sábado, 8 de junho de 2024

A verdade sobre a «condenação» de Trump

30 de Maio de 2024, quando pela primeira vez na história do país um seu Presidente foi condenado num julgamento, é outro dia que viverá em infâmia na história dos Estados Unidos da América. Estou eu, com esta afirmação, a equiparar os democratas, tanto antigos como contemporâneos (são todos trampa, apesar de consistências diferentes), aos japoneses que atacaram Pearl Harbor a 7 de Dezembro de 1941? Sim, estou. 
Os «burros» são inimigos internos, terroristas domésticos, e primeiro manifestaram em último grau essa (má) essência ao terem causado a Guerra Civil para manterem a escravatura. Actualmente, voltam a tentar destruir o país, mas de outras formas: por um lado, abrindo, «escancarando» a fronteira para que entrem ilegalmente milhões de pessoas; por outro, o que é tão ou mais grave, manipulando, instrumentalizando o aparelho estatal federal, e muito em especial o sistema de justiça, para perseguir e punir os republicanos, invariavelmente por crimes inexistentes. Donald Trump não é, de facto, o único a ser visado, e deve-se destacar as situações actuais de dois dos seus ex-conselheiros na Casa Branca: Peter Navarro já está na prisão e Steve Bannon está quase lá. Não é uma surpresa, infelizmente, que os «azuis» assim se comportem, porque eles são consistentemente, intrinsecamente, malignos; e, entretanto, perderam a pouca vergonha que ainda tinham e já nem se preocupam em disfarçar. O que é mais preocupante é que os «encarnados» não reajam adequadamente, muitos dos quais ainda estão convencidos de que o outro partido e os seus membros são respeitáveis. Mas não são; e, depois do que aconteceu no final do mês passado, é bom que as últimas dúvidas se tenham desvanecido de vez, e que os «elefantes» se convençam definitivamente de que têm de combater o «fogo» com o «fogo»...
... Apesar de o seu «fogo» não ser «fátuo» como o dos democratas, ou seja, entre estes não falta quem tenha mesmo cometido verdadeiros crimes. Não é o caso do Nº 45. Esta é a verdade sobre a «condenação» de Donald Trump, e quem diga o contrário, quem a conteste, não merece qualquer credibilidade, não é digno de um mínimo de respeito: foi uma fantochada, uma palhaçada, num «julgamento» mais típico de um país do terceiro mundo, de uma «república das bananas» africana ou latino-americana, dos processos estalinistas dos anos 30 do século passado ou, mais tarde, nos anos 60, das sentenças sumárias da revolução cultural chinesa. O que se desenrolou naquele tribunal em Nova Iorque e que culminou no passado dia 30 constituiu um «festival» de incompatibilidades e de conflitos de interesses, totalmente isento de legalidade e de validade, tanto na forma como no conteúdo: um juiz, Juan Merchan, que não só havia feito afirmações públicas criticando Trump mas que também contribuiu financeiramente para a campanha de Joe Biden, com uma filha que é consultora para o PD, que impediu a audição como testemunha de uma pessoa que seria favorável a DJT e que, cúmulos do descaramento, autorizou que fosse a acusação a última a pronunciar-se e não a defesa (ao contrário do habitual e normal em qualquer tribunal) e «instruiu» os jurados – todos democratas, claro – que não tinham de ser unânimes para se obter um veredicto de culpado; além de um procurador democrata, Alvin Bragg, eleito com o apoio de George Soros e que prometeu «apanhar» Donald Trump fosse de que maneira fosse; nunca se tornou evidente qual o «crime» de que o bilionário era acusado, mas o «caso» foi baseado num «non-disclosure agreement» celebrado com a actriz Stormy Daniels na sequência, supostamente, de uma relação sexual, e que, no fundo, representa uma acção de chantagem e de extorsão de que Trump foi a verdadeira vítima; um pagamento deste tipo não é ilegal e existe toda uma jurisprudência com vários exemplos que o demonstra; porém, e no limite, a ter existido uma irregularidade no âmbito financeiro e eleitoral ela mereceria no máximo uma multa, mas já havia prescrito enquanto «misdemeanor», tendo sido no entanto «promovida» por Bragg, e artificialmente, para uma «felony»; enfim, que detalhe poderia ser mais revelador do ridículo desta farsa do que o de a testemunha principal contra DJT, e seu antigo advogado, Michael Cohen, um mentiroso compulsivo com cadastro e experiência de prisão, ter admitido que havia roubado dinheiro ao seu antigo patrão?
Podem ser obtidas explicações muito mais completas e esclarecedoras sobre o absurdo deste processo – sim, kafkiano – lendo e/ou ouvindo, entre outros, Elie HonigJonathan TurleyMegyn KellyPaul IngrassiaSteven Calabresi. Todavia, mais do que os pormenores jurídicos, são os aspectos políticos que em última instância mais se destacam. Os democratas sabem perfeitamente que o mais provável é que esta «condenação» seja prontamente revertida num apelo a um tribunal superior, e que não será por aquela que conseguirão pôr Donald Trump atrás das grades; eles ainda têm outras hipóteses, nos outros processos igualmente sem mérito que intentaram noutras cidades. Contudo, o mais importante era, nem que fosse durante alguns, poucos, meses, e como «arma» de campanha eleitoral, poderem afirmar que Trump é agora um «convicted felon», e os «suspeitos do costume» já começaram a fazê-lo em permanência. E daí? Em contrapartida, e o que é muito mais grave, Joe Biden é um «demonstrable traitor».

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Há outras vozes, mais sensatas

Depois de, no mês passado, ter mencionado algumas pessoas em Portugal que, com alguma (ou bastante) frequência, demonstram ter uma irritante e até mesmo inquietante disponibilidade para transmitirem informações falsas e comentários ridículos sobre o que acontece na política dos Estados Unidos da América, e nem sempre de uma forma involuntária, considerei que seria correcto e justo referir outras pessoas que, ocasionalmente, evidenciam saber mais verdades do que se passa nos EUA e não se deixam afectar pela propaganda pró-esquerdista e pró-democrata. E não é mau que seja apenas ocasionalmente, pois isso é melhor do que nada. Nem todos podem ser – na verdade, nenhum, ninguém é – como eu, que há mais de 15 anos, aqui neste espaço, neste blog, no Obamatório, publico sempre pelo menos um texto por mês, correspondendo ao acompanhamento permanente, mais do que diário, que faço das peripécias que ocorrem no outro lado do Atlântico.
Quem são, pois, essas pessoas, que merecem ser citadas? Comecemos por duas que colaboram no blog Blasfémias, que muito aprecio e que já provaram também estar atentas e lúcidas aos «ventos» que «sopram» da América do Norte: Cristina Miranda, que denunciou as más influências, nem sempre insidiosas, vindas de Hollywood; e Telmo Azevedo Fernandes, que compreendeu a importância e os benefícios da compra do Twitter por Elon Musk. Continuemos com três vozes na Rádio Observador: Alberto Gonçalves, Helena Matos e José Manuel Fernandes (estes dois, curiosamente, ex-colaboradores do Blasfémias) que analisaram a grande onda de anti-semitismo que devastou as universidades norte-americanas e que se estendeu a outras áreas do país e tentaram antecipar as consequências dessas manifestações na próxima eleição presidencial. De destacar igualmente Nuno Rogeiro, em especial um seu artigo na Sábado sobre a entrevista a Vladimir Putin conduzida por Tucker Carlson. E, finalmente, Rui Ramos, também na Rádio Observador, cuja posição e qualificação como historiador lhe dá sem dúvida uma legitimidade acrescida na evocação de momentos mais ou menos passados dos EUA, como a revolução que levou à independência e a luta de Martin Luther King pelos direitos civis.
A existência destas outras vozes, mais sensatas, não parece porém suficiente para, em última instância, desvanecer ou até mesmo atenuar os danos que as outras, as alienadas, causam. E, neste âmbito, João Lopes é um exemplo pouco menos do que permanente. Cerca de duas semanas depois da sua anterior, e não muito feliz, «incursão» pela actualidade «ianque», e a que eu aludi, ele voltou «à carga» com outra, desta vez elogiando Fareed Zakaria, da CNN, como sendo «um exemplo modelar de comentário político alheio a determinismos simplistas ou futurologia de bolso». Ora sucedeu que, desde então, Zakaria não uma, não duas mas sim três vezes fez apreciações positivas de Donald Trump e negativas de Joe Biden, mais concretamente a propósito de: que o actual «residente» da Casa Branca deveria implementar, ou manter, as políticas de imigração do Nº 45; que o caso do suposto pagamento a Stormy Daniels nunca iria a tribunal se não fosse Trump a estar em causa; e que os democratas devem aceitar que é muito pouco provável que Biden vença em Novembro. Será que João Lopes fará eco destas intervenções? É melhor eu esperar sentado...

