadas, mas não estão», Jared Sichel; «Jeff Sessions está certo em acabar com a abordagem não legal de Obama da criminalização da marijuana», Josh Hammer; «O que os dados do Censo de 2017 nos dizem das políticas de Obama», Michael Barone; «A era de Obama de negligência para com os nossos militares deve chegar ao fim», Mike Turner; «Dar poder ao Irão – Desfazendo a perigosa agenda de Obama», Bradley Martin; «A bastardização, pela administração Obama, das nossas agências de inteligência e do FBI», Mark Levin; «Presidente Nobama», Victor Davis Hanson; «Onde estava Flake quando Obama atacou a Fox?», Tucker Carlson; «Obama troçou das ambições políticas de Trump, Trump gastou o seu primeiro ano desmantelando o legado de Obama», Peter Hasson; «”O Ano Final” revela a ingenuidade e a arrogância da administração Obama», Kyle Smith; «As mensagens entre Clinton e Obama – A chave para compreender porque Hillary não foi acusada», Andrew C. McCarthy; «Como Barack Obama pôs o Partido Democrata contra Israel», Pamela Geller; «Quem é dono desta economia, Obama ou Trump?», Brad Schaeffer; «O que sabia Obama e quando é que o soube?», Sean Hannity; «Os abusos federais cometidos sob o olhar de Obama representam uma praga crescente no seu legado», Monica Crawley; «Detectando o verdadeiro conluio – Obama sabia que entidades estrangeiras estavam a interferir, ele nada fez», Tammy Bruce; «O legado de Obama será o de que ele permitiu que a Rússia “semeasse discórdia” nos Estados Unidos», Liz Peek; «Então, era sobre quê o discurso secreto de Obama na conferência desportiva?», Monica Showalter; «Sobre controlo de armas, Obama é o hipócrita de que ninguém tem estado a falar», Colin Kalmbacher; «Oito anos de fraqueza de Obama perante a Rússia», Andrew Kugle; «Cinco coisas que Barack Obama disse durante o seu discurso no MIT estranhamente não gravado», Robby Soave; «Irónico – Organizadores comunitários de Chicago lutam contra Obama», James Barrett; «Por detrás da escalada de Cruz na Flórida, a política de permissividade escolar de Obama», Paul Sperry; «A ilusão “livre de escândalos” de Obama», David Limbaugh; «”Obamagate” e a imprensa», Andrew Klavan; «Barack Obama repete a alegação falsa de terem existido este ano 18 tiroteios em escolas», AWR Hawkins; «Ben Rhodes, assessor mentiroso de Obama, ataca Trump por silêncio quanto à Rússia, mas ninguém foi mais silencioso do que Obama», Hank Berrien; «Rolling Stone adora a carta de Obama elogiando os miúdos de Parkland, esquece-se de que ele nada fez pelo controlo de armas», Gabriel Hays; «Não-drama Obama versus “caos” de Trump», Larry Elder; «O mais auto-obcecado presidente de sempre fala em criar “um milhão de jovens Barack Obamas"», Joseph Curl; «As boas vindas de Obama a emigrantes permitiu uma “guerra química” contra americanos», John Hayward; «Pode Obama salvar os democratas?», James Wolcott; «Os apoiantes de Obama correm para salvar a sua “perigosa” política de permissividade escolar para estudantes das minorias», Susan Berry; «Assassínio, violação e suicídio – Como uma directiva para a “diversidade” da era Obama introduziu injustiça nas nossas escolas públicas», Amanda Prestiagiacomo; «A administração Obama financiou as actividades esquerdistas de Soros na Albânia», Tom Fitton; «Cinco vezes em que os media não perguntaram a Obama se iria demitir-se», Matt Margolis; «Ao sair do acordo com o Irão, Trump termina o legado de apaziguamento de Obama», Joel B. Pollak; «O legado presidencial de Barack Obama – Um guia abrangente», Michael J. Knowles; «O legado de Obama merece ser destruído», David Harsanyi; «A analogia de Watergate aplica-se a Obama, não a Trump», Rush Limbaugh; «Jornalistas indignados com Trump estavam silenciosos quando Obama ameaçava as liberdades da imprensa», Jeffrey Lord; «Então… podemos todos admitir que Trump estava correcto sobre Obama estar a espiar a sua campanha, certo?», Larry O’Connor; «Barack necessita de regressar às suas raízes como organizador para que o Centro Obama floresça», Mary Mitchell; «O legado de Obama já foi destruído», Andrew Sullivan; «Porque os conservadores não devem ter medo do acordo de Obama com a Netflix», Christian Toto; «Porque é que aquilo que a administração Obama fez foi muito pior do que Watergate», Charles Hurt; «Sete maneiras pelas quais o espião-em-chefe Barack Obama espiou Donald Trump», John Nolte; «Um falhanço no Twitter revela que as narrativas dos media sobre Obama ainda destoam da verdade», David French; «Os novos e surpreendentes inimigos de Obama», Dennis Byrne; «A administração Obama mentiu ao povo americano, repetidamente, aqui está a prova», Ben Shapiro; «Obama levou a mentira a novos máximos com o acordo com o Irão», Marc Thiessen; «Imprensa ignora a mentira de Obama sobre as mensagens de correio electrónico para o servidor privado de Hillary», Tom Blumer; «Os media isolaram Obama do escândalo», Brent Bozell e Tim Graham; «Aqui estão as fotos das instalações de detenção de imigrantes ilegais de Obama que os media não lhe mostram», Benny Johnson; «Quatro horríficas histórias de imigração que aconteceram sob Obama que você precisa de conhecer», Ryan Saavedra.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Indisponibilidade para o sacrifício

