terça-feira, 25 de junho de 2019

Rever em alta

«Ei, os que odeiam Trump (em ambos os lados), podem ao menos admitir que esta é uma presidência bem sucedida?», Steve Hilton; «Trump tenta tomar decisões que são melhores para si e para mim», Jeanine Pirro; «Muito mudou para melhor desde 2016», Victor Davis Hanson; «Estamos a colher os benefícios da agenda para a América do Presidente Trump», Sean Hannity; «Trumpismo-de-uma-Nação pode vencer», Freddy Gray; «O discurso do Estado da União demonstra o talento de Trump no palanque», Liz Peek; «O Estado da União de Trump mudou a História na terça-feira à noite – Eis o que Pelosi deve ter sentido», Newt Gingrich; «Foi uma noite boa para o Presidente Trump e uma má para os media», Greg Gutfeld; «O grande disruptor torna-se o grande unificador», Laura Ingraham; «Eu irei votar no Presidente Trump e no Vice-Presidente Pence em 2020», Erick Erickson; «O Presidente Trump pode mesmo ser o político mais honesto de sempre», Joseph Curl; «Trump pode mesmo ter vencido hoje a eleição de 2020», Nick Gillespie; «Em louvor da distendida política fiscal de Donald Trump», Alan Cole; «Trump tem mais princípios do que os seus críticos à esquerda e à direita», Michael Knowles; «Trump não chamou a neo-nazis “gente fina” - Eis a prova», Steve Cortes; «Como Trump está a caminho de um triunfo total em 2020», Ben White e Steven Shepard; «Trump tem mais mulheres como conselheiras de topo do que Obama, Bush ou Clinton», Emily Ward; «Trump espoletou uma economia tonitruante e isso é realmente uma má notícia para os democratas em 2020», Charlie Kirk; «Assuma que a Esquerda mente e descobrirá a verdade – Reflexões sobre a mentira do conluio Trump-Rússia», Dennis Prager; «Uma semana de Trump para recordar – Ele tem um gozo absoluto provocando os democratas e os media sobre conluio», James Barrett; «Estas são as três razões pelas quais planeio votar em Donald Trump em 2020», Josh Hammer; «Presidente Trump, voz solitária, sensata, de Washington em relação às liberdades cívicas», Charles Hurt; «A derrota do Estado Islâmico é outra promessa que Trump fez, cumpriu… e foi quase ignorada pelos media liberais», Deroy Murdock; «Os democratas, como habitualmente, estavam enganados sobre a descida dos impostos decidida por Trump», Kevin Brady; «15 maneiras em que o Relatório Mueller prova que Trump não obstruiu a justiça», John Nolte; «Mueller desistiu, e os democratas deveriam fazê-lo também… porque Trump não é Nixon», Mark Penn; «Trump é uma ameaça à Constituição? Boa tentativa, Nancy», David Limbaugh; «O Relatório Mueller mostra que Trump é melhor do que os seus adversários», Andrew Klavan; «As políticas de Trump para o Médio Oriente não são “irreversíveis”», Jonathan S. Tobin; «Os 10 mil “Pinóquios” dados pelo Washington Post a Trump», Brent Bozell e Tim Graham; «A reportagem do New York Times sobre os impostos de Trump deixa de fora o colapso do mercado imobiliário na cidade», John Carney; «Porque Trump está certo em atacar Biden», Matthew Continetti; «E se Trump tivesse levado os democratas à sanidade?», Rich Lowry; «Trump providencia soluções do senso comum para a imigração – Os democratas encolhem-se», Liz Harrington; «Impugnar Trump? Seria para os democratas um erro profundo deixarem-se espicaçar para isso», Doug Schoen; «Trump não quer uma guerra com o Irão – Aqui estão as três coisas que ele quer», Marc Thiessen; «A administração Trump está a criar o momento para a paz palestiniano-israelita», Matthew Brodsky; «Donald Trump cumpre uma promessa mas os democratas gritam “encobrimento”», Michael Goodwin; «Donald Trump está a sarar o país», Clarence Henderson e Yaakov Menken; «Mueller e a falha fatal do caso Trump-Rússia», Byron York; «Os media desejam que Trump apenas se cale e aceite que eles abusem dele», Jeffrey Lord; «Os media ignoram a vitória de Trump na fronteira», Tucker Carlson; «Não obstante as alegações dos media, Trump é favorito para ser reeleito», Mollie Hemingway; «Nós conhecemos o verdadeiro Donald Trump – A América necessita de mais quatro anos», Damian Bates e George Sorial; «Graças ao Presidente Trump, a bandeira americana é respeitada novamente - Vamos celebrar uma e outro!», Kimberly Guilfoyle; «Vote em Trump – A parada em 2020 é ainda mais alta do que em 2016», Donald Trump Jr.; «Recordação – Os detractores de Trump que previram que ele não se candidataria à reeleição», Kerry Picket; «Fazer a América ainda maior», Kimberley A. Strassel; «Se Trump é tão mau, porque é que os democratas necessitam de políticas radicais para vencer?», Joel B. Pollak; «As tensões com o Irão – Trump está ainda a limpar a sujidade deixada por Obama (mas os democratas não o admitirão)», Tom Basile; «Trump está a ganhar a pequena guerra fria com o Irão», Brandon J. Weichert.

sábado, 8 de junho de 2019

Madonna (ainda?) em Portugal

No meu artigo «Euro “festivais”», publicado no (sítio na Internet do) jornal Público no passado dia 30 de Maio, saudei a presença e a actuação de Madonna na final do Festival Eurovisão da Canção deste ano, realizado em Tel Aviv (por ter sido uma cantora israelita a vencedora na edição do ano passado, realizado em Lisboa), assim não aderindo – tal como, aliás, todos os artistas representantes das nações europeias… e da Austrália – ao boicote contra o evento promovido pela súcia de anti-semitas que fazem da (tentativa de) fragilização e até da destruição da nação hebraica o principal objectivo, a grande causa, das suas patéticas vidas. Entre os mais (tristemente) famosos desses anti-semitas está um cada vez mais enlouquecido Roger Waters, que quando não está a expressar ódio contra judeus ao ponto de os comparar a… extra-terrestres (!!) condena os EUA e o seu actual presidente por exigirem que o ditador Nicolás Maduro e a sua «corte» corrupta abandonem o poder na Venezuela.
Esta atitude coerente e, sim, corajosa por parte da cantora de «Like a Virgin» contrasta com a(s) que tomou a seguir à vitória de Donald Trump na eleição presidencial de 2016. Tal como muitas outras «celebridades», «estrelas» do entretenimento e da «cultura», das artes e dos espectáculos, entrou em crises de histeria que a levaram a declarar que tinha pensado muito em fazer explodir a Casa Branca… e isto depois de, ainda antes da votação de Novembro daquele ano, ter prometido sexo oral aos homens que votassem em Hillary Clinton – e, sem surpresa, não cumpriu essa promessa. A boa acção que sem dúvida fez agora compensa as más palavras que então disse? Os leitores – e ouvintes – que decidam. É igualmente interessante apontar que Madonna, ao contrário de muitos dos seus colegas de ofício audio-visual, cumpriu, pode dizer-se, uma outra promessa: a de deixar de viver nos EUA se o bilionário do imobiliário se tornasse no comandante-em-chefe. Veio para Portugal em 2017, e não faltaram a partir daí as notícias e as reportagens sobre a sua vida e as dos seus filhos no nosso país, algumas nem sempre favoráveis para ela e/ou para nós.
O mais recente nessa série de destaques mediáticos é uma entrevista que deu ao New York Times, a propósito principalmente do seu novo álbum, «Madame X», mas também dos 60 anos de idade que completou em Agosto de 2018. A sua afirmação de que achou (acha?) Lisboa algo «fechada» e até «medieval» não deixou de causar, como seria de esperar, controvérsia, mas interessou-nos mais outra: a de que Donald Trump está entre os actuais líderes mundiais notórios que estão, supostamente, a «remover sistematicamente todas as nossas liberdades individuais». Outra justificação para, talvez em breve, ir mesmo tentar fazer explodir a Casa Branca? O Serviço Secreto que se acautele…

