terça-feira, 15 de maio de 2018

Indisponibilidade para o sacrifício

É algo que não constitui propriamente uma surpresa, mas o assunto é demasiado importante para não se fazer (mais) uma referência: muitas reacções negativas causou, na Grã-Bretanha e na França, o discurso de Donald Trump na mais recente convenção da National Rifle Association, realizada em Dallas, no Texas, nos passados dias 4, 5 e 6 de Maio, e em especial a parte em que ele apontou e criticou – correctamente – o quão indefesos estavam, e ainda estão, os cidadãos daqueles países europeus, e outros, perante ataques de criminosos «comuns» e de terroristas, por não disporem, como nos EUA, do mesmo nível de acesso ao porte e uso de armas, tal como previsto e permitido pela Segunda Emenda da Constituição norte-americana, e apesar dos esforços contínuos dos democratas para a restringir e mesmo reverter. É um assunto que demonstra bem, talvez mais do que qualquer outro, como são diferentes as perspectivas em ambos os lados do Atlântico sobre questões básicas, fundamentais, relativas a prioridade moral, iniciativa individual e organização social…
… Que eu já abordei, e destaquei, previamente, não só aqui no Obamatório mas também, em especial, num artigo publicado no Público a 14 de Dezembro de 2015, intitulado «Os cidadãos não têm armas» - sendo os cidadãos em causa, obviamente, os europeus, e em particular os franceses. Então escrevi: «Porque é que isto aconteceu… novamente? Porque houve mais, tantos, mortos e feridos? Os atacantes são “(des)educados” desde cedo a odiar os valores e as liberdades da Civilização de matriz judaico-cristã, tudo o que não esteja conforme ao Islão? Sim, mas não só nem principalmente. Porque os atacantes não receiam as consequências, não tanto para eles, que no fundo são todos suicidas e estão dispostos a morrer, mas mais para as suas comunidades, pois sabem que os seus familiares não serão expulsos, as suas casas não serão demolidas – como acontece em Israel – e as suas mesquitas não serão encerradas? Sim, mas não só nem principalmente. Eis a resposta, a explicação, principal e incontestável: tantas vidas se perde(ra)m ou fica(ra)m marcadas para sempre, tanta destruição é causada, tanto medo e tanta mágoa é acumulada, porque, muito simplesmente, os atacantes sabem que vão encontrar inexistente, ou reduzida, ou atrasada, resistência… armada. Aqueles parisienses, permanentes ou ocasionais, estavam completamente indefesos, totalmente à mercê da fúria impiedosa e incansável dos assassinos. A polícia não está – não consegue estar – permanentemente presente junto de quaisquer possíveis alvos, que, actualmente, e cada vez mais, são, podem ser, todos, é, pode ser, tudo. Pelo que é fundamental, prioritário, urgente, que aos indivíduos (maiores de idade e sem cadastro criminal), às famílias, às empresas (incluindo restaurantes e salas de espectáculos…), às instituições não estatais e/ou que não têm a dimensão suficiente para disporem de protecção pública, sejam providenciados os meios – isto é, as armas e o treino para correctamente as utilizar – que aumentem a sua segurança. E isto, obviamente, sempre em articulação, em colaboração, com as forças da ordem.» Ano e meio depois, a 19 de Julho de 2017, em artigo publicado no blog Delito de Opinião intitulado «Mulheres de(s)arma(da)s», desenvolvi, basicamente, o mesmo argumento (sustentado com outros factos), mas desta vez focado no caso específico da «epidemia» que parece grassar em Portugal de homens que matam – ou tentam matar – ex-esposas ou ex-namoradas. Mensagem, e conclusão, fundamental: ser vítima não tem de ser uma inevitabilidade, não faltam meios que podem ajudar à protecção de cada um e dos que lhe (e)s(t)ão próximos.
As críticas, as queixas, os protestos, provenientes de Londres e de Paris contra o actual Presidente dos EUA pela sua intervenção no encontro anual mais importante da NRA não diferem, na sua essência, dos que vieram… um pouco de todo o Mundo, mas em (vergonhosos, embora previsíveis) «particulares» de diversos pontos do Ocidente, contra a actuação do exército de Israel na sua fronteira com (a faixa de) Gaza na última semana. Uma vez mais, parece haver «confusão» sobre quem são, verdadeiramente, os agressores e os agredidos, e o consequente direito – e dever – de se utilizar, para defesa própria, os instrumentos adequados e necessários. Os palestinianos do Hamas – incentivados, apoiados, pelo Irão – não são «manifestantes pacíficos»: são terroristas, combatentes inimigos e armados, que procuram quebrar as barreiras para tentarem infiltrar-se em território hebreu e causarem – são eles que o admitem – o máximo de destruição e de morte possível; não há que ter qualquer comiseração para com estes permanentes candidatos a «mártires», suicidas, genocidas, literalmente «carne para canhão» enviada por líderes que ficam na retaguarda a aproveitarem para os seus luxos o dinheiro do auxílio humanitário, fantoches manipulados e doutrinados desde a infância para odiarem judeus (e cristãos), autênticos zombies, sub-pessoas, que não hesitam em colocar mulheres e crianças na linha da frente como «escudos humanos» para melhor ludibriarem a crédula maioria da comunicação social internacional e convencerem-na da suposta «crueldade» dos militares que ostentam a estrela de David, e de outras mentiras expelidas pela propaganda muçulmana. A celebração do 70º aniversário da (re)fundação de Israel e a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, esta uma acção justificada e que já tardava, promessa feita por Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama mas só finalmente cumprida por Donald Trump, não (nunca) seriam precisas como pretextos para a violência.
Ao contrário do que acontece em vários (quase todos?) países da Europa, cujos respectivos governos parecem ter-se conformado com a ocorrência de sucessivas matanças, consecutivos massacres, levados a cabo pelos adoradores de Alá, em Israel e nos EUA – estes desde que, obviamente, liderados pelo Partido Republicano – há uma clara indisponibilidade para o (auto) sacrifício. Os inocentes não têm que morrer; do outro lado, quase todos são culpados, e a sua eliminação, temporária ou definitiva, não deve ser lamentada.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Os «cães» e a «caravana»

