sábado, 23 de novembro de 2019

Da Califórnia vem o melhor e o pior

(Uma adenda no final deste texto.)
O ridículo, e totalmente destituído de fundamento, processo de impeachment, impugnação, destituição actualmente em curso no Congresso dos Estados Unidos da América  – e, na verdade, toda a campanha de «resistência» a Donald Trump desde que ele foi eleito – tem um carácter nacional, mas há um Estado em especial que se tem destacado, tanto no bom como no mau, tanto no melhor como no pior: a Califórnia.
Do já não tão dourado «golden state» vieram os democratas que ocupam a «linha da frente» na – desleal – oposição ao presidente: Nancy Pelosi, a actual speaker da Casa, que, após tentar evitar o mais que podia dar autorização para que este triste espectáculo começasse (porque ela sabe o que aconteceu quando Bill Clinton foi visado), lá cedeu às pressões dos mais extremistas da sua pandilha, ao mesmo tempo que vai acusando o presidente, sem quaisquer provas, de ser um «criminoso», um «impostor» que é «pior do que Richard Nixon» e que faz um «encobrimento» (cover up), deste modo dificultando ou mesmo impedindo qualquer possibilidade de colaboração bi-partidária que beneficiasse todo o país; Adam Shiff, o principal condutor do «shit show» no congresso com a bênção de Pelosi, mentiroso compulsivo, sacana crónico, inquisidor de meia-tigela que não hesita em fazer fugas selectivas para a imprensa, dimuinuir ou mesmo eliminar os direitos – supostamente consagrados na lei e na prática – da oposição para fazer perguntas, convocar testemunhas e apresentar provas; e ainda outros ajudantes menores mas não menos irritantes e charlatães como Eric Swalwell, Jackie Speier, Maxine Waters e Ted Lieu.
Estes e outros «burros» melhor fariam em preocuparem-se e em actuarem no sentido de melhorar a qualidade de vida do seu Estado, que se tem degradado drasticamente nos últimos anos… devido às suas próprias opções e decisões partidárias. Este é um assunto que também abordo no meu artigo «Dias de um passado futuro», publicado ontem no Público a propósito, principalmente mas não só, do filme «Blade Runner»: «A acção desenrola-se em Los Angeles, em Novembro de 2019 – ou seja, e de certa forma, “agora”. Comparando, em relação a este filme, e separadas por 37 anos, a ficção com a realidade, o que encontramos? Para começar, a maior cidade da Califórnia – tal como todo aquele Estado, na verdade – assemelha-se efectivamente a uma distopia e é ameaçada por uma catástrofe ambiental, mas não uma que a envolve continuamente numa escuridão chuvosa: pelo contrário, são os constantes incêndios a maior preocupação, causados por uma deficiente gestão florestal e por uma insuficiente manutenção de infraestruturas; tal como no filme, LA é hoje cenário de uma multiplicidade de etnias e de estilos pessoais, embora uma parte significativa seja constituída por uma crescente população de sem-abrigos que originam quantidades cada vez maiores de lixo e de dejectos nas ruas – um problema que também afecta São Francisco. E quanto às tecnologias? Os carros voadores são uma obsessão de muitos desde há várias décadas, mas o projecto recentemente divulgado e que estará a ser desenvolvido pela Boeing e pela Porsche poderá eventualmente – devido, precisamente, à credibilidade daquelas duas marcas – ser o que finalmente obterá sucesso, e permitirá aos milionários e bilionários californianos (e a outros) mais facilmente evitar, sobrevoando-os, os acampamentos de desalojados.»
Do extremo oeste também vieram, porém, alguns homens – republicanos – que se têm mostrado atentos, firmes e convincentes na defesa, mais do que do presidente, da verdade, da legalidade e da justiça, como Kevin McCarthy, actual líder dos «elefantes» na Casa, e, principalmente, o «nosso» Devin Nunes, luso-descendente que se tem revelado o mais constante e aguerrido «guerreiro» na denúncia e na desmontagem das conspirações e dos golpes que os «burros» insistem em montar – tanto e de tal forma que o seu trabalho, e o seu combate, esteve na base de um livro publicado este ano. Entretanto, e no que representa uma outra instância da sua bizarra «bi-polaridade» que abordei recentemente, Nuno Gouveia já elogiou, e mais do que uma vez, Nancy Pelosi, chegando mesmo ao cúmulo de especular que ela poderia (ou deveria) ser presidente (!), enquanto, por outro lado, criticou, desvalorizou Devin Nunes. Sim, NG prefere a caquética, contraditória, corrupta, hipócrita, incompetente Pelosi – que mais se aproximaria em Portugal de um António Costa que ele tanto invectiva – ao firme e de carácter inatacável Nunes – que, vendo bem, não se distinguiria muito no nosso país de um Miguel Morgado que NG tanto enaltece.
O desprezo pelo luso-descendente californiano não parece limitar-se a certos comentadores no Twitter: este ano a RTP produziu, realizou e exibiu «VOTE - Portugueses na Política dos EUA», uma série documental sobre os descendentes de portugueses que se destaca(ra)m na política norte-americana, e, curiosamente (ou talvez não), Devin Nunes não foi um dos incluídos. Pelo que decidi enviar uma mensagem a Jorge Wemans, actual Provedor do Telespectador da RTP, inquirindo, precisamente, sobre o motivo de tal ausência, o que fiz no passado dia 21 de Novembro. Se receber uma resposta divulgá-la-ei aqui, obviamente.
(Adenda - Recebi hoje, 9 de Dezembro, de Jorge Wemans, Provedor do Telespectador da RTP, resposta à pergunta que lhe enviei a 21 de Novembro. Transcrevo na íntegra (com erros ortográficos assinalados e corrigidos): «Exmo Senhor Octávio dos Santos, agradeço a mensagem que nos enviou. Inquiridos,  os responsáveis responderam-me: "(...) o facto de não termos incluído o congressista Devin Nunes na série “Vote — Portugueses na Política dos EUA” se ficou a dever apenas à sua indisponibilidade para filmar connosco. Desde o início do projeCto que era nossa intenção inclui-lo na série, já que, como bem assinala o telespectador, ele é neste momento o luso-americano mais destacado na política americana. Foram feitos vários contactos com o seu gabinete no Congresso e houve mesmo um encontro pessoal entre a equipa de produção e o próprio congressista durante um evento da PALCUS em Washington DC, no qual Devin Nunes manifestou a sua disponibilidade para filmar connosco e participar na série. No entanto, posteriormente, nunca foi possível obter datas para as filmagens através do seu gabinete. Os seus assessores deverão ainda ter consigo um ou mais emails enviados por nós a esclarecer o que se pretendia com o projeCto. (...) Posso acrescentar que o mesmo sucedeu com dois outros congressistas californianos — Jim Costa e David Valadão. Com Costa, falei eu próprio durante um encontro em Nova Iorque com o ministro das Finanças português. A abertura de todos eles para as filmagens foi imediata, mas depois nunca foi possível acertar datas através dos respeCtivos gabinetes. Creio que há uma explicação bastante plausível para o sucedido. Todos eles são pessoas extremamente ocupadas, com uma agenda que não lhes deixa um minuto livre. Acresce que as filmagens seriam durante o ano de 2018, ano eleitoral em que os três procuravam a reeleição e a televisão portuguesa não é, como se compreende, a sua prioridade." Espero que a explicação obtida o satisfaça.»)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Bizarra «bi-polaridade»