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Reincidentes nas asneiras

De vez em quando pode ser conveniente e até ilustrativo saber e divulgar o que determinados «comentadeiros» que pouco ou nada sabem sobre o que de facto acontece nos Estados Unidos da América andaram a propalar recentemente. O que, infelizmente, comprova que não lêem o Obamatório ou, se o lêem, não levam a sério o que aqui é publicado. E que, por isso, são invariavelmente reincidentes nas asneiras.
Para começar, alguém que ao longo dos anos foi aqui várias vezes apontado... de uma forma desfavorável: João Lopes. Que no passado dia 1 de Abril – uma data sem dúvida adequada para ele – largou esta «posta» intitulada «Trump – política vs. religião» em que, quiçá trémulo de inquietação e prestes a entrar numa crise existencial, ecoou a pergunta «como é que Donald Trump está a tentar "injectar" componentes religiosas, mais especificamente cristãs, na sua estratégia política?» feita num artigo do New York Times, essa marca de «papel higiénico» demasiado dispendiosa que há mais de 170 anos assume o disfarce de «jornal de referência» e que já elogiou figuras tão «recomendáveis» como Jefferson Davis e Joseph Stalin. O articulista do Diário de Notícias tentou reproduzir no seu blog Sound + Vision «um vídeo particularmente didáctico e esclarecedor» também do matutino nova-iorquino – mas que, curiosa e talvez significativamente (justiça poética vinda do Cosmos e do karma?), ficou inactivo – sobre este «exemplo perturbante de cruzamentos entre discurso eleitoral, ritual colectivo e iconografia militante». Sim, estes «malditos», «malvados» cristãos, tão cruéis e perniciosos que «são» para a sociedade. É aliás por isso que a «administração» de Joe Biden, e em especial o Departamento de (In)Justiça, os tem perseguido sistematicamente, designando-os potenciais terroristas, prendendo-os, julgando-os e condenando-os a anos de prisão por se manifestarem e rezarem em frente a clínicas onde se fazem abortos. Que «contraste» com os «pacíficos» muçulmanos, que nos EUA (e em vários outros países) têm promovido e protagonizado – com muitos não-crentes idiotas (in)úteis – desde 7 de Outubro último múltiplos protestos anti-semitas em que, quais neo-nazis que efectivamente eles são, incentivam ao ódio e à violência contra Israel e os judeus. Entretanto já se chegou ao cúmulo de, tal como em Teerão, no Michigan – de que é representante, não por acaso, Rashida Tlaib – se ouvirem gritos de «morte à América», «cortesias» de crescentes comunidades islamitas naquele Estado.
Se em relação a João Lopes a sua credulidade imbecil para com a propaganda da esquerda norte-americana há muito deixou de ser uma surpresa, a que também se encontra no blog Delito de Opinião ainda o é. A começar por Pedro Correia, o fundador e principal redactor daquele, que, apesar de alardear a sua qualidade de jornalista experiente, ocasionalmente cede a desinformações e a insinuações não (nunca) consubstanciadas sobre Donald Trump, em especial as que o apontam como um «irmão ideológico» (ou temperamental) ou até um aliado (informal ou mesmo formal) de Vladimir Putin, como se pode ver aqui e aqui; sim, trata-se de parvoíces, de criancices indignas de um adulto responsável. Porém, pior do que PC é a sua colega Cristina Torrão, cuja ignorância e estupidez neste domínio não são novidade. Leia-se e «aprecie-se» esta «pérola de sabedoria»: «E se o Trump ganhar, nos EUA, então, será impossível fazer previsões, a não ser a certeza de que o mundo ficará um lugar muito perigoso.» Ou esta: «Foi à custa de "ignorâncias" desse tipo que Hitler teve tanto apoio popular. E que um grupo de norte-americanos invadiu o Capitólio. Políticos como Trump, Ventura, Le Pen e os do AfD, são exímios em manipular "cabeças ignorantes"». Mais exemplos de um pensamento «torrado» estão aqui e aqui. Enfim, nenhuma noção do ridículo por parte de alguém já com idade para ter juízo, e que, como ela própria escreve, é uma emigrante na Alemanha há quase 32 anos – onde, aparentemente, não é possível obter informação fiável sobre os EUA – e há mais de 20 anos se dedica a pesquisar sobre a História de Portugal – mas não, o que é indesmentível, sobre a norte-americana.
Dificilmente se poderia terminar uma resenha sobre «asneirentos recidivos» sem incluir uma referência a Germano Almeida, que construiu uma carreira à custa do acumular de falsidades, mentiras e propaganda em prol do Partido Democrata. O funcionário da Federação Portuguesa de Futebol tem desde há algum tempo um «poleiro» (mais ou menos) permanente na SIC Notícias, onde hoje se saiu com o disparate de que actualmente «a ideia forte é a de que está tudo empatado» entre Donald Trump e Joe Biden na corrida à presidência. Na verdade, não está: com excepção dos Estados fortemente «azuis» - e, por isso, cada vez mais destruídos – como Califórnia, Illinois e Nova Iorque, Trump está à frente nas sondagens em Estados solidamente «encarnados» e também nos «púrpuras» (swing states), e ainda em sondagens nacionais, em diversos (e cruciais) sectores da população – como jovens, latinos e afro-americanos – e ainda por assuntos. Logicamente, a concretização a 5 de Novembro próximo da presente e potencial vantagem não está garantida, quanto mais não seja porque há sempre a possibilidade de os «burros» recorrerem novamente, como em 2020, à fraude eleitoral maciça.

quinta-feira, 21 de março de 2024

Demente destroço de Delaware (Parte 2)

