sexta-feira, 21 de março de 2025

A «resistência» é ridícula

Ontem completaram-se dois meses desde a tomada de posse de Donald Trump para o seu segundo mandato como Presidente dos Estados Unidos da América, e não é exagerado dizer-se que têm sido os (primeiros) 60 dias mais preenchidos, dinâmicos, activos de todas as presidências norte-americanas até agora; nem o início do seu primeiro mandato foi tão (positivamente) frenético, o que é, afinal, perfeitamente compreensível: DJT teve bastante tempo para reflectir sobre o que aconteceu entre 2017 e 2020, pelo que, para a segunda «rodada», vinha mais do que preparado, juntamente com uma forte equipa governativa cuidadosamente escolhida e motivada na qual se destacam Kristi Noem, Marco Rubio, Pam Bondi, Pete Hegseth, Robert F. Kennedy Jr. e Tulsi Gabbard. Têm sido dias e semanas de grande frenesim, tanto que pelo menos um propagandista já confessou estar exausto e a precisar de férias...
... Mas não deveriam admirar-se, porque Donald Trump tem estado a fazer, e a cumprir, tanto quanto humanamente possível, tudo o que prometeu durante a campanha eleitoral. Aliás, tal havia já sido este o seu comportamento, e o seu método, aquando do primeiro mandato, mas agora a acção executiva está como que a «esteróides» porque há que (tentar) reparar, eliminar, atenuar, todos os danos – e foram muitos! – causados durante os quatro anos da «administração» de Joe Biden. Algumas áreas de actuação eram mais do que óbvias, prioritárias, e poucas semanas depois os efeitos, e as melhorias, são mais do que evidentes: as entradas de imigrantes ilegais foram reduzidas para quase zero, e milhares de criminosos perigosos estrangeiros estão, e continuarão a ser, deportados; todos os programas do tipo «DEI» - significando «Diversidade, Equidade, Inclusão», ou seja, discriminação e segregação com outra designação – extintas, terminadas, em praticamente todas as entidades e instituições do governo federal; proibição de homens em espaços e em actividades femininas, em especial as desportivas; regresso do «drill, baby drill», de incentivos à extracção e à comercialização de combustíveis fósseis – isto com, paralelamente, o fim das falaciosas prioridades «verdes» - para diminuição do preço da energia, e, logo, a diminuição da inflação e do custo de vida em geral; imposição de tarifas aos países que impõe tarifas aos produtos norte-americanos. Isto no plano interno. No plano externo a maior atenção vai para a obtenção da paz entre a Ucrânia e a Rússia, e o apoio – agora não restringido – a Israel na sua luta contra os diversos grupos terroristas que ameaçam constantemente o seu território e os seus cidadãos. Pelo meio também há tempo e oportunidades para decisões só aparentemente simbólicas, como são os casos do «rebaptismo» do Golfo do México para Golfo da América, a abolição do Departamento de Educação, e ainda a disponibilização de todas as páginas dos ficheiros e dos arquivos relativos aos assassinatos de John Kennedy, Robert Kennedy e Martin Luther King.      
Toda esta vontade, todo este dinamismo, todas estas actividades estiveram em evidência no discurso que Donald Trump proferiu no Capitólio no dia 4 de Março último perante os congressistas das duas câmaras, isto é, Casa e Senado, e que constituiu, na prática mas não no nome, um discurso do Estado da Nação. O Nº 47 teve, como habitualmente, um bom desempenho, mas o que mais se destacou foram as reacções dos democratas, caracterizadas por, principalmente, uma total ausência de aplausos a qualquer facto referido pelo Presidente, com uma única excepção: o apoio militar à Ucrânia. No mais, e com talvez uma única excepção, nenhum «burro» bateu palmas e/ou levantou o rabo da cadeira para reconhecer e para homenagear os compatriotas convidados por Trump a estarem presentes na cerimónia: os familiares dos mortos por imigrantes ilegais: o jovem cujo pai, polícia, foi morto em serviço, e que vai para West Point por acção de DJT; o outro jovem, sobrevivente de cancro cerebral, que quer ser polícia e foi nomeado, na ocasião, membro honorário do Serviço Secreto; Marc Fogel, um professor que estava preso na Rússia e foi libertado por acção de DJT. Os «azuis» também não saudaram a captura de um dos autores do atentado no aeroporto de Kabul que matou 13 soldados americanos em 2021, aquando da desastrosa, vergonhosa, retirada do Afeganistão. Na cerimónia várias foram as congressistas democratas – incluindo um homem que pensa que é mulher! – que se vestiram de rosa para protestar alegadas violações de direitos das mulheres cometidas por Trump; porém, na véspera, nenhum(a) senador(a) «burro(a)» votara a favor de uma lei, proposta (obviamente) pelos republicanos, que vedava o acesso de homens a desportos femininos. Estas formas de «protesto», entre as quais sobressaiu igualmente a exibição do que pareceram ser raquetes com inscrições imbecis, não causaram um impacto positivo. No entanto, uma houve que desonrou de um modo inaudito, dir-se-ia inédito, o acontecimento...
... Que foi a disrupção causada e protagonizada por Al Green, representante do Texas, que se recusou a sentar-se e a calar-se mesmo depois de ser avisado por Mike Johnson para o fazer, pelo que o speaker se viu forçado a expulsá-lo da sala sob «escolta» do sargento-em-armas; no dia seguinte, para piorar o seu opróbrio, foi censurado oficialmente pelo plenário da Casa, numa votação em que, pasme-se, 10 democratas se juntaram aos republicanos. Quem disse que não é possível o bi-partidarismo? Deve-se salientar, todavia, que este comportamento lastimável de Green – que é conhecido quase unicamente por estar constantemente a tentar iniciar impugnações de Donald Trump – não é único entre os democratas afro-americanos; estes têm-se destacado, efectivamente, como os mais agressivos, ofensivos contestatários do Presidente e das suas políticas; nomes dos que, por isso, desonram os seus antepassados escravos incluem velhos inúteis salafrários como James Clyburn, Kweisi Mfume e «Mad» Maxine Waters, e novos rufias ordinários como Summer Lee, Maxwell Frost e Jasmine Crockett – esta «notabilizando-se» por se comportar e falar como uma rameira de rua apesar de ter beneficiado de um contexto familiar privilegiado. Contudo, e de um modo geral, «burros» de todos os tons e feitios têm ocupado grande parte do seu tempo desde 20 de Janeiro em manifestações, caracterizados por cantorias e calão, junto a vários edifícios governamentais em Washington.
Sim, a «resistência» é ridícula, e tem como alvo principal, preferencial, não só Donald Trump mas também, e cada vez mais, Elon Musk e o seu Departamento de Eficiência Governamental, ou DOGEDepartment Of Government Efficiency»), que não é verdadeiramente um autêntico, novo, oficial departamento federal mas sim um grupo de trabalho encarregado pelo Presidente de detectar, se possível, todos os casos de gastos supérfluos e mesmo ilícitos em toda a administração pública; este projecto resultou de mais uma promessa feita por Trump durante a campanha eleitoral, e já então o homem mais rico do Mundo estava indicado para o liderar. E a verdade é que, entretanto, Musk e o seu «pelotão» de jovens génios informáticos detectaram bastantes, demasiados, casos de gastos supérfluos e mesmo ilícitos, envolvendo não só programas mas também agências federais inteiras – destas a USAAID evidenciou-se por financiar no estrangeiro acções e actividades ideológicas invariavelmente preconizando objectivos LGBTQ e DEI. Porém, o desperdício é transversal em Washington, e as estimativas apontam para poupanças avaliadas em muitos biliões de dólares, podendo quiçá atingirem pelo menos um trilião. A indignação dos democratas é tanto mais surpreendente porque, num passado recente, Bill Clinton e Al Gore primeiro, e Barack Obama e Joe Biden depois, manifestaram-se publicamente a favor do «emagrecimento» do Estado federal através do corte de despesas não essenciais. Ou então não é, pois há que ter presente a constante hipocrisia dos «burros» que concordam em ir às carteiras de todos menos as deles: economizar, sim, excepto nas «causas» que eles preconizam e nas contas bancárias de colegas, camaradas, amigos e aliados encarregados de implementar essas «causas».
Sim, esta «resistência» é muito ridícula, mas deixa de ser hilariante e torna-se de facto preocupante e perigosa quando passa a praticar actos criminosos e mesmo terroristas. É o que tem acontecido nas últimas semanas à Tesla: como forma de retaliação política por o seu CEO apoiar Donald Trump, e em vários locais dos EUA, concessionários, postos de carregamento e automóveis da marca têm sido alvos de vandalismo, tiros e até fogo posto com engenhos explosivos; bastantes têm sido os incidentes em que condutores ao volante destes veículos são ameaçados nas ruas e nas estradas por desvairados desconhecidos... democratas. Então estes, que clamam ser grandes defensores do ambiente, agora apelam ao boicote e/ou à destruição de carros eléctricos? Uma vez mais os «azuis» mostram claramente as suas «cores» hipócritas... e verdadeiramente fascistas, algo que os idiotas, cá em Portugal e lá fora, que chamam «nazi» a Elon Musk mostram ter dificuldade e morosidade em entender. Alguns dos crápulas já foram detidos, e espera-se que sejam condenados a penas de prisão longas, exemplares e dissuasoras. Não é de prever, no entanto, que este combate seja rápido enquanto irresponsáveis como o (des)governador do Minnesota incitarem à violência, indirecta e directamente: «Tampon» Tim Waltz afirmou recentemente que a descida da cotação das acções da Tesla lhe traz alegria, embora seja de duvidar que muitos dos habitantes do seu Estado sintam o mesmo porque o fundo de pensões daquele investiu em 1,6 milhões de acções da empresa. O ex-parceiro de Kamala Harris na (felizmente) falhada campanha presidencial de 2024 arrisca-se a apanhar uma tareia; todavia, se tal acontecer, ele andou a pedi-la... literalmente

