sexta-feira, 16 de abril de 2021

Sobre máscaras, n’O Diabo

Na edição de hoje (Nº 2311) do jornal (semanal) O Diabo, e na página 14, está o meu artigo «Desmascarar os déspotas». Um excerto: «Xi Jinping e o seu comité central continuam a sentir-se à vontade para agredir: Taiwan, com repetidas intrusões nos seus espaços aéreo e marítimo; Hong Kong, com o encarceramento de oposicionistas; Macau, com pressões sobre a TDM que resultaram em demissões de vários jornalistas. Entretanto, aos cultos da personalidade e à repressão – cada vez mais tecnológica e sofisticada – vieram juntar-se campos de concentração onde milhares de muçulmanos uigures são maltratados, em especial as mulheres, vítimas de alegadas, e repetidas, violações e esterilizações; é um quadro de terror que Joe Biden, sempre incompetente, mentiroso e agora também senil, desvalorizou recentemente como sendo o resultado de “diferentes normas”. A corrupção explica igualmente a passividade, e até a cobardia, dos actuais ocupantes da Casa Branca: são às dezenas os destacados elementos do Partido Democrata, não apenas em funções governativas – e, nestas, a começar pelo “Nº 1” e a sua família - mas também nos meios empresarial e académico que têm ou tiveram duvidosas relações, financeiras e outras, com entidades chinesas ligadas ao PCC. Neste âmbito e não só, o contraste – negativo – com Donald Trump e o Partido Republicano é flagrante e inquietante.»

sexta-feira, 26 de março de 2021

Revisionismo discrimino-censório

No início desta semana que agora termina, e em dias consecutivos, duas pessoas que podem ser colocadas (eu coloco-as) entre os mais destacados «bloguistas» portugueses publicaram «postas» sobre o que é, praticamente, o mesmo tema: as consequências do que vamos designar de um extremo revisionismo dicrimino-censório – versão mais recente e demente do já de si duradouro e detestável «politicamente correcto» - na literatura mundial e até no mercado literário português e nos autores nacionais, revisionismo esse que tem origem em muitas universidades dos Estados Unidos da América, e que a partir daí «contaminou» bastantes – demasiado(a)s) – indivíduos e instituições (incluindo empresas privadas), não só naquele país mas também noutros.
A 21 de Março, no Malomil e em texto intitulado «A traição dos intelectuais», António de Araújo aborda as controvérsias decorrentes da tradução do primeiro livro daquela que é supostamente a mais jovem vedeta das letras norte-americanas: «(…) Porque é que Amanda Gorman e os seus agentes levantaram objecções a que a sua poesia fosse traduzida para catalão por um branco, Victor Obiols, mas não objectaram a que fosse traduzido para espanhol por uma branca, Nuria Barrios, dita “sem historial activista”? Porque é que só agora, à boleia desta nova polémica, é que Grada Kilomba vem questionar e criticar a tradução para português do seu livro, “Memórias da Plantação”, feita por um homem branco, Nuno Quintas, e nada disse nem objectou quando essa tradução foi feita, em 2019? (…) Que características de um determinado autor devem ser valorizadas na escolha do seu tradutor? No caso de Amanda Gorman, vemos apontadas as seguintes características: “jovem”, “mulher”, “negra”, “filha de mãe solteira”. Dessas, qual a decisiva na escolha do tradutor? Apenas uma, a etnia? Todas? Porque não o facto de ser mulher? Ou jovem? Ou filha de mãe solteira? Com que legitimidade se erige a etnia em detrimento do género, por exemplo? Se escolhemos a etnia como ponto decisivo do “lugar da fala”, isto significa que apenas negros podem traduzir negros e brancos podem traduzir brancos? Se sim, porquê? Se não, porquê? Porque