É algo que não constitui propriamente uma surpresa, mas o assunto é demasiado importante para não se fazer (mais) uma referência: muitas reacções negativas causou, na Grã-Bretanha e na França, o discurso de Donald Trump na mais recente convenção da National Rifle Association, realizada em Dallas, no Texas, nos passados dias 4, 5 e 6 de Maio, e em especial a parte em que ele apontou e criticou – correctamente – o quão indefesos estavam, e ainda estão, os cidadãos daqueles países europeus, e outros, perante ataques de criminosos «comuns» e de terroristas, por não disporem, como nos EUA, do mesmo nível de acesso ao porte e uso de armas, tal como previsto e permitido pela Segunda Emenda da Constituição norte-americana, e apesar dos esforços contínuos dos democratas para a restringir e mesmo reverter. É um assunto que demonstra bem, talvez mais do que qualquer outro, como são diferentes as perspectivas em ambos os lados do Atlântico sobre questões básicas, fundamentais, relativas a prioridade moral, iniciativa individual e organização social…
… Que eu já abordei, e destaquei, previamente, não só aqui no Obamatório mas também, em especial, num artigo publicado no Público a 14 de Dezembro de 2015, intitulado «Os cidadãos não têm armas» - sendo os cidadãos em causa, obviamente, os europeus, e em particular os franceses. Então escrevi: «Porque é que isto aconteceu… novamente? Porque houve mais, tantos, mortos e feridos? Os atacantes são “(des)educados” desde cedo a odiar os valores e as liberdades da Civilização de matriz judaico-cristã, tudo o que não esteja conforme ao Islão? Sim, mas não só nem principalmente. Porque os atacantes não receiam as consequências, não tanto para eles, que no fundo são todos suicidas e estão dispostos a morrer, mas mais para as suas comunidades, pois sabem que os seus familiares não serão expulsos, as suas casas não serão demolidas – como acontece em Israel – e as suas mesquitas não serão encerradas? Sim, mas não só nem principalmente. Eis a resposta, a explicação, principal e incontestável: tantas vidas se perde(ra)m ou fica(ra)m marcadas para sempre, tanta destruição é causada, tanto medo e tanta mágoa é acumulada, porque, muito simplesmente, os atacantes sabem que vão encontrar inexistente, ou reduzida, ou atrasada, resistência… armada. Aqueles parisienses, permanentes ou ocasionais, estavam completamente indefesos, totalmente à mercê da fúria impiedosa e incansável dos assassinos. A polícia não está – não consegue estar – permanentemente presente junto de quaisquer possíveis alvos, que, actualmente, e cada vez mais, são, podem ser, todos, é, pode ser, tudo. Pelo que é fundamental, prioritário, urgente, que aos indivíduos (maiores de idade e sem cadastro criminal), às famílias, às empresas (incluindo restaurantes e salas de espectáculos…), às instituições não estatais e/ou que não têm a dimensão suficiente para disporem de protecção pública, sejam providenciados os meios – isto é, as armas e o treino para correctamente as utilizar – que aumentem a sua segurança. E isto, obviamente, sempre em articulação, em colaboração, com as forças da ordem.» Ano e meio depois, a 19 de Julho de 2017, em artigo publicado no blog Delito de Opinião intitulado «Mulheres de(s)arma(da)s», desenvolvi, basicamente, o mesmo argumento (sustentado com outros factos), mas desta vez focado no caso específico da «epidemia» que parece grassar em Portugal de homens que matam – ou tentam matar – ex-esposas ou ex-namoradas. Mensagem, e conclusão, fundamental: ser vítima não tem de ser uma inevitabilidade, não faltam meios que podem ajudar à protecção de cada um e dos que lhe (e)s(t)ão próximos.
As críticas, as queixas, os protestos, provenientes de Londres e de Paris contra o actual Presidente dos EUA pela sua intervenção no encontro anual mais importante da NRA não diferem, na sua essência, dos que vieram… um pouco de todo o Mundo, mas em (vergonhosos, embora previsíveis) «particulares» de diversos pontos do Ocidente, contra a actuação do exército de Israel na sua fronteira com (a faixa de) Gaza na última semana. Uma vez mais, parece haver «confusão» sobre quem são, verdadeiramente, os agressores e os agredidos, e o consequente direito – e dever – de se utilizar, para defesa própria, os instrumentos adequados e necessários. Os palestinianos do Hamas – incentivados, apoiados, pelo Irão – não são «manifestantes pacíficos»: são terroristas, combatentes inimigos e armados, que procuram quebrar as barreiras para tentarem infiltrar-se em território hebreu e causarem – são eles que o admitem – o máximo de destruição e de morte possível; não há que ter qualquer comiseração para com estes permanentes candidatos a «mártires», suicidas, genocidas, literalmente «carne para canhão» enviada por líderes que ficam na retaguarda a aproveitarem para os seus luxos o dinheiro do auxílio humanitário, fantoches manipulados e doutrinados desde a infância para odiarem judeus (e cristãos), autênticos zombies, sub-pessoas, que não hesitam em colocar mulheres e crianças na linha da frente como «escudos humanos» para melhor ludibriarem a crédula maioria da comunicação social internacional e convencerem-na da suposta «crueldade» dos militares que ostentam a estrela de David, e de outras mentiras expelidas pela propaganda muçulmana. A celebração do 70º aniversário da (re)fundação de Israel e a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, esta uma acção justificada e que já tardava, promessa feita por Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama mas só finalmente cumprida por Donald Trump, não (nunca) seriam precisas como pretextos para a violência.
