sábado, 11 de setembro de 2021

Retorno à casa de partida

Hoje assinalam-se – não, não se celebram… lamentam-se – 20 anos desde os maiores ataques terroristas de sempre contra os Estados Unidos da América no seu território. Atentados com aviões a jacto de passageiros capturados e desviados por muçulmanos fanáticos que visaram, com sucesso, as «torres gémeas»-grandes arranha-céus-edifícios de escritórios do Centro Comercial Mundial (WTC) em Nova Iorque e o Pentágono (Departamento de Defesa) em Washington, e, sem sucesso, mas ainda com perda de vidas (caídas perto de Shanksville, Pensilvânia), o Capitólio (Congresso) dos EUA na capital. Seria de esperar que, passadas duas décadas, a terrível ameaça à civilização que o extremismo islâmico constitui estivesse definitivamente, ou quase, debelada, e que os países onde aquele é fomentado e «fermentado», como o Afeganistão dos talibãs a partir do qual a Al Qaeda de Osama Bin Laden planeou e lançou os ataques, estivessem actualmente devidamente «pacificados». Porém, e por mais incrível que pareça, não é isso que acontece: 20 anos depois aquele país está mais perigoso do que nunca, graças ao usurpador, falso presidente, Joe Biden, à sua ilegítima «administração», enfim, a essa organização criminosa asquerosa denominada Partido Democrata. Houve como que um retorno à casa de partida num «jogo» mortal mas em piores, muito piores condições. Uma palavra apenas resume tudo o que aconteceu neste âmbito no último mês: traição. 
Já há vários anos que se sabia – por sondagens e não só – da existência de um consenso nacional, bi-partidário, relativamente à necessidade de os EUA saírem do Afeganistão enquanto força ocupante quase omnipresente, embora mantendo, no próprio país ou nas proximidades, um contingente militar com suficiente poder dissuasor para manter os principais ganhos de duas décadas no que respeita a democracia (eleições livres e governo representativo) e aos direitos humanos, em especial os das mulheres; manter as embaixadas dos EUA e de outros países ocidentais em Kabul abertas e os talibãs fora do poder eram também requisitos fulcrais dessa saída. Estes eram os pontos principais do plano que Donald Trump e Mike Pompeo haviam delineado, e o «quando» e o «como» da sua implementação seriam fundamentais para que a transição se efectuasse de uma forma o mais ordeira possível e, logo, para que a anarquia e o caos se reduzissem ao mínimo ou até fossem inexistentes. Porém, na sua ânsia estúpida e demente de apagar, destruir, reverter, substituir tudo o que o Nº 45 havia feito, a brigada de bandidos que o corrupto e senil de Delaware supostamente lidera não hesitou em também deitar fora esse plano de retirada do Afeganistão, que incluía directrizes concretas para a evacuação de pessoal civil e militar. É por isso que é ridículo alegar que a culpa pelo que aconteceu é de DJT porque Joe Biden foi «obrigado» a seguir o que aquele estipulou. Se o actual «residente» suspendeu o oleoduto Keystone, «re-aderiu» ao acordo climático de Paris e voltou a negociar com os «ai-as-tolas» iranianos sobre armas nucleares, o que o impediria de definir a sua própria estratégia para o Afeganistão? Nada, obviamente. O problema é que essa alegada «estratégia», subscrita por generais incompetentes que antes haviam sabotado Trump, em mais não consistiu do que «todos ao molho e fé (não necessariamente) em Deus (talvez mais em Alá)». Pelo que a catástrofe foi inevitável e, a partir de meados de Agosto, os episódios terríficos sucederam-se – e, segundo o deficiente mental de Wilmington, não poderia ter sido de outro modo… mas, previsivelmente, contradisse-se poucos dias depois, classificando a retirada como um «sucesso extraordinário».
Em Junho a embaixada norte-americana em Kabul celebrava o mês do orgulho LGBT – mas melhor teria sido ocuparem o tempo com outras actividades, pois os talibãs já preparavam a sua ofensiva final que os levaria a reconquistar o país; em Agosto a Casa Branca ordenava àquela embaixada que destruísse as bandeiras dos EUA, e pedia aos talibãs que… poupassem a embaixada (que acabou por ser ocupada). Os terroristas igual e facilmente ocuparam a base área de Bagram, infra-estrutura vital durante as duas décadas de ocupação, porque os «génios» em Washington decidiram… passá-la para o controlo do exército afegão, uma ficção dispendiosa que ruiu assim que os talibãs lhes apareceram à frente; duas consequências gravíssimas desta perda foram a captura de armamento de guerra (aeronaves, veículos, armas e munições várias) no valor de mais de 80 biliões de dólares, recolhido tanto em Bagram como das unidades militares «regulares» afegãs, e a libertação de milhares de terroristas detidos na prisão da base. Ainda quanto a ex-prisioneiros, soube-se que quatro dos cinco detidos em Guantanamo trocados em 2014 por Bowe Bergdahl – em mais uma «brilhante» decisão estratégica de médio-longo prazo de Barack Obama! – ocupa(va)m posições destacadas no comando dos talibãs e, depois, no novo governo formado por aqueles… governo esse que, queixou-se Anthony Blinken, «não é inclusivo» (não tem mulheres nem gays, dá para acreditar?!) mas, ao invés, integra indivíduos com «currículos muito questionáveis» (quem diria?!) Porém, foi precisamente a estes indivíduos que Joe Biden e companhia (limitada) confiaram a «protecção» do aeroporto de Kabul, para onde mandaram as últimas tropas americanas retirar – na prática, ficaram acossados – para assegurarem a aterragem e a descolagem de aviões que, supostamente, serviriam principalmente para evacuar cidadãos dos EUA mas que acabaram por levar, principalmente, afegãos, e não necessariamente aqueles que foram aliados durante a guerra. De Washington não só veio uma proibição aos soldados de sairem do aeroporto para procurarem na cidade (e arredores) norte-americanos e trazê-los para aquele mas também uma lista – para os talibãs!! – com os nomes desses cidadãos e ainda de afegãos que os haviam ajudado… para supostamente, os «auxiliarem» na retirada! No entanto, pelo menos britânicos, franceses e mesmo alemães não hesitaram em (tentar) recuperar os seus compatriotas, o que terá causado o desagrado de um general dos EUA, que acusou os seus colegas estrangeiros da NATO de «deixá-los (aos americanos) mal vistos». Enfim, foi no aeroporto de Kabul que ocorreram as piores atrocidades: afegãos aos milhares invadiram as pistas para tentarem arranjar um lugar nos aviões que partiam, e se não conseguiam dentro deles alguns, mais afoitos (ou loucos), iam por fora, agarrando-se aos trens de aterragem mas depois caindo centenas de metros para a morte; muitos foram os americanos que não conseguiram passar os postos de controlo colocados pelos talibãs ao redor do aeroporto, tendo vários sido agredidos; mas pelo menos um bombista suicida conseguiu (porque seria?) furar as barreiras e fez-se explodir, matando 13 soldados dos EUA (11 homens, duas mulheres, todos jovens). Em «retaliação», de Washington veio a ordem para um ataque com drone... que, todavia, vitimou uma família de inocentes, incluindo crianças, em vez de uma célula de terroristas. Depois, veio a confirmação de que o colapso iminente não foi uma surpresa para a «administração», através da revelação de um documento do Departamento de Estado que avisava para tal, e da transcrição de uma conversa telefónica entre Biden e Ashraf Ghani, presidente do Afeganistão, e em que o primeiro pedia ao segundo para mentir, ou seja, para publicamente nunca dar a entender que a situação no terreno era má.
Este, sim, foi um telefonema que justificaria uma impugnação, ao contrário de outro. E, previsivelmente, vários foram os políticos republicanos que exigiram a impugnação ou a demissão de Joe Biden pelo descomunal desaire afegão, embora, há que reconhecer e registar, alguns democratas tais como Richard Blumenthal e Leon Panetta o tenham também criticado, embora sem exigir o seu «despedimento»; tão ou mais significativas foram as condenações vindas do estrangeiro, mais concretamente de países aliados dos EUA, com destaque para o Reino Unido, onde no parlamento várias foram as vozes que deploraram duramente o comportamento infame do seu principal aliado, às quais se juntou a de Tony BlairContudo, nestes quase oito meses que passaram desde a «tomada de posse» a 20 de Janeiro último sucederam-se os motivos verdadeiramente válidos para a remoção de Biden da função que usurpou através de uma gigantesca fraude eleitoral. E o menor não será auxiliar por negligência, se não mesmo deliberadamente, os inimigos dos EUA, ao mesmo tempo que prejudica por negligência, se não mesmo deliberadamente, os cidadãos dos EUA. Uma dupla perfídia em que, não surpreendentemente, conta com a colaboração dos seus camaradas do PD, tudo num contexto aberrante tornado mais insultuoso pela proximidade de mais um aniversário – e logo o vigésimo – do 11 de Setembro. Numa Casa dos Representantes ainda dominada pela maléfica Nancy Pelosi, democratas rejeitaram propostas de membros do GOP solicitando: a leitura dos nomes dos 13 soldados mortos em Kabul; uma investigação à perda de material bélico para os talibãs; a aprovação urgente de legislação para facilitar o salvamento dos cidadãos ainda retidos no Afeganistão, isto enquanto o Departamento de Estado bloqueava a realização de voos privados com esse objectivo – sim, no momento em que este texto é publicado, ainda existem (centenas de?) norte-americanos escondidos no Afeganistão e abandonados pelo «governo» do seu país, apesar da cooperação bastante «profissional e como de homens de negócios» por parte dos terroristas. Contudo, e como seria de esperar na sua «qualidade» de «cabeça» (muito deteriorada) do «monstrengo» «liberal» e subversivo, cabem a Biden as ofensas mais insanas. Durante este período em que colocou de facto inúmeros compatriotas em perigo, e foi o responsável indirecto, ou quiçá directo, pela morte de 13, o incompetente corrupto senil com manias de ditador atreveu-se, uma e outra vez, a acusar governadores republicanos de serem rufias irresponsáveis que têm de ser «tirados do caminho» por se recusarem - correctamente - a estabelecer a obrigatoriedade de máscaras e de vacinas.
Não seria necessário este recente desastre ocorrido no Afeganistão para se ter a certeza de que a (sinistra) esquerda norte-americana em geral e o Partido Democrata em especial mostram uma notória e persistente tendência para se comportarem vergonhosamente aquando e/ou a propósito do 11 de Setembro. Não apenas por invocarem nesta data a alegada, inventada, «islamofobia», o que Joe Biden e Kamala Harris agora, desavergonhadamente, fizeram. Mas também, e principalmente, por apoucarem, relativizarem, trivializarem os atentados de 2001, comparando-os com fenómenos e incidentes imaginados ou, se reais, muito, muito menos graves. Mais do que a «crise climática», a dita «insurreição» de 6 de Janeiro último em Washington é cada vez mais apontada por muitos imbecis como o acontecimento mais traumático das suas patéticas vidas, apesar de familiares das vítimas de há 20 anos apelarem a que se deixem dessas parvoíces. Tudo isto comprova, em última análise, que os «progressistas» norte-americanos, herdeiros espirituais e materiais dos segregacionistas e secessionistas do século XIX, constituem uma ameaça maior do que os terroristas islâmicos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Reabilitar Harding