Desde o triunfo de Donald Trump em 8 de Novembro de 2016 não cessou a contestação, a «resistência» à sua presidência, de várias formas, com marchas, manifestações e motins nas ruas, por várias figuras na política, na dita comunicação social, no entretenimento, com ou sem violência física mas invariavelmente com violência retórica, crescentes mentiras, insultos, insinuações, «notícias falsas», teorias da conspiração para todos os gostos. E, porém, apesar de todos os «cães» - e algumas «cadelas» - que «ladram», do barulho e do ruído que fazem, da histeria que demonstram, a «caravana» da sua administração vai «passando» e faz o seu percurso sabendo para onde quer ir, aprovando e aplicando decisões e medidas que, umas vezes discretamente, outras vezes mais declaradamente, estão a mudar a face dos EUA, tanto interna como externamente. E que, em simultâneo, estabelecem um claro contraste – para melhor, obviamente – em relação à presidência (de oito longos anos) de Barack Obama.
Na Síria, Abril viu mais uma retaliação militar dos EUA – desta vez com o apoio da França e da Grã-Bretanha – contra o regime de Bashar al-Assad pela utilização de armas químicas; como referiu Nikki Haley na ONU, o Nº 45 não só desenha «linhas vermelhas» como as faz cumprir – ao contrário do antecessor, que, juntamente com colaboradores próximos como John Kerry, acreditou nas promessas que a Rússia fez de que o governo de Damasco destruiria o seu arsenal proibido; não faltou quem sugerisse que Trump autorizou o ataque para distrair do impacto mediático das revelações feitas por James Comey no seu livro (aquelas, na verdade, são mais prejudiciais ao ex-director do FBI), mas se não o tivesse feito sem dúvida que haveria alguém que diria que tal se deveria à sua «collusion» com Moscovo! Nas Coreias, e demonstrando como eram infundados os receios perante a escalada – verbal, e não só – que o actual presidente protagonizou perante o regime de Pyongyang (recorde-se o «meu botão vermelho é maior, e funciona»!), estão em curso negociações – que na MSNBC foram motivo de lamentação – entre a do Norte e a do Sul para a melhoria das relações e até, possivelmente, para o final oficial da guerra entre ambas, por declarar há mais de 60 anos; e vários dos que agora criticam a disponibilidade de DJT para falar directamente com Kim-Jong-Un não mostraram reservas quando o Sr. Hussein o fez com os ditadores iranianos e cubanos. Na China, o governo de Pequim parece ter cedido às (longas de décadas) queixas do «The Donald» contra as injustas práticas comerciais do «Império do Meio», e aceitou baixar (algum)as (primeiras?) tarifas aduaneiras e proteger as propriedades intelectuais e patentes de empresas norte-americanas. Na Europa, e em especial na Suécia, já não é possível desmentir que Trump estava correcto ao alertar para os perigos da crescente imigração muçulmana, e ele próprio não hesitou em dizê-lo ao primeiro-ministro Stefan Lofven durante uma visita a Washington, e na Casa Branca! 
Isto em relação aos negócios estrangeiros. E quanto aos domésticos? A economia tem crescido a um tal ritmo que recordes foram atingidos no número total de pessoas empregadas, de afro-americanos empregados e de receita fiscal – este um resultado, afinal, previsível de uma descida de impostos bem planeada e implementada, componente fundamental de um verdadeiro programa conservador que esta administração tem estado a aplicar a um ritmo superior ao demonstrado pela de Ronald Reagan. Além disso, estão a ser revistos e reformulados diversos serviços integrados na segurança social, no sentido de se assegurar que os benefícios só são atribuídos a quem de facto necessita deles – um critério que deveria ser consensual… excepto para aqueles que apostam na dependência para angariar votos. E este é também a questão que, embora numa diferente «versão», está subjacente ao conflito entre o governo da Califórnia e o governo federal no que respeita ao estatuto de «santuário» que aquele Estado pretende dar a imigrantes ilegais acusados e condenados de/por crimes graves – ou seja, para além do crime inicial de terem entrado sem autorização no país. Porém, até nisto os democratas não estão a ter todo o sucesso que esperavam; várias cidades do (outrora) «golden state», entre as quais, e mais recentemente, São Diego, já anunciaram que irão juntar-se ao processo em tribunal movido pelo Departamento de Justiça contra os neo-secessionistas liderados por Jerry Brown. Igualmente inquietante para os «burros» é o aparente crescente apoio ao presidente de um sector que até agora tem sido um tradicional aliado dos «azuis»: os sindicalistas. Leo Gerard, em representação dos metalúrgicos, agradeceu a Donald Trump ter-se insurgido contra a «transferência de riqueza» dos EUA para o exterior que custou a muitos compatriotas os seus postos de trabalho.   
Tudo isto considerado, não surpreende que, lenta mas sustentadamente, Donald Trump esteja a subir nas sondagens, em especial desde o começo de 2018, registando actualmente uma taxa de aprovação já superior a 50%... maior, note-se, do que a de Barack Obama no mesmo momento da sua presidência (início do segundo ano do primeiro mandato)! Um facto que, claro, não é divulgado na «isenta» comunicação social portuguesa, e não só. Tal como não o são as constantes revelações de procedimentos menos correctos da administração do Sr. Hussein. A mais recente «dose» inclui: mais de 36 milhões de dólares só em despesas judiciais para tentar retardar ou até mesmo impedir a divulgação pública (obrigatória em certos casos) de documentos oficiais; cerca de nove milhões de dólares em fundos públicos concedidos em 2016 à Fundação Sociedade Aberta de George Soros para apoio ao governo socialista da Albânia; recusa em retaliar contra a Rússia por actividades de ciber-terrorismo alegadamente cometidas por aquela… BHO pouco ou nada tinha a recear dos «cães» da comunicação social pois quase todos não só não lhe «ladravam» como ainda, quais «lapdogs», lhe vinham «comer à mão». Talvez por saberem que ele, literalmente, já comera um? ;-)   

domingo, 1 de abril de 2018

«Hillarity» (Parte 6)

Já o afirmei e escrevi várias vezes, e reitero-o novamente, porque é um facto: o Partido Democrata é a maior e mais antiga organização criminosa dos Estados Unidos da América; os seus membros praticam, promovem e/ou protegem crime(s) e criminosos; a sua ancestral característica é a perversidade em relação ao corpo humano, a profanação deste em vários modos  – escravatura e segregação antigamente, aborto (massificado e sem restrições, temporais ou outras) e homossexualidade (erigida como «dogma» insusceptível de crítica) mais recentemente, racismo sempre.
Nesta semana que passou mais uma prova deram – como se tal ainda fosse necessário – do seu antagonismo em relação ao primado da lei, à justiça, à mais básica decência, à mais elementar lógica: após o anúncio, pela actual administração, de que o próximo censo do país, que decorrerá em 2020, voltará a ter uma pergunta sobre cidadania (retirada no de 2010 aquando da presidência de Barack Obama), os esquerdistas não tardaram em protestar, com o actual procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, a ameaçar (mais) um processo contra o governo federal – do (outrora) «golden state» já vieram quase 30 desde que Donald Trump tomou posse – e o actual presidente do DNC, Tom Perez, a admitir que tal pergunta no questionário resultará inevitavelmente em «supressão de votantes» - o mesmo é dizer, serão identificados imigrantes ilegais que vota(ra)m nas eleições indevidamente… a favor dos «burros», o que, volto a salientar, terá sido o factor fundamental no triunfo por larga margem de Hillary Clinton em 2016 nas terras entre São Francisco e Los Angeles – afinal, para aqueles lados são emitidas cartas de condução a «indocumentados» que servem também de cartões de eleitor. Nada disto é surpreendente por parte de pessoas que implementam e defendem o (afrontoso) estatuto de «santuários» para cidades cujos (ir)responsáveis recusam entregar às autoridades federais criminosos estrangeiros em situação «irregular»; e que pretendem restringir ainda mais a Segunda Emenda, o porte e uso de armas, e aumentar o número de «gun-free zones», assim facilitando as acções dos fora-da-lei e o aumento de homicídios.
Tanto ou mais do que o crime, os democratas preconizam a mentira como um hábito quotidiano; mentem descarada, fácil, flagrantemente; várias vezes as suas mentiras assumem a forma de projecções, de acusações - «temperadas» com insultos – aos oponentes por «pecados» que, claro, eles próprios é que comete(ra)m. O de racismo é há mais tempo a mais frequente; e, desde Novembro de 2016, é a de que Donald Trump e a sua campanha «colidiram», colaboraram com a Rússia para obter a vitória – quando, na verdade, foram os democratas, a campanha de Hillary Clinton e ainda a fundação que leva o seu nome e do seu marido a terem ligações duvidosas e perigosas com Moscovo, possivelmente incentivadas pela promessa de «flexibilidade» feita por Barack Obama a Vladimir Putin em 2012. E hoje, «dia das mentiras», é a data acertada para, precisamente, mencionar uma deveras notável (num mau sentido) série de «petas» recentemente pregadas pela ex-candidata… e, pior, no estrangeiro!..
… Mais concretamente, na Índia, onde chegou a 11 de Março último para uma visita de três dias que incluiu a participação numa conferência onde ela decidiu, basicamente, retomar e reformular a sua concepção dos que votaram em Donald Trump como «deploráveis». Com efeito, e referindo-se à última eleição presidencial, ela afirmou: «Eu ganhei os locais que representam dois terços do produto interno bruto da América. Assim, eu ganhei em locais que são optimistas, diversificados, dinâmicos, que vão em frente.» Na verdade, o Estado onde ela obteve o maior triunfo (quase de certeza, insisto, graças à «batota» do voto ilegal) foi a Califórnia, que é actualmente aquele com o pior nível de qualidade de vida do país. Mais disse: «A campanha dele (de DT) olhava para trás. Não gostam de negros a adquirirem direitos. Não gostam de mulheres a arranjarem empregos. Não querem ver indiano-americanos a terem mais sucesso do que os outros.» Deixando de lado as (habituais) mentiras máximas – e ridículas, e risíveis – de que os republicanos, que não só combateram os democratas para acabar com a escravatura mas também fizeram eleger o primeiro negro e a primeira mulher para o Congresso, são racistas e misóginos, note-se a mentira «específica», direccionada «geograficamente» (pois ela estava a falar em Bombaim), de que os «elefantes» não são favoráveis a que os imigrantes vindos da Índia vejam as suas vidas progredirem; pois, tanto assim «é» que Nikki Haley, a actual embaixadora dos EUA na ONU e ex-governadora da Carolina do Sul, é filha de imigrantes indianos; e Raj Shah, porta-voz adjunto da Casa Branca, também; e não esquecer que o anterior governador do Louisiana, Bobby Jindal, igualmente. Sim, os três são republicanos… Ainda na Índia, Hillary queixou-se de que as mulheres que não votaram nela cederam à pressão dos maridos, filhos e/ou patrões que apoia(va)m Trump!
À direita o incessante e vocalizado ressentimento de Hillary Clinton dá vontade de rir, é… hilariante! No entanto, à esquerda nem por isso: vários dos seus camaradas de partido expressam o desejo, uns assumidamente, outros anonimamente, de que ela se cale ou de que, pelo menos, pare de fazer comentários divisivos, polémicos, ofensivos, que poderão – e s(er)ão – usados pelos republicanos como «munições» contra eles em próximas eleições. Todavia, sabendo de quem se trata, conhecendo o que «(est)a casa gasta», não é provável que tal aconteça… felizmente! Apesar de que o que ela recebe agora por discurso já ser bem menos do que antes de ser derrotada… compreensivelmente.  