Ao contrário do que acontece em vários (quase todos?) países da Europa, cujos respectivos governos parecem ter-se conformado com a ocorrência de sucessivas matanças, consecutivos massacres, levados a cabo pelos adoradores de Alá, em Israel e nos EUA – estes desde que, obviamente, liderados pelo Partido Republicano – há uma clara indisponibilidade para o (auto) sacrifício. Os inocentes não têm que morrer; do outro lado, quase todos são culpados, e a sua eliminação, temporária ou definitiva, não deve ser lamentada.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Os «cães» e a «caravana»

Desde o triunfo de Donald Trump em 8 de Novembro de 2016 não cessou a contestação, a «resistência» à sua presidência, de várias formas, com marchas, manifestações e motins nas ruas, por várias figuras na política, na dita comunicação social, no entretenimento, com ou sem violência física mas invariavelmente com violência retórica, crescentes mentiras, insultos, insinuações, «notícias falsas», teorias da conspiração para todos os gostos. E, porém, apesar de todos os «cães» - e algumas «cadelas» - que «ladram», do barulho e do ruído que fazem, da histeria que demonstram, a «caravana» da sua administração vai «passando» e faz o seu percurso sabendo para onde quer ir, aprovando e aplicando decisões e medidas que, umas vezes discretamente, outras vezes mais declaradamente, estão a mudar a face dos EUA, tanto interna como externamente. E que, em simultâneo, estabelecem um claro contraste – para melhor, obviamente – em relação à presidência (de oito longos anos) de Barack Obama.
Na Síria, Abril viu mais uma retaliação militar dos EUA – desta vez com o apoio da França e da Grã-Bretanha – contra o regime de Bashar al-Assad pela utilização de armas químicas; como referiu Nikki Haley na ONU, o Nº 45 não só desenha «linhas vermelhas» como as faz cumprir – ao contrário do antecessor, que, juntamente com colaboradores próximos como John Kerry, acreditou nas promessas que a Rússia fez de que o governo de Damasco destruiria o seu arsenal proibido; não faltou quem sugerisse que Trump autorizou o ataque para distrair do impacto mediático das revelações feitas por James Comey no seu livro (aquelas, na verdade, são mais prejudiciais ao ex-director do FBI), mas se não o tivesse feito sem dúvida que haveria alguém que diria que tal se deveria à sua «collusion» com Moscovo! Nas Coreias, e demonstrando como eram infundados os receios perante a escalada – verbal, e não só – que o actual presidente protagonizou perante o regime de Pyongyang (recorde-se o «meu botão vermelho é maior, e funciona»!), estão em curso negociações – que na MSNBC foram motivo de lamentação – entre a do Norte e a do Sul para a melhoria das relações e até, possivelmente, para o final oficial da guerra entre ambas, por declarar há mais de 60 anos; e vários dos que agora criticam a disponibilidade de DJT para falar directamente com Kim-Jong-Un não mostraram reservas quando o Sr. Hussein o fez com os ditadores iranianos e cubanos. Na China, o governo de Pequim parece ter cedido às (longas de décadas) queixas do «The Donald» contra as injustas práticas comerciais do «Império do Meio», e aceitou baixar (algum)as (primeiras?) tarifas aduaneiras e proteger as propriedades intelectuais e patentes de empresas norte-americanas. Na Europa, e em especial na Suécia, já não é possível desmentir que Trump estava correcto ao alertar para os perigos da crescente imigração muçulmana, e ele próprio não hesitou em dizê-lo ao primeiro-ministro Stefan Lofven durante uma visita a Washington, e na Casa Branca! 
Isto em relação aos negócios estrangeiros. E quanto aos domésticos? A economia tem crescido a um tal ritmo que recordes foram atingidos no número total de pessoas empregadas, de afro-americanos empregados e de receita fiscal – este um resultado, afinal, previsível de uma descida de impostos bem planeada e implementada, componente fundamental de um verdadeiro programa conservador que esta administração tem estado a aplicar a um ritmo superior ao demonstrado pela de Ronald Reagan. Além disso, estão a ser revistos e reformulados diversos serviços integrados na segurança social, no sentido de se assegurar que os benefícios só são atribuídos a quem de facto necessita deles – um critério que deveria ser consensual… excepto para aqueles que apostam na dependência para angariar votos. E este é também a questão que, embora numa diferente «versão», está subjacente ao conflito entre o governo da Califórnia e o governo federal no que respeita ao estatuto de «santuário» que aquele Estado pretende dar a imigrantes ilegais acusados e condenados de/por crimes graves – ou seja, para além do crime inicial de terem entrado sem autorização no país. Porém, até nisto os democratas não estão a ter todo o sucesso que esperavam; várias cidades do (outrora) «golden state», entre as quais, e mais recentemente, São Diego, já anunciaram que irão juntar-se ao processo em tribunal movido pelo Departamento de Justiça contra os neo-secessionistas liderados por Jerry Brown. Igualmente inquietante para os «burros» é o aparente crescente apoio ao presidente de um sector que até agora tem sido um tradicional aliado dos «azuis»: os sindicalistas. Leo Gerard, em representação dos metalúrgicos, agradeceu a Donald Trump ter-se insurgido contra a «transferência de riqueza» dos EUA para o exterior que custou a muitos compatriotas os seus postos de trabalho.   