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

A mais estúpida de 2024

Novamente mais tarde do que tem sido habitual e «normal» aqui no Obamatório – porque costuma(va) acontecer em Janeiro (e ser o primeiro texto do ano) – mas ainda a tempo, e outra vez perto do Carnaval, o que vem destacar e dar outro «sabor» às «palhaçadas» (sem ofensa aos verdadeiros palhaços) que vão ser recordadas, eis a revelação da frase por mim considerada a mais estúpida de 2024, escolhida de um conjunto alargado de afirmações ofensivas, ridículas e demonstrativas de falta de inteligência, feitas no ano passado por democratas e esquerdistas dos Estados Unidos da América, e que incluem principalmente políticos (no activo ou retirados) e supostos «jornalistas» e comentadores. Como era previsível, o facto de o ano passado ser um de eleição presidencial potenciou e exponenciou a quantidade e a (má, péssima) «qualidade» das bojardas, que alcançaram um baixo nível nunca antes atingido. 
À semelhança de edições anteriores, há «artistas» que conseguiram mais do que uma «nomeação». É o caso de Eric Holder, que foi procurador-geral – e «wing man» – de Barack Obama: «Pensem numa América que eles estão a tentar criar, um Presidente que está para além do alcance da lei, um Departamento da Justiça que vai atrás dos seus oponentes políticos, a democracia americana poderia findar com a eleição de Donald Trump»; «Eles (os republicanos) irão usar os mecanismos do Departamento de Justiça para irem atrás das pessoas que são os seus inimigos políticos, isto é algo que nunca realmente aconteceu na história desta república.» E é também o caso de Joy Reid, talvez a mais odiosa «cabeça falante» da televisão americana (e a competição é enorme), perene «favorita» nesta anual e desprezível competição: «A maioria conservadora no (Supremo) Tribunal, liderada por Samuel Alito e Clarence Thomas, já lançaram um assalto frontal completo à sociedade moderna, incluindo revogando a era dos direitos civis, acesso ao aborto e acção afirmativa, e eles estão correntemente apontando ao acesso a contraceptivos e talvez até ao casamento gay»; «(Se Donald Trump ganhar) haverá campos (de concentração), haverá o Projecto 2025, poderá haver prisões de pessoas como Adam Schiff, Nancy Pelosi poderá ser levada para a cadeia, se não pensam que isso é possível então não compreendem realmente que não existe excepcionalismo americano.» De destacar ainda as presenças dos «historiadores presenciais», nos quais o conhecimento académico é claramente inferior à perturbação mental: «Poderemos ser uma ditadura no próximo ano se Donald Trump for eleito e concretizar as suas ameaças de suspender a Constituição», Michael Beschloss; «Donald Trump é um usurpador de democracia, é uma bola de demolição, (...) é radioactivo, (...) estaremos a andar para um cenário apocalíptico se Trump entrar (na Casa Branca)», Douglas Brinkley.
Outra «categoria» (ou falta dela...) abrangente é a que reúne habitualmente exemplos de uma inacreditável ignorância, frequentemente conjugada com um previsível delírio: «Toda a gente tem de começar a abrir as suas portas (a imigrantes ilegais). Isto é uma responsabilidade partilhada», Julia Mejia; «A melhor maneira de as pessoas fazerem oposição às notícias falsas é ver media como a MSNBC onde a todo o tempo são reportadas notícias reais», Ted Lieu; «Uma simples modificação pode tornar as pistolas Glock em metralhadoras ilegais que disparam 1200 tiros por minuto», Keith Ellison; «Não é necessário contar toda a história do 6 de Janeiro (de 2021)», Nicole Wallace; «O que fez Trump durante os seus quatro anos (do primeiro mandato) para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia? Nada. Trump é um monte de merda», Alexander Vindman (aqui a «piada» está, obviamente, no facto de a guerra ter eclodido quando DJT não estava na Casa Branca); «Os media nunca cobriram os defeitos mentais e pessoais de Trump para alertar o público», Jennifer Rubin; «(Joe Biden) é um Presidente dos Estados Unidos para o Monte Rushmore», Nancy Pelosi; «(O Partido Republicano apela a que) devemos preservar o que consideramos ser americano, o que está tão fora de moda como as calças de boca de sino», Al Sharpton; «Não há garantia de liberdade de expressão na desinformação ou no discurso de ódio, e especialmente à volta da nossa democracia», Tim Walz.
Enfim, e não surpreendentemente, temos (outr)as atoardas apontadas a Donald Trump e de como ele é uma pessoa desprezível, tão mau ou pior do que Adolf Hitler, o que se iria revelar se ele regressasse à Casa Branca para um segundo mandato: «Ele será reeleito, e então todos vocês ficarão surpreendidos quando, outra vez, as senhoras andarem à volta com vestidos vermelhos com aqueles pequenos capuzes, como no “The Handmaid’s Tale”», Symone Sanders; «Putin faz o que Trump gostaria de fazer, matar a oposição, prender a oposição, levar jornalistas e outros ao exílio, governar sem qualquer controlo ou equilíbrio», Hillary Clinton; «O perigo de Donald Trump é o de que ele absolutamente tentará exterminar um grupo inteiro de pessoas porque ele pensa que os genes delas são de algum modo diferentes dos dele, e deficientes», Aisha Mills; «Ele tem a intenção de usar a Equipa 6 dos SEAL ou os militares para arrebanhar os seus críticos e os seus opositores», Michael Cohen; «Autorizar Trump a fazer um comício no Madison Square Garden é equivalente ao infame comício nazi no MSG realizado a 20 de Fevereiro de 1939. Esta é uma decisão desastrosa (...) que irá pôr em perigo a segurança pública dos nova-iorquinos e tem o potencial para incitar violência generalizada», Brad Hoylman-Sigal; «Porque é que Trump soa como Hitler, Stalin e Mussolini? O anterior presidente trouxe linguagem desumanizadora para a política presidencial americana», Anne Applebaum; «Trump está a matar-nos; estou a falar de nós, mulheres», Mika Brzezinski.
E a «grande» vencedora é... Mika Brzezinski. E é de notar que a afirmação acima reproduzida é apenas uma parte – se bem que a mais escabrosa, é certo – de uma arenga alongada e histérica, proferida a duas semanas da eleição e quando já poucas ou nenhumas dúvidas restavam quanto ao desfecho daquela, deveras demonstrativa do desespero que grassava nos covis esquerdistas. Atente-se que Mika afirma estar Donald Trump, então apenas candidato, a matar pessoas, o que é mais grave – e muito, muito mais estúpido – do que garantir, como outros nesta lista fizeram, que DJT faria isso se e quando vencesse. É, na verdade, um outro e demencial grau de ignomínia. E, claro, aconteceu na MSNBC.  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Ano Dezassete