quarta-feira, 8 de maio de 2019

António n’América

Não é todos os dias que um português, ou portuguesa, ou algo que ele ou ela disse e/ou fez é tema da notícia de maior destaque, ou o objecto da maior controvérsia nos Estados Unidos da América… nesse dia. Pois a 28 de Abril último isso aconteceu a António Antunes, mais conhecido como simplesmente António, ou seja, o conhecido caricaturista do jornal Expresso. Mas não deliberadamente: o desgostoso e insultuoso – e, sim, anti-semítico – cartoon que ele desenhou e «estreou» numa edição recente do semanário português «retratando» Benjamin Netanyahu como um animal e Donald Trump como um cego guiado por aquele foi utilizado – legalmente - numa edição internacional do New York Times mas sem o conhecimento prévio do autor.
Nos EUA o choque e a condenação pelo/do desenho foram generalizadamente unânimes. E não se limitaram à direita, aos conservadores, aos republicanos – na verdade, pessoas como Alan Dershowitz e Jake Tapper de modo algum podem ser classificados como simpatizantes do GOP. O rabi Shmuley Boteach e o jornalista Bret Stephens (este um colunista do NYT!) chegaram mesmo a afirmar que a caricatura de António está ao (baixo) nível da propaganda feita pelos nazis durante o Terceiro Reich. Não tardou muito para que o New York Times, jornal que tem sido um crítico (e caluniador) consistente e insistente de Israel, assumisse o erro e por ele pedisse desculpa, retirasse – ou tentasse «apagar» - o desenho e prometesse que situações semelhantes não voltariam a acontecer… algo que, vindo de onde e quem vem, seria sempre muito difícil de acreditar, o que se confirmou pouco depois quando o pasquim da «Grande Maçã», agora na sua edição «doméstica», publicou outro cartoon anti-semítico «disfarçado» de sátira ao actual primeiro-ministro israelita. Interessantemente, e tanto quanto eu consegui verificar (mas, obviamente, a minha análise esteve longe de ser abrangente), nas 72 horas seguintes ao rebentar do «escândalo» em nenhum ponto do espaço mediático norte-americano (comunicação social «tradicional» e redes sociais) foi revelada a identidade do criador do desenho e a sua proveniência geográfica. Só a 1 de Maio isso finalmente aconteceu, (pelo menos) num artigo no sítio da CNN, que referiu também o «pequeno jornal» para o qual aquele costuma trabalhar…
… E que, como seria de esperar, o que se confirmou no depoimento que deu ao Público sobre o assunto, não vê, não compreende, como é que este seu trabalho pode ser ofensivo e até odioso. Para ele trata-se unicamente de criticar o governo de Israel e em especial o seu líder actual, e não os judeus em geral. Tudo tretas, obviamente. Naquela caricatura estão, insidiosas, as calúnias que durante décadas – ou até séculos – os anti-semitas de vários matizes nunca deixaram de propagar: o interesseiro e sorrateiro judeu, aqui transfigurado em cão – animal repulsivo para os muçulmanos – e devidamente adornado com a estrela de David, leva um insuspeito e invisual (figurada ou até literalmente) ocidental por caminhos que ele eventualmente não escolheria se não fosse enganado. No fundo, António mais não é do que um dos muitos pobres de espírito, em Portugal, na Europa e no Mundo, que, em resultado da profunda, prolongada propaganda esquerdista, marxista, uma aliada cada vez menos circunstancial da propaganda islamita, acreditam acriticamente nas «novas» mentiras sobre a nação judaica, (in)dignas herdeiras das «velhas» que eram «reveladas» pel’«Os Protocolos dos Sábios de Sião» e que levaram Adolf Hitler e os seus nacionais-socialistas a aplicar a «solução final» em campos de concentração. Mentiras essas, aliás, que «partilham» a origem e a perfídia com as que são pregadas relativamente ao panorama político dos EUA, que dão os democratas como «bons» e os republicanos como «maus».
Note-se que não se defende aqui que António, ou qualquer outro caricaturista, artista, comunicador ou jornalista deva ou devesse ser penalizado de alguma forma pelo que fez. Há mais de quatro anos que sou dos que afirma e que assume «Je suis Charlie», também porque eu próprio já fui várias (demasiadas) vezes discriminado e censurado, a mais recente das quais num espaço em que «delito de opinião» era suposto ser apenas um título irónico. Que se diga, escreva, desenhe o que se quiser, desde que não se incite à violência. E tendo presente sempre que, do outro lado, h(aver)á o direito e até o dever de avaliar e de responder, de concordar ou de contestar. E mesmo de sentir vergonha, que neste caso foi o que me aconteceu em relação a um conterrâneo… não só de país mas igualmente de concelho.

sábado, 27 de abril de 2019

Gratidão a Grant

Hoje celebra-se mais um aniversário do nascimento de Ulysses S. Grant, 18º presidente dos Estados Unidos da América – e o segundo eleito pelo Partido Republicano, a seguir a Abraham Lincoln. E, o que é mais significativo agora, no passado dia 4 de Março assinalaram-se os 150 anos desde o dia em que tomou posse para o primeiro dos seus dois mandatos.
A admiração por Ulysses S. Grant, a apreciação da sua personalidade e da sua carreira militar e civil – isto é, política – e, em consequência, o seu prestígio, têm vindo a aumentar ao longo do tempo. Evidência disso mesmo são artigos laudatórios evocativos da efeméride; alguns foram publicados em espaços mais ou menos previsíveis como a National Review – exemplos são o de Allen C. Guelzo e o de Dan McLaughlin (em duas partes, primeira e segunda); outros foram-no em espaços… menos previsíveis, como o Washington Post – leia-se o escrito por Ronald C. White. Em comum têm a confirmação da recuperação de Grant tanto nos rankings, nas tabelas, nas listas de «popularidade» entre os presidentes dos EUA, como nos registos históricos, factuais, dos grandes contributos que deu à nação. As mentiras, as distorções, as deturpações, as calúnias foram até ao ponto de questionar, de duvidar de que teria sido ele a escrever as suas «Memórias», atribuindo estas, ao invés, ao seu amigo Mark Twain; porém, análises competentes e honestas dos vários documentos que ele elaborou durante a Guerra Civil entre 1861 e 1865, como cartas e relatórios, comprovaram indubitavelmente que foi sem dúvida da sua lavra aquela que é uma das obras fundamentais da literatura norte-americana do século XIX, tendo o autor d’«As Aventuras de Tom Sawyer», quando muito, dado algumas sugestões na estruturação e ajudado na revisão.
Não surpreende que o Partido Democrata, os seus membros e apoiantes, toda a súcia de serventuários que o têm sustentado durante décadas, se tenha(m) afadigado em (tentar) difamar, e até destruir, a memória, o legado, de Ulysses S. Grant. Afinal, ele foi o maior – o mais efectivo, o mais letal – inimigo dele(s), quanto mais não seja porque foi o principal responsável, directo ou indirecto, pela morte de muitos, de milhares de «azuis»: primeiro enquanto general do exército do Norte, da União, e depois seu comandante supremo, inflingiu-lhes sucessivas derrotas, quiçá massacres, que levaram à vitória final na guerra com o do Sul, da Confederação, liderado por Robert E. Lee; depois, enquanto presidente e no âmbito do processo de «Reconstrução» do país que se seguiu ao terrível conflito fratricida – desencadeado, nunca é de mais lembrá-lo, pelos democratas esclavagistas – pugnou pela perseguição, prisão e execução de elementos do então recém-formado Ku Klux Klan. Sim, é devida gratidão a Grant pelo que bem que fez e pelo bem que possibilitou a outros fazerem…
… E no passado como no presente ele permanece um modelo a emular, uma referência a reter. Nesse sentido, vale a pena fazer uma visita, mesmo que virtual, à Biblioteca Presidencial Ulysses S. Grant, e dela colher a motivação e o conhecimento para combater os democratas. Que continuam a ser – nunca deixaram de ser, aliás – aquilo que sempre foram: racistas principalmente mas igualmente secessionistas, separatistas que não hesitam em pôr em perigo a coesão dos EUA se isso lhes proporcionar a (re)conquista do poder. O que se prova com a defesa que muitos «burros» fazem hoje, sem contestação visível por parte dos seus camaradas: da abolição do Colégio Eleitoral; da criação e da manutenção de cidades e de Estados «santuários» para imigrantes ilegais (criminosos perigosos incluídos); da abertura total das fronteiras. Eles odeiam os outros, «elefantes» e não só, e não têm qualquer intenção genuína e generalizada de dirimir divergências de uma forma honesta e cordata, pelo que não é um exagero mencionar a hipótese de uma segunda guerra civil; e, se tal vier infelizmente a concretizar-se, que a «odisseia» do Ulysses de há mais de 150 anos sirva de inspiração para um novo triunfo.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Chapéus encarnados e livros verdes