Sabem porque é que, em meados de Fevereiro, muito destaque se deu à alegação de que Donald Trump teria seriamente encorajado a Rússia a invadir outros países europeus? E mais recentemente, já neste mês de Março, à de que ele teria ameaçado com um «banho de sangue» se não fosse (re)eleito? Obviamente, ambas são falsas, e não constituem mais do que duas novas entradas na já muito longa lista de mentiras que os democratas e os «jornalistas» activistas-propagandistas, seus muito fiéis aliados, criaram e difundiram desde 2015. A explicação não se restringe apenas à «natural», permanente, obsessão esquerdista de difamar os seus oponentes e de incitar à violência, mas agora também abrange o facto de Joseph Biden estar numa situação político-me(r)diática muito complicada, quando se está somente a menos de oito meses da eleição; e, logo, há que (tentar) distrair as atenções através de manobras de diversão mais estridentes e ridículas do que o habitual.
Todas as sondagens, nacionais e estaduais, indicam que Donald Trump dispõe de vantagens consideráveis sobre Joe Biden, incluindo nos fundamentais «swing states»; porém, tal não é garantia ou promessa suficiente de um triunfo efectivo porque, como se sabe, os democratas são capazes de cometer fraude eleitoral, em especial, precisamente, nos Estados e nas cidades que controlam. Os maus números do demente destroço de Delaware – e é de duvidar de qualquer taxa de popularidade acima de 35% – explicam-se pelo que tem sido a sua «presidência» ruinosa, catastrófica, auto-destrutiva para os Estados Unidos da América: acolhimento incondicional de milhões de imigrantes ilegais (muitos dos quais criminosos perigosos e terroristas identificados), sabotagem deliberada da estrutura energética e de mobilidade do país, perseguições judiciais e policiais a opositores políticos (não só a Donald Trump mas também outros menos conhecidos, entre os quais advogados e jornalistas), restrições crescentes à liberdade de expressão, re-segregação da sociedade não só por raças mas também por (des)orientações sexuais, degradação (moral e material) acelerada das forças armadas, aumento descontrolado dos gastos governamentais e da despesa pública. Tudo o que está relacionado com o actual residente da Casa Branca é mau, muito mau, e não é de agora: sempre um incompetente fanfarrão e mentiroso, tornou-se no Senado um rufia com laivos racistas que ainda hoje mantém, acusado de corrupção e de agressão sexual; como vice-presidente de Barack Obama foi o cúmplice principal no processo de «transformação fundamental» - para pior – do país preconizado por aquele. Depois, a sua tomada de posse ilegítima como comandante-em-chefe coincidiu com a degradação da sua saúde física e em especial mental, agravada pelo visível envelhecimento, que tem causado sucessivas situações embaraçosas, e que não se restringem às quedas: só no último mês ele afirmou convicto ter conversado recentemente com François Mitterrand e Helmut Kohl, que faleceram em 1996 e em 2017, respectivamente, e identificou Xi Jinping como o Presidente, não da China, mas sim da... Rússia.
O acima exposto seria mais do que suficiente para, recorrendo à 25ª emenda da Constituição, afastar Joe Biden do poder, e na Atlantic e no New York Times já há quem escreva que ele deve ser substituído como candidato dos «burros». Porém, outros factos existem para os quais a impugnação é a solução mais adequada: ele cometeu crimes graves que incluem a traição, e existem provas suficientes disso em dois casos concretos e fundamentais. Um é o da deliberada e indevida apropriação e manipulação de documentos oficiais de quando ele era senador e vice-presidente, muitos dos quais foram encontrados nas suas casas e até nas suas garagens, sem qualquer protecção; o procurador nomeado pelo Departamento de Justiça – e pelo attorney general de Biden, Merrick Garland – para investigar este caso, Robert Hur, concluiu que o suposto, actual, «presidente» cometeu efectivamente irregularidades passíveis de acusação em tribunal, mas optou por não a desencadear porque considerou que nenhum juiz ou júri condenaria um homem idoso com evidentes problemas de memória; os democratas reagiram entre a indignação e o desespero, que se agravaram com a desastrada conferência de imprensa - que até na CNN se criticou - que o visado deu para rebater as conclusões (mas que só as confirmaram) e a revelação de pormenores embaraçosos do inquérito. O outro caso concreto e fundamental é, obviamente, a da corrupção de praticamente toda a família Biden, que há vários anos mantém, sob a «direcção» (drogada) do filho Hunter, um negócio rentável de tráfico de influências e de venda de favores a estrangeiros, entre os quais não faltam políticos e empresários chineses.  
Joe Biden tem todas as características de um ditador e deveria estar na prisão, por mais grave que seja a sua condição fisio-psicológica; e a sua tendência para o abuso de poder só é potenciada pela sua pertença ao Partido Democrata, uma organização criminosa que há quase 200 anos procura em permanência perverter e, ultimamente, destruir os EUA. E que não se tenha comiseração por ele estar afectado pela doença de Alzheimer: não foi isto que o fez pedir desculpa por ter designado inicialmente (e correctamente) como «ilegal» um assassino estrangeiro de uma jovem norte-americana; ele é, indubitavelmente, uma má pessoa com um péssimo carácter; o que explica porque é que ainda são tantos os esquerdistas que não só o toleram mas também o apoiam.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

A mais estúpida de 2023

Mais tarde do que tem sido habitual (costuma ser em Janeiro), mas ainda bem a tempo.. e hoje, aliás, é terça-feira de Carnaval, pelo que é a data adequada para uma dose adicional de palhaçada, eis a revelação da frase por mim considerada a mais estúpida de 2023, escolhida de um conjunto lato de afirmações ofensivas, ridículas e demonstrativas de falta de inteligência feitas no ano passado por democratas e esquerdistas dos Estados Unidos da América, e que incluem políticos no activo e retirados, supostos «jornalistas» e comentadores e figuras das «artes e espectáculos».
À semelhança de edições anteriores, as frases finalistas podem ser agrupadas em algumas «categorias» principais. A de «racismo em tudo e em todo o lado»: «Precisamos de ver também pessoas brancas a serem espancadas antes de alguém fazer alguma coisa?», Whoopi Goldberg; «O que aconteceu a Tyre Nichols foi tão americano como a tarte de maçã», Joy Reid; «Sob (o governador Ron) DeSantis, a Flórida foi de “não digas maricas” a “não digas preto”», Mehdi Hasan; «O livro de instruções de DeSantis sobre raça e educação é apenas uma edição actualizada do que eu vi no Sul nos anos 60», Dan Rather; «Há montes de pessoas que estão perfeitamente felizes com pessoas negras a serem assassinadas numa base regular», Jason Johnson. A categoria de «são tão maus os republicanos»: «Os republicanos odeiam realmente o século XX», Joy Reid; «É um plano de 320 páginas para matar empregos, encher as nossas cidades com fumo e dar asma às nossas crianças», Karine Jean Pierre; «A Flórida ultra MAGA de Ron DeSantis não é segura para pessoas de cor, pessoas LGBTQ+ ou até corporações de multi-biliões de dólares», Hillary Clinton; «O GOP está a tentar recrutar americanos muçulmanos, uma comunidade que perfaz menos de 2% da população dos Estados Unidos, contra outro diminuto grupo marginalizado de americanos, pessoas trans-género», Jen Psaki; «O favorito no Partido Republicano, Donald Trump, e o segundo candidato pelas sondagens, Ron DeSantis, são ambos fascistas», Michael Beschloss; «Demasiado quente para si? Agradeça a um republicano MAGA. Ou, melhor ainda, vote para os tirar do poder», Hillary Clinton; «Donald Trump é mesmo mais perigoso (do que Musolini e Hitler)», Claire McCaskill; «Este é o mesmo extremismo de direita republicano que irrompeu pelo Capitólio, é o mesmo extremismo de direita que se recusa a aceitar os resultados da Guerra Civil», Brandon Johnson. A categoria de «mais do que hipocrisia, ignorância e mentira, é uma realidade alternativa»: «Os Estados Unidos condenam a prática do corte e da mutilação genital feminina como uma forma de violência de género e um abuso de direitos humanos, com raiz na desigualdade de género», Anthony Blinken; «Quando as nossas crianças dizem-nos quem elas são, é o nosso trabalho enquanto crescidos escutá-las e acreditar nelas; isso é o que significa ser um bom pai», Peggy Flanagan; «Os republicanos extremistas MAGA estão a tentar ser sensacionalistas num assunto (homens a competir em desportos femininos) que não existe realmente da maneira que eles estão falsamente a retratar», Hakeem Jeffries; «Os denunciantes do, e no, FBI são culpados de insubordinação», Nicolle Wallace; «O Supremo Tribunal está a dizer que se pode pôr sinais semelhantes; acontece que estes não dizem “só para brancos”, diriam qualquer coisa como “só para heteros”», Ari Melber; «(Hunter Biden) É uma pessoa capaz, educada, experiente», Abbe Lowell; «O presidente tem feito mais para tornar a fronteira segura e lidar com o tema da imigração do que qualquer outra pessoa», Karine Jean Pierre; «Para a nossa democracia sobreviver, duas coisas têm de acontecer: Donald Trump necessita de ser condenado por 6 de Janeiro, e não pode haver um candidato de um terceiro partido», Rob Reiner; «O Supremo Tribunal do Colorado realizou um julgamento e fez descobertas de facto sólidas como rocha de que Trump “participou numa insurreição”; o Supremo Tribunal dos EUA não terá qualquer base para descartar as descobertas», Ted Lieu.            
Depois de se ler todos estes exemplos de imbecilidade e, frequentemente, de incitamento à violência, duas conclusões podem ser tiradas: primeira, a maior parte deles veio da MSNBC, o que não surpreende, dado que aquele canal é há muitos anos o maior covil me(r)diático nos EUA para a loucura facciosa e fanática; segunda, Joy Reid, Hillary Clinton e Karine Jean Pierre conseguiram duas «nomeações» cada uma, o que também não admira, pois há muito que se sabe o «talento» delas para a parvoíce. Porém, nenhuma delas é a vencedora. E pela primeira vez há não um mas sim dois «triunfadores», duas frases mais estúpidas ex-aequo: as de Michael Beschloss e de Claire McCaskill, que clamam praticamente o mesmo, que Donald Trump é um fascista pior do que Benito Mussolini e Adolf Hitler. Saliente-se que nem um nem outra são propriamente maluquinhos desconhecidos: ele é professor e historiador, e ela foi senadora (obviamente do Partido Democrata, e pelo Missouri) durante 12 anos, o que prova até que ponto a deterioração mental pode atingir quem escolhe o lado da «sinistra».