É-me difícil admitir isto, mas tem de ser: Nuno Gouveia é em Portugal um dos casos mais graves – e eventualmente incuráveis – de «TDS», ou seja, «Trump Derangement Syndrome». Passou um ano desde que abordei no no Obamatório pela última vez (até agora) a sua insólita credulidade em tudo, ou quase, de negativo, de mau, de desagradável que se afirma nos EUA por parte da lamestream media e dos democratas – ou seja, duas componentes da esquerda anti-democrática e pró-criminosa – sobre Donald Trump… e insólita porque, no que se refere ao panorama político nacional, ele é, continua a ser, um dos mais contundentes denunciantes e críticos da «geringonça» e dos seus «acessórios». Nestes meses foram várias as vezes em que o contactei e o questionei por dar credibilidade às mais ridículas e mais falsas – sim, «fake news» - notícias e acusações que têm por alvo o actual presidente dos EUA, a sua administração, o Partido Republicano…
… Mas, infelizmente, esta bizarra «bi-polaridade» persiste, e os exemplos dela abundam. Como aqui, em que se consegue cometer a «proeza» de escrever três flagrantes falsidades em tão poucas (cerca de 30) palavras; ou de um recorde de ironia que pode ter sido batido aqui ao falar-se em «subterrâneos e esgotos» (informativos) enquanto se cita a Newsweek (e, não, a tal gravação não foi «doctored», manipulada). Pouco  tempo depois, poderia haver esperança de que o  ano novo de 2019 trouxesse a Nuno Gouveia, entre outras coisas (boas), lucidez, honestidade intelectual e rigor no comentário à política nos EUA. Mas, porém, ao ver isto e isto fui, infelizmente, forçado a concluir que (ainda) não. Ou deveria atribuir aqueles disparates «twiteiros» a efeitos etílicos prolongados do revéillon? ;-) Infelizmente, os disparates continuaram logo no dia seguinte com a alusão a um alegado «radicalismo de Trump»! Mas qual «radicalismo»? Em que é que, concretamente, ele é «radical»? Gostaria que alguém o explicasse, o demonstrasse, mas até agora nada de convincente surgiu. Entretanto, os democratas estavam e estão, sim, cada vez mais, e verdadeiramente, radicais, mas não por causa do actual presidente - eles já haviam acelerado a sua trajectória descendente para mais violência, verbal e física, bem antes de DJT ter anunciado a sua candidatura. E reparei, com tristeza, que NG continuava a dar credibilidade a – ao «retuitar», e, logo, a concordar com - essas autênticas anedotas, fraudes, que são Evan McMullin e Max Boot. E que, passados todos estes anos, persiste na sua peculiar, personalizada, misoginia contra Sarah Palin; colocar a ex-governadora do Alaska – que a família de John McCain, e até este, por antecipação, trataram de uma forma indigna, vergonhosa, aquando do funeral do antigo senador do Arizona – ao mesmo baixo nível de AOC é, evidentemente, ridículo.
Quando (ingenuamente?) se pensava que finalmente Nuno Gouveia já «melhorara» nas suas obsessões (enfim, teimosias) «nevertrumpistas», lá vieram mais uns «tuítos» a demonstrarem, infelizmente, o contrário. Entre 13 e 15 de Março foi um rol de novos disparates, incluindo dar credibilidade, mais uma vez, à Newsweek e a Adam «Shit», e ainda elogiar Mitt Romney por se ter portado como um perfeito idiota ao votar contra a declaração de emergência do Presidente - efectivamente explicando porque um venceu e o outro perdeu. NG não compreendera, aparentemente, que não tinha de continuar a sentir vergonha por, à semelhança de tantos outros ditos «especialistas», se ter enganado e não ter acreditado no triunfo de Donald Trump em 2016 - e de, por isso, se sentir na obrigação de «compensar» através da difusão de «fake news» e de demagogias.  Mais significativo, a 26 de Março último eu continuava a não ver na página de Twitter dele - nem no (defunto?) 31 da Armada e no (defunto?) Era uma Vez na América - qualquer comentário à divulgação, no fim-de-semana anterior, das conclusões principais da investigação da equipa de Robert Mueller, principalmente a de que Donald Trump ou qualquer um dos seus colaboradores não entrou em «conluio», em «conspiração» com a Rússia para vencer a eleição presidencial de 2016 - acusação, aliás, que qualquer pessoa minimamente (bem) informada e sensata desde logo perceberia ser falsa e absurda.
Deixando de existir a principal suspeita, a principal acusação, contra Donald Trump, resta(va)m as trivialidades, reais ou imaginárias, para (tentar) embirrar com ele e com os que o acompanham. Como, por exemplo, equiparar Ivanka Trump a uma organização terrorista (!); se era suposto ser uma piada... não teve graça alguma – nem sequer chegou a ser misoginia, foi simplesmente uma parvoíce pueril. Ou então fingir que não se percebe – como qualquer pessoa que é minimamente atenta, considera o contexto completo e não é preconceituosa, percebe – que DJT está a congratular a Polónia pela nação desenvolvida em que se tornou, e não por ter sido invadida pelos nazis. Continuando, havia que perguntar a Nuno Gouveia – e eu perguntei, mas ele não respondeu - quais são essas «mentiras» aos «milhares» que o Nº 45 terá alegadamente dito; ele «não poderia» estar, de certeza, a aludir à lista que o Washington Post, esse suposto «bastião» da isenção e da competência, vem mantendo desde 20 de Janeiro de 2017. E questioná-lo se ele compreende que o fim da «dinastia (política) Trump» já no próximo ano poderia significar o triunfo de Bernie Sanders ou de Elizabeth Warren, que em Portugal militariam, muito provavelmente, no PAN, no BdE ou na ala mais radical do PS – que, aliás, de moderado já pouco ou nada tem. No entanto, é verdade que algumas trivialidades são mais estúpidas do que outras. Por exemplo, acreditar que Trump quer(ia) colocar um fosso com crocodilos na fronteira, algo que Barack Obama teria até «adivinhado»; se é assim, não seria difícil obter a gravação em vídeo e/ou o depoimento escrito do actual presidente a afirmar isso; só que… essa gravação ou depoimento não existe(m), e a atoarda foi desmentida prontamente pelo visado; todavia, quem, de facto, propôs uma tal, e radical, solução foi Joe Walsh, o ex-congressista que agora quer disputar a nomeação pelo GOP com o Nº 45, uma tarefa que se afigura... muito difícil.
Enfim, que melhor prova existe de que Nuno Gouveia anda… desnorteado (no que se refere à política norte-americana) há quase três anos do que a incrível e hilariante «especulação» sobre o que «os republicanos diriam se Obama em 2016 tivesse pedido a governos estrangeiros para investigarem Trump»... quando foi exactamente isso o que aconteceu! Não surpreende, pois, que ele confessasse estar «confuso» quando lhe deram a «novidade», a notícia que decerto não encontrou na CNN, na MSNBC, na Newsweek, no New York Times, no Washington Post, «respeitáveis» órgãos de comunicação social que não têm como prioridade reconhecer e divulgar as várias melhorias, as bastantes mudanças indubitavelmente positivas que a actual administração tem vindo a introduzir, com demonstráveis consequências benéficas não só interna mas também externamente.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Sobre a China, no Público

A partir de hoje, no sítio na Internet do jornal Público, está o meu artigo «Negócios da China». O primeiro parágrafo: «A 4 de Junho de 2019 cerca de 30 mil pessoas protestaram em Londres contra a visita de Donald Trump à Grã-Bretanha – ou seja, contra o chefe de Estado legítimo, democraticamente eleito, de um país aliado. Curiosamente (ou talvez não), naquela multidão ninguém terá considerado mais apropriado redireccionar as energias e protestar frente à embaixada chinesa na capital britânica. E porquê? Porque nesse mesmo dia passavam 30 anos desde o fim das manifestações pró-democracia na Praça de Tiananmen em Pequim, com o massacre perpetrado por soldados do exército chinês. Um dos que participaram então nos protestos contra o presidente norte-americano foi Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista inglês, autêntico comunista, anti-semita e admirador de terroristas, que, “coerentemente”, faltou ao jantar de gala no Palácio de Buckingham oferecido pela Rainha Isabel II a Trump… mas compareceu ao que foi oferecido, anteriormente, a Xi Jinping, presidente da China.»

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Quando «alguns» fizeram «algo»

Faz hoje 18 anos que aconteceu… mas o passar do tempo não aumenta de todo a distância. Não só ao nível emocional mas também ao nível factual: na verdade, no passado dia 30 de Agosto foi finalmente marcada a data do início do julgamento dos (cinco) ainda sobreviventes organizadores dos ataques terroristas contra os Estados Unidos da América perpetrados no dia 11 de Setembro de 2001: 11 de Janeiro de 2021 – ou seja, quando se assinalar o 20º aniversário. O local será, como já era previsível, a base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Um desses cinco acusados é o infame Khalid Sheikh Mohammed, o principal mentor da atrocidade, directamente mandatado para tal por Osama bin Laden, e que foi também o assassino do jornalista Daniel Pearl.
Poderá este julgamento finalmente atenuar, parar e até reverter o desinteresse que a esquerda norte-americana, nomeadamente os democratas, manifesta(m) crescentemente face ao recrudescimento do extremismo, do fundamentalismo e do terrorismo islâmicos? É pouco provável, atendendo ao que têm dito e ao que têm feito – e também, em especial, ao que não têm dito e ao que não têm feito – nas quase duas décadas que entretanto decorreram. Cory Booker será tão só o mais recente exemplo de «burro» que segue a curiosa «metodologia» de não incluir o que aconteceu em 2001 – e as quase três mil vítimas de que resultaram – quando se trata de listar atentados terroristas, sendo que estes começam invariavelmente em 2002 nas bizarras contas «azuis» para tentar evidenciar um alegado aumento dos crimes de «supremacistas brancos» na expectativa de associar aqueles aos republicanos – manobra ridícula porque, obviamente, toda a violência motivada por cor da pele, etnia ou raça vem de elementos que são ou que já foram privilegiados pelo Partido Democrata; e aparentemente querem esquecer que os ataques em Fort Hood, Boston, San Bernardino e Orlando foram perpetrados por muçulmanos. Entretanto, ainda mais inacreditável e mais insultuosa é a notícia (do início deste mês) de que, num subúrbio de Chicago, as autoridades locais têm tentado remover ou até destruir um memorial ao 11 do 9 situado numa propriedade privada! O que faz lembrar, de certo modo, as sucessivas manifestações de desagrado perante a bandeira norte-americana registadas ao longo dos anos, tanto na sua forma actual, com 50 estrelas, como na inicial, a chamada «Betsy Ross Flag».
O que também demonstrou, e demonstra, o desrespeito dos democratas pela memória e pelo legado do 11 de Setembro de 2001 foi a eleição de Ilhan Omar e de Rashida Tlaib enquanto representantes ao Congresso em 2018. A culpa pela dupla desgraça já não recai unicamente nos seus condados, nas pessoas que nos círculos eleitorais (condados), respectivamente, no Minnesota e no Michigan nelas votaram: a responsabilidade passou a caber igualmente a todo o PD nacionalmente, que ainda não condenou explicitamente as várias e vis posições anti-semitas e até mesmo anti-americanas que elas sucessivamente adopta(ra)m. Afinal, tratam-se de duas muçulmanas que não só são apoiantes e apologistas de terroristas mas também socialistas, pelo que os valores, os instrumentos e as instituições fundadoras e fundamentais dos EUA não lhes merecem respeito. Nem a existência de Israel: como não compreender e não concordar com a decisão do governo de Jerusalém de impedir a entrada no país de quem não condena os ataques do Hamas e suporta o movimento BDS (é mais «BS», de «bullshit»), de «boicote, desinvestimento e sanções», para isso equiparando, num cúmulo de ignorância (ou estupidez?) e de insolência, uma nação democrática à Alemanha hitleriana e à Rússia estalinista?   
Enfim, há que recordar que uma das integrantes do (pelo menos simbólico, se não concreto) «jihad caucus» no actual Congresso dos EUA se referiu (e não é de duvidar que a outra concorde com tal… caracterização) ao 11 de Setembro de 2001 como uma ocasião em que «alguns fizeram algo». Depois disto poder-se-ia talvez dizer que o inimigo conseguiu infiltrar-se final e «legalmente» nos corredores do poder. Só que, na verdade, há muito tempo que os democratas são os inimigos não só do verdadeiro desenvolvimento e progresso do país mas ainda da sua própria coesão e integridade. Ilhan Omar e Rashida Tlaib mais não são do que recentes e particularmente repulsivas degenerescências num «corpo» em acelerada e acentuada degradação.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Sobre fraudes intelectuais, no Público