Tudo isto considerado, não surpreende que, lenta mas sustentadamente, Donald Trump esteja a subir nas sondagens, em especial desde o começo de 2018, registando actualmente uma taxa de aprovação já superior a 50%... maior, note-se, do que a de Barack Obama no mesmo momento da sua presidência (início do segundo ano do primeiro mandato)! Um facto que, claro, não é divulgado na «isenta» comunicação social portuguesa, e não só. Tal como não o são as constantes revelações de procedimentos menos correctos da administração do Sr. Hussein. A mais recente «dose» inclui: mais de 36 milhões de dólares só em despesas judiciais para tentar retardar ou até mesmo impedir a divulgação pública (obrigatória em certos casos) de documentos oficiais; cerca de nove milhões de dólares em fundos públicos concedidos em 2016 à Fundação Sociedade Aberta de George Soros para apoio ao governo socialista da Albânia; recusa em retaliar contra a Rússia por actividades de ciber-terrorismo alegadamente cometidas por aquela… BHO pouco ou nada tinha a recear dos «cães» da comunicação social pois quase todos não só não lhe «ladravam» como ainda, quais «lapdogs», lhe vinham «comer à mão». Talvez por saberem que ele, literalmente, já comera um? ;-)   

domingo, 1 de abril de 2018

«Hillarity» (Parte 6)

Já o afirmei e escrevi várias vezes, e reitero-o novamente, porque é um facto: o Partido Democrata é a maior e mais antiga organização criminosa dos Estados Unidos da América; os seus membros praticam, promovem e/ou protegem crime(s) e criminosos; a sua ancestral característica é a perversidade em relação ao corpo humano, a profanação deste em vários modos  – escravatura e segregação antigamente, aborto (massificado e sem restrições, temporais ou outras) e homossexualidade (erigida como «dogma» insusceptível de crítica) mais recentemente, racismo sempre.
Nesta semana que passou mais uma prova deram – como se tal ainda fosse necessário – do seu antagonismo em relação ao primado da lei, à justiça, à mais básica decência, à mais elementar lógica: após o anúncio, pela actual administração, de que o próximo censo do país, que decorrerá em 2020, voltará a ter uma pergunta sobre cidadania (retirada no de 2010 aquando da presidência de Barack Obama), os esquerdistas não tardaram em protestar, com o actual procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, a ameaçar (mais) um processo contra o governo federal – do (outrora) «golden state» já vieram quase 30 desde que Donald Trump tomou posse – e o actual presidente do DNC, Tom Perez, a admitir que tal pergunta no questionário resultará inevitavelmente em «supressão de votantes» - o mesmo é dizer, serão identificados imigrantes ilegais que vota(ra)m nas eleições indevidamente… a favor dos «burros», o que, volto a salientar, terá sido o factor fundamental no triunfo por larga margem de Hillary Clinton em 2016 nas terras entre São Francisco e Los Angeles – afinal, para aqueles lados são emitidas cartas de condução a «indocumentados» que servem também de cartões de eleitor. Nada disto é surpreendente por parte de pessoas que implementam e defendem o (afrontoso) estatuto de «santuários» para cidades cujos (ir)responsáveis recusam entregar às autoridades federais criminosos estrangeiros em situação «irregular»; e que pretendem restringir ainda mais a Segunda Emenda, o porte e uso de armas, e aumentar o número de «gun-free zones», assim facilitando as acções dos fora-da-lei e o aumento de homicídios.
Tanto ou mais do que o crime, os democratas preconizam a mentira como um hábito quotidiano; mentem descarada, fácil, flagrantemente; várias vezes as suas mentiras assumem a forma de projecções, de acusações - «temperadas» com insultos – aos oponentes por «pecados» que, claro, eles próprios é que comete(ra)m. O de racismo é há mais tempo a mais frequente; e, desde Novembro de 2016, é a de que Donald Trump e a sua campanha «colidiram», colaboraram com a Rússia para obter a vitória – quando, na verdade, foram os democratas, a campanha de Hillary Clinton e ainda a fundação que leva o seu nome e do seu marido a terem ligações duvidosas e perigosas com Moscovo, possivelmente incentivadas pela promessa de «flexibilidade» feita por Barack Obama a Vladimir Putin em 2012. E hoje, «dia das mentiras», é a data acertada para, precisamente, mencionar uma deveras notável (num mau sentido) série de «petas» recentemente pregadas pela ex-candidata… e, pior, no estrangeiro!..