sábado, 20 de janeiro de 2024

Ano Dezasseis

Hoje o Obamatório assinala e celebra o seu 15º aniversário, o que significa também que entra no seu décimo sexto ano de existência. Um ano que é também de eleição presidencial nos Estados Unidos da América. Uma eleição que terá provavelmente novamente como principais protagonistas e candidatos Donald Trump e Joe Biden. Actualmente, e desde há vários meses, praticamente todas as sondagens indicam que o primeiro beneficia de uma confortável, larga, vantagem nas intenções de voto, e o seu triunfo esmagador na passada terça-feira, na primeira «primária» do Partido Republicano, no Iowa, terá constituído o primeiro passo nesse processo. Porém, o actual «residente» da Casa Branca está num tal estado pré-vegetativo, cada vez mais débil, incoerente (e incompetente e insolente) e ausente, com cada vez mais provas da sua corrupção (e traição) a acumularem-se, que sérias dúvidas existem de que ele sobreviva – politicamente, se não mesmo literalmente – até ao próximo dia 5 de Novembro.
Também por isso os democratas, crónicos criminosos e perenes pervertidos que são, não têm hesitado, e não hesitarão, em recorrer a todos os truques sujos, a todas as manobras obscuras, para travar o bilionário de Mar-a-Lago. Em última instância, e tal como em 2020, praticarão fraude eleitoral em larga escala se entretanto os mecanismos respectivos não forem devidamente identificados e desmontados, e contínuas revelações como as recentemente ocorridas na Geórgia, no Illinois e no Michigan demonstram que muito ainda há a fazer neste domínio... e não só com a Dominion. No entanto, e antes disso, os «azuis» ainda esperam que os vários – frívolos, ridículos, sem qualquer fundamento, qualquer substância – processos judiciais que instauraram contra Trump – em Washington, em Nova Iorque, na Geórgia – culminem em condenações e em penas de prisão efectiva, não se preocupando minimamente com o facto de todos os procuradores e quase todos os juízes envolvidos serem não juristas isentos mas sim activistas partidários, votantes, apoiantes e eleitos do Partido Democrata, e, logo, com vários e evidentes conflitos de interesses, com diversas e óbvias incompatibilidades, que deveriam ser suficientes para os expulsar dos tribunais ou, pelo menos, dos casos envolvendo o Nº 45. Uma terceira «arma» que os «azuis» já mostraram estar dispostos a usar na sua guerra contra Donald Trump é a (tentativa de) remoção deste de boletins de voto, da eleição, com base em falsas justificações; tal aconteceu nos Estados do Colorado e do Maine, em que «burrocratas» se atreveram a «desclassificar» o líder do GOP por ele ser supostamente culpado de «insurreição» - um crime pelo qual ele nunca foi julgado nem condenado. Terá de ser o Supremo Tribunal dos EUA, mais uma vez, a deliberar em última instância, a tomar uma decisão final sobre este assunto, o que é absurdo, pois não deveria haver quaisquer dúvidas aqui – logicamente, nada de verdadeiramente proibitivo há que impeça Trump de concorrer. Todavia, o anormal é o novo «normal» com os democratas. Convirá recordar, entretanto, que este golpe não é novo neles: em 1860 o PD não permitiu que o nome de Abraham Lincoln constasse nos boletins de votos nos Estados sulistas, esclavagistas, que então controlava... o que acabou por não resultar, pois o «honesto Abe» venceu a eleição apesar disso; em consequência, aqueles mesmos Estados formaram a Confederação e iniciaram a Guerra Civil.
Hoje, e mais uma vez por culpa dos democratas, o país está muito perto da auto-destruição, da implosão, e não faltam casos, crises, conflitos, caracterizados por violência latente ou mesmo declarada, provocados, propagados e/ou possibilitados pela esquerda «comuno-confederada». A invasão por milhões (pelo menos oito, desde 2021) de imigrantes ilegais, que frequentemente recebem inacreditáveis benesses depois de entrarem pela fronteira Sul mantida aberta pelo governo federal de Washington, que não hesita em combater judicialmente o Estado do Texas que, logicamente, quer conter esta ameaça gigantesca, nesse sentido fazendo também com que os Estados e cidades «azuis» que afirmaram serem «santuários» tenham hipóteses de mostrarem a sua hipocrisia. A fragilidade perante a China, expressa também na aquisição por cidadãos daquele país de grandes parcelas de território norte-americano. As múltiplas manifestações anti-semitas, cada vez mais agressivas, decorrentes do ataque do Hamas contra Israel em 7 de Outubro último, que incluíram uma tentativa de ocupação da Casa Branca. A perseguição contínua do Departamento de Justiça e do FBI contra cidadãos conservadores e à direita (Donald Trump é certamente o alvo principal mas não é o único), católicos, activistas anti-aborto, pais e encarregados de educação que lutam contra a doutrinação das suas crianças, por degenerados «professores», em segregações raciais e em disrupções de género (que podem envolver medicações e cirurgias de efeitos irreversíveis).  A vigilância e a censura permanentes exercida pelos «demos» a partir dos seus «feudos» governativos com a colaboração de quase todas as grandes empresas de tecnologia digital (agora com a notável e feliz excepção do Twitter depois da aquisição por Elon Musk).
Enfim, 2024 vai ser um ano especialmente crucial e difícil nos EUA. E eu, aqui no Obamatório, embora já sem a disponibilidade e o dinamismo de outrora, continuarei a tentar dar um contraponto possível à desinformação enviesada e desavergonhada que neste âmbito (e não só) continua a ser característica central na comunicação social em Portugal.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Crónicas da Comuno-Confederação (Parte 5)

«O pretendente a ditador», Tucker Carlson; «Biden é uma ameaça existencial à América», Larry Kudlow; «O conto de fadas do New York Times – O Departamento de Justiça de Biden é independente», Jeffrey Lord; «A América está menos livre do que alguma vez fomos numa nova tabela sobre liberdade económica», John Stossel; «A América votou para ser governada como a Flórida», Will Cain; «Eis como o Congresso pode terminar o reino de terror do FBI», Samuel Mangold-Lenett; «A introdução da acção afirmativa desculpou o racismo», Bobby Burack; «Politizar a defesa? Nunca!», Byron York; «O Congresso deve parar as tentativas odiosas do ramo executivo de censurar americanos», Rand Paul; «Só um inquérito de impugnação pode desemaranhar a corrupção da família Biden e o papel das agências federais naquela», Margot Cleveland; «Impugnem Biden, Harris, Garland e Mayorkas imediatamente», Joseph Farah; «Quando as pessoas ouvem “Bidenomics" elas pensam em inflação mais alta e aumentos de impostos», Tim Meads; «A Presidência Biden é insustentável», Victor Davis Hanson; «A implosão da arte do escândalo – As elites da política e dos media preparam-se para largar Hunter Biden numa “demolição controlada”», Jonathan Turley; «A História repete-se a si própria – Os democratas estão a usar tácticas dos marxistas de 1917 na Rússia para roubar a América», Jim Hoft; «Biden venceu em 2020 da mesma maneira que o basquetebol soviético ganhou o ouro em 1972», Mollie Hemingway; «O que acabou de acontecer em Maui prova que a América está a ser destruída por Biden e pelos democratas», Wayne Allyn Root; «A maldade do Partido Democrata», Derek Hunter; «Há alguma coisa de demencial nas mentiras de Joe Biden», David Harsanyi; «Estou prestes a dizer a verdade, depressa, alertem as autoridades!», Sam Janney; «Vamos ouvir para o rapaz – Joe Biden é o presidente mais consequente de sempre!», Larry Johnson; «A grande mentira dos media – “Não há provas” contra o Presidente Biden», Bill D’Agostino; «Os media estão a dizer aos americanos para porem as máscaras outra vez; porque é que alguém iria ouvi-los?», Drew Holden; «O artigo de opinião de Vladimir Putin no New York Times, 10 anos depois», Alex Christy; «Interferência eleitoral – Nove grandes escândalos de Biden que as estações de televisão esconderam», Geoffrey Dickens; «A crucificação de Rudy Giuliani», Roger Stone; «Os resultados trágicos da mortífera política de fronteiras abertas de Biden», Miranda Devine; «Isto é o que regimes fascistas fazem», Mark Levin; «Biden alega que “a democracia está em risco” enquanto o seu partido faz tudo para evitar que a democracia aconteça», Eddie Scarry; «O bicho-papão de Jack Smith na vida real», Julie Kelly; «O embuste democrata da insurreição de 6 de Janeiro continua a piorar», Stephen Kruiser; «Isto é o fim do nosso país tal como o conhecemos», Laura Ingraham; «Incrível! O FBI previu aqueles motins de 6 de Janeiro que eles instigaram», Stephen Green; «Isto é uma tentativa de assassinato financeiro», Jesse Waters; «Conversa honesta para os que negam a crise na fronteira», Cal Thomas; «Isto fará com que você seja assassinado», Greg Gutfeld; «Eu não posso preocupar-me mais com as cidades azuis do que os votantes nelas», Kurt Schlichter; «Um sistema de justiça fora-da-lei é a ferramenta perfeita para criminalizar a oposição aos democratas», Joy Pullmann; «Como o New York Times, e outros, fazem o trabalho sujo do Hamas», John Podhoretz; «As galinhas racistas de Obama voltaram a casa para assar», Kevin Downey Jr.; «Como os democratas traíram os judeus – A excitação doente do anti-semitismo tem um preço», David Mamet; «O dia em que as ilusões morreram», Konstantin Kisin; «O serviço noticioso para o Hamas do Washington Post», Seth Mandel; «O que devia o presidente ter sabido?», James E. Campbell; «Jill, a suja», Victoria Taft; «Esquerdistas apelaram à agitação, à violência contra apoiantes de Trump, ao assassinato de Trump, à explosão da Casa Branca – As mesmas pessoas que querem trazer a jihad radical para a vossa vizinhança», Jordan Conradson; «Suicídio nacional – Por dentro do plano dos democratas para permitir que os não-cidadãos votem», Mike LaChance; «Guerra no Partido Democrata, e na Ópera», Daniel McCarthy; «Porque é que a esquerda odeia Israel e a América», Star Parker; «Parabéns, América, criaste uma geração de simpatizantes de terroristas», Jeff Myers; «Toda esta fraude eleitoral é um festim para os vossos olhos», Emerald Robinson; «Haverá uma nova época de motins em 2024? Os conservadores devem aprender as lições de 2020, e prepararem-se», Christopher F. Rufo; «Aconselhei Bernie e recolhi fundos para Biden; agora aderi ao Partido Republicano», Will Pierce; «É tempo de lutar contra as nossas universidades anti-semíticas», Ben Shapiro; «Vamos jogar ao “Descobre o Ditador!”», Tristan Justice; «Fundas são as raízes do negócio da família Biden», Scott Johnson; «A verdadeira “ameaça à democracia” é o Partido Democrata, não Donald Trump», Jordan Boyd; «Ao tentarem tirar Trump do boletim de voto, os democratas estão a encenar um golpe de Estado em plena luz do dia», John Daniel Davidson; «Como podem os democratas adoptar a pose de guardiões da democracia?», Tim Graham; «O “Saturday Night Live” não tocará em Hunter Biden, e todos nós sabemos porquê», Christian Toto.