O Obamatório assinala hoje o seu décimo sexto aniversário e, ao mesmo tempo, entra no ano dezassete da sua existência. E hoje, tal como aconteceu no seu primeiro dia (e no seu primeiro texto) e ainda outras quatro vezes, em 2013, 2017 e 2021, o seu aniversário coincide com a tomada de posse de um Presidente dos Estados Unidos da América, ou, como lá se designa, a inauguração de um novo – ou o segundo mandato de um prévio – comandante-em-chefe. E, no momento em que publico isto, Donald Trump é já, novamente, e felizmente, Presidente. O 47º, depois de ter sido o 45º entre 2017 e 2021; pode-se questionar a correcção de dar um novo número a um chefe do executivo norte-americano que cumpriu dois mandatos não consecutivos, e Trump é apenas (até agora) o segundo político do país a consegui-lo depois de Grover Cleveland; pelo que, de facto, existiram quarenta e cinco presidentes.
Durante toda a semana passada, e em especial neste último fim-de-semana, viu-se um crescendo de alegria e de expectativa por parte dos republicanos, votantes e apoiantes de Donald Trump, expresso em diversas iniciativas, festas e até num comício ontem em Washington, em que, além de diversos oradores e, claro, do próprio DJT, os Village People cantaram a sua mais famosa canção, «YMCA», que se tornou como que um «hino não oficial» da campanha vencedora. Hoje também é o dia de um – tradicional – baile de gala, e outros artistas como Carrie Underwood, Lee Greenwood (sim, pode dizer-se que este mandato presidencial começa com bastante... wood 😉) e Kid Rock actuaram; além de vários políticos nacionais dos dois grandes partidos (naturalmente, estavam, estão, muito mais felizes os republicanos do que os democratas), estiveram igualmente presentes nas cerimónias políticos estrangeiros (Javier Milei, Nigel Farage, André Ventura, entre outros), diversos empresários – com destaque para os das «gigantes» tecnológicas como Elon Musk, mas também Jeff Bezos, Mark Zuckerberg e Tim Cook – e o presidente do sindicato dos camionistas («Teamsters»), mais uma prova da unidade que DJT pretende – e está a conseguir – alcançar. Porém, os festejos e o entretenimento não obstaram a que, quase desde o primeiro minuto, a nova administração se lançasse ao trabalho: nas primeiras horas a seguir ao juramento que prestou perante o chefe do Supremo Tribunal de Justiça Trump assinou cerca de 200 ordens executivas que lidam, principalmente, com assuntos de segurança – com primazia para a defesa e o reforço da fronteira Sul com o México – e de energia – com o levantamento das restrições abusivas, e deveras prejudiciais ao interesse nacional, impostas pela anterior administração, a acções de extracção e de exploração de petróleo e de gás; igualmente na «mira» está tudo o que se relacione com «ideologia de género» e DEI (diversidade, equidade, inclusão) no governo federal.
Não será de surpreender que muitas, se não mesmo a maioria, das primeiras decisões de Donald Trump nos primeiros dias do seu regresso à Casa Branca se destinem a (tentar) contrariar aquelas que Joe Biden – ou, o que é mais provável, outras pessoas a agirem em seu nome – tomou nos últimos dias, e mesmo nas últimas horas, da sua «presidência», e que revelaram mais uma vez, como se tal ainda fosse necessário, o carácter criminoso, corrupto, degenerado e destruidor dos «azuis». Senão, vejamos: concessão de perdões a membros da sua família, nomeadamente ao filho Hunter, aos irmãos e aos cunhados, o que demonstra que a designação «Biden crime family» é adequada – e, note-se, são perdões «preventivos», ou seja, que cobrem não só actos (ilegais) específicos mas ainda outros, eventuais, prováveis, ainda não definidos, e num horizonte temporal mais alargado; concessão de perdões do mesmo tipo a Anthony Fauci, Mark Milley e aos membros do comité que «investigou» os acontecimentos de 6 de Janeiro de 2021 (o primeiro por co-autoria da pandemia Covid 19, o segundo por traição e os terceiros por obstrução à, e negação de, justiça); clemência, perdão e comutação de penas (incluindo a condenados à morte) de criminosos perigosos, incluindo assassinos em série e violadores; libertação de onze extremistas islâmicos da prisão d(a base d)e Guantánamo, em Cuba, e, quanto ao regime comunista desta, retirou-o da lista de Estados patrocinadores de terrorismo; concessão da maior condecoração civil do país, a medalha presidencial da liberdade, a George Soros, bilionário especulador que é o maior apoiante financeiro dos democratas e que foi um colaborador nazi na juventude; continuação da perseguição policial a (centenas de) pessoas que participaram na manifestação de 6 de Janeiro de 2021, mesmo que não tenham entrado no Capitólio; e, no que constitui certamente um apogeu deplorável (e perigoso?) do delírio e do ridículo, o anúncio de uma suposta – mas de facto inexistente - «28ª Emenda» da Constituição norte-americana.  
Num certo sentido (ou em mais do que um), Donald Trump nunca deixou de ser Presidente desde a sua primeira tomada de posse há exactamente oito anos, não deixou de ser o verdadeiro comandante-em-chefe nos últimos quatro. Não só porque, sim, uma gigantesca fraude eleitoral perpetrada pelos democratas em 2020 lhe roubou a reeleição mas também porque, apesar de não ter estado na Casa Branca, manteve-se como a voz e a presença mais dominantes no quotidiano colectivo dos EUA, sempre activo, sempre interveniente, positivo, independente, algo que a sua terceira corrida presidencial veio salientar; os seus perfis pessoal e político aumentaram com os ataques de que foi alvo, fossem eles perseguições judiciais (sem qualquer fundamento e motivadas por ódio ideológico-partidário) fossem eles tentativas de assassinato; as suas legitimidade e autoridade saem mais reforçadas também porque venceu no voto popular, e por uma diferença certamente maior do que a declarada oficialmente - estimo que, no mínimo, entre dois a quatro milhões de votos que Kamala Harris «recebeu» não terão sido válidos, porque dos Estados que ela «ganhou» só dois exigem identificação com imagem na ida às urnas, e nenhum deles é a Califórnia e Nova Iorque, os mais populosos. Enfim, o triste espectáculo de um Joe Biden senil (embora apenas quatro anos mais velho do que Trump), decadente, decrépito, demente, incapaz de falar coerentemente e até de se mover consistentemente, não mais do que um boneco manobrado pela família e pelos fanáticos que integravam a sua equipa, só veio aumentar, e muito, o contraste. O próximo quadriénio será sem dúvida uma época muito especial e prometedora, cheia de potencialidades, nos EUA, e aqui no Obamatório faremos o possível para a acompanhar e para a comentar o melhor possível.  