é que a etnia de um tradutor lhe confere especiais qualificações para o seu ofício? Isso não será racismo, no fim de contas? (…) Quem pode traduzir Amanda Gorman? Uma homem de meia-idade pode fazê-lo? Ou apenas Amanda Gorman pode traduzir-se a si própria? Um homem pode traduzir literatura feminista? Um heterossexual pode traduzir escritos gay? Um agnóstico pode dar voz à “Bíblia”? E quem pode traduzir os clássicos, Aristóteles ou Platão, Joyce ou T. S. Eliot? Um judeu não pode traduzir “Mein Kampf”? Ou, pelo contrário, só um judeu pode fazê-lo? Não haverá aqui o risco, mais do que evidente, de se criarem novos casulos e barreiras, contrariando a essência própria, universalista, dialogante, do acto de traduzir? (…)»
A 22 de Março, no Horas Extraordinárias e em texto intitulado «Estupidez», Maria do Rosário Pedreira aborda a – inesperada – dificuldade em conseguir editar nos EUA um (por ela não identificado) escritor nacional: «Disse-se ao longo de mais de uma centena de anos que a América era a terra das oportunidades; infelizmente, passou a ser a terra da oportunidade de ficar calado, pois não se pode agora falar de nada sem que todas as nossas palavras, por mais inocentes que sejam, acabem julgadas da pior maneira. Recentemente soube que recusaram a obra de um autor português com um relatório em que, antes de mais nada, o descreviam como muitíssimo talentoso; mas esse talento era secundário para a editora norte-americana que decidiu não o publicar porque um dos romances falava de forma muito directa de um tema que, para a imprensa norte-americana, era muito sensível (a deficiência); e o outro tinha, entre as suas personagens, uma transexual (mas, como o autor não o é, certamente iria ser acusado de falar do que não sabe; ainda pensaram pedir um segundo relatório de leitura a alguém da comunidade LGBT lá do sítio, mas não encontraram nenhum trans que lesse português). (…) É uma outra forma de preconceito que em nada ajuda as minorias, fingindo que as protege. Se os autores não podem falar do que não sentiram na pele, não é isso uma negação da imaginação? (…)»
Nestes seus textos tanto António de Araújo como Maria do Rosário Pedreira colocam questões pertinentes, resultantes também do que parece ser genuína supresa e até indignação perante o que acontece – no âmbito cultural, pelo menos – no outro lado do Atlântico. Porém, ambos não podem alegar que não foram avisados, e nomeadamente por mim, sobre as mais do que prováveis e previsíveis consequências de a pérfida perversão, atentatória dos mais bons e básicos valores civilizacionais, inerente à esquerda norte-americana e núcleo perene do Partido Democrata se expandir e se consolidar, talvez e infelizmente de uma forma permanente. Recordo que o actual consultor da Presidência da República me «convidou» a deixar de comentar no Malomil depois de eu ter respondido, discordando (com factos), a alguns posts em que criticava Donald Trump; e que a actual editora da Leya não pareceu ter reconhecido o erro que cometeu ao elogiar uma bibliotecária luso-descendente de Boston que rejeitou livros oferecidos por Melania Trump, e, na prática, ofendeu a primeira-dama… e no meu comentário já alertava para o perigo de a proibição de certas obras e artistas por parte dos novos «inquisidores» se tornar uma rotina – e o certo é que, menos de quatro anos depois, são (alguns d)os de Theodor «Dr. Seuss» Geisel, que Liz Soeiro desprezou, que estão entre os primeiros (porque, sim, há outros) a serem «apagados» na vigência do regime que foi instaurado a 20 de Janeiro passado numa Washington pejada de soldados e de barreiras com arame farpado.    