Muito provavelmente o nome já não é desconhecido para os leitores, quer regulares quer ocasionais, do Obamatório: Jussie Smollet. Para os que não sabem quem ele é e o que fez, eis uma descrição sucinta: é um actor norte- americano, recentemente mais conhecido como um dos protagonistas da série televisiva «Império», esquerdista e liberal e também notório por ser um opositor vocal de conservadores, do Partido Republicano e de Donald Trump, que alegou ter sido reconhecido e atacado na (extremamente fria) madrugada do dia 29 de Janeiro último, em Chicago, por dois apoiantes do Presidente, e estes, envergando chapéus vermelhos com as palavras «Make America Great Again», o teriam insultado com epítetos racistas e homofóbicos, espancado, regado com lixívia e nele colocado um laço de forca, tendo finalizado a acção gritando-lhe «This is MAGA country
Quem pensou que tal relato era algo duvidoso e até difícil de acreditar acabou por ter razão: Jussie Smollett foi acusado a 8 de Março último de nada mais nada menos de 16 crimes, todos relativos a ter apresentado uma falsa queixa, ou seja, de ter inventado o incidente, pelo banal motivo – tal é a explicação, a hipótese mais provável – de tentar obter uma melhoria salarial no programa de televisão de que era (já não é) uma das «estrelas». Entretanto, o caso tornou-se ainda mais ridículo quando os polícias da «Windy City» encarregados do caso descobriram que os supostos «rednecks», brancos, que teriam atacado Smollett são afinal dois irmãos nigerianos (sim, negros!), amigos do actor, e que com ele combinaram previamente todos os pormenores desta fraude que se revelou ser um falso «crime de ódio». Obviamente, a falsa vítima foi quem acabou por sair pior, por culpa própria, deste processo – processo esse que, claro, ainda está bem longe de terminar, o que deverá acontecer num tribunal ainda neste ano de 2019. Porém, muito mal vistas ficaram também as várias «celebridades», na política, no «jornalismo», no entretenimento, que desde o início acreditaram piamente na narrativa de Smollett, que lamentaram o seu «sofrimento» e condenaram Donald Trump e os seus apoiantes, «sem dúvida» os responsáveis pelo acontecido. A este respeito vale a pena ver/ler e ouvir as análises e os comentários de, entre outros, Tucker Carlson e Laura Ingraham, que correcta e implacavemente descreveram e contextualizaram esta autêntica «fábula (i)moral» nos seus contornos, causas e consequências.    
A «hate hoax» protagonizada por Jussie Smollett terá sido a mais notória, a de maior impacto, a mais conhecida e discutida desde que Donald Trump ganhou a eleição presidencial de 2016, mas, apesar disso, acabou por ser «apenas» a mais recente de uma já longa e lamentável lista em constante aumento desde o triunfo nas urnas do actual presidente. Duas versões dessa lista têm como autores Andy Ngo e Peter Hasson, e nela abundam os exemplos de homens e de mulheres mentalmente desiquilibrados e/ou criminalmente facciosos que não hesitam em mentir sobre terem sido ameaçados ou mesmo agredidos, ou que provocaram danos em espaços e em estruturas, e atribuiram depois essas acções de vandalismo a adversários políticos. Em simultâneo, e pode dizer-se também como efeito deste ambiente de desinformação e de difamação, cresce o número de casos – verdadeiros – de ataques verbais e/ou físicos a pessoas à direita no espectro político-partidário, simpatizantes e/ou votantes do Nº 45 e do Partido Republicano. Neste âmbito é sempre útil e oportuno recorrer à lista iniciada e actualizada por John Nolte na Breitbart, cuja última contagem (a 13 de Março) enumera 332 (!) ocorrências desde Setembro de 2015.
Um aspecto particularmente grave e inquietante desta onda de violência está na circunstância de, mais recente e frequentemente, os alvos da animosidade e da intolerância serem jovens, adolescentes, mesmo crianças, visados tão só por usarem chapéus (bonés encarnados) «MAGA» ou terem consigo qualquer outro acessório ou objecto que os identificam (ou aos pais) como apoiantes de Donald Trump. Alguns exemplos, afectando tanto mais velhos como mais novos daqueles, vieram nos últimos meses do Arizona (um, dois), Califórnia, Flórida, Nova Jersey e Tennessee. E há que não esquecer – pode-se e deve-se incluir neste infame rol – o que aconteceu aos estudantes da escola católica de Covington, no Kentucky, e em especial Nicholas Sandmann, que, aquando de uma visita que fizeram a Washington em 19 de Janeiro para participarem na Marcha pela Vida, foram filmados no que, ao princípio, aparentava ser uma demonstração de desrespeito para com um nativo-americano «veterano»… e, afinal, veio a descobrir-se que o contrário era verdade, que eles é que haviam sido insultados e provocados, e nada de repreensível haviam cometido. Então praticamente a mesma alcateia de «celebridades» que poucos (10) dias depois acreditaria incondicionalmente nas alegações de Jussie Smollett não duvidou de que aqueles adolescentes eram «culpados» - aliás, como não seriam, já que quase todos usavam o chapéu encarnado que é o «novo gorro branco (do Ku Klux Klan)»? Deveriam ter pensado mais e melhor antes de abrirem a boca e/ou dedilhado as teclas: (pelo menos) os pais de Nick Sandmann recorreram a advogados, e estes, depois de inicialmente terem contactado e avisado 54 indivíduos e instituições, moveram um processo judicial contra o Washington Post no valor de 250 milhões de dólares, e outro, este no valor de 275 milhões, contra a CNN. Outras grandes empresas de media poderão seguir-se nesta contra-ofensiva.
Enfim e efectivamente, está mais do que na altura de conservadores reagirem eficiente e eficazmente contra as constantes investidas – verbais e físicas – de «progressistas», atingindo-os judicial e financeiramente; vencer eleições não é suficiente porque a súcia sinistra fica ainda mais assanhada quando perde, e o que tem acontecido desde Novembro de 2016 confirma-o. Recorde-se que a excrementícia Maxine Waters deu o (maligno) «mote»: encontrar, perseguir e importunar membros destacados do GOP, na administração e no Congresso, tornando impossível ou quase as suas presenças em locais públicos – o que entretanto aconteceu a, entre outros, Kristjen Nielsen, Mitch McConnell, Ted Cruz, Sarah Sanders e Stephen Miller. E se as «figuras gradas» ligadas ao PR não estão imunes os cidadãos comuns ainda menos, quer usem o distintivo boné ou não. Terá sido por causa disso que, entretanto, e em mais uma prova de como o espírito empreendedor norte-americano pode adaptar-se a qualquer situação, foi lançada este ano uma aplicação que permite aos consumidores mais à direita localizarem e seleccionarem antecipadamente restaurantes e outros estabelecimentos comerciais a que, em princípio, poderão recorrer sem correrem o risco de serem incomodados devido às suas opções ideológicas. No fundo, aquela é como um novo «Livro Verde», uma publicação anualmente revista que durante décadas serviu de guia a afro-americanos em viagem pelo Sul, e que aliás foi o tema do filme com o mesmo título que este ano ganhou três Óscares, incluindo o mais importante. O que representa uma ilustração deprimente do facto de os democratas, tanto tempo depois, continuarem a ser os intolerantes violentos de sempre; apenas os alvos do seu ódio é que mudaram.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Comandando nos comentários (Parte 2)

