Ontem completaram-se dois meses desde a tomada de
posse de Donald Trump para o seu segundo mandato como Presidente dos Estados
Unidos da América, e não é exagerado dizer-se que têm sido os (primeiros) 60
dias mais preenchidos, dinâmicos, activos de todas as presidências
norte-americanas até agora; nem o início do seu primeiro mandato foi tão
(positivamente) frenético, o que é, afinal, perfeitamente compreensível: DJT
teve bastante tempo para reflectir sobre o que aconteceu entre 2017 e 2020,
pelo que, para a segunda «rodada», vinha mais do que preparado, juntamente com
uma forte equipa governativa cuidadosamente escolhida e motivada na qual se
destacam Kristi Noem, Marco Rubio, Pam Bondi, Pete Hegseth, Robert F. Kennedy
Jr. e Tulsi Gabbard. Têm sido dias e semanas de grande frenesim, tanto que pelo menos um propagandista já confessou estar exausto e a precisar de férias...
... Mas não deveriam admirar-se, porque Donald Trump
tem estado a fazer, e a cumprir, tanto quanto humanamente possível, tudo o que
prometeu durante a campanha eleitoral. Aliás, tal havia já sido este o seu
comportamento, e o seu método, aquando do primeiro mandato, mas agora a acção
executiva está como que a «esteróides» porque há que (tentar) reparar,
eliminar, atenuar, todos os danos – e foram muitos! – causados durante os
quatro anos da «administração» de Joe Biden. Algumas áreas de actuação eram
mais do que óbvias, prioritárias, e poucas semanas depois os efeitos, e as
melhorias, são mais do que evidentes: as entradas de imigrantes ilegais foram
reduzidas para quase zero, e milhares de criminosos perigosos estrangeiros
estão, e continuarão a ser, deportados; todos os programas do tipo «DEI» - significando
diversidade, equidade, inclusão, ou seja, discriminação e segregação com outra
designação – extintas, terminadas, em praticamente todas as entidades e
instituições do governo federal; proibição de homens em espaços e em
actividades femininas, em especial as desportivas; regresso do «drill, baby
drill», de incentivos à extracção e à comercialização de combustíveis fósseis –
isto com, paralelamente, o fim das falaciosas prioridades «verdes» - para
diminuição do preço da energia, e, logo, a diminuição da inflação e do custo de
vida em geral; imposição de tarifas aos países que impõe tarifas aos produtos
norte-americanos. Isto no plano interno. No plano externo a maior atenção vai
para a obtenção da paz entre a Ucrânia e a Rússia, e o apoio – agora não
restringido – a Israel na sua luta contra os diversos grupos terroristas que ameaçam
constantemente o seu território e os seus cidadãos. Pelo meio também há tempo e
oportunidades para decisões só aparentemente simbólicas, como são os casos do
«rebaptismo» do Golfo do México para Golfo da América, a abolição do Departamento de Educação, e ainda a disponibilização de todas as páginas dos
ficheiros e dos arquivos relativos aos assassinatos de John Kennedy, Robert
Kennedy e Martin Luther King.
Toda esta vontade, todo este dinamismo, todas estas
actividades estiveram em evidência no discurso que Donald Trump proferiu no Capitólio no dia 4 de Março último perante os congressistas das duas câmaras, isto
é, Casa e Senado, e que constituiu, na prática mas não no nome, um discurso do
Estado da Nação. O Nº 47 teve, como habitualmente, um bom desempenho, mas o que
mais se destacou foram as reacções dos democratas, caracterizadas por,
principalmente, uma total ausência de aplausos a qualquer facto referido pelo
Presidente, com uma única excepção: o apoio militar à Ucrânia. No mais, e com talvez uma única excepção, nenhum «burro» bateu palmas e/ou levantou o rabo da cadeira para reconhecer e para homenagear os compatriotas convidados por Trump
a estarem presentes na cerimónia: os familiares dos mortos por imigrantes
ilegais: o jovem cujo pai, polícia, foi morto em serviço, e que vai para West
Point por acção de DJT; o outro jovem, sobrevivente de cancro cerebral, que
quer ser polícia e foi nomeado, na ocasião, membro honorário do Serviço
Secreto; Marc Fogel, um professor que estava preso na Rússia e foi libertado
por acção de DJT. Os «azuis» também não saudaram a captura de um dos autores do
atentado no aeroporto de Kabul que matou 13 soldados americanos em 2021,
aquando da desastrosa, vergonhosa, retirada do Afeganistão. Na cerimónia várias
foram as congressistas democratas – incluindo um homem que pensa que é mulher!
– que se vestiram de rosa para protestar alegadas violações de direitos das
mulheres cometidas por Trump; porém, na véspera, nenhum(a) senador(a) «burro(a)»
votara a favor de uma lei, proposta (obviamente) pelos republicanos, que vedava
o acesso de homens a desportos femininos. Estas formas de «protesto», entre as
quais sobressaiu igualmente a exibição do que pareceram ser raquetes com
inscrições imbecis, não causaram um impacto positivo. No entanto, uma houve que
desonrou de um modo inaudito, dir-se-ia inédito, o acontecimento...
