quinta-feira, 21 de agosto de 2014

E a favor dos brancos, nada?

Impõe-se que se faça aqui no Obamatório – obedecendo, como sempre, à sua «missão» expressa no cabeçalho («contra a hipocrisia e a histeria») – uma enunciação e uma explicação lúcidas sobre o que tem vindo a acontecer na cidade de Ferguson, no Missouri, há cerca de uma semana.
Para começar pelo mais importante: neste momento nada há que aponte, que prove, que o morte de um (jovem) negro por um polícia branco tenha sido um crime, um assassinato, motivado por racismo. E as recentes revelações de que Michael Brown – sim, apenas com 18 anos mas com quase dois metros de altura e mais de 100 quilos de peso – havia antes assaltado uma loja, fumado marijuana e ameaçado - e até mesmo agredido - agentes da autoridade não têm contribuído para tornar credível a alegação de que o falecido era indubitavelmente uma vítima inocente e indefesa.
Muito provavelmente, tratou-se de mais um caso de incompetência e/ou de excesso de força policial, um entre muitos que ocorrem regularmente nos EUA, de que são vítimas tanto homens como mulheres… de toda as etnias. Porém, por causa da continuada acção de manipulação promovida por race hustlers – democratas – como Al Sharpton, Jess Jackson… e Eric Holder, a quem lhes interessa – política e financeiramente – manter viva a narrativa (a mentira) de que o ódio e a discriminação racial contra afro-americanos pouco ou nada diminuiu desde os anos 60, quando um daqueles é morto… por um caucasiano, a probabilidade de que tal se torne num assunto de primeira página e de enorme polémica aumenta exponencialmente. Contudo, o mesmo não costuma acontecer nos casos de «black on black violence» (constantes em Chicago), ou quando um branco mata (ou agride) um branco, ou um negro mata (ou agride) um branco… aliás, está demonstrado que existiu, ou ainda existe, uma sucessão de actos de violência deliberada e não provocada por parte de negros contra brancos. Então, e a favor destes, nada? Nenhuns protestos? Nenhumas acções de solidariedade? Nenhuns motins e pilhagens? Nenhuma declaração em directo nas televisões por parte do presidente?
Em Ferguson não tardaram a aparecer os «amigos do alheio» que, a pretexto de uma alegada «injustiça», aproveitaram para aumentar os seus «espólios» pessoais… Porque é que, quase sempre, em determinadas comunidades, queixas de brutalidade policial – e de injustiça penal – se transformam em roubos? Porque, habituados e conformados a serem (eternas) vítimas, cidadãos de segunda classe, tal como os seus «donos» democratas lhes dizem, muitos negros sentem-se legitimados a procurarem «indemnizações», «reparações»… seja por que meios for. Que não se acredite em mentirosos, sejam eles famosos ou nem tanto: não há nos EUA qualquer «guerra ao macho negro» ou «guerra aos (ou genocídio de!) rapazes negros».  
Os (sucessivos) incidentes em Ferguson constituem, infelizmente, a confirmação de que mais uma promessa eleitoral de Barack Obama não foi cumprida: a de uma «América pós-racial». A violência naquela cidade do Missouri representou, como salienta Ben Shapiro, pelo menos o quinto grande confronto de características étnicas no país desde a tomada de posse do Nº 44. A actual administração, como não podia deixar de ser, mostrou igualmente a sua incompetência neste assunto, a começar pelo presidente que, mais uma vez, pronunciou-se prematuramente, sem saber todos os pormenores do caso, do que até ele se apercebeu que fez em ocasiões anteriores – vá lá que, ao menos, desta vez não disse que Michael Brown poderia ser filho dele, como fizera em relação a Trayvon Martin...
No entanto, quem considerar que é talvez excessivo, e até algo injusto, culpar principalmente o Sr. Hussein pela agitação no Missouri, então deve atribuir a responsabilidade pelo que tem acontecido ao governador daquele Estado, Jay Nixon. Que não só contribuiu para a aquisição de material militar pela polícia de Ferguson mas também chegou a apoiar, num passado menos recente, e como «bom» democrata que é (ou seja, racista mais ou menos assumido), a segregação nas escolas do Missouri. Surpresa? Só para quem não conhece minimamente a história dos EUA…   

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