Escrevi há exactamente um ano, e, infelizmente, nada há a alterar ou a acrescentar: «Não é novidade e já o referi várias vezes: porque na comunicação social portuguesa (e não só) não existe como que um “contraditório” constante e consistente à “narrativa” predominante, relativa à política nos EUA, de que os democratas são “bons” e os republicanos são “maus” (e, com Donald Trump, tornaram-se “piores”), é na blogosfera que é mais intenso o combate contra a desinformação, a propaganda, e a pura e simples parvoíce neste âmbito»; também se mantém que «não tendo até hoje conseguido – apesar de várias tentativas nesse sentido – fazer ouvir a minha voz, falada e/ou escrita, sobre o que acontece no outro lado do Atlântico em outros media “tradicionais”, é na Internet, pois, que procedo a uma persistente “pedagogia” que visa separar a verdade da mentira, por comentários em que o meu comando, o meu conhecimento do estado da nação norte-americana, se afirma e se evidencia, ou pelo menos assim o espero»…
… E neste ano que passou desde a última retrospectiva feita, tal concretizou-se em: Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze); Malomil (um, dois, três, quatro, cinco); Horas Extraordinárias. Os temas incluiram: demissões na Casa Branca; (as mentiras constantes sobre) controlo de armas; George Soros, financeiro e especulador, apoiante de inciativas e de instituições de esquerda, principalmente nos EUA mas não só e, sim, criminoso de guerra nazi; a decisão – correcta – por parte de Donald Trump de romper o acordo com o Irão; emissões poluentes diminuiram nos EUA… apesar da retirada do país do acordo de Paris; caricaturas vagamente homofóbicas (mas «aceitáveis» porque visam os «maus»); desinformação por parte da Associated Press (ou seja, a normalidade); Nancy Pelosi de novo (e infelizmente) speaker, e o seu lugar na hierarquia política norte-americana; Woodrow Wilson como a não personificação dos «valores intemporais do iluminismo»; «fake news» em geral e manipulações fotográficas em particular.
De todos estes comentários há um que pode ser seleccionado e destacado como representativo, simbólico, do que foi a discussão no ano que entretanto passou, correspondente ao segundo ano do primeiro ;-) mandato de Donald Trump. Fi-lo no Delito de Opinião, em duas partes, a primeira a 13 e a segunda a 14 de Maio de 2018: (não faltam exemplos flagrantes) «do desconhecimento que se verifica, entre muitas pessoas, sobre as reais características da actual política norte-americana. Nos anos 90, com Bill Clinton, o Partido Democrata até que podia considerar-se de centro-esquerda: insurgia-se contra a imigração ilegal, não preconizava o aumento da dimensão e da intervenção do Estado, e opunha-se ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo! Com Barack Obama, os “burros” mudaram radicalmente (enquanto os “elefantes” pouco ou nada), e são: contra a apresentação de (cartão de) identificação para se votar; a favor de fronteiras abertas – e contra a prisão e a deportação de imigrantes ilegais acusados e condenados por crimes graves, para além de entrada indevida no país, nesse sentido criando as ditas “cidades-santuário” (especialmente na Califórnia) que não respeitam as leis federais; a favor do aborto em qualquer fase da gravidez – sim, mesmo aos nove meses e quase no parto! Obviamente, existem outras demonstrações de extremismo por parte d(e membros d)o PD, e é risível afirmar que se trata de uma agremiação de moderados. (…) Como não considerar extremistas posições como o fomento à fraude eleitoral, a protecção de criminosos (nacionais e estrangeiros), a defesa do aborto industrial, e ainda condicionamento da liberdade de expressão e (tentativas de) confiscação de armas? É evidente que o são, e constituem actualmente o cerne, o “establishment” do Partido Democrata, pelo que este, obviamente não “está à direita no espectro político relativamente ao resto do mundo”, não corresponde ao PSD português nem ao FDP alemão. As suas acções não são, de modo algum, “centristas”. Insistir nesta fantasia, nesta ficção, é absurdo.»

domingo, 20 de janeiro de 2019

Ano Onze?

Hoje o Obamatório assinala dez anos de existência. Uma ocasião para celebrar? Nem por isso, não necessariamente. Após uma década de um enorme e continuado esforço de atenção, de reflexão e de elaboração para/sobre/de textos relativamente à politica e à sociedade dos Estados Unidos da América, durante a qual – julgo que é pertinente e relevante sublinhar – nunca um só mês ficou «em branco» (ou negro, dada a cor de fundo deste blog), ou seja, sem pelo menos uma nova entrada, desde 20 de Janeiro de 2009, as sensações que mais registo neste dia (e que, aliás, não são apenas de agora) são de cansaço e de fracasso. Tecnicamente, «oficialmente», formalmente, este espaço inicia igualmente hoje o seu décimo primeiro ano de funcionamento, mas de momento não tenho a certeza de que tal ocorrerá, pelo menos nos mesmos moldes em que tem acontecido até agora.
Criado para combater e, se possível, diminuir, inverter em Portugal (mas não só) os crónicos preconceitos e a insistente desinformação sobre os confrontos partidários nos EUA, características infelizmente constantes de quase toda a comunicação social nacional, e que se podem resumir, muito simplisticamente, em «republicanos maus, democratas bons», há que admitir, com toda a honestidade, que o Obamatório falhou nesta sua missão. Durante os (longos) oito anos dos dois mandatos da presidência de Barack Obama não tiveram «ecos» nos principais jornais e revistas, e estações de rádio e de televisão, as denúncias que aqui regularmente ia fazendo dos diversos casos de incompetência e até criminalidade de que a administração do Nº 44 ia dando provas – aliás, e de certa maneira, as palavras e os actos do Sr. Hussein, dos membros da sua equipa e dos «burros» em geral poucas menções mereciam por parte dos media deste país. Pelo contrário, após a eleição e a tomada de posse de Donald Trump nunca mais faltaram os comentários enviesados e mesmo insultuosos e as notícias descontextualizadas e mesmo falsas em relação a tudo, ou quase, que o Nº 45 preconiza, propõe e pratica, como que emulando o que acontece lá. O exemplo mais recente é a alegação de que DJT teria ordenado ao seu ex- advogado para mentir na investigação ao alegado (enfim, imaginário) «conluio» com os russos, que foi desmentido em comunicado do próprio gabinete de Robert Mueller, no que constituiu uma surpreendente, porque algo rara, intervenção pública daquele! E volto a salientar que o que acontece actualmente com Trump não é inédito: embora seja exacerbada pela sua personalidade belicosa – porém, e invariavelmente, ele limita-se a responder aos ataques de que é alvo – e pelo «choque» que os esquerdistas ainda sentem, mais de dois anos depois, pela derrota de Hillary Clinton, a cada vez mais absurda e ridícula – e frequentemente violenta, verbal e literalmente – campanha de destruição que contra ele é movida replica, no que tem de fundamental, as que foram conduzidas contra Ronald Reagan e contra os George Bush pai e filho.
Porque hoje é igualmente o dia em que Donald Trump celebra o segundo aniversário do início do seu (primeiro?) mandato e, logo, a exacta metade daquele, é de esperar que, infelizmente, a partir de agora a muito patética «resistência» à sua presidência se intensifique e que a (incurável) loucura «progressista» se agrave até à eleição de 2020. Tal foi, e continua a ser, a minha previsão, e no outro lado do Atlântico comentadores como Dennis Prager são da mesma opinião. Para o comprovar nada mais é necessário do que verificar o que os democratas fizeram, ou anunciaram fazer, assim que retomaram, no inicío deste mês, o controlo (não do Congresso como no Público erradamente se escreveu mas sim) da Casa. Após a reeleição, sublinhada por elogios – isto é, por mentiras – hilariantes, típicas do culto da(s) personalidade(s) em que a «sinistra» é pródiga, da cada vez mais caquética e contraditória Nancy Pelosi para speaker, alguns dos seus camaradas não perderam tempo e avançaram com algumas propostas verdadeiramente «úteis» e «viáveis», tais como a impugnação de Trump, a eliminação do colégio eleitoral e a substituição de um subcomité sobre terrorismo por outro sobre (contra) DJT. Entretanto, o shutdown do governo federal mantém-se, apenas porque o PD não quer agora fazer aquilo com que há poucos anos concordava – precisamente, construir, ao longo de toda a fronteira com o México (porque há locais que já a têm), uma muralha contra a imigração ilegal e o tráfico de pessoas e de drogas que habitualmente lhe está associada.
Em Portugal, e nos incompetentes e preguiçosos órgãos de propaganda que se fazem passar por profissionais e reputadas entidades jornalísticas, o recrudescimento da desinformação também se deverá fazer sentir. E num ambiente que está «inquinado» logo à partida, num «jogo» em que os «dados» estão «viciados», ou em que nem todos os «jogadores» têm, pura e simplesmente, oportunidade de «jogar», é infelizmente «normal» e até previsível que uns continuem a ser beneficiados e outros continuem a ser prejudicados. Há aquele que tem presença regular nas três principais estações de televisão nacionais (e em várias de rádio), que publica artigos nos sítios de duas delas, que publica (quatro) livros, sendo um deles (o terceiro) o resultado de uma fantasia, que neste fim-de-semana tem no caderno principal do Expresso um artigo de duas páginas, sempre disseminando omissões, mentiras e manipulações. E há aquele que já foi, comprovadamente, alvo de censura e de discriminação não uma mas sim duas vezes, e que não consegue publicar um livro baseado em textos saídos neste blog – embora, na verdade, tenha outros que também não consegue publicar…
Uma última, mas a mais importante, mensagem que hoje aqui deixo é para os que, nestes últimos dez anos, mais ou menos regularmente, visitaram, leram e divulgaram o Obamatório, ocasionalmente deixando também os seus comentários: muito, muito obrigado pela atenção, pelo interesse, e, sim, pelo encorajamento. Foi por vossa causa que, apesar de por vezes pensar em desistir, nunca o fiz. Todavia, a minha «resistência» também tem limites.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A mais estúpida de 2018

