sábado, 14 de março de 2020

Peões pequeninos de Pequim

No fundo, não é verdadeiramente surpreendente nem mesmo revoltante – mas devia ser, o que diz bem dos níveis de vileza cada vez mais baixos a que eles desceram e do «hábito», da «normalidade», que infelizmente isso já constitui para muitos. De facto, depois de terem ilegalmente investigado Donald Trump e a sua campanha (sim, pior do que Watergate, sim, Barack Obama pior do que Richard Nixon), de o terem acusado falsamente de estar ao serviço da Rússia e de Vladimir Putin (que o teriam «ajudado» a vencer a eleição de 2016), e terem lançado uma tentativa de impugnaçãoimpeachment») por o Nº 45 ter, legitimamente, falado com o novo presidente da Ucrânia sobre a corrupção envolvendo Joe Biden e o seu filho Hunter, não é de espantar – porque, lá dizia Rahm Emanuel, nunca se deve desperdiçar uma crise – que os democratas se tivessem aproveitado do surto do dito «coronavírus», de uma pandemia que ameaça a saúde e a vida de muitos milhões de pessoas, para politizarem desavergonhadamente uma doença muito grave e assim tentarem prejudicar o presidente e, ao mesmo tempo, e incrivelmente, desculparem a China e o regime totalitário do Partido Comunista Chinês – que a controla há mais de 70 anos – por aquilo que, irresponsavelmente, causaram.
Mais uma vez, que não se acredite nas «fake news», nas notícias falsas, na desinformação, na propaganda, nas mentiras. Não, os republicanos em geral e Donald Trump em particular não disseram que o «Covid19» é uma «fraude» - esta está, sim, na acusação caluniosa de que a administração não está a ser competente na gestão da crise; é certo que não é, não está a ser perfeita, mas quem ou o quê o é numa situação destas? Foi logo em Janeiro que a Casa Branca declarou o «vírus de Wuhan» como sendo uma emergência médica e nomeou, para a monitorizar, uma comissão com os melhores especialistas disponíveis – que a CNN rapidamente criticou por não ter uma composição suficientemente «diversa» (isto é, com menos homens brancos); pouco tempo depois foi decidida a restrição e a seguir a proibição de viagens para e da China – e de imediato muitos esquerdistas falaram em «xenofobia» e em «racismo». Agora não há dúvidas de que essas limitações contribuiram de uma forma decisiva para atrasar e para atenuar o alastramento da infecção e o seu impacto nos EUA – que, por isso e proporcionalmente, tem muito menos casos do que outros países. Porém, tudo isto e mais que se fez e se tem feito  não é suficiente para a reles horda «progressista» na política e nos «me(r)dia» que mais não faz do que acirrar o alarmismo, a histeria e o pânico
… Ao mesmo tempo que ridícula, risivelmente, especula, fantasia, sobre o que esta crise poderá significar para a presidência de Donald Trump, comparando-a com desastres passados: Eddie Glaude com o furacão Katrina; Chuck Todd com a captura, em 1979, dos funcionários feito reféns da embaixada norte-americana em Teerão; Brian Klaas e Bret Stephens com o acidente nuclear de Chernobyl. O colunista supostamente «conservador» do New York Times, cujas iniciais, apropriadamente, são BS, está neste aspecto em sintonia com outros elementos daquele pasquim, que é como que uma fossa séptica – e desde há muitas décadas – do pior do jornalismo dos EUA: os seus «camaradas» Peter Baker, Carl Hulse e Gail Collins – uma estúpida que teve a desfaçatez de escrever que se deve culpar DJT pela doença e ainda designá-la como «Trumpvirus» (!) – também deram a sua contribuição para mais uma campanha caluniosa. Os atrás mencionados, juntamente com, entre outros, Joe Scarborough, uma e outra vez imbecil, e Nicolle Wallace, uma e outra vez imbecil (ambos ex-republicanos, e não fazem falta alguma ao GOP), acaso pensam que têm alguma credibilidade com as suas invectivas parvas depois de mais de três anos a afiançarem que «era desta» (e foram tantas…) que Trump estava tramado? O mesmo se pode dizer em relação a «criaturas do pântano» (previamente) infectas como Chuck Schumer – que há pouco mais de uma semana ameaçou de morte dois juízes do Supremo Tribunal dos EUA – e John Brennan – cuja capacidade para se manter fora da prisão deve ser salientada. E ainda quanto ao patético treinador dos San Antonio Spurs, Greg «Tovarich» Popovich, cuja lealdade vai para os comunistas chineses, o que já ficara demonstrado aquando da controvérsia, ocorrida no ano passado, envolvendo a NBA e os protestos em Hong Kong, perante os quais vários treinadores e jogadores daquela se esforçaram por se distanciar…
… Mas o basbaque do basquete não é actualmente a única figura pública dos EUA que tomou o partido dos neo-maoístas totalitários asiáticos contra o seu próprio governo e contra o seu próprio presidente. Se já era ridículo acusar de «xenofobia» e de «racismo» a administração de Donald Trump por ter decidido – correctamente, repete-se – proibir viagens de e para a China, entramos numa (até agora) inédita e inaudita zona de loucura (e de traição?) quando se afirma que é «xenófobo» e «racista» dizer que o coronavírus, originário de Wuhan, é chinês, e, pior, que o PCC tem agido durante esta crise mais e melhor do que o PR. Quem não acreditar que leia e/ou ouça o que declara(ra)m Nancy Pelosi, Ilhan Omar, Joe Biden, Rachel Maddow e Anne Applebaum, entre outros. Ver como muitos na «isenta» comunicação social dos EUA depressa mudaram os seus critérios neste aspecto tem tanto de hilariante como de deprimente. É por isso que, deliberadamente ou não, todos estes idiotas (in)úteis acabam por ser apenas peões pequeninos de Pequim. Cujo regime, compreensivelmente, logo se sente à vontade para insinuar, com todo o descaramento, que são os norte-americanos os culpados pela epidemia!
Não basta, não é suficiente, que a China peça desculpa pelo mal que causou e que continua a causar. Ela tem de pagar, e se não for a bem será a mal, se não for directamente será indirectamente. Nesse sentido é fundamental e mais do que oportuna a vontade de Donald Trump de, finalmente, começar a diminuir drasticamente a dependência dos EUA em relação à sua grande rival no que se refere a produtos essenciais tais como medicamentos. Que não se espere, porém, que da parte dos «suspeitos do costume» venham palavras de elogio e de agradecimento para o actual presidente. O seu antecessor, sim, beneficiou de uma constante bonomia apesar de o primeiro ano do seu primeiro mandato ter ficado marcado pelo eclodir do surto de H1N1 – a chamada «peste suína» – que causou no país quase 61 milhões de infectados, quase 275 mil hospitalizações e mais de 12 mil mortes. Mais de seis meses passaram até a administração de Barack Obama decretar uma emergência nacional, e não foi de modo algum acossada como a corrente está a ser. Não é difícil perceber porquê.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