A partir de hoje, no sítio na Internet do jornal Público, está o meu artigo «Sobre falsificações, fraudes intelectuais e outras vigarices». Um excerto: «Michael Wolff é um aldrabão profissional. Aliás, ele próprio o admitiu, pelo que o Grupo Almedina cobriu-se duplamente de vergonha ao editar em Portugal duas falsificações, dois trabalhos de ficção travestidos de não-ficção, para os quais terá dispendido verbas avultadas em aquisição de direitos e em serviços de tradução; tradução essa que, sublinhe-se, foi feita em sujeição ao ilegítimo, ilegal, inútil, ridículo e prejudicial “acordo ortográfico de 1990”, o que tornou execrável algo que à partida já era pouco ou nada recomendável. Enfim, comportaram-se como “ovelhas” que aceitaram ser “tosquiadas”, e inclusivé “comidas”, pelo... “lobo” (mau). Entretanto, enquanto se disponibilizava para ser cúmplice de uma (repetida) fraude intelectual, de uma (renovada) vigarice, o GA recusava (em 2018) a publicação do meu livro sobre os dois mandatos de Barack Obama».

sábado, 20 de julho de 2019

E se eles não tivessem conseguido?

Hoje assinalam-se e celebram-se os 50 anos da chegada dos primeiros seres humanos, dos primeiros homens, à Lua. Foi e é sem dúvida não só o feito tecnológico mais importante, mais notável, da história da Humanidade mas também, pura e simplesmente, o momento mais marcante, culminante, daquela. E, obviamente, constituiu igualmente o ponto mais alto – literal e figuradamente – da história dos Estados Unidos da América, nação à qual o Mundo ficou a dever as suas melhores horas de sempre – e à qual, aliás, já devia outras quase tão memoráveis.
Infelizmente, e como era previsível, nem todos, incluindo, incrivelmente, nos EUA, estão inteiramente convencidos da importância da efeméride e do facto que lhe deu origem, e não hesitam, mesmo que das formas mais ridículas, a desvalorizar e a relativizar a viagem pioneira de Edwin «Buzz» Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong. Entre os «suspeitos do costume» estão sempre o New York Times e o Washington Post, e, mais uma vez, agora nesta semana de festejos patrióticos, aqueles pasquins, sempre subliminarmenre sediciosos (recorde-se o caso dos «Papéis do Pentágono») e frequentes apologistas de comunistas, não «desiludiram» e deram os seus «relevantes» contributos: o primeiro enalteceu a (alegada) maior «diversidade» do rival programa espacial da União Soviética, e o segundo lamentou a (suposta) «cultura» branca e masculina (tóxica?) predominante no programa Apolo.
Não será, pois, completamente despropositado e errado afirmar que muitos dos que escreviam e escrevem naqueles jornais e em outros media não se teriam excedido no seu luto se em 1969 a missão que se pretendia ser bem sucedida e gloriosa tivesse falhado e acabado em tragédia. Afinal, as viagens espaciais tripuladas eram e continuam a ser tarefas muito perigosas. Nem seria necessário para o comprovar lembrar os desastres que atingiram dois vaivéns, o Challenger (em 1986, na partida) e o Columbia (em 2003, na chegada), de que resultaram 14 mortos; em 1967 três astronautas morreram não em vôo mas em terra quando um incêndio deflagrou na cabina em que estavam – e de que não puderam sair – durante um teste. Logo, a hipótese de algo correr mal, em parte ou totalmente, dois anos depois era, apesar de todas as verificações prévias que se pudessem fazer (e fizeram-se), possível de se concretizar. Havia que estar preparado para todos os cenários prováveis…
… E isso incluiu um segundo discurso, alternativo, que o então Presidente Richard Nixon – cuja administração, «feitas as contas», considerando o «deve» e o «haver», teve um desempenho positivo que o (sobrevalorizado) «escândalo Watergate» não diminuiu – teria de proferir perante um país consternado se o pior tivesse acontecido. Agora conhece-se o teor desse texto: «O destino ordenou que os homens que foram à Lua para a explorar em paz ficarão na Lua para nela descansarem em paz. Estes bravos homens, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, sabem que não há esperança na sua salvação. Mas eles também sabem que há esperança pela Humanidade no seu sacrifício. Estes dois homens estão a deixar as suas vidas ao serviço do objectivo mais nobre da Humanidade: a procura da verdade e do entendimento. Eles serão lamentados pelas suas famílias e pelos seus amigos; eles serão lamentados pela sua nação; eles serão lamentados pelas pessoas do Mundo; eles serão lamentados pela Mãe Terra que se atreveu a enviar dois dos seus filhos para o desconhecido. Na sua exploração eles acicataram as pessoas do Mundo a sentirem-se como uma só; no seu sacrifício eles juntaram mais apertadamente a irmandade do homem. Em dias antigos os homens olhavam para as estrelas e viam os seus heróis nas constelações. Nos tempos modernos nós fazemos praticamente o mesmo, mas os nossos heróis são homens épicos de carne e osso. Outros se seguirão, e certamente encontrarão o seu caminho de regresso a casa. A demanda do Homem não lhe será negada. Mas estes homens foram os primeiros, e eles permanecerão muito perto dos nossos corações. Porque cada ser humano que olha para a Lua nas noites que virão saberá que existe alguma esquina de outro mundo que é para sempre humana.»      
Um discurso alternativo que como que invoca uma realidade alternativa. Não só a das hilariantes teorias da conspiração que defendem que a chegada à Lua nunca aconteceu e que tudo não terá passado de uma competente encenação quiçá dirigida por Stanley Kubrick, que no ano anterior vira ser estreado o seu – espantoso, extraordinário – filme «2001, uma Odisseia no Espaço»; mas também a dos criativos exercícios de especulação – histórica, social, cultural… enfim, científica – de que os bons autores de FC & F são capazes. Como, por exemplo, o de Luís Filipe Silva, há dez anos. E outros, estrangeiros, com mais de cinco décadas, que João Seixas, ainda em 2009, seleccionou e reuniu na sua antologia de contos «Com a Cabeça na Lua». (Também no Simetria.)