Hoje, 2 de Agosto de 2021, passam 98 anos desde a morte de Warren G. Harding. Nasceu a 2 de Novembro de 1865, cerca de sete meses depois da morte, por homicídio, de Abraham Lincoln. E porque é isto relevante? Porque Harding também foi Presidente dos Estados Unidos da América, e pelo Partido Republicano – o 29º, mais especificamente: tomou posse no dia 4 de Março de 1921, pelo que no terceiro mês deste ano se assinalou o centenário do início do seu mandato como comandante-em-chefe da nação. E, no dia 30 de Maio de 1922, presidiu em Washington, acompanhado, entre outros, de Robert Todd Lincoln, filho do 16º presidente, à cerimónia de inauguração, ou de dedicação, do Memorial a Lincoln – um monumento que celebrará, portanto, 100 anos de existência em 2022.    
A presidência de Warren G. Harding foi relativamente curta: apenas dois anos e quatro meses. Mas, à época, foi considerada, apesar disso, como tendo sido de grande sucesso – o que, admita-se, não seria muito difícil, dado que o seu antecessor no cargo foi o democrata e execrável racista (óbvia redundância) Woodrow Wilson. Harding começou sob muito bons auspícios ao ordenar a libertação de prisioneiros políticos que o Nº 28 se recusou a aministiar, todos, ou quase, opositores à participação dos EUA na Primeira Guerra Mundial. Ao que se seguiu a revitalização da economia pela diminuição de impostos e a redução da burocracia – isto na política interna; na externa, WGH pugnou pela contenção mundial na expansão e no (re)armamento das forças armadas de cada país. Porém, o seu prestígio viria a ser colocado em causa por casos de corrupção envolvendo alguns dos membros da sua administração – dos quais nunca houve, no entanto, provas ou indícios que o comprometessem como um cúmplice. Pior, surgiram revelações após o seu falecimento – por ataque cardíaco em São Francisco – de ter mantido pelo menos duas (prolongadas) relações adúlteras, uma das quais resultou no nascimento de uma filha que, com quatro anos aquando da morte do pai, e a despeito dos esforços da mãe, nunca chegou a ser reconhecida oficialmente por aquele…
… E isso foi suficiente para que revisionistas e «progressistas» historiadores começassem, quase imediatamente, a desvalorizar a presidência de Warren G. Harding e a classificá-lo sistematicamente como um dos piores presidentes na história dos EUA. Vários desses «historiadores» nunca tiveram, é legítimo supôr, qualquer problema com as infidelidades conjugais de John Kennedy, Lyndon Johnson e Bill Clinton. Veja-se, por exemplo, esta lista da Time dos 10 presidentes «mais esquecíveis», em que, como seria de esperar, Harding está incluído – aliás, metade, e todos depois da Guerra Civil, são republicanos. E esta, não menos ridícula e risível, da C-SPAN, em que WGH ficou em 37º lugar – acima, todavia, de Donald Trump, que ficou em 41º, e muito abaixo, como não podia deixar de ser (e demonstrando que a tabela é uma aldrabice e os que a elaboraram uns vigaristas), de Barack Obama, que ficou em 10º. Esta contínua condenação é uma injustiça, como explicaram James D. Robenalt em 2015 e Kyle Smith em Março último, aquando, precisamente, do centenário da tomada de posse.  Poderá levar algum tempo, mas, tal como aconteceu antes com Ulysses S. Grant, Harding será certamente crescente e merecidamente reabilitado.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Roletas, e escarretas, russas