«Impeachment» para totós

Eu avisei que em 2019 e em 2020 iria ser pior… Neste momento – na verdade, desde há algum tempo – a situação política nos Estados Unidos da América tem tanto de patética como de perigosa. E quando duas pessoas tão diferentes, ideologicamente em campos opostos como Bill Maher e Louie Gohmert concordam que o risco de acontecer uma segunda guerra civil não é assim tão reduzido, há que decididamente prestar mais atenção e (tentar) separar os factos das ficções…
… Porque as segundas, se sistematicamente repetidas e tidas como factos, poderão causar – aliás, já estão a causar – graves danos.  E, actualmente, nos EUA nenhuma ficção é mais desmesurada e mais danosa do que a de Donald Trump  ter cometido (alg)um crime que justifique ter sido alvo de um processo de destituição, de impugnação («impeachment»), que terminou no passado dia 6 de Fevereiro com a sua absolviçãoacquittal») no Senado depois de os dois (absurdos) artigos (isto é, acusações) que a Casa submeteu terem sido rejeitados, e que terá constituído o ponto mais alto daquela que é talvez até agora a melhor semana da sua presidência… e a pior para os democratas, talvez desde o final da Guerra Civil ;-). Que não se acredite no que os supostos «especialistas», na verdade, activistas facciosos, partidários incompetentes sem qualquer credibilidade afirmam, a repetirem as mesmas atoardas… que, decorridas semanas ou meses, se verifica não terem fundamento. Para eles vou dar uma breve «aula» de «Impeachment para totós»…
… E então é assim: porque era necessário arranjar outra coisa, qualquer coisa, por mais ténue que fosse, para tentar derrubar o actual presidente depois de a fraude do «conluio com a Rússia» não ter resultado, um activista democrata – membro do PD! – que é também analista da CIA, Eric Ciaramella, identificou-se (ilegitimamente) como «whistleblower» e acusou o Nº 45 de um comportamento ilegal. Depois soube-se que o suposto dedicado funcionário tinha integrado a equipa de Joe Biden que lidava com a Ucrânia, e que era um «homem de mão» tanto do asqueroso John Brennan como da pérfida Susan Rice. Repare-se no ridículo descomunal: os democratas queriam remover o (legítimo) chefe do executivo – ou seja, queriam reverter, anular, uma eleição presidencial e os votos de milhões de pessoas – por causa de uma conversa por telefone que aquele teve com um seu homólogo, o (eleito em 2019) presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, e, mais concretamente, por nesse telefonema Trump ter supostamente feito depender a concessão de ajuda àquele país da abertura de uma investigação a Hunter Biden, filho de Joe Biden, que pertenceu ao conselho de administração da Burisma, uma empresa energética ucraniana. Porém, e que se saiba, nenhuma investigação foi iniciada nesse âmbito pelas autoridades de Kiev, e a ajuda – incluindo uma fundamental componente militar que durante os mandatos de Barack Obama foi negada, talvez para comprovar a maior «flexibilidade» do Nº 44 para com Moscovo após a reeleição – foi mesmo concedida. E, no entanto, mesmo que Donald Trump impusesse essa condição, estaria no seu pleno direito de o fazer. Afinal, ele tem também como obrigação certificar-se de que o dinheiro dos contribuintes seus compatriotas é bem empregue, não só nacional mas ainda internacionalmente.
As audiências realizadas no Congresso durante todo o processo («kafkiano») não comprova(ra)m, de modo algum, a «gravidade» das acusações contra o actual presidente. O que os depoimentos das alegadas «testemunhas» vieram demonstrar – e cada vez mais indequivocamente à medida que eram ouvidas as que efectivamente ouviram o telefonema (cuja transcrição foi publicada) e/ou tiveram acesso directo ao presidente, como Kurt Volker, Tim Morrison e Gordon Sondland – é que Trump nada de criminoso ou duvidoso disse ou fez. E esta é a verdade, não obstante as ilusões, as fantasias que os partidários opositores – no congresso e nos media – apregoa(ra)m. Aqui convém salientar agora outro aspecto que muitos dos «comentadores» deste lado do Atlântico não compreendem, porque ignoram que a estrutura politica norte-americana é, em vários aspectos, muito diferente das europeias: o cargo de procurador-geral («attorney-general») não é como em Portugal; nos EUA o AG é, para todos os efeitos, o ministro da Justiça, e, como tal, o presidente – qualquer presidente – tem o direito e até o dever de conduzir, de liderar igualmente as actividades nesse sector, incluindo, sim, quem e/ou o quê deve ser objecto de investigação. Não é por se ser candidato a um cargo político – presidente, senador, representante, governador – que se fica isento de ser investigado e, eventualmente, acusado e julgado. Joe Biden não tem pois – ou não deveria ter – um privilégio que outros não têm. Como Donald Trump, aliás, que teve a sua campanha «infiltrada» e investigada em 2016 por ordem da administração de Barack Obama. A questão está em saber se essas investigações têm legitimidade, justificação, se assentam em sólidos motivos e se cumprem as leis e as normas aplicáveis em tais casos. A que foi feita contra Trump não terá sido, e tal poderá estar prestes a ser demonstrado com uma investigação ordenada pelo AG Bill Barr e conduzida pelo procurador John Durham, a ser concluída ainda este ano. Esta expectativa terá deixado os democratas de tal modo aterrorizados que eles decidiram lançar esta patética tentativa de impeachment para «criar ruído» e tentar distrair, preventivamente, as atenções do que é realmente importante, de atenuar, diminuir, os efeitos das revelações que estão prestes a ser feitas sobre as malfeitorias, patifarias e sacanices da administração de Barack Obama e dos seus cúmplices no «deep state».
Na verdade, os «burros» não são apenas mentirosos anedóticos, compulsivos e desavergonhados. São igualmente especialistas na projecção, acusando os republicanos de faltas e de crimes que eles, sim, é que cometem. Acusam os opositores de racistas… mas eles é que o são, sempre a referir as cores da pele por tudo e mais alguma coisa; eles são, sempre foram, continuam a ser,  segregacionistas e secessionistas. Acusa(ra)m Donald Trump e os seus colaboradores de conluio com os russos… mas, na verdade, eles é que colaboraram com gentes de Moscovo, tendo o DNC e a campanha de Hillary Clinton pago para obterem «informaçôes» sobre o candidato republicano.. e isto depois de ela ter autorizado a venda de uma empresa de urânio dos EUA a uma russa. Enfim, acusa(ra)m o Nº 45 de «extorsão», «suborno», chantagem sobre a Ucrânia e o seu presidente – que disse, mais de uma vez, que nada de impróprio houve na sua conversa com o homólogo norte-americano – quando, com efeito, foi Joe Biden quem cometeu esses actos sobre o antecessor de Volodymyr Zelenski – eles querem esquecer, ou fingir que não sabem, que Joe Biden ameaçou não conceder à Ucrânia um bilião de dólares em ajuda norte-americana se em Kiev não despedissem o procurador que investigava a empresa do filho… e foi isso mesmo o que aconteceu! Além disso, e por mais de uma vez, políticos (senadores) democratas pressionaram as autoridades ucranianas para investigarem Trump e/ou colaborarem na investigação feita pela equipa de Robert Mueller! E Adam «Shitty» Schiff, mentiroso patológico, chegou a ser enganado por humoristas russos que o convenceram de que tinham fotografias de um Trump nu para vender!
Na verdade, este circo, esta palhaçada, este espectáculo desgostoso, mais não foi do que uma tentativa desesperada e hilariante de (tentar) remover Donald Trump da presidência, de o impedir de concorrer e de procurar a sua reeleição em 2020, porque vários democratas – entre os quais, de forma mais (ridiculamente) eloquente, Al Green e Alexandria Ocasio-Cortez – acreditam que o Nº 45 será praticamente impossível de ser derrotado em circunstâncias normais. Eles acusam DJT de ser um ditador que quer dar - ou prolongar - um golpe de Estado, mas são os seus opositores que mais demonstram ter essa disposição.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Ano Doze!