terça-feira, 25 de junho de 2019

Rever em alta

«Ei, os que odeiam Trump (em ambos os lados), podem ao menos admitir que esta é uma presidência bem sucedida?», Steve Hilton; «Trump tenta tomar decisões que são melhores para si e para mim», Jeanine Pirro; «Muito mudou para melhor desde 2016», Victor Davis Hanson; «Estamos a colher os benefícios da agenda para a América do Presidente Trump», Sean Hannity; «Trumpismo-de-uma-Nação pode vencer», Freddy Gray; «O discurso do Estado da União demonstra o talento de Trump no palanque», Liz Peek; «O Estado da União de Trump mudou a História na terça-feira à noite – Eis o que Pelosi deve ter sentido», Newt Gingrich; «Foi uma noite boa para o Presidente Trump e uma má para os media», Greg Gutfeld; «O grande disruptor torna-se o grande unificador», Laura Ingraham; «Eu irei votar no Presidente Trump e no Vice-Presidente Pence em 2020», Erick Erickson; «O Presidente Trump pode mesmo ser o político mais honesto de sempre», Joseph Curl; «Trump pode mesmo ter vencido hoje a eleição de 2020», Nick Gillespie; «Em louvor da distendida política fiscal de Donald Trump», Alan Cole; «Trump tem mais princípios do que os seus críticos à esquerda e à direita», Michael Knowles; «Trump não chamou a neo-nazis “gente fina” - Eis a prova», Steve Cortes; «Como Trump está a caminho de um triunfo total em 2020», Ben White e Steven Shepard; «Trump tem mais mulheres como conselheiras de topo do que Obama, Bush ou Clinton», Emily Ward; «Trump espoletou uma economia tonitruante e isso é realmente uma má notícia para os democratas em 2020», Charlie Kirk; «Assuma que a Esquerda mente e descobrirá a verdade – Reflexões sobre a mentira do conluio Trump-Rússia», Dennis Prager; «Uma semana de Trump para recordar – Ele tem um gozo absoluto provocando os democratas e os media sobre conluio», James Barrett; «Estas são as três razões pelas quais planeio votar em Donald Trump em 2020», Josh Hammer; «Presidente Trump, voz solitária, sensata, de Washington em relação às liberdades cívicas», Charles Hurt; «A derrota do Estado Islâmico é outra promessa que Trump fez, cumpriu… e foi quase ignorada pelos media liberais», Deroy Murdock; «Os democratas, como habitualmente, estavam enganados sobre a descida dos impostos decidida por Trump», Kevin Brady; «15 maneiras em que o Relatório Mueller prova que Trump não obstruiu a justiça», John Nolte; «Mueller desistiu, e os democratas deveriam fazê-lo também… porque Trump não é Nixon», Mark Penn; «Trump é uma ameaça à Constituição? Boa tentativa, Nancy», David Limbaugh; «O Relatório Mueller mostra que Trump é melhor do que os seus adversários», Andrew Klavan; «As políticas de Trump para o Médio Oriente não são “irreversíveis”», Jonathan S. Tobin; «Os 10 mil “Pinóquios” dados pelo Washington Post a Trump», Brent Bozell e Tim Graham; «A reportagem do New York Times sobre os impostos de Trump deixa de fora o colapso do mercado imobiliário na cidade», John Carney; «Porque Trump está certo em atacar Biden», Matthew Continetti; «E se Trump tivesse levado os democratas à sanidade?», Rich Lowry; «Trump providencia soluções do senso comum para a imigração – Os democratas encolhem-se», Liz Harrington; «Impugnar Trump? Seria para os democratas um erro profundo deixarem-se espicaçar para isso», Doug Schoen; «Trump não quer uma guerra com o Irão – Aqui estão as três coisas que ele quer», Marc Thiessen; «A administração Trump está a criar o momento para a paz palestiniano-israelita», Matthew Brodsky; «Donald Trump cumpre uma promessa mas os democratas gritam “encobrimento”», Michael Goodwin; «Donald Trump está a sarar o país», Clarence Henderson e Yaakov Menken; «Mueller e a falha fatal do caso Trump-Rússia», Byron York; «Os media desejam que Trump apenas se cale e aceite que eles abusem dele», Jeffrey Lord; «Os media ignoram a vitória de Trump na fronteira», Tucker Carlson; «Não obstante as alegações dos media, Trump é favorito para ser reeleito», Mollie Hemingway; «Nós conhecemos o verdadeiro Donald Trump – A América necessita de mais quatro anos», Damian Bates e George Sorial; «Graças ao Presidente Trump, a bandeira americana é respeitada novamente - Vamos celebrar uma e outro!», Kimberly Guilfoyle; «Vote em Trump – A parada em 2020 é ainda mais alta do que em 2016», Donald Trump Jr.; «Recordação – Os detractores de Trump que previram que ele não se candidataria à reeleição», Kerry Picket; «Fazer a América ainda maior», Kimberley A. Strassel; «Se Trump é tão mau, porque é que os democratas necessitam de políticas radicais para vencer?», Joel B. Pollak; «As tensões com o Irão – Trump está ainda a limpar a sujidade deixada por Obama (mas os democratas não o admitirão)», Tom Basile; «Trump está a ganhar a pequena guerra fria com o Irão», Brandon J. Weichert.

sábado, 8 de junho de 2019

Madonna (ainda?) em Portugal

No meu artigo «Euro “festivais”», publicado no (sítio na Internet do) jornal Público no passado dia 30 de Maio, saudei a presença e a actuação de Madonna na final do Festival Eurovisão da Canção deste ano, realizado em Tel Aviv (por ter sido uma cantora israelita a vencedora na edição do ano passado, realizado em Lisboa), assim não aderindo – tal como, aliás, todos os artistas representantes das nações europeias… e da Austrália – ao boicote contra o evento promovido pela súcia de anti-semitas que fazem da (tentativa de) fragilização e até da destruição da nação hebraica o principal objectivo, a grande causa, das suas patéticas vidas. Entre os mais (tristemente) famosos desses anti-semitas está um cada vez mais enlouquecido Roger Waters, que quando não está a expressar ódio contra judeus ao ponto de os comparar a… extra-terrestres (!!) condena os EUA e o seu actual presidente por exigirem que o ditador Nicolás Maduro e a sua «corte» corrupta abandonem o poder na Venezuela.
Esta atitude coerente e, sim, corajosa por parte da cantora de «Like a Virgin» contrasta com a(s) que tomou a seguir à vitória de Donald Trump na eleição presidencial de 2016. Tal como muitas outras «celebridades», «estrelas» do entretenimento e da «cultura», das artes e dos espectáculos, entrou em crises de histeria que a levaram a declarar que tinha pensado muito em fazer explodir a Casa Branca… e isto depois de, ainda antes da votação de Novembro daquele ano, ter prometido sexo oral aos homens que votassem em Hillary Clinton – e, sem surpresa, não cumpriu essa promessa. A boa acção que sem dúvida fez agora compensa as más palavras que então disse? Os leitores – e ouvintes – que decidam. É igualmente interessante apontar que Madonna, ao contrário de muitos dos seus colegas de ofício audio-visual, cumpriu, pode dizer-se, uma outra promessa: a de deixar de viver nos EUA se o bilionário do imobiliário se tornasse no comandante-em-chefe. Veio para Portugal em 2017, e não faltaram a partir daí as notícias e as reportagens sobre a sua vida e as dos seus filhos no nosso país, algumas nem sempre favoráveis para ela e/ou para nós.
O mais recente nessa série de destaques mediáticos é uma entrevista que deu ao New York Times, a propósito principalmente do seu novo álbum, «Madame X», mas também dos 60 anos de idade que completou em Agosto de 2018. A sua afirmação de que achou (acha?) Lisboa algo «fechada» e até «medieval» não deixou de causar, como seria de esperar, controvérsia, mas interessou-nos mais outra: a de que Donald Trump está entre os actuais líderes mundiais notórios que estão, supostamente, a «remover sistematicamente todas as nossas liberdades individuais». Outra justificação para, talvez em breve, ir mesmo tentar fazer explodir a Casa Branca? O Serviço Secreto que se acautele…