domingo, 10 de dezembro de 2023

A amnistia e a reconstrução

E agora, mais um pouco de História... Na passada sexta-feira, 8 de Dezembro, passaram 160 (150 + 10) anos desde a assinatura, por Abraham Lincoln, da Proclamação de Amnistia e Reconstrução. Ou seja, ano e meio antes do fim da Guerra Civil, o 16º Presidente dos Estados Unidos da América já se sentia suficientemente confiante de que o Norte iria vencer o Sul para pensar em, e planear, como iria ser a vida da nação após o conflito fratricida, em especial para os Estados perdedores. Não será especular muito que o discurso que proferira em Gettysburg, menos de um mês antes, a 19 de Novembro de 1863, ajudara-o a consolidar essa certeza...
... E o texto dessa importante proclamação reflecte-a, demonstrando uma atitude positiva e um espírito de reconciliação que, porventura, muitos não esperariam. Eis um excerto, com tradução minha: «Faço saber a todas as pessoas que tenham, directamente ou por implicação, participado na rebelião existente, excepto como daqui por diante exceptuado, que um perdão total é por meio desta concedido a eles e a cada um deles, com restauração de todos os direitos de propriedade, excepto de escravos, e em casos de propriedade onde os direitos de partes terceiras tenham intervindo, e sobre a condição de que toda tal pessoa tomará e subscreverá um juramento, e a partir daí guardará e manterá o dito juramento inviolado; e o qual juramento será registado para preservação permanente, e será do teor e com o efeito seguinte, a saber: “eu, juro solenemente, na presença de Deus Todo Poderoso, que doravante fielmente apoiarei, protegerei e defenderei a Constituição dos Estados Unidos, e a união dos Estados debaixo dela; e que eu, da mesma maneira, respeitarei e apoiarei fielmente todos os actos do Congresso passados durante a rebelião existente com referência a escravos, enquanto e até onde não forem revogados, modificados ou declarados nulos pelo Congresso ou por decisão do Supremo Tribunal; e que eu, da mesma maneira, respeitarei e apoiarei fielmente todas as proclamações do Presidente feitas durante a rebelião existente que tenham referência a escravos, enquanto e até onde não forem modificadas ou declaradas nulas pelo Supremo Tribunal. Assim Deus me ajude.” (...) E eu mais proclamo, declaro e faço saber, que sempre que em qualquer dos Estados do Arkansas, Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee, Alabama, Geórgia, Flórida, Carolina do Sul e Carolina do Norte, um número de pessoas, não menos do que um décimo em número de votos colocados em tal Estado na eleição presidencial do ano do nosso senhor mil oitocentos e sessenta, cada um tendo feito o juramento antes dito e não o tendo violado desde então, e sendo um votante qualificado pela lei eleitoral do Estado existindo imediatamente antes do assim chamado acto de secessão, e excluindo todos os outros, deverá restabelecer um governo estadual que deverá ser republicano, e, sem sábia contravenção do dito juramento, tal será reconhecido como o verdadeiro governo do Estado, e o Estado receberá debaixo disso os benefícios da provisão constitucional que declara que “os Estados Unidos garantirão a todos os Estados nesta união uma forma republicana de governo, e protegerão cada um deles contra uma invasão; e, na aplicação da legislatura, ou do executiva quando a legislatura não puder ser convocada, contra a violência doméstica”.»
Hoje, sabendo-se o que aconteceu depois, compreende-se que se questione se existiriam, de facto, motivos para um grande optimismo. Na verdade, há que reconhecer que a atenuação e até a reversão da vitória do Norte sobre o Sul na Guerra Civil principiaram logo após o término daquela, quando Abraham Lincoln e depois Ulysses S. Grant – entre os dois esteve o democrata Andrew Johnson, o primeiro presidente a ser objecto de um processo de impugnação – optaram por não punir severamente todos os militares e civis que combateram pela Confederação, antes tendo privilegiado a amnistia e o apaziguamento, porque, como bons cristãos que eram, acreditavam no perdão e na redenção. Terão sido demasiado generosos e até ingénuos? Certo é que cedo começaram a acontecer motins em oposição à Reconstrução, em que muitos negros e republicanos brancos foram linchados, e não tardou a que o Ku Klux Klan fosse formado por democratas. Sucedeu-se a segregação racial sistémica, oficial, instituída nos Estados do Sul através das denominadas leis «Jim Crow» durante décadas, e que só terminou com a campanha pelos direitos civis liderada por Martin Luther King nos anos 60 do século passado, campanha essa que teve o seu momento culminante a 28 de Agosto de 1963 com o discurso «Eu tenho um sonho» de MLK, proferido, precisamente, junto ao Memorial a Lincoln, em que o vencedor do Prémio Nobel da Paz em 1964 valorizou o «conteúdo do carácter» em detrimento da «cor da pele». Pode, pois, dizer-se que a Guerra Civil, na prática, durou mais um século.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Comandando nos comentários (Parte 6)