Como seria de prever por quem é realmente conhecedor e intectualmente honesto, a situação politico-social nos Estados Unidos da América está a agravar-se a cada dia que passa. O país que era uma referência máxima na liberdade, na democracia e no (autêntico) progresso está a ser transformado gradualmente numa distopia. O que não é de surpreender: com efeito, que outra coisa seria de esperar depois de o Partido Democrata ter roubado a eleição presidencial de 2020 e colocado na Casa Branca um corrupto senil, isto enquanto corrói os fundamentos da nação através de uma (tentativa) de generalização em toda a sociedade de um novo segregacionismo – porque é disso que se trata com a dita «teoria crítica da raça» - e da instrumentalização do aparelho estatal, com especial e sinistro destaque dos departamentos da (in)justiça (que inclui o FBI, agora indiferenciável de uma polícia política) e da (in)defesa, contra os seus opositores ideológicos? O degenerado e demente de Delaware tem razão quando afirma que «enfrentamos o mais significativo teste à nossa democracia desde a Guerra Civil»; porém, logicamente, ele e os seus «camaradas» é que são, tal como há 150 anos, os culpados disso.
Ter nos EUA um regime autoritário ilegítimo já é demasiadamente mau. Pior, muito pior, é esse regime estar recheado de elementos que não gostam e até odeiam a sua pátria e a bandeira que a simboliza – óbvio, porque, afinal, é de democratas que falamos – e que, para cúmulo, passiva e mesmo activamente contribuem para a fragilização daquela perante potências estrangeiras hostis. Alguém disse que os democratas não têm inimigos externos mas sim apenas internos, e, efectivamente, considerando o que tem acontecido desde 20 de Janeiro passado, isso confirma-se. Sim, podemos acusar os «burros» de vil traição: com o Irão voltou o aliviar de sanções e o apaziguamento para com os «ai-as-tolas» anti-semitas, homofóbicos, misóginos e terroristas; com a China de Xi Jinping, não muito diferente quanto a ameaças e a perigos para todo o Mundo hoje da Alemanha de Adolf Hitler ontem, é o reatamento de relações como se nada entretanto tivesse acontecido… do tipo, sei lá, uma pandemia devastadora que o Partido Comunista Chinês permitiu que alastrasse, desse modo causando a morte de milhões de pessoas e a deterioração de dezenas de economias nacionais – o que se compreende porque são muitos os «azuis» que foram comprados e estão no «bolso» de Pequim, a começar por Joe Biden; e com a Rússia, que, entre 2016 e 2020, foi apresentada como o «bicho-papão» mais assustador, acontece o servilismo mais ridículo – e que por isso merece aqui e agora uma análise mais detalhada.
Antes, há que recordar novamente, não esquecer nunca, este «axioma»: os democratas acusam falsamente os republicanos de crimes que eles próprios verdadeiramente cometem; levam a projecção, e a hipocrisia, ao máximo do descaramento e da perversidade. Eles acusaram Donald Trump e membros da equipa dele de conluio («collusion») com a Rússia e com Vladimir Putin, que o regime de Moscovo havia auxiliado o bilionário nova-iorquino a tornar-se presidente – o que era uma (verdadeira) grande mentira de uma campanha de desinformação engendrada pela candidatura de Hilary Clinton, também com o objectivo de fazer esquecer que ela tinha autorizado a venda de urânio norte-americano a uma empresa russa. Enquanto presidente, Trump nada fez que pudesse ser encarado como uma ajuda a Moscovo, muito pelo contrário, e o exemplo máximo disso terá sido – juntamente com os 200 mercenários russos eliminados na Síria – a imposição de sanções à empresa construtora do oleoduto Nordstream 2, cuja função é o transporte de petróleo e gás da Rússia para a Europa Ocidental e em especial para a Alemanha, deste modo impedindo efectivamente a continuação do projecto. O que decidiu Joe Biden – ou, mais correctamente, aqueles que decidem por ele – assim que se viu na Casa Branca? Levantou as sanções, assim permitindo a Putin dispor de um importante instrumento de pressão sobre os cada vez mais frágeis países do Oeste do Velho Continente; e certamente terá sido uma «coincidência» que entidades ligadas àquele oleoduto tenham feito doações à campanha de Biden para a presidência. Incrivelmente (ou nem tanto, porque, mais uma vez, é de democratas, essa corja asquerosa, que falamos), previamente outra decisão havia sido tomada pela actual e ilegal «administração» que esclarece sem margem para dúvidas quais são as prioridades daquela: a revogação da autorização da construção do oleoduto Keystone, que liga(ria) o Canadá aos EUA. Isto é, e quase em simultâneo, o PD reforçou a indústria petrolífera russa e enfraqueceu a norte-americana, de que resultou igualmente a eliminação de centenas (talvez milhares) de empregos directos e indirectos, o aumento dos preços dos combustíveis, e a colocação de um processo em tribunal exigindo uma indemnização de 15 biliões de dólares.
Poderiam os democratas ser mais ridículos, comprometidos, incompetentes, vendidos? Uma pergunta inútil porque, evidentemente, podem. Em Junho, e depois de uma cimeira do G7 na Grã-Bretanha em que Joe Biden deu diárias, consecutivas demonstrações de fragilidade e de insegurança mental e intelectual para todo o Mundo ver, realizou-se um encontro com Vladimir Putin na Suíça em que, na sequência de elogiar o presidente russo (algo que com Donald Trump seria, e foi, considerado prova de «kompromat») e de vituperar o GOP, o depravado e destroço de Delaware entregou ao chefe do Kremlin nada mais nada menos do que uma lista de 16 entidades que integram a infraestrutura crítica dos EUA e que, por isso, deverão, ou deveriam, estar fora de alcance («off limits») de ataques electrónicos vindos de Moscovo! Ou seja, disseram aos russos, na prática, que o resto pode(ria) ser atacado! E, sem grande surpresa, menos de um mês depois centenas de empresas foram alvo de um «não usual e sofisticado ataque de ransomware» - na véspera do feriado de 4 de Julho, o que «salienta» ainda mais a «independência» de que o país goza sob o jugo absurdo e obtuso dos democratas…
… Que, fica provado, não se incomodam, e até provavelmente apreciam, estes jogos de «roletas russas» que podem sair – na verdade, já estão a sair – muito caros aos cidadãos cuja protecção, em teoria, eles teriam estrita obrigação de assegurar. No entanto, são escarretas, mesmo que virtuais, que eles recebem unicamente. Em última análise, este lamentável e inacreditável (ou nem tanto) comportamento mais não é do que a continuação da famigerada promessa de «maior flexibilidade depois das eleições», que Barack Obama fez há quase dez anos, levada às últimas consequências. Todavia, se encararmos, como vários observadores fazem, esta «residência» dos EUA como o «terceiro mandato» do Sr. Hussein, tal torna-se inquietantemente compreensível.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Rever em alta (Parte 5)