… Mais concretamente, na Índia, onde chegou a 11 de Março último para uma visita de três dias que incluiu a participação numa conferência onde ela decidiu, basicamente, retomar e reformular a sua concepção dos que votaram em Donald Trump como «deploráveis». Com efeito, e referindo-se à última eleição presidencial, ela afirmou: «Eu ganhei os locais que representam dois terços do produto interno bruto da América. Assim, eu ganhei em locais que são optimistas, diversificados, dinâmicos, que vão em frente.» Na verdade, o Estado onde ela obteve o maior triunfo (quase de certeza, insisto, graças à «batota» do voto ilegal) foi a Califórnia, que é actualmente aquele com o pior nível de qualidade de vida do país. Mais disse: «A campanha dele (de DT) olhava para trás. Não gostam de negros a adquirirem direitos. Não gostam de mulheres a arranjarem empregos. Não querem ver indiano-americanos a terem mais sucesso do que os outros.» Deixando de lado as (habituais) mentiras máximas – e ridículas, e risíveis – de que os republicanos, que não só combateram os democratas para acabar com a escravatura mas também fizeram eleger o primeiro negro e a primeira mulher para o Congresso, são racistas e misóginos, note-se a mentira «específica», direccionada «geograficamente» (pois ela estava a falar em Bombaim), de que os «elefantes» não são favoráveis a que os imigrantes vindos da Índia vejam as suas vidas progredirem; pois, tanto assim «é» que Nikki Haley, a actual embaixadora dos EUA na ONU e ex-governadora da Carolina do Sul, é filha de imigrantes indianos; e Raj Shah, porta-voz adjunto da Casa Branca, também; e não esquecer que o anterior governador do Louisiana, Bobby Jindal, igualmente. Sim, os três são republicanos… Ainda na Índia, Hillary queixou-se de que as mulheres que não votaram nela cederam à pressão dos maridos, filhos e/ou patrões que apoia(va)m Trump!
À direita o incessante e vocalizado ressentimento de Hillary Clinton dá vontade de rir, é… hilariante! No entanto, à esquerda nem por isso: vários dos seus camaradas de partido expressam o desejo, uns assumidamente, outros anonimamente, de que ela se cale ou de que, pelo menos, pare de fazer comentários divisivos, polémicos, ofensivos, que poderão – e s(er)ão – usados pelos republicanos como «munições» contra eles em próximas eleições. Todavia, sabendo de quem se trata, conhecendo o que «(est)a casa gasta», não é provável que tal aconteça… felizmente! Apesar de que o que ela recebe agora por discurso já ser bem menos do que antes de ser derrotada… compreensivelmente.  

sexta-feira, 16 de março de 2018

Lavar daí as mãos… sujas de sangue

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado dia 14 de Fevereiro os Estados Unidos da América, mais concretamente, o Estado da Flórida, mais concretamente, a localidade de Parkland, assistiram a mais um tiroteio – ou, mais correctamente, a mais um morticínio – numa escola, desta vez o liceu Stoneman Douglas: 17 mortos e 14 feridos, atingidos por Nikolas Cruz, um ex-aluno daquele estabelecimento de ensino.
Previsivelmente, e de um modo geral, a esquerda, os «progressistas», o Partido Democrata e os seus membros e apoiantes não perderam tempo a acusar os que são para eles, mais do que o verdadeiro assassino, o que premiu o gatilho dezenas de vezes, os «autênticos» culpados: a direita, conservadores, o Partido Republicano, e, em especial, a National Rifle Association; esta foi novamente acusada de «matar crianças» e de «ter sangue nas mãos»! Incrivelmente, estas estúpidas, ridículas, ofensivas acusações – na verdade, calúnias – foram repetidas por alguns jovens sobreviventes do massacre, manipulados e utilizados como «escudos humanos» por adultos desavergonhados, ao serviço daquela que é a sua causa permanente, o seu objectivo principal: enfraquecer, e até mesmo abolir, a Segunda Emenda da Constituição dos EUA, retirando aos cidadãos o direito de comprarem e de usarem armas para a defesa deles próprios e das suas famílias.
O facto é que Nikolas Cruz não é membro da NRA, tal como todos os outros atiradores e assassinos (mais ou menos) de «massas» que nos últimos anos escreveram atrozes «capítulos» da história da violência nos EUA – violência essa, volto a recordar e a salientar, que apesar de tudo tem diminuído nas últimas décadas e que é bem inferior à que acontece em outros países (com menos habitantes), como, por exemplo, o México e o Brasil. Porém, e a seguir, obviamente, a quem disparou, a quem quis matar, a responsabilidade pelo que aconteceu cabe a quem tinha, tem, a obrigação de estar atento e de prever, e evitar, crimes como este: tanto o FBI como o departamento de polícia do condado de Broward, em que Parkland se insere, já haviam recebido várias, dezenas de avisos, de indícios, de «sinais», de que aquele jovem era potencialmente perigoso – dados não só por aqueles que o conheciam mas até por ele próprio, em comentários deixados em redes sociais! No entanto, se o «antes» por parte das forças da autoridade foi mau, o «durante» e o «depois» foram piores: aquando do ataque, um, e depois três agentes do DP do BC, que entretanto haviam chegado à escola, não confrontaram o agressor (foram polícias de outra área, vindos a seguir, que finalmente o capturaram); após o ataque, o xerife Scott Israel, procurando desviar as atenções da opinião pública da sua incompetência e da dos seus homens, não hesitou em criticar a NRA durante um programa especial («town hall») sobre o sucedido emitido pela CNN, e que, como era logicamente de esperar, não proporcionou um debate civilizado e equilibrado mas sim uma barragem de insultos aos que defendem o direito a ter e a usar armas. Não levou muito tempo a perceber porque motivo o xerife se comportou daquela maneira indigna: ele é democrata e apoiou publicamente Hillary Clinton na eleição presidencial de 2016.