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Tempo de celebrações

A vitória de Donald Trump na votação realizada no passado dia 5 de Novembro e a sua consequente reeleição para um segundo mandato (não consecutivo) teve, e terá, como grande benefício, como principal vantagem, parar e reverter a rota de (auto-)destruição deliberada, acelerada e generalizada que o Partido Democrata prosseguiu nos últimos quatro anos. Porém, há uma outra consequência, muito positiva, da retomada do poder executivo – e da Casa Branca, além do legislativo e do Congresso – pelo Partido Republicano: a de quando os Estados Unidos da América celebrarem a sua próxima grande efeméride – mais concretamente, os 250 anos da sua fundação, em 2026 – não será um «azul», mais uma vez, a ter o cargo de comandante-em-chefe.
Na verdade, e felizmente, nunca um representante do partido dos «burros» era o presidente quando a nação assinalou uma data fundamental na sua história. Nos 50 anos, em 1826, era John Quincy Adams – filho do «pai fundador» e segundo presidente John Adams – que não era republicano (o GOP ainda não existia, e só seria criado 28 anos depois, em 1854) mas também não era democrata (o PD só foi excretado dois anos depois, em 1828). Nos 100 anos, em 1876, era Ulysses S. Grant, segundo presidente pelo PR (o primeiro havia sido Abraham Lincoln) e o herói militar que durante a Guerra Civil conduzira o exército da União, do Norte, ao triunfo contra o dos confederados, do Sul, liderado por Robert E. Lee. Nos 150 anos, em 1926, era Calvin Coolidge, também um «elefante». Nos 200 anos, em 1976, era Gerald Ford, que sucedera a Richard Nixon. Teria sido, e seria sempre, uma contradição, um completo contra-senso, que uma organização política que sempre preconizou – com maior ou menor intensidade e de diferentes formas – o término dos EUA como o conhecemos ou, o que vai dar praticamente ao mesmo, a sua (Barack Obama foi quem primeiro a referiu) «transformação fundamental» tivesse a seu cargo a honra e a responsabilidade de dirigir os festejos da criação do país; e, efectiva e felizmente, tal não acontecerá daqui a dois anos.
O dia 4 de Julho de 2026 deverá ser o de maior festa durante a presidência de Donald Trump, o que se compreende: a evocação do quarto de milénio sobre a Declaração da Independência constituirá um pretexto óbvio, lógico, imperdível para uma enorme, exaustiva e imaginativa retrospectiva de tudo o que os EUA alcançaram e realizaram desde 1776. No entanto, outros dois eventos de grande dimensão ocorrerão no país enquanto DJT estiver na Casa Branca: também em 2026 haverá o Campeonato do Mundo de Futebol, que se desenrolará igualmente no Canadá e no México; e em 2028 haverá os Jogos Olímpicos (de Verão) em Los Angeles – a terceira vez que a suprema competição desportiva mundial tem como cenário aquela cidade californiana depois de 1932 e de 1984. Trump, com o seu apurado instinto para o espectáculo, estará como que no seu ambiente natural nos três acontecimentos. Agora, imagine-se se Kamala Harris tivesse ganho e coubesse a ela representar o país em tão importantes palcos... seria um autêntico cenário de pesadelo, mais adequado a narrativas de história alternativa. À maior e melhor parte do eleitorado norte-americano se deve o facto de tal hipótese se manter para sempre no domínio da imaginação.             

sábado, 7 de dezembro de 2024

Crónicas da Comuno-Confederação (Parte 7)

«O escuro relacionamento entre universidades dos Estados Unidos e uma escola anti-americana controlada por terroristas», Kassy Akiva; «Esquerdistas apercebem-se de que Joe Biden não é o homem simpático e altruísta que eles disseram que era, e é glorioso vê-lo», Amy Curtis; «Os problemas cognitivos de Joe Biden estão destinados ao buraco da memória», J. Peder Zane; «O encobrimento pela Esquerda de um Joe Biden em declínio», Cal Thomas; «A crise na fronteira por Biden – Sete novos crimes por imigrantes ilegais que ABC, CBS e NBC estão a enterrar», Geoffrey Dickens; «O nosso Brezhnev, o nosso Pravda, a nossa União Soviética», Victor Davis Hanson; «A Esquerda come os seus, edição Hollywood», Christian Toto; «Joe Biden deve à América, e a Donald Trump, um pedido de desculpa», Matt Margolis; «Os democratas tornaram-se um partido de paranóia e de teorias da conspiração», David Harsanyi; «Não pode haver unidade com o violento complexo industrial democrata-media», John Daniel Davidson; «A(tentativa de)ssassinato de Trump – Porque não estou surpreendido», Konstantin Kisin; «Desengonçada – Quatro anos de loucura viciosa de Joy Reid em horário nobre», Rich Noyes; «Toda a presidência de Biden tem sido uma mentira», Jesse Watters; «Uma administração Harris-Walz seria um pesadelo para a liberdade de expressão», Jonathan Turley; «A imprensa não discute reais assuntos de campanha porque eles não querem que Trump ganhe», Mark Hemingway; «Mal puro – Joe Biden promove uma “agenda de liberdade” depois de perseguir o líder da oposição, encarcerar oponentes políticos e dirigentes pró-vida, tomar como alvos católicos e pais americanos, arruinar líderes da oposição, e lutar no Supremo Tribunal para extirpar aos americanos os direitos de liberdade de expressão», Jim Hoft; «O tema da convenção nacional dos democratas em Chicago foi a “esperança”... então e os que vivem lá?», Larry Elder; «Os democratas querem um mundo de fantasia», Greg Gutfeld; «Deixai-os comer alegria», Batya Ungar-Sargon; «A crise nas forças armadas», Will Thibeau; «Eu era um dos que odiava Trump, até ter aprendido a verdade sobre as mentiras “muito simpáticas” dos media», Adam B. Coleman; «Vamos parar de negociar com terroristas», Star Parker; «Cinco vezes em que Kamala Harris pressionou para censurar Donald Trump, e resultou», Gabriela Pariseau; «Conheça os gestores ASG de topo esquerdistas que são donos dos canais noticiosos liberais», Joseph Vazquez; «Isto não é a América que nos foi prometida», Kurt Schlichter; «Sim, jornalistas que chamam a Trump uma “ameaça à democracia” estão a incitar (à violência)», Bill D’Agostino; «Esta é a “esquadra da raiva e da vingança”», Laura Ingraham; «Algo mais perigoso do que a retórica está a servir de combustível à violência política», Brandon Morse; «A verdadeira ameaça à democracia é, são, os democratas, todos eles», Derek Hunter; «Como os democratas estão a cultivar assassinos para acabarem com Trump», Monty Clouse; «O maior escândalo na história americana moderna com o qual ninguém se importa», Ben Shapiro; «Quem é o verdadeiro ditador? Trump e a absurda acusação de ditadura», Dinesh D’Souza; «Basófia de um secretário de gabinete», John Stossel; «O que raio está a acontecer ao nosso país?», Mark Levin; «Os 51 espiões que mentiram por Hunter Biden há muito que já deveriam ter tido o seu dia em tribunal», Miranda Devine; «Ao contrário de Biden em 2020, o radicalismo de Kamala Harris é demasiado extremo para ser escondido», Mollie Hemingway; «Kamala Harris é demasiado estúpida para ser presidente», Kylee Griswold; «A corrupção da CBS e do New York Times – Quem realmente dirige estes meios “noticiosos”?», Jeffrey Lord; «20 falhanços de segurança da fronteira aberta pela administração Biden-Harris», Morgan Ortagus; «Kamala Harris entrou na faculdade de Direito através de um programa para o qual ela não estava qualificada», Jim Thompson; «Obama não consegue “compreender” porque é que a América “se tornou tão tóxica, dividida, amarga” – Ele é o responsável», Hank Berrien; «A dura verdade – Os americanos não confiam nos media noticiosos», Jeff Bezos; «Chamar aos republicanos “deploráveis” foi um escândalo há oito anos, agora é a plataforma dos democratas», Tristan Justice; «A América não será livre enquanto a sua imprensa for subserviente ao Partido Democrata», Shawn Fleetwood; «Exposta – A presidência Biden-Harris», Michael Knowles; «Quem é o fascista? Os registos dos candidatos contradizem a narrativa dos media», John Tierney; «O trans-moralismo está a matar os democratas», Rich Lowry; «A vitória de Donald Trump contra Kamala Harris prova para além de toda a dúvida que a de 2020 foi roubada», Paul Ingrassia; «É o aniversário de Joe Biden – Aqui estão cinco dos piores momentos da sua presidência de um termo», Mairead Elordi; «Recordam-se de quando o Estado profundo tramou Trump como um agente russo?», Lee Smith; «Repetição em vídeo – Uma retrospectiva “ninguém está acima da lei”», Warren Squire; «A imprensa ainda pretende que o Departamento de Justiça é pristinamente não-partidário», Tim Graham; «Os danos que Biden fez», Byron York; «Biden tem de ir», Larry Kudlow; «A barragem dos democratas está em “condição de falhanço iminente”», John L. Kachelman Jr.; «Os media do regime querem transitar as vossas crianças», Jorge Bonilla.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Tomem e «embrulhem»!