No entanto, nestes seus textos António de Araújo e Maria do Rosário Pedreira dão igualmente mostras de uma surpreendente ingenuidade… ou de algo pior. Ele também pergunta: «Como é possível conciliar este debate com o propósito de união anunciado no discurso da tomada de posse de Joe Biden, sem o qual poucos saberiam sequer quem é Amanda Gorman?» Obviamente, isso não é  possível, porque os democratas não são nem nunca foram pela união e pela integração (racial e outras) mas sim pela secessão e pela segregação; e estar na Casa Branca um ilegítimo e xexé «chefe de Estado» é uma garantia de que vai continuar a invasão por imigrantes ilegais, a perseguição policial e judicial de opositores políticos e a promoção de campanhas de menorização (ou seja, de discriminação e mesmo de ódio) contra brancos, além de que se irá tentar proceder ao desarmamento da sociedade civil e a «purgas» ideológicas nas forças armadas – tudo acções que provavelmente levarão, não à unidade, mas à implosão do país, quiçá até a uma nova guerra civil; quando alguém que tem uma licenciatura em Direito e um doutoramento em História, e com actividades importantes e influentes, e que apesar disso revela não ter um conhecimento suficiente de factos fulcrais relativos aos EUA, é de duvidar da qualidade dos conselhos políticos que dá no Palácio de Belém. Ela também pergunta: «Então hoje para uma editora o talento é menos importante do que o assunto de um romance? E um agente cultural como uma editora mete o rabo entre as pernas, recusa-se a arriscar e abdica de mudar mentalidades mesmo quando diz que o autor tem muito talento?» A verdade é que – e sei-o por experiência própria – MRP já se recusou a arriscar por causa do assunto de um romance e não ponderou devidamente o talento do respectivo autor; todavia, é elementar e da mais básica justiça reconhecer que, neste aspecto, ela está longe de ser um caso único.
Ainda sobre o texto citado do Horas Extraordinárias, é quase certo que o autor nele mencionado é Afonso Reis Cabral, trineto de José Maria Eça de Queiroz. E este, curiosamente, tornou-se igualmente uma «vítima» do revisionismo PC devido a alegados «preconceitos raciais» existentes n’«Os Maias», que foram primeiro «denunciados» por uma «investigadora» que estudou… nos EUA. Ela será certamente bem vinda se quiser participar no segundo congresso – por mim proposto, e organizado pelo Movimento Internacional Lusófono – sobre EdQ, que deverá decorrer no próximo mês de Outubro e que terá como temas os 150 anos da publicação de «O Mistério da Estrada de Sintra», da realização das Conferências do Casino e do início da edição d’«As Farpas». Imagine-se o que ele teria dito e escrito sobre estes novos «puritanos» da treta! (Também no Octanas.)

quinta-feira, 11 de março de 2021

Um «chefe de Estado» xexé

(Uma adenda no final deste texto.)
Nunca é – nunca será – demais, desajustado, despropositado, recordar e reafirmar que Joe Biden não venceu de facto a votação presidencial de 2020 e que a sua chegada à Casa Branca se deveu a uma enorme fraude eleitoral, que muitas pessoas – isto é, muitos (supostos) republicanos, aos níveis executivo, legislativo e judicial – decidiram não confrontar decidida e decisivamente. Do mesmo modo se deve salientar repetidamente que além de bastantes outras eleições não tão importantes, concretamente as de âmbito local e estadual (há que lembrar a alegada «vitória» de Al Franken sobre Norm Coleman em 2008 para o Senado pelo Minnesota), sonegadas pelos democratas ao longo dos anos, a presidencial de 1960 constituiu a anterior «grande roubalheira» por eles perpetrada. 
