terça-feira, 3 de março de 2015

Uma questão de patriotismo

Foi há cerca de duas semanas, mas os «ecos» de mais uma polémica «progressivamente» - e artificialmente - empolada ainda podem ser escutados… Houve uns quantos histéricos, e histéricas, e hipócritas, que como que molharam as cuecas de indignação por Rudolph Giuliani – numa cerimónia privada, note-se, mas cujos pormenores foram tornados públicos – ter de alguma forma questionado o patriotismo de Barack Obama. Mais concretamente, por ter afirmado que «eu não acredito que o presidente ama (os Estados Unidos d)a América». Posteriormente, o ex-mayor de Nova Iorque não só não recuou como reincidiu, repetiu, (n)o seu pensamento e nas suas palavras.
As reacções «escandalizadas» de muito(a)s do(a)s «suspeito(a)s do costume» não se fizeram esperar. Desde logo, a de Debbie Wasserman Schultz, que aproveitou talvez para tentar uma distracção relativamente a uma embaraçosa revelação relativa a uma sua eventual mudança de posição. Stephanie Miller, Steve Cohen e Van Jones, à falta de argumentos válidos, recorreram ao (falso argumento do) racismo como causa dos comentários de Rudy Giuliani… e outros fizeram o mesmo, se bem que mais sub-repticiamente, como no New York Times. Obviamente, da MSNBC (uns e outros), da CBS e da NBC, de muitos dos correspondentes na Casa Branca, vieram os inevitáveis e «isentos» reparos. Até, imagine-se, o fundador da Starbucks, Howard Schultz (será parente da Debbie e do Ed?), se achou no direito de «meter o bedelho» na discussão… criticando, claro, Giuliani. Curiosamente, do Partido Republicano também houve quem manifestasse reservas quanto à opinião do seu correligionário nova-iorquino. Lindsey Graham, Marco Rubio, Mike Pence e Rand Paul, nomeadamente, mesmo que criticando a cobertura mediática e injustificada que o assunto proporcionou, não deixaram de expressar, de uma forma ou de outra, o seu distanciamento.
Porém, e evidentemente, Rudy Giuliani, tinha, e tem, toda a razão. E é, foi, o próprio Barack Obama a dar-lhe toda a razão. Quem por várias vezes andou a pedir, no estrangeiro e a estrangeiros, desculpa pelos supostos erros dos EUA, e que, como salientou Mark Levin, anunciou querer «transformar fundamentalmente» o país, demonstrou não gostar dele, não o amar. Mais: ele disse em 2008 que George W. Bush não era patriótico por ter aumentado, e muito, a dívida, acusação com a qual muitos à esquerda concordaram entusiasticamente; pelo que o Sr. Hussein é o primeiro a declarar-se a ele próprio não patriótico – e, logo, a não amar o seu país – porque aumentou a dívida muito mais do que o seu antecessor – algo que Ed Henry, da Fox News, lembrou a Josh Earnest, que deveria preocupar-se mais com os legados de outros, a começar pelo do seu chefe… Enfim, se Obama realmente amasse a América não teria assistido, durante cerca de 20 anos, a Jeremiah Wright lançar imprecações como «God damn America!» E, já agora, Michelle Obama teria sentido orgulho no seu país antes de o seu marido ter sido nomeado pelo Partido Democrata como candidato à presidência. Portanto, e por tudo isto, como é que se pode duvidar, questionar, (d)o que Giuliani disse?

9 comentários:

Neo disse...

Não sei se Obama é patriota. Para apurar, seria vantajoso perceber se ele é realmente americano.
O que ele está a fazer com o Irão, pode vir a criar uma confusão bem maior do que os seus disparates no Iraque.

Cumprimentos

Fernando Ferraresi disse...

A mídia conseguiu blinda Obama, mas será que irá conseguir fazer o mesmo com Hillary e seus sucessíveis escândalos? Você considera Hillary a favorita -- se ela ganhar as primárias -- para 2016?

Neo disse...

A emissora russa RT, faz habitualmente propaganda contra os EUA, como se sabe e percebe.
O curioso da questão é que sempre que Obama é atacado pelos Republicanos, ele vêm de imediato em sua defesa. Ahaha!
Os russos são obamistas.

Fernando Ferraresi disse...

Obama é o presidente que os Russos pediram a deus. Hahaha

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

(Em resposta tanto ao Fernando como ao Neo...) Rússia, Irão, Cuba, e outros países que não se distinguem propriamente pela democracia e pelo respeito pelos direitos humanos, só têm a agradecer por o presidente dos EUA ser alguém como Barack Obama... e por Hillary Clinton ter sido secretária de Estado. Bastavam os maus «negócios estrangeiros» dos dois para dar «munições» aos republicanos em 2016, mas, de facto, o mais recente escândalo (e são tantos) a afectar a esposa de Bill (e que eu abordarei em breve) parece ser mau demais... tanto que até vários democratas já se estão a distanciar e a questionar a «inevitabilidade» dela.

Fernando Ferraresi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernando Ferraresi disse...

Sr Octávio, essa pesquisa é confiável, mesmo estando tão longe das eleições?

http://www.rasmussenreports.com/public_content/politics/elections/election_2016/clinton_vs_walker_it_s_very_close

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Eu tento não dar muita importância a sondagens... para mim o que conta é o voto, o resultado de uma eleição. Porém, se tiver que ser, mais vale não depender apenas de uma empresa ou de uma pesquisa mas sim da conjugação de várias, como faz a Real Clear Politics.

Mas que Scott Walker é um forte candidato, disso não restam dúvidas...

Neo disse...

Que lástima. Não se pode ver a CNN e a CBS. Enchem os informativos com patranhas de racismo, sempre dos brancos contra negros. Não há racismo de negros contra brancos nos EUA? Já enoja!