quarta-feira, 8 de maio de 2019

António n’América

Não é todos os dias que um português, ou portuguesa, ou algo que ele ou ela disse e/ou fez é tema da notícia de maior destaque, ou o objecto da maior controvérsia nos Estados Unidos da América… nesse dia. Pois a 28 de Abril último isso aconteceu a António Antunes, mais conhecido como simplesmente António, ou seja, o conhecido caricaturista do jornal Expresso. Mas não deliberadamente: o desgostoso e insultuoso – e, sim, anti-semítico – cartoon que ele desenhou e «estreou» numa edição recente do semanário português «retratando» Benjamin Netanyahu como um animal e Donald Trump como um cego guiado por aquele foi utilizado – legalmente - numa edição internacional do New York Times mas sem o conhecimento prévio do autor.
Nos EUA o choque e a condenação pelo/do desenho foram generalizadamente unânimes. E não se limitaram à direita, aos conservadores, aos republicanos – na verdade, pessoas como Alan Dershowitz e Jake Tapper de modo algum podem ser classificados como simpatizantes do GOP. O rabi Shmuley Boteach e o jornalista Bret Stephens (este um colunista do NYT!) chegaram mesmo a afirmar que a caricatura de António está ao (baixo) nível da propaganda feita pelos nazis durante o Terceiro Reich. Não tardou muito para que o New York Times, jornal que tem sido um crítico (e caluniador) consistente e insistente de Israel, assumisse o erro e por ele pedisse desculpa, retirasse – ou tentasse «apagar» - o desenho e prometesse que situações semelhantes não voltariam a acontecer… algo que, vindo de onde e quem vem, seria sempre muito difícil de acreditar, o que se confirmou pouco depois quando o pasquim da «Grande Maçã», agora na sua edição «doméstica», publicou outro cartoon anti-semítico «disfarçado» de sátira ao actual primeiro-ministro israelita. Interessantemente, e tanto quanto eu consegui verificar (mas, obviamente, a minha análise esteve longe de ser abrangente), nas 72 horas seguintes ao rebentar do «escândalo» em nenhum ponto do espaço mediático norte-americano (comunicação social «tradicional» e redes sociais) foi revelada a identidade do criador do desenho e a sua proveniência geográfica. Só a 1 de Maio isso finalmente aconteceu, (pelo menos) num artigo no sítio da CNN, que referiu também o «pequeno jornal» para o qual aquele costuma trabalhar…
… E que, como seria de esperar, o que se confirmou no depoimento que deu ao Público sobre o assunto, não vê, não compreende, como é que este seu trabalho pode ser ofensivo e até odioso. Para ele trata-se unicamente de criticar o governo de Israel e em especial o seu líder actual, e não os judeus em geral. Tudo tretas, obviamente. Naquela caricatura estão, insidiosas, as calúnias que durante décadas – ou até séculos – os anti-semitas de vários matizes nunca deixaram de propagar: o interesseiro e sorrateiro judeu, aqui transfigurado em cão – animal repulsivo para os muçulmanos – e devidamente adornado com a estrela de David, leva um insuspeito e invisual (figurada ou até literalmente) ocidental por caminhos que ele eventualmente não escolheria se não fosse enganado. No fundo, António mais não é do que um dos muitos pobres de espírito, em Portugal, na Europa e no Mundo, que, em resultado da profunda, prolongada propaganda esquerdista, marxista, uma aliada cada vez menos circunstancial da propaganda islamita, acreditam acriticamente nas «novas» mentiras sobre a nação judaica, (in)dignas herdeiras das «velhas» que eram «reveladas» pel’«Os Protocolos dos Sábios de Sião» e que levaram Adolf Hitler e os seus nacionais-socialistas a aplicar a «solução final» em campos de concentração. Mentiras essas, aliás, que «partilham» a origem e a perfídia com as que são pregadas relativamente ao panorama político dos EUA, que dão os democratas como «bons» e os republicanos como «maus».
Note-se que não se defende aqui que António, ou qualquer outro caricaturista, artista, comunicador ou jornalista deva ou devesse ser penalizado de alguma forma pelo que fez. Há mais de quatro anos que sou dos que afirma e que assume «Je suis Charlie», também porque eu próprio já fui várias (demasiadas) vezes discriminado e censurado, a mais recente das quais num espaço em que «delito de opinião» era suposto ser apenas um título irónico. Que se diga, escreva, desenhe o que se quiser, desde que não se incite à violência. E tendo presente sempre que, do outro lado, h(aver)á o direito e até o dever de avaliar e de responder, de concordar ou de contestar. E mesmo de sentir vergonha, que neste caso foi o que me aconteceu em relação a um conterrâneo… não só de país mas igualmente de concelho.

sábado, 27 de abril de 2019

Gratidão a Grant

Hoje celebra-se mais um aniversário do nascimento de Ulysses S. Grant, 18º presidente dos Estados Unidos da América – e o segundo eleito pelo Partido Republicano, a seguir a Abraham Lincoln. E, o que é mais significativo agora, no passado dia 4 de Março assinalaram-se os 150 anos desde o dia em que tomou posse para o primeiro dos seus dois mandatos.
A admiração por Ulysses S. Grant, a apreciação da sua personalidade e da sua carreira militar e civil – isto é, política – e, em consequência, o seu prestígio, têm vindo a aumentar ao longo do tempo. Evidência disso mesmo são artigos laudatórios evocativos da efeméride; alguns foram publicados em espaços mais ou menos previsíveis como a National Review – exemplos são o de Allen C. Guelzo e o de Dan McLaughlin (em duas partes, primeira e segunda); outros foram-no em espaços… menos previsíveis, como o Washington Post – leia-se o escrito por Ronald C. White. Em comum têm a confirmação da recuperação de Grant tanto nos rankings, nas tabelas, nas listas de «popularidade» entre os presidentes dos EUA, como nos registos históricos, factuais, dos grandes contributos que deu à nação. As mentiras, as distorções, as deturpações, as calúnias foram até ao ponto de questionar, de duvidar de que teria sido ele a escrever as suas «Memórias», atribuindo estas, ao invés, ao seu amigo Mark Twain; porém, análises competentes e honestas dos vários documentos que ele elaborou durante a Guerra Civil entre 1861 e 1865, como cartas e relatórios, comprovaram indubitavelmente que foi sem dúvida da sua lavra aquela que é uma das obras fundamentais da literatura norte-americana do século XIX, tendo o autor d’«As Aventuras de Tom Sawyer», quando muito, dado algumas sugestões na estruturação e ajudado na revisão.
Não surpreende que o Partido Democrata, os seus membros e apoiantes, toda a súcia de serventuários que o têm sustentado durante décadas, se tenha(m) afadigado em (tentar) difamar, e até destruir, a memória, o legado, de Ulysses S. Grant. Afinal, ele foi o maior – o mais efectivo, o mais letal – inimigo dele(s), quanto mais não seja porque foi o principal responsável, directo ou indirecto, pela morte de muitos, de milhares de «azuis» (antes, «cinzentos»): primeiro enquanto general do exército do Norte, da União, e depois seu comandante supremo, inflingiu-lhes sucessivas derrotas, quiçá massacres, que levaram à vitória final na guerra com o do Sul, da Confederação, liderado por Robert E. Lee; depois, enquanto presidente e no âmbito do processo de «Reconstrução» do país que se seguiu ao terrível conflito fratricida – desencadeado, nunca é de mais lembrá-lo, pelos democratas esclavagistas – pugnou pela perseguição, prisão e execução de elementos do então recém-formado Ku Klux Klan. Sim, é devida gratidão a Grant pelo que bem que fez e pelo bem que possibilitou a outros fazerem…
… E no passado como no presente ele permanece um modelo a emular, uma referência a reter. Nesse sentido, vale a pena fazer uma visita, mesmo que virtual, à Biblioteca Presidencial Ulysses S. Grant, e dela colher a motivação e o conhecimento para combater os democratas. Que continuam a ser – nunca deixaram de ser, aliás – aquilo que sempre foram: racistas principalmente mas igualmente secessionistas, separatistas que não hesitam em pôr em perigo a coesão dos EUA se isso lhes proporcionar a (re)conquista do poder. O que se prova com a defesa que muitos «burros» fazem hoje, sem contestação visível por parte dos seus camaradas: da abolição do Colégio Eleitoral; da criação e da manutenção de cidades e de Estados «santuários» para imigrantes ilegais (criminosos perigosos incluídos); da abertura total das fronteiras. Eles odeiam os outros, «elefantes» e não só, e não têm qualquer intenção genuína e generalizada de dirimir divergências de uma forma honesta e cordata, pelo que não é um exagero mencionar a hipótese de uma segunda guerra civil; e, se tal vier infelizmente a concretizar-se, que a «odisseia» do Ulysses de há mais de 150 anos sirva de inspiração para um novo triunfo.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Chapéus encarnados e livros verdes