Porém, entre o que aconteceu há mais de 60 anos e o que aconteceu no ano passado há uma diferença fundamental: John Kennedy não era, tanto quanto se sabe hoje, nem um incapacitado mental nem um traidor a soldo do principal país inimigo dos EUA; e era um verdadeiro católico, se não no sentido da fidelidade conjugal, pelo menos no que se refere ao aborto – e se fosse vivo hoje certamente não concordaria com a «interrupção voluntária da gravidez» até ao momento do nascimento, com o dito «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, e com a entrada de homens, fingindo ser mulheres, nos balneários daquelas e/ou em provas desportivas para sabotarem as suas carreiras; além de que JFK era um autêntico anti-comunista que certamente não desculpabilizaria violações de direitos humanos, quiçá genocídio…
Que foi o que Joe Biden fez ao desvalorizar a repressão da minoria uighur na China como sendo uma questão de «diferentes normas» - dir-se-ia que, com este comentário, fez por merecer o dinheiro que recebeu (e ainda recebe?) de Pequim. Só isto, de tão mau que é, seria suficiente para o impedir de se tornar (p)residente. E, no entanto, há mais: sucessivas demonstrações de crescente senilidade, tanto na campanha como na Casa Branca, que os media «amigos» se esforçam por disfarçar; regulares expressões de racismo, que, aliás, já vêm de longe; credíveis acusações de assédio sexual – todavia, a Tara Reade não se dá a atenção e a protecção que outras queixosas mais duvidosas (ou seja, contra republicanos) receberam. Entretanto, o Congresso agora dominado por democratas cada vez mais fanáticos aprova legislação que tenta transformar o país numa ditadura distópica que subverte a Constituição nos seus princípios fundamentais, consagra a supremacia do movimento LGBTQ e institucionaliza a fraude eleitoral permanente – a favor dos «burros», obviamente, tendo eles a certeza de que os tribunais, incluindo o «supremo», nada farão para a neutralizar
Como seria de esperar, e compreensivelmente, as dúvidas e as queixas acumulam-se. Não é só do GOP, contudo, que elas chegam – também de diversos «azuis», mais sensatos e/ou menos estúpidos, que pressentem os perigos da loucura que aumenta em seu redor. Por exemplo: aqueles que sugerem (exigem?) que o usurpador prescinda de alguns dos seus «poderes de guerra» e também da autoridade exclusiva para ordenar ataques nucleares; Michelle Grisham, governadora do Novo México, que se insurgiu contra as novas directivas sobre energia vindas de Washington; aqueles que alertam contra a excessiva tolerância com a entrada de imigrantes ilegais na fronteira com o México, nomeadamente o representante Henry Cuellar e o mayor Bruno Lozano; os que se indignam com o atraso nos apoios aos (muitos) cidadãos prejudicados pela pandemia, e com o valor reduzido daqueles, realçando que nesse âmbito a situação piorou em comparação com o que Donald Trump fez (!), como é o caso de Alexandria Ocasio-Cortez, Cenk Uygur, Ja’Mal Green e Shaun King; Naomi Wolf, ex-conselheira de Bill Clinton, que receia (justificadamente) que um estado policial seja instituído; ingénuos (ou imbecis?) votantes no PD que, proponentes da reabertura das escolas e do combate ao aborto, «descobrem», muito espantados, que a actual (e ilegítima) administração não vai de encontro aos seus interesses. 
Perante este panorama, em que o número de mentiras vai aumentando e em que as promessas (à partida não muito credíveis) são quebradas, não é de admirar que Biden já tenha batido o «recorde» do tempo (dos dias) que um «presidente» demora até fazer a sua primeira conferência de imprensa desde que tomou posse; aliás, uma confirmação conclusiva de que o ex-número dois de Barack Obama não está na posse plena das suas (à partida não muito altas) faculdades mentais e não inspira confiança à sua «equipa» está nas repetidas vezes em que os jornalistas são «enxotados» de eventos públicos com o xexé «chefe de Estado» para não lhe fazerem perguntas que correm o risco de lhe suscitar respostas bizarras… para as quais, todavia, ele está disponível «se for isso que é suposto» ele fazer.