Seria sempre uma tarefa difícil escolher a mais estúpida frase, declaração, afirmação de 2018 no âmbito da política norte-americana. Essa dificudade só tem aumentado nos últimos anos, devido à crescente agressividade, e até insanidade, da esquerda dos EUA, do Partido Democrata. Porém, foi feita a escolha, e esta revela desde logo um aspecto desagradável e talvez mesmo surpreendente: as três «finalistas», que receberam as «medalhas» com o «bronze», a «prata» e o «ouro» da imbecilidade e da injúria foram todas proferidas por mulheres. Não era suposto elas serem mais sensatas e mais comedidas do que os homens? Aparentemente, e pelo menos na disputa ideológica que acontece no outro lado do Atlântico, não… Assim, e correndo o «risco» de ser apelidado de misógino e de sexista, passo a apresentar…
… O terceiro lugar, que vai para Jessica Valenti, que «tuitou» que Dana Loesch (activista de direita e porta-voz da National Rifle Association, a mais antiga e mais importante organização de defesa e de promoção da segunda emenda da Constituição) «invocando as armas como um meio de evitar violações é desgostoso» (a última palavra foi toda escrita em maiúsculas). Tal posição só é inacreditável para quem não sabe qual a posição dos «burros» neste assunto, que não se importam e até preferem que os cidadãos comuns estejam indefesos perante, e sejam vítimas de, todo o tipo de crimes e de criminosos – que os democratas protegem e promovem – de modo a diminuir ao máximo a possibilidade de que essas armas venham a ser usadas num eventual levantamento popular contra o Estado. Segue-se…
… O segundo lugar, que vai para Joan Walsh, que «tuitou» que a Planned Parenthood (a maior entidade, ou empresa, norte-americana no negócio de execução de abortos e de comercialização do despojos humanos que decorrem daqueles para «investigação» científica, mas que, apesar disso, continua a receber anualmente dezenas de milhões de dólares em fundos públicos alocados pelo Congresso) «está a matar ninguém». Tal posição só é inacreditável para quem não sabe qual a posição dos «burros» neste assunto, em que muitos (a até a maioria?) preconizam que a «interrupção voluntária da gravidez» pode ser feita aos nove meses de gestação; para eles o feto só se torna criança quando sai do ventre da mãe – e não, como a ciência o demonstra, quando passa a ter um coração que bate. Crença que, aliás, é reminiscente daquela que os democratas tinham no século XIX, que «validava» a sua prática esclavagista e que causou a eclosão da guerra civil – a de que os negros eram apenas «três quintos» de um ser humano; não é por acaso que, no final dos anos 60, eles substituíram a segregação pelo infanticídio – mudança consagrada com o caso «Roe vs. Wade» - como a sua grande «causa». Segue-se…       
… O primeiro lugar, que vai para Mika Brzezinski, que numa emissão (em directo) de «Morning Joe», o programa diário matinal que co-apresenta na MSNBC, questionou a moralidade do secretário de Estado, Mike Pompeo, perguntando «aquilo é um patriota a falar? Ou um pretendente a rapaz de rabo de um ditador?» Poder-se-á argumentar que esta ofensa não é mais grave ou revoltante do que alegar que as mulheres não deveriam poder armar-se para se defenderem de violadores, ou que abortar não é matar. No entanto, é precisamente o carácter personalizado e injusto do insulto, juntamente com a dualidade de critérios, a hipocrisia, que demonstram mais uma vez como à esquerda é praticamente impossível encontrar um fluxo minimamente constante e consistente de civismo e de honestidade intelectual, que justificam o «triunfo» deste ano. Note-se como os ataques homofóbicos, a homofobia, mesmo que sob a capa do humor, deixam de ser inaceitáveis… quando são os democratas a fazê-los. Registe-se como Joe Scarborough, apesar das suas sucessivas e cada vez mais ridículas diatribes contra Donald Trump, foi «superado» neste âmbito pela sua colega e esposa. Pretendeu ela afirmar que anteriores responsáveis pelos negócios estrangeiros dos EUA, e os respectivos chefes de Estados que serviram, não mantiveram relações diplomáticas, ainda que contrafeitos, com vários regimes e figuras ditatoriais, ou, vá lá, dúbias? E que alguns deles não adoptaram, ao contrário de Pompeo (que, recorde-se e saliente-se, exerceu previamente o cargo de director da CIA) e de Trump, posições algo embaraçosas? Como John Kerry, que deixou que o seu homólogo do Irão lhe gritasse numa das reuniões relativas ao famigerado acordo que proporcionaria ao fanático regime de Teerão milhões de dólares em notas vindas de Washington? Como Barack Obama, que literalmente prometeu a Vladimir Putin «mais flexibilidade» e que literalmente se curvou perante o rei da Arábia Saudita?      
Entretanto, e infelizmente, já há uma forte «candidata» - a frase e a mulher que a profere – a mais estúpida de 2019. Pouco depois de ser empossada como uma das novas representantes democratas na Casa, Rashida Tlaib, descendente de «palestinianos» e notória anti-semita (rejeita a existência de Israel e apoia a campanha BDS), afirmou publicamente que prometeu a um dos filhos (!!) que «vamos impugnar o f*d*lh** da mãe» - referindo-se, obviamente, a Donald Trump. Mas que «bom» exemplo! Poderia dizer-se que é um arranque de… estrondo se tal não evocasse uma possibilidade perturbante: o que garante que Tlaib não acabe por se fazer explodir no Capitólio depois de gritar «Allahu akbar»?

domingo, 30 de dezembro de 2018

Em 2019 e 2020 será pior

Se algo caracterizou politicamente o ano de 2018 nos Estados Unidos da América foi a crescente violência de democratas, de esquerdistas, contra republicanos, direitistas, volência principalmente verbal mas também, por vezes, física: a lista que John Nolte começou a elaborar em 2015 regista, na última contagem, quase 650 incidentes de vários tipos, que afectaram não apenas cidadãos comuns mas também figuras públicas – os últimos doze meses ficaram igualmente assinalados pelo acentuar da inquietante tendência de políticos do GOP, na administração ou no Congresso, serem incomodados, quiçá ameaçados, no próprio Capitólio (!), nas ruas, em restaurantes, em cinemas, até nas suas casas. Kirstjen Nielsen, Lindsey Graham, Mitch McConnell, Ted Cruz, Sarah Sanders, entre outros, foram alvos de uma táctica de bullying que Maxine Waters, máximo exemplo excrementício da escumalha «progressista», sonora e articuladamente anunciou e incentivou.
Neste aspecto 2018 foi pior do que 2016 e 2017, mas, infelizmente, deverá ser superado por 2019 e 2020, à medida, compreensivelmente, que ficar menos distante no tempo a próxima eleição presidencial. Donald Trump continua(rá) a ser, obviamente, o alvo principal da mais intensa, insana, campanha de ódio – expressa tanto em, sim, fake news, notícias falsas como em «análises», «comentários» insultuosos – alguma vez vista nos EUA contra um presidente, mas tal não o afecta muito, quanto mais não seja porque, de certo modo, ele «se põe a jeito» para isso pelo seu estilo. O «caos» que ele supostamente estará a inflingir ao país, de que os seus opositores o acusam, mais não é do que a projecção que aqueles fazem do seu estado de espírito… e do estado da sua ideologia, cada vez mais em perigo devido à acção implacável da actual administração. Pelo que o consequente e crescente desespero traduz-se nas mais inacreditáveis – e quantas vezes hilariantes – mentiras, insinuações, distorções. Variações, enfim, de dois risíveis «motes» centrais: o Nº 45 é um ditador em potência que quer impôr ao país uma ditadura efectiva; e é um agente, «fantoche», lacaio, de potências estrangeiras – a Rússia, a Arábia Saudita, ambas, ou outras. Evidentemente, e ao contrário do que os delírios histéricos de pessoas com inegáveis problemas mentais como Malcolm Nance podem dar a entender, nenhuma daquelas acusações até hoje foi provada.
Eis o cerne da questão: DJT cometeu o (duplo) «pecado» imperdoável de ter derrotado a «escolhida», a «predestinada» (ou nem tanto como isso…) Hillary Clinton na corrida para a Casa Branca, e, ao mesmo tempo, cobrir de ridículo todos aqueles (e foram muitos), na política, no «jornalismo» e no «entretenimento», que garantiam, rindo, que ele nunca ganharia. Se não conseguiram impedir que ele vencesse e que tomasse posse… então passaram a tentar derrubá-lo. E todos os motivos, todos os pretextos, não importa quão anedóticos, servem: agora, depois da (fictícia) «ajuda do Kremlin» e do (irrelevante) pagamento a duas ex-amantes (que, note-se, cometeram chantagem e extorsão), é a demissão de James Mattis de Secretário da Defesa por discordar da decisão – que constitui mais uma promessa de campanha cumprida – de Trump de retirar tropas da Síria que é apresentada como argumento para impugnação! Por esta «lógica», Barack Obama deveria ter sido objecto de impeachment três vezes, já que nos seus oito anos enquanto presidente teve quatro SdD, tendo cada um permanecido no cargo cerca de dois anos… precisamente o mesmo que Mattis!
Para a esquerda sobre-excitada, histérica, tudo ou quase pode ser mais um sinal do apocalipse, uma catástrofe, uma tragédia. Como por exemplo o mais recente shutdown do governo federal, que na verdade não é um encerramento total e até parcial da burocracia mas sim apenas um conjunto de perturbações, mais ou menos abrangentes consoante os casos, de alguns serviços, em que ninguém deverá perder o emprego e, no «cenário» mais «grave», há quem seja remunerado mais tarde e tenha «direito» a alguns dias extra de férias… para os democratas, autoritários e mesmo totalitaristas por vocação, a ideia de qualquer parte, parcela do Estado, por mais pequena, não mais do que uma repartição, estar fechada e não funcionar, é um pesadelo; pelo contrário, para os republicanos, desconfiados por natureza de qualquer poder público, esta situação só tem atractivos e vantagens, pelo que quanto mais tempo ela durar melhor será, porque isso significa menos oportunidades para que funcionários não propriamente isentos cometam abusos. Outro exemplo da frenética hipocrisia do PD é dado pelas reacções às recentes mortes de duas crianças que integra(va)m o constante contingente de imigrantes ilegais, ocorridas já em solo americano; a responsabilidade, obviamente, é dos pais, que arrasta(ra)m os filhos numa viagem cheia de perigos e por isso coloca(ra)m as suas vidas em risco, pela fome, pela sede, cansaço, doença; melhores ficam eles agora quando são separados dos alegados pais (que nem sempre o são); e os que actualmente gritam contra Donald Trump onde estavam durante a presidência de Barack Obama, quando vários «não documentados» morreram sob custódia das autoridades e outros, jovens, foram entregues a traficantes humanos?   
A verdade dos factos não interessa aos democratas, para os quais mentir é tão natural como respirar. Aliás, para eles muitas, tantas, vezes o que hoje é verdade amanhã é mentira. Para o comprovar mais uma vez veja-se – e escute-se – Chuck Schumer, que agora garante que Donald Trump não terá a sua muralha mas que há poucos anos alertava para os perigos da imigração ilegal e de como eram necessárias mais maneiras de fortalecer a fronteira. Note-se que num passado muito recente esta era igualmente a posição tida por outros «azuis» de topo como Harry Reid, Hillary Clinton e até Barack Obama. Presentemente, a tolerância e inclusive o incentivo ao crime por parte dos «D’s» é tal que a criação e a manutenção de cidades e estados «santuários» para protecção – isto é, impedimento da captura e da extradição – de criminosos estrangeiros se tornou elemento fulcral do programa ideológico do PD. Resultado? Cada vez mais cidadãos norte-americanos são vítimas de ilegais, sendo o mais recente um polícia na Califórnia.
Por tudo isto, e considerando também que a malevolência dos «burros» é um fenómeno antigo, só por ingenuidade ou mesmo estupidez é que os «elefantes» podem pensar que os seus opositores político-ideológicos são «normais» e que merecem respeito, que com eles é possível manter um diálogo honesto e construtivo. Os que militam e apoiam (n)o partido de Eugene «Bull» Connor, Robert Byrd e George Wallace são inimigos e como tal devem ser tratados.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Rever em baixa (Parte 18)