Muito provavelmente o nome já não é desconhecido para os leitores, quer regulares quer ocasionais, do Obamatório: Jussie Smollet. Para os que não sabem quem ele é e o que fez, eis uma descrição sucinta: é um actor norte- americano, recentemente mais conhecido como um dos protagonistas da série televisiva «Império», esquerdista e liberal e também notório por ser um opositor vocal de conservadores, do Partido Republicano e de Donald Trump, que alegou ter sido reconhecido e atacado na (extremamente fria) madrugada do dia 29 de Janeiro último, em Chicago, por dois apoiantes do Presidente, e estes, envergando chapéus vermelhos com as palavras «Make America Great Again», o teriam insultado com epítetos racistas e homofóbicos, espancado, regado com lixívia e nele colocado um laço de forca, tendo finalizado a acção gritando-lhe «This is MAGA country
Quem pensou que tal relato era algo duvidoso e até difícil de acreditar acabou por ter razão: Jussie Smollett foi acusado a 8 de Março último de nada mais nada menos de 16 crimes, todos relativos a ter apresentado uma falsa queixa, ou seja, de ter inventado o incidente, pelo banal motivo – tal é a explicação, a hipótese mais provável – de tentar obter uma melhoria salarial no programa de televisão de que era (já não é) uma das «estrelas». Entretanto, o caso tornou-se ainda mais ridículo quando os polícias da «Windy City» encarregados do caso descobriram que os supostos «rednecks», brancos, que teriam atacado Smollett são afinal dois irmãos nigerianos (sim, negros!), amigos do actor, e que com ele combinaram previamente todos os pormenores desta fraude que se revelou ser um falso «crime de ódio». Obviamente, a falsa vítima foi quem acabou por sair pior, por culpa própria, deste processo – processo esse que, claro, ainda está bem longe de terminar, o que deverá acontecer num tribunal ainda neste ano de 2019. Porém, muito mal vistas ficaram também as várias «celebridades», na política, no «jornalismo», no entretenimento, que desde o início acreditaram piamente na narrativa de Smollett, que lamentaram o seu «sofrimento» e condenaram Donald Trump e os seus apoiantes, «sem dúvida» os responsáveis pelo acontecido. A este respeito vale a pena ver/ler e ouvir as análises e os comentários de, entre outros, Tucker Carlson e Laura Ingraham, que correcta e implacavemente descreveram e contextualizaram esta autêntica «fábula (i)moral» nos seus contornos, causas e consequências.    
A «hate hoax» protagonizada por Jussie Smollett terá sido a mais notória, a de maior impacto, a mais conhecida e discutida desde que Donald Trump ganhou a eleição presidencial de 2016, mas, apesar disso, acabou por ser «apenas» a mais recente de uma já longa e lamentável lista em constante aumento desde o triunfo nas urnas do actual presidente. Duas versões dessa lista têm como autores Andy Ngo e Peter Hasson, e nela abundam os exemplos de homens e de mulheres mentalmente desiquilibrados e/ou criminalmente facciosos que não hesitam em mentir sobre terem sido ameaçados ou mesmo agredidos, ou que provocaram danos em espaços e em estruturas, e atribuiram depois essas acções de vandalismo a adversários políticos. Em simultâneo, e pode dizer-se também como efeito deste ambiente de desinformação e de difamação, cresce o número de casos – verdadeiros – de ataques verbais e/ou físicos a pessoas à direita no espectro político-partidário, simpatizantes e/ou votantes do Nº 45 e do Partido Republicano. Neste âmbito é sempre útil e oportuno recorrer à lista iniciada e actualizada por John Nolte na Breitbart, cuja última contagem (a 13 de Março) enumera 332 (!) ocorrências desde Setembro de 2015.
Um aspecto particularmente grave e inquietante desta onda de violência está na circunstância de, mais recente e frequentemente, os alvos da animosidade e da intolerância serem jovens, adolescentes, mesmo crianças, visados tão só por usarem chapéus (bonés encarnados) «MAGA» ou terem consigo qualquer outro acessório ou objecto que os identificam (ou aos pais) como apoiantes de Donald Trump. Alguns exemplos, afectando tanto mais velhos como mais novos daqueles, vieram nos últimos meses do Arizona (um, dois), Califórnia, Flórida, Nova Jersey e Tennessee. E há que não esquecer – pode-se e deve-se incluir neste infame rol – o que aconteceu aos estudantes da escola católica de Covington, no Kentucky, e em especial Nicholas Sandmann, que, aquando de uma visita que fizeram a Washington em 19 de Janeiro para participarem na Marcha pela Vida, foram filmados no que, ao princípio, aparentava ser uma demonstração de desrespeito para com um nativo-americano «veterano»… e, afinal, veio a descobrir-se que o contrário era verdade, que eles é que haviam sido insultados e provocados, e nada de repreensível haviam cometido. Então praticamente a mesma alcateia de «celebridades» que poucos (10) dias depois acreditaria incondicionalmente nas alegações de Jussie Smollett não duvidou de que aqueles adolescentes eram «culpados» - aliás, como não seriam, já que quase todos usavam o chapéu encarnado que é o «novo gorro branco (do Ku Klux Klan)»? Deveriam ter pensado mais e melhor antes de abrirem a boca e/ou dedilhado as teclas: (pelo menos) os pais de Nick Sandmann recorreram a advogados, e estes, depois de inicialmente terem contactado e avisado 54 indivíduos e instituições, moveram um processo judicial contra o Washington Post no valor de 250 milhões de dólares, e outro, este no valor de 275 milhões, contra a CNN. Outras grandes empresas de media poderão seguir-se nesta contra-ofensiva.
Enfim e efectivamente, está mais do que na altura de conservadores reagirem eficiente e eficazmente contra as constantes investidas – verbais e físicas – de «progressistas», atingindo-os judicial e financeiramente; vencer eleições não é suficiente porque a súcia sinistra fica ainda mais assanhada quando perde, e o que tem acontecido desde Novembro de 2016 confirma-o. Recorde-se que a excrementícia Maxine Waters deu o (maligno) «mote»: encontrar, perseguir e importunar membros destacados do GOP, na administração e no Congresso, tornando impossível ou quase as suas presenças em locais públicos – o que entretanto aconteceu a, entre outros, Kristjen Nielsen, Mitch McConnell, Ted Cruz, Sarah Sanders e Stephen Miller. E se as «figuras gradas» ligadas ao PR não estão imunes os cidadãos comuns ainda menos, quer usem o distintivo boné ou não. Terá sido por causa disso que, entretanto, e em mais uma prova de como o espírito empreendedor norte-americano pode adaptar-se a qualquer situação, foi lançada este ano uma aplicação que permite aos consumidores mais à direita localizarem e seleccionarem antecipadamente restaurantes e outros estabelecimentos comerciais a que, em princípio, poderão recorrer sem correrem o risco de serem incomodados devido às suas opções ideológicas. No fundo, aquela é como um novo «Livro Verde», uma publicação anualmente revista que durante décadas serviu de guia a afro-americanos em viagem pelo Sul, e que aliás foi o tema do filme com o mesmo título que este ano ganhou três Óscares, incluindo o mais importante. O que representa uma ilustração deprimente do facto de os democratas, tanto tempo depois, continuarem a ser os intolerantes violentos de sempre; apenas os alvos do seu ódio é que mudaram.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Comandando nos comentários (Parte 2)

Escrevi há exactamente um ano, e, infelizmente, nada há a alterar ou a acrescentar: «Não é novidade e já o referi várias vezes: porque na comunicação social portuguesa (e não só) não existe como que um “contraditório” constante e consistente à “narrativa” predominante, relativa à política nos EUA, de que os democratas são “bons” e os republicanos são “maus” (e, com Donald Trump, tornaram-se “piores”), é na blogosfera que é mais intenso o combate contra a desinformação, a propaganda, e a pura e simples parvoíce neste âmbito»; também se mantém que «não tendo até hoje conseguido – apesar de várias tentativas nesse sentido – fazer ouvir a minha voz, falada e/ou escrita, sobre o que acontece no outro lado do Atlântico em outros media “tradicionais”, é na Internet, pois, que procedo a uma persistente “pedagogia” que visa separar a verdade da mentira, por comentários em que o meu comando, o meu conhecimento do estado da nação norte-americana, se afirma e se evidencia, ou pelo menos assim o espero»…
… E neste ano que passou desde a última retrospectiva feita, tal concretizou-se em: Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze); Malomil (um, dois, três, quatro, cinco); Horas Extraordinárias. Os temas incluiram: demissões na Casa Branca; (as mentiras constantes sobre) controlo de armas; George Soros, financeiro e especulador, apoiante de inciativas e de instituições de esquerda, principalmente nos EUA mas não só e, sim, criminoso de guerra nazi; a decisão – correcta – por parte de Donald Trump de romper o acordo com o Irão; emissões poluentes diminuiram nos EUA… apesar da retirada do país do acordo de Paris; caricaturas vagamente homofóbicas (mas «aceitáveis» porque visam os «maus»); desinformação por parte da Associated Press (ou seja, a normalidade); Nancy Pelosi de novo (e infelizmente) speaker, e o seu lugar na hierarquia política norte-americana; Woodrow Wilson como a não personificação dos «valores intemporais do iluminismo»; «fake news» em geral e manipulações fotográficas em particular.
De todos estes comentários há um que pode ser seleccionado e destacado como representativo, simbólico, do que foi a discussão no ano que entretanto passou, correspondente ao segundo ano do primeiro ;-) mandato de Donald Trump. Fi-lo no Delito de Opinião, em duas partes, a primeira a 13 e a segunda a 14 de Maio de 2018: (não faltam exemplos flagrantes) «do desconhecimento que se verifica, entre muitas pessoas, sobre as reais características da actual política norte-americana. Nos anos 90, com Bill Clinton, o Partido Democrata até que podia considerar-se de centro-esquerda: insurgia-se contra a imigração ilegal, não preconizava o aumento da dimensão e da intervenção do Estado, e opunha-se ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo! Com Barack Obama, os “burros” mudaram radicalmente (enquanto os “elefantes” pouco ou nada), e são: contra a apresentação de (cartão de) identificação para se votar; a favor de fronteiras abertas – e contra a prisão e a deportação de imigrantes ilegais acusados e condenados por crimes graves, para além de entrada indevida no país, nesse sentido criando as ditas “cidades-santuário” (especialmente na Califórnia) que não respeitam as leis federais; a favor do aborto em qualquer fase da gravidez – sim, mesmo aos nove meses e quase no parto! Obviamente, existem outras demonstrações de extremismo por parte d(e membros d)o PD, e é risível afirmar que se trata de uma agremiação de moderados. (…) Como não considerar extremistas posições como o fomento à fraude eleitoral, a protecção de criminosos (nacionais e estrangeiros), a defesa do aborto industrial, e ainda condicionamento da liberdade de expressão e (tentativas de) confiscação de armas? É evidente que o são, e constituem actualmente o cerne, o “establishment” do Partido Democrata, pelo que este, obviamente não “está à direita no espectro político relativamente ao resto do mundo”, não corresponde ao PSD português nem ao FDP alemão. As suas acções não são, de modo algum, “centristas”. Insistir nesta fantasia, nesta ficção, é absurdo.»

domingo, 20 de janeiro de 2019

Ano Onze?