Dois motivos principais fizeram com que só agora, mais de uma semana depois, refira e comente aqui no Obamatório os resultados das eleições do passado dia 5 de Novembro – porque houve muitas, apesar de uma ser indubitavelmente mais importante do que as outras: primeiro, preferi aguardar pelos resultados mais ou menos finais de todas as corridas principais, em especial a da Casa (cujo partido vencedor só foi confirmado ontem) e as de alguns lugares no Senado; segundo, tem sido tão divertido assistir, ler, ver e ouvir às reacções dos derrotados, às suas crises de estupidez, histeria e loucura, aliás completamente previsíveis, que se tornou difícil encontrar tempo e motivação para escrever, assinalar e celebrar convenientemente aquilo que constituiu incontestavelmente uma vitória histórica que só encontra antecedentes comparáveis mais de cem anos atrás...
 ... E que é mais importante do que a de 2016, porque, além da Casa Branca e do Congresso – ambas as câmaras, Casa (mantida) e Senado (reconquistado) – o GOP, por intermédio de Donald Trump, ter também triunfado agora no (total do) voto popular – no momento em que escrevo Kamala Harris regista mais de 73 milhões de votos e Trump mais de 76 – o que desde logo impediu os democratas de virem com as «tretas» do costume de que ele não tem legitimidade e exigirem a extinção do colégio eleitoral – onde DJT alcançou 312 votos contra os 226 de Harris. Trump ganhou todos os Estados «tradicionalmente» republicanos e ainda todos os sete ditos swing states. Porém, em quase todos os «tradicionalmente» democratas ele aumentou a sua contagem em relação à eleição anterior e ficou até relativamente perto de ganhar alguns, como foram os casos de Virginia, New Hampshire e o Minnesota de Tim Walz! Aliás, mais próximo está Nova Iorque de se tornar «encarnado» do que o Texas se tornar «azul». DJT aumentou e alargou, como nenhum outro candidato anterior do Partido Republicano, a base de apoio dos conservadores norte-americanos, tendo conquistado endorsements (apoios) e donativos, e votos, em praticamente todos os sectores populacionais, em todos os segmentos demográficos, com destaque para afro-americanos e hispânicos, e incluindo judeus e muçulmanos! Ele e os outros «elefantes» podem dizer a todos os «burros»: tomem e «embrulhem»!
Donald Trump regressa à presidência dos Estados Unidos da América como o segundo comandante-em-chefe com dois mandatos não consecutivos – Grover Cleveland foi o primeiro, no século XIX – e isto depois de anos de impugnações injustificadas, processos judiciais sem credibilidade e tentativas de assassinato. Trump foi «derrotado» em 2020 não apenas por causa de uma fraude eleitoral generalizada: muitas pessoas não votaram nele então porque acreditaram que o bom nível de vida alcançado durante a sua presidência – expresso nos melhores números em praticamente todos os indicadores sócio-económicos em várias décadas – se manteria com Joe Biden. Como seria de prever, tal não aconteceu nos quatro anos que se seguiram. Pelo que, agora, o contraste era claríssimo e a escolha para muitos, desta vez, tornou-se óbvia. Os democratas e os «merdia» nunca cessaram de «martelar», de «massacrar» a opinião pública com alegações absurdas sobre o «caos» e a «confusão» que Trump alegadamente causava, mas, na verdade, tal só existia nas mentes degeneradas e paranóicas de esquerdistas, para os quais qualquer ameaça ou resistência à ideologia e objectivos desviantes que eles preconizam representa um cenário quase apocalíptico. Não se duvide de que as mentiras repetidas, os insultos constantes aos opositores e os reiterados incitamentos à violência contra aqueles contribuíram igualmente, e largamente, para o resultado obtido na semana passada.
Considero serem futilidades fazer previsões de resultados e analisar sondagens, estas quanto mais não seja por serem habitualmente «inclinadas» a favor do PD. No entanto, e ao contrário das eleições de 2016 e de 2020, em que Donald Trump aparecia – ou parecia aparecer – em desvantagem e os números finais acabaram por ser muito próximos, nas deste ano as sondagens, nos dias e semanas finais da campanha, apontavam para um empate entre Trump e Kamala Harris ou, mais frequentemente, para uma vantagem dele, tanto geral como nos diferentes swing states. Com efeito, e no que foram indícios seguros de que uma grande mudança iria ocorrer, nos últimos dois anos muitos foram os casos, revelados nos órgãos de comunicação social tradicionais e nas redes sociais, de eleitores democratas que admitiam ir votar no 45º - e agora também 47º - presidente, uma intenção nem sempre acompanhada por uma alteração na filiação partidária. Ao longo desta «corrida» à Casa Branca (e ao Congresso) várias foram as vozes que disseram, e alertaram, repetida e sonoramente, que a vitória teria de ser «too big to rig», isto é, que seria fundamental ser assente num crescimento eleitoral robusto para, ao contrário do que aconteceu há quatro anos, prevenir e evitar a sempre possível adulteração no apuramento dos resultados. Desde 2021 muito se fez, em especial nos swing states mas não só, com denúncias, investigações, processos judiciais em tribunal e votações em parlamentos estaduais para esclarecer e corrigir situações irregulares nos processos de votação – situações essas sempre possíveis e até inevitáveis quando, como acontece em todos os Estados que os democratas (ainda) controlam, não é necessária a apresentação de identificação com fotografia ao preencher e entregar o boletim; todavia, num exemplo positivo de mudança, a 5 de Novembro foi também realizado no Nevada um referendo em que foi aprovada a proposta de passar a ser obrigatória uma identificação para votar naquele Estado. Contudo, as «falcatruas» continuam a acontecer: este ano, e para além dos habituais atrasos na Califórnia, voltaram a verificar-se inegáveis e insólitos «incidentes», que prejudicaram, no Arizona e mais uma vez, Kari Lake, e que poderão prejudicar, na Pensilvânia, David McCormick, e onde os serviçais «burrocratas» admitiram, aberta e desavergonhadamente, estarem dispostos a violar a lei para dar uma hipótese de recuperação a Bob Casey.
Se habitualmente – e esse tem sido o «consenso» político ao longo dos anos – o nomeado para vice-presidente tem pouca ou nenhuma influência no desenlace da corrida eleitoral, desta vez isso não terá acontecido. J. D. Vance foi sem qualquer dúvida um acréscimo, um «bónus» decisivo para a consecução dos objectivos de Donald Trump e do PR, e bastantes eleitores terão votado no «ticket» republicano por causa dele. Pelo contrário, a junção de Tim Walz nada de positivo trouxe aos planos de Kamala Harris, e juntos formaram a «dupla» mais incompetente e mais extremo-esquerdista que alguma vez se candidatou à Casa Branca, e cuja equipa muito tentou, mas fracassou, atenuar e disfarçar os sucessivos erros, incompetências e tontices «espalhadas» por aquela durante semanas. É ainda de salientar que Harris, ao contrário dos seus antecessores na nomeação «azul» para a Casa Branca, não recebeu os apoios – mais concretamente, apelos ao voto – de jornais como o Los Angeles Times, o USA Today e o Washington Post, o que já era bem significativo do rumo que a disputa estava a tomar. Pior: a campanha «D» não só gastou todo o bilião de dólares que angariou como acabou com uma dívida de 20 milhões... e Trump ofereceu-se para a pagar! Uma oferta em prol da reconciliação nacional que os «burros» melhor fariam em aceitar. Porém, o mais provável é continuarem no modo de pânico iniciado no dia 5, agora agravado pela divulgação dos nomes das pessoas que integrarão a próxima administração. Pelo que se justifica perguntar: será a criogenia uma solução adequada para o problema deles? ;-) 