Hoje o Obamatório completa 11 anos de existência e entra pois no seu décimo segundo… que será o último. Hoje inicia-se igualmente o quarto e último ano do primeiro mandato de Donald Trump, e, de hoje a um ano, exactamente no dia em que este blog deverá «encerrar as portas», o actual (e 45º) presidente dos Estados Unidos da América deverá também, espero, estar a tomar posse para o seu segundo mandato.
O término deste projecto, o maior – em duração, em quantidade e talvez ainda em qualidade – a que alguma vez me dediquei já vinha sendo preparado e até previsto há pelo menos dois anos. E só haveria motivo para continuar além de 20 de Janeiro de 2021 se entretanto o (primeiro) livro que dele resultou, feito a partir de vários textos (devidamente adaptados, actualizados e corrigidos) que publiquei aqui, e concluído em 2017, já tivesse sido publicado. Porém, tal não aconteceu apesar dos meus múltiplos esforços nesse sentido e também muito provavelmente nunca acontecerá. Não consegui igualmente ter uma presença mais ou menos regular na comunicação social portuguesa enquanto analista, comentador, especialista de política nos EUA, o que indubitavelmente sou, e que justificaria a continuação do Obamatório por, quiçá, mais algum tempo – aliás, só neste mês, dois jornalistas que costumam lidar com temas internacionais, um de um importante jornal diário e outro de uma importante estação radiofónica, recusaram entrevistar-me, apesar de há muito me conhecerem e/ou ao meu trabalho.  
Assim, porque as condições, as realizações, as situações propícias à (minha) persistência não se verificaram, é, será, tempo de parar. Este «terreno», pelo menos no que ao nível nacional se refere, pode ficar totalmente desimpedido, livre, para a (continuação da) proliferação de vários arrivistas, ignorantes e vigaristas… a não ser que vozes alternativas, jovens, como Ricardo Campelo de Magalhães e Tiago Caridade, se façam ouvir, que alcancem, quem sabe, o que eu não alcancei. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A mais estúpida de 2019

Já não é novidade que, no início de cada ano, o primeiro texto aqui no Obamatório é sobre as afirmações mais estúpidas do ano anterior, e as pessoas que as proferiram. Recorde-se que, em 2018, a (vil) vitória coube a Mika Brzezinski. E em 2019? Posso já revelar que a apresentadora da MSNBC e esposa de Joe Scarborough não repetiu o triunfo, embora tenha começado 2020, aparentemente, com vontade de o reconquistar, no que será sem dúvida auxiliada pelo marido, que praticamente todos os dias se esforça por expelir a maior parvoíce que consegue imaginar
Muito havia de mau, de péssimo, de onde escolher no ano passado, e o apuramento das três «finalistas» que integram o «pódio» da vergonha (ou falta dela) não foi, de todo, fácil. Contudo, ele foi feito… O terceiro lugar vai para Nicole Wallace, que, tal como Joe Scarborough, deixou o Partido Republicano depois de, pelo GOP, ter desempenhado cargos de responsabilidade – ele representante da Flórida no Congresso, ela membro da administração de George W. Bush e, depois, da campanha presidencial de John McCain – e se passou para o «lado negro da Força», para a MSNBC, onde se esmer(d)a para ser «mais papista do que o Papa» (seja ele qual for) dos esquerdistas e «progressistas», mais radical do que os radicais da sinistra. A «medalha de bronze» foi-lhe atribuída por esta mentira ridícula: «Não existe uma estirpe de racismo na esquerda». Claro que «não»: o facto de ser impossível a qualquer liberal referir-se a alguém sem salientar, positiva ou negativamente, a cor da pele, invariavelmente atribuindo a quem é branco as culpas e os defeitos (como que numa «penitência» pelos antecessores que praticaram a escravatura e a segregação, que criaram o Ku Klux Klan e emitiram as denominadas «leis de Jim Crow», que criaram a falaciosa «Grande Sociedade), «não» demonstra racismo!
A «medalha de prata» vai, adequadamente, para um traidor. Traidor dos seus antepassados, dos afro-americanos escravizados pelo Partido Democrata de que ele é membro, tal como aliás muitos dos homens e das mulheres norte-americana(o)s da sua etnia, que, quais «Tios Tom» e «Tias Jemima», apoiam, votam, integram a organização político-criminosa que, no passado como no presente, e sob diversas formas, mais não f(e)az do que deles se aproveitar. É de James Clyburn, representante da Carolina do Sul (e que nessa posição já recebeu muito mais do que 30 dinheiros), a segunda mais estúpida frase de 2019, e até que poderia ser a primeira: «Este gajo é realmente um cancro neste país, não apenas nesta presidência». Referia-se a Stephen Miller, conselheiro político de Donald Trump… e que é judeu. Depois de, recentemente (final de Dezembro e princípio de Janeiro), terem ocorrido várias agressões, ataques, atentados anti-semitas graves em Nova Iorque e em Nova Jérsia cometidos por afro-americanos (insuspeitos de serem republicanos), a odiosa declaração de Clyburn ganha outras, e deveras desagradáveis, relevância e ressonância.
Enfim, quem foi a vencedora, a mais estúpida (afirmação e pessoa) de 2019? A «medalha de ouro»? Alguém que, mais do que ser uma das colegas de James Clyburn, é de facto a sua «chefe»: sim, Nancy Pelosi, novamente (e como ela mente…) e infelizmente speaker, presidente, da Câmara dos Representantes, voltou a vencer o desonroso «galardão». Efectivamente, ela já havia ganho o de 2017, e também com uma «bujarda» do mesmo tipo da de agora: equiparar um triunfo e/ou uma acção dos republicanos a uma catástrofe apocalíptica, ou quase. Se de uma cidadã comum tal pronunciamento já seria anedótico, que dizer quando vem de quem tem altas responsabilidades políticas? Há dois anos era a então nova reforma fiscal e consequente redução generalizada de impostos que correspondia a «o fim do Mundo, o Armagedão», entre outros dramáticos, patét(r)icos qualificativos. Agora, é a possível (e, neste momento, mais do que provável) reeleição de Donald Trump a maior das desgraças: «A civilização, tal como a conhecemos hoje, está em causa na próxima eleição, e certamente o nosso planeta (também)». Sabendo-se, porém, que quem disse este disparate pertence a uma corrente ideológica-idiótica que tem como certo que a raça humana entrará em extinção dentro de uma década a não ser que o alegado «aquecimento global» seja contido, a surpresa e até a indignação não têm que ser elevadas.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Rever em alta (Parte 2)