«Primeiro lutar! Depois ganhar!», Kevin McCullough; «Trump ainda está a ganhar na economia», Cal Thomas; «O legado de paz de Trump», Caroline Glick; «O conluio da Rússia não era sobre Donald Trump, foi desenhado para proteger Hillary Clinton», Lee Smith; «O conseguimento de Trump com o Irão», Reuel Marc Gerecht e Ray Takeyh; «O leão da América», David Prentice; «Saboreiem os triunfos de Trump antes de Biden pôr a China no topo», Laura Ingraham; «Trump saindo com um “registo económico historicamente mau”?Vamos olhar para os factos», Andy Puzder; «Os quatro anos de Trump foram produtivos, contenciosos, energéticos… e engraçados», Liz Peek; «Presidente Trump estabeleceu o recorde de mais votos para um presidente em exercício na história dos Estados Unidos, todos os republicanos deveriam estar indignados e levantando-se pela justiça, onde estão eles?», Joe Hoft; «Parem de chamar hipócritas aos apoiantes dos desafios de Trump à eleição», Donald Devine; «Trump termina o período de 12 anos de Obama como “o homem mais admirado” da América», Tim Pearce; «Trump não apenas admirado mas apreciado», Tammy Bruce; «Os 10 maiores conseguimentos de Trump em 2020», Steve Cortes; «Os 15 maiores momentos MAGA para o Presidente Donald Trump em 2020», Charlie Spiering; «Donald Trump tem sido o mais iluminante presidente em décadas», Rachel Bovard; «O telefonema de Trump revela de facto um presidente profundamente atento aos detalhes, com os republicanos do estabelecimento em debandada, sem vontade e rejeitando a transparência», Raheem Kassam; «Porque me vou juntar à marcha de 6 de Janeiro em Washington por Trump», Jenni White; «Ignorar as preocupações dos apoiantes de Trump irá destruir a América», Jason Whitlock; «A agenda de Trump deve sobreviver à sua presidência», David Limbaugh; «Não, Trump não é culpado de incitamento», Jeffrey Scott Shapiro; «Se você pensa que Trump é o pior presidente de sempre, ou é ignorante ou foi enganado pela propaganda dos media», Cabot Phillips; «Se Trump é culpado de “incitamento” então também o são metade dos democratas no Congresso», Matt Walsh; «A impugnação apenas alimenta divisões, eleva Trump aos olhos dos seus apoiantes», Josh Hammer; «Se o srepublicanos põem a América primeiro eles removerão Liz Cheney e não Donald Trump», John Hanson; «O apoio a Trump é mais sobre políticas do que personalidade», David Marcus; «A aprovação de Trump aproxima-se quietamente de um máximo de três anos», Sharyl Attkisson; «A maior mostra política na Terra aproxima-se de um final espectacular», Charles Hurt; «Parem de difamar os apoiantes de Trump», Noor Bin Ladin; «O legado de conseguimento de Donald Trump com Israel viverá», Deborah Brand; «O relatório “1776” de Trump é uma maravilha, faz-me sentir vergonha de ser britânico», James Delingpole; «Não, não se pode julgar um anterior e impugnado presidente», Alan M. Dershowitz; «Trump lutou contra o pântano, e o pântano ganhou», John Hinderaker; «O verdadeiro legado do Presidente Trump será as suas ideias transformativas», John Nolte; «74 216 722», Larry O’Connor; «O “trumpismo” necessita de Trump, não da orientação de vigaristas», Elizabeth Harrington; «Mantenham o movimento em andamento», Benny Johnson; «Os conservadores deveriam parar de tentar justificar a impugnação de Trump», John Daniel Davidson; «Ido mas não esquecido – O legado de Trump, as promessas e os desafios para a próxima época eleitoral», Ron Bassilian; «A “satisfação” nos Estados Unidos foi mais alta sob Trump do que Obama e Bush, a melhor em 16 anos», Paul Bedard; «Trump irá regressar», Sebastian Gorka; «Classificando os 15 mais engraçados “tweets” de sempre de Donald Trump», Ben Zeisloft; «Os críticos que chamaram a Trump “autoritário” estão silenciosos quanto ao desvario de ordens executivas de Biden», Jordan Davidson; «A narrativa do “incitamento” por Trump do motim no Capitólio está a cair aos bocados perante os nossos olhos», Kyle Becker; «O regresso de Trump começa – O plano para fazer Trump e a América grandes outra vez», Wayne Allyn Root; «Compare o legado de Obama ao de Trump, decida você quem merece o Prémio Nobel da Paz», Ian Haworth; «Trump mudou-se da Casa Branca para dentro das cabeças deles», Kurt Schlichter; «Porque os conservadores do estabelecimento ainda não entendem o significado de Trump», Pascal-Emmanuel Gobry; «Os ganhos do ódio a Trump», Victor Davis Hanson; «Uma sugestão para Donald Trump», R. Emmett Tyrrell Jr.; «Sobre a China, Trump tentou salvar Washington de si própria», Bradley Thayer; «Sondagem da NBC mostra más notícias para os democratas, boas notícias para o GOP e o poder de Trump», Nick Arama; «O legado da política externa do Presidente Trump – Quatro realizações para recordar», Jacob Falach; «Revaliando Trump e Covid», Byron York; «Trump mostra sinais de ser mais fazedor de reis do que rei», Miranda Devine; «Donald Trump deixou-nos com uma economia muito mais forte do que alguém pensou», John Carney; «Sim, Presidente Trump, a nação sente dolorosamente a sua falta», Elad Hakim; «Não, Trump não criou a crise na fronteira, os democratas sim», Chad Wolf; «Os media corruptos que acusaram Trump de “incitar” à violência ficam silenciosos quando a democrata Maxine Waters faz justamente isso», Tristan Justice; «Presidentes democratas deram empregos no governo maioritariamente a partidários esquerdistas enquanto Trump foi o mais equilibrado em décadas», Catherine Salgado; «Novos dados mostram que a maioria dos votantes de Trump em 2020 foram mulheres e minorias», Gabe Kaminsky; «A cobertura mediática de crises sob Biden seria bastante diferente se Trump estivesse em funções», Ashe Schow; «Como Donald Trump estava certo sobre Jeff Bezos usar o Washington Post para ganho pessoal», Nick Monroe; «Os media não conseguem deixá-lo – Quase 40% de todas as histórias sobre Joe Biden mencionam Donald Trump», Ben Johnson; «Trump queria interrogar publicamente Fauci sobre o financiamento do laboratório de Wuhan e cobrar à China pela pandemia», Sharri Markson; «Mais uma vez, Donald Trump estava certo», Paul Murray; «A mayor de Washington foi homenageada na convenção do Partido Democrata pela resposta ao motim – Novos relatórios revelam que ela, e não Trump, lançou gás lacrimogéneo contra manifestantes», Mollie Hemingway; «A nova e firme posição de Biden contra Pequim é um tributo a Donald Trump», Rich Lowry; «O que Biden fez à Ucrânia é pior do que o que Trump fez», Joel B. Pollak; «Trump estava certo, e nós também», Jenny Beth Martin.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Afinal, houve outras

Um dos livros que li no terceiro quadrimestre de 2020 foi «Política de A a Z», escrito por Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves. Publicado em Janeiro de 2017 pela editora Contraponto e apresentado pela primeira vez em sessão realizada no El Corte Ingles de Lisboa no dia 27 daquele mês, em que estive presente, o meu exemplar foi aí adquirido, e autografado pelos autores. Na capa da obra está uma frase que funciona talvez como subtítulo e descrição, «um guia para compreender o sistema político português», o que não é exactamente correcto porque nele estão dezenas de palavras, expressões, conceitos que abrangem praticamente todo o Mundo, bem como a História daquele nos últimos três séculos. De qualquer forma, trata-se, no cômputo geral, de um trabalho do tipo dicionário (mini) enciclopédico bem pensado e elaborado…
… Apesar de conter algumas falhas, alguns lapsos, não muito graves apesar de surpreendentes, como, por exemplo, na entrada «Populismo» (páginas 220-222), Silvio Berlusconi ser apontado também como (ex-) proprietário do clube de futebol Inter de Milão – na verdade, e obviamente, foi-o do outro clube daquela cidade, o AC. Porém, bem pior, e deveras incompreensível vindo de alegados «especialistas», os casos de «impeachment», isto é, de (tentativas de) impugnação e destituição de presidentes dos Estados Unidos da América são referidos e recordados não com um, não com dois, não com três mas sim com quatro erros graves, e não uma mas sim duas vezes. A primeira, precisamente, na entrada «Impugnação» (páginas 145-146), onde se lê: «Aconteceu em Julho de 1974, quando o Presidente norte-americano Richard Nixon foi alvo de um inquérito desencadeado pelo Congresso com vista à sua exoneração compulsiva – um mecanismo constitucional nunca antes utilizado em quase 200 anos de história dos Estados Unidos como país independente. (…) Vendo-se sem saída, Nixon antecipou-se, abandonando o cargo a 9 de Agosto.» A segunda na entrada «Watergate» (página 291), onde se lê: «Nome de um conhecido edifício na capital norte-americana, para sempre associado a uma investigação jornalística do diário Washington Post que culminou no primeiro – e até hoje único – processo de impugnação de um Presidente norte-americano no Congresso. O jornal descobriu que durante a campanha para a sua reeleição, em 1972, o Presidente Richard Nixon ordenara a instalação de escutas ilegais no quartel-general do seu opositor democrata, George McGovern, situado naquele edifício. A impugnação, justificada pelo abuso de poder executivo, só foi travada pela demissão de Nixon, a 9 de Agosto de 1974.»          
Eis os quatro erros. Primeiro, Richard Nixon nunca foi alvo verdadeiramente de um processo de impugnação – este só começa efectivamente se e quando os respectivos artigos de acusação são votados e aprovados no plenário da Casa para depois serem entregues no Senado, onde se procede ao julgamento final; o 37º presidente demitiu-se antes de essa votação ocorrer. Segundo, Nixon não ordenou a instalação de escutas na sede do Partido Democrata no edifício Watergate – embora, sim, tenha tentado posteriormente ocultar a participação de elementos da sua campanha na operação. Terceiro, existiu antes da não impugnação de RN o primeiro, autêntico, processo desse tipo, em 1868 e contra Andrew Johnson, democrata que havia sido vice-presidente de Abraham Lincoln e que lhe sucedeu no cargo após o assassinato daquele em 1865; acusado de abusos de poder presidencial, Johnson acabaria por não ser condenado no Senado por insuficiência de votos (bastava somente mais um!) para tal. Quarto, e acentuando o absurdo de se afirmar que o processo de «impugnação» de Richard Nixon (que, repita-se, não existiu) foi o «único» (à data da publicação de «Política de A a Z»), entre Dezembro de 1998 e Fevereiro de 1999 – ou seja, há pouco mais de 20 anos, o que levaria a crer que os autores se recordariam – aconteceu o mais famoso «impeachment» norte-americano de sempre, em que o também democrata Bill Clinton foi acusado de perjúrio (mentir sob juramento) e ainda de obstrução à justiça, e isto num contexto dominado pela revelação do adultério do 42º presidente com Monica Lewinsky, então apenas o mais recente dos vários em que o ex-governador do Arkansas incorrera; tal como acontecera com Andrew Johnson, as acusações aprovadas na Casa não obtiveram no Senado o número mínimo de votos favoráveis (dois terços), e o marido de Hillary cumpriu até ao fim o seu (neste caso segundo) mandato.
Afinal, houve outras… genuínas, tentadas, impugnações contra presidentes norte-americanos, mas não contra Richard Nixon. E, apenas três anos depois da publicação do livro mencionado, em 2020, ocorreu a primeira tentativa de «impeachment» de Donald Trump, e em 2021  a segunda – ambas baseadas em acusações falsas, mentiras torpes, alegações ridículas, e que de facto em mais não consistiram do que meras manobras de distracção em relação a reais crimes cometidos por democratas. Enfim, o que é de concluir do caso analisado é que mesmo supostos «entendidos» podem fazer (dizer, escrever) disparates, pelo que uma atitude razoavelmente céptica é sempre aconselhável.  