sexta-feira, 16 de março de 2018

Lavar daí as mãos… sujas de sangue

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado dia 14 de Fevereiro os Estados Unidos da América, mais concretamente, o Estado da Flórida, mais concretamente, a localidade de Parkland, assistiram a mais um tiroteio – ou, mais correctamente, a mais um morticínio – numa escola, desta vez o liceu Stoneman Douglas: 17 mortos e 14 feridos, atingidos por Nikolas Cruz, um ex-aluno daquele estabelecimento de ensino.
Previsivelmente, e de um modo geral, a esquerda, os «progressistas», o Partido Democrata e os seus membros e apoiantes não perderam tempo a acusar os que são para eles, mais do que o verdadeiro assassino, o que premiu o gatilho dezenas de vezes, os «autênticos» culpados: a direita, conservadores, o Partido Republicano, e, em especial, a National Rifle Association; esta foi novamente acusada de «matar crianças» e de «ter sangue nas mãos»! Incrivelmente, estas estúpidas, ridículas, ofensivas acusações – na verdade, calúnias – foram repetidas por alguns jovens sobreviventes do massacre, manipulados e utilizados como «escudos humanos» por adultos desavergonhados, ao serviço daquela que é a sua causa permanente, o seu objectivo principal: enfraquecer, e até mesmo abolir, a Segunda Emenda da Constituição dos EUA, retirando aos cidadãos o direito de comprarem e de usarem armas para a defesa deles próprios e das suas famílias.
O facto é que Nikolas Cruz não é membro da NRA, tal como todos os outros atiradores e assassinos (mais ou menos) de «massas» que nos últimos anos escreveram atrozes «capítulos» da história da violência nos EUA – violência essa, volto a recordar e a salientar, que apesar de tudo tem diminuído nas últimas décadas e que é bem inferior à que acontece em outros países (com menos habitantes), como, por exemplo, o México e o Brasil. Porém, e a seguir, obviamente, a quem disparou, a quem quis matar, a responsabilidade pelo que aconteceu cabe a quem tinha, tem, a obrigação de estar atento e de prever, e evitar, crimes como este: tanto o FBI como o departamento de polícia do condado de Broward, em que Parkland se insere, já haviam recebido várias, dezenas de avisos, de indícios, de «sinais», de que aquele jovem era potencialmente perigoso – dados não só por aqueles que o conheciam mas até por ele próprio, em comentários deixados em redes sociais! No entanto, se o «antes» por parte das forças da autoridade foi mau, o «durante» e o «depois» foram piores: aquando do ataque, um, e depois três agentes do DP do BC, que entretanto haviam chegado à escola, não confrontaram o agressor (foram polícias de outra área, vindos a seguir, que finalmente o capturaram); após o ataque, o xerife Scott Israel, procurando desviar as atenções da opinião pública da sua incompetência e da dos seus homens, não hesitou em criticar a NRA durante um programa especial («town hall») sobre o sucedido emitido pela CNN, e que, como era logicamente de esperar, não proporcionou um debate civilizado e equilibrado mas sim uma barragem de insultos aos que defendem o direito a ter e a usar armas. Não levou muito tempo a perceber porque motivo o xerife se comportou daquela maneira indigna: ele é democrata e apoiou publicamente Hillary Clinton na eleição presidencial de 2016.
Existem, todavia, duas outras pessoas a quem, em última análise, se pode e deve apontar o dedo pelo que aconteceu no liceu Stoneman Douglas, e em outras escolas antes: nem mais nem menos do que os anteriores vice-presidente e presidente dos EUA! Aquela espaço de aprendizagem na Flórida era, é, claro, uma «gun-free zone», uma característica comum a muitos locais semelhantes no país. E quem foi o principal proponente de uma lei, aprovada no Congresso em 1990, que tornou as escolas «zonas livres de armas» (as dos cidadãos sem cadastro, não as dos criminosos)? O então senador Joe Biden! Cerca de 20 anos depois, ele é o número dois de uma administração que implementou um programa com o objectivo de dar uma «segunda (ou terceira, ou quarta…) oportunidade a «estudantes problemáticos» em vez de os denunciar às autoridades policiais; 50 zonas escolares adoptaram esse programa… uma das quais a de Parkland; um dos alunos que beneficiou desse laxismo… foi Nikolas Cruz. Seria difícil a situação revelar-se mais grave? Sim, mas não impossível: esta semana soube-se que o Departamento de Justiça de Barack Obama ordenou a remoção dos nomes de 500 mil (!) fugitivos à justiça de uma base de dados federal que é utilizada para averiguar os antecedentes de compradores de armas.
Há mais de um ano que ele saiu da Casa Branca, mas continuamos a ter conhecimento, com uma regularidade inquietante, das ajudas, directas ou indirectas, que o Sr. Hussein deu a criminosos, nacionais e estrangeiros. Actualmente mais (pre)ocupado em construir a sua biblioteca em Chicago e em produzir a sua série de televisão para a Netflix, o Nº 44 pode lavar daí as suas mãos.
(Adenda - Tanta gente, tantos jovens, a marcharem por, na prática, mais insegurança, mais crimes, mais mortos... quanta ignorância, quanta estupidez, manipulação, hipocrisia.)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Comandando nos comentários

Não é novidade e já o referi várias vezes: porque na comunicação social portuguesa (e não só) não existe como que um «contraditório» constante e consistente à «narrativa» predominante, relativa à política nos EUA, de que os democratas são «bons» e os republicanos são «maus» (e, com Donald Trump, tornaram-se «piores»), é na blogosfera que é mais intenso o combate contra a desinformação, a propaganda, e a pura e simples parvoíce neste âmbito. Tendo eu sofrido a censura no Público por alegar – e provar – não só que o actual Presidente dos EUA não é o candidato a ditador tantas vezes caricaturado mas também que é entre os opositores que se encontram os autênticos (e novos) fascistas, e não tendo até hoje conseguido – apesar de várias tentativas nesse sentido – fazer ouvir a minha voz, falada e/ou escrita, sobre o que acontece no outro lado do Atlântico em outros media «tradicionais», é na Internet, pois, que procedo a uma persistente «pedagogia» que visa separar a verdade da mentira, por comentários em que o meu comando, o meu conhecimento do estado da nação norte-americana, se afirma e se evidencia, ou pelo menos assim o espero…
… E neste (quase) um ano que passou desde a última retrospectiva feita, tal concretizou-se em: Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, catorze, quinze); 31 da Armada (um, dois, três, quatro); Jornal Económico; Intergalactic Robot; Horas Extraordinárias. Os temas incluiram: (o primeiro ano d)a presidência de Donald Trump  nos seus diversos aspectos e políticas, com destaque para o denominado «travel ban», a saída do «acordo do clima» de Paris e as prioridades no comércio com países estrangeiros; a verdade sobre quem é, quem foi e o que faz George Soros contra a democracia nos EUA (e não só); a autêntica – e perversa – natureza do Partido Democrata, tanto ontem como hoje; dúvidas (ainda) sobre o «ObamaCare»; a proibição dos «Duques de Hazzard» (e de tudo o que tenha a bandeira confederada), e, de um modo geral, a censura à cultura não «politicamente correcta»; ignorância e equívocos relativamente à Segunda Emenda da Constituição norte-americana; diferenças nos tratamento «jornalístico» dado a Donald Trump e a Barack Obama, cujos crimes e escândalos da sua presidência ainda estão por divulgar e denunciar cabalmente.
De todos estes comentários há um que pode ser seleccionado e destacado como representativo, simbólico, do que tem sido a discussão neste ano que entretanto passou, correspondente ao primeiro do primeiro ;-) mandato de Donald Trump. Fi-lo no Delito de Opinião, a 23 de Julho: «... E eis mais um exemplo, uma demonstração, uma “personificação” (desta vez pelo João Campos), dos danos que muitos anos de desinformação, de propaganda, até de adulteração da História, perpetradas pela escola e pela comunicação social e recebidas sem reserva, podem causar. Não está em causa - eu não nego, certamente - que o actual presidente dos EUA e a sua administração tenham cometido erros. Porém, do outro lado, sim, está gente bem pior: é entre os democratas que se encontram mais indivíduos (como que) sem espinha dorsal, que proferem os verdadeiros disparates mais inusitados, as palavras e as acções mais absurdas (saberá o João, e os outros colaboradores e leitores do DdO o que se passa actualmente lá em termos de mania de “direitos transgéneros”?), onde abundam autênticos “fanáticos gelados”, alucinados e imbecis, que não só incitam à violência como a cometem. Quem é que pensam que tem andado a lançar as maiores calúnias (como a de que a nova reforma do sistema de saúde causará a morte de milhões de pessoas), a sabotar a intervenção de oradores conservadores nas universidades, a fazer motins com destruição de propriedade pública e privada, a agredir opositores e inclusive a disparar sobre congressistas (saberá o João quem é Steve Scalise, e o que lhe aconteceu)? Uma pista: não são apoiantes de Donald Trump, não são membros do Partido Republicano... Partido que, actualmente, ocupa maioritariamente, e de uma forma quase esmagadora, todos os níveis de poder dos EUA. Porque acham que isso acontece? Porque os cidadãos, os eleitores, enlouqueceram? Ou porque sabem que os democratas são, essencialmente, incompetentes, mentirosos, corruptos, criminosos, mesmo traidores (foi Barack Obama, e não o seu sucessor, quem prometeu a Vladimir Putin “mais flexibilidade”)? Que nunca deixarão de ser os perversos racistas que praticaram a escravatura e a segregação, e que agora promovem o aborto em larga escala, se possível até aos nove meses de gestação? Aqueles (e não só jovens ignorantes e inexperientes) que pensam que fazem uma grande figura a debitar os clichés do costume sobre a grande nação de outro lado do Atlântico fariam melhor em alargar e em diversificar as suas fontes de informação. Enquanto não o fazem arriscam-se a serem, eles sim, motivo de gargalhadas.»