Hoje o Obamatório assinala dez anos de existência. Uma ocasião para celebrar? Nem por isso, não necessariamente. Após uma década de um enorme e continuado esforço de atenção, de reflexão e de elaboração para/sobre/de textos relativamente à politica e à sociedade dos Estados Unidos da América, durante a qual – julgo que é pertinente e relevante sublinhar – nunca um só mês ficou «em branco» (ou negro, dada a cor de fundo deste blog), ou seja, sem pelo menos uma nova entrada, desde 20 de Janeiro de 2009, as sensações que mais registo neste dia (e que, aliás, não são apenas de agora) são de cansaço e de fracasso. Tecnicamente, «oficialmente», formalmente, este espaço inicia igualmente hoje o seu décimo primeiro ano de funcionamento, mas de momento não tenho a certeza de que tal ocorrerá, pelo menos nos mesmos moldes em que tem acontecido até agora.
Criado para combater e, se possível, diminuir, inverter em Portugal (mas não só) os crónicos preconceitos e a insistente desinformação sobre os confrontos partidários nos EUA, características infelizmente constantes de quase toda a comunicação social nacional, e que se podem resumir, muito simplisticamente, em «republicanos maus, democratas bons», há que admitir, com toda a honestidade, que o Obamatório falhou nesta sua missão. Durante os (longos) oito anos dos dois mandatos da presidência de Barack Obama não tiveram «ecos» nos principais jornais e revistas, e estações de rádio e de televisão, as denúncias que aqui regularmente ia fazendo dos diversos casos de incompetência e até criminalidade de que a administração do Nº 44 ia dando provas – aliás, e de certa maneira, as palavras e os actos do Sr. Hussein, dos membros da sua equipa e dos «burros» em geral poucas menções mereciam por parte dos media deste país. Pelo contrário, após a eleição e a tomada de posse de Donald Trump nunca mais faltaram os comentários enviesados e mesmo insultuosos e as notícias descontextualizadas e mesmo falsas em relação a tudo, ou quase, que o Nº 45 preconiza, propõe e pratica, como que emulando o que acontece lá. O exemplo mais recente é a alegação de que DJT teria ordenado ao seu ex- advogado para mentir na investigação ao alegado (enfim, imaginário) «conluio» com os russos, que foi desmentido em comunicado do próprio gabinete de Robert Mueller, no que constituiu uma surpreendente, porque algo rara, intervenção pública daquele! E volto a salientar que o que acontece actualmente com Trump não é inédito: embora seja exacerbada pela sua personalidade belicosa – porém, e invariavelmente, ele limita-se a responder aos ataques de que é alvo – e pelo «choque» que os esquerdistas ainda sentem, mais de dois anos depois, pela derrota de Hillary Clinton, a cada vez mais absurda e ridícula – e frequentemente violenta, verbal e literalmente – campanha de destruição que contra ele é movida replica, no que tem de fundamental, as que foram conduzidas contra Ronald Reagan e contra os George Bush pai e filho.
Porque hoje é igualmente o dia em que Donald Trump celebra o segundo aniversário do início do seu (primeiro?) mandato e, logo, a exacta metade daquele, é de esperar que, infelizmente, a partir de agora a muito patética «resistência» à sua presidência se intensifique e que a (incurável) loucura «progressista» se agrave até à eleição de 2020. Tal foi, e continua a ser, a minha previsão, e no outro lado do Atlântico comentadores como Dennis Prager são da mesma opinião. Para o comprovar nada mais é necessário do que verificar o que os democratas fizeram, ou anunciaram fazer, assim que retomaram, no inicío deste mês, o controlo (não do Congresso como no Público erradamente se escreveu mas sim) da Casa. Após a reeleição, sublinhada por elogios – isto é, por mentiras – hilariantes, típicas do culto da(s) personalidade(s) em que a «sinistra» é pródiga, da cada vez mais caquética e contraditória Nancy Pelosi para speaker, alguns dos seus camaradas não perderam tempo e avançaram com algumas propostas verdadeiramente «úteis» e «viáveis», tais como a impugnação de Trump, a eliminação do colégio eleitoral e a substituição de um subcomité sobre terrorismo por outro sobre (contra) DJT. Entretanto, o shutdown do governo federal mantém-se, apenas porque o PD não quer agora fazer aquilo com que há poucos anos concordava – precisamente, construir, ao longo de toda a fronteira com o México (porque há locais que já a têm), uma muralha contra a imigração ilegal e o tráfico de pessoas e de drogas que habitualmente lhe está associada.
Em Portugal, e nos incompetentes e preguiçosos órgãos de propaganda que se fazem passar por profissionais e reputadas entidades jornalísticas, o recrudescimento da desinformação também se deverá fazer sentir. E num ambiente que está «inquinado» logo à partida, num «jogo» em que os «dados» estão «viciados», ou em que nem todos os «jogadores» têm, pura e simplesmente, oportunidade de «jogar», é infelizmente «normal» e até previsível que uns continuem a ser beneficiados e outros continuem a ser prejudicados. Há aquele que tem presença regular nas três principais estações de televisão nacionais (e em várias de rádio), que publica artigos nos sítios de duas delas, que publica (quatro) livros, sendo um deles (o terceiro) o resultado de uma fantasia, que neste fim-de-semana tem no caderno principal do Expresso um artigo de duas páginas, sempre disseminando omissões, mentiras e manipulações. E há aquele que já foi, comprovadamente, alvo de censura e de discriminação não uma mas sim duas vezes, e que não consegue publicar um livro baseado em textos saídos neste blog – embora, na verdade, tenha outros que também não consegue publicar…
Uma última, mas a mais importante, mensagem que hoje aqui deixo é para os que, nestes últimos dez anos, mais ou menos regularmente, visitaram, leram e divulgaram o Obamatório, ocasionalmente deixando também os seus comentários: muito, muito obrigado pela atenção, pelo interesse, e, sim, pelo encorajamento. Foi por vossa causa que, apesar de por vezes pensar em desistir, nunca o fiz. Todavia, a minha «resistência» também tem limites.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A mais estúpida de 2018

Seria sempre uma tarefa difícil escolher a mais estúpida frase, declaração, afirmação de 2018 no âmbito da política norte-americana. Essa dificudade só tem aumentado nos últimos anos, devido à crescente agressividade, e até insanidade, da esquerda dos EUA, do Partido Democrata. Porém, foi feita a escolha, e esta revela desde logo um aspecto desagradável e talvez mesmo surpreendente: as três «finalistas», que receberam as «medalhas» com o «bronze», a «prata» e o «ouro» da imbecilidade e da injúria foram todas proferidas por mulheres. Não era suposto elas serem mais sensatas e mais comedidas do que os homens? Aparentemente, e pelo menos na disputa ideológica que acontece no outro lado do Atlântico, não… Assim, e correndo o «risco» de ser apelidado de misógino e de sexista, passo a apresentar…
… O terceiro lugar, que vai para Jessica Valenti, que «tuitou» que Dana Loesch (activista de direita e porta-voz da National Rifle Association, a mais antiga e mais importante organização de defesa e de promoção da segunda emenda da Constituição) «invocando as armas como um meio de evitar violações é desgostoso» (a última palavra foi toda escrita em maiúsculas). Tal posição só é inacreditável para quem não sabe qual a posição dos «burros» neste assunto, que não se importam e até preferem que os cidadãos comuns estejam indefesos perante, e sejam vítimas de, todo o tipo de crimes e de criminosos – que os democratas protegem e promovem – de modo a diminuir ao máximo a possibilidade de que essas armas venham a ser usadas num eventual levantamento popular contra o Estado. Segue-se…
… O segundo lugar, que vai para Joan Walsh, que «tuitou» que a Planned Parenthood (a maior entidade, ou empresa, norte-americana no negócio de execução de abortos e de comercialização do despojos humanos que decorrem daqueles para «investigação» científica, mas que, apesar disso, continua a receber anualmente dezenas de milhões de dólares em fundos públicos alocados pelo Congresso) «está a matar ninguém». Tal posição só é inacreditável para quem não sabe qual a posição dos «burros» neste assunto, em que muitos (a até a maioria?) preconizam que a «interrupção voluntária da gravidez» pode ser feita aos nove meses de gestação; para eles o feto só se torna criança quando sai do ventre da mãe – e não, como a ciência o demonstra, quando passa a ter um coração que bate. Crença que, aliás, é reminiscente daquela que os democratas tinham no século XIX, que «validava» a sua prática esclavagista e que causou a eclosão da guerra civil – a de que os negros eram apenas «três quintos» de um ser humano; não é por acaso que, no final dos anos 60, eles substituíram a segregação pelo infanticídio – mudança consagrada com o caso «Roe vs. Wade» - como a sua grande «causa». Segue-se…       
… O primeiro lugar, que vai para Mika Brzezinski, que numa emissão (em directo) de «Morning Joe», o programa diário matinal que co-apresenta na MSNBC, questionou a moralidade do secretário de Estado, Mike Pompeo, perguntando «aquilo é um patriota a falar? Ou um pretendente a rapaz de rabo de um ditador?» Poder-se-á argumentar que esta ofensa não é mais grave ou revoltante do que alegar que as mulheres não deveriam poder armar-se para se defenderem de violadores, ou que abortar não é matar. No entanto, é precisamente o carácter personalizado e injusto do insulto, juntamente com a dualidade de critérios, a hipocrisia, que demonstram mais uma vez como à esquerda é praticamente impossível encontrar um fluxo minimamente constante e consistente de civismo e de honestidade intelectual, que justificam o «triunfo» deste ano. Note-se como os ataques homofóbicos, a homofobia, mesmo que sob a capa do humor, deixam de ser inaceitáveis… quando são os democratas a fazê-los. Registe-se como Joe Scarborough, apesar das suas sucessivas e cada vez mais ridículas diatribes contra Donald Trump, foi «superado» neste âmbito pela sua colega e esposa. Pretendeu ela afirmar que anteriores responsáveis pelos negócios estrangeiros dos EUA, e os respectivos chefes de Estados que serviram, não mantiveram relações diplomáticas, ainda que contrafeitos, com vários regimes e figuras ditatoriais, ou, vá lá, dúbias? E que alguns deles não adoptaram, ao contrário de Pompeo (que, recorde-se e saliente-se, exerceu previamente o cargo de director da CIA) e de Trump, posições algo embaraçosas? Como John Kerry, que deixou que o seu homólogo do Irão lhe gritasse numa das reuniões relativas ao famigerado acordo que proporcionaria ao fanático regime de Teerão milhões de dólares em notas vindas de Washington? Como Barack Obama, que literalmente prometeu a Vladimir Putin «mais flexibilidade» e que literalmente se curvou perante o rei da Arábia Saudita?      
Entretanto, e infelizmente, já há uma forte «candidata» - a frase e a mulher que a profere – a mais estúpida de 2019. Pouco depois de ser empossada como uma das novas representantes democratas na Casa, Rashida Tlaib, descendente de «palestinianos» e notória anti-semita (rejeita a existência de Israel e apoia a campanha BDS), afirmou publicamente que prometeu a um dos filhos (!!) que «vamos impugnar o f*d*lh** da mãe» - referindo-se, obviamente, a Donald Trump. Mas que «bom» exemplo! Poderia dizer-se que é um arranque de… estrondo se tal não evocasse uma possibilidade perturbante: o que garante que Tlaib não acabe por se fazer explodir no Capitólio depois de gritar «Allahu akbar»?