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Sobre máscaras, n’O Diabo

Na edição de hoje (Nº 2311) do jornal (semanal) O Diabo, e na página 14, está o meu artigo «Desmascarar os déspotas». Um excerto: «Xi Jinping e o seu comité central continuam a sentir-se à vontade para agredir: Taiwan, com repetidas intrusões nos seus espaços aéreo e marítimo; Hong Kong, com o encarceramento de oposicionistas; Macau, com pressões sobre a TDM que resultaram em demissões de vários jornalistas. Entretanto, aos cultos da personalidade e à repressão – cada vez mais tecnológica e sofisticada – vieram juntar-se campos de concentração onde milhares de muçulmanos uigures são maltratados, em especial as mulheres, vítimas de alegadas, e repetidas, violações e esterilizações; é um quadro de terror que Joe Biden, sempre incompetente, mentiroso e agora também senil, desvalorizou recentemente como sendo o resultado de “diferentes normas”. A corrupção explica igualmente a passividade, e até a cobardia, dos actuais ocupantes da Casa Branca: são às dezenas os destacados elementos do Partido Democrata, não apenas em funções governativas – e, nestas, a começar pelo “Nº 1” e a sua família - mas também nos meios empresarial e académico que têm ou tiveram duvidosas relações, financeiras e outras, com entidades chinesas ligadas ao PCC. Neste âmbito e não só, o contraste – negativo – com Donald Trump e o Partido Republicano é flagrante e inquietante.»

sexta-feira, 26 de março de 2021

Revisionismo discrimino-censório

No início desta semana que agora termina, e em dias consecutivos, duas pessoas que podem ser colocadas (eu coloco-as) entre os mais destacados «bloguistas» portugueses publicaram «postas» sobre o que é, praticamente, o mesmo tema: as consequências do que vamos designar de um extremo revisionismo dicrimino-censório – versão mais recente e demente do já de si duradouro e detestável «politicamente correcto» - na literatura mundial e até no mercado literário português e nos autores nacionais, revisionismo esse que tem origem em muitas universidades dos Estados Unidos da América, e que a partir daí «contaminou» bastantes – demasiado(a)s) – indivíduos e instituições (incluindo empresas privadas), não só naquele país mas também noutros.
A 21 de Março, no Malomil e em texto intitulado «A traição dos intelectuais», António de Araújo aborda as controvérsias decorrentes da tradução do primeiro livro daquela que é supostamente a mais jovem vedeta das letras norte-americanas: «(…) Porque é que Amanda Gorman e os seus agentes levantaram objecções a que a sua poesia fosse traduzida para catalão por um branco, Victor Obiols, mas não objectaram a que fosse traduzido para espanhol por uma branca, Nuria Barrios, dita “sem historial activista”? Porque é que só agora, à boleia desta nova polémica, é que Grada Kilomba vem questionar e criticar a tradução para português do seu livro, “Memórias da Plantação”, feita por um homem branco, Nuno Quintas, e nada disse nem objectou quando essa tradução foi feita, em 2019? (…) Que características de um determinado autor devem ser valorizadas na escolha do seu tradutor? No caso de Amanda Gorman, vemos apontadas as seguintes características: “jovem”, “mulher”, “negra”, “filha de mãe solteira”. Dessas, qual a decisiva na escolha do tradutor? Apenas uma, a etnia? Todas? Porque não o facto de ser mulher? Ou jovem? Ou filha de mãe solteira? Com que legitimidade se erige a etnia em detrimento do género, por exemplo? Se escolhemos a etnia como ponto decisivo do “lugar da fala”, isto significa que apenas negros podem traduzir negros e brancos podem traduzir brancos? Se sim, porquê? Se não, porquê? Porque é que a etnia de um tradutor lhe confere especiais qualificações para o seu ofício? Isso não será racismo, no fim de contas? (…) Quem pode traduzir Amanda Gorman? Uma homem de meia-idade pode fazê-lo? Ou apenas Amanda Gorman pode traduzir-se a si própria? Um homem pode traduzir literatura feminista? Um heterossexual pode traduzir escritos gay? Um agnóstico pode dar voz à “Bíblia”? E quem pode traduzir os clássicos, Aristóteles ou Platão, Joyce ou T. S. Eliot? Um judeu não pode traduzir “Mein Kampf”? Ou, pelo contrário, só um judeu pode fazê-lo? Não haverá aqui o risco, mais do que evidente, de se criarem novos casulos e barreiras, contrariando a essência própria, universalista, dialogante, do acto de traduzir? (…)»
A 22 de Março, no Horas Extraordinárias e em texto intitulado «Estupidez», Maria do Rosário Pedreira aborda a – inesperada – dificuldade em conseguir editar nos EUA um (por ela não identificado) escritor nacional: «Disse-se ao longo de mais de uma centena de anos que a América era a terra das oportunidades; infelizmente, passou a ser a terra da oportunidade de ficar calado, pois não se pode agora falar de nada sem que todas as nossas palavras, por mais inocentes que sejam, acabem julgadas da pior maneira. Recentemente soube que recusaram a obra de um autor português com um relatório em que, antes de mais nada, o descreviam como muitíssimo talentoso; mas esse talento era secundário para a editora norte-americana que decidiu não o publicar porque um dos romances falava de forma muito directa de um tema que, para a imprensa norte-americana, era muito sensível (a deficiência); e o outro tinha, entre as suas personagens, uma transsexual (mas, como o autor não o é, certamente iria ser acusado de falar do que não sabe; ainda pensaram pedir um segundo relatório de leitura a alguém da comunidade LGBT lá do sítio, mas não encontraram nenhum trans que lesse português). (…) É uma outra forma de preconceito que em nada ajuda as minorias, fingindo que as protege. Se os autores não podem falar do que não sentiram na pele, não é isso uma negação da imaginação? (…)»
Nestes seus textos tanto António de Araújo como Maria do Rosário Pedreira colocam questões pertinentes, resultantes também do que parece ser genuína supresa e até indignação perante o que acontece – no âmbito cultural, pelo menos – no outro lado do Atlântico. Porém, ambos não podem alegar que não foram avisados, e nomeadamente por mim, sobre as mais do que prováveis e previsíveis consequências de a pérfida perversão, atentatória dos mais bons e básicos valores civilizacionais, inerente à esquerda norte-americana e núcleo perene do Partido Democrata se expandir e se consolidar, talvez e infelizmente de uma forma permanente. Recordo que o actual consultor da Presidência da República me «convidou» a deixar de comentar no Malomil depois de eu ter respondido, discordando (com factos), a alguns posts em que criticava Donald Trump; e que a actual editora da Leya não pareceu ter reconhecido o erro que cometeu ao elogiar uma bibliotecária luso-descendente de Boston que rejeitou livros oferecidos por Melania Trump, e, na prática, ofendeu a primeira-dama… e no meu comentário já alertava para o perigo de a proibição de certas obras e artistas por parte dos novos «inquisidores» se tornar uma rotina – e o certo é que, menos de quatro anos depois, são (alguns d)os de Theodor «Dr. Seuss» Geisel, que Liz Soeiro desprezou, que estão entre os primeiros (porque, sim, há outros) a serem «apagados» na vigência do regime que foi instaurado a 20 de Janeiro passado numa Washington pejada de soldados e de barreiras com arame farpado.    
No entanto, nestes seus textos António de Araújo e Maria do Rosário Pedreira dão igualmente mostras de uma surpreendente ingenuidade… ou de algo pior. Ele também pergunta: «Como é possível conciliar este debate com o propósito de união anunciado no discurso da tomada de posse de Joe Biden, sem o qual poucos saberiam sequer quem é Amanda Gorman?» Obviamente, isso não é possível, porque os democratas não são nem nunca foram pela união e pela integração (racial e outras) mas sim pela secessão e pela segregação; e estar na Casa Branca um ilegítimo e xexé «chefe de Estado» é uma garantia de que vai continuar a invasão por imigrantes ilegais, a perseguição policial e judicial de opositores políticos e a promoção de campanhas de menorização (ou seja, de discriminação e mesmo de ódio) contra brancos, além de que se irá tentar proceder ao desarmamento da sociedade civil e a «purgas» ideológicas nas forças armadas – tudo acções que provavelmente levarão, não à unidade, mas à implosão do país, quiçá até a uma nova guerra civil; quando alguém que tem uma licenciatura em Direito e um doutoramento em História, e com actividades importantes e influentes, e que apesar disso revela não ter um conhecimento suficiente de factos fulcrais relativos aos EUA, é de duvidar da qualidade dos conselhos políticos que dá no Palácio de Belém. Ela também pergunta: «Então hoje para uma editora o talento é menos importante do que o assunto de um romance? E um agente cultural como uma editora mete o rabo entre as pernas, recusa-se a arriscar e abdica de mudar mentalidades mesmo quando diz que o autor tem muito talento?» A verdade é que – e sei-o por experiência própria – MRP já se recusou a arriscar por causa do assunto de um romance e não ponderou devidamente o talento do respectivo autor; todavia, é elementar e da mais básica justiça reconhecer que, neste aspecto, ela está longe de ser um caso único.
Ainda sobre o texto citado do Horas Extraordinárias, é quase certo que o autor nele mencionado é Afonso Reis Cabral, trineto de José Maria Eça de Queiroz. E este, curiosamente, tornou-se igualmente uma «vítima» do revisionismo PC devido a alegados «preconceitos raciais» existentes n’«Os Maias», que foram primeiro «denunciados» por uma «investigadora» que estudou… nos EUA. Ela será certamente bem vinda se quiser participar no segundo congresso – por mim proposto, e organizado pelo Movimento Internacional Lusófono – sobre EdQ, que deverá decorrer no próximo mês de Outubro e que terá como temas os 150 anos da publicação de «O Mistério da Estrada de Sintra», da realização das Conferências do Casino e do início da edição d’«As Farpas». Imagine-se o que ele teria dito e escrito sobre estes novos «puritanos» da treta! (Também no Octanas.)