Quase dois anos depois do último «relatório», eis que mais uma vez dou conta dos comentários sobre a politica nos Estados Unidos da América que ao longo dos últimos (quase) 24 meses deixei em alguns espaços da Internet....
... E que, mais concretamente, foram: Corta-Fitas (um, dois, três, quatro, cinco); Blasfémias (um, dois, três); Porta da Loja; Actualidade Religiosa. Sobre temas que incluíram: as idiotices que Manuel Carvalho, director do Público, escreve(u) sobre Donald Trump, e não só; um colégio católico norte-americano onde se privilegiam estudantes pró-aborto; a verdadeira, única, causa, da eclosão da guerra civil nos EUA; notícias (falsas) sobre a proibição de livros na Flórida; as supostas «semelhanças» entre António Costa e Donald Trump; a infiltração por esquerdistas extremistas da Walt Disney e outras grandes empresas; exibição de bandeiras arco-íris em embaixadas quando são os democratas que estão no poder; os perigos das denominadas «cidades inteligentes»; a completa e degradada anedota «progressiva» em que o Washington Post se tornou; a proibição, pelo próprio Bento XVI, de Joe Biden assistir ao funeral do Papa Emérito pelo facto de o actual ocupante da Casa Branca ser, na verdade, um falso católico, por apoiar o aborto sem restrições, o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo e a mutilação de crianças decorrente da «ideologia de género».        
Depois da referência aos comentários (que ainda estão) publicados, faça-se agora uma referência aos que nunca chegaram a sê-lo. Desta vez há três a registar, e todos no Zap Aeiou. O primeiro, a este texto, foi: «este artigo é mais um exemplo - entre muitos - de “jornalismo” que só o é no nome, ou na pretensão; na verdade, apenas propaganda, patente logo a partir do título, histeria alarmista, nenhuma preocupação em ouvir o outro lado, em considerar opiniões contrárias e factos “inconvenientes” que desmentem as narrativas preferidas; simplesmente lamentável». O segundo, a este texto, foi: «mais um exemplo de (reles) propaganda disfarçada de (mau) jornalismo; é o resultado de se acreditar e de se repetir, sem qualquer cepticismo, sem procurar dar voz a pessoas do “outro lado”, (em) toda a desinformação que vem de um pasquim como o Washington Post; fontes anónimas nunca são fontes credíveis, digam elas o que disserem». O terceiro, a este texto, foi: «não, Donald Trump não pediu a abolição da Constituição. Não sabem ler no Zap? Parem de fazer figuras tristes e de acreditar em todas as parvoíces que lêem nos (suspeitos) sítios do costume». Aparentemente, há algumas pessoas que têm dificuldade em aceitar críticas...

sábado, 21 de outubro de 2023

O espaço, militarizado, privatizado

A 22 de Novembro de 2019, no meu artigo «Dias de um passado futuro» saído no jornal Público, referi e comentei alguns exemplos de «previsões» feitas em alguns famosos filmes de ficção científica que poderiam ou não ter-se concretizado nas datas apontadas que, entretanto, se tinham materializado - «2001», «2019, Novembro» («tempo» da acção de «Blade Runner»), e outros. Antes, a 20 de Julho do mesmo ano, data em que se assinalaram e celebraram os 50 anos da chegada dos primeiros homens (Aldrin, Armstrong e Collins) à Lua, no meu artigo «E se eles não tivessem conseguido?» recordei e realcei a importância daquela viagem e do que foi preparado para se dizer e fazer na hipótese – felizmente não concretizada – de a missão fracassar…
… E agora, como que numa confluência desses dois âmbitos, aborda-se o facto de, talvez sem muitos darem por isso (mas eu dei), dois conceitos mais ou menos «clássicos» da FC relativamente à exploração espacial se terem tornado realidade em pouco mais de três anos. Mais concretamente, e pelo lado norte-americano, a militarização e a privatização do espaço, correspondentes, a primeira, à criação por Donald Trump, quando era presidente (e, em legitimidade, ele ainda o é), de um novo ramo das forças armadas americanas, a Força Espacial, e, a segunda, ao (bem sucedido) primeiro lançamento pela SpaceX de um foguetão com destino à Estação Espacial Internacional transportando dois astronautas da NASA, o primeiro voo espacial tripulado com origem nos Estados Unidos da América desde o fim do programa dos vaivéns; e Trump esteve presente no lançamento da nave da SpaceX.  
Poder-se-á contra-argumentar que a entrada no cosmos da empresa fundada e dirigida por Elon Musk – o homem que também lidera outras companhias como a Tesla, a Twitter/X e a Neuralink – não constitui exactamente, não representa propriamente, o início de uma «privatização» do espaço porque há décadas que companhias não estatais financiam, fabricam e lançam foguetões para colocarem em órbita satélites artificiais de índole científica, comercial (em especial comunicações) e até militar. Porém, transportar pessoas é muito mais importante, sensível e perigoso do que transportar objectos. Então, em 2019, e previsivelmente, no lado esquerdo da política dos EUA houve quem preferisse, como forma de «comemorar» o meio século da chegada de compatriotas à Lua, o enaltecimento – consideraram-no superior, aliás – do programa espacial da União Soviética, e não faltaram comentários depreciativos e mesmo alarmados a este mais recente progresso científico e económico, como o de considerar o sucesso da SpaceX não histórico mas sim «trágico»! Não consta que estes mesmos «especialistas» tenham lamentado a decadência e até o retrocesso que a NASA sofreu durante a administração de Barack Obama – que, talvez como parte da «flexibilidade» que ele prometeu a Vladimir Putin, permitiu que os americanos passassem a ir à EEI em naves Soyuz e assim contribuindo para a economia russa. Com Donald Trump esta trajectória foi revertida e começou a falar-se seriamente, oficialmente, não só de um regresso à Lua mas também de uma primeira viagem tripulada a Marte; entretanto, e como depositário das conquistas e das glórias do programa Apolo criou-se um novo programa, o Artemis.
Tudo isso era antes. Mas agora, quase três anos depois de o Partido Democrata ter roubado a eleição presidencial e de ter iniciado uma campanha de perseguição policial, jurídica e política contra os seus opositores no Partido Republicano, a começar por Donald Trump, todas as forças armadas norte-americanas, nas quais se inclui a Força Espacial, enfrentam uma série de grandes e graves desafios – à semelhança, aliás, de praticamente todos os sectores da sociedade norte-americana – e correm mesmo riscos de aceleradas degradação e diminuição das suas capacidades operacionais, não só por causa da progressiva e agressiva infiltração e contaminação pelas ideologias woke, esquerdistas, comunistas, neo-segregacionistas, mas também por culpa das mais rasteiras e indesculpáveis incompetência e irresponsabilidade. Afinal, quando uma actual general da FE afirma publicamente que, no seu desempenho, dá mais prioridade às operações de mudança de sexo do que à contratação de pessoas qualificadas, que mais há a esperar desta «liderança castrense» dos EUA além da auto-aniquilação perante potências estrangeiras, se não melhor armadas certamente mais motivadas? Está difícil definir e decidir quais são as piores ameaças, as terrestres ou as extra-terrestres. Pelo que no presente momento não há motivos para optimismo nem justificação para lemas do tipo «para o infinito e mais além».

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Os democratas são «dhimmis»

Hoje assinala-se (mas não se celebra) mais um aniversário – o 22º - dos ataques terroristas de 2001 contra os Estados Unidos da América. Seria talvez preferível que a efeméride, e o acontecimento trágico que lhe deu origem, custassem um pouco menos a passar à medida que os anos se sucedessem. Mas isso não tem acontecido porque os democratas persistem em colocar o país em perigo pela cobardia que continuam a demonstrar perante o extremismo islâmico. E não se deve esquecer igualmente que 11 de Setembro de 2012 foi a data de outro, grave, atentado muçulmano contra os EUA, mais concretamente o assalto ao consulado em Benghazi, na Líbia, tornado possível pela incompetência e pela indiferença da administração de Barack Obama.
Uma incompetência e uma indiferença quiçá maiores, dessa vez proporcionadas pela «administração» de Joe Biden, permitiram que em 2021 o Afeganistão – que foi o refúgio e a base de operações da Al Qaeda e de Osama Bin Laden – voltasse a cair nas mãos maléficas dos talibãs. Vinte anos de ocupação norte-americana terminaram não com a construção, e a consagração em Kabul, de uma sociedade e de um regime claramente democráticos e respeitadores dos direitos humanos mas sim com o caos e a violência resultantes de um abandono vergonhoso que deixou no seu rasto equipamento militar no valor de muitos milhões de dólares e, pior, 13 militares e quase 200 civis mortos por um bombista suicida. Porém, os familiares das vítimas não esquecerão nem perdoarão o comportamento indigno, vergonhoso dos democratas que hoje ocupam a Casa Branca, os Departamentos de Estado e de Defesa, e têm sido bem directos e eloquentes nas suas denúncias recentes feitas em audições no Congresso e ainda em entrevistas – ver exemplos aqui, aqui, aqui e aqui – aos órgãos de comunicação social disponíveis para ouvi-los. Porque, na verdade, e o que não surpreende, a maioria dos «merdia» dos EUA não desiste da ocultação de quão catastrófica foi a retirada e do quanto tantos sofreram por causa dela. Mas nunca conseguem ocultar tudo, e é por isso que, mesmo tardiamente, ficou a saber-se – ou, melhor dito, confirmou-se – o quanto irresponsáveis foram e são os «burros», que ignoraram vários avisos sobre a situação no terreno e que, para cúmulo, privilegiavam no Pentágono a elaboração de um plano de combate às «alterações climáticas» ao mesmo tempo que no longínquo país asiático o pânico se generalizava!
Entretanto, nas últimas semanas, sucederam-se notícias que parecem confirmar que os democratas são como que um novo tipo de «dhimmis» - a designação que é dada aos membros de minorias religiosas em países muçulmanos forçados a pagar uma taxa para poderem praticar os seus cultos e seguir os seus costumes. É que os «azuis» adoram dar dinheiro, e muito, a extremistas islâmicos: quase dois biliões e meio de dólares para o Afeganistão desde 2021; cerca de seis biliões de dólares para o Irão na próxima semana como complemento a uma troca de prisioneiros, e possivelmente, também como incentivo à renovação do acordo nuclear com o país dos «ai-as-tolas» fanáticos. Tão ou mais grave, eles também não hesitam em considerar a libertação dos culpados pelo 11 de Setembro ainda vivos e detidos. E será oportuno recordar o que (não) aconteceu em Abril último no Sudão, nação muçulmana devastada por uma guerra civil e em que, tal como no Afeganistão, a Casa Branca não se mostrou interessada nem capacitada em resgatar os milhares de norte-americanos que lá residiam.
Talvez nenhum facto simbolize melhor o quanto o horror de há 22 anos aparenta ter alcançado o seu objectivo derradeiro do que o anúncio, feito há apenas duas semanas pelo (democrata) mayor Eric Adams, de que as mesquitas em Nova Iorque vão poder difundir as chamadas para oração por toda a cidade. A «Grande Maçã» não é, no entanto, a primeira metrópole nos EUA a ter o seu céu rasgado cinco vezes por dia pelos típicos cantos do Islão: foi Minneapolis a beneficiar dessa «honra» em Abril último. Recorde-se que Barack Obama disse que aquele som é o mais bonito que existe. Enfim, a «transformação fundamental» prossegue. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Coolidge era «cool»

