quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mais do que as palavras, os números

Elas são sempre importantes, quando verdadeiras, quando efectivamente ditas, porque traduzem o carácter – bom, mau ou a falta dele – e as acções de quem as profere. Mas, mais do que as palavras, os números conseguem ser invariavelmente ainda mais eloquentes na descrição de uma situação. Aqui no Obamatório eles são dados com regularidade e propriedade. Eis mais alguns, que caracterizam actualmente com nitidez os EUA…
… Cuja dívida é superior a de toda a União Europeia: 15,1 triliões de dólares contra 12,7. Barack Obama é o presidente em cujo mandato se verificou o maior aumento dessa dívida: 4,94 triliões em pouco mais de três anos (actualização: já atingiu os cinco) contra os 4,9 de George W. Bush em oito. O governo federal dos EUA registou em Fevereiro de 2012 o pior (mais alto) défice mensal da sua História, no valor de cerca de 229 biliões de dólares. O Gabinete de Orçamento do Congresso prevê que as políticas de impostos e de despesa da actual administração deverão provocar défices adicionais no valor de 6,4 triliões de dólares durante os próximos dez anos; e calcula que a taxa real de desemprego era (em Janeiro último) de 15%.
No início de Março, Kathleen Sebelius, secretária de Estado da Saúde e dos Serviços Humanos admitia, durante uma audição perante um painel do Congresso, que não sabia («não tinha ideia») se o ObamaCare iria agravar o défice das contas públicas na próxima década. Agora sabe-se que sim: segundo um estudo, serão mais 340 biliões de dólares; segundo outro, serão 1,76 triliões. Nem todos serão afectados da mesma maneira: no início de Janeiro soube-se que 543812 trabalhadores sindicalizados (isto é, apoiantes do Sr. Hussein) haviam recebido waivers (isto é, dispensas temporárias de pagamento de custos acrescidos com seguros de saúde), enquanto os não sindicalizados «beneficiados» totalizavam… 69813.   
Há quase um ano constatávamos que o único «sector» da economia norte-americana que não parecia afectado pela crise era o da campanha para a reeleição de Barack Obama… e a tendência mantém-se: Joe Biden acusou o GOP de não saber o que significa ser-se da classe média… num jantar de angariação de fundos em que cada casal pagou, pelo menos, 10 mil dólares para entrar. E o presidente irá estar brevemente em duas iniciativas semelhantes, uma em Detroit promovida pela «magnata da pizza» Denise Illitch (que prometeu servir a sua especialidade em pratos de prata) e outra em Los Angeles promovida por George Clooney. Custo de admissão em ambas? 40 mil dólares por pessoa (na primeira pode ficar em dez mil se não for ao cocktail inicial). Um valor digno dos «1%» que o presidente e as «estrelas» que o apoiam dizem (hipocritamente) combater. E não adianta dizerem que nos EUA os ricos «não pagam a crise»… porque não é verdade: 41,5% do total dos impostos é pago pelos 10% mais abastados – uma percentagem que é superior à de qualquer país da Europa. E ainda querem mais?!  
Enquanto uns se divertem, outros trabalham tentando encontrar soluções para os problemas financeiros do país. Porém, nem todos conseguem encontrá-las. É o caso de Timothy Geithner, que, tal como a sua colega Kathleen Sebelius, admitiu a sua ignorância e impotência no Congresso… e perante Paul Ryan! Este, sim, sabe o que se deve fazer, e salientou que, contra os seus números e propostas, Barack Obama apenas costuma fazer «birras verbais», às quais, aliás, já está habituado. Birras essas que, por mais estridentes que sejam, não conseguem ocultar «sete factos devastadores» que descrevem e resumem o estado (deplorável) da economia norte-americana sob Obama.  

2 comentários:

antonio disse...

Parabéns! Um bom artigo, de facto os números não mentem,até acho que neste caso pecam por defeito!segundo algumas previsões pela altura das eleições o numero real terá atingido os 6 triliões!!! infelizmente a "inteligência" esquerdista e não só,da maioria dos média continuam apaixonados/hipnotizados por este Santo Nobel da Paz que se vangloria da morte do Bin Laden! Yes WE Can passou para We think We Can! ou será We thought we Could! Para bem da América e do mundo espero que Obama seja o Jimmy Carter do Século XXI.

ps. Boa selecção de livros, sugiro também PINHEADS AND PATRIOTS de Bill O´reilly

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Obrigado, António, pelo seu comentário. Eu tento, de facto, servir como um modesto «contrapeso» à inclinação esquerdista da comunicação social sobre os EUA... e que não é só de agora.

O «Pinheads and Patriots» já esteve em «exibição» aqui no Obamatório! Porém, decidi que, como critério, cada autor só teria direito a um livro de cada vez. Por isso, assim que surgiu o «Killing Lincoln», retirei o «P & P». Outros autores que já tiveram mais do que um livro neste blog: Ann Coulter, Glenn Beck, Jason Mattera, Kevin Jackson, Laura Ingraham, Mark Levin, Peter Schweizer, Sarah Palin.