quinta-feira, 11 de março de 2021

Um «chefe de Estado» xexé

(Uma adenda no final deste texto.)
Nunca é – nunca será – demais, desajustado, despropositado, recordar e reafirmar que Joe Biden não venceu de facto a votação presidencial de 2020 e que a sua chegada à Casa Branca se deveu a uma enorme fraude eleitoral, que muitas pessoas – isto é, muitos (supostos) republicanos, aos níveis executivo, legislativo e judicial – decidiram não confrontar decidida e decisivamente. Do mesmo modo se deve salientar repetidamente que além de bastantes outras eleições não tão importantes, concretamente as de âmbito local e estadual (há que lembrar a alegada «vitória» de Al Franken sobre Norm Coleman em 2008 para o Senado pelo Minnesota), sonegadas pelos democratas ao longo dos anos, a presidencial de 1960 constituiu a anterior «grande roubalheira» por eles perpetrada. 
Porém, entre o que aconteceu há mais de 60 anos e o que aconteceu no ano passado há uma diferença fundamental: John Kennedy não era, tanto quanto se sabe hoje, nem um incapacitado mental nem um traidor a soldo do principal país inimigo dos EUA; e era um verdadeiro católico, se não no sentido da fidelidade conjugal, pelo menos no que se refere ao aborto – e se fosse vivo hoje certamente não concordaria com a «interrupção voluntária da gravidez» até ao momento do nascimento, com o dito «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, e com a entrada de homens, fingindo ser mulheres, nos balneários daquelas e/ou em provas desportivas para sabotarem as suas carreiras; além de que JFK era um autêntico anti-comunista que certamente não desculpabilizaria violações de direitos humanos, quiçá genocídio…
Que foi o que Joe Biden fez ao desvalorizar a repressão da minoria uighur na China como sendo uma questão de «diferentes normas» - dir-se-ia que, com este comentário, fez por merecer o dinheiro que recebeu (e ainda recebe?) de Pequim. Só isto, de tão mau que é, seria suficiente para o impedir de se tornar (p)residente. E, no entanto, há mais: sucessivas demonstrações de crescente senilidade, tanto na campanha como na Casa Branca, que os media «amigos» se esforçam por disfarçar; regulares expressões de racismo, que, aliás, já vêm de longe; credíveis acusações de assédio sexual – todavia, a Tara Reade não se dá a atenção e a protecção que outras queixosas mais duvidosas (ou seja, contra republicanos) receberam. Entretanto, o Congresso agora dominado por democratas cada vez mais fanáticos aprova legislação que tenta transformar o país numa ditadura distópica que subverte a Constituição nos seus princípios fundamentais, consagra a supremacia do movimento LGBTQ e institucionaliza a fraude eleitoral permanente – a favor dos «burros», obviamente, tendo eles a certeza de que os tribunais, incluindo o «supremo», nada farão para a neutralizar
Como seria de esperar, e compreensivelmente, as dúvidas e as queixas acumulam-se. Não é só do GOP, contudo, que elas chegam – também de diversos «azuis», mais sensatos e/ou menos estúpidos, que pressentem os perigos da loucura que aumenta em seu redor. Por exemplo: aqueles que sugerem (exigem?) que o usurpador prescinda de alguns dos seus «poderes de guerra» e também da autoridade exclusiva para ordenar ataques nucleares; Michelle Grisham, governadora do Novo México, que se insurgiu contra as novas directivas sobre energia vindas de Washington; aqueles que alertam contra a excessiva tolerância com a entrada de imigrantes ilegais na fronteira com o México, nomeadamente o representante Henry Cuellar e o mayor Bruno Lozano; os que se indignam com o atraso nos apoios aos (muitos) cidadãos prejudicados pela pandemia, e com o valor reduzido daqueles, realçando que nesse âmbito a situação piorou em comparação com o que Donald Trump fez (!), como é o caso de Alexandria Ocasio-Cortez, Cenk Uygur, Ja’Mal Green e Shaun King; Naomi Wolf, ex-conselheira de Bill Clinton, que receia (justificadamente) que um estado policial seja instituído; ingénuos (ou imbecis?) votantes no PD que, proponentes da reabertura das escolas e do combate ao aborto, «descobrem», muito espantados, que a actual (e ilegítima) administração não vai de encontro aos seus interesses. 
Perante este panorama, em que o número de mentiras vai aumentando e em que as promessas (à partida não muito credíveis) são quebradas, não é de admirar que Biden já tenha batido o «recorde» do tempo (dos dias) que um «presidente» demora até fazer a sua primeira conferência de imprensa desde que tomou posse; aliás, uma confirmação conclusiva de que o ex-número dois de Barack Obama não está na posse plena das suas (à partida não muito altas) faculdades mentais e não inspira confiança à sua «equipa» está nas repetidas vezes em que os jornalistas são «enxotados» de eventos públicos com o xexé «chefe de Estado» para não lhe fazerem perguntas que correm o risco de lhe suscitar respostas bizarras… para as quais, todavia, ele está disponível «se for isso que é suposto» ele fazer.
(Adenda - Os exemplos da debilidade mental e até física de Joe Biden - para não falar do seu mau carácter - já são muitos, mas há sempre lugar para mais, em especial se forem particularmente graves: voltou a designar Kamala Harris de «presidente»; e caiu três vezes ao subir as escadas para embarcar no Força Aérea 1 para uma viagem a Atlanta. Entretanto, não comentou - ou seja, na prática recusou - um convite de Vladimir Putin para um debate com o líder russo depois de chamar a este de assassino; e os principais dirigentes do seu Departamento de Estado foram humilhados e insultados pelos homólogos chineses em território norte-americano durante um encontro solicitado pela Casa Branca, e isto depois de o mesmo DdE não ter recebido resposta às mensagens que enviou ao regime norte-coreano. Citando Peter Navarro, «eleições roubadas têm consequências»... péssimas e perigosas.)  