«Trump vai conseguir ser reeleito, não vai?», Thomas L. Friedman: «Os democratas puseram a sua iliteracia científica e a sua depravação moral à vista de todos ontem à noite – São boas notícias para Trump», Matt Walsh; «A desregulação feita por Trump está a incentivar a nossa economia – Eis um exemplo», Steve Forbes; «A estratégia comercial de Trump para com a China pode levar a um acordo histórico que beneficiará ambas as nações», Andy Puzder; «Os candidatos presidenciais democratas ofendem os votantes – Boas notícias para Trump», Arnon Mishkin; «Se para os democratas a impugnação de Trump é tão urgente, porque é que eles vão de férias no Verão?», Bradley Blakeman; «A estratégia não convencional de Trump para com a Coreia do Norte é merecedora de um Prémio Nobel?», Harry Kazianis; «Trump prova que os seus críticos estão errados à medida que ele avança com a sua política para a Coreia do Norte através do encontro com Kim», Fred Fleitz; «Trump corre corajosamente um ousado risco para a paz ao encontrar-se com Kim», Rick Manning; «Trump alcança um grande resultado na cimeira do G20 deste ano», Brett Velicovich; «Estão os democratas a arrebentarem com as suas chances de vencerem Trump ao guinarem para a esquerda?», Howard Kurtz; «Tal como Trump previu, Charlottesville cancela o aniversário de Thomas Jefferson», Joel B. Pollak; «Trump é duro com os ditadores apesar das suas palavras afáveis», Marc Thiessen; «A “Saudação à América” de Trump é uma grande maneira de celebrar o Dia da Independência», Robert Charles; «O espantoso super poder de Donald Trump», Andrew Klavan; «O muro na fronteira ajudará pessoas em ambos os lados –Trump está certo», Roger Marshall; «Yankee Doodle Donald», William McGurn; «Aí vem o Boris – e também o Donald», R. Emmett Tyrrell Jr.; «Se os democratas continuarem a fazer estas cinco coisas, Trump terá uma vitória esmagadora em 2020», Newt Gingrich; «Boas notícias para o Presidente Trump», Erick Erickson; «Não subestimem o pensamento estratégico de Trump», Yaakov Menken; «Trump força os democratas a aceitarem os membros mais extremos do partido», Joseph Curl; «Trump e a América vs. a esquadra comuna», David Limbaugh; «Mais uma vitória de Trump – A Reserva Federal baixou as taxas de juro», Hank Berrien; «Trump e Bernie dizem a mesma coisa, mas os media dizem que apenas um deles é racista por isso», Ben Shapiro; «Trump não é um supremacista branco», Ian Haworth; «Estava Trump certo em relação a Baltimore?», Walter E. Williams; «Culpar Trump pelos tiroteios não é a resposta», Scott Jennings; «A América está a afundar-se nas mentiras da esquerda sobre Trump», Dennis Prager; «Porque comprar a Gronelândia é uma das melhores ideias de Donald Trump», James P. Pinkerton; «Trump tem razão – Os media são o inimigo do povo», Jeremy Frankel; «O New York Times é o barão da droga do ódio a Trump», Julie Kelly; «Trump acabou de cumprir mais uma promessa de campanha, e de uma forma não convencional», Michael Knowles; «”Nós percebemos, vocês não gostam de Trump – Agoram escrevam piadas melhores!”», Tim Young; «Da Gronelândia às tarifas, a franqueza de Trump delicia os apoiantes e preocupa os críticos», Andrew Malcolm; «Canais de televisão passam-se com a movimentação de dinheiro do FEMA por Trump, mas Obama também a fez», Brad Wilmouth; «Não, os comícios de Trump não aumentaram os crimes de ódio em 226%», Brian Wheaton e Matthew Lilley; «Os media liberais são os oponentes reais de Trump em 2020», Jeffrey Lord; «O Congresso tem estado em recesso, mas a administração Trump tem estado ocupada», John Hostettler; «Vitória de Trump – Cruzamentos da fronteira diminuem em Agosto depois de a administração ter feito um acordo com o México», Emily Zanotti; «60 razões aterrorizadoras porque Trump está certo em reduzir o número de refugiados», Michelle Malkin; «Foi Obama, e não Trump, quem expôs um espião na Rússia», Lew Jan Olowski; «Porque Trump está ainda a vencer», Charles Hurt; «A guerra cultural total de Trump», Victor Davis Hanson; «”Isto é Trump sem trela” – Estes gráficos mostram que o presidente está a tuitar e a falar mais do que nunca», Nicole Lyn Pesce; «A transcrição de Trump mostra-o tentando acabar com a corrupção, e nada mais», Raheem Kassam; «No caso de não saberem, eis a semana de Trump com vitórias nas questões do Irão, imigração e liberdade religiosa», Rebecca Grant; «Porque é que eu penso que Trump nada fez de errado na sua conversa telefónica com Zelensky», Luke Thompson; «Os democratas são culpados de tudo aquilo que acusam Trump de fazer», Sean Hannity; «Vidas de negros salvas quando Trump acaba com a onda de crime de Obama», Neil Munro; «Trump nãocometeu uma ofensa impugnável na chamada com o presidente da Ucrânia – Eis porquê», Gregg Jarrett; «Enquanto os democratas perseguem a impugnação, o presidente Trump constrói um registo impressionante de realizações», Rebecca Mansour; «A lição de Donald Trump para Mitt Romney», Miranda Devine; «A elite odeia a "Doutrina Trump" porque põe a América primeiro», Kurt Schlichter; «Quanto melhor Trump faz, mais insana a esquerda fica», Greg Gutfeld; «Pensando claramente sobre Trump e a ajuda à Ucrânia», Byron York; «Trump vencerá em 2020 por causa da impugnação», David Catron; «A CNN está zangada porque Trump levou o México a construir e a pagar um muro», John Nolte; «A imprensa tem vindo a repetir as mesmas histórias sobre Trump desde o primeiro dia», Becket Adams; «É uma total fantasia pensar que os republicanos irão abandonar Trump», Rich Lowry; «Abandonar o Acordo Climático de Paris é a mais importante realização de Trump», James Delingpole; «Na impugnação de Trump os democratas pensaram ter encontrado a sua “arma fumegante” – mas esta só dispara cartuchos de pólvora seca», Steve Hilton; «Trump revela a morte de Al Baghdadi, mas mesmo assim esta grande vitória na luta contra o terrorismo não consegue obter a aprovação dos media liberais», Liz Peek; «Al Baghdadi está morto, provou-se que Trump estava certo nisto, e agora o que se segue?», James Jay Carafano; «Trump estava certo quanto à acção contra Al Baghdadi – Não se devia confiar aos democratas informações sobre esta missão secreta», Jim Banks; «As verdadeiras razões porque os media estabelecidos estão a assustar-se com a bem sucedida missão de Trump contra Baghdadi», Mollie Hemingway; «Os media não toleram, nunca, que Trump vença», Brent Bozell e Tim Graham; «Ao “andarem nas pontas-dos-pés” à volta da besta Al Baghdadi, os democratas tentam menosprezar as capacidades de Trump para a política externa», Tammy Bruce; «Trump pode parecer que está nas “cordas”, mas ele tem empregos nos EUA a voarem, chefes do Estado Islâmico a morrerem, e democratas desesperados lançando uma tentativa de impugnação que não podem vencer, e tudo isto conjura uma vitória estonteante em 2020», Piers Morgan; «Presidente pragmático vs. democratas fanáticos», Laura Ingraham; «Trump conseguiu um impacto histórico com esta acção», Ted Cruz; «Como os insuportavelmente “despertos” ajudam Trump», Timothy Egan; «Os republicanos estão a perder, sob Trump, assentos nas legislaturas estaduais, mas não tantos quanto os que os democratas perderam sob Obama», Ashe Schow; «O Washington Post e o resto dos media liberais mais uma vez estão enganados sobre a economia de Trump», Stephen Moore; «Trump vs. a “comunidade da política”», Andrew C. McCarthy»; «Todas as vezes que os media declararam que a presidência de Trump tinha acabado», James Barrett; «O apoio de Trump aos colunatos de Israel na Margem Ocidental é a decisão certa», Cal Thomas; «A acusação de “suborno” feita pelos democratas contra Trump é um malogro completo», Betsy McCaughey; «Porque as exigências de Trump à Ucrânia não foram, mesmo que remotamente, ilegais», Josh Hammer; «A esquerda odeia quando Trump diz a verdade», Tucker Carlson; «O disruptor-em-chefe Donald Trump mudou Washington para melhor», Cynthia Lummis; «O apoio dos afro-americanos a Trump está a aumentar – Eis porque os democratas serão surpreendidos», Jack Brewer; «Trump cumpriu esta promessa chave a Israel há exactamente dois anos, ao contrário dos seus antecessores», David Friedman; «Os democratas acabaram de garantir a reeleição de Trump», Jeanine Pirro; «Trump enfrenta a impugnação por actos legais», Deroy Murdock; «As audições sobre Trump não conectaram os pontos – Os artigos de impugnação são prematuros», Jonathan Turley; «O que Trump fez aos tribunais, explicado», Ian Millhiser; «Porque é que não se sente que esta impugnação é uma derrota para Trump?», Jim Geraghty; «Se Trump é um perigo único porque não estão os democratas a agir como tal?», Tim Miller; «Escondida pela impugnação – Uma das melhores semanas de Trump até agora», Paul Bedard; «A minha resposta a Chris Wallace sobre Trump e a imprensa», Rush Limbaugh; «Trump tem uma das suas melhores semanas como presidente enquanto os democratas forçam a impugnação», Ryan Saavedra; «Trump irá prevalecer sobre jornalistas “caçadores de escalpes”», Michael Goodwin; «Ódio e vingança – Os democratas estão a tentar afastar Trump não porque ele falhou mas sim porque ele triunfou», Jesse Waters; «O segredo comercial de Trump – Explorar a fraqueza relativa da China», John Lee; «Empregos, empregos, empregos – O bilhete de Trump para sobreviver à impugnação», Susan Crabtree; «Presidente Trump é a figura mais influente nos media, e não é por pouco», Colby Hall.