Existem, todavia, duas outras pessoas a quem, em última análise, se pode e deve apontar o dedo pelo que aconteceu no liceu Stoneman Douglas, e em outras escolas antes: nem mais nem menos do que os anteriores vice-presidente e presidente dos EUA! Aquela espaço de aprendizagem na Flórida era, é, claro, uma «gun-free zone», uma característica comum a muitos locais semelhantes no país. E quem foi o principal proponente de uma lei, aprovada no Congresso em 1990, que tornou as escolas «zonas livres de armas» (as dos cidadãos sem cadastro, não as dos criminosos)? O então senador Joe Biden! Cerca de 20 anos depois, ele é o número dois de uma administração que implementou um programa com o objectivo de dar uma «segunda (ou terceira, ou quarta…) oportunidade a «estudantes problemáticos» em vez de os denunciar às autoridades policiais; 50 zonas escolares adoptaram esse programa… uma das quais a de Parkland; um dos alunos que beneficiou desse laxismo… foi Nikolas Cruz. Seria difícil a situação revelar-se mais grave? Sim, mas não impossível: esta semana soube-se que o Departamento de Justiça de Barack Obama ordenou a remoção dos nomes de 500 mil (!) fugitivos à justiça de uma base de dados federal que é utilizada para averiguar os antecedentes de compradores de armas.
Há mais de um ano que ele saiu da Casa Branca, mas continuamos a ter conhecimento, com uma regularidade inquietante, das ajudas, directas ou indirectas, que o Sr. Hussein deu a criminosos, nacionais e estrangeiros. Actualmente mais (pre)ocupado em construir a sua biblioteca em Chicago e em produzir a sua série de televisão para a Netflix, o Nº 44 pode lavar daí as suas mãos.
(Adenda - Tanta gente, tantos jovens, a marcharem por, na prática, mais insegurança, mais crimes, mais mortos... quanta ignorância, quanta estupidez, manipulação, hipocrisia.)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Comandando nos comentários

Não é novidade e já o referi várias vezes: porque na comunicação social portuguesa (e não só) não existe como que um «contraditório» constante e consistente à «narrativa» predominante, relativa à política nos EUA, de que os democratas são «bons» e os republicanos são «maus» (e, com Donald Trump, tornaram-se «piores»), é na blogosfera que é mais intenso o combate contra a desinformação, a propaganda, e a pura e simples parvoíce neste âmbito. Tendo eu sofrido a censura no Público por alegar – e provar – não só que o actual Presidente dos EUA não é o candidato a ditador tantas vezes caricaturado mas também que é entre os opositores que se encontram os autênticos (e novos) fascistas, e não tendo até hoje conseguido – apesar de várias tentativas nesse sentido – fazer ouvir a minha voz, falada e/ou escrita, sobre o que acontece no outro lado do Atlântico em outros media «tradicionais», é na Internet, pois, que procedo a uma persistente «pedagogia» que visa separar a verdade da mentira, por comentários em que o meu comando, o meu conhecimento do estado da nação norte-americana, se afirma e se evidencia, ou pelo menos assim o espero…
… E neste (quase) um ano que passou desde a última retrospectiva feita, tal concretizou-se em: Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, catorze, quinze); 31 da Armada (um, dois, três, quatro); Jornal Económico; Intergalactic Robot; Horas Extraordinárias. Os temas incluiram: (o primeiro ano d)a presidência de Donald Trump  nos seus diversos aspectos e políticas, com destaque para o denominado «travel ban», a saída do «acordo do clima» de Paris e as prioridades no comércio com países estrangeiros; a verdade sobre quem é, quem foi e o que faz George Soros contra a democracia nos EUA (e não só); a autêntica – e perversa – natureza do Partido Democrata, tanto ontem como hoje; dúvidas (ainda) sobre o «ObamaCare»; a proibição dos «Duques de Hazzard» (e de tudo o que tenha a bandeira confederada), e, de um modo geral, a censura à cultura não «politicamente correcta»; ignorância e equívocos relativamente à Segunda Emenda da Constituição norte-americana; diferenças nos tratamento «jornalístico» dado a Donald Trump e a Barack Obama, cujos crimes e escândalos da sua presidência ainda estão por divulgar e denunciar cabalmente.
De todos estes comentários há um que pode ser seleccionado e destacado como representativo, simbólico, do que tem sido a discussão neste ano que entretanto passou, correspondente ao primeiro do primeiro ;-) mandato de Donald Trump. Fi-lo no Delito de Opinião, a 23 de Julho: «... E eis mais um exemplo, uma demonstração, uma “personificação” (desta vez pelo João Campos), dos danos que muitos anos de desinformação, de propaganda, até de adulteração da História, perpetradas pela escola e pela comunicação social e recebidas sem reserva, podem causar. Não está em causa - eu não nego, certamente - que o actual presidente dos EUA e a sua administração tenham cometido erros. Porém, do outro lado, sim, está gente bem pior: é entre os democratas que se encontram mais indivíduos (como que) sem espinha dorsal, que proferem os verdadeiros disparates mais inusitados, as palavras e as acções mais absurdas (saberá o João, e os outros colaboradores e leitores do DdO o que se passa actualmente lá em termos de mania de “direitos transgéneros”?), onde abundam autênticos “fanáticos gelados”, alucinados e imbecis, que não só incitam à violência como a cometem. Quem é que pensam que tem andado a lançar as maiores calúnias (como a de que a nova reforma do sistema de saúde causará a morte de milhões de pessoas), a sabotar a intervenção de oradores conservadores nas universidades, a fazer motins com destruição de propriedade pública e privada, a agredir opositores e inclusive a disparar sobre congressistas (saberá o João quem é Steve Scalise, e o que lhe aconteceu)? Uma pista: não são apoiantes de Donald Trump, não são membros do Partido Republicano... Partido que, actualmente, ocupa maioritariamente, e de uma forma quase esmagadora, todos os níveis de poder dos EUA. Porque acham que isso acontece? Porque os cidadãos, os eleitores, enlouqueceram? Ou porque sabem que os democratas são, essencialmente, incompetentes, mentirosos, corruptos, criminosos, mesmo traidores (foi Barack Obama, e não o seu sucessor, quem prometeu a Vladimir Putin “mais flexibilidade”)? Que nunca deixarão de ser os perversos racistas que praticaram a escravatura e a segregação, e que agora promovem o aborto em larga escala, se possível até aos nove meses de gestação? Aqueles (e não só jovens ignorantes e inexperientes) que pensam que fazem uma grande figura a debitar os clichés do costume sobre a grande nação de outro lado do Atlântico fariam melhor em alargar e em diversificar as suas fontes de informação. Enquanto não o fazem arriscam-se a serem, eles sim, motivo de gargalhadas.»