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

«Impeachment» para totós (Parte 2)

Só os mais ignorantes, estúpidos e/ou fanáticos ficaram surpreendidos pelo falhanço – que, na prática, equivale a um reconhecimento oficial de inocência – da segunda tentativa de «impeachment», de impugnação de Donald Trump, que se consumou no passado dia 14 de Fevereiro no Senado dos Estados Unidos da América, com uma votação em que o apoio à condenação recebeu 57 votos contra 43 – sim, uma maioria, mas não qualificada, não a necessária, porque para tal eram necessários 67 votos. E se a primeira tentativa, ocorrida no ano passado e igualmente falhada, já era suficientemente ridícula, esta foi ainda mais porque oficialmente se exigiu a remoção do cargo de Presidente de alguém que já não o era há quase um mês…
… Ou então esta manobra significou que, no fundo, os democratas sabem que Donald Trump é, de facto, o verdadeiro, o único Presidente dos EUA, e que Joe Biden só está na Casa Branca devido a uma fraude eleitoral alargada que (ainda) não foi devidamente investigada, punida e revertida - mas já foi admitida (surpresa!) pela Time. Porém, mais patética – e mais perversa, e mais perigosa – do que a circunstância desta «segunda via» de (tentativa) de impugnação é a acusação que esteve na sua base. Recorde-se que a anterior, em 2020, alegava que Trump havia abusado do seu poder ao pedir ao Presidente da Ucrânia que investigasse os negócios de Hunter Biden naquele país e as manobras de Joe Biden, quando era vice-presidente, para impedir uma investigação das autoridades de Kiev a esses mesmos negócios; não só Trump tinha toda a legitimidade para o fazer porque o comandante-em-chefe é-o também do attorney general, mas também porque, como confirmou a investigação do New York Post, censurada deliberadamente pela Twitter e pela Facebook, publicada antes da eleição de 3 de Novembro e o anúncio pelo próprio depois daquela, HB está mesmo sob investigação federal pelo FBI por suspeita de vários crimes financeiros. Agora, a acusação alegou que DJT causou, que ele «incitou» a ocupação do Capitólio no dia 6 de Janeiro quando se procedia à ratificação dos resultados eleitorais. O que é uma total e ridícula mentira, um completo e delirante absurdo…
… Porque Donald Trump, no seu discurso no dia 6 de Janeiro frente à Casa Branca e perante os seus muitos (milhares) de apoiantes, apelou clara e explicitamente a que aqueles fizessem ouvir as suas vozes «pacificamente e patrioticamente» - e o «motim» começou ainda ele não tinha acabado de falar. Mais: já existiam informações de que poderiam acontecer (tentativas de) infiltração e de instrumentalização das manifestações por parte de elementos, digamos, menos pacíficos, mas nem todos de «direita» – e, de facto, várias pessoas ligadas aos Antifa foram identificadas e até detidas após terem entrado no Capitólio, bem como, quem diria, um ex-agente do FBI; sabendo dessas ameaças, Trump disponibilizou previamente cerca de 10 mil soldados da Guarda Nacional, mas essa ajuda foi recusada por Nancy Pelosi e por Mitch McConnell (líderes das duas câmaras do Congresso), por Muriel Bowser (mayor de Washington) e pelo comandante da polícia do Capitólio… que depois recebeu um voto de desconfiança dos seus colegas – com efeito, não faltam as imagens, as gravações, de, surpreendentemente, vários agentes a abrirem as portas do edifício e a possibilitarem a entrada dos protestantes; cinco pessoas morreram, e todas eram apoiantes de DJT e dos republicanos – incluindo a única vítima de arma de fogo, e, sim, o polícia de que falsamente se disse ter sido atacado com um extintor.   
Os factos não poderiam ser mais claros, indiscutíveis, nítidos. Porém, e como há muito tempo se sabe, os democratas não querem saber dos factos se eles não se adequarem aos seus objectivos, e não têm quaisquer escrúpulos ou hesitações em construírem narrativas fantasiosas para tentarem desmoralizar, difamar e derrotar os seus opositores – que não são adversários políticos mas sim «inimigos domésticos». No entanto, tal estratégia está muito longe de ser infalível, e isso viu-se agora nesta segunda impugnação. Porque os «burros» abusam de acusar – falsamente – os «elefantes» dos crimes que eles próprios cometem, a equipa de advogados de Donald Trump mais não teve de fazer do que compilar, montar e exibir na sala do Senado vídeos de democratas – entre os quais algumas das suas maiores (tristes) figuras como Hillary Clinton, Cory Booker, Elizabeth Warren, Chuck Schumer, Maxine Waters, Nancy Pelosi, Kamala Harris e até Joe Biden – a fazerem sucessivos e inequívocos incitamentos, indirectos e directos, à violência, a contestarem resultados das eleições (em especial a de 2016, mas também as de 2004 e 2000) chegando a dizer (como «Crooked» Hillary, mas não só) que elas foram «roubadas» (Trump disse-o, mas ele tem razão), a tentarem impedir a confirmação dos grandes eleitores e a conclusão dos trabalhos do colégio eleitoral (mas quando são os «azuis» que o fazem já não se trata de «sedição» ou de «traição»). Pior, e confirmando pela enésima vez como os democratas são inerentemente criminosos, os ditos «gestores de impugnação» (impeachment managers) chegaram ao cúmulo de adulterarem, de falsificarem, «provas», imagens – o que, num tribunal «a sério», resultaria quase de certeza em severas sanções.
Os defensores de Donald Trump proporcionaram-lhe um segundo triunfo, e os democratas sofreram nova derrota, tão ou mais humilhante do que a primeira.  E como reagiram eles? Tão «bem» como seria de esperar: ameaçando com novas investigações, sejam elas através de uma comissão semelhante à que investigou o 11 de Setembro ou através de procuradorias estaduais «amigas» como a de Nova Iorque; com mais promessas de vingança e incitamentos à violência – com concretização quase imediata sobre Michael Van Der Veen, um dos advogados de DJT, que, após ter recebido ameaças de morte e de ter visto a sua casa vandalizada, foi forçado a esconder os filhos e a contratar segurança privada. Infelizmente, nada disto é surpreendente: os democratas são assim mesmo, incapazes de terem decência e honestidade, e é de todo inútil usar de cordialidade e de razoabilidade com eles. Todavia, o que é mais grave e preocupante é constatar o relativamente elevado número de políticos (representantes, senadores, governadores) do Partido Republicano que ainda vão na (literal) «canção do bandido» do PD, que acreditam nas calúnias e que se acobardam em momentos cruciais, como que dando «tiros nos pés», não tanto deles próprios mas dos cidadãos que é suposto representarem. E, neste aspecto, viverão em infâmia os nomes de dez na Casa e de sete no Senado,  entre os quais Liz Cheney, Adam Kinzinger, Ben Sasse, Mitt Romney (quão desprezível pode este homem ser?), Richard Burr, Pat Toomey e Lisa Murkowski, que votaram com os democratas pela condenação de Trump (note-se que nem um só dos «burros» quebrou as fileiras) – significativamente, a maioria já foi ou vai ser alvo de votos de censura ou de reprovação por parte das estruturas do GOP nos Estados a que pertencem. Uma lista à qual deve ser acrescentado o nome de Mitch McConnell, que, apesar de ter votado contra a impugnação, afirmou, mais do que uma vez, que o Nº 45 é «moralmente responsável» pelo que aconteceu no dia 6 de Janeiro – uma atitude que denuncia, para além do alinhamento com a mentira, uma imperdoável ingratidão, porque Elaine Chao, a esposa dele, foi secretária dos Transportes na anterior administração. É mais do que tempo para os republicanos no Senado terem uma nova liderança    
É aterrador, até trágico, reconhecê-lo, mas a actual investida totalitarizante (sim, sem aspas) dos democratas, auxiliada pelas purgas «estalinísticas» nas redes sociais, são incentivadas em grande medida pelas posições passivas de muitos republicanos. O partido que ainda reclama ser depositário da herança de Abraham Lincoln tem de decidir se vai permitir que, mais de 150 anos após ter sido derrotada, a Confederação – agora «reforçada» com comunismo – se levante do «caixão» da História e domine os Estados (Des)Unidos. Os muitos – degenerescentes – «descendentes» de Jefferson Davis, Woodrow Wilson e George Wallace, protegidos pelo novo Ku Klux Klan que é o «conglomerado» Antifa-Black Lives Matter, são tão ou mais adeptos da segregação do que os crápulas que os precederam nas campanhas de destruição do país. Quando Washington, por vontade dos «azuis», está rodeada de vedações (entendidas como dispensáveis na fronteira com o México) e é percorrida em permanência por tropas, e onde no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia o seu Residente (não é Presidente quem é um usurpador, quem beneficia de batota) emite mais de 50 ordens executivas em menos de um mês, preenchendo assim o «requisito» para ditador que ele próprio estabelecera, não restam dúvidas de que à direita a resistência necessitará de mais para além de palavras e de votos (que se sabe poderem ser falsificados). E à esquerda sabe-se isso também.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Ano… Treze

