(Duas adendas no final deste texto.)
O passado dia 1 de Outubro não ficou apenas marcado pelo começo do denominado shutdown, o encerramento compulsivo (de parte) do governo federal – desejado, forçado e agravado pelos democratas na Casa Branca e no Senado; a data também passou a estar assinalada para a posteridade pelo início «a sério», efectivo, oficial, da implementação do «Affordable Care Act» ou, como é mais conhecido, «ObamaCare»…
O passado dia 1 de Outubro não ficou apenas marcado pelo começo do denominado shutdown, o encerramento compulsivo (de parte) do governo federal – desejado, forçado e agravado pelos democratas na Casa Branca e no Senado; a data também passou a estar assinalada para a posteridade pelo início «a sério», efectivo, oficial, da implementação do «Affordable Care Act» ou, como é mais conhecido, «ObamaCare»…
…
E, quase duas semanas depois, o «diagnóstico» é (bem) definido, embora (ainda)
não definitivo: o processo, o sistema, é caótico, um fiasco, um fracasso, um
desastre; agora, sim, cada vez mais pessoas estão a saber que vão ter que pagar
mais – muito mais! – pelo mesmo; que se não quiserem aceitar as novas regras,
obedecer à ordem do governo de comprar um seguro de saúde que podem não querer
nem precisar, terão de pagar uma multa. A todos esses que só agora parecem
estar a «acordar» para a nova realidade e estão espantados, e escandalizados, e
queixam-se, e protestam, e não acreditam no que lhes está a acontecer… mas que
em 2012 (voltaram a) votar(am) em Barack Obama, é de lhes dizer: foram
avisados, desde 2009, e bastantes vezes. Não quiseram saber? Agora, aguentem!
O
sítio na Internet healthcare.gov para informações e inscrições – que custou 93 milhões de dólares segundo uma estimativa, e 634 milhões segundo outra! – não
funciona bem, é confuso, é lento, tem falhas (glitches), avaria-se, e como que
tem estado «parado para reparações» frequentemente. Ninguém na administração
quer avançar com números oficiais de pessoas que já se inscreveram nas chamadas
«exchanges»… porque, tudo o indica, esses números são baixíssimos.
Congressistas democratas como os senadores Ben Cardin e Mark Warner a quem se
pergunta se já leram as mais de dez mil páginas de regulamentos – oito vezes mais do que a Bíblia! – relativos ao ACA, ou não sabem ou recusam-se a
responder… Significativamente, a referência a «free health care» (cuidados de
saúde grátis) já foi apagada – é mais uma promessa de campanha de Barack Obama
que se revelou uma mentira de governação, tal como a de que «se gosta do seu plano de saúde
poderá mantê-lo (pelo mesmo preço)».
Entretanto,
e confirmando a tendência que os democratas têm para serem «amigos do alheio» (adoram o dinheiro, e não só, dos outros), já
desapareceram: 67 milhões de dólares do orçamento inicial (slush fund) de
implementação do ACA; e 60 milhões de registos médicos na Califórnia,
«subtracção» de que são acusados 15 agentes do IRS – entidade que, recorde-se, irá
supervisionar a nova lei da saúde e que, como é agora do conhecimento (quase)
geral, discriminou, perseguiu e puniu organizações conservadoras. Pois é, um
sector vital dos EUA que está em tão «boas» mãos… As grandes confederações sindicais, crónicas cúmplices do Partido Democrata, protesta(ra)m contra o «ObamaCare»… Até em
Hollywood já se aperceberam de que aquilo que ajudaram a «vender» não é tão bom quanto pensavam! Contudo, acenem a estúdios e a produtores com mais uns quantos
dólares de subsídios e eles lá se mostram dispostos a fazer mais uma campanha de propaganda a favor do «Querido Líder»… Continuando a falar de propaganda, na
comunicação social o panorama, relativamente a este tema, é o previsível, e
semelhante a outros: a Fox News, atacada pelo Sr. Hussein, mais não faz do que
noticiar o que outros – como CNN, MSNBC, Politico – não noticiam deliberadamente, ou, se o fazem, é tardiamente; mas até na lamestream media
podem surgir, de tempos a tempos, (inesperadas) excepções, como o Chicago Tribune.
O
«ObamaCare» é mau de mais para ser verdade… mas é mesmo verdade. As
«(des)vantagens» não param de aumentar. No início do ano começaram a
verificar-se – e continuam – as consequências económicas, empresariais, da lei,
mais concretamente despedimentos, «congelamento» nas admissões, redução das
horas de trabalho e passagem de trabalhadores a tempo inteiro para tempo
parcial. Entretanto, Kathleen Sebelius já havia admitido que os custos com cuidados médicos iriam aumentar; mais recentemente, Barack Obama confessou que
o ACA também implica novos impostos. Há a probabilidade – o risco – real de se
virem a constituir monopólios – estatais? – nos seguros de saúde. Talvez dentro
de 10 anos, o resultado poderá ser, como disse Joe Scarborough (insuspeito de
ser um «direitista extremista»), o de deixar de existir, nesta área, iniciativa privada nos EUA.
(Adenda – Depois de duas semanas a fazer tentativas, Elizabeth Cohen, da CNN, ainda não tinha conseguido inscrever-se para o «ObamaCare» no sítio healthcare.gov; enfim, é preciso ser-se… paciente ;-). Entretanto, Kathleen Pender, do San Francisco Chronicle, aconselha que se baixe o rendimento para se poder ter acesso aos subsídios previstos na lei! Empobrecimento deliberado para se ficar (mais) dependente do Estado?! Eis o que, na América de Obama, passa por «progress(ism)o».)
(Adenda – Depois de duas semanas a fazer tentativas, Elizabeth Cohen, da CNN, ainda não tinha conseguido inscrever-se para o «ObamaCare» no sítio healthcare.gov; enfim, é preciso ser-se… paciente ;-). Entretanto, Kathleen Pender, do San Francisco Chronicle, aconselha que se baixe o rendimento para se poder ter acesso aos subsídios previstos na lei! Empobrecimento deliberado para se ficar (mais) dependente do Estado?! Eis o que, na América de Obama, passa por «progress(ism)o».)
(Segunda
adenda – Quando um dos colaboradores do Daily Kos (os mais fanáticos entre os
fanáticos) protestam contra o «ObamaCare», é porque este é mesmo, mesmo, muito
mau! Ele que se junte à «fila» cada vez maior de descontentes! Talvez agora se arrependam de
não terem aceite o plano de George W. Bush para a reforma do sistema de saúde,
que previa uma maior cobertura e menores custos… E daí, talvez não: afinal, que
dúvidas é que existem de que o Nº 43 é ainda o «culpado» de tudo, até do recente shutdown?)
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