sábado, 20 de janeiro de 2018

Ano Dez

A 20 de Janeiro de 2017 escrevi que o Obamatório iria, naquela data, entrar provavelmente no seu «último ano de actividade (mais ou menos) “normal”, embora a partir de agora essa actividade seja, como já avisei anteriormente, mais reduzida e menos frequente em comparação com anos anteriores». Doze meses depois confirma-se que essa actividade foi, efectivamente, mais reduzida e menos frequente: em 2017 escrevi e publiquei neste blog 15 textos, menos 25 do que em 2016 (40), e menos 60 do que em 2010 (75), o ano mais prolífico. Porém, quero acreditar que menor quantidade não significa necessariamente menor qualidade. E, não, o que passou não foi o último ano de actividade (mais ou menos) «normal»: decidi que irei (tentar) cumprir, pelo menos, uma década de funcionamento regular…
… Também porque se confirmou o que eu escrevi a concluir «Ano Nove», e algo que não era difícil de prever: «A experiência acumulada em quase dez anos diz-nos que dificilmente não existirão “ecos” desagradáveis em 2017, e eventualmente depois disso, da presidência de Barack Obama.» A propósito disto, impossível não sorrir, e mesmo rir, da ironia que resulta da primeira grande entrevista do anterior presidente dos EUA desde que deixou a Casa Branca, concedida a David Letterman no novo programa deste no Netflix intitulado «O meu próximo convidado não precisa de introdução». Nuno Galopim escreveu no blog Sound + Vision que este encontro serviu para «sentir saudades» de ambos, e em especial, claro, do Nº 44. No entanto, o que NG não referiu foi esta muito interessante e reveladora afirmação de BHO na entrevista: «Um dos maiores desafios que temos na nossa democracia é o grau em que não partilhamos uma base comum de factos. Se você vê a Fox News está a viver num planeta diferente daquele em que está se ouvir a National Public Radio». Repare-se na crítica concreta à liberdade informativa, à diversidade editorial, que é explícita naquela afirmação – a inexistência de uma (orwelliana?) «base comum de factos» é apontada como um problema. Mas Donald Trump é que é um (candidato a) ditador por «atacar» jornalistas… pois. É evidente qual o «planeta» preferido por Obama: o da Rádio Pública Nacional dos EUA. Todavia, nem esta nem outros antros de «fake news» infestados de esquerdistas-propagandistas como a ABC, CBS, NBC, MSNBC, CNN, PBS, New York Times, Washington Post costumam divulgar consistentemente (isto é, para além, talvez, de alguns minutos) «factos incomuns» como o envolvimento da administração Obama, e, eventualmente, do próprio Barack: na venda de urânio norte-americano a russos; na obtrução à investigação feita pela DEA das operações de tráfico de droga e de lavagem de dinheiro realizadas pelo Hezbollah; no alerta dado ao governo de Teerão de que Israel se preparava para assassinar Qassem Soleimani, um dos principais dirigentes da Guarda Republicana iraniana, acusado de apoiar acções terroristas do Hamas… e do Hezbollah. Todos estes três casos são exemplos de autêntica e de gravíssima traição…
… Mas tal, em última instância, não surpreende. Afinal, Barack Obama foi informado logo em 2014 (!) de que a Rússia desenvolvia campanhas de ciberespionagem e de desinformação contra as democracias ocidentais, incluindo os EUA…  e nada fez - como que comprovando a promessa de «maior flexibilidade» feita dois anos antes; poderia ter obtido a extradição, da República Checa para os EUA, de Ali Fayad, traficante de armas libanês e alegado membro do… Hezbollah acusado de atentar contra as vidas de norte-americanos… e não o fez; beneficiou de sucessivas tentativas de «branqueamento», por parte de colaboradores seus e junto do Museu do Holocausto, da sua inacção quanto à Síria; mandou colocar sob vigilância – ou alguém fez isso por ele – Donald Trump, familiares deste e membros das suas equipas de campanha e de transição; enfim, manipulou, usou, corrompeu importantes entidades do governo federal em seu proveito e do seu partido, como o IRS, o Departamento de Justiça e o FBI – e, a este respeito, enormes e avassaladoras revelações devem estar quase a ser feitas.