... Que foi a disrupção causada e protagonizada por
Al Green, representante do Texas, que se recusou a sentar-se e a calar-se mesmo
depois de ser avisado por Mike Johnson para o fazer, pelo que o speaker se viu
forçado a expulsá-lo da sala sob «escolta» do sargento-em-armas; no dia seguinte,
para piorar o seu opróbrio, foi censurado oficialmente pelo plenário da Casa,
numa votação em que, pasme-se, 10 democratas se juntaram aos republicanos. Quem
disse que não é possível o bi-partidarismo? Deve-se salientar, todavia, que
este comportamento lastimável de Green – que é conhecido quase unicamente por
estar constantemente a tentar iniciar impugnações de Donald Trump – não é único
entre os democratas afro-americanos; estes têm-se destacado, efectivamente,
como os mais agressivos, ofensivos contestatários do Presidente e das suas
políticas; nomes dos que, por isso, desonram os seus antepassados escravos
incluem velhos inúteis salafrários como James Clyburn, Kweisi Mfume e «Mad» Maxine Waters, e
novos rufias ordinários como Summer Lee, Maxwell Frost e Jasmine Crockett – esta «notabilizando-se»
por se comportar e falar como uma rameira de rua apesar de ter beneficiado de
um contexto familiar privilegiado. Contudo, e de um modo geral, «burros» de
todos os tons e feitios têm ocupado grande parte do seu tempo desde 20 de
Janeiro em manifestações, caracterizados por cantorias e calão, junto a vários
edifícios governamentais em Washington.
Sim, a «resistência» é ridícula, e tem como alvo
principal, preferencial, não só Donald Trump mas também, e cada vez mais, Elon
Musk e o seu Departamento de Eficiência Governamental, ou DOGE («Department Of
Government Efficiency»), que não é verdadeiramente um autêntico, novo, oficial
departamento federal mas sim um grupo de trabalho encarregado pelo Presidente
de detectar, se possível, todos os casos de gastos supérfluos e mesmo ilícitos
em toda a administração pública; este projecto resultou de mais uma promessa
feita por Trump durante a campanha eleitoral, e já então o homem mais rico do
Mundo estava indicado para o liderar. E a verdade é que, entretanto, Musk e o
seu «pelotão» de jovens génios informáticos detectaram bastantes, demasiados,
casos de gastos supérfluos e mesmo ilícitos, envolvendo não só programas mas
também agências federais inteiras – destas a USAAID evidenciou-se por financiar
no estrangeiro acções e actividades ideológicas invariavelmente preconizando
objectivos LGBTQ e DEI. Porém, o desperdício é transversal em Washington, e as
estimativas apontam para poupanças avaliadas em muitos biliões de dólares,
podendo quiçá atingirem pelo menos um trilião. A indignação dos democratas é tanto
mais surpreendente porque, num passado recente, Bill Clinton e Al Gore
primeiro, e Barack Obama e Joe Biden depois, manifestaram-se publicamente a
favor do «emagrecimento» do Estado federal através do corte de despesas não
essenciais. Ou então não é, pois há que ter presente a constante hipocrisia dos
«burros» que concordam em ir às carteiras de todos menos as deles: economizar,
sim, excepto nas «causas» que eles preconizam e nas contas bancárias de colegas,
camaradas, amigos e aliados encarregados de implementar essas «causas».
Sim, esta «resistência» é muito ridícula, mas deixa
de ser hilariante e torna-se de facto preocupante e perigosa quando passa a
praticar actos criminosos e mesmo terroristas. É o que tem acontecido nas últimas
semanas à Tesla: como forma de retaliação política por o seu CEO apoiar Donald Trump, e em vários locais dos EUA, concessionários, postos de carregamento e automóveis
da marca têm sido alvos de vandalismo, fogo posto e até engenhos explosivos;
bastantes têm sido os incidentes em que condutores ao volante destes veículos
são ameaçados nas ruas e nas estradas por desvairados desconhecidos...
democratas. Então estes, que clamam ser grandes defensores do ambiente, agora
apelam ao boicote e/ou à destruição de carros eléctricos? Uma vez mais os «azuis»
mostram claramente as suas «cores» hipócritas... e verdadeiramente fascistas,
algo que os idiotas, cá em Portugal e lá fora, que chamam «nazi» a Elon Musk
mostram ter dificuldade e morosidade em entender. Alguns dos crápulas já foram detidos,
e espera-se que sejam condenados a penas de prisão longas, exemplares e dissuasoras.
Não é de prever, no entanto, que este combate seja rápido enquanto irresponsáveis
como o (des)governador do Minnesota incitarem à violência, indirecta e directamente:
«Tampon» Tim Waltz afirmou recentemente que a descida da cotação das acções da Tesla lhe traz alegria, embora seja de duvidar que muitos dos habitantes do seu
Estado sintam o mesmo porque o fundo de pensões daquele investiu em 1,6 milhões de acções da empresa. O ex-parceiro de Kamala Harris na (felizmente) falhada campanha
presidencial de 2024 arrisca-se a apanhar uma tareia; todavia, se tal acontecer,
ele andou a pedi-la... literalmente.
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