sábado, 19 de outubro de 2024

Um outro élan com Elon

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado dia 5 de Outubro Donald Trump voltou a Butler, na Pensilvânia, para o que foi não tanto um novo comício mas mais, talvez, a continuação do anterior, o de 13 de Julho, no mesmo local, em que o líder do Partido Republicano esteve literalmente a milímetros de ser assassinado a tiro. Tal regresso constituiu como que uma demonstração de coragem, de persistência, mas igualmente de respeito para com os seus apoiantes, muitos dos quais, talvez mesmo a maioria, voltaram a marcar presença do primeiro para o segundo comício, e em especial para os que foram atingidos, o que morreu e os dois que ficaram feridos (com gravidade, mas sobreviveram). Dos outros oradores na ocasião para além do presidente-candidato um há que merece sem dúvida um destaque deveras especial: Elon Musk. A sua presença naquele palco enquanto apoiante de DJT revestiu-se de um significado especial porque havia sido, precisamente, a 13 de Julho, logo após o atentado falhado, que o dono da Tesla e do Twitter declarara oficialmente o seu apoio – o seu voto e a sua contribuição financeira – a Trump, algo que, na verdade, já se adivinhava pelo evoluir das suas afirmações e posições públicas sobre as grandes questões que se colocam aos Estados Unidos da América, no presente e no futuro.
Nas eleições presidenciais norte-americanas, e desde há bastante tempo, os endorsements – de personalidades famosas não só da política mas também da arte, cultura e espectáculos, da economia – constituem um dos factores mais notórios, e quiçá folclóricos, das campanhas, embora nunca tenha ficado assente que tenham um impacto decisivo no desenlace daquelas apesar da fama e da influência das figuras públicas em causa. A eleição neste ano de 2024 não é uma excepção, e tem-se assistido a um quase constante «desfile» de notáveis tanto de um lado como do outro. Os democratas têm, entre outros, Billie Eilish, Bruce Springsteen e Taylor Swift, o que demonstra mais uma vez que talento para a música não significa necessariamente inteligência para os assuntos de Estado; os «burros» também contam com supostos «republicanos» ou «conservadores» como Adam Kinzinger, Jeff Flake e o duo pai-filha de Dick e Liz Cheney, algo que até há relativamente pouco tempo não se imaginaria ser possível – mas torna-se compreensível quando nos apercebemos de que todas as «criaturas do pântano» tendem a juntar-se apesar das suas (aparentes?) diferentes tonalidades. Quanto aos republicanos, e Donald Trump em particular, recolheram por sua vez o apoio de diversos, distintos, democratas – uns que ainda se assumem enquanto tal e outros que confessam que deixaram de o ser – dos quais se pode realçar Robert F. Kennedy Jr. e Tulsi Gabbard, e Elon Musk, que, apesar de eleitoralmente estar registado como independente, admitiu que votou habitualmente em democratas anteriormente.
É também por este seu percurso enquanto votante, e não apenas pelo facto de ser o homem mais rico do Mundo e também o maior inovador e empreendedor tecnológico contemporâneo, que o apoio de Elon Musk a Donald Trump pode e deve ser considerado especial e excepcionalmente significativo. Mais de que outras, uma constatação fundamental – e correspondente preocupação – levou-o a esta decisão: a de que os democratas são inimigos da liberdade de expressãoEle cedo compreendeu isso quando adquiriu o Twitter e descobriu que aquela plataforma havia sido previamente susceptível a todas as pressões e pedidos de remoção – de textos e até de contas – feitos pelos «azuis», o que ficou provado inequivocamente com a iniciativa denominada «Twitter Files», por ele lançada pouco depois da aquisição; os seus receios neste domínio, aliás, continuam a ter justificação porque não cessam os insistentes apelos à censura feitos por alguns dos mais destacados membros do PD, nomeadamente, e só para referir alguns nas últimas semanas, por Tim Walz, Hillary Clinton e John Kerry. Porém, existem outros factos que pesaram na sua mudança de orientação ideológico-partidária, tomar a «pílula encarnada» e trazê-lo para a direita: a consagração legal, e não só na Califórnia, da retirada dos filhos à guarda dos pais quando estes não aceitam a «transição» deles para «géneros» diferentes; a inexistência de uma verdadeira fronteira a sul e a consequente entrada de dezenas de milhões de imigrantes – ou, mais correctamente, invasores – ilegais. Musk não duvida de que a eventual – e indesejada – eleição de Kamala Harris resultará num cenário quase apocalíptico ao estilo de «Mad Max» para os EUA.
Aos que provavelmente afirma(re)m que a participação de Elon Musk a favor de Donald Trump na campanha desequilibra esta a favor do candidato republicano eu contraponho que, apesar da sua imensa fortuna, o fundador da Space X e da Neuralink proporciona(rá) menos dinheiro ao GOP do que todos os bilionários que financiam os democratas e Kamala Harris, e tanto assim é que a «vice» conta com um orçamento de um bilião de dólares (!), possível também pelos eventos de angariações de fundos realizados na Califórnia, com celebridades de Hollywood e inovadores de Silicon Valley, e em Nova Iorque, com banqueiros e investidores de Wall Street. Além de que estes não correm quaisquer riscos com uma vitória de Trump enquanto Musk efectivamente corre muitos com uma vitória de Harris, que poderia resultar, segundo ele, em prisão. Não se trata de um exagero porque os democratas já demonstraram que não hesitam em perseguir judicialmente os seus opositores, a começar por DJT, e, no caso de Elon, autoridades federais – FTC e SEC – iniciaram em 2022 uma investigação à compra do Twitter, e, já neste ano, uma comissão ambiental californiana recusou-lhe o aumento do número de lançamentos de foguetões citando como causa as suas posições políticas. Agora, se Trump for (re)eleito, está praticamente garantido que ele desempenhará um papel importante na próxima administração; não na função de secretário com um pelouro e área de actividade específicos mas sim num cargo mais informal, líder de um grupo de trabalho que terá como principal objectivo aumentar a eficiência em todo o governo central a partir de Washington; DJT já alvitrou que ele será o «secretário do corte de custos». De qualquer modo, e com Elon, o élan será sem dúvida outro e certamente melhor.
(Adenda - Mesmo a (des)propósito, a doida de miolos «torrados» do Delito de Opinião decidiu... opinar sobre Elon Musk e os seus alegados «planos maléficos» - são também de ler as suas respostas aos comentários - de que resultou, sem surpresa, uma nova série de idiotices, mais constrangedora do que hilariante.)          

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Nenhuma tolerância para neo-nazis