É também por isso que hoje deve ser celebrado um ano desde que Barack Obama deixou de ser presidente… e um ano em que Donald Trump o é. Este está a cumprir as promessas que fez. Não acreditem nos «balanços negativos» dos doze primeiros meses do mandato do Nº 45: é tudo, ou quase, mentira. Os EUA estão melhores, e o Mundo, de certo modo, também. A nível nacional, e para além da reforma fiscal e da descida de impostos que para os democratas é como que o «fim do Mundo», há a registar a redução do número de novos imigrantes ilegais, a diminuição do desemprego (incluindo, em taxas recorde, nas comunidades afro-americana e hispânica), o reforço do investimento, a valorização – com índices históricos – dos mercados de capitais (e, em consequência, das poupanças dos cidadãos), a revogação do (fascizante) mandato individual do «ObamaCare». A nível internacional, o estilo agressivo, quiçá «bruto», confrontacional, do actual presidente está a proporcionar, ao contrário do que apregoa(va)m muito(a)s histérico(a)s, resultados muito promissores e mesmo positivos: a Coreia do Norte pediu, e obteve, o restabelecimento dos contactos regulares com a Coreia do Sul e até concordou em integrar uma delegação unificada aos próximos (começam a 9 de Fevereiro) Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, na CdS – por isto, em Seul, o presidente Moon-Jae-In agradeceu a Trump; no Afeganistão um conselho de anciãos atribuiu a DJT uma «medalha de bravura» pelas críticas que ele fez ao Paquistão (!); do Irão vieram mensagens de «obrigado», por parte de manifestantes contra o regime dos «ai-as-tolas», pelas palavras de apoio e de encorajamento vindas da Casa Branca – uma atitude diametralmente oposta à tomada por Barack Obama em 2009 aquando dos anteriores grandes protestos naquele país; em Israel a embaixada dos EUA será transferida de Tel-Aviv para Jerusálem, numa decisão de Trump que não só finalmente dá seguimento à aprovação – bi-partidária – da mudança feita no Congresso em 1995 e que Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama sucessivamente asseguraram concretizar, mas também veio proporcionar o completo «separar das águas» entre quem é e quem não é, verdadeiramente, anti-semita e neo-nazi.
É precisamente porque sabem que a presidência de Donald Trump está a ser, e será cada vez mais (esperemos), um sucesso que os democratas e os seus aliados na comunicação social se mostram infatigáveis, desde há mais de um ano, em lançar-lhe acusações de vários tipos consoante as conveniências do momento. A mais frequente, obviamente, é a de que ele foi ajudado pela Rússia, pelo Kremlin, por Vladimir Putin; porém, porque de facto não existem provas disso e, pelo contrário, elas existem de que foram os democratas a beneficiarem do auxílio de Moscovo, os «burros» vão recorrendo às teorias (da conspiração) alternativas. Uma é a de que o Nº 45 é um predador sexual – entrevistam alegadas vítimas, embora uma se queixe, principalmente, de que ele lhe pediu o número de telefone – e um adúltero que traiu a agora primeira-dama, Melania Trump, com uma actriz pornográfica. Outra é a de que, além de idoso, ele é doente física e mentalmente... mas não acreditam nas afirmações em contrário feitas, depois de diversos exames, pelo médico oficial da Casa Branca, que já o era quando Barack Obama lá estava. Outra ainda, e que constitui, aliás, uma das mais constantes calúnias contra DJT, é a de que ele é um racista…
… E a mais recente versão dessa calúnia constante é que Donald Trump terá dito – numa reunião privada com congressistas dos dois partidos – a palavra «shithole» para caracterizar países da América Latina e de África. A «revelação» - a queixinha – veio de Dick Durbin e foi confirmada por Lindsey Graham, mas David Perdue e Tom Cotton, também presentes, não o confirmaram. Porquê duvidar destes, chamar-lhes mentirosos, e não aos outros? Graham já chamou «hellholes» a nações situadas a Sul da fronteira dos EUA, e Durbin, porque é um democrata do Illinois, não tem qualquer credibilidade; aliás, ele chegou ao cúmulo de afirmar que a expressão de Trump constitui «um momento horrível da história da Sala Oval» - mais horrível do que quando um ex-presidente, seu camarada de partido, ali recebeu um «blow job» de uma estagiária? Previsivelmente, na lamestream media «passaram-se», com destaque para a CNN: nesta, que, entre muitas outras notícias de «grande interesse», já dedicaram tempo e recursos a temas como o consumo de Diet Coke, gelado e hamburgueres pelo actual presidente, só num dia os seus apresentadores, jornalistas e comentadores disseram a palavra «shithole» - nunca censurada, ou seja, sem ser silenciada ou «abafada» com um efeito sonoro – 195 vezes!..
… Mas Donald Trump garante que não a disse. E se a disse (relativamente a nações do «Terceiro Mundo»), qual é o problema? Acaso é mentira? E tantos outros políticos americanos, presidentes e não só, não utilizaram «palavrões»? Não existem dúvidas, por exemplo, de que Joe Biden disse que a aprovação do «ObamaCare» era um «big fucking deal», e ainda que Barack Obama chamou a Mitt Romney «bullshitter» e considerou a Líbia um «shit show»… embora tenha sido um dos principais (senão mesmo o principal dos) culpados por esse «espectáculo». Nessas ocasiões houve escândalos semelhantes? Então algumas m*rd*s são melhores do que outras, dependendo de quem as diz?