«Relatório do IG confirma que Obama mentiu sobre as mensagens de correio electrónico de Hillary», Larry O’Connor; «O triste legado dos órfãos fronteiriços de Obama», Charles Hurt; «Onde está Barack Obama?», Gabriel Debenedetti; «Democratas estão furiosos com Trump e o Supremo Tribunal – Eles só devem culpar Obama», Liz Peek; «Trump é apontado como culpado pela morte de repórteres – Os media culparam Obama pela morte de polícias?», Larry Elder; «Obama admoesta políticos por mentirem desavergonhadamente – Ele não tem um espelho?», Amanda Prestigiacomo; «Obama lamenta os hábitos políticos que conduziram a sua carreira», Jim Geraghty; «A verdade sobre Trump, Putin e Obama», Newt Gingrich; «2016 – Obama ordenou que não se respondesse aos ataques informáticos russos», Rush Limbaugh; «Obama ataca os abastados por terem casas grandes antes de regressar à sua mansão de oito milhões de dólares», Benny Johnson; «Max Boot alega ridiculamente que os grandes escândalos de Obama foram usar um fato claro e pôr os pés numa secretária», Joseph A. Wulfsohn; «Casa Branca atacada por barrar uma repórter da CNN – Dêem uma olhadela a como Obama tratava os jornalistas», Hank Berrien; «Há uma linha directa entre Obama, Holder, Rice, Lerner e Clinton e os escândalos do FBI», Mark Tapscott; «A imprensa odeia os ataques que Trump lhe faz, mas então e a guerra de Obama à Fox?», Scott Whitlock; «Os media não se importaram quando Obama lhes retirou autorizações de segurança», John Nolte; «Economia “escaldante” – Trump finalmente cumpre a promessa de um “Verão de recuperação” feita por Obama», Guy Benson; «O legado climático de Obama ardeu», James Delingpole; «Obama perseguiu informadores entre a sua equipa, aplicou testes de detecção de mentiras, “paranóico”», Paul Bedard; «Obama regressa, dá um discurso que recorda aos americanos porque Trump é presidente», Ben Shapiro; «Verificação de factos – Discurso de Obama atacando Trump na Universidade de Illinois», Joel B. Pollak; «Obama tenta demonizar os votantes de Trump, seguindo a estratégia perdedora de Hillary», Kayleigh McEnany; «Uma comparação de dois presidentes – Presidente Trump versus Presidente Obama, os seus primeiros 600 dias», Joe Hoft; «Será melhor para Trump aproveitar-se do regresso desanimador de Obama», Michael Goodwin; «Obama padece severamente de Síndroma de Enraivecimento por Trump», Tucker Carlson; «Você é a razão porque Trump é presidente, Barack», Jeanine Pirro; «Obama sai da reforma com a mesma cansada mensagem», Alfredo Ortiz; «Presidente Obama tenta rescrever a história sobre Benghazi», Jason Chaffetz; «Verificação de factos – Obama nem sempre diz a história certa», Calvin Woodward e Christopher Rugaber; «Obama – Trump não construiu esta economia, eu sim!», Joseph Curl; «Confusão – Obama diz que “empolar o medo” não resulta… depois de ele próprio empolar o medo», Kyle Olson; «É tempo de dizer a Obama e aos amigos dele que estão fora do poder», James Zumwalt; «Cinco rappers controversos que Obama convidou a irem à Casa Branca», Kassy Dillon; «Obama vai ao Nevada tentar salvar candidata democrata, acaba por se defender a ele próprio», James Barrett; «Intercalares de 2018 – Tudo é sobre Obama», Michelle Malkin; «Presidente “Você pode manter o seu médico” diz que Trump está a “mentir aberta e desavergonhadamente”», Greg Powers; «Sondagem - Maioria dos americanos culpa Obama, e não Trump, pelo estado dos cuidados de saúde antes das intercalares de 2018», Sean Moran; «Obama desanca “conservadores compassivos” por causa de política de imigração que deixa miúdos em “jaulas” – Há apenas um problema», Emily Zanotti; «A reversão por Trump das políticas falhadas de Obama criou uma economia em expansão», Andy Puzder; «Obama destrambelhado – Troça das mensagens de Hillary, do Ebola, de Trump, da caravana de migrantes… em menos de 90 segundos!», Martin Walsh; «Mano, muita auto-consciencialização? Obama lecciona Trump sobre cidadania americana, tropeça na sua caneta e no seu telefone», Samantha Janney; «Obama, Mueller e a maior vigarice na história americana», Dan Bongino; «Gás lacrimogéneo usado uma vez por mês na fronteira sob Obama», Stephen Dinan; «A defeituosa cobertura mediática de Obama ainda prejudica a América», David French; «Obama diagnostica a América com um problema de atitude (Pista – falta sufocante de auto-consciencialização)», Doug Powers; «O reinício falhado de Obama», Laura Ingraham; «A presidência perpétua», Victor Davis Hanson; «Porque é que Mueller tem ignorado os crimes da administração Obama?», Victoria Toensing. 