sábado, 23 de novembro de 2019

Da Califórnia vem o melhor e o pior

(Uma adenda no final deste texto.)
O ridículo, e totalmente destituído de fundamento, processo de impeachment, impugnação, destituição actualmente em curso no Congresso dos Estados Unidos da América  – e, na verdade, toda a campanha de «resistência» a Donald Trump desde que ele foi eleito – tem um carácter nacional, mas há um Estado em especial que se tem destacado, tanto no bom como no mau, tanto no melhor como no pior: a Califórnia.
Do já não tão dourado «golden state» vieram os democratas que ocupam a «linha da frente» na – desleal – oposição ao presidente: Nancy Pelosi, a actual speaker da Casa, que, após tentar evitar o mais que podia dar autorização para que este triste espectáculo começasse (porque ela sabe o que aconteceu quando Bill Clinton foi visado), lá cedeu às pressões dos mais extremistas da sua pandilha, ao mesmo tempo que vai acusando o presidente, sem quaisquer provas, de ser um «criminoso», um «impostor» que é «pior do que Richard Nixon» e que faz um «encobrimento» (cover up), deste modo dificultando ou mesmo impedindo qualquer possibilidade de colaboração bi-partidária que beneficiasse todo o país; Adam Shiff, o principal condutor do «shit show» no congresso com a bênção de Pelosi, mentiroso compulsivo, sacana crónico, inquisidor de meia-tigela que não hesita em fazer fugas selectivas para a imprensa, dimuinuir ou mesmo eliminar os direitos – supostamente consagrados na lei e na prática – da oposição para fazer perguntas, convocar testemunhas e apresentar provas; e ainda outros ajudantes menores mas não menos irritantes e charlatães como Eric Swalwell, Jackie Speier, Maxine Waters e Ted Lieu.
Estes e outros «burros» melhor fariam em preocuparem-se e em actuarem no sentido de melhorar a qualidade de vida do seu Estado, que se tem degradado drasticamente nos últimos anos… devido às suas próprias opções e decisões partidárias. Este é um assunto que também abordo no meu artigo «Dias de um passado futuro», publicado ontem no Público a propósito, principalmente mas não só, do filme «Blade Runner»: «A acção desenrola-se em Los Angeles, em Novembro de 2019 – ou seja, e de certa forma, “agora”. Comparando, em relação a este filme, e separadas por 37 anos, a ficção com a realidade, o que encontramos? Para começar, a maior cidade da Califórnia – tal como todo aquele Estado, na verdade – assemelha-se efectivamente a uma distopia e é ameaçada por uma catástrofe ambiental, mas não uma que a envolve continuamente numa escuridão chuvosa: pelo contrário, são os constantes incêndios a maior preocupação, causados por uma deficiente gestão florestal e por uma insuficiente manutenção de infraestruturas; tal como no filme, LA é hoje cenário de uma multiplicidade de etnias e de estilos pessoais, embora uma parte significativa seja constituída por uma crescente população de sem-abrigos que originam quantidades cada vez maiores de lixo e de dejectos nas ruas – um problema que também afecta São Francisco. E quanto às tecnologias? Os carros voadores são uma obsessão de muitos desde há várias décadas, mas o projecto recentemente divulgado e que estará a ser desenvolvido pela Boeing e pela Porsche poderá eventualmente – devido, precisamente, à credibilidade daquelas duas marcas – ser o que finalmente obterá sucesso, e permitirá aos milionários e bilionários californianos (e a outros) mais facilmente evitar, sobrevoando-os, os acampamentos de desalojados.»
Do extremo oeste também vieram, porém, alguns homens – republicanos – que se têm mostrado atentos, firmes e convincentes na defesa, mais do que do presidente, da verdade, da legalidade e da justiça, como Kevin McCarthy, actual líder dos «elefantes» na Casa, e, principalmente, o «nosso» Devin Nunes, luso-descendente que se tem revelado o mais constante e aguerrido «guerreiro» na denúncia e na desmontagem das conspirações e dos golpes que os «burros» insistem em montar – tanto e de tal forma que o seu trabalho, e o seu combate, esteve na base de um livro publicado este ano. Entretanto, e no que representa uma outra instância da sua bizarra «bi-polaridade» que abordei recentemente, Nuno Gouveia já elogiou, e mais do que uma vez, Nancy Pelosi, chegando mesmo ao cúmulo de especular que ela poderia (ou deveria) ser presidente (!), enquanto, por outro lado, criticou, desvalorizou Devin Nunes. Sim, NG prefere a caquética, contraditória, corrupta, hipócrita, incompetente Pelosi – que mais se aproximaria em Portugal de um António Costa que ele tanto invectiva – ao firme e de carácter inatacável Nunes – que, vendo bem, não se distinguiria muito no nosso país de um Miguel Morgado que NG tanto enaltece.
O desprezo pelo luso-descendente californiano não parece limitar-se a certos comentadores no Twitter: este ano a RTP produziu, realizou e exibiu «VOTE - Portugueses na Política dos EUA», uma série documental sobre os descendentes de portugueses que se destaca(ra)m na política norte-americana, e, curiosamente (ou talvez não), Devin Nunes não foi um dos incluídos. Pelo que decidi enviar uma mensagem a Jorge Wemans, actual Provedor do Telespectador da RTP, inquirindo, precisamente, sobre o motivo de tal ausência, o que fiz no passado dia 21 de Novembro. Se receber uma resposta divulgá-la-ei aqui, obviamente.
(Adenda - Recebi hoje, 9 de Dezembro, de Jorge Wemans, Provedor do Telespectador da RTP, resposta à pergunta que lhe enviei a 21 de Novembro. Transcrevo na íntegra (com erros ortográficos assinalados e corrigidos): «Exmo Senhor Octávio dos Santos, agradeço a mensagem que nos enviou. Inquiridos,  os responsáveis responderam-me: "(...) o facto de não termos incluído o congressista Devin Nunes na série “Vote — Portugueses na Política dos EUA” se ficou a dever apenas à sua indisponibilidade para filmar connosco. Desde o início do projeCto que era nossa intenção inclui-lo na série, já que, como bem assinala o telespectador, ele é neste momento o luso-americano mais destacado na política americana. Foram feitos vários contactos com o seu gabinete no Congresso e houve mesmo um encontro pessoal entre a equipa de produção e o próprio congressista durante um evento da PALCUS em Washington DC, no qual Devin Nunes manifestou a sua disponibilidade para filmar connosco e participar na série. No entanto, posteriormente, nunca foi possível obter datas para as filmagens através do seu gabinete. Os seus assessores deverão ainda ter consigo um ou mais emails enviados por nós a esclarecer o que se pretendia com o projeCto. (...) Posso acrescentar que o mesmo sucedeu com dois outros congressistas californianos — Jim Costa e David Valadão. Com Costa, falei eu próprio durante um encontro em Nova Iorque com o ministro das Finanças português. A abertura de todos eles para as filmagens foi imediata, mas depois nunca foi possível acertar datas através dos respeCtivos gabinetes. Creio que há uma explicação bastante plausível para o sucedido. Todos eles são pessoas extremamente ocupadas, com uma agenda que não lhes deixa um minuto livre. Acresce que as filmagens seriam durante o ano de 2018, ano eleitoral em que os três procuravam a reeleição e a televisão portuguesa não é, como se compreende, a sua prioridade." Espero que a explicação obtida o satisfaça.»)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Bizarra «bi-polaridade»