Há exactamente um ano, na evocação que no Obamatório sempre se faz nesta data do ataque terrorista de 2001 (e, depois, também o de 2013 em Benghazi) contra os Estados Unidos da América, estava-se muito longe de imaginar e de prever que, menos de um mês depois, a 7 de Outubro de 2023, ocorreria aquele que acabou por se revelar não só o pior atentado cometido pelo extremismo islâmico desde o que tomou como alvos Nova Iorque e Washington mas também o maior crime anti-semita desde o Holocausto na Segunda Guerra Mundial. Cerca de 1200 mortos, 1200 feridos e 250 raptados resultaram de uma incursão do Hamas no Sul de Israel, provenientes da Faixa de Gaza, incursão essa que teve aspectos revoltantes, horrorosos, que demonstraram a crueldade desumana dos piores fanáticos que existem neste planeta.
Seria talvez de esperar que uma onda de solidariedade gigantesca para com o povo israelita e outra, simultânea, de condenação das acções dos terroristas muçulmanos se erguessem em resposta ao crime hediondo. Porém, infeliz, incrível e inacreditavelmente, não foi bem isso o que aconteceu. As expressões de simpatia para com a nação judaica, se é que existiram, rapidamente foram como que apagadas pelas várias manifestações de anti-semitas e de apoiantes de fundamentalistas maometanos que têm ocorrido desde então, e não falamos das que tiveram lugar em países que têm o crescente nas suas bandeiras. Várias cidades da Europa – Lisboa incluída – e dos EUA foram regularmente ocupadas, nestes quase 12 meses, por milhares de indivíduos que não podem deixar de ser considerados neo-nazis – eles são a favor da extinção de Israel e, por arrastamento (e massacres), de toda a sua população, e é isso que a frase «do rio até ao mar» quer dizer; e, para neo-nazis, nenhuma tolerância é devida. Não está em causa aqui a liberdade de expressão mas sim o incitamento à violência e o auxílio - moral, se não mesmo material - ao assassinato em massa, largamente financiados e elogiados pelo Irão, pelo que proibições e detenções já deveriam ter sido realizadas, e em larga escala.
É aos democratas que se deve «agradecer» que Nova Iorque e Washington, urbes que eles controlam, tenham sido cenários de repulsivas demonstrações de ódio, e que, ocasional e previsivelmente, resvalaram para a violência física: por exemplo(s), na «Grande Maçã» houve uma tentativa de atropelamento colectivo e na «Cidade dos Anjos» houve agressões junto a uma sinagoga. Existiram, e continuam a existir, ameaças: além das ruas têm sido as universidades os espaços onde a intimidação dos apoiantes do Hamas mais frequentemente tem acontecido, sendo os estudantes judeus constantemente apontados e assediados. O facto essencial é este: onde há 23 anos milhares de pessoas foram mortas agora viu-se serem desfraldadas e agitadas bandeiras dos «irmãos» espirituais e materiais dos que pilotaram aviões contra o World Trade Center e o Pentágono, bandeiras americanas a serem queimadas – o que não é propriamente uma novidade pois os «burros» fazem isso há décadas – e também se ouviram gritos de «morte à América» como em Ramallah e em Teerão. Afinal, o que aconteceu, o que falhou, para que tantas, milhares de pessoas – muitas delas muçulmanos de «importação» mas também bastantes que não o são, mais concretamente jovens estúpidos altamente influenciáveis – se manifestem contra um falso genocídio e a favor de um verdadeiro, acreditando em novas versões de seculares mentiras anti-judaicas, e em países da civilização ocidental onde se esperaria existir lucidez e sensatez abrangentes? Resumidamente, uma longa e persistente doutrinação esquerdista, neo-marxista, nas universidades, e uma endémica desinformação do mesmo cariz na «lamestream media», reforçadas – o que é mais grave – pela ambiguidade «azul» no apoio a Israel.
Efectivamente, neste quase um ano que passou várias foram as instâncias ou os (quase) incidentes (pouco) diplomáticos da actual «administração» e de alguns proeminentes congressistas – dos quais se destaca muito negativamente Chuck Schumer, judeu desavergonhado e desonroso – com o governo de Israel, tendo este sido pressionado sucessivamente para atenuar e até para cessar as suas (justificadas) acções retaliatórias contra o Hamas em Gaza, indispensáveis para, talvez desta vez, eliminar definitivamente aquela organização terrorista. No entanto, nem mesmo as mortes de diversos reféns, incluindo os de nacionalidade americana, parecem ser suficientes para que a cobardia e o calculismo político-eleitoral deixem de ser os factores fundamentais daqueles que ocupam a Casa Branca e o Departamento de Estado. Tal ficou, aliás, claramente demonstrado quando Kamala Harris – ou quem de facto manda nela – escolheu Tim Walz para seu candidato a «vice» em vez de Josh Shapiro. Não é difícil perceber porquê: o primeiro é governador de um dos dois Estados com as maiores comunidades muçulmanas, o Minnesota (o outro é o Michigan), de que, recorde-se, Ilhan Omar é representante, e por mais de uma vez defendeu e/ou elogiou islamitas radicais, algo que Joe Biden e Kamala Harris também fizeram, além de os financiarem, tanto directa como indirectamente - afegãos, iranianos e «palestinianos»; o segundo, governador de um dos mais fulcrais swing states do país, a Pensilvânia, não terá sido escolhido porque é judeu e isso poderia irritar (ainda) mais os celerados que pugnam pela destruição de Israel. É incompreensível, por padrões de lógica e de sanidade mental, que existam fiéis da religião hebraica que votem democrata nos dias de hoje. Todavia, não é tão absurdo, tão ridículo, quanto supostas feministas e supostos activistas pró-LGBT – os tristemente famosos «Queers for Palestine» - marcharem a favor das gentes mais misóginas – exemplo máximo do patriarcado! – e mais homofóbicas que existem.
Entretanto, e num outro aspecto (igualmente importante) deste problema e desta situação, é indispensável que obras como «A Zona de Interesse» - tanto o filme (que este ano ganhou o Oscar para a melhor obra em língua estrangeira) como o livro em que se baseia – continuem a ser produzidas e divulgadas. Vem juntar-se a uma longa lista de trabalhos documentais e artísticos  - que inclui, em especial, «A Lista de Schindler» - que desde o final da Segunda Guerra Mundial serviram, mais do que para entreter, para recordar e denunciar os horrores cometidos contra o povo judeu. Infelizmente, e para muitos, «quem esquece a História está condenado a repeti-la», e continuamos a assistir, com espanto e indignação, a manifestações de anti-semitismo que há não muito tempo se diria serem pouco menos do que impossíveis, e que se insurgem contra o direito – e o dever – de Israel se defender dos que não hesitam em agredir, torturar, em violar e matar pessoas, inocentes, que seguem outras religiões, e que, ao mesmo tempo, não se incomodam em fazer dos seus próprios compatriotas escudos humanos, lançando ataques e atentados a partir de escolas, hospitais e instalações de agências humanitárias. E, quais aprendizes de Joseph Goebbels, mentem constante e descaradamente, pelo que nenhuma «informação» vinda deles, sobre números de vítimas ou qualquer outro tema, é minimamente digna de crédito. As novas «noites (e dias) de cristal» são já demasiadas, e tornam-se ainda mais inadmissíveis e insuportáveis no dia 11 de Setembro. 

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Democratas pelo Donald

A Convenção Nacional Democrata, realizada na semana passada, entre 19 e 22 de Agosto, em Chicago, constituiu, como era previsível, a reunião magna dos mais incompetentes, bizarros, degenerados e perigosos políticos dos Estados Unidos da América. Foi um congresso: que confirmou a substituição... não democrática de Joe Biden e a sua substituição por Kamala Harris como candidato(a) principal à presidência dos EUA, e que, por não ter ainda apresentado qualquer programa eleitoral, a campanha de Donald Trump não hesitou em «oferecer-se» para lhe criar um; onde abundaram mentiras e mais mentiras sobre o Partido Republicano e DJT, este referido – negativamente, claro – mais vezes pelos oradores do que a economia, a segurança e a imigração, como se fosse ele que está actualmente na Casa Branca; onde não faltaram exemplos de uma hipocrisia tão descarada que nem Jon Stewart se coibiu de a apontar; que «beneficiou», qual «cereja no bolo» da perversidade, da presença, ao lado do local do evento, de um autocarro da Planned Parenthood onde os participantes podiam ir para efectuar, gratuitamente, abortos e vasectomias (e porque não eutanásias?); que mereceu a designação de «Commie Con» e justificou a de «Kamunism» para a «VP» (mas não VIP). Enfim, tratou-se de um evento radicalmente diferente daquele que os republicanos organizaram em Julho em Milwaukee.
Uma característica recorrente de praticamente qualquer ano eleitoral nos EUA, e em especial naqueles em que se realiza a eleição presidencial e as respectivas, prévias, convenções dos dois maiores partidos, é o «cortejo» de membros e de apoiantes, ou ex-membros e ex-apoiantes, de um partido que apelam ao voto no outro e/ou nos candidatos dele. Em Chicago os «burros» contaram com supostos «conservadores» como a oportunista Olivia Troye, o patético Adam Kinzinger e a traidora Stephanie Grisham – sim, o caso desta é efectivamente mais grave pela confiança que nela foi depositada durante bastante tempo por Donald e Melania Trump. Há ainda os casos do pomposo ridículo David French e da azeda elitista Liz Cheney, que, porém, não se deslocaram à «windy city». No entanto, estes nomes nada são, em dimensão e em impacto, aos que os «elefantes» têm conseguido – e «a procissão ainda vai no adro» - trazer do «outro lado». Em Milwaukee tiveram Amber Rose e Bobby Bartels, tão diferentes mas idênticos na coragem e na eloquência; mas foi logo no dia seguinte ao término da convenção democrata, e como que para atenuar ou mesmo anular o eventual efeito positivo (?) do discurso de Kamala Harris, que Robert F. Kennedy Jr. – ele próprio até aí um também candidato à presidência que primeiro quis concorrer no seu partido de sempre, que o sabotou, e por isso passou a independente – anunciou a sua desistência e o apoio a Trump. É mesmo um facto de invulgar importância que o filho de Robert Kennedy e sobrinho de John Kennedy apele ao voto num candidato republicano, e não será a vergonhosa reacção de alguns familiares, acríticos seguidores caninos do partido, que a anulará. Três dias depois foi a vez de Tulsi Gabbard confirmar – o que até nem seria necessário porque não é propriamente novidade – que também apoia DJT; ela tem igualmente um «peso» especial, pois, afinal, foi representante do Hawaii pelo PD e candidata à presidência em 2020, tendo durante um debate «destruído» Kamala Harris e assim contribuído para a desistência daquela.
Tanto Robert F. Kennedy Jr. como Tulsi Gabbard afirmam que já não se revêem no actual Partido Democrata, que este se tornou numa organização belicista, extremista, adversária da liberdade de expressão e indiferente ao bem-estar dos cidadãos norte-americanos. E são igualmente, no essencial, estes os motivos que têm levado outros correntes ou anteriores democratas, sejam eles famosos e influentes ou mais ou menos anónimos, a manifestarem a intenção de votarem em Donald Trump no próximo dia 5 de Novembro – ou antes, nos locais em que a votação antecipada é permitida. A lista, continuamente a ser actualizada (isto é, aumentada), é um verdadeiro exemplo de diversidade, e inclui, entre outros: Jacob Helberg, executivo em Silicon Valley e que em 2020 contribuiu para a campanha de Joe Biden; Kwame Kilpatrick, ex-presidente da câmara de Detroit; Allison Huynh, empresária de novas tecnologias e que em 2008 contribuiu para a campanha de Barack Obama; Amir Odom, influenciador nos media sociais e antigo apoiante da Black Lives Matter; Will Pierce, activista por Biden em 2016; David Marcus, ex-presidente da PayPal e ex-vice-presidente da Facebook; a estes juntem-se ainda os exemplos, e as experiências, de P. Rae Easley, Jade Gilum e Melissa Chapman; e não se deve esquecer os que, por enquanto, não declararam o seu apoio a Donald Trump, mas que deverão fazê-lo, ou, pelo menos, votar nele secretamente, como Bill Ackman, além de outros milionários e bilionários. Sejam ricos ou não, s(er)ão cada vez mais os que reconhecem que certamente não será com Kamala Harris como Presidente que as suas situações irão melhorar.       