sábado, 17 de novembro de 2018

Decoro e desassombro

Em Portugal foi publicado neste mês de Novembro um livro com o sugestivo – e enganador – título «Isto Não é Bem um Presidente dos EUA», apenas o mais recente numa série de obras que abordam a política na grande nação do outro lado do Atlântico numa perspectiva enviesada, esquerdista, incompleta, deturpada, contra a Direita, os conservadores, o Partido Republicano – isto enquanto o meu, que funciona(ria) como um útil e até indispensável contraponto, continua por editar. O autor daquele tornou-se um notório propagandista ao longo dos anos e conquistou um acesso quase constante a estações de rádio e de televisão; curiosamente, o seu livro anterior, lançado em 2016, dava como adquirido o triunfo de Hillary Clinton na eleição presidencial daquele ano. Tal fiasco, porém, não obstou a que continuasse a ter credibilidade junto dos meios jornalístico e editorial nacionais…
… E não poderia ser mais evidente a intenção daquela afirmação: «pintar» Donald Trump como uma anomalia – negativa – na história presidencial norte-americana, talvez mesmo alguém que destoa(ria) – negativamente – numa «galeria» com quase 250 anos até agora irrepreensível, ou quase. O que é, evidentemente, ridículo, e em que só os ignorantes do passado… e do presente poderão acreditar. Não faltam exemplos de presidentes que se comportaram deploravelmente durante os seus mandatos. Apenas três exemplos: houve um que (re)segregou toda a adminstração pública, como que anulando todos os progressos das décadas anteriores; houve outro que rejeitou a entrada no país de imigrantes judeus fugidos do nazismo e que mandou prender em campos de concentração cidadãos, compatriotas de ascendência japonesa; e ainda outro que autorizou a detonação não de uma mas de duas bombas atómicas sobre cidades japonesas. Eles foram, respectivamente, Woodrow Wilson, Franklin Roosevelt e Harry Truman. O que têm eles em comum? Eram todos membros do Partido Democrata…
… E constituem apenas os mais infames casos de «burrices» na Casa Branca no século XX… e, se forem precisos, também há exemplos no XIX. Os seus erros, «pecados» e até crimes fazem da – inegável – rudeza do Nº 45, em comparação, um modelo de virtudes. Afirmo-o mais uma vez, em especial para os subdesenvolvidos emocional e intelectualmente, para os papalvos que acreditam em todas as parvoíces que lêem e ouvem desde que lhes «confirmem» os preconceitos: até agora nada há que demonstre que Donald Trump, tanto na campanha como na presidência, tenha cometido qualquer violação da Constituição e/ou das outras leis dos EUA. O que ele tem feito – sendo isso que irrita quase até à loucura os seus críticos e opositores – é… cumprir o que prometeu, concretizar um programa de Direita que suspende e até reverte os «avanços» que os adeptos do suposto «progresso» já davam como definitivos. A sua lista de sucessos em menos de dois anos é notável, quiçá extraordinária. E é a isto o que os seus admiradores, apoiantes, votantes dão, correctamente, mais importância e valor, e não a eventuais subtilezas de trato que, tantas vezes, mais não são do que disfarces para a incompetência.
O desassombro, a frontalidade, e mesmo, porque não, a violência verbal – que acaba por traduzir-se, curiosamente, numa inesperada e inédita transparência – de Donald Trump invariavelmente surgem em resposta a ataques injustos, a insultos soezes, a mentiras ridículas, que os políticos democratas e os seus aliados na comunicação social expelem contínua e incansavelmente. A eles, e também a todos os que no estrangeiro alinham na demonização do actual presidente, nunca é de mais dizer: o milionário nova-iorquino está agora na Casa Branca também porque, em 2012, Mitt Romney, quase de certeza o mais competente, experiente, qualificado – e com a melhor personalidade (é praticamente um escuteiro!) – candidato presidencial de sempre foi, além de (injustamente) derrotado, também vilificado, vilipendiado… como, aliás, todos os membros do GOP são. Os eleitores conservadores (e não só) tomaram nota, e muitos decidiram que da próxima vez apostariam em alguém que responderia, que não se limitaria a «comer e calar».
Os defensores do decoro, principalmente o do comandante-em-chefe dos EUA, se não forem irremediavelmente uns hipócritas devem apontar e criticar o comportamento de Barack Obama desde que deixou o Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia em Washington… e, inclusivamente, previamente. Antes, nos oito anos dos seus dois mandatos, raramente perdeu uma oportunidade para, imaturamente, culpar o seu antecessor pelos problemas que enfrentava. Depois, com o maior dos atrevimentos, não tem hesitado em acusar o seu sucessor, em espantosos exercícios de projecção, de actos, atitudes, comportamentos, falhas, que ele, sim, é que teve… excepto quando se trata de reclamar para si, com desfaçatez, a (co-)responsabilidade pela excepcional situação económica que os EUA agora atravessam. O Sr. Hussein continua, pois, a demonstrar que não tem, nem nunca teve, categoria, classe, para o cargo que ocupou. Sem vergonha de atacar o seu antecessor, sem vergonha de atacar o seu sucessor, algo que, para só mencionar a história mais recente, nem os Bush (pai e filho) nem Bill Clinton alguma vez fizeram…
… E também nunca aqueles ex-presidentes regressaram, pouco tempo depois de deixarem o cargo, ao combate partidário como BHO agora fez aquando das eleições intercalares no país, participando em comícios a favor de diversos candidatos «azuis»… embora, depois de contados os votos, o impacto do Nº 44 deverá ter sido mais negativo do que positivo – em termos de comparação, DJT ganhou mais nas «apostas» directas que fez. Não ajudou o facto de Obama, por exemplo, ter apelado aos eleitores no Michigan a votarem cedo, isto é, antes do dia da eleição – algo que, naquele Estado, não é permitido. O que demonstra o quanto ele «conhece» o país do qual foi o responsável máximo. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sem respostas (Parte 3)