domingo, 30 de dezembro de 2018

Em 2019 e 2020 será pior

Se algo caracterizou politicamente o ano de 2018 nos Estados Unidos da América foi a crescente violência de democratas, de esquerdistas, contra republicanos, direitistas, volência principalmente verbal mas também, por vezes, física: a lista que John Nolte começou a elaborar em 2015 regista, na última contagem, quase 650 incidentes de vários tipos, que afectaram não apenas cidadãos comuns mas também figuras públicas – os últimos doze meses ficaram igualmente assinalados pelo acentuar da inquietante tendência de políticos do GOP, na administração ou no Congresso, serem incomodados, quiçá ameaçados, no próprio Capitólio (!), nas ruas, em restaurantes, em cinemas, até nas suas casas. Kirstjen Nielsen, Lindsey Graham, Mitch McConnell, Ted Cruz, Sarah Sanders, entre outros, foram alvos de uma táctica de bullying que Maxine Waters, máximo exemplo excrementício da escumalha «progressista», sonora e articuladamente anunciou e incentivou.
Neste aspecto 2018 foi pior do que 2016 e 2017, mas, infelizmente, deverá ser superado por 2019 e 2020, à medida, compreensivelmente, que ficar menos distante no tempo a próxima eleição presidencial. Donald Trump continua(rá) a ser, obviamente, o alvo principal da mais intensa, insana, campanha de ódio – expressa tanto em, sim, fake news, notícias falsas como em «análises», «comentários» insultuosos – alguma vez vista nos EUA contra um presidente, mas tal não o afecta muito, quanto mais não seja porque, de certo modo, ele «se põe a jeito» para isso pelo seu estilo. O «caos» que ele supostamente estará a inflingir ao país, de que os seus opositores o acusam, mais não é do que a projecção que aqueles fazem do seu estado de espírito… e do estado da sua ideologia, cada vez mais em perigo devido à acção implacável da actual administração. Pelo que o consequente e crescente desespero traduz-se nas mais inacreditáveis – e quantas vezes hilariantes – mentiras, insinuações, distorções. Variações, enfim, de dois risíveis «motes» centrais: o Nº 45 é um ditador em potência que quer impôr ao país uma ditadura efectiva; e é um agente, «fantoche», lacaio, de potências estrangeiras – a Rússia, a Arábia Saudita, ambas, ou outras. Evidentemente, e ao contrário do que os delírios histéricos de pessoas com inegáveis problemas mentais como Malcolm Nance podem dar a entender, nenhuma daquelas acusações até hoje foi provada.
Eis o cerne da questão: DJT cometeu o (duplo) «pecado» imperdoável de ter derrotado a «escolhida», a «predestinada» (ou nem tanto como isso…) Hillary Clinton na corrida para a Casa Branca, e, ao mesmo tempo, cobrir de ridículo todos aqueles (e foram muitos), na política, no «jornalismo» e no «entretenimento», que garantiam, rindo, que ele nunca ganharia. Se não conseguiram impedir que ele vencesse e que tomasse posse… então passaram a tentar derrubá-lo. E todos os motivos, todos os pretextos, não importa quão anedóticos, servem: agora, depois da (fictícia) «ajuda do Kremlin» e do (irrelevante) pagamento a duas ex-amantes (que, note-se, cometeram chantagem e extorsão), é a demissão de James Mattis de Secretário da Defesa por discordar da decisão – que constitui mais uma promessa de campanha cumprida – de Trump de retirar tropas da Síria que é apresentada como argumento para impugnação! Por esta «lógica», Barack Obama deveria ter sido objecto de impeachment três vezes, já que nos seus oito anos enquanto presidente teve quatro SdD, tendo cada um permanecido no cargo cerca de dois anos… precisamente o mesmo que Mattis!
Para a esquerda sobre-excitada, histérica, tudo ou quase pode ser mais um sinal do apocalipse, uma catástrofe, uma tragédia. Como por exemplo o mais recente shutdown do governo federal, que na verdade não é um encerramento total e até parcial da burocracia mas sim apenas um conjunto de perturbações, mais ou menos abrangentes consoante os casos, de alguns serviços, em que ninguém deverá perder o emprego e, no «cenário» mais «grave», há quem seja remunerado mais tarde e tenha «direito» a alguns dias extra de férias. Para os democratas, autoritários e mesmo totalitaristas por vocação, a ideia de qualquer parte, parcela do Estado, por mais pequena, não mais do que uma repartição, estar fechada e não funcionar, é um pesadelo; pelo contrário, para os republicanos, desconfiados por natureza de qualquer poder público, esta situação só tem atractivos e vantagens, pelo que quanto mais tempo ela durar melhor será, porque isso significa menos oportunidades para que funcionários não propriamente isentos cometam abusos. Outro exemplo da frenética hipocrisia do PD é dado pelas reacções às recentes mortes de duas crianças que integra(va)m o constante contingente de imigrantes ilegais, ocorridas já em solo americano; a responsabilidade, obviamente, é dos pais, que arrasta(ra)m os filhos numa viagem cheia de perigos e por isso coloca(ra)m as suas vidas em risco, pela fome, pela sede, cansaço, doença; melhores ficam eles agora quando são separados dos alegados pais (que nem sempre o são); e os que actualmente gritam contra Donald Trump onde estavam durante a presidência de Barack Obama, quando vários «não documentados» morreram sob custódia das autoridades e outros, jovens, foram entregues a traficantes humanos?   
A verdade dos factos não interessa aos democratas, para os quais mentir é tão natural como respirar. Aliás, para eles muitas, tantas, vezes o que hoje é verdade amanhã é mentira. Para o comprovar mais uma vez veja-se – e escute-se – Chuck Schumer, que agora garante que Donald Trump não terá a sua muralha mas que há poucos anos alertava para os perigos da imigração ilegal e de como eram necessárias mais maneiras de fortalecer a fronteira. Note-se que num passado muito recente esta era igualmente a posição tida por outros «azuis» de topo como Harry Reid, Hillary Clinton e até Barack Obama. Presentemente, a tolerância e inclusive o incentivo ao crime por parte dos «D’s» é tal que a criação e a manutenção de cidades e estados «santuários» para protecção – isto é, impedimento da captura e da extradição – de criminosos estrangeiros se tornou elemento fulcral do programa ideológico do PD. Resultado? Cada vez mais cidadãos norte-americanos são vítimas de ilegais, sendo o mais recente um polícia na Califórnia.
Por tudo isto, e considerando também que a malevolência dos «burros» é um fenómeno antigo, só por ingenuidade ou mesmo estupidez é que os «elefantes» podem pensar que os seus opositores político-ideológicos são «normais» e que merecem respeito, que com eles é possível manter um diálogo honesto e construtivo. Os que militam e apoiam (n)o partido de Eugene «Bull» Connor, Robert Byrd e George Wallace são inimigos e como tal devem ser tratados.