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Muito pior do que Watergate

A tentativa de assassinato de Donald Trump no passado dia 13 de Julho em Butler, na Pensilvânia, durante um comício constituiu uma notícia de tal modo avassaladora que quase fez esquecer, pelo menos durante algum (pouco) tempo, aquele que tinha sido até então o grande facto da campanha presidencial para as eleições de Novembro deste ano. Concretamente, o de que a prestação de Joe Biden no debate com DJT – realizado em Atlanta, Geórgia, a 27 de Junho último e transmitido pela CNN – foi tão má que de imediato o «alarme» soou em todo o Partido Democrata, levando esta agremiação de perversos malfeitores, e em especial os seus elementos mais influentes (Barack Obama, Chuck Schumer, Nancy Pelosi, Bill e Hillary Clinton), a iniciarem um autêntico «golpe palaciano», que incluiu ameaças de invocação da 25ª Emenda e de cortes de financiamento, que conduziria enfim, a 21 de Julho, ao anúncio – através de uma mensagem no Twitter/X e não numa comunicação televisiva ao país – pelo actual «residente» que abandonava a corrida e que a sua «vice» - a que não faltam vícios – passava a ser a candidata.
O que aterrorizou os «burros» foi que praticamente todo a população do país viu, nos seus ecrãs, aquilo que antes só metade sabia: que Joe Biden é um demente destroço (de Delaware), incapaz de pensar, falar e mover-se coerentemente. E como desta vez os órgãos de comunicação social «estabelecidos», divisões de propaganda do Partido Democrata, não conseguiram fazer o que têm feito nos últimos quatro anos, ou seja, disfarçar, omitir, mentir, tornou-se indubitável que o tarado de Wilmington não reunia as condições mínimas para continuar a ser o candidato «campeão» dos esquerdistas «progressistas». Porém, estes pervertidos não estão com isto a duvidar das, a questionar as, suas péssimas, destrutivas políticas, que alegadamente foram implementadas com Biden na liderança; eles não se arrependem do que têm feito. O que acontece é que não convém ter alguém a simbolizá-las que seja um evidente deficiente mental (e físico); necessitam de alguém com um mínimo de «normalidade» para dar à sua ideologia hedionda um aspecto minimamente respeitável. E o velho Joe já não conseguia dar, e há muito tempo, conta do recado. O certo é que muitos foram os que participaram nesta «farsa» que foi, é, a «presidência» de Joe Biden, que, não restam quaisquer dúvidas, nunca foi autor – nem, provavelmente, conhecedor – das decisões tomadas oficialmente por si. É um encobrimento que dura desde 2020, a um nível como nunca houve na história dos EUA, um escândalo muito pior do que Watergate, cujos 50 anos do seu culminar – a demissão de Richard Nixon – se assinalam, aliás, hoje.
Kamala Harris é uma das principais culpadas, cúmplices, deste encobrimento e deste escândalo. É difícil não a considerar uma comunista, e, por estar à esquerda, pode contar com o apoio dos «merdia» para (tentar) fazer «desaparecer» as suas insuficiênciasNão tem, além de qualquer qualidade, qualquer legitimidade enquanto candidata principal porque só alcançou o cargo de vice-presidente por ser uma mulher e – supostamente – negra, não uma afro-americana mas sim jamaicana-indiana, e deste modo assegurar a «diversidade» que os «azuis» tanto prezam; os imbecis do costume apressaram-se a condenar Donald Trump por ter tido o «atrevimento» de abordar a questão da sua identidade, mas, na verdade, são os democratas que fazem sempre da cor da pele, da ascendência e da etnia factores primordiais em política, em vez da competência, do mérito e do conteúdo do carácter. Recorde-se que Kamala, na campanha para a eleição presidencial de 2020, desistiu antes de se realizar a primeira eleição nas primárias – depois de um debate em que foi «destruída» por Tulsi Gabbard – pelo que não obteve um único voto e, logo, ficou «classificada» em... último lugar. Agora, e de uma certa forma, a mesma coisa voltou a acontecer: apenas o nome de Joe Biden apareceu nos boletins de voto durante a primária democrata – mais uma vez adulterada porque o DNC não hesitou em pôr outros candidatos, entre os quais Robert F. Kennedy Jr., fora da corrida – mas é Harris quem «herdou» esse resultado. Ora, sempre hipócritas, os «burros» que dizem ser os defensores da democracia conduziram um processo de nomeação nada democrático, e esperam que na próxima convenção do partido, que irá decorrer em Chicago entre 19 e 22 deste mês, KH seja, na prática, «coroada» sem sofrer grandes incómodos. No entanto, sabendo-se que as bases do PD estão cheias de rufias depravados, será melhor as «elites» prepararem-se para alguns problemas.   
Entretanto, Kamala Harris já escolheu o seu «parceiro» de corrida, o seu candidato a vice-presidente: Tim Walz, actual governador do Minnesota. E pode-se dizer que – pelo menos política e ideologicamente – foram feitos um para o outro: em 2020, aquando dos motins em reacção à morte de George Floyd, permitiu que parte significativa de Minneapolis fosse destruída, saqueada e incendiada, enquanto a senadora da Califórnia promovia um «fundo de liberdade» destinado a angariar dinheiro para tirar os criminosos da cadeia. Walz é, sob uma aparência «normal» de «midwesterner», um extremista degenerado adepto de praticamente todas as modernas atrocidades «progressistas», incluindo mutilação de menores à revelia dos pais, despenalização da pedofilia, imigração ilegal descontrolada, radicais imposições «verdes» e censura generalizada. Todavia, revelações recentes e irrefutáveis de que ele mentiu durante décadas sobre a sua carreira militar têm o potencial de danificar, e até de terminar, a sua «promoção». Uma «novela» a cujos «próximos capítulos» se deverá sem dúvida estar atento.