Hoje assinala-se o centenário da primeira tomada de posse de Calvin Coolidge como o 30º Presidente dos Estados Unidos da América. Membro do Partido Republicano, a sua ascensão ao cargo executivo mais importante do país aconteceu, porém, por um motivo funesto: ele era o vice-presidente do então Presidente Warren Harding, que morreu no mesmo dia, 2 de Agosto de 1923, pouco mais de dois anos e meio depois de ter entrado na Casa Branca. Coolidge seria reeleito em 1924 e poderia ter-se candidatado a um terceiro mandato em 1928, mas não o fez porque tal implicaria que estaria – ou poderia estar – dez anos na presidência, mais do que qualquer outro comandante-em-chefe antes dele, e isso seria, na sua opinião, «demasiado longo».
Na sua carreira política Calvin Coolidge foi, antes, mayor de Northampton, no Massachusetts, entre 1910 e 1912, e governador daquele Estado, entre 1919 e 1921. A sua administração ficaria marcada, entre outros aspectos, pelo apoio à igualdade racial e ao voto das mulheres, oposição à «Proibição» («Lei Seca») e promoção do conservadorismo fiscal – menos impostos e um governo (federal) mais pequeno. Durante a sua presidência foi aprovada legislação, em 1924, e que ele ratificou e assinou, que concedeu definitivamente a cidadania a todos os nativos americanos, e celebraram-se os 150 anos da independência dos EUA, a 4 de Julho de 1926 – o dia, aliás, do seu 54º aniversário (CC é, até hoje, o único presidente a ter nascido naquela data).
Assim como outros presidentes republicanos, Calvin Coolidge foi, após deixar a Casa Branca, e durante décadas, alvo de campanhas difamatórias e de «reescrita da História» por parte de democratas, que apresenta(va)m como «justificação» o facto de ter sido logo após a sua presidência, e até por causa dela, que ocorreu a crise financeira de 1929 e teve início a «Grande Depressão». Uma vez mais há que contrariar sem hesitações as desagradáveis e destrutivas «zurradas» dos «burros», e para isso já contribuíram, entre outros, John Calvin Thomas e Donald Feder. Coolidge era tão «cool», tão elegante, tão taciturno, que o alcunharam de «Silent Cal». No entanto, isso não significa que devamos ficar calados perante as vozes da mentira.  

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Demente destroço de Delaware

Nos Estados Unidos da América, passado mais um feriado do 4 de Julho que para os democratas é invariavelmente um motivo de aborrecimento e mesmo de indignação, em que político(a)s, órgãos de comunicação social e até empresas «amigas» dos «burros» fazem questão de denegrir o país em que vivem no dia do seu aniversário, também «celebrando» a independência aviltando a bandeira das «estrelas e listras» e agitando estandartes alternativos, continua a viver-se uma autêntica situação de «guerra civil fria» em que os «campos de batalha» são os tribunais e as legislaturas estaduais. De Washington, capital do país mas também da burocracia federal, totalmente infiltrada e dominada pelos democratas, vêm as ordens para perseguir e punir conservadores, direitistas e republicanos, e, em especial, a sua maior figura, a sua maior personalidade, Donald Trump...
... Que continua a ter a dúbia «honra» de ser um presidente «pioneiro» em várias circunstâncias... desagradáveis, todas elas invariavelmente inventadas, causadas e/ou manipuladas pelos «burros». Já havia sido o primeiro a ter a sua casa alvo de buscas pela polícia e a ser acusado de crimes; porém, pagar a uma mulher com quem alegadamente se teve uma relação sexual para que ela se mantenha em silêncio é consideravelmente menos importante, menos grave, do que lidar incorrectamente com documentos classificados, e é precisamente disto que DT, a 8 de Junho último, foi também indiciado. No entanto, este caso, tal como o de Stormy Daniels, também não tem qualquer fundamento legal concreto, legítimo. E ninguém melhor do que Mark Levin para comprovar exaustiva e definitivamente – uma, duas, três, quatro vezes – a malignidade e a nulidade deste procedimento político e persecutório do Departamento de (In)Justiça. Entretanto, não faltam, previsível e infelizmente, as pessoas que ainda acreditam em todas as atoardas atiradas contra Trump, das quais um dos piores, mais patéticos exemplos em Portugal continua a ser João Lopes, que tarda em compreender, se é que alguma vez compreenderá, que o FBI e o New York Times não são entidades credíveis.
A campanha jurídica «terceiro-mundista» em curso contra Donald Trump não tem como único objectivo dificultar e até impedir a sua (re)eleição como Presidente dos EUA; destina-se igualmente a desviar as atenções das, a ocultar as – estas sim fundamentadas – acusações de corrupção e mesmo traição contra Joe Biden e vários membros da sua família, com destaque inevitável para o filho Hunter. As diferenças entre Trump e Biden, tanto nas despesas com as investigações como na cobertura mediática daquelas, são significativas e compreensíveis... a favor, claro, dos «azuis». Todavia, nenhumas censuras e nenhumas adulterações serão suficientes para suster, quais frágeis «diques», a corrente avassaladora de factos que já estão a começar a «submergir» a actual «administração» onde não faltam cobardes, incompetentes e pervertidos, a começar pelo idoso idiota que querem fazer-nos crer que os lidera. Já é mau que o demente destroço de Delaware não pare de protagonizar situações embaraçosas e que tenha sido denunciado como um patrão abusivo, mas pior é publicamente revelar segredos militares! Isto, sim, é comprometer a segurança nacional, e não manter e desclassificar documentos, que DT tinha todo o direito de fazer.     
Sim, é verdade: Joe Biden, desde sempre um mentiroso compulsivo e plagiador impenitente, está num declínio físico e mental cada vez mais acentuado; também por isso, além de há muito praticar o tráfico de influências, é uma ameaça para a democracia nos Estados Unidos da América; que, com ele, estão delimitados por balões chineses no céu e drogas chinesas no chão. Neste contexto, nem é muito grave que recentemente tenha sido encontrada cocaína na Casa Branca, cujos ocupantes, risivelmente, pretendem que não é possível descobrir quem a levou para lá. Os democratas têm confiado demasiado na sua inimputabilidade (sim, são todos umas p*t*s) por terem contado com o apoio das redes sociais, da «comunidade da inteligência» e do FBI, mas fariam melhor em não esperar que tal situação dure para sempre.  

domingo, 25 de junho de 2023

1903, 1948, «1984»