É-me difícil admitir isto, mas tem de ser: Nuno Gouveia é em Portugal um dos casos mais graves – e eventualmente incuráveis – de «TDS», ou seja, «Trump Derangement Syndrome». Passou um ano desde que abordei no no Obamatório pela última vez (até agora) a sua insólita credulidade em tudo, ou quase, de negativo, de mau, de desagradável que se afirma nos EUA por parte da lamestream media e dos democratas – ou seja, duas componentes da esquerda anti-democrática e pró-criminosa – sobre Donald Trump… e insólita porque, no que se refere ao panorama político nacional, ele é, continua a ser, um dos mais contundentes denunciantes e críticos da «geringonça» e dos seus «acessórios». Nestes meses foram várias as vezes em que o contactei e o questionei por dar credibilidade às mais ridículas e mais falsas – sim, «fake news» - notícias e acusações que têm por alvo o actual presidente dos EUA, a sua administração, o Partido Republicano…
… Mas, infelizmente, esta bizarra «bi-polaridade» persiste, e os exemplos dela abundam. Como aqui, em que se consegue cometer a «proeza» de escrever três flagrantes falsidades em tão poucas (cerca de 30) palavras; ou de um recorde de ironia que pode ter sido batido aqui ao falar-se em «subterrâneos e esgotos» (informativos) enquanto se cita a Newsweek (e, não, a tal gravação não foi «doctored», manipulada). Pouco  tempo depois, poderia haver esperança de que o  ano novo de 2019 trouxesse a Nuno Gouveia, entre outras coisas (boas), lucidez, honestidade intelectual e rigor no comentário à política nos EUA. Mas, porém, ao ver isto e isto fui, infelizmente, forçado a concluir que (ainda) não. Ou deveria atribuir aqueles disparates «twiteiros» a efeitos etílicos prolongados do revéillon? ;-) Infelizmente, os disparates continuaram logo no dia seguinte com a alusão a um alegado «radicalismo de Trump»! Mas qual «radicalismo»? Em que é que, concretamente, ele é «radical»? Gostaria que alguém o explicasse, o demonstrasse, mas até agora nada de convincente surgiu. Entretanto, os democratas estavam e estão, sim, cada vez mais, e verdadeiramente, radicais, mas não por causa do actual presidente - eles já haviam acelerado a sua trajectória descendente para mais violência, verbal e física, bem antes de DJT ter anunciado a sua candidatura. E reparei, com tristeza, que NG continuava a dar credibilidade a – ao «retuitar», e, logo, a concordar com - essas autênticas anedotas, fraudes, que são Evan McMullin e Max Boot. E que, passados todos estes anos, persiste na sua peculiar, personalizada, misoginia contra Sarah Palin; colocar a ex-governadora do Alaska – que a família de John McCain, e até este, por antecipação, trataram de uma forma indigna, vergonhosa, aquando do funeral do antigo senador do Arizona – ao mesmo baixo nível de AOC é, evidentemente, ridículo.
Quando (ingenuamente?) se pensava que finalmente Nuno Gouveia já «melhorara» nas suas obsessões (enfim, teimosias) «nevertrumpistas», lá vieram mais uns «tuítos» a demonstrarem, infelizmente, o contrário. Entre 13 e 15 de Março foi um rol de novos disparates, incluindo dar credibilidade, mais uma vez, à Newsweek e a Adam «Shit», e ainda elogiar Mitt Romney por se ter portado como um perfeito idiota ao votar contra a declaração de emergência do Presidente - efectivamente explicando porque um venceu e o outro perdeu. NG não compreendera, aparentemente, que não tinha de continuar a sentir vergonha por, à semelhança de tantos outros ditos «especialistas», se ter enganado e não ter acreditado no triunfo de Donald Trump em 2016 - e de, por isso, se sentir na obrigação de «compensar» através da difusão de «fake news» e de demagogias.  Mais significativo, a 26 de Março último eu continuava a não ver na página de Twitter dele - nem no (defunto?) 31 da Armada e no (defunto?) Era uma Vez na América - qualquer comentário à divulgação, no fim-de-semana anterior, das conclusões principais da investigação da equipa de Robert Mueller, principalmente a de que Donald Trump ou qualquer um dos seus colaboradores não entrou em «conluio», em «conspiração» com a Rússia para vencer a eleição presidencial de 2016 - acusação, aliás, que qualquer pessoa minimamente (bem) informada e sensata desde logo perceberia ser falsa e absurda.
Deixando de existir a principal suspeita, a principal acusação, contra Donald Trump, resta(va)m as trivialidades, reais ou imaginárias, para (tentar) embirrar com ele e com os que o acompanham. Como, por exemplo, equiparar Ivanka Trump a uma organização terrorista (!); se era suposto ser uma piada... não teve graça alguma – nem sequer chegou a ser misoginia, foi simplesmente uma parvoíce pueril. Ou então fingir que não se percebe – como qualquer pessoa que é minimamente atenta, considera o contexto completo e não é preconceituosa, percebe – que DJT está a congratular a Polónia pela nação desenvolvida em que se tornou, e não por ter sido invadida pelos nazis. Continuando, havia que perguntar a Nuno Gouveia – e eu perguntei, mas ele não respondeu - quais são essas «mentiras» aos «milhares» que o Nº 45 terá alegadamente dito; ele «não poderia» estar, de certeza, a aludir à lista que o Washington Post, esse suposto «bastião» da isenção e da competência, vem mantendo desde 20 de Janeiro de 2017. E questioná-lo se ele compreende que o fim da «dinastia (política) Trump» já no próximo ano poderia significar o triunfo de Bernie Sanders ou de Elizabeth Warren, que em Portugal militariam, muito provavelmente, no PAN, no BdE ou na ala mais radical do PS – que, aliás, de moderado já pouco ou nada tem. No entanto, é verdade que algumas trivialidades são mais estúpidas do que outras. Por exemplo, acreditar que Trump quer(ia) colocar um fosso com crocodilos na fronteira, algo que Barack Obama teria até «adivinhado»; se é assim, não seria difícil obter a gravação em vídeo e/ou o depoimento escrito do actual presidente a afirmar isso; só que… essa gravação ou depoimento não existe(m), e a atoarda foi desmentida prontamente pelo visado; todavia, quem, de facto, propôs uma tal, e radical, solução foi Joe Walsh, o ex-congressista que agora quer disputar a nomeação pelo GOP com o Nº 45, uma tarefa que se afigura... muito difícil.
Enfim, que melhor prova existe de que Nuno Gouveia anda… desnorteado (no que se refere à política norte-americana) há quase três anos do que a incrível e hilariante «especulação» sobre o que «os republicanos diriam se Obama em 2016 tivesse pedido a governos estrangeiros para investigarem Trump»... quando foi exactamente isso o que aconteceu! Não surpreende, pois, que ele confessasse estar «confuso» quando lhe deram a «novidade», a notícia que decerto não encontrou na CNN, na MSNBC, na Newsweek, no New York Times, no Washington Post, «respeitáveis» órgãos de comunicação social que não têm como prioridade reconhecer e divulgar as várias melhorias, as bastantes mudanças indubitavelmente positivas que a actual administração tem vindo a introduzir, com demonstráveis consequências benéficas não só interna mas também externamente.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Sobre a China, no Público

A partir de hoje, no sítio na Internet do jornal Público, está o meu artigo «Negócios da China». O primeiro parágrafo: «A 4 de Junho de 2019 cerca de 30 mil pessoas protestaram em Londres contra a visita de Donald Trump à Grã-Bretanha – ou seja, contra o chefe de Estado legítimo, democraticamente eleito, de um país aliado. Curiosamente (ou talvez não), naquela multidão ninguém terá considerado mais apropriado redireccionar as energias e protestar frente à embaixada chinesa na capital britânica. E porquê? Porque nesse mesmo dia passavam 30 anos desde o fim das manifestações pró-democracia na Praça de Tiananmen em Pequim, com o massacre perpetrado por soldados do exército chinês. Um dos que participaram então nos protestos contra o presidente norte-americano foi Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista inglês, autêntico comunista, anti-semita e admirador de terroristas, que, “coerentemente”, faltou ao jantar de gala no Palácio de Buckingham oferecido pela Rainha Isabel II a Trump… mas compareceu ao que foi oferecido, anteriormente, a Xi Jinping, presidente da China.»