Infelizmente, não é surpreendente: continua a haver em Portugal várias pessoas que, porque não têm capacidades nem conhecimentos mínimos para o fazer correctamente, difundem informações – e opiniões – deturpadas ou até mesmo falsas sobre o panorama político nos Estados Unidos da América. E eu, tanto quanto me é possível, ou, melhor dito, me é permitido, contrario-as.
João Lopes, «jornalista» do Diário (agora semanário) de Notícias mantém-se como um dos mais notórios – e irritantes – reincidentes. Eis as suas duas mais recentes «recaídas», ambas no blog Sound + Vision, que eu lhe «diagnostiquei» por correio electrónico porque aquele continua a não aceitar comentários. A 24 de Agosto, a propósito deste texto, escrevi-lhe que nele «há dois erros relativamente graves: um, David Axelrod nunca foi “procurador federal” mas sim consultor político de Barack Obama; outro, Michael Cohen não foi condenado porque (ainda) não foi a julgamento, ao contrário de Paul Manafort. Estas são falhas normalmente inadmissíveis num jornalista já com muita experiência e anos de serviço... a não ser que consideremos, como “circunstância atenuante”, o facto de esse mesmo jornalista se ter “especializado” em, de abordar quase sempre, temas de cultura, cinema, música. Então, melhor seria não mandar “bitaites” sobre o que não compreende.» Porém, JL mandou mesmo mais «bitaites» desse tipo e, a 9 de Outubro, a propósito deste texto, escrevi-lhe: «Não, não é um “facto” que Brett Kavanaugh protagonizou um episódio de agressão sexual contra ela. O que há, houve, é uma alegação, uma acusação... sem provas; ela não sabe, não recorda, exactamente onde e quando essa agressão ocorreu, a não ser que teria sido, talvez, algures no início dos anos 80; as testemunhas que ela própria indicou não confirmaram a sua versão dos acontecimentos - e, aliás, um ex-namorado revelou que, ao contrário do que foi dito, ela não tem medo de voar de avião nem de estar em espaços pequenos e fechados; e, pior ainda, ela não se lembra, não tem a certeza, de pormenores relativos a eventos recentes, deste ano, acontecidos apenas há algumas semanas ou meses! Portanto, não foi uma acusadora credível. (…) A postura não foi grosseira e não houve gozo, insultuoso ou outro - o Presidente limitou-se a destacar as contradições e as debilidades evidentes no testemunho de Christine Blasey Ford, que eu apontei acima (e várias outras existiram). Agora, verdadeiramente grosseiro e insultuoso foi o comportamento dos democratas - políticos, advogados, “jornalistas”, manifestantes - neste processo. Para eles vale(u) tudo, ou quase: sucessivas acusações - na verdade, calúnias - cada vez mais graves e disparatadas (Kavanaugh seria o líder de um bando de violadores em série!); recusa da presunção de inocência (quem não acreditasse em Ford ou nas outras “vítimas” estaria “contra as mulheres”); intimidação por rufias esquerdistas (muitos deles pagos), por vezes quase a chegar à violência efectiva, a políticos republicanos na rua, em restaurantes, em aeroportos, nas suas casas e até nos próprios edifícios do Congresso, junto aos gabinetes e às salas de audiência! Enfim, e mais uma vez, o João Lopes difundiu “fake news”. Por incompetente (e inadmissível) ignorância ou por intencional, premeditada, malícia, isso é algo que continua por apurar.» Cada vez mais acredito que é por malícia…
Outro caso – inesperado – de persistente falta de sensatez (para não usar outra expressão, mais desagradável) neste âmbito é o de Nuno Gouveia. Com o blog Era Uma Vez Na América estando aparente e definitivamente desactivado, é na sua conta de Twitter que ele comenta também o que se vai passando na grande nação do outro lado do Atlântico. Digamos que tem havido vários motivos para as minhas mensagens se sucederem no último ano. Exemplos? Sobre isto, eu disse: «Se Donald Trump e Jeremy Corbyn são “duas faces da mesma moeda”... então trata-se de “dinheiro” muito estranho. Em relação a Israel e aos judeus, suponho que não há dúvida de que estão em campos opostos. Quanto à Rússia... também: o actual presidente dos EUA não só manteve como aumentou as sanções a Moscovo, forneceu armas à Ucrânia (algo que Barack Obama se recusou a fazer), permitiu que mais de 200 mercenários russos fossem mortos na Síria, exigiu que os outros membros da NATO aumentassem as suas contribuições financeiras (para os mínimos obrigatórios), criticou o gasoduto que liga a Rússia à Alemanha... enfim, um comportamento muito estranho para um “agente do Kremlin”.» Sobre isto, eu disse: «É claro que Donald Trump “adora”, prefere, preconiza, o comércio livre. Aliás, ele desafiou os parceiros do G7, na cimeira realizada este ano no Canadá, a acabarem com todas as tarifas, subsídios e barreiras. Porém, e esse é um aspecto fundamental da sua posição neste âmbito que, "surpreendentemente", não é devida e frequentemente salientado, ele é um adepto do comércio que seja, além de “free”, “fair”, justo; e não há justiça quando os EUA impõem tarifas reduzidas ou até nulas a produtos de países que, por sua vez, “retribuem o favor” aplicando tarifas elevadíssimas a produtos dos EUA; é disto que se trata com as actuais acções da administração norte-americana – “level the playing field”. E, obviamente, o caso pior, mais grave, é o da China, que, deve-se nunca o esquecer, é a maior e a mais antiga ditadura do Mundo. Está o Nuno, com o “tweet” acima, a defendê-la? Com o “Império do Meio” os problemas num comércio que se pretende livre não se limitam à desigualdade de tarifas de importação e de exportação: há a exploração de mão-de-obra (que não tem sindicatos, tribunais e meios de comunicação social verdadeiramente independentes para onde recorrer), as catástrofes ambientais e a violação dos direitos de propriedade intelectual.» 
Nem João Lopes nem Nuno Gouveia responderam às mensagens que lhes enviei assinalando e corrigindo os seus erros em relação ao que acontece nos EUA. Já com John Wolf a situação foi algo… diferente. No Estado Sentido, blog em que colabora, ele publicou em Julho último uma «posta» em que se pode ler o seguinte: «O presidente dos EUA entregou o Uncle Sam a Putin. A loucura a que assistimos é inédita na história dos EUA. A negação categórica do envolvimento russo no processo eleitoral americano (não obstante a reunião de provas realizada pelo special counsel Robert Mueller), o ataque aos serviços de inteligência dos EUA, ao próprio sistema de justiça, e às demais instituições de credibilização democrática dos EUA deve ser interpretado sem reservas como um acto de traição. Servindo-nos de uma lógica relativamente simples, tudo isto significa que Putin dispõe de meios para eleger presidentes norte-americanos, mas também para deselegê-los. (…) The russians aren´t coming. Já lá está o Trump.» Inseri, na caixa respectiva, o comentário seguinte: «”Parabéns”, John Wolf! Creio que, com este texto, você alcançou um novo “recorde” no maior número de disparates com o menor número de palavras.» Porém, ele não foi autorizado e publicado, apesar de outros dois, anónimos, o serem. Pois, há quem não goste que as suas parvoíces sejam apontadas…

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Regressar e recordar

Desde que o Obamatório foi criado em Janeiro de 2009, nunca, nos nove anos já decorridos, um dia 11 de Setembro passou sem que nesta data eu publicasse aqui um texto a propósito de hediondos ataques contra os EUA cometidos por terroristas islâmicos, primeiro «apenas» os de 2001 – que marcaram para sempre Nova Iorque (Centro Mundial do Comércio), Washington (Pentágono) e Shanksville (em vez do Capitólio) – e depois o de 2012 que destruíu o consulado norte-americano em Benghazi, na Líbia. É regressar e recordar: 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. A evocação sempre teria justificação mesmo que entretanto não tivessem ocorrido revelações, novidades, desenvolvimentos relevantes…
… Que, mais uma vez, ocorreram. Concretamente, por exemplo, e entre outras: inéditas gravações, registos, imagens e sons, dos atentados; uma nova, e inovadora, componente tecnológica no monumento ao Voo 93 da United; acções, iniciativas, dos sobreviventes, incluindo o assinalar da data de uma forma (surpreendentemente) artística, e a reinvindicação de apoios, compensações, de tipo médico e/ou financeiro. Evidentemente, e inevitavelmente, um momento que deveria ser encarado como de unidade e de elevação nacionais foi mais uma vez perturbado, danificado, e até conspurcado por lamentáveis, embora previsíveis, acessos de histerismo ofensivo de esquerdistas em geral e de «Never Trumpers» em particular: protesto e quase proibição de um cartaz alusivo ao 9/11 numa faculdade no Winsconsin por alegada islamofobia (!); um candidato democrata nas próximas eleições intercalares de Novembro que comparou – na verdade, equiparou – Donald Trump a Osama Bin Laden; dentro da mesma ridícula e perversa «lógica», já em Julho Jill Wine-Banks (que integrou a acusação aquando do caso Watergate) colocou a cimeira entre DJT e Vladimir Putin em Helsínquia este ano, em termos de gravidade, ao nível, sim, do 11 de Setembro (e de Pearl Harbor e da «Noite de Cristal»), e, agora, nem mais nem menos do que Joe Scarborough, que em 2016 deu dezenas de horas de favorável cobertura no seu programa na MSNBC ao então candidato e actualmente presidente, afirma que este é mais prejudicial aos EUA do que a catástrofe ocorrida há 17 anos!
Estas patéticas posições resultam em grande medida da desvalorização que a esquerda – norte-americana mas não só – tende a fazer dos crimes cometidos por muçulmanos. Nancy Pelosi, que já classificou em termos apocalípticos, de «fim do Mundo e da civilização», as maiorias do Partido Republicano no Congresso e a descida dos impostos por aquele votadas, designou, em Julho deste ano, os ataques de 2001 como um «incidente». Barack Obama, durante um discurso que proferiu na semana passada em Chicago e em que desavergonhadamente, hipocritamente, acusou Donald Trump e o PR de praticamente tudo aquilo que ele e o Partido Democrata de facto fizeram, referiu-se ao ataque em Benghazi – que causou a morte de quatro norte-americanos, entre os quais o então embaixador na Líbia – como mais uma «teoria da conspiração» vinda da direita… porém, e na verdade, a administração dele não prestou auxílio imediato aos sitiados no consulado e depois indicou um vídeo no YouTube como a causa do sucedido!
O que também não é teoria da conspiração é o facto de, em 2014, a uma suposta agência de auxílio humanitário no Sudão que, na realidade, é uma afiliada da Al Qaeda, que a esta presta – e a outras organizações terroristas, como o Hamas – assistência financeira e logística, e como tal foi assinalada pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 2004, ter sido atribuído um subsídio de cerca de 200 mil dólares pela administração do Sr. Hussein. Infelizmente, esta não seria a única vez que democratas no governo federal deram dinheiro a extremistas islâmicos que preconizam o assassinato de massas e o genocídio: lembrem-se os muitos milhões que foram enviados para Teerão aquando do «acordo nuclear» com os «ai-as-tolas» que supostamente os impediria de construir armas atómicas. E o que se descobriu entretanto? Foi revelado no passado mês de Junho: o regime iraniano auxiliou os operacionais da AQ que em 2001 atacariam a América!
Mais um motivo, a juntar a outros, que justifica plenamente a decisão de Donald Trump de não só romper o entendimento com os totalitários xiitas mas também de retomar e de reforçar as sanções contra eles. Que bom que seria que na Europa certos chefes de Estado e de governo lhe seguissem o exemplo e rejeitassem aqueles que prendem mulheres por destaparem o cabelo e por dançarem. Em vez disso, recebem-nos em Bruxelas com promessas de que, por parte da UE, nada mudará, isto enquanto auxiliam traficantes de carne humana a desembarcar nas costas do Sul do Velho Continente, diariamente, centenas de potenciais agressores, violadores e homicidas que adoram igualmente Alá.