Hoje, 25 de Junho de 2023, passam 120 anos sobre o nascimento de Eric Arthur Blair, que ficou famoso mundialmente através do seu pseudónimo literário George Orwell. Tal como acontece com muitas outras pessoas, não é, ou não seria, necessária uma efeméride especial – e esta que agora se assinala é como que uma «composta», cem mais vinte – para se evocar e celebrar a vida e a obra do autor de «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro». Porém, vários têm sido os factos ocorridos na última década, e em especial desde o início desta década, que mais vieram reforçar a pertinência, a permanente actualidade e relevância do seu mais famoso romance. Que, aliás, celebra este ano (a 4 de Dezembro) os 75 da sua conclusão e no próximo (a 8 de Junho) os 75 da sua primeira edição.
Não faltam exemplos que confirmam que a ficção se tornou facto, em especial – o que é mais inquietante – na Grã-Bretanha e em outros países anglófonos com forte ligação política e/ou cultural àquela, como o Canadá (onde Pierre Trudeau se revelou um quase ditador, mantendo-se como primeiro-ministro no momento em que escrevemos), a Irlanda, a Austrália, a Nova Zelândia (onde Jacinda Arden se revelou uma quase ditadora, tendo entretanto, e, felizmente, deixado de ser primeira-ministra), e, obviamente, os Estados Unidos da América após a (ilegítima) ocupação da Casa Branca por Joe Biden. Na verdade, certas pulsões, ou tendências, totalitárias – em especial a predisposição para a censura e para a punição por parte de certas individualidades e entidades contra outras consideradas «inimigas» – que já se notavam antes naquelas nações foram grandemente agravadas pela eclosão da pandemia do vírus Covid-19...
... E a consequente repressão exercida por um Estado sobre uma população não se verificou apenas em países com ditaduras duradouras ou com fracas tradições democráticas. O «modelo chinês» foi como que «exportado», adoptado em quase todo o Mundo, tendo-se multiplicado os casos de cidadãos detidos pelos motivos mais absurdos – como o de estarem sózinhos na rua em vez de fechados em casa – ou punidos por emitirem e/ou partilharem «teorias da conspiração» e «acções de desinformação» que, em última análise, vieram a comprovar-se correctas: o vírus teve origem num laboratório, só é perigoso para segmentos demográficos diminutos, e as vacinas contra o mesmo não tiveram qualquer resultado na redução das infecções e das transmissões e comportaram efeitos secundários perigosos e até fatais; quarentenas, máscaras e confinamentos não proporcionaram quaisquer benefícios assinaláveis.
Nunca até então se havia assistido a uma tal operação repressiva à escala planetária, protagonizada não por um mas sim por vários «Grandes Irmãos». A liderá-la estava a OMS, ou, em Inglês (e numa designação provavelmente mais apropriada a uma organização criminosa internacional), a WHO. Que actuou como um autêntico «apêndice» propagandístico de Pequim, quase como uma câmara de ressonância das posições do Partido Comunista Chinês, atitude tanto mais reprovável, condenável, porque a agência da Organização das Nações Unidas para a saúde deveria ter sido, ser, equidistante em relação a todo e qualquer país membro. Porém, há que reconhecer que a actuação de Tedros Ghebreyesus e dos seus «camaradas» acabou por se revelar bastante consentânea com o que tem sido o panorama geral na ONU durante as últimas décadas, em que várias ditaduras – em especial as muçulmanas – conseguem ser eleitas para integrarem agências e comités (porque é «normal» ter o Irão a pontificar sobre direitos das mulheres), nessas campanhas aproveitando, com o maior descaramento, para aumentar ainda mais a pressão sobre Israel com sucessivas e revoltantes moções condenatórias. Tudo isto quando é secretário-geral um António Guterres cada vez mais ridículo, histérico e execrável, agora uma personificação não nacional mas internacional do «pântano», expelindo intervenções públicas e oficiais que alternam entre o catastrofismo climático – e que, não se duvide, incitam os actos praticamente terroristas de «activistas» como o bloqueio de ruas e de estradas e o vandalismo de obras de arte – e o apelo constante ao alargamento da censura sob o pretexto do combate à «desinformação e ao «discurso do ódio», este tendo ou não «dois minutos» de duração.
Com tais exemplos vindos de «cima», não é de surpreender que irrupções de loucura «orwelliana» aconteçam um pouco por todo o Mundo. Recorde-se aquela que é, muito provavelmente, a mais famosa passagem de «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro: «Todos os registos foram destruídos ou falsificados, todos os livros reescritos, todas as imagens foram repintadas, todas as estátuas e edifícios receberam novos nomes, todas as datas foram alteradas. E o processo continua dia após dia e minuto após minuto. A história parou. Nada existe excepto um presente infindável em que o Partido está sempre certo». A China destruiu os registos referentes ao início da pandemia, e as falsificações quanto àquela foram, são, muitas; registos são também os textos e vídeos sobre este e outros assuntos que os operacionais do Facebook, do Twitter (pré-Elon Musk) e do YouTube têm apagado, e não só os produzidos e publicados por norte-americanos, e a montagem selectiva («repintar»?) de gravações de som e imagem é algo que há muito se pratica. Vários livros têm de facto sido reescritos, reeditados com alterações, recentemente, como os de Agatha Christie, Ian Fleming e Roald Dahl, porque originalmente continham palavras agora tidas como «ofensivas», e há quem queira fazer o mesmo a Eça de Queiroz. Nos EUA assistiu-se também, desde os motins em 2020 que tiveram como pretexto a morte de George Floyd, a um movimento de remoção de estátuas em diversas cidades, não só de esclavagistas mas também de abolicionistas como Abraham Lincoln (!) e de outras figuras históricas que, seria de pensar, são, eram, progressistas consensuais como Theodore Roosevelt, enquanto escolas, quartéis e outras infra-estruturas públicas foram «rebaptizadas»; já em Portugal a estátua do Padre António Vieira e o Padrão dos Descobrimentos foram alvos de vandalismo. Quanto a datas, surgiu nos EUA uma corrente que advoga o ano de 1619, e não o de 1789, como o da «fundação» do país, e, no Brasil, mantém-se a tendência, por parte de alguns, de culpar os «tugas» por tudo o que de mau aconteceu depois da independência em 1822, mas não se hesita em atribuir a uma nação de Vera Cruz, ainda não existente formalmente, certos feitos que, na verdade, se deveram à metrópole.
«Grande Irmão» não é a única expressão inventada por George Orwell que foi tornada realidade muitas e muitas vezes nos anos seguintes. «Memory hole»? A comunicação social «tradicional», em especial nos EUA mas não só, muito se tem esforçado em ignorar, em fazer desaparecer, notícias negativas para as individualidades e as entidades que prefere, todas invariavelmente à esquerda do espectro político. «Groupthink»? Uma vez mais, repare-se nos milhares de pessoas, formando como que um «culto», os «fiéis» que continuam a acreditar nas aldrabices dos alarmistas climáticos apesar das consecutivas «profecias» apocalípticas que nunca se concretizaram. «Ministério da Verdade»? Alguém por Joe Biden (porque este não tem capacidade para tal) tentou oficialmente criar (pelo menos) um. «Thought crimes» cujos respectivos «culpados» são detidos por uma «Polícia do Pensamento»? Dos dois lados do Atlântico casos desse tipo sucedem-se, com várias pessoas a (poderem) ser presas pelo que dizem,  escrevem e até, literalmente, pensam (!!). «Newspeak»? O AO90 em Portugal, e as «justificações» dadas pelos seus indignos impulsionadores, podem preencher os «requisitos» daquela denominação, mas, no entanto, ficam muito aquém das loucuras lexicais dos fanáticos, totalitários integrantes das hordas LGBTQ+, decididos a substituírem as palavras, e designações, mais normais por alternativas retorcidas e ofensivas, inclusive para «mulher». Na sociedade norte-americana, aliás, o panorama é de tal modo degradante e inquietante que, num julgamento em que vários sectores do governo federal são acusados de acções de censura generalizada em conluio com empresas tecnológicas, o juíz perguntou aos representantes daqueles se alguma vez haviam lido «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro»!
George Orwell morreu prematuramente, antes de completar 47 anos, e apesar de breve e difícil a sua vida foi intensa, plena de acontecimentos e de momentos significativos, individual e colectivamente. As suas experiências e as reflexões que delas retirou permitiram-lhe antecipar o futuro. E beneficiou igualmente de estar inserido num meio cultural, literário, muito mais receptivo à diferença, à inovação, à subversão. Se ele tivesse sido português muito provavelmente esta sua obra-prima nunca teria sido publicada, porque receberia repetidas respostas negativas com a «justificação» de que ela não se integrava no plano editorial ou que este já estava fechado. (Também no Octanas e no Simetria.)