sábado, 20 de janeiro de 2018

Ano Dez

A 20 de Janeiro de 2017 escrevi que o Obamatório iria, naquela data, entrar provavelmente no seu «último ano de actividade (mais ou menos) “normal”, embora a partir de agora essa actividade seja, como já avisei anteriormente, mais reduzida e menos frequente em comparação com anos anteriores». Doze meses depois confirma-se que essa actividade foi, efectivamente, mais reduzida e menos frequente: em 2017 escrevi e publiquei neste blog 15 textos, menos 25 do que em 2016 (40), e menos 60 do que em 2010 (75), o ano mais prolífico. Porém, quero acreditar que menor quantidade não significa necessariamente menor qualidade. E, não, o que passou não foi o último ano de actividade (mais ou menos) «normal»: decidi que irei (tentar) cumprir, pelo menos, uma década de funcionamento regular…
… Também porque se confirmou o que eu escrevi a concluir «Ano Nove», e algo que não era difícil de prever: «A experiência acumulada em quase dez anos diz-nos que dificilmente não existirão “ecos” desagradáveis em 2017, e eventualmente depois disso, da presidência de Barack Obama.» A propósito disto, impossível não sorrir, e mesmo rir, da ironia que resulta da primeira grande entrevista do anterior presidente dos EUA desde que deixou a Casa Branca, concedida a David Letterman no novo programa deste no Netflix intitulado «O meu próximo convidado não precisa de introdução». Nuno Galopim escreveu no blog Sound + Vision que este encontro serviu para «sentir saudades» de ambos, e em especial, claro, do Nº 44. No entanto, o que NG não referiu foi esta muito interessante e reveladora afirmação de BHO na entrevista: «Um dos maiores desafios que temos na nossa democracia é o grau em que não partilhamos uma base comum de factos. Se você vê a Fox News está a viver num planeta diferente daquele em que está se ouvir a National Public Radio». Repare-se na crítica concreta à liberdade informativa, à diversidade editorial, que é explícita naquela afirmação – a inexistência de uma (orwelliana?) «base comum de factos» é apontada como um problema. Mas Donald Trump é que é um (candidato a) ditador por «atacar» jornalistas… pois. É evidente qual o «planeta» preferido por Obama: o da Rádio Pública Nacional dos EUA. Todavia, nem esta nem outros antros de «fake news» infestados de esquerdistas-propagandistas como a ABC, CBS, NBC, MSNBC, CNN, PBS, New York Times, Washington Post costumam divulgar consistentemente (isto é, para além, talvez, de alguns minutos) «factos incomuns» como o envolvimento da administração Obama, e, eventualmente, do próprio Barack: na venda de urânio norte-americano a russos; na obtrução à investigação feita pela DEA das operações de tráfico de droga e de lavagem de dinheiro realizadas pelo Hezbollah; no alerta dado ao governo de Teerão de que Israel se preparava para assassinar Qassem Soleimani, um dos principais dirigentes da Guarda Republicana iraniana, acusado de apoiar acções terroristas do Hamas… e do Hezbollah. Todos estes três casos são exemplos de autêntica e de gravíssima traição…
… Mas tal, em última instância, não surpreende. Afinal, Barack Obama foi informado logo em 2014 (!) de que a Rússia desenvolvia campanhas de ciberespionagem e de desinformação contra as democracias ocidentais, incluindo os EUA…  e nada fez - como que comprovando a promessa de «maior flexibilidade» feita dois anos antes; poderia ter obtido a extradição, da República Checa para os EUA, de Ali Fayad, traficante de armas libanês e alegado membro do… Hezbollah acusado de atentar contra as vidas de norte-americanos… e não o fez; beneficiou de sucessivas tentativas de «branqueamento», por parte de colaboradores seus e junto do Museu do Holocausto, da sua inacção quanto à Síria; mandou colocar sob vigilância – ou alguém fez isso por ele – Donald Trump, familiares deste e membros das suas equipas de campanha e de transição; enfim, manipulou, usou, corrompeu importantes entidades do governo federal em seu proveito e do seu partido, como o IRS, o Departamento de Justiça e o FBI – e, a este respeito, enormes e avassaladoras revelações devem estar quase a ser feitas.
É também por isso que hoje deve ser celebrado um ano desde que Barack Obama deixou de ser presidente… e um ano em que Donald Trump o é. Este está a cumprir as promessas que fez. Não acreditem nos «balanços negativos» dos doze primeiros meses do mandato do Nº 45: é tudo, ou quase, mentira. Os EUA estão melhores, e o Mundo, de certo modo, também. A nível nacional, e para além da reforma fiscal e da descida de impostos que para os democratas é como que o «fim do Mundo», há a registar a redução do número de novos imigrantes ilegais, a diminuição do desemprego (incluindo, em taxas recorde, nas comunidades afro-americana e hispânica), o reforço do investimento, a valorização – com índices históricos – dos mercados de capitais (e, em consequência, das poupanças dos cidadãos), a revogação do (fascizante) mandato individual do «ObamaCare». A nível internacional, o estilo agressivo, quiçá «bruto», confrontacional, do actual presidente está a proporcionar, ao contrário do que apregoa(va)m muito(a)s histérico(a)s, resultados muito promissores e mesmo positivos: a Coreia do Norte pediu, e obteve, o restabelecimento dos contactos regulares com a Coreia do Sul e até concordou em integrar uma delegação unificada aos próximos (começam a 9 de Fevereiro) Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, na CdS – por isto, em Seul, o presidente Moon-Jae-In agradeceu a Trump; no Afeganistão um conselho de anciãos atribuiu a DJT uma «medalha de bravura» pelas críticas que ele fez ao Paquistão (!); do Irão vieram mensagens de «obrigado», por parte de manifestantes contra o regime dos «ai-as-tolas», pelas palavras de apoio e de encorajamento vindas da Casa Branca – uma atitude diametralmente oposta à tomada por Barack Obama em 2009 aquando dos anteriores grandes protestos naquele país; em Israel a embaixada dos EUA será transferida de Tel-Aviv para Jerusálem, numa decisão de Trump que não só finalmente dá seguimento à aprovação – bi-partidária – da mudança feita no Congresso em 1995 e que Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama sucessivamente asseguraram concretizar, mas também veio proporcionar o completo «separar das águas» entre quem é e quem não é, verdadeiramente, anti-semita e neo-nazi.
É precisamente porque sabem que a presidência de Donald Trump está a ser, e será cada vez mais (esperemos), um sucesso que os democratas e os seus aliados na comunicação social se mostram infatigáveis, desde há mais de um ano, em lançar-lhe acusações de vários tipos consoante as conveniências do momento. A mais frequente, obviamente, é a de que ele foi ajudado pela Rússia, pelo Kremlin, por Vladimir Putin; porém, porque de facto não existem provas disso e, pelo contrário, elas existem de que foram os democratas a beneficiarem do auxílio de Moscovo, os «burros» vão recorrendo às teorias (da conspiração) alternativas. Uma é a de que o Nº 45 é um predador sexual – entrevistam alegadas vítimas, embora uma se queixe, principalmente, de que ele lhe pediu o número de telefone – e um adúltero que traiu a agora primeira-dama, Melania Trump, com uma actriz pornográfica. Outra é a de que, além de idoso, ele é doente física e mentalmente... mas não acreditam nas afirmações em contrário feitas, depois de diversos exames, pelo médico oficial da Casa Branca, que já o era quando Barack Obama lá estava. Outra ainda, e que constitui, aliás, uma das mais constantes calúnias contra DJT, é a de que ele é um racista…
… E a mais recente versão dessa calúnia constante é que Donald Trump terá dito – numa reunião privada com congressistas dos dois partidos – a palavra «shithole» para caracterizar países da América Latina e de África. A «revelação» - a queixinha – veio de Dick Durbin e foi confirmada por Lindsey Graham, mas David Perdue e Tom Cotton, também presentes, não o confirmaram. Porquê duvidar destes, chamar-lhes mentirosos, e não aos outros? Graham já chamou «hellholes» a nações situadas a Sul da fronteira dos EUA, e Durbin, porque é um democrata do Illinois, não tem qualquer credibilidade; aliás, ele chegou ao cúmulo de afirmar que a expressão de Trump constitui «um momento horrível da história da Sala Oval» - mais horrível do que quando um ex-presidente, seu camarada de partido, ali recebeu um «blow job» de uma estagiária? Previsivelmente, na lamestream media «passaram-se», com destaque para a CNN: nesta, que, entre muitas outras notícias de «grande interesse», já dedicaram tempo e recursos a temas como o consumo de Diet Coke, gelado e hamburgueres pelo actual presidente, só num dia os seus apresentadores, jornalistas e comentadores disseram a palavra «shithole» - nunca censurada, ou seja, sem ser silenciada ou «abafada» com um efeito sonoro – 195 vezes!..
… Mas Donald Trump garante que não a disse. E se a disse (relativamente a nações do «Terceiro Mundo»), qual é o problema? Acaso é mentira? E tantos outros políticos americanos, presidentes e não só, não utilizaram «palavrões»? Não existem dúvidas, por exemplo, de que Joe Biden disse que a aprovação do «ObamaCare» era um «big fucking deal», e ainda que Barack Obama chamou a Mitt Romney «bullshitter» e considerou a Líbia um «shit show»… embora tenha sido um dos principais (senão mesmo o principal dos) culpados por esse «espectáculo». Nessas ocasiões houve escândalos semelhantes? Então algumas m*rd*s são melhores do que outras, dependendo de quem as diz?