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Quando «alguns» fizeram «algo»

Faz hoje 18 anos que aconteceu… mas o passar do tempo não aumenta de todo a distância. Não só ao nível emocional mas também ao nível factual: na verdade, no passado dia 30 de Agosto foi finalmente marcada a data do início do julgamento dos (cinco) ainda sobreviventes organizadores dos ataques terroristas contra os Estados Unidos da América perpetrados no dia 11 de Setembro de 2001: 11 de Janeiro de 2021 – ou seja, quando se assinalar o 20º aniversário. O local será, como já era previsível, a base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Um desses cinco acusados é o infame Khalid Sheikh Mohammed, o principal mentor da atrocidade, directamente mandatado para tal por Osama bin Laden, e que foi também o assassino do jornalista Daniel Pearl.
Poderá este julgamento finalmente atenuar, parar e até reverter o desinteresse que a esquerda norte-americana, nomeadamente os democratas, manifesta(m) crescentemente face ao recrudescimento do extremismo, do fundamentalismo e do terrorismo islâmicos? É pouco provável, atendendo ao que têm dito e ao que têm feito – e também, em especial, ao que não têm dito e ao que não têm feito – nas quase duas décadas que entretanto decorreram. Cory Booker será tão só o mais recente exemplo de «burro» que segue a curiosa «metodologia» de não incluir o que aconteceu em 2001 – e as quase três mil vítimas de que resultaram – quando se trata de listar atentados terroristas, sendo que estes começam invariavelmente em 2002 nas bizarras contas «azuis» para tentar evidenciar um alegado aumento dos crimes de «supremacistas brancos» na expectativa de associar aqueles aos republicanos – manobra ridícula porque, obviamente, toda a violência motivada por cor da pele, etnia ou raça vem de elementos que são ou que já foram privilegiados pelo Partido Democrata; e aparentemente querem esquecer que os ataques em Fort Hood, Boston, San Bernardino e Orlando foram perpetrados por muçulmanos. Entretanto, ainda mais inacreditável e mais insultuosa é a notícia (do início deste mês) de que, num subúrbio de Chicago, as autoridades locais têm tentado remover ou até destruir um memorial ao 11 do 9 situado numa propriedade privada! O que faz lembrar, de certo modo, as sucessivas manifestações de desagrado perante a bandeira norte-americana registadas ao longo dos anos, tanto na sua forma actual, com 50 estrelas, como na inicial, a chamada «Betsy Ross Flag».
O que também demonstrou, e demonstra, o desrespeito dos democratas pela memória e pelo legado do 11 de Setembro de 2001 foi a eleição de Ilhan Omar e de Rashida Tlaib enquanto representantes ao Congresso em 2018. A culpa pela dupla desgraça já não recai unicamente nos seus condados, nas pessoas que nos círculos eleitorais (condados), respectivamente, no Minnesota e no Michigan nelas votaram: a responsabilidade passou a caber igualmente a todo o PD nacionalmente, que ainda não condenou explicitamente as várias e vis posições anti-semitas e até mesmo anti-americanas que elas sucessivamente adopta(ra)m. Afinal, tratam-se de duas muçulmanas que não só são apoiantes e apologistas de terroristas mas também socialistas, pelo que os valores, os instrumentos e as instituições fundadoras e fundamentais dos EUA não lhes merecem respeito. Nem a existência de Israel: como não compreender e não concordar com a decisão do governo de Jerusalém de impedir a entrada no país de quem não condena os ataques do Hamas e suporta o movimento BDS (é mais «BS», de «bullshit»), de «boicote, desinvestimento e sanções», para isso equiparando, num cúmulo de ignorância (ou estupidez?) e de insolência, uma nação democrática à Alemanha hitleriana e à Rússia estalinista?   
Enfim, há que recordar que uma das integrantes do (pelo menos simbólico, se não concreto) «jihad caucus» no actual Congresso dos EUA se referiu (e não é de duvidar que a outra concorde com tal… caracterização) ao 11 de Setembro de 2001 como uma ocasião em que «alguns fizeram algo». Depois disto poder-se-ia talvez dizer que o inimigo conseguiu infiltrar-se final e «legalmente» nos corredores do poder. Só que, na verdade, há muito tempo que os democratas são os inimigos não só do verdadeiro desenvolvimento e progresso do país mas ainda da sua própria coesão e integridade. Ilhan Omar e Rashida Tlaib mais não são do que recentes e particularmente repulsivas degenerescências num «corpo» em acelerada e acentuada degradação.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Sobre fraudes intelectuais, no Público

A partir de hoje, no sítio na Internet do jornal Público, está o meu artigo «Sobre falsificações, fraudes intelectuais e outras vigarices». Um excerto: «Michael Wolff é um aldrabão profissional. Aliás, ele próprio o admitiu, pelo que o Grupo Almedina cobriu-se duplamente de vergonha ao editar em Portugal duas falsificações, dois trabalhos de ficção travestidos de não-ficção, para os quais terá dispendido verbas avultadas em aquisição de direitos e em serviços de tradução; tradução essa que, sublinhe-se, foi feita em sujeição ao ilegítimo, ilegal, inútil, ridículo e prejudicial “acordo ortográfico de 1990”, o que tornou execrável algo que à partida já era pouco ou nada recomendável. Enfim, comportaram-se como “ovelhas” que aceitaram ser “tosquiadas”, e inclusivé “comidas”, pelo... “lobo” (mau). Entretanto, enquanto se disponibilizava para ser cúmplice de uma (repetida) fraude intelectual, de uma (renovada) vigarice, o GA recusava (em 2018) a publicação do meu livro sobre os dois mandatos de Barack Obama».

sábado, 20 de julho de 2019

E se eles não tivessem conseguido?

