quinta-feira, 3 de maio de 2012

Guerra às mulheres?!

Não foi só no «caso dos cães» que os democratas, em termos de atoardas contra os republicanos, viram o seu «tiro» a «sair-lhes pela culatra» e até a «explodir-lhes na cara». Exemplo talvez ainda mais nítido das ejac…, perdão, das «acusações precoces» de que eles padecem foi o da alegada «guerra às mulheres» que o GOP promove. E não adianta tentarem desmentir ou esconder a utilização da expressão «war on women» porque há outros registos de (pelo menos) Debbie Wasserman SchultzMaxine Waters e de Nancy Pelosi a fazerem isso mesmo.  
E porque é que os republicanos declararam supostamente uma «guerra às mulheres»? Principalmente, porque muitos dos seus dirigentes, militantes e simpatizantes se opõem a que seja obrigatório oferecer gratuitamente pílulas contraceptivas… e até por organizações cristãs – principalmente, católicas, mas não só! Para muitos liberais isto equivale a querer que as mulheres estejam sempre «descalças e grávidas» e a pôr em causa, imagine-se, os seus «direitos reprodutivos»! Porém, do que se trata de facto são de «direitos à não reprodução»; no fundo, e por outras palavras, o que os «progressistas» querem é fornicar à vontade e depois apresentar aos contribuintes a conta, seja de pílulas contraceptivas, pílulas «do dia seguinte» e, como último recurso, de abortos, de preferência na Planned Parenthood.
Neste contexto, uma mulher houve, um nome surgiu, que corporizou, que encarnou todo este combate/debate… e a inerente hipocrisia: Sandra Fluke. Até o apelido parece encomendado… perfeitamente adequado ao caso, à controvérsia: «fluke» significa «acaso feliz», «fortuna inesperada», «sorte no jogo». E o que Sandra – já com 30 anos de idade, prestes a casar e estudante de Direito na Universidade de Georgetown – queria era como que um prémio: que a sua escola lhe pagasse a contracepção! Repare-se bem: ela tem dinheiro para pagar as propinas de um dos mais selectos e prestigiados estabelecimentos de ensino superior norte-americanos mas não tem para comprar preservativos e/ou comprimidos? Isto «cheira», de longe, a encenação, a golpe publicitário, a manobra de activismo liberal e progressista, e muitos pensaram e disseram isso mesmo. Rush Limbaugh, infelizmente, foi mais longe, e chamou a Fluke «slut» e «prostitute»…
… E mais valia ter pensado antes de falar: previsivelmente, e sempre à espera de uma oportunidade para (tentarem) silenciar definitivamente «El Rushbo», o Partido Democrata e os seus parceiros sociais e mediáticos não tardaram a criar um escândalo, a acentuarem as críticas e as condenações, a apelar ao boicote de ouvintes e patrocinadores de Limbaugh – com alguns, diminutos, resultados. O radialista pediu desculpas a Sandra Fluke, que não as aceitou – no entanto, e posteriormente, compareceu no programa televisivo de Ed Schultz… que chamara «slut» a Laura Ingraham! Todavia, a sua maior «recompensa» foi ter recebido um telefonema de Barack Obama, a «solidarizar-se» com ela, «coitada», mais uma vítima desses «cruéis» conservadores. Fluke pode não ser galdéria ou prostituta… mas de certeza que merece menos respeito do que uma, quanto mais não seja porque aceitou ser um instrumento, um(a mulher-)objecto numa campanha ridícula… e porque recomenda a Media Matters como fonte de informação!
Porém, assim que a «poeira» assentou, o que é que não tardou a ser recordado? Que mulheres republicanas, na política e não só, foram nos últimos anos gravemente ofendidas por «comunicadores» liberais, «cómicos» ou nem tanto, e tal não causou ondas de (falsa) indignação semelhantes à provocada pelos excessos verbais de Rush Limbaugh. Entre os «culpados» estão nomes como os de David Letterman, George Lopez, Jon Stewart, Louis C. K., Tracy Morgan… e, sem dúvida, aquele que é o pior de todos: Bill Maher. Pelo que se colocou, inevitavelmente, uma pergunta: iria Barack Obama devolver o cheque de um milhão de dólares oferecido à sua campanha pelo homem que, entre outros «floreados oratórios», chamou «cunt» e «dumb twat» a Sarah Palin? Até agora, não devolveu. Também não consta que o presidente tenha telefonado à ex-governadora do Alaska, a Michele Bachmann e a outras conservadoras vilipendiadas pelos seus admiradores.
Contudo, a «cereja no topo do bolo», o «fechar do círculo» (vicioso, e não virtuoso) ainda estava por vir, e de uma forma inesperada. Entrevistada na CNN, Hilary Rosen, consultora e operativa democrata, desvalorizou a contribuição de Ann Romney na campanha do marido enquanto conselheira, alegando que a dona de casa e mãe de cinco filhos – e que já esteve doente com cancro e esclerose múltipla – nunca havia «trabalhado um dia na sua vida». As reacções – negativas – a tão vergonhosa afirmação – que foi reiterada! – vieram rápidas e intensas, e partiram também de democratas proeminentes como David Axelrod… e Barack e Michelle Obama! Foram sinceras as condenações por parte dos «azuis»? Talvez sim, talvez não: não é a primeira vez que pessoas que proclamam constantemente que são «pró-escolha» criticam as… outras escolhas de outras mulheres – outras escolhas, esclareça-se, que não implicam abortar bebés. Rush Limbaugh lembrou os comentários negativos, feitos por muitos democratas em 2008, contra Sarah Palin por ela, já governadora, ainda se candidatar a vice-presidente dos EUA quanto tinha (tem) uma família grande, incluindo um filho recém-nascido e deficiente.
Enfim, a suprema ironia: Hilary Rosen, «especialista» em lobbying e em relações públicas, acabou por dar uma «lição» elucidativa sobre o que não fazer… em relações públicas. Deixará de visitar frequentemente a Casa Branca? Mais ainda: ela trabalha na empresa que representa Sandra Fluke – e, muito provavelmente, terá sido ela própria a acompanhar e a aconselhar a «estudante carecida de contraceptivos» durante o processo que fez dela uma «heroína» dos «direitos das mulheres»! Não há dúvida: cá se fazem, cá se pagam. E, pelo que «devem» por inúmeras demonstrações de dualidade de critérios e de desonestidade intelectual, entre muitas outras insuficiências, é provável que os democratas ainda vão «pagar» muito, e cada vez mais, até Novembro.

1 comentário:

antonio disse...

Sempre que num mesmo artigo se fala de moralidade,dualidade de critérios, sexualidade,presidente,casa branca,mulheres e comportamento dos média...Penso automaticamente Mónica Lewinsky! Porque será?
Enfim meu caro, a esquerda defende sempre o direito á escolha das minorias, dos oprimidos, e neste caso, das mulheres! DESDE QUE; a escolha seja a DELES! a nossa esquerda nacional é igual, veja o que se passou com o caso Pingo Doce! "O povo é quem mais ordena" Viva a "Liberdade"