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A mais estúpida de 2017

Nos quase nove anos de existência do Obamatório tenho constantemente referido, e realçado, as afirmações insultuosas… e idiotas que provêm, na sua esmagadora maioria, da esquerda norte-americana, do Partido Democrata, dos seus membros e dos seus apoiantes. Foi precisamente isso que motivou a criação – em 2012, e referente a 2011 – da rubrica anual «A mais estúpida (do ano passado)». E posso garantir que, desde então, nunca tanta estupidez foi dita num só ano, no âmbito da política dos EUA, como em 2017, praticamente toda dirigida contra, como seria de esperar, o actual Presidente, Donald Trump, em particular, e o Partido Republicano, os seus membros e os seus apoiantes em geral…
… Tanta estupidez que, desta vez, não irei indicar as restantes frases «nomeadas» para esta «distinção», e passo directamente à «vencedora», neste caso feminina em dois sentidos, pois trata-se de uma afirmação feita por uma mulher que, em anos anteriores, muito se «esforçou» para conquistar este «galardão»: Nancy Pelosi! «Melhor» ainda: trata-se de uma frase – mais especificamente, uma acusação – que teve mais do que uma «versão». A líder da minoria democrata na Casa dos Representantes disse sucessivamente da mais importante iniciativa legislativa proposta e aprovada pelos republicanos no Congresso, e ratificada (assinada) por Donald Trump na Casa Branca em Dezembro último: «é o fim do Mundo, o Armagedão»; «simplesmente roubo, monumental descarado roubo à classe média americana, que trai o futuro e as aspirações das nossas crianças, um voto para instalar uma plutocracia permanente na nossa nação, uma obscenidade moral e uma cobiça impenitente que se destaca ainda mais claramente» (na época natalícia); «a pior lei que alguma vez foi apresentada na Casa»; «é (o monstro de) Frankenstein» - uma «versão» da «mais estúpida de 2017» que é, pode dizer-se, algo «adequada» à evocação dos 200 anos da edição da mais célebre obra de Mary Shelley, que se cumpririam pouco mais de uma semana depois, a 1 de Janeiro de 2018, apesar de a congressista californiana ter demonstrado… claramente que não conhecia o verdadeiro enredo daquela.
Mas, afinal, que decisão «sem precedentes» foi esta por parte do Partido Republicano – nenhum democrata, quer na Casa quer no Senado, e como seria (infelizmente) de esperar, a aprovou – que causou, mais do que o «escândalo», o «horror» não só da líder «burra» mas também do resto da «burricada»? A confiscação das fortunas de bilionários apoiantes do Partido Democrata como David Geffen, Mark Zuckerberg, Tim Cook, Tom Steyer, Warren Buffet e Bill Gates para financiar a modernização das forças armadas dos EUA? A requisição, para trabalho escravo… perdão, não remunerado, de George Lopez, Joaquín Castro e Julian Castro, Jorge Ramos, Luis Gutiérrez, Robert Menendez, Rosie Perez, Salma Hayek, e de outros famosos e liberais hispano-americanos, na construção da muralha preconizada por Donald Trump na fronteira com o México? O aluguer para prostituição… perdão, para prestação de serviços de índole sexual (hetero, homo, e ambas) de, entre outros e outras (ou nem por isso), Anthony Weiner, Chelsea Handler, Chelsea Manning, Dan Savage, David Brock, Harvey Weinstein, Joss Whedon, Kathy Griffin, Lena Dunham, Linda Sarsour, Madonna e Rosie O’Donnell, até serem finalmente recuperados os 10 triliões de dólares na dívida pública que foram adicionados durante os oito anos da presidência de Barack Obama?
Não: trata-se da nova lei fiscal do país, que não apenas altera, reforma, simplifica, o pagamento e a colecta de impostos, como também, mais importante, introduz uma significativa diminuição dos mesmos, tanto para indivíduos e famílias como para empresas. E as consequências – positivas – desta medida não se fizeram esperar: são já mais de 100 as empresas que decidiram aumentar salários e outros benefícios dos seus trabalhadores, investimento (com criação de novos empregos) e até doações para fins beneficentes devido à «tax bill»! Por isso, quem, no seu perfeito juízo, poderia não só discordar da lei mas também considerá-la o pior que alguma vez aconteceu? A senilidade, a demência, enfim, a pura e simples estupidez, não só de Nancy Pelosi mas também de outros na «sinistra» não explicam tudo: pode falar-se de autêntica malvadez. O que não surpreende, porque, como já antes afirmei e demonstrei, o Partido Democrata é a maior e mais antiga organização criminosa dos EUA.  

sábado, 30 de dezembro de 2017

Rever em baixa (Parte 16)

«Obama está de volta para arrasar o “TrumpCare”, e ele está pior do que nunca», Ben Shapiro; «Como a presidência de Obama destruiu o Partido Democrata de hoje», Victor Davis Hanson; «Do “livre de escândalos” Obama ao “praguejado com escândalos” Trump», Brent Bozell e Tim Graham; «O discurso de 4 de Julho que Obama não fez», Wesley Pruden; «Mais pessoas emigraram para o Canadá com Obama do que com Trump», Joseph Curl; «O discurso de Trump na Polónia é o prego final no caixão da era de Obama», Adam Shaw; «Obama é irrelevante hoje», Lou Dobbs; «Os nossos media corruptos estão agora assombrados por todos os precedentes que estabeleceram enquanto estavam em conluio com Obama», John Nolte; «A “TV Trump” nem se aproxima da propaganda da Casa Branca de Obama», Larry O’Connor; «A “Trump TV” é apenas uma versão menos “artística” da “Semana da Ala Ocidental” de Obama, porque estão todos chocados com ela?», Mary Katharine Ham; «A esquerda culpa Trump por Charlottesville, aqui estão cinco assassínios pelos quais a imprensa não culpou Obama», Aaron Bandler; «”Homem do povo”, Barack Obama é o mais dispendioso ex-presidente de sempre», Jacob Airey; «Como a administração Obama contornou o Congresso para conceder na prática amnistia a jovens imigrantes ilegais», Aaron Klein; «O histérico texto no Facebook do Presidente Obama», Rich Lowry; «A administração Obama pôde intimidar opositores políticos», Stuart Varney; «Hipócrita, Obama está a encher-se em Wall Street», Hank Berrien; «Porque Obama realmente espiou Trump», Daniel Greenfield; «Parece que Obama espiou mesmo Trump, tal como aparentemente ele me espiou», Sharyl Attkisson; «As nossas quebradas forças armadas de Obama nem conseguem correr com traidores», Kurt Schlichter; «Alerta de hipocrisia – Os media que hoje arrasam Trump pensavam que era horroroso arrasar Obama em 2009», Rich Noyes; «Porque é que Hillary Clinton e Barack Obama estão silenciosos sobre Harvey Weinstein?», John Sexton; «Obama mentiu, o meu quarto plano de saúde morreu», Michelle Malkin; «Acabe-se com o mandato individual do “ObamaCare” – É cruel e inútil», Pat Toomey e Tom Cotton; «Riam alto – Obama avisa candidatos sobre o que “não funciona” em política (dica… ele deve saber!)», Doug Powers; «O escândalo “Uranium One” da administração Obama», Andrew C. McCarthy; «O mandato SSH sem excepções de Obama – Uma luta desnecessária que lhe explodiu na cara», James C. Capretta; «O IRS de Obama… o outro escândalo», Brad Shaeffer; «Zangado com o escândalo no DNC? Agradeça a Obama», Ryan Grim; «O mandato individual do “ObamaCare” está a revogar-se a ele próprio», Doug Badger; «Obama avisa que Trump levará a América ao genocídio como Hitler, os media bocejam», Kristine Marsh; «Obama compara Trump a Hitler», Greg Gutfeld; «Obama ainda não percebe – Optimismo, e não lamúrias, faz crescer uma economia», Liz Peek; «O New York Times afirma que Obama apenas disse 18 falsidades durante toda a sua presidência – Aqui estão 18 que ele disse só em 2009 ao vender o “ObamaCare”», Philip Klein; «O acordo com o Irão de Obama faz com que o “conluio” de Trump com a Rússia pareça brincadeira de criança», David Harsanyi; «A história secreta de como Obama deixou o Hezbollah à solta», Josh Meyer; «Como Obama apaziguou o Irão ao virar os olhos aos crimes do Hezbollah», David French; «Como Trump pode reparar os danos do falhanço de Obama contra o narcoterror», Jonathan Schanzer; «Desculpa, Obama – Trump deixa cair as alterações climáticas como “ameaça à segurança nacional”», Amanda Prestigiacomo; «Joe Biden afirma que Obama nunca teve quaisquer escândalos, ignora estes 11 escândalos maiores», Ryan Saavedra; «Por entre a histeria anti-Trump, a traição de Obama é exposta», Charles Hurt; «A biblioteca presidencial de Obama é mudança em que os chicagoanos não conseguem acreditar», Philip H. Devoe; «O Presidente Obama leu o “dossier Steele” na Casa Branca em Agosto do ano passado?», Lee Smith; «Lista do Ano Um - 81 grandes realizações de Trump, 11 itens do legado de Obama revertidos», Paul Bedard; «O “apagão” dos media no escândalo de Obama com o Hezbollah faz reviver a “câmara de eco” do acordo com o Irão», Jonathan S. Tobin; «As relaxadas políticas disciplinares de Obama tornaram as escolas mais perigosas», Paul Sperry; «As políticas de Trump para a aplicação da lei são uma bem vinda melhoria em relação às de Obama», Ron Hosko; «Barack Obama para o Príncipe Harry – As hashtags não trazem mudança», Joel B. Pollak; «Como Trump está a reverter o legado de Obama», Kaitlyn Schallhorn; «O primeiro presidente anti-americano», Michael Ledeen; «Humilhação liberal - Trump vs. Obama sobre o Irão», Roger L. Simon. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Ainda sem respostas

Em Agosto último, referi aqui no Obamatório algumas perguntas que havia feito a outros «observadores» portugueses do panorama político-cultural dos Estados Unidos da América… e que, no momento em que escrevia, continuavam sem respostas…  o que continua a verificar-se agora. Entretanto, fiz outras perguntas… e também para elas ainda não há respostas.
A mais recente dessas perguntas constitui, na verdade, uma proposta (decente!) ao Jornal de Notícias. Em mensagem de correio electrónico que enviei no passado dia 12 de Dezembro, escrevi o seguinte: «Constatei que três artigos de opinião recentemente publicados pelo Jornal de Notícias, mais concretamente da autoria de Fernando Calado Rodrigues, de Manuel Carvalho da Silva e de Germano Almeida, todos eles tendo em comum os Estados Unidos da América, e em especial a actuação do Presidente Donald Trump, contêm erros, que eu estou disponível para assinalar e corrigir em artigo de opinião que proponho escrever e oferecer ao vosso jornal.» Fernando Calado Rodrigues é padre, Manuel Carvalho da Silva é o ex-secretário-geral da CGTP-Intersindical, e Germano Almeida é o meu «colega» da blogosfera, autor do blog Casa Branca (um pouco mais antigo do que o Obamatório), e que, apesar de não o actualizar desde Agosto de 2016 (!), em «compensação» continua a ser uma presença regular na imprensa, na rádio e na televisão nacionais a debitar os seus «bitaites» enquanto «analista de política americana» (a sua outra carreira, parelela à de jornalista desportivo)… apesar de pouca ou nenhuma credibilidade ter para isso desde que se tornou o autor de um dos dois livroseste é o outro – publicados em Portugal antes da eleição presidencial nos EUA no ano passado que davam como certa a vitória de Hillary Clinton! Entretanto, e pelo contrário, eu continuo sem conseguir até agora um único convite para participar como convidado, também enquanto «analista de política americana», num programa de rádio ou de televisão, não obstante as várias tentativas, contactos, da minha parte nesse sentido, informando da minha existência e da minha disponibilidade em colaborar sempre que possível…
… E nem quanto à imprensa posso afirmar actualmente que a minha liberdade de expressão é plena depois do que aconteceu com o meu artigo «Histeria histórica», que a actual Direcção do Público decidiu censurar (não publicar) e que três entidades de «regulação» da actividade jornalística entenderam não se pronunciar sobre o caso. Porém, isso não impediu que eu, ocasionalmente, enviasse posteriormente mensagens a jornalistas do jornal originalmente financiado – e, de certo modo, fundado – pelo recentemente falecido Belmiro de Azevedo, colocando questões e dando sugestões sobre a cobertura da actualidade política dos EUA feita por aquele. Como esta, enviada a 31 de Maio último: «É evidente que há um preconceito, um bias, na redacção do Público, contra o Partido Republicano, que já vem de trás, que não começou com Donald Trump. E, claro, esse bias estende-se, em Portugal, a praticamente todos os principais órgãos de comunicação social, com destaque “negativo” para as três principais estações de televisão, que frequentemente dão, neste âmbito, espectáculos ridículos... Por exemplo, hoje a SIC, no seu noticiário das 13 horas, dedicou para aí três minutos ao tweet do “covfefe”... Mas dos outros pouco ou nada quero saber. Do Público, sim, e é por isso que eu ainda me preocupo em enviar-vos, quando acho oportuno e relevante, as minhas notas, e, sim, as minhas correcções - sempre assentes em factos e não em “emoções”. Eu não sou apenas leitor... sou também jornalista, e sou colaborador do Público há mais de 20 anos. Ou era, porque, no passado mês de Fevereiro, o seu colega Nuno Ribeiro, actual editor de opinião, recusou publicar um artigo meu... depois de me ter dito que o faria. Sim, era um texto sobre a situação política norte-americana após a tomada de posse de Donald Trump, e, sim, era contra a “corrente” que aí é predominante. Motivo da censura? O meu artigo era “ofensivo”. Digamos que nem todos aceitam “críticas” e “dúvidas”... Agora, alguns breves apontamentos sobre casos específicos: o assassino de Portland em nenhuma circunstância pode ser associado a DT e à direita - e, claro, o racismo, em especial nos EUA, tem sido sempre, maioritariamente, esmagadoramente, uma característica da esquerda e do Partido Democrata (actualmente, e desde há algum tempo, a “moda” é o ódio anti-branco atiçado por afro-americanos radicais, que promovem inclusivamente a segregação); Kate Steinle pode ter sido atingida e morta por uma “bala perdida”, mas essa não era a principal questão... o atirador era, é, um imigrante ilegal, cadastrado, que já por várias vezes fora deportado e reentrara no país - uma situação infelizmente comum em Estados e em cidades sob domínio democrata, que fazem, de uns e de outras, “santuários” para criminosos; o atentado no Quebec não foi “ignorado” - Trump telefonou a Justin Trudeau oferecendo condolências e colaboração, e Sean Spicer comentou o caso numa das conferências de imprensa na Casa Branca; o actual presidente dos EUA não disse que tinha havido um ataque na Suécia “na noite passada” - ele referiu-se, sim, a um documentário televisivo que vira na noite anterior, e que revelava, ou relembrava, a onda de criminalidade (em especial violações em série) que surgiu e foi crescendo devido à entrada maciça de muçulmanos naquele país... aliás, curiosamente, poucos dias depois do comentário de Trump, houve mesmo (mais) um motim em Estocolmo. Enfim, nem todos conseguem ser imunes às “fake news”. ;-)» 
A esta mensagem não recebi qualquer resposta, tal como a outras três, mais breves e mais recentes, em que perguntava porque é que o Público até então não mencionara uma única vez – e a situação mantém-se – o julgamento, sob acusações de corrupção, de Robert Menendez, senador por Nova Jersey do Partido Democrata… isto ao mesmo tempo que se sucediam as peças sobre (e contra) Roy Moore, candidato do Partido Republicano ao Senado por Alabama, alvo de acusações não provadas de assédio e assalto sexual. O que não falta, no entanto e infelizmente, naquele jornal, e para além das notícias… algo enviesadas, são os artigos de opinião bastante inflamados sobre (e contra) decisões de Donald Trump e da sua administração. Por exemplo(s), dois de Diogo Queiroz de Andrade (director-adjunto que talvez tenha apoiado a não publicação do meu artigo), um sobre a reforma fiscal nos EUA, outro sobre o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, que demonstram, além dos previsíveis preconceitos ideológicos (diminuir os impostos é mau, defender os judeus é pior), a preocupação mínima e mesmo inexistente com os factos e até com a mais elementar sensatez.
Todavia, e «felizmente», para «alívio» (temporário) dos «flocos de neve» - portugueses e estrangeiros – que se «derretem» com qualquer palavra ou acto do Nº 45, existe o projecto de uma série de animação que tem como heróis, depois de devidamente «rejuvenescidos», Barack Obama e Joe Biden, a viajarem pelo passado para combaterem o crime e a injustiça… e tendo como vilão Donald Trump! Em última análise, nada que surpreenda: o ex-presidente e o ex-vice-presidente nunca representaram mais do que caricaturas de estadistas.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Escândalos à escolha (Parte 4)

Há mais de um ano – desde que Donald Trump foi eleito como 45º Presidente dos Estados Unidos da América – que tem sido o tema, a narrativa, a suspeita, a acusação, mesmo a obsessão principal (e várias outras têm existido) na comunicação social e na discussão política, norte-americana e até mundial: a Rússia interferiu no processo eleitoral que culminou na votação do dia 8 de Novembro de 2016, podendo mesmo ter determinado, com a aceitação, a cumplicidade, de um dos partidos, uma das campanhas, um dos candidatos, o resultado final. Pois bem, hoje eu próprio venho reconhecer, admitir, aceitar, que tal é verdade. Porém, não foram o republicano bilionário de Nova Iorque, e os seus colaboradores, a sua equipa, os «cúmplices»: foi a ex-secretária de Estado e o seu bando de admiradores e de servidores! Segue-se, de uma forma resumida, um «crash course» em «Russian collusion for dummies», que, obviamente, não é dado nos media nacionais… 
Hillary Clinton, a sua campanha e o Partido Democrata (através do DNC), encomendaram, financiaram, uma investigação/dossier a uma empresa especialista em «opposition research», Fusion GPS, que por sua vez contratou um (ex?) espião inglês, Christopher Steel, que por sua vez contactou russos que trabalha(ra)m no Kremlin, para Vladimir Putin (de salientar que a lei dos EUA proíbe o pagamentos a estrangeiros em campanhas eleitorais), que inventaram as mais incríveis, desgostosas mentiras sobre Donald Trump… e porque não o haveriam de fazer? Afinal, muito têm a agradecer a Hillary (enquanto Secretária de Estado), ao PD, à administração de Barack Obama, ter autorizado a compra da empresa Uranium One, e, logo, 20% das reservas de urânio dos EUA – o que se traduziu também em cerca de 150 milhões de dólares para a Fundação Clinton e em 500 mil dólares para Bill por um discurso em Moscovo. Sim, tal decisão, tal negócio, pode ser vista como autêntica alta traição… mas isso não é problema para os «burros», que, aliás, no passado, várias vezes procuraram entendimentos com os soviéticos (lembrar Edward Kennedy quando queria derrotar Ronald Reagan). Além de que tal venda aconteceu porque Obama e companhia (muito limitada) decidiram que estava na altura de uma nova fase nas relações com os russos, e estes passaram a ser amigos e até parceiros – veja-se o «botão de reset» (mal escrito), a «flexibilidade» prometida pelo Nº 44 a Dmitri Medvedev, a ridicularização de Mitt Romney por este ter apontado, em 2012, a Rússia como «principal rival geopolítico dos EUA», tendo BHO respondido com «os anos 80 ligaram e querem a sua política externa de volta», e acusado o então candidato republicano de ainda ter uma mentalidade típica da Guerra Fria. No entanto, e contrariando as expectativas das «elites», Trump venceu…
… E, num enorme, desavergonhado, exercício de projecção, mentira e cobertura, a Rússia voltou a ser o grande inimigo para os democratas, que, incapazes de assumir as suas culpas na derrota, não perderam muito tempo a acusar Moscovo de ter ajudado Donald a vencer, mas nenhumas provas disso existem até agora, e o facto de o então empresário ter organizado um concurso de «Miss Universo» em Moscovo não conta, tal como a reunião de Don Jr. com uma russa que lhe prometeu «dirt» sobre Hillary embora, afinal, não tivesse… e, significativamente, ela estava em contacto com a Fusion GPS, o que permite a suspeita de uma tentativa de armadilha. Pior, esse dossier, e as mentiras, os rumores contidos naquele serviram de desculpa, «justificação», pretexto, para o Departamento de Justiça «obamista», liderado por Janet Lynch, e o FBI de James Comey pedirem a um tribunal especial (FISA) autorização para vigiarem, escutarem, Donald Trump, a sua equipa, os seus colaboradores, aproveitando para fazerem o dito «unmasking», a revelação de pessoas «apanhadas» sem culpa nas escutas, e permitirem fugas de informação para a imprensa, invariavelmente com insinuações e alegações que se revelavam depois sem fundamento. Entretanto, para «esclarecer» o assunto, e em (mais) uma demonstração de cobardia, republicanos no Congresso e até na Casa Branca aceitaram fazer investigações e uma comissão respectiva para averiguarem a suposta «collusion», e para a liderar nomearam Robert Mueller… que foi director do FBI (quando a venda do urânio aconteceu) antes de Comey (que, depois de demitido, passou, talvez ilegalmente, informações a um amigo para as dar ao NYT e assim forçar a formação de uma comissão, o que aconteceu); Mueller encheu a sua comissão de democratas; após mais umas fugas de informação, apresentaram – a uma juíza nomeada por Obama e apoiante dos Clinton, e perante um grande júri reunindo pessoas de uma cidade (Washington) que vota 90% democrata – queixas contra três ex-elementos da campanha de Trump… mas nenhuma das queixas se relaciona com «conluio», colaboração com russos para alterar o resultado das eleições – aquelas prendem-se, essencialmente, com crimes fiscais, financeiros. Isto num processo cuja legalidade suscita muitas dúvidas a diversos juristas, que acreditam que os arguidos – que se declararam inocentes – terão boas hipóteses de serem ilibados e saírem em liberdade.   
Foi muita informação, muitos factos, muitas ligações em (relativamente) poucos caracteres? É melhor recuperarem o fôlego depressa, porque há mais. É de notar, e de realçar, que Hillary Clinton constitui quase sempre a personagem principal – frequentemente coadjuvada pelo marido Bill – em todos estes, mais recente(mente divulgado)s escândalos. Três deles são pelo menos ao nível de Watergate, e o casal exibiu um comportamento acima e/ou fora da lei habitualmente conhecido, tolerado e até apoiado por Barack Obama e/ou os seus (e deles) «camaradas». E como se não fosse suficiente ter feito – mesmo que indirectamente, mas não acidentalmente - «collusion» com a Rússia, Hillary Clinton e/ou a sua campanha fizeram «collusion» com o Comité Nacional Democrata durante as eleições primárias do PD, que foram «rigged», adulteradas, viciadas, e desde o início, em favor dela e em desfavor dos outros candidatos, com destaque para Bernie Sanders; e não foram direitistas, conservadores, a darem a notícia… foi sim Donna Brazile, operacional veterana do Partido Democrata, a fazer a espantosa revelação no seu novo livro! E Elizabeth Warren concordou e confirmou a batota! Entretanto, o parceiro da antiga primeira-dama nas presidenciais de 2016, o senador Tim Kaine, admitiu que o pagamento do famigerado dossier foi feito, pelo menos em parte, pela sua campanha! Não é pois de surpreender que, talvez em tentativas de controlo de danos e/ou de distracção, «progressistas» existem que preferem mudar de assunto… como o próprio senador por Vermont, que tem preferido não comentar a sabotagem de que a sua candidatura foi alvo, e que acredita que, actualmente, os americanos têm mais com que se preocupar além da interferência russa nas eleições. E Martin O’Malley, outro ex-candidato democrata, confessou que as tácticas eleitorais do Nº 44 – privilegiando a sua reeleição numa organização distinta (Organizing for America, OfA) em vez das estruturas existentes do PD – tiveram como efeito arrasar («wipe us out») aquele aos níveis estadual e local como um «mau fogo florestal»! OfA que, entretanto, também pagou à mesma sociedade de advogados - Perkins Coie - que, em nome do DNC e da campanha de HC, contratara os serviços da Fusion GPS!
Nestes últimos anos afirmei-o e previ-o várias vezes, e as confirmações sucedem-se: não só a administração de Barack Obama – e a actividade do Partido Democrata durante os seus dois mandatos – não foram, de todo, «scandal free», como adicionais pormenores… escandalosos vão sendo conhecidos com regularidade, como que estando à vista e à «escolha» de todos… As organizações conservadoras assediadas e discriminadas pelo IRS foram indeminizadas, e Lois Lerner, famigerada (ir)responsável da entidade fiscal sob a égide do Sr. Hussein, receia retaliações no caso de o seu depoimento deixar de estar em segredo de justiça (pois, porque será? «Mistério»)… No início deste mês soube-se que a Casa Branca sob BHO não divulgou, antes da eleição de 2012, quase 500 mil documentos (!) relativos à eliminação de Osama Bin Laden porque aqueles provavam que a Al Qaeda então não só não estava «dizimada» como tinha uma parceria com o governo do Irão – uma «verdade inconveniente» para quem queria assinar um acordo sobre energia (e armas) nuclear(es) com o regime dos «ai-as-tolas»… E soube-se que a Casa Branca sob BHO ameaçou, antes da eleição de 2016, um informador do FBI para o impedir de revelar as (dúbias) negociatas relativas à aquisição, por russos, de urânio norte-americano…
Jonathan Turley, professor de Direito insuspeito de simpatias direitistas, tem razão: há que investigar tanto Donald Trump como Hillary Clinton. De uma forma ou de outra, seja por quem for, isso já está a acontecer. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Predador, porque esquerdista

Há um aspecto fundamental da vida e da carreira de Harvey Weinstein que não tem sido mencionado (tanto quanto eu me tenho apercebido, e, se estiver errado, agradeço a correcção) nos órgãos da comunicação social portugueses (e não só, certamente, deste lado do Atlântico) que têm abordado o (grave) caso, o (grande) escândalo, recentemente (este mês) eclodido, de assédio sexual perpetrado por um dos mais importantes, influentes, poderosos produtores cinematográficos de Hollywood, durante mais de 30 anos, a dezenas – e a lista vai aumentando quase diariamente, pelo que o número poderá em breve vir a ultrapassar a centena – de mulheres (maioritariamente actrizes, mas não só), e não apenas norte-americanas (autêntico adepto da «globalização», o co-fundador da Miramax também estendeu a sua lascívia a, pelo menos, britânicas, francesas e italianas): o de ele ser, e igualmente desde há muito tempo, um dos maiores apoiantes financeiros – doando o seu próprio dinheiro e organizando «colectas» junto de outras pessoas do meio – do Partido Democrata, de políticos, candidatos, democratas, de causas «liberais» e «progressistas». Aliás, é precisamente o facto de ele ser um esquerdista que explica porque é que conseguiu manter durante décadas o seu comportamento criminoso e não ser denunciado e punido mais cedo.
Um artigo de um «crítico de cinema» do Público, Jorge Mourinha, «Harvey Weinstein, ou o lado negro da lua», publicado no passado dia 12, é uma demonstração eloquente da incrível ignorância, ou enervante estupidez, que certas pessoas continuam a exibir, apesar de, supostamente, terem a obrigação de estarem, serem, mais e melhor informadas. Reparem em, e riam de, este excerto: «A pergunta, no entanto, continua sem resposta. Como é que um defensor das causas liberais, que não hesitou em ir contra os desejos dos seus patrões da Disney ao distribuir Larry Clark ou Michael Moore, que lançou as carreiras de Affleck, Damon, Gwyneth Paltrow, Roberto Benigni, era ao mesmo tempo um predador sexual?» Que a pergunta não continue sem resposta, que eu a darei: é exactamente por ele ser um «defensor das causas liberais» que mais confiante se sentiu em (pros)seguir a sua «carreira paralela» enquanto predador sexual; ele próprio admitiu que se tornou assim por ter crescido nos anos 60 e 70, em que a dita «revolução sexual» facilmente resvalava para a pura e simples, abjecta, libertinagem – de que, aliás, Larry Clark foi cronista, qundo não protagonista; e quando se é, como Harvey Weinstein, um aliado de abortistas e de LGBT’s, o que são uns apalpões, exibições e ejaculações para plantas senão uns pecadilhos sem importância? Porém, a surpresa, e mesmo o choque, de Jorge Mourinha perante a situação deveras escabrosa em que se encontra envolvido o homem que também lançou a carreira de Quentin Tarantino expressa(m)-se ainda numa outra perspectiva: «E para quem achava que eram só os republicanos e o seu eleitorado branco, idoso, conservador e temente a Deus a ter este tipo de comportamento e que o liberalismo da esquerda consciente e artística não era capaz disto – tcharã!» Seria interessante perguntar a este «crítico de cinema» do Público quantos republicanos, e não apenas brancos, idosos, conservadores e tementes a Deus (que, note-se, todos juntos não seriam suficientes para permitir o triunfo em especial de Donald Trump para a Casa Branca, e do GOP em geral a todos os níveis do poder dos EUA), ele conhece que tenham cometido – e não necessariamente a uma escala idêntica – os crimes cometidos por Weinstein; o mais provável é J. Mourinha estar a confundir a realidade com a ficção, a tomar como factos as – imaginárias – perversões de cristãos brancos direitistas frequentes em séries televisivas e filmes feitos em… Hollywood, por (argumentistas, produtores, realizadores, actores) esquerdistas; enfim, muito curiosos e reveladores exercícios de projecção, e em mais do que um sentido…
… E que mais não demonstram, em última análise, do que a vergonhosa (ou, mais correctamente, sem vergonha), ofensiva, descarada, hipocrisia dos «criadores» que fizeram da Califórnia a sua «reserva natural», de Los Angeles e de São Francisco as suas «coutadas de caça», muitos dos quais têm o atrevimento de, com regularidade, se permitirem admoestar os seus compatriotas que vivem nos «bárbaros» territórios situados entre as costas Oeste e Leste a propósito dos seus «antiquados» e «ofensivos» (pre)conceitos sobre casamento, imigração, impostos, armas – estas são sempre de mais nas mãos de cidadãos comuns e membros da NRA mas não das dos guarda-costas das «estrelas». No entanto, é de salientar e de saudar a (momentânea?) sinceridade de uma daquelas, Jessica Chastain, que admitiu que em Hollywood são muito rápidos a «apontar os dedos a outros» e que há uma grande diferença entre «o que se pratica e o que se prega». É curioso que seja uma das actrizes (relativamente) mais novas a ter esta atitude e não outras mais velhas, mais «veteranas», como Jane Fonda, Meryl Streep e Ashley Judd, que não só não denunciaram e não condenaram há mais tempo e com mais veemência Harvey Weinstein (e Judd foi uma das suas vítimas!) e todos os outros tarados que infestam as «fábricas de sonhos» do «Sunshine State» como se têm destacado pela estridência e pelo exagero – enfim, pelo ridículo – com que vituperam Donald Trump… que, nunca é demais referir, quando em 2005 (há doze anos!) falou em «grab them by the pussy» (até agora não está provado, e ele desmente-o constante e categoricamente, que tenha passado das palavras aos actos sem consentimento) era filiado no Partido Democrata!
O facto é que quase todos, ou mesmo todos, que em Hollywood e em Washington se movimentam nos ambientes que colocam em contacto o entretenimento e a política sabiam o que Harvey Weinstein fazia, e foram muito, muito poucos os que tentaram de alguma forma impedir ou avisar para o que estava a acontecer; e ele não é o único, e talvez até nem seja o pior. Todavia, mais do que aos «artistas», é aos «estadistas» que cabe a maior responsabilidade pelo agravar deste caso, e, entre os segundos, nenhuns o são mais do que os Clinton e os Obama, que (relativamente) tarde reagiram, e não muito convincentemente, às revelações sobre HW, de cujas ajudas financeiras foram os maiores beneficiados. Aliás, Harvey foi um dos que então contribuiu com o máximo valor possível para o «fundo de defesa» de Bill Clinton aquando do processo de impugnação daquele; depois, proporcionou a Hillary avultadas quantias nas corridas presidenciais em que participou. Por parte da ex-primeira-dama não espanta a sua forte ligação a outro agressor sexual – afinal, continua casado com um e como que manteve na sua órbita Anthony Weiner, (ex?) marido da sua assistente Huma Abedin, e que irá cumprir pena de prisão ao ter admitido conduta imprópria («sexting») com uma menor. Mas o que dizer do anterior Presidente dos EUA, que permitiu que a sua filha mais velha fosse estagiária na Weintein Company? Das duas uma: ou o Serviço Secreto demonstrou (inquietante) incompetência ao não descobrir e não comunicar os riscos de trabalhar naquela empresa, ou, conhecendo-os, os pais de Malia demonstraram (inquietante) indiferença pela segurança dela. De qualquer forma, Barack fica, mais uma vez, muito, mas mesmo muito mal visto.