Hoje assinalam-se e celebram-se os 50 anos da chegada dos primeiros seres humanos, dos primeiros homens, à Lua. Foi e é sem dúvida não só o feito tecnológico mais importante, mais notável, da história da Humanidade mas também, pura e simplesmente, o momento mais marcante, culminante, daquela. E, obviamente, constituiu igualmente o ponto mais alto – literal e figuradamente – da história dos Estados Unidos da América, nação à qual o Mundo ficou a dever as suas melhores horas de sempre – e à qual, aliás, já devia outras quase tão memoráveis.
Infelizmente, e como era previsível, nem todos, incluindo, incrivelmente, nos EUA, estão inteiramente convencidos da importância da efeméride e do facto que lhe deu origem, e não hesitam, mesmo que das formas mais ridículas, a desvalorizar e a relativizar a viagem pioneira de Edwin «Buzz» Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong. Entre os «suspeitos do costume» estão sempre o New York Times e o Washington Post, e, mais uma vez, agora nesta semana de festejos patrióticos, aqueles pasquins, sempre subliminarmenre sediciosos (recorde-se o caso dos «Papéis do Pentágono») e frequentes apologistas de comunistas, não «desiludiram» e deram os seus «relevantes» contributos: o primeiro enalteceu a (alegada) maior «diversidade» do rival programa espacial da União Soviética, e o segundo lamentou a (suposta) «cultura» branca e masculina (tóxica?) predominante no programa Apolo.
Não será, pois, completamente despropositado e errado afirmar que muitos dos que escreviam e escrevem naqueles jornais e em outros media não se teriam excedido no seu luto se em 1969 a missão que se pretendia ser bem sucedida e gloriosa tivesse falhado e acabado em tragédia. Afinal, as viagens espaciais tripuladas eram e continuam a ser tarefas muito perigosas. Nem seria necessário para o comprovar lembrar os desastres que atingiram dois vaivéns, o Challenger (em 1986, na partida) e o Columbia (em 2003, na chegada), de que resultaram 14 mortos; em 1967 três astronautas morreram não em vôo mas em terra quando um incêndio deflagrou na cabina em que estavam – e de que não puderam sair – durante um teste. Logo, a hipótese de algo correr mal, em parte ou totalmente, dois anos depois era, apesar de todas as verificações prévias que se pudessem fazer (e fizeram-se), possível de se concretizar. Havia que estar preparado para todos os cenários prováveis…
… E isso incluiu um segundo discurso, alternativo, que o então Presidente Richard Nixon – cuja administração, «feitas as contas», considerando o «deve» e o «haver», teve um desempenho positivo que o (sobrevalorizado) «escândalo Watergate» não diminuiu – teria de proferir perante um país consternado se o pior tivesse acontecido. Agora conhece-se o teor desse texto: «O destino ordenou que os homens que foram à Lua para a explorar em paz ficarão na Lua para nela descansarem em paz. Estes bravos homens, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, sabem que não há esperança na sua salvação. Mas eles também sabem que há esperança pela Humanidade no seu sacrifício. Estes dois homens estão a deixar as suas vidas ao serviço do objectivo mais nobre da Humanidade: a procura da verdade e do entendimento. Eles serão lamentados pelas suas famílias e pelos seus amigos; eles serão lamentados pela sua nação; eles serão lamentados pelas pessoas do Mundo; eles serão lamentados pela Mãe Terra que se atreveu a enviar dois dos seus filhos para o desconhecido. Na sua exploração eles acicataram as pessoas do Mundo a sentirem-se como uma só; no seu sacrifício eles juntaram mais apertadamente a irmandade do homem. Em dias antigos os homens olhavam para as estrelas e viam os seus heróis nas constelações. Nos tempos modernos nós fazemos praticamente o mesmo, mas os nossos heróis são homens épicos de carne e osso. Outros se seguirão, e certamente encontrarão o seu caminho de regresso a casa. A demanda do Homem não lhe será negada. Mas estes homens foram os primeiros, e eles permanecerão muito perto dos nossos corações. Porque cada ser humano que olha para a Lua nas noites que virão saberá que existe alguma esquina de outro mundo que é para sempre humana.»      
Um discurso alternativo que como que invoca uma realidade alternativa. Não só a das hilariantes teorias da conspiração que defendem que a chegada à Lua nunca aconteceu e que tudo não terá passado de uma competente encenação quiçá dirigida por Stanley Kubrick, que no ano anterior vira ser estreado o seu – espantoso, extraordinário – filme «2001, uma Odisseia no Espaço»; mas também a dos criativos exercícios de especulação – histórica, social, cultural… enfim, científica – de que os bons autores de FC & F são capazes. Como, por exemplo, o de Luís Filipe Silva, há dez anos. E outros, estrangeiros, com mais de cinco décadas, que João Seixas, ainda em 2009, seleccionou e reuniu na sua antologia de contos «Com a Cabeça na Lua». (Também no Simetria.)

terça-feira, 25 de junho de 2019

Rever em alta

«Ei, os que odeiam Trump (em ambos os lados), podem ao menos admitir que esta é uma presidência bem sucedida?», Steve Hilton; «Trump tenta tomar decisões que são melhores para si e para mim», Jeanine Pirro; «Muito mudou para melhor desde 2016», Victor Davis Hanson; «Estamos a colher os benefícios da agenda para a América do Presidente Trump», Sean Hannity; «Trumpismo-de-uma-Nação pode vencer», Freddy Gray; «O discurso do Estado da União demonstra o talento de Trump no palanque», Liz Peek; «O Estado da União de Trump mudou a História na terça-feira à noite – Eis o que Pelosi deve ter sentido», Newt Gingrich; «Foi uma noite boa para o Presidente Trump e uma má para os media», Greg Gutfeld; «O grande disruptor torna-se o grande unificador», Laura Ingraham; «Eu irei votar no Presidente Trump e no Vice-Presidente Pence em 2020», Erick Erickson; «O Presidente Trump pode mesmo ser o político mais honesto de sempre», Joseph Curl; «Trump pode mesmo ter vencido hoje a eleição de 2020», Nick Gillespie; «Em louvor da distendida política fiscal de Donald Trump», Alan Cole; «Trump tem mais princípios do que os seus críticos à esquerda e à direita», Michael Knowles; «Trump não chamou a neo-nazis “gente fina” - Eis a prova», Steve Cortes; «Como Trump está a caminho de um triunfo total em 2020», Ben White e Steven Shepard; «Trump tem mais mulheres como conselheiras de topo do que Obama, Bush ou Clinton», Emily Ward; «Trump espoletou uma economia tonitruante e isso é realmente uma má notícia para os democratas em 2020», Charlie Kirk; «Assuma que a Esquerda mente e descobrirá a verdade – Reflexões sobre a mentira do conluio Trump-Rússia», Dennis Prager; «Uma semana de Trump para recordar – Ele tem um gozo absoluto provocando os democratas e os media sobre conluio», James Barrett; «Estas são as três razões pelas quais planeio votar em Donald Trump em 2020», Josh Hammer; «Presidente Trump, voz solitária, sensata, de Washington em relação às liberdades cívicas», Charles Hurt; «A derrota do Estado Islâmico é outra promessa que Trump fez, cumpriu… e foi quase ignorada pelos media liberais», Deroy Murdock; «Os democratas, como habitualmente, estavam enganados sobre a descida dos impostos decidida por Trump», Kevin Brady; «15 maneiras em que o Relatório Mueller prova que Trump não obstruiu a justiça», John Nolte; «Mueller desistiu, e os democratas deveriam fazê-lo também… porque Trump não é Nixon», Mark Penn; «Trump é uma ameaça à Constituição? Boa tentativa, Nancy», David Limbaugh; «O Relatório Mueller mostra que Trump é melhor do que os seus adversários», Andrew Klavan; «As políticas de Trump para o Médio Oriente não são “irreversíveis”», Jonathan S. Tobin; «Os 10 mil “Pinóquios” dados pelo Washington Post a Trump», Brent Bozell e Tim Graham; «A reportagem do New York Times sobre os impostos de Trump deixa de fora o colapso do mercado imobiliário na cidade», John Carney; «Porque Trump está certo em atacar Biden», Matthew Continetti; «E se Trump tivesse levado os democratas à sanidade?», Rich Lowry; «Trump providencia soluções do senso comum para a imigração – Os democratas encolhem-se», Liz Harrington; «Impugnar Trump? Seria para os democratas um erro profundo deixarem-se espicaçar para isso», Doug Schoen; «Trump não quer uma guerra com o Irão – Aqui estão as três coisas que ele quer», Marc Thiessen; «A administração Trump está a criar o momento para a paz palestiniano-israelita», Matthew Brodsky; «Donald Trump cumpre uma promessa mas os democratas gritam “encobrimento”», Michael Goodwin; «Donald Trump está a sarar o país», Clarence Henderson e Yaakov Menken; «Mueller e a falha fatal do caso Trump-Rússia», Byron York; «Os media desejam que Trump apenas se cale e aceite que eles abusem dele», Jeffrey Lord; «Os media ignoram a vitória de Trump na fronteira», Tucker Carlson; «Não obstante as alegações dos media, Trump é favorito para ser reeleito», Mollie Hemingway; «Nós conhecemos o verdadeiro Donald Trump – A América necessita de mais quatro anos», Damian Bates e George Sorial; «Graças ao Presidente Trump, a bandeira americana é respeitada novamente - Vamos celebrar uma e outro!», Kimberly Guilfoyle; «Vote em Trump – A parada em 2020 é ainda mais alta do que em 2016», Donald Trump Jr.; «Recordação – Os detractores de Trump que previram que ele não se candidataria à reeleição», Kerry Picket; «Fazer a América ainda maior», Kimberley A. Strassel; «Se Trump é tão mau, porque é que os democratas necessitam de políticas radicais para vencer?», Joel B. Pollak; «As tensões com o Irão – Trump está ainda a limpar a sujidade deixada por Obama (mas os democratas não o admitirão)», Tom Basile; «Trump está a ganhar a pequena guerra fria com o Irão», Brandon J. Weichert.