O Obamatório entra hoje no seu décimo terceiro ano de existência. Porém, e infelizmente, como que confirmando as conotações negativas, pessimistas, supersticiosas daquele número, o período que agora se inicia, não só para este ano de 2021 mas também para os seguintes, afigura-se que venha a ser um dos mais assustadores e até trágicos na história dos Estados Unidos da América e mesmo do Mundo…
… Porque hoje em Washington assistiu-se a uma monumental e vergonhosa fraude – directamente decorrente, aliás, de outra monumental e vergonhosa fraude ocorrida a 3 de Novembro último: tomaram hoje, supostamente, «posse» como presidente e vice-presidente duas pessoas que, de facto, não ganharam a mais recente eleição presidencial. Joe Biden e Kamala Harris foram beneficiários – e quiçá cúmplices conscientes, algo que ainda está por apurar – de uma campanha coordenada de ilegalidades e de irregularidades eleitorais. Sim, os democratas roubaram, descarada, desavergonhadamente, a Casa Branca, repetindo aliás, embora desta vez a uma escala talvez ainda maior, o que fizeram em 1960, quando John Kennedy superou, com o auxílio de batotice mafiosa, Richard Nixon – tornando, assim, o que aconteceria 14 anos mais tarde com o chamado «escândalo Watergate» num pormenor de certa forma insignificante. E, sim, Donald Trump é, continua a ser, o legítimo, o único, o autêntico Presidente dos EUA. Não é por acaso que, desde que a votação de há mais de dois meses aconteceu, ele nunca concedeu, nem, creio, nunca concederá a sua «derrota» nem reconhecerá a «vitória» de Biden. Logo, é completamente lógico e coerente que ele não tenha assistido à fantochada, à encenação de hoje no Capitólio nem tenha recebido previamente o seu - mentalmente degradado - rival no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia. E queixava-se hoje alguém da SIC que Trump havia «quebrado» o protocolo… que se f*d* o protocolo! Só quem não tem coluna vertebral estaria disponível para fingimentos, hipocrisias e mesuras para quem, durante mais de quatro anos, o obstruiu, insultou e ameaçou em permanência, e que, apesar de ter «triunfado», persiste em perseguir e em prejudicar potencialmente milhões de pessoas. No entanto, nunca as calúnias conseguirão diminuir ou apagar as – efectivamente positivas – realizações de uma das melhores administrações de sempre, que fez mais em quatro anos do que muitas em oito, e sempre contra a sabotagem constante de burocratas instalados e inimputáveis (sublinhando o «puta»), «jornalistas» sabujos que se diria norte-coreanos, senhores tecno-feudais predispostos à censura selectiva e inspirados por comunistas chineses, e rufias de rua Antifa/BLM que mais não são do que a nova encarnação do KKK. Afinal, onde está, quem pratica, efectivamente, o novo fascismo?    
Eu tenho conhecimento e capacidade para demonstrar, para provar, tudo o que afirmo. Na verdade, e como o Obamatório é disso testemunho há 12 anos, estou apto a desmentir e a desmontar todas as mentiras propagadas pelos democratas, todos os disparates mais abjectos, perigosos e ridículos em que eles são pródigos – o que já acontecia antes de Donald Trump se candidatar, mas que aumentaram, e exponencialmente, depois. Sempre estive pronto e com vontade de discutir estes temas em qualquer espaço da comunicação social portuguesa, mas, por causa de medrosos (e merdosos) propagandistas que preferem a conformidade à controvérsia (esta susceptível de aumentar audiências), tal nunca aconteceu. Nem o meu livro quiseram publicar, não fosse uma só obra destoar da torrente de lixo, nacional e internacional, que inundou as livrarias desde 2016. Portanto, cá continuarei, provavelmente com menos assiduidade, mas sempre irredutível em revelar a verdade.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A mais estúpida de 2020

Há pouco mais de dois anos «previ» que, em 2019 e em 2020, o confronto político nos Estados Unidos da América iria ser pior, agravar-se, em relação ao que acontecera nos anos anteriores, principalmente por causa da eleição presidencial que inexoravelmente se aproximava, dia após dia, semana após semana, mês após mês. E acertei no meu «palpite», embora nem eu – nem, muito provavelmente, a maioria esmagadora das pessoas, ou pelo menos as que acompanham mais de perto o que acontece no outro lado do Atlântico – minimamente adivinhasse ou suspeitasse, até mesmo em «pesadelos» mais tenebrosos, como o ano passado se revelaria infernal. 
Afinal, em 2020 houve: uma (tentativa de) impugnação (remoção) de Donald Trump como Presidente por ele ter solicitado informações ao seu homólogo ucraniano sobre os vários negócios obscuros e potencialmente ilegais da família Biden – algo que seria confirmado posteriormente; uma pandemia como não havia desde um século antes, que, tal como os «confinamentos» sanitários e anti-democráticos que causou, foi «exportada» pela China, dela resultando (até agora) quase dois  milhões de mortos e ainda a (auto-)destruição de quase todas as economias do Mundo – incluindo a dos EUA, em especial nos estados governados por democratas, que culparam Trump pela calamidade em vez dos comunistas chineses; uma onda de violência urbana, mais concretamente em cidades controladas por «burros» há décadas, feita de motins, roubos, agressões e homícidios, destruições e incêndios; e, last mas decididamente não o least, uma campanha, quase de certeza coordenada, de fraude eleitoral perpetrada em meia dúzia de estados e, mais especificamente, em outras tantas cidades controladas por «burros» há décadas, de que terá resultado a ilegítima, ilegal «eleição» de Joe Biden como presidente.
Considerando tais e tantos funestos acontecimentos, é compreensível e até inevitável que a retórica os reflectisse. Não faltaram, pois, talvez ainda mais afirmações do que antes, expelidas por democratas, que se «distinguiram» pelo insulto, pela mentira, o ridículo e o idiótico, pelo incitamento, indirecto ou mesmo directo, à violência contra os seus adversários tornados inimigos – apesar de (muit)os republicanos, ingenuamente, continuarem a não retribuir a «delicadeza». Assim, várias foram as «candidatas» (frases e pessoas) ao título de «mais estúpida de 2020», e entre elas estiveram: «Eles vão arder no Inferno se puserem as mãos naquela Bíblia», Spike Lee; «Nós estávamos totalmente empregados durante a escravatura», James Clyburn; «A razão porque estamos na crise em que estamos hoje não é por causa de algo que a China fez», Chris Murphy; «Os republicanos agora querem que nós aceitemos a morte em massa», Paul Waldman; «Eu votaria em Joe Biden se ele fervesse bebés e os comesse», Katha Pollitt; «O presidente vai tentar roubar esta eleição», Joe Biden; «Os republicanos no Senado estão a tentar safar-se de um assassinato, o de George Floyd», Nancy Pelosi; «O escândalo Covid de Trump faz com que o que Nixon fez em Watergate pareça inocente, ninguém morreu no escândalo Watergate», Andrew Cuomo; «O Partido Republicano é um bordel político gigante que basicamente se aluga a si próprio em cada noite a quem quer que seja que dê energia à sua base», Thomas Friedman; «No fim mostrar-se-á que Trump tem sido o mais prejudicial traidor da Guerra Fria desde os Rosenbergs, pelo menos olhando para o lado enquanto Putin saqueava as nossas segurança, política e economia, não fosse Trump presidente ele seria processado por traição», Howard Fineman; «Ele é o pior presidente que alguma vez vimos, ele não apenas provou que é incompetente mas que é, com efeito, verdadeiramente desumano», Christopher Cuomo.               
Apesar de «fortes» pretendentes ao «almejado» título de «a mais estúpida» do ano passado, nenhuma das acima reproduzidas «cagadelas florais» foi tão má  - isto é, tão hilariantemente exagerada e patética – como uma que foi proferida por Elizabeth Warren: «Donald Trump ameaça a existência da vida humana, de toda a vida, neste planeta». Sim, tal como a sua camarada Nancy Pelosi, que «ganhou» em 2019, a senadora pelo Massachusetts também é adepta das - obviamente completamente infundadas – acusações apocalípticas. Quando, como é o caso de qualquer democrata, nenhuma outra «qualidade» se tem além de incompetência e de maldade, «progressivamente» maiores crises de ódio tornam-se habituais. E eles assim continuarão enquanto não acreditarem que poderão sofrer (dolorosas mas merecidas) consequências pelo seu vil comportamento.