(Adenda - Os exemplos da debilidade mental e até física de Joe Biden - para não falar do seu mau carácter - já são muitos, mas há sempre lugar para mais, em especial se forem particularmente graves: voltou a designar Kamala Harris de «presidente»; e caiu três vezes ao subir as escadas para embarcar no Força Aérea 1 para uma viagem a Atlanta. Entretanto, não comentou - ou seja, na prática recusou - um convite de Vladimir Putin para um debate com o líder russo depois de chamar a este de assassino; e os principais dirigentes do seu Departamento de Estado foram humilhados e insultados pelos homólogos chineses em território norte-americano durante um encontro solicitado pela Casa Branca, e isto depois de o mesmo DdE não ter recebido resposta às mensagens que enviou ao regime norte-coreano. Citando Peter Navarro, «eleições roubadas têm consequências»... péssimas e perigosas.)  

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

«Impeachment» para totós (Parte 2)

Só os mais ignorantes, estúpidos e/ou fanáticos ficaram surpreendidos pelo falhanço – que, na prática, equivale a um reconhecimento oficial de inocência – da segunda tentativa de «impeachment», de impugnação de Donald Trump, que se consumou no passado dia 14 de Fevereiro no Senado dos Estados Unidos da América, com uma votação em que o apoio à condenação recebeu 57 votos contra 43 – sim, uma maioria, mas não qualificada, não a necessária, porque para tal eram necessários 67 votos. E se a primeira tentativa, ocorrida no ano passado e igualmente falhada, já era suficientemente ridícula, esta foi ainda mais porque oficialmente se exigiu a remoção do cargo de Presidente de alguém que já não o era há quase um mês…
… Ou então esta manobra significou que, no fundo, os democratas sabem que Donald Trump é, de facto, o verdadeiro, o único Presidente dos EUA, e que Joe Biden só está na Casa Branca devido a uma fraude eleitoral alargada que (ainda) não foi devidamente investigada, punida e revertida - mas já foi admitida (surpresa!) pela Time. Porém, mais patética – e mais perversa, e mais perigosa – do que a circunstância desta «segunda via» de (tentativa) de impugnação é a acusação que esteve na sua base. Recorde-se que a anterior, em 2020, alegava que Trump havia abusado do seu poder ao pedir ao Presidente da Ucrânia que investigasse os negócios de Hunter Biden naquele país e as manobras de Joe Biden, quando era vice-presidente, para impedir uma investigação das autoridades de Kiev a esses mesmos negócios; não só Trump tinha toda a legitimidade para o fazer porque o comandante-em-chefe é-o também do attorney general, mas também porque, como confirmou a investigação do New York Post, censurada deliberadamente pela Twitter e pela Facebook, publicada antes da eleição de 3 de Novembro e o anúncio pelo próprio depois daquela, HB está mesmo sob investigação federal pelo FBI por suspeita de vários crimes financeiros. Agora, a acusação alegou que DJT causou, que ele «incitou» a ocupação do Capitólio no dia 6 de Janeiro quando se procedia à ratificação dos resultados eleitorais. O que é uma total e ridícula mentira, um completo e delirante absurdo…
… Porque Donald Trump, no seu discurso no dia 6 de Janeiro frente à Casa Branca e perante os seus muitos (milhares) de apoiantes, apelou clara e explicitamente a que aqueles fizessem ouvir as suas vozes «pacificamente e patrioticamente» - e o «motim» começou ainda ele não tinha acabado de falar. Mais: já existiam informações de que poderiam acontecer (tentativas de) infiltração e de instrumentalização das manifestações por parte de elementos, digamos, menos pacíficos, mas nem todos de «direita» – e, de facto, várias pessoas ligadas aos Antifa foram identificadas e até detidas após terem entrado no Capitólio, bem como, quem diria, um ex-agente do FBI; sabendo dessas ameaças, Trump disponibilizou previamente cerca de 10 mil soldados da Guarda Nacional, mas essa ajuda foi recusada por Nancy Pelosi e por Mitch McConnell (líderes das duas câmaras do Congresso), por Muriel Bowser (mayor de Washington) e pelo comandante da polícia do Capitólio… que depois recebeu um voto de desconfiança dos seus colegas – com efeito, não faltam as imagens, as gravações, de, surpreendentemente, vários agentes a abrirem as portas do edifício e a possibilitarem a entrada dos protestantes; cinco pessoas morreram, e todas eram apoiantes de DJT e dos republicanos – incluindo a única vítima de arma de fogo, e, sim, o polícia de que falsamente se disse ter sido atacado com um extintor.   
Os factos não poderiam ser mais claros, indiscutíveis, nítidos. Porém, e como há muito tempo se sabe, os democratas não querem saber dos factos se eles não se adequarem aos seus objectivos, e não têm quaisquer escrúpulos ou hesitações em construírem narrativas fantasiosas para tentarem desmoralizar, difamar e derrotar os seus opositores – que não são adversários políticos mas sim «inimigos domésticos». No entanto, tal estratégia está muito longe de ser infalível, e isso viu-se agora nesta segunda impugnação. Porque os «burros» abusam de acusar – falsamente – os «elefantes» dos crimes que eles próprios cometem, a equipa de advogados de Donald Trump mais não teve de fazer do que compilar, montar e exibir na sala do Senado vídeos de democratas – entre os quais algumas das suas maiores (tristes) figuras como Hillary Clinton, Cory Booker, Elizabeth Warren, Chuck Schumer, Maxine Waters, Nancy Pelosi, Kamala Harris e até Joe Biden – a fazerem sucessivos e inequívocos incitamentos, indirectos e directos, à violência, a contestarem resultados das eleições (em especial a de 2016, mas também as de 2004 e 2000) chegando a dizer (como «Crooked» Hillary, mas não só) que elas foram «roubadas» (Trump disse-o, mas ele tem razão), a tentarem impedir a confirmação dos grandes eleitores e a conclusão dos trabalhos do colégio eleitoral (mas quando são os «azuis» que o fazem já não se trata de «sedição» ou de «traição»). Pior, e confirmando pela enésima vez como os democratas são inerentemente criminosos, os ditos «gestores de impugnação» (impeachment managers) chegaram ao cúmulo de adulterarem, de falsificarem, «provas», imagens – o que, num tribunal «a sério», resultaria quase de certeza em severas sanções.
Os defensores de Donald Trump proporcionaram-lhe um segundo triunfo, e os democratas sofreram nova derrota, tão ou mais humilhante do que a primeira.  E como reagiram eles? Tão «bem» como seria de esperar: ameaçando com novas investigações, sejam elas através de uma comissão semelhante à que investigou o 11 de Setembro ou através de procuradorias estaduais «amigas» como a de Nova Iorque; com mais promessas de vingança e incitamentos à violência – com concretização quase imediata sobre Michael Van Der Veen, um dos advogados de DJT, que, após ter recebido ameaças de morte e de ter visto a sua casa vandalizada, foi forçado a esconder os filhos e a contratar segurança privada. Infelizmente, nada disto é surpreendente: os democratas são assim mesmo, incapazes de terem decência e honestidade, e é de todo inútil usar de cordialidade e de razoabilidade com eles. Todavia, o que é mais grave e preocupante é constatar o relativamente elevado número de políticos (representantes, senadores, governadores) do Partido Republicano que ainda vão na (literal) «canção do bandido» do PD, que acreditam nas calúnias e que se acobardam em momentos cruciais, como que dando «tiros nos pés», não tanto deles próprios mas dos cidadãos que é suposto representarem. E, neste aspecto, viverão em infâmia os nomes de dez na Casa e de sete no Senado,  entre os quais Liz Cheney, Adam Kinzinger, Ben Sasse, Mitt Romney (quão desprezível pode este homem ser?), Richard Burr, Pat Toomey e Lisa Murkowski, que votaram com os democratas pela condenação de Trump (note-se que nem um só dos «burros» quebrou as fileiras) – significativamente, a maioria já foi ou vai ser alvo de votos de censura ou de reprovação por parte das estruturas do GOP nos Estados a que pertencem. Uma lista à qual deve ser acrescentado o nome de Mitch McConnell, que, apesar de ter votado contra a impugnação, afirmou, mais do que uma vez, que o Nº 45 é «moralmente responsável» pelo que aconteceu no dia 6 de Janeiro – uma atitude que denuncia, para além do alinhamento com a mentira, uma imperdoável ingratidão, porque Elaine Chao, a esposa dele, foi secretária dos Transportes na anterior administração. É mais do que tempo para os republicanos no Senado terem uma nova liderança    
É aterrador, até trágico, reconhecê-lo, mas a actual investida totalitarizante (sim, sem aspas) dos democratas, auxiliada pelas purgas «estalinísticas» nas redes sociais, são incentivadas em grande medida pelas posições passivas de muitos republicanos. O partido que ainda reclama ser depositário da herança de Abraham Lincoln tem de decidir se vai permitir que, mais de 150 anos após ter sido derrotada, a Confederação – agora «reforçada» com comunismo – se levante do «caixão» da História e domine os Estados (Des)Unidos. Os muitos – degenerescentes – «descendentes» de Jefferson Davis, Woodrow Wilson e George Wallace, protegidos pelo novo Ku Klux Klan que é o «conglomerado» Antifa-Black Lives Matter, são tão ou mais adeptos da segregação do que os crápulas que os precederam nas campanhas de destruição do país. Quando Washington, por vontade dos «azuis», está rodeada de vedações (entendidas como dispensáveis na fronteira com o México) e é percorrida em permanência por tropas, e onde no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia o seu Residente (não é Presidente quem é um usurpador, quem beneficia de batota) emite mais de 50 ordens executivas em menos de um mês, preenchendo assim o «requisito» para ditador que ele próprio estabelecera, não restam dúvidas de que à direita a resistência necessitará de mais para além de palavras e de votos (que se sabe poderem ser falsificados). E à esquerda sabe-se isso também.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Ano… Treze

O Obamatório entra hoje no seu décimo terceiro ano de existência. Porém, e infelizmente, como que confirmando as conotações negativas, pessimistas, supersticiosas daquele número, o período que agora se inicia, não só para este ano de 2021 mas também para os seguintes, afigura-se que venha a ser um dos mais assustadores e até trágicos na história dos Estados Unidos da América e mesmo do Mundo…
… Porque hoje em Washington assistiu-se a uma monumental e vergonhosa fraude – directamente decorrente, aliás, de outra monumental e vergonhosa fraude ocorrida a 3 de Novembro último: tomaram hoje, supostamente, «posse» como presidente e vice-presidente duas pessoas que, de facto, não ganharam a mais recente eleição presidencial. Joe Biden e Kamala Harris foram beneficiários – e quiçá cúmplices conscientes, algo que ainda está por apurar – de uma campanha coordenada de ilegalidades e de irregularidades eleitorais. Sim, os democratas roubaram, descarada, desavergonhadamente, a Casa Branca, repetindo aliás, embora desta vez a uma escala talvez ainda maior, o que fizeram em 1960, quando John Kennedy superou, com o auxílio de batotice mafiosa, Richard Nixon – tornando, assim, o que aconteceria 14 anos mais tarde com o chamado «escândalo Watergate» num pormenor de certa forma insignificante. E, sim, Donald Trump é, continua a ser, o legítimo, o único, o autêntico Presidente dos EUA. Não é por acaso que, desde que a votação de há mais de dois meses aconteceu, ele nunca concedeu, nem, creio, nunca concederá a sua «derrota» nem reconhecerá a «vitória» de Biden. Logo, é completamente lógico e coerente que ele não tenha assistido à fantochada, à encenação de hoