sábado, 19 de novembro de 2022

Mais uma grande roubalheira

Não faltaram supostos observadores, «especialistas», comentadores em Portugal (e não só, obviamente, mas, compreensivelmente, o que se passa no nosso país é mais rapidamente perceptível) que, depois do dia 8 de Novembro, data das mais recentes eleições intercalares nos EUA, alvitraram que o Partido Republicano, se não tinha perdido de facto, tinha ficado aquém das expectativas, pelo que o voto não teria sido muito prejudicial para o Partido Democrata. Pois é, mais uma vez se demonstra que não é adequado permitir o acesso regular de idiotas, ingénuos e ignorantes a meios de informação de grande alcance. Porque, obviamente, ao conseguir a maioria na Casa dos Representantes, em que todos os lugares estão em disputa de dois em dois anos, o GOP conseguiu, efectivamente, uma vitória importante e até mesmo fundamental, porque é na câmara «baixa» do Congresso norte-americano que se realiza o essencial do processo legislativo, incluindo as cruciais gestão orçamental e supervisão («oversight») da «administração» de Joe Biden. Nancy Pelosi, essa personificação da degradação política e moral, qual «Wicked Witch of the West», falsa católica de São Francisco, perdeu a posição de speaker, que a partir de Janeiro será detida por Kevin McCarthy. É certo que no Senado não houve uma vitória «encarnada» nem haverá, provavelmente, uma «azul», porque o «marcador» está neste momento a 49-50, faltando decidir quem ganhará o lugar que falta, o de segundo senador pela Geórgia, que será decidido numa segunda volta que decorrerá a 6 de Dezembro.
Várias sondagens realizadas antes de 8 de Novembro previam a ocorrência de uma «onda», ou de uma «maré», «encarnada»... e, com efeito, ela aconteceu de certo modo: os «elefantes» receberam pelo menos seis milhões de votos a mais do que os «burros». Então, porque é que tal diferença não se traduziu em mais lugares conquistados, tanto na Casa como no Senado? Possivelmente porque em algumas corridas «sobraram» os votos que «faltaram» em outras. E quando se sabe que uma grande percentagem de jovens, em especial de mulheres nas faixas etárias mais novas, votou preferencialmente nos democratas, tal quase de certeza aconteceu, além de como adesão à perversa causa do aborto em larga escala que a reversão de Roe vs. Wade veio acicatar nas hostes «progressistas», também como resposta e «recompensa» ao facto de Joe Biden ter anunciado o perdão de dívidas por empréstimos escolares, uma decisão claramente ilegal, inconstitucional, e injusta para com todos aqueles que pagaram por si as suas despesas de educação sem recurso a ajudas estatais; trata-se de um assunto da exclusiva competência do ramo legislativo, o que foi confirmado não por uma mas sim por duas sentenças judiciais... porém, os danos já estavam feitos. Esta autêntica compra de votos seria suficiente para se afirmar, sem qualquer tipo de dúvida, que o Partido Democrata interferiu ilegalmente na eleição e falsificou os resultados desta em seu proveito ao (ab)usar recursos públicos. No entanto, e infelizmente, aconteceu algo de pior...
... E que era perfeitamente previsível: mais uma grande roubalheira, no que foi quase uma repetição do que aconteceu na eleição presidencial de 2020. E se nada de significativo aconteceu para solucionar o problema – isto é, a fraude em larga escala perpetrada por democratas – verificado há dois anos, como não esperar que aquele persistisse? Os «azuis» confirmaram que o crime compensa e reincidiram sem medo de represálias. As falcatruas não terão afectado tanto as votações para representantes – embora sejam algo suspeitas as dificuldades de Lauren Boebert em derrotar um adversário adúltero e corrupto – como as para senadores e governadores, estas ao nível estadual. Não merecem pois qualquer credibilidade, são muito duvidosas, quiçá ilegítimas, as alegadas (entre várias outras) «vitórias» dos democratas em: New Hampshire, para senador(a); Nova Iorque, para governador(a); Pensilvânia, para senador; Michigan, para governador(a); Arizona, para governador(a) e senador; Nevada, para senador(a); Oregon, para governador(a). E a na Geórgia para senador, embora neste caso vá haver, como referido acima, uma segunda volta em Dezembro... tal como há dois anos! Ainda à semelhança de 2020, as cidades que são «suspeitas do costume» não faltaram à «chamada»: Detroit, Filadélfia, Atlanta, Phoenix e Las Vegas mais uma vez estiveram em destaque com sucessivos «casos», em especial as duas últimas através dos condados em que se integram – respectivamente Maricopa e Clark – a se «distinguirem» por anormais (?), inadmissíveis, terceiro-mundistas, «falhas» de equipamentos e «atrasos» nas contagens, incidentes insólitos que mereceram a atenção, e a indignação, de, entre outros, Jesse Watters, Tucker Carlson e Laura Ingraham.
Todavia, mesmo dentro do grupo restrito de Estados habitualmente notórios pelos seus sistemas eleitorais cronicamente deficientes e por resultados que não inspiram qualquer confiança, dois houve desta vez que se salientaram porque atingiram níveis pouco habituais de ridículo: Pensilvânia e Arizona. No primeiro não só foi reeleito um morto (o que não é, de resto, algo de inédito nos EUA) mas também eleito um «morto-vivo», John Fetterman, que «venceu» a corrida para o Senado contra o republicano Mehmet Oz apesar de ser um incompetente que viveu à custa dos pais até aos 50 anos, que teve desempenhos risíveis enquanto mayor de Braddock e de vice-governador do Estado, e que, depois de sofrer um enfarte já em plena campanha, se revelou incapaz de falar com um mínimo de coerência, como ficou evidente no desastroso debate com Oz; o seu «sucesso» não terá sido alheio a manobras de «colheita de votos» em lares de idosos e outras instituições sem qualquer fiscalização, votos esses que terão a dado ponto sido desviados no seu percurso para o local de contagem. No Arizona foi pior do que na Pensilvânia porque não só Katie Hobbs se recusou a debater com a sua rival republicana Kari Lake mas também, e principalmente, porque ela, enquanto secretária do Estado, era e é a principal (ir)responsável pela organização das eleições, que ficaram marcadas por sucessivas irregularidades! Diversos cidadãos eleitores do Estado revelaram publicamente as situações dúbias (aqui e aqui) por que passaram, situações essas que ganham uma outra, e maior, gravidade quando se sabe que funcionários a cargo das eleições no condado de Maricopa fizeram doações a, ou formaram, organizações políticas com o objectivo de derrotar candidatos republicanos! Considerando tudo isto, como não compreender que Kari Lake tenha anunciado que não concede e que vai combater, até ao limite do legalmente possível, uma derrota que não é de todo aceitável?
Laura Ingraham afirmou que o Partido Republicano, depois destes resultados frustrantes, se deve «adaptar ou morrer». Mas se essa adaptação significa tornar-se numa organização criminosa semelhante ao Partido Democrata então para quê haver dois partidos? Quem merece morrer, e definitivamente, é o PD, o que já devia ter acontecido há pelo menos 150 anos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

«Vices» e vícios

O alegado «presidente» e a alegada «vice-presidente» dos Estados Unidos da América são duas anedotas vergonhosas... e perigosas. Ele é um idiota corrupto e mentiroso que agora está muito pior com a senilidade e a demência, e ela é uma galdéria desagradável sem um mínimo de qualidades e de competências que progrediu na carreira, maioritariamente, na horizontal. São dois «vices» - o ex-Nº 2 de Barack Obama, de certo modo, nunca deixou de o ser – cheios de vícios que constituem riscos permanentes para a segurança - a todos os níveis - do país.  
Nas últimas duas semanas Joe Biden chamou por uma congressista falecida meses antes, disse que os EUA estão à beira do «armagedão» nuclear com a Rússia e reafirmou que o seu filho Beau morreu no Iraque (o que é falso); estes são apenas três exemplos recentes comprovativos da sua acelerada degradação mental, que se vêm juntar às dezenas de outros – aliás, já devem ter ultrapassado a centena – desde que ele entrou na Casa Branca em Janeiro de 2021. No mesmo período de tempo Kamala Harris, em visita oficial à Coreia do Sul, enalteceu a aliança do seu país com... a Coreia do Norte, e defendeu que a concessão de apoios às populações vítimas do furacão Ian na Flórida deveria ser feita com base num critério racial, com os afro-americanos a terem a primazia – ou seja, preconizou (mais) uma forma de segregação, o que não surpreende, porque os democratas sempre foram, e são, racistas convictos. Não admira, pois, que os lacaios dos dois na actual, suposta, «administração» estejam constantemente a tentar corrigir, disfarçar,esclarecer e/ou esconder o que eles dizem e fazem. O que raramente ou nunca conseguem porque não faltam os registos audiovisuais e documentais, que só os mais estúpidos e fanáticos dos «burros» não aceitam como verdadeiros, nessa sistemática recusa da realidade sendo ajudados por uma (maioria da) comunicação social que actua como um autêntico ministério da propaganda.
Óbvia e infelizmente, os integrantes deste «duo (não) dinâmico» são não tanto líderes – porque não têm capacidades para tanto – mas sim mais representantes, símbolos de uma equipa (des)governativa que se tem revelado não só pior do que a de James Carter (entre 1977 e 1980) mas muito provavelmente, e pelo menos, tão má como a de James Buchanan, que foi o antecessor de Abraham Lincoln na presidência. Praticamente todos os indicadores económico-financeiros são maus, piores não só do que os verificados aquando do mandato de Donald Trump mas também em relação a outros, prévios, ocupantes do Salão Oval nos últimos 40 anos, desde, precisamente, a passagem por aquele do – ainda vivo, com 98 anos! – cultivador de amendoins vindo da Geórgia: alta inflação, visível em especial nos preços de combustíveis e de alimentos; perda real, por causa daquela, do poder de compra apesar de nominalmente os salários não terem decrescido; desvalorização muito acentuada do mercado bolsista e, em consequência, dos investimentos e fundos de reforma de muitos cidadãos; aumento constante da dívida pública, agora nos 30 triliões de dólares (!). Um cenário que é muito agravado, no plano interno: pelo aumento da imigração ilegal para números nunca antes atingidos, cinco milhões de pessoas desde que Joe Biden regressou ao Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia, resultado da recusa dos «azuis» em fechar efectivamente a fronteira - e aqueles ainda têm o descaramento de refilar contra governadores «encarnados» como Greg Abbott e Ron DeSantis por estes enviarem alguns desses ilegais para auto-proclamadas «cidades-santuário» como Washington, Nova Iorque e... Martha's Vineyard; por um disparo – figurado e literal – da criminalidade em todas as grandes cidades do país, invariavelmente sob tutela dos democratas, resultante das políticas de desculpabilização e despenalização de crimes e de criminosos graves postas em prática por procuradores – todos, ou quase, eleitos com apoio de George Soros – que, em primeira e em última instância, não mostram ter qualquer preocupação para com as vítimas; e pela proliferação de procedimentos monstruosos de «transição» de crianças e de jovens para sexos/géneros opostos, procedimentos esses assentes em «medicamentos» esterilizadores (bloqueadores de puberdade) e em cirurgias que mais não são do que mutilações. No plano externo, para além da prolongada – e, em muitos aspectos, artificialmente empolada (recorde-se o falsificado «conluio de DJT com o Kremlin») – tensão com a Rússia e da continuada – com aspectos de colaboracionismo e de traição – contenção com a China, a «doutrina democrata» alarga-se agora aparentemente à hostilização de nações aliadas: furiosos com a recusa da Arábia Saudita em não aumentar a produção de petróleo antes das eleições de 8 de Novembro (e, pelo contrário, até a diminuíram), «burros» na Casa Branca e no Congresso ripostaram com a ameaça de suspensão de vendas de armas a Riade; o que neste caso espanta, e escandaliza, é não só a hipocrisia por parte de ditos «ambientalistas» que combatem ferozmente a extracção de combustíveis fósseis nos EUA e ao mesmo tempo não se incomodam em beneficiar deles se forem fornecidos do estrangeiro, mas também em incorrerem de facto naquilo que acusaram Trump, falsamente, de fazer em relação à Ucrânia – um «crime» de «quid pro quo» que justificou uma (tentativa de) impugnação.    
Com estes desastres permanentes, com os fracassos em todas as frentes, não surpreende que a actual «administração», em reacção e em retaliação contra os crescentes protestos que enfrenta, tenha vindo a reforçar, em colaboração com as empresas de redes sociais, a censura parcial e total de «desalinhados», e ainda a aumentar, em especial através do Departamento de (in)Justiça, a repressão contra opositores republicanos, em processos persecutórios nos quais o FBI é utilizado, cada vez mais, como polícia política. Com efeito, e nos últimos meses, várias têm sido as personalidades à direita a serem alvos de vigilâncias, de buscas domiciliárias, de confiscações de computadores e de telefones, de acusações judiciais e até mesmo de detenções sumárias, por motivos inexistentes e/ou irrelevantes, tudo acções intimidatórias de duvidosa ou nula legalidade. Ninguém parece estar a salvo desta fúria fascizante terceiro-mundista – pais e encarregados de educação que protestam contra a racialização e a (homo)sexualização nas escolas, manifestantes (pacíficos) anti-aborto, congressistas do GOP, antigos e actuais colaboradores de Donald Trump – e inclusive este, que teve a sua residência na Flórida invadida e «revirada de alto a baixo», no que foi um inédito abuso de poder e uma inaudita, provocatória, afronta, uma falta de respeito para com um presidente que, como os seus antecessores, tem todo o direito a guardar e a (des)classificar os documentos oficiais que bem entender.
É por tudo isto que as próximas eleições intercalares (midterms) são muito mais importantes do que o habitual. À partida e em princípio será sempre de esperar um retumbante triunfo do Partido Republicano, que poderá retomar o controlo da Casa e do Senado com maiorias confortáveis. Porém, e como ficou demonstrado em 2020, há que contar sempre com a forte possibilidade de o Partido Democrata praticar fraude eleitoral em larga escala para «ganhar» nas urnas. No próximo plebiscito decidir-se-á, pois, se a actual «comuno-confederação» que vigora nos EUA continua a ser construída e reforçada ou se, pelo contrário, e preferencialmente, começará a ser sustida e desmantelada. 

domingo, 11 de setembro de 2022

Inibido pelo inimigo

E aconteceu há 21 anos... O tempo vai passando mas isso não faz com que a dor e o horror diminuam de intensidade. Não só pela completa, total, intrínseca, antes impensável, maldade do que aconteceu a 11 de Setembro de 2001: também por, exactamente 11 anos depois, o mais feroz extremismo islâmico ter novamente eclodido, dessa vez em Benghazi, na Líbia, com o ataque ao consulado norte-americano naquela cidade – um atentado que a então administração de Barack Obama, e em especial a então secretária de Estado Hillary Clinton, pouco ou nada fez para evitar ou atenuar. E, pior, por, no ano passado, duas décadas de copioso dispêndio de «blood and treasure», sangue e tesouro, vidas humanas e meios materiais, terem parecido completamente inúteis, fúteis, desperdiçadas, com a vergonhosa retirada do Afeganistão decidida – ou nem por isso – por Joe Biden e a sua camarilha de cobardes e de incompetentes...
... E, 12 meses depois, mais pormenores sobre aquela catástrofe militar, civil e política continuam a ser conhecidos e/ou confirmados. Cerca de 100 mil afegãos foram então transportados em aviões da força aérea dos EUA, mas poucos, se é que alguns, tiveram a sua identidade e «cadastro» verificados. Foram iniciativas não oficiais que posteriormente acabaram por evacuar não apenas afegãos com legítimas aspirações de serem salvos (por terem cooperado com as forças norte-americanas) mas também cidadãos dos «States», por (outros) aviões e ainda por autocarros (!); os «privados» resgataram bem mais do que os 800 supostamente recuperados pelos «públicos»; actualmente estima-se que entre 14 mil e 18 mil estado-unidenses tenham sido abandonados pela actual «administração» que ocupa a Casa Branca e o Pentágono. Entretanto, e tal como em 2021, em 2022 os talibãs não se fizeram rogados em exibirem os mais de 80 biliões em material militar, abandonados por Biden e companhia (muito limitada) no terreno, aquando das efusivas celebrações realizadas, em Kabul e em outras cidades, no primeiro aniversário da reconquista do poder. Bem podem muitas pessoas, entre as quais o senador Josh Hawley, exigir explicações e a assumpção de responsabilidades pelo que aconteceu: quase de certeza tal só virá a verificar-se se e quando os republicanos reassumirem o controlo do Congresso – Casa e Senado – depois das eleições intercalares em Novembro.
Porém, e obviamente, a ameaça do terrorismo muçulmano não vem unicamente do Afeganistão; diferentes seitas da «religião da paz» têm em comum o seu ódio ao Ocidente judaico-cristão e nunca descansam nos seus propósitos violentos e mesmo homicidas. É por isso que é deprimente e tristemente simbólico que, 32 anos depois de ter sido «condenado» pelo «ai-a-tola» Khomeini por alegadas blasfémias, injúrias, ao Islão, Salman Rushdie foi esfaqueado e quase morreu ao participar, em Agosto, numa conferência realizada em... Nova Iorque. No que não constituiu qualquer surpresa, de Teerão não veio qualquer condenação, bem pelo contrário. A verdade é que o regime fascista-teocrático do Irão continua a ser o maior promotor de terrorismo no Mundo, mas isso não impede de forma alguma que os democratas, antes com Barack Obama e agora com Joe Biden, insistam em estabelecer acordos com aquele, convencidos de que mostrar fraqueza – e, eventualmente, também pagar mais uns quantos (biliões de) dólares – será mais do que suficiente para que os fanáticos desistam de tentar construir, obter, umas quantas armas nucleares, que, se usadas contra os EUA, causariam muito mais vítimas do que aviões contra edifícios. Habituado que está a contemporizar e até a colaborar com, a ser cúmplice de, criminosos, terroristas e ditadores, o «establishment» democrata está, claramente, inibido pelo (verdadeiro) inimigo. De facto, enquanto acusam o Partido Republicano de ser uma organização terrorista tão má ou pior do que a Al-Qaeda - ouça-se ou leia-se, como exemplos (e há muitos mais), Kamala Harris e Sam Harris - mostram-se disponíveis para estabelecer acordos com organizadores e cúmplices dos ataques de 2001, acordos esses que possivelmente permitirão a redução de sentenças e até, talvez, a libertação daqueles.  
É indispensável que a inevitável acumulação cronológica não impeça ou atenue a memória do que ocorreu. Pelo que registos de jovens estudantes que não sabem o que responder quando lhes perguntam o que aconteceu a 11 de Setembro de 2001 não constituem propriamente sinais tranquilizadores. Para tentar contrariar tal «erosão» seria importante que instituições como o Museu Tributo 9/11 não fechassem as suas portas e não cessassem a sua actividade, mas infelizmente foi isso mesmo o que sucedeu. É de questionar se da parte da governadora do Estado de Nova Iorque e/ou da parte do mayor da cidade de Nova Iorque poderia vir algum apoio que permitisse àquele museu manter-se aberto. Tanto quanto se pode saber nenhumas indicações nesse sentido existem até ao momento. O que é estranho, pois seria provavelmente de esperar que com os cortes nos últimos orçamentos da polícia da «Grande Maçã», que, juntamente com a não acusação de um cada vez maior número de criminosos por parte de vários procuradores e a progressiva eliminação da obrigatoriedade do pagamento de fianças, têm feito com que a insegurança em toda aquela metrópole aumente exponencialmente, sobrassem fundos para pagamento de despesas indubitavelmente meritórias.  

domingo, 14 de agosto de 2022

Forças (des)armadas

Os Estados Unidos da América estão a ser corroídos desde há vários anos por um movimento depravado-degenerativo, cultural, social e político, originado em universidades e que se propagou e todos os outros sectores da sociedade do país, fazendo com que este possa ser designado actualmente (por mim, pelo menos...) como uma «comuno-confederação», porque, sob a supremacia «woke» - e ilegítima – dos democratas, há como que uma confluência e uma conjugação do pior que o comunismo repressor, fascista, e o secessionismo segregador, racista, têm para «oferecer». Já é mau que tal perversa ideologia tenha infectado a burocracia federal, grandes empresas, comunicação social, entretenimento, competições desportivas. Muito pior é que o mesmo tenha acontecido nas forças armadas.
Os exemplos não faltam. Este ano, à semelhança dos anteriores, embora de facto em 2022 tenha parecido mais estridente, todos os ramos celebraram em Maio o «mês do orgulho», com os fuzileiros (marines) e a força aérea a destacarem-se no ridículo. A marinha também se esforça nas modernices (isto é, nas parvoíces), produzindo vídeos em que se explica o uso correcto de pronomes, com um foco aumentado nos dos transgéneros, e integrando as «alterações climáticas» nos seus jogos de guerra. Pelo seu lado, o exército tem vindo a obrigar todos os seus elementos, sejam homens ou mulheres, a tomarem duche com transgéneros que se identifiquem com o seu sexo... mesmo que não tenham feito cirurgia. São ainda de referir: o ensino de «teoria crítica da raça» na Academia de West Point; a realização de abortos com o apoio do Pentágono, o que muito provavelmente é ilegal dada a recente revogação de «Roe vs. Wade»; a realização de espectáculos de «drag queens» em bases militares; e a continuada imposição, sob pena de expulsão das fileiras, das vacinas contra o Covid-19, pela qual Lloyd Austin devia ser demitido, afectando até militares com muitos anos de serviço, o que causa conflitos que invariavelmente são resolvidos em tribunais – enfim, trata-se de (mais) uma autêntica «purga» que congressistas como Matt Gaetz denunciam. Aliás, o mesmo representante, juntamente com os seus colegas republicanos, lá vai conseguindo pontualmente alguns triunfos no que se refere a (tentar) retirar o máximo de carga ideológica dos orçamentos de defesa, também estes sob a ameaça da sinista sigla «DIE» - isto é, (falsas) «diversidade, inclusão, equidade».
Sabendo tudo isto, é realmente uma surpresa que os números de novos recrutas em todos os ramos das forças armadas tenham diminuído drasticamente desde que Joe Biden ocupou (ilegitimamente) a Casa Branca? Obviamente que não. É uma consequência previsível, inevitável, deste autêntico desarmamento – se não em material pelo menos (o que é muito!) em mentalidade – que os democratas incentivam. Algo que sem dúvida os russos, os iranianos e os chineses muito apreciam e agradecem. Mas que não se pense, porém, que os quartéis dos EUA estão actualmente dominadas, em quantidade e em qualidade, por activistas que, entre outros «dramas existenciais», questionam a sua lealdade ao país depois de o aborto ter deixado de ser autorizado ao nível federal: é de crer que subsiste uma «maioria silenciosa», que ocasionalmente se faz ouvir, talvez pronta a agir se as próximas próximas eleições intercalares de 8 de Novembro não consagrarem a mudança que é cada vez mais urgente.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Dia da «Dependência» (Parte 4)

Com Joe Biden a ocupar – ilegitimamente – a Casa Branca voltou a justificar-se inteiramente falar, aquando do 4 de Julho, de um Dia da «Dependência», à semelhança do que acontecia quando Barack Obama era o (incompetente) «comandante-em-chefe»...
... E há pelo menos um (muito importante) aspecto em que a dependência é literal: o da energia. Da independência energética procurada por, e alcançada com, Donald Trump, base principal para os excelentes – aliás, melhores de sempre – números e índices económicos que os EUA registaram durante a presidência daquele, passou-se para a dependência, resultado da guerra – que o corrupto senil do Delaware anunciou na campanha eleitoral – contra as energias fósseis, concretizada através do cancelamento da construção de oleodutos e de licenças de exploração, e que tiveram, entre outras previsíveis, inevitáveis, consequências: o aumento dos preços dos combustíveis vendidos aos consumidores finais, atingido e até superando valores que se verificaram aquando da crise petrolífera do início da década de 70; e a subida acelerada da taxa da inflação, que se tem reflectido em praticamente todos os tipos de produtos e de serviços. E porque, obviamente, e ao contrário do que os democratas loucos esperavam ou desejavam, não se consegue uma transição plena para as energias «limpas» de um dia para o outro, e porque nem todos podem pagar um carro eléctrico (e até a Tesla começa a ser mal vista pelos «burros» dada a viragem ideológica, para os «elefantes», de Elon Musk), Biden, que exibe cada vez mais, em simultâneo, a sua arrogância, a sua estupidez e o seu declínio mental, responde, numa atitude aplaudida pelos comunistas chineses, criticando e ameaçando as empresas petrolíferas e os proprietários das estações de serviço, querendo obrigá-los, imagine-se, a descerem os preços, o que lhes retiraria qualquer margem de rentabilidade, levando-os à falência, que aliás é uma possibilidade constante dados os elevados impostos que pagam; para cúmulo, o pseudo-ditador disponibilizou-se para comprar petróleo ao Irão e à Venezuela, dois países cujos regimes, como se sabe, são desde há vários anos muito «amigos» dos EUA.
Outra área de actividade em que actualmente bastante se discute naquele país a existência (ou não) de independência é a justiça. As muito recentes decisões do Supremo Tribunal relativamente ao aborto («Roe vs. Wade» revogado), ambiente (poder da EPA limitado) e posse e uso de armas (normas em vigor há um século no Estado de Nova Iorque que naquele restringiam o usufruto da Segunda Emenda declaradas inconstitucionais) vieram enlouquecer ainda mais a Esquerda norte-americana, que reagiu tão «maturamente» quanto seria de esperar, ou seja, com crise psicóticas em que abundam gritos e acusações paranóicas, manifestações não propriamente pacíficas - e ilegais, porque não é, ou não deveria ser, permitido protestar junto das residências de juízes, o que tem acontecido - e actos de violência tentados e consumados – igrejas e centros pró-vida de apoio a grávidas foram alvos de atentados bombistas e incendiários, e um fanático vindo da Califórnia armado até aos dentes que queria assassinar Brett Kavanaugh foi preso quase «in extremis». E, como não podia deixar de ser, os principais dirigentes democratas não só não tentaram acalmar os ânimos dos seus «camaradas» como, pior, os acicataram ainda mais, destacando-se Joe Biden e Nancy Pelosi, dois supostos «católicos» que ficaram indignados por a partir de agora haver partes dos EUA onde não será mais permitido o assassínio em série, quiçá genocídio (cerca de 60 milhões de vidas perdidas desde 1973), cometido sem remorsos em nome de uma alegada independência feminina.
Quaisquer obstáculos, limitações, derrotas, mesmo que perfeitamente legais, legítimas, lógicas, além de sensatas, que sejam de algum modo desfavoráveis aos democratas são por estes entendidas como ataques inadmissíveis ao que eles acreditam ser o verdadeiro «progresso» e a verdadeira «democracia» - embora, na verdade, o que eles preconizam é o mais absoluto caos e a mais completa distopia. E, claro, os «contratempos» que sofrem fazem com que passem a detestar ainda mais o país que, descaradamente, clamam ser seu, sentimento que se torna sempre mais nítido aquando da celebração do mais importante dia feriado nacional. Este ano, «burros» do Arizona e da Flórida deram o «mote» que será sem dúvida «glosado» por depravados e desviantes do Atlântico até ao Pacífico. E quando já nem os textos da Declaração da Independência e da Constituição estão resguardados da fúria revisionista dos comuno-confederados, então poucas dúvidas restam de que, provavelmente e (in)felizmente, já é mais do que tempo de se fazer uma nova revolução que livre os americanos de uma nova tirania.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Crónicas da Comuno-Confederação (Parte 2)

«Matando o Keystone XL – Como Biden destruiu a independência energética americana», Ben Graham e Eric Scheiner; «A Amazon apoia a morte da democracia na escuridão», Tim Graham; «O ano (de porcaria) que acabámos de viver», Dennis Prager; «Mais governo, menos religião – A doutrina progressista», Star Parker; «Joe Biden acabou de ter o pior primeiro ano de qualquer presidente na história moderna?», Mike LaChance; «Um ano depois, mais perguntas subsistem sobre 6 de Janeiro», Julie Kelly; «Os democratas tomaram o controlo e o Covid ficou pior», Eddie Scarry; «A cobertura do aniversário de 6 de Janeiro pelos media corporativos tem tudo a ver com silenciar republicanos», John Daniel Davidson; «Os “especialistas” em saúde finalmente admitem que as máscaras controlam as pessoas, não os vírus», Kylee Zempel; «As grandes tecnológicas lançam no ano novo outra purga de dissidentes políticos», Tristan Justice; «Os falhanços de Biden mostram que os democratas estão nos cargos mas não realmente no poder», Christopher Jacobs; «A histeria com 6 de Janeiro é como os media e outros democratas estão a evitar a sua responsabilidade na adulteração da eleição de 2020», Mollie Hemingway; «Autêntica democracia, e quatro outras coisas que a esquerda chamou de “ameaça à democracia” além de 6 de Janeiro», Elle Reynolds; «O assalto à democracia feito por um super-advogado de esquerda», Jerry Dunleavy; «A prioridade de topo dos democratas antes das eleições do Outono é adulterar as regras de votação dos Estados Unidos», Jonathan S. Tobin; «Porque é que a classe dominante da América é tão incompetente», Nathanael Blake; «Fronteiras abertas = sabotagem eleitoral», Michelle Malkin; «A tomada das regras de votação pelos democratas é uma ameaça à democracia», Marco Rubio; «Como Biden está a trabalhar para salvar o oleoduto de Putin», Josh Rogin; «A investigação sobre 6 de Janeiro de que necessitamos é uma à ocupação militar ilegal de Washington D.C.», Mick McGuire; «Os esforços do Pentágono para arrancar pela raíz o “extremismo” político ignoram quase inteiramente a esquerda», Elaine Donnelly; «Alguns votos não deveriam contar», Sean Ross Callaghan; «A grande re-classificação está aqui», Ben Shapiro; «Porque é que lutar contra narrativas raciais divisivas é uma necessidade patriótica», Jeremy S. Adams; «Os democratas estão a usar o motim no Capitólio para caçar inimigos políticos e não ameaças reais», Miranda Devine; «O ataque de Biden aos direitos dos eleitores ultrapassa de longe as alegações de Trump quanto à eleição de 2020», Margot Cleveland; «Não importa que os eleitores odeiem Joe Biden se os democratas podem adulterar eleições», Bob Anderson; «É oficial – É bom ser racista se é a esquerda a forçar mandatos por causa do Covid-19», Brian Gottstein; «O que é que Vladimir Putin tem sobre Joe Biden?», Lee Smith; «Diversidade, Inclusão e Equidade (DIE) militar faz justiça ao seu acrónimo», Kurt Schlichter; «A fraqueza de Biden leva o caos aos Estados Unidos e ao Mundo», Liz Peek; «Cidades doentes e porque os progressistas as arruínam», John Stossel; «Os jornalistas de Hollywood protegem as estrelas liberais delas próprias», Christian Toto; «A (contínua) crise na fronteira», Byron York; «A prontidão da aviação militar americana teve uma queda por entre um foco em políticas “acordadas”», Kay Smythe; «Acorda,América! – Aqui estão as 10 acções do regime de Biden que propositadamente magoam a América e ameaçam o futuro das suas crianças», Joe Hoft; «Como a censura da história sobre o computador de Hunter Biden ajudou Joe Biden a vencer», Ian Haworth; «O rebaixamento das nossas classes profissionais e políticas», Victor Davis Hanson; «Os problemas de Joe Biden amontoam-se», R. Emmett Tyrrell Jr.; «O comportamento bizarro de Biden deveria alarmar todos os americanos», Joseph Curl; «Propaganda governamental, estilo americano», Cal Thomas; «É tempo de acabar com as dádivas económicas às corporações “acordadas”», Josh Hawley; «Só o fascismo na Internet pode salvar a democracia», Daniel Greenfield; «Reféns de um culto», Erick Erickson; «É tempo de abandonar um governo federal irremediavelmente corrupto que facilita a destruição da América por Biden», Lawrence Sellin; «Devemos confrontar a bagunça cultural que nos deu Uvalde», Kaylee McGhee White; «Biden e Obama exploram a tragédia para ganho pessoal e político», Charles Hurt; «Recordar – Os media que amam o aborto abraçam uma cultura de morte», Jeffrey Lord; «É Biden o pior presidente na história dos Estados Unidos? Ele está a fazer o seu melhor para merecer o título», David Krayden; «Os democratas não são sérios sobre proteger você», Tucker Carlson; «O Blitzkrieg de Biden – Biden está a destruir os EUA tão rapidamente como os nazis sob anfetaminas», Wayne Allyn Root; «Media – Aquilo contra o qual avisámos em 2018 é agora uma teoria da conspiração em 2022!», Emerald Robinson; «A verdadeira meta do comité j6 é difamar e envergonhar os conservadores até que saiam da esfera pública», Jim Jordan; «O mais recente abuso de poder de Biden fará a energia mais cara», David Harsanyi; «Se o controlo de armas funcionasse as cidades dirigidas pelos democratas não seriam zonas de guerra», John Nolte; «Sete novos escândalos de Hunter Biden que as televisões se recusam a reportar», Geoffrey Dickens; «Estamos a encarar a tirania de frente», Mark Levin; «Os democratas criam uma crise, fazem-na pior e chamam-lhe progresso», Steve Hilton; «O desmascarado embuste da Rússia de Clinton em 2016 foi muito pior do que o que aconteceu a 6 de Janeiro de 2021», Jordan Boyd; «Trump fez previsões assustadoramente certeiras sobre o que aconteceria se os democratas tomassem o poder», Brandon Morse; «O pedido de desculpa da NSBA pela carta comparando pais a terroristas não parou o FBI na sua perseguição à liberdade de expressão», Olivia Hajicek; «A pessoa que agora mesmo está realmente a conduzir o país», Jesse Waters; «É isto um indicador de uma onda encarnada que se aproxima?», Greg Gutfeld; «Houve uma insurreição, mas não foi a 6 de Janeiro», Ari Hoffman.      

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Memorial do «Lamento»

Hoje, 30 de Maio de 2022, celebram-se os 100 anos da inauguração do Memorial a Abraham Lincoln em Washington. Um edifício, e um monumento, que começou a ser pensado, planeado, preparado, logo a seguir à morte do 16º Presidente dos Estados Unidos da América, mas que só seria concretizado quase 60 anos depois. A presidir à cerimónia esteve o então (e 29º) presidente Warren G. Harding, acompanhado, entre outros, por Robert Todd Lincoln, filho do homenageado. Uma ocasião que, compreensivelmente, se pretendia festiva acabou por ser ensombrada pelo facto de a audiência ter sido segregada, o que, só por si, era já uma negação, e uma afronta, da obra do «honesto Abe», essa obra sendo a a abolição da escravatura e a reunificação do país, e pela qual ele acabou por dar a vida prematuramente. Porém, há que ter em consideração que antes de Harding foi Woodrow Wilson quem ocupou – durante oito anos – a Casa Branca, período no qual aquele desprezível, democrata, racista comandou um processo de re-discriminação por cor da pele ao nível federal...
... Embora, há que reconhecê-lo, a atenuação e até a reversão da vitória do Norte sobre o Sul na Guerra Civil tenha começado logo após o termo daquela, quando Abraham Lincoln e depois Ulysses S. Grant – entre os dois esteve o insignificante Andrew Johnson, o primeiro presidente, recorde-se, a ser alvo de um processo de impugnação – optaram por não punir severamente os que combateram pela Confederação, antes tendo privilegiado o perdão, a amnistia, o apaziguamento... como bons cristãos que eram acreditavam na redenção. No entanto, talvez tivesse sido preferível ponderar as grandes, enormes vantagens de, por exemplo, enforcar nas árvores entre Washington e Atlanta todos os que envergaram uniformes cinzentos: cedo começaram a acontecer motins em oposição à Reconstrução, em que muitos negros foram linchados, e o Ku Klux Klan não demorou a ser fundado. Depois, a segregação, através das denominadas leis «Jim Crow», que inspiraram e influenciaram os nazis alemães na sua repressão anti-semita,  foi oficialmente instituída nos Estados do Sul durante décadas e só terminou após a campanha pelos direitos civis liderada por Martin Luther King nos anos 60 do século passado - campanha que teve o seu momento culminante a 28 de Agosto de 1963 com o discurso «Eu tenho um sonho» de MLK, proferido, precisamente, junto ao Memorial a Lincoln, em que o vencedor do Prémio Nobel da Paz valorizou o «conteúdo do carácter» em detrimento da «cor da pele»No entanto, e numa trágica ironia, desde então a maioria da população afro-americana não deixou de votar nos herdeiros - espirituais e materiais - dos esclavagistas e dos segregacionistas, auto-confirmando continuamente o seu estatuto de grupo menor - em número e em dignidade - na sociedade norte-americana.
Ou seja, e na prática, a Guerra Civil durou mais um século, e a não ilegalização definitiva, logo em 1865, do Partido Democrata, permitiu que esta agremiação de perversos malfeitores não só sobrevivesse como ainda recuperasse e reforçasse a sua implantação política e o seu poder eleitoral. Aproveitando sempre como «combustível», como energia primordial e indispensável à sua actuação, a manipulação de «causas», de processos degradantes, repugnantes, atentatórios da dignidade humana, processos esses que são igualmente pólos de atracção para todo o tipo de desviantes: sempre o racismo, e se a escravatura já não era possível, passou a ser a segregação, primeiro explícita e depois implícita – com a subversiva «teoria crítica da raça», que se propaga como um cancro por todos os graus de escolaridade, que doutrina desde a infância que existem «opressores» e «oprimidos» unicamente em resultado do tipo de epiderme; o aborto, levado inclusivamente aos extremos mais abomináveis, sendo posição maioritária actual no PD que deve ser autorizada a interrupção voluntária da gravidez até ao dia do nascimento; o ataque permanente à família nuclear, estrutura básica de qualquer sociedade, com a promoção constante da «homo-bi-trans-sexualidade» e da disforia de género, real ou imaginária; o incitamento incansável, indirecto ou mesmo directo, à violência contra os seus adversários – feitos inimigos – políticos, isto é, conservadores, republicanos; e a fraude eleitoral sistemática, local, estadual e nacional, assente na destruição de votos em candidatos «encarnados» e na fabricação de votos em candidatos «azuis», e facilitada pela não obrigatoriedade em vários Estados de apresentação de cartão de identificação - fraude eleitoral como a acontecida em Novembro de 2020 que roubou a reeleição a Donald Trump. E, logicamente, quem tem o supremo atrevimento de fazer batota nas urnas para «ganhar» também não terá - e não tem - escrúpulos em usar o poder ilegalmente obtido ou reforçado para instrumentalizar os meios burocráticos, policiais e judiciais para pressionar, perseguir, punir, prender os seus opositores, o que foi, e é, precisamente o que acontece(u).
Esta comuno-confederação em que os EUA presentemente estão mergulhados não constitui decerto o que Abraham Lincoln imaginava e desejava. Aqueles que ele derrotou regressaram, quais «mortos-vivos», zombies, para multiplicar a violência e o caos. Enfim, são democratas, e deles nunca nada de bom há a esperar. O pior, o mais grave, é que no Partido Republicano muitos não têm a coragem dos seus antepassados de há 150 anos, em especial os que ocuparam até recentemente – e alguns ainda ocupam – posições fulcrais de liderança e de responsabilidade. Nomeadamente Bill Barr, Mitch McConnell e Mike Pence, que se acobardaram e recearam enfrentar e derrotar os ladrões de votos que falsificaram a verdadeira vontade popular. Em última instância, tratou-se de um insulto à memória do Nº 16 não menor do que a (tentativa de) remoção de estátuas dele em Boston, Madison e Portland há dois anos, durante os violentos motins desencadeados pelos Antifa e Black Lives Matter; ou a mera existência do denominado Projecto Lincoln, grupo de demagogos e propagandistas a favor dos democratas formado por mercenários m*rd*s*s que, incrivelmente, alegam ser «conservadores». Assim, por tudo isto, nesta data em que se comemora o centenário da abertura daquela estrutura na capital, é difícil não pensar nela, infelizmente, como sendo um Memorial do «Lamento». E também do «Arrependimento», por se ter permitido que a vitória se transformasse em derrota.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Casa das «ratazanas»

Nunca é demais afirmar, e repetir, o seguinte facto: muitas pessoas deste lado do Atlântico, incluindo em Portugal, nada sabem da realidade da política nos Estados Unidos da América, e, mais especificamente, dos níveis de loucura, maldade e perversidade da esquerda norte-americana aglutinada no Partido Democrata. Os seus simpatizantes, militantes, activistas são invariavelmente pessoas fanáticas, intolerantes, vis, violentas, que nas últimas décadas têm «progressivamente» levado os confrontos ideológicos a níveis e a áreas que normalmente, seria de supôr, não deveriam ser alcançados. Confirmando as suas tendências secessionistas, é frequente que democratas que controlam um Estado – principalmente a Califórnia, mas não só – imponham «sanções» a outro, habitualmente controlado por republicanos, por, através dos seus órgãos legislativos e executivos legítimos, ter aprovado legislação que vai contra os «dogmas» dos «azuis»; evidentemente, o oposto nunca acontece. E, o que é ainda mais ridículo e inquietante, até mesmo (grandes) empresas em sectores de grande consumo são cada vez mais participantes, protagonistas nas disputas políticas, com as suas administrações e direcções tomando... partido – o dos «burros» - nas controvérsias que regularmente agitam o país.
A situação tornou-se de tal modo bizarra que, recentemente, uma das maiores firmas de relações públicas dos EUA aconselhou os seus clientes, nos quais se incluem a Coca-Cola e a Starbucks, a ficarem de fora, a não intervirem, no actual debate – que, infeliz mas previsivelmente, do lado dos democratas já passou para conflito – sobre a possível revogação pelo Supremo Tribunal, em breve, da decisão «Roe vs. Wade» que em 1973 fez da autorização do aborto uma imposição federal. Uma sugestão inteiramente lógica e sensata, não é verdade? Afinal, que empresários seriam tão estúpidos e incompetentes ao ponto de hostilizar pelo menos metade dos seus clientes e arriscarem-se a perdê-los? Acontece que, incrivelmente, vários o são. E aquela recomendação foi feita porque uma das mais emblemáticas companhias norte-americanas pagou recentemente o preço (algo elevado) por se meter aonde não era chamada. Qual? A Walt Disney...
... Cujos (ir)responsáveis máximos tiveram a muito infeliz ideia, e iniciativa, de afrontar, de desafiar, o governador Ron DeSantis e o congresso da Flórida por terem elaborado, votado, aprovado e implementado uma lei que proíbe professores de falarem aos alunos mais novos, durante as aulas, de assuntos de índole racial e sexual. A «Parental Rights in Education», também conhecida difamatoriamente como «Don’t Say Gay», apenas pretende assegurar, afinal, o que deveria ser o mais básico: impedir doutrinações de qualquer tipo de terem lugar nas salas de aula das escolas que acolhem crianças, em especial sem o conhecimento e o consentimento dos pais. Porém, isto é mais do que os extremistas esquerdistas podem tolerar, porque para eles os filhos não são «propriedade» dos familiares mas sim do «colectivo», deste fazendo parte igualmente empresas «woke» como a Disney, já infiltradas e controladas por comunistas, e, logo, alinhadas na campanha para desmantelar as estruturas e os instrumentos que nos EUA, e apesar da oposição e obstrução permanentes dos democratas, proporciona(ra)m liberdade, oportunidades e um (verdadeiro) progresso a muitas pessoas. O que diria e faria Walt Disney, um conservador e um anti-comunista, se hoje pudesse ver e saber em que se tornou o império que ele fundou? Muito provavelmente rolaria na sepultura, indignado pela traição, ao ouvir uma sua descendente a defender a degenerescência, o actual e o anterior presidente da companhia a cederem – como cobardes que são – aos activistas, funcionários daquela a admitirem e a vangloriarem-se de promover a «agenda LGBT» sempre que lhes é possível.
A Walt Disney já não é tanto a «casa do rato» («house of mouse») Mickey mas sim mais a casa das «ratazanas». Uma autêntica «praga» que pode e deve ser controlada quanto antes, e foi isso mesmo o que o governador Ron DeSantis e o congresso da Flórida fizeram ao elaborar, votar, aprovar e implementar uma lei que rescinde os privilégios, fiscais e não só, que a empresa usufrui naquele Estado há mais de 50 anos. Entretanto, organizam-se manifestações contra aquela em repúdio da propaganda que passou a privilegiar, e até já existe uma campanha para a «despejar» - para o «lixo», e definitivamente? – denominada, precisamente, «Drop Disney». Decididamente, os «reinos mágicos», e os seus «príncipes» e «princesas», já não são o que eram antes.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Bofetadas «boas»

A cerimónia de atribuição dos prémios da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas de Hollywood em 2022, relativa a filmes estreados em 2021, deveria preferencialmente ter-se caracterizado, e ficado para a memória e para a História, como (mais) uma ocasião em que se reconhece e que se distingue o melhor que a «sétima arte» faz, e, particularmente, os filmes e as pessoas que neles trabalharam. Porém, neste ano, e além de, novamente, existirem de facto sérios motivos para duvidar de que as melhores obras e os melhores profissionais tenham recebido o maior número de e/ou os mais importantes galardões, e vários dos premiados – no que já se tornou um (mau) hábito que contribui para o progressivo declínio das audiências – terem aproveitado a ocasião para proferirem ridículas declarações ideológicas, aquilo que será unicamente, ou quase, recordado do mais recente espectáculo é a agressão de Will Smith a Chris Rock...
... E, três semanas depois daquele infeliz incidente, ainda não cessaram os «ecos» da bofetada dada por um apoiante de Barack Obama e dos democratas a outro apoiante de Barack Obama e dos democratas. Ou, dito de outra forma, mais um caso de «black on black violence» que, pelo menos, não implicou o uso de armas de fogo e consequências (para a saúde dos envolvidos) mais graves, como costuma acontecer em Detroit, Nova Iorque e Baltimore. Seria de esperar que, dadas as inclinações ideológicas dos protagonistas do caso, ambos «progressistas», não haveria maneira de ligar aquele a conservadores, republicanos, apoiantes de Donald Trump, certo? Não, errado! Em mais uma demonstração de que não há limite para a degenerescência mental à esquerda e que vale tudo, incluindo os maiores disparates, para «marcar pontos», logo surgiram alegações, feitas nomeadamente por pessoas tão «credíveis» como Asha Rangappa, Howard Stern, Joy Behar, Rosie O’Donnell e Steve Schmidt, de que o Nº 45 era o culpado, indirecto ou mesmo directo, pela agressão! No que estão de acordo com a feia e fracassada fufa Lori Lightfoot, mayor de Chicago, que, apesar de estar protegida em permanência por mais de 70 agentes (!) não obstante ter proposto diminuir o orçamento do departamento de polícia daquela cidade – uma das mais perigosas dos EUA em resultado de décadas de displicência democrata em relação ao crime – em 80 milhões de dólares, não hesitou em responsabilizar DJT pelas ameaças que ela recebe regularmente.
Não se deve acreditar nos «liberais» norte-americanos, incluindo aqueles que dirigem a Academia de Hollywood, quando dizem que condenam a violência. Na verdade, só a condenam verdadeiramente, sinceramente, se, seja real ou imaginária, tiver como alvos os seus «camaradas». Contra os outros, os seus rivais, opositores, inimigos, vale tudo ou quase; para eles há bofetadas «más» e bofetadas «boas», e estas são as que deviam ser dadas, segundo Stephen Colbert e Jimmy Kimmel, a, respectivamente, Peter Doocy, jornalista da Fox News (por fazer perguntas incómodas a Jen Psaki, porta-voz de Joe Biden e mentirosa compulsiva e desavergonhada), e Marjorie Taylor Greene, representante da Geórgia pelo Partido Republicano (por se opor à nomeação de Ketanji Brown Jackson como juíza do Supremo Tribunal); sim, é isto que actualmente passa por «humor» em duas das mais importantes estações televisivas dos EUA.

segunda-feira, 28 de março de 2022

Deveria ser... delito (Parte 2)

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado mês de Fevereiro, no meu anterior texto publicado aqui no Obamatório, abordei o facto de no blog Delito de Opinião se sucederem recentemente os exemplos de «postas» disparatadas que têm como tema a política norte-americana, algo surpreendente para quem – como eu – não esperava que aquele estaminé virtual se deixasse contaminar pela esquisitice idiótica esquerdista. Infelizmente, tenho de voltar ao mesmo assunto porque mais uma pessoa do DdO decidiu posteriormente dar o seu contributo ao surto de ridicularias, mais concretamente...
... Cristina Torrão, na sua entrada «Ursos e seus músculos», publicada a 25 de Fevereiro último. Curiosamente, neste caso os dislates não ocorreram na «posta» propriamente dita – porque esta se limitava a um mero «meme» algo patético – mas sim nos comentários que ela colocou em resposta a outros. E porque, quase três anos depois, continuo sem querer comentar no Delito de Opinião (por motivos que talvez um dia eu decida revelar), optei por enviar a CT, a 26 de Fevereiro, a seguinte mensagem por correio electrónico: «Quando o João André era mais profícuo na sua colaboração com o Delito de Opinião, era frequente ele alinhavar “bitaites” disparatados e mesmo ridículos sobre a política norte-americana em geral e sobre - e contra - o Partido Republicano e Donald Trump em particular... o que, invariavelmente, levava a que eu respondesse para o “pôr na ordem”. Estando ele “ausente”, parece que a posição de “ignorante-mor” no que se refere aos EUA terá passado para si, como o atestam várias das suas “postas” anteriores, incluindo a de ontem, “Ursos e seus músculos”, em que, respondendo a um dos comentadores, você refere a entrevista que Donald Trump concedeu recentemente a Buck Sexton e a Clay Travis, durante a qual o Nº 45 aparentemente mais não terá feito do que elogiar Vladimir Putin. Acaso não lhe ocorreu que se pode reconhecer as capacidades de uma pessoa e, ao mesmo tempo, o seu mau carácter e as suas acções aberrantes (como DT faz e fez em relação a VP)? Não está tanto em causa a sua tradução do Alemão mas sim a fiabilidade da fonte de onde traduziu, pelo que lhe recomendo que leia o original integral e também este artigo no New York Post em que Donald revela o que disse a Putin sobre a eventualidade de a Rússia invadir (mais uma vez) a Ucrânia. Acaso acredita que é uma coincidência que o Kremlin tenha atacado os seus vizinhos quando Obama e Biden estavam na Casa Branca mas não quando Trump lá estava? E, já agora, que raio de parvoíce é essa de a família de DT ser “completamente disfuncional”? Em que consiste essa “disfuncionalidade”, e onde está ela “relatada”? Se quiser conhecer um verdadeiro exemplo de disfuncionalidade, familiar e não só, informe-se sobre o percurso de vida desse “filho modelo” que é Hunter Biden. Enfim, não tem de me agradecer. Sinto que é meu dever auxiliar, sempre que possível, os menos cultos. ;-)» É de referir ainda que Cristina Torrão proporcionou nesta sua entrada mais «jóias» de imbecilidade, tais como afirmar que Donald Trump «preferia semear o caos no seu próprio país» e «bem tentou acabar com a democracia norte-americana». Entretanto, e passado mais de um mês, ela ainda não me respondeu...
... Pelo que se junta a João Lopes na «confraria dos comentadeiros» que, fazendo figuras (muito) tristes quando se metem a opinar sobre acontecimentos nos EUA, não reconhecem que foram (por mim) contactados nem os erros que cometeram. O «crítico de cinema» do Diário de Notícias já foi, aliás, várias vezes apontado aqui pelos seus muitos acessos de cretinice, relativos não só à actualidade nos «States» mas também à história daqueles. Na verdade, e por exemplo, ele não uma, não duas mas sim três vezes, pelo menos, escreveu que a campanha pelos direitos civis desencadeada nos anos 60, cujo principal líder foi Martin Luther King, tinha por objectivo conseguir para os afro-americanos o direito de voto! Será esta (tripla!) gaffe pior – e mais anedótica – do que escrever que, em 2021, o quarto álbum dos Led Zeppelin celebrou 60 anos? É uma escolha difícil, reconheça-se. 
(Adenda - Pode dizer-se que, no Delito de Opinião, Cristina Torrão tem uma cacarejante «parceira» à sua - baixa - altura no que se refere a cuspir, na forma escrita, idiotices ignorantes sobre política norte-americana com especial enfoque e ênfase em Donald Trump: a «posta», ou bosta, de Maria Dulce Fernandes intitulada «Capitalizar com a desgraça» é quase um mini-tratado de estupidez orgulhosa em sê-lo, um «concentrado» impressionante de delirantes difamações, falsidades, mentiras, tanto no texto original como nas respostas a comentários. E é - mais uma - demonstração inquietante de como tantas pessoas já, supostamente, com «idade para terem juízo» se deixam dominar pela mais reles propaganda e, aparentemente, não param nem por um instante para questionar a veracidade do que «vêem, ouvem e lêem».)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Deveria ser... delito

Uma prova definitiva – mas deprimente – de que o desconhecimento e a desinformação sobre o panorama político nos EUA está a aumentar e não a diminuir em Portugal (e não só) é a de que até em meios de onde seria de esperar mais e maior rigor e seriedade neste âmbito (e em outros) começam a ocorrer surtos de estupidez, de idiotice, de parvoíce. Um exemplo recente foi dado pelo blog Delito de Opinião. Em apenas cinco dias, três (!) textos foram naquele publicados que, pelo seu teor, poderiam levar um mero observador moderadamente atento a perguntar(-se) se o DdO, que muitos considera(va)m, dado o seu historial, um espaço de centro-direita, havia sido «capturado», ou «clonado», pelo Esquerda.net. Veremos a seguir quais foram esses textos, e, ainda, alguns dos seus excertos mais significativos (no mau sentido).
Em «Os psicopatas americanos no Congresso», de 9 de Janeiro: «um discurso (de Donald Trump) de acusação e de incitamento directo contra a câmara legislativa (...) as palavras eram demasiado explícitas para que não se possa ligá-las ao que sucedeu a seguir»; «Trump flutua entre um instinto político eficaz e uma mitomania que se torna pública muitas vezes, era sem dúvida este último sentimento que o dominava naquele dia»; «discurso a meio caminho entre um ditador sul-americano e o general Custer lançando ordens contra os índios»; «discurso de raiva que levou aquela mole desvairada habituada a "informar-se" no Qanon a cometer um acto tão grotesco»; «gente mais proveniente do Midwest e do Deep South, menos cosmopolita e mais susceptível a propaganda»; «ao criar a personagem (de Patrick Bateman), (Brett Easton) Ellis pôs muito de Trump nela».
Em «Figura internacional de 2021 (Joe Biden)», de 12 de Janeiro: «(Biden) procurou apaziguar as tensões na sociedade norte-americana»; «decente, apaziguador e fonte de esperança»; «(EUA) que, à data da votação, estava ferida de morte pelos crimes, vilanias e atropelos à democracia do antecessor do democrata»; «os EUA voltaram a ter um Presidente».
Em «Facto internacional de 2021 (assalto ao Capitólio nos EUA)», de 14 de Janeiro: «nunca se tinha visto algo assim, uma turba enfurecida subia as escadarias do Capitólio, em Washington, e invadia o histórico edifício, perante a impotência das forças de segurança, colocando em risco senadores e congressistas»; «estes milhares de insurrectos, apoiantes declarados de Donald Trump, invadiram e vandalizaram a sede do poder legislativo dos EUA»; «cinco mortos registados, entre eles quatro polícias». 
Todas – sim, verdadeiramente todas! – as afirmações transcritas nos três parágrafos anteriores são mentiras, invenções, falsidades. E isto num blog onde, não raras vezes e ironicamente, o seu fundador e principal redactor se arroga dar «lições» de bom jornalismo. A mesma pessoa mais não fez do que aumentar (piorar?) as contradições hoje, 24 de Fevereiro, com um texto intitulado «O tigre de papel», (des)qualificativo aplicado, enfim correctamente, a Joe Biden, «patético “comandante supremo” em Washington», que, com a debandada desastrosa do Afeganistão no ano passado assinalou à Rússia, e ao resto do Mundo, que os EUA já não estariam em condições de contrariar a invasão da Ucrânia também neste dia iniciada por ordem de Vladimir Putin. O que é «estranho» porque o demente do Delaware era, supostamente, e há pouco mais de um mês, um presidente a sério e uma «fonte de esperança». Haja paciência... Acumular tantas asneiras, e em tão pouco tempo, deveria ser... delito.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Ano Catorze

O Obamatório entra hoje no ano 14 da sua existência. O que significa também que hoje comemora o seu 13º aniversário. E, como que a confirmar, ao menos desta vez, o alegado carácter aziago daquele número, o período correspondendo aos 12 meses precedentes foram mesmo, como eu previ há um ano, «um dos mais assustadores e até trágicos na história dos Estados Unidos da América e mesmo do Mundo»...
... Porque não era difícil de prever por quem, como eu, conhece efectivamente o passado recente e menos recente da política nos EUA, que os democratas fariam tudo o que lhes fosse possível logo a partir do dia em que ocupassem novamente (e desta vez ilegitimamente, o que nunca é de mais lembrar) a Casa Branca – e passa hoje exactamente um ano desde a «tomada de posse» desse usurpador doente, demente, decadente chamado Joe Biden – para perseguir e penalizar ao máximo, quiçá extinguir, os republicanos e ainda destruir o país – os «burros» preferem a expressão «transformar fundamentalmente», mas tal nada mais é do que um eufemismo comuno-confederado. E, efectivamente, de Janeiro a Dezembro últimos sucederam-se os desastres resultantes de acções – ou de omissões – emanadas de Washington, a grande maioria delas relativas a assuntos internos, embora a maior catástrofe tenha sido indubitavelmente de âmbito externo: a retirada, ou fuga, do Afeganistão, que nem eu acreditaria que pudesse correr tão mal. Porém, e em última análise, será que tudo o que aconteceu é assim tão surpreendente? A mais provável doença de Alzheimer de que Biden padece apenas reforçou, deixou mais nítidas, as características que o definem há quase 50 anos, quando foi eleito senador pela primeira vez: corrupto incompetente e arrogante, racista impenitente, mentiroso compulsivo com ocasionais delírios de ficcionista, trapalhão crónico. Ou seja, um perigo permanente para a segurança norte-americana e mundial. A «conferência de imprensa» que deu ontem para uma audiência quase toda feita de amigos e de admiradores foi um triste espectáculo, mas tal não constituiu novidade. Nem, ao exigir ao Congresso a aprovação de um pacote legislativo (entretanto, e felizmente, rejeitado) supostamente para «proteger o direito de voto» mas que se destinava na realidade a legalizar em permanência as batotices «azuis», ter acusado os seus opositores de serem racistas, comparando-os, ironicamente, a notórios democratas de outros tempos!
Do outro lado do Atlântico tudo isto se sabe, é divulgado, noticiado, discutido, porque lá não faltam meios alternativos e independentes, alguns deles já com dimensão, audiência e influência consideráveis. Deste lado, pelo contrário, é o panorama desolador que se conhece de há muito, que eu já várias vezes, mas sem sucesso, denunciei e combati. Aliás, denuncio e combato: recentemente detectei uma tripla descarga de dislates num conhecido espaço blogosférico nacional onde, supostamente, não só as opiniões mas também os factos não deveriam ser... delitos. Provavelmente, e oportunamente, aqui darei conta desse deprimente acontecimento.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A mais estúpida de 2021

Nos Estados Unidos da América o ano passado foi aquele em que a esquerda autoritária, violenta, racista, perversa corporizada no Partido Democrata mais se mostrou como de facto é, não hesitando em tentar avançar com acções concretas – apenas travadas ou revertidas por governos estaduais e tribunais - que visam, efectivamente, a transformação fundamental do país, de uma sociedade capitalista com liberdades e direitos fundamentais para uma de tipo socialista ou mesmo comunista, onde a discriminação, a segregação e a repressão são práticas comuns - ou seja, a Comuno-Confederação. Compreensivelmente, a retórica acompanhou este recrudescimento, e não faltaram exemplos de afirmações, sim, estúpidas, até mesmo surreais, como... habitualmente (é sempre de (re)ler as anteriores edições desta rubrica, nem que seja apenas para rir), mas também violentas e perigosas – vindas, nunca é de mais salientar, não apenas de políticos mas também de «jornalistas» e de «artistas».
Entre as «finalistas» - ou seja, personalidades (?) e as patacoadas que aquelas proferiram – são de destacar: «Biden trouxe para a presidência os princípios,valores e aspirações que motivam as pessoas decentes em todo o lado, e que estão entre as visões essenciais do Prémio Nobel da Paz, e os valores essenciais da Ideia Americana no seu mais nobre e melhor», Brent Budowsky; «Os republicanos estão a desvalorizar a impugnação, a resignação presidencial e agora a 25ª Emenda», Aaron Rupar; «O facto é que os momentos mais honestos e competentes de liderança presidencial no Afeganistão durante os últimos 19 anos foram as últimas duas semanas», Matthew Dowd; «No mínimo estamos a ver uma demonstração impressionante de pura competência», Paul Krugman; «Vamos continuar a liderar no Mundo, incluindo sermos os líderes em evacuação», Jen Psaki; «(O Partido Republicano) não conseguiu superar o facto de ter perdido a f*d*d* guerra civil», Bradley Whitford; «Não penso que seja dito o suficiente sobre a obsessão patológica dos brancos em possuir e consumir corpos de pessoas negras», Bree Newsome; «(Donald Trump) é o nosso, americano, criminoso de guerra de um tipo que nunca experimentámos antes», Carl Bernstein; «Há racismo construído fisicamente em algumas das nossas auto-estradas», Pete Buttigieg; «Este presidente é cúmplice nesse crime porque ele instigou aquela insurreição que causou aquelas mortes e esta destruição», Nancy Pelosi. Todas as frases «concorrentes» citadas acima, e as pessoas que as disseram ou escreveram, mereciam, sem dúvida, o «galardão máximo». Há os elogios absurdos à actual «administração» que, obviamente, não conseguem de todo esconder o desastre que ela tem sido, tanto interna como externamente. Há as recorrentes, tresloucadas, suspeitas e acusações de «racismo», mesmo nas mais improváveis localizações e situações. E há ainda, como não podia deixar de ser, as críticas e as condenações – na verdade, calúnias sem fundamento – contra o Partido Republicano e Donald Trump por alegadamente incitarem à violência – meras projecções, claro, porque os democratas é que o fazem. E, porém, nenhuma delas «venceu»...
... Também porque, e precisamente, se a estupidez é o principal critério nesta escolha, então o «triunfo» só poderia ir para John Kerry, que afirmou: «Mesmo que cheguemos a zero em emissões, ainda temos de tirar dióxido de carbono da atmosfera». Os aldrabões, fanáticos, doentes mentais que alertam para o dito «aquecimento global» e as supostas «alterações climáticas» não parecem conhecer limites ao seu ridículo. E neste caso é ainda mais grave porque está em causa alguém que «apenas» foi senador por 28 anos, candidato nomeado (pelo PD) à presidência, e secretário de Estado (isto é, ministro dos Negócios Estrangeiros) durante quatro anos. Kerry, é certo, nunca foi particularmente... brilhante, mas teve sorte durante toda a vida, incluindo ter-se casado com a «portuguesa», e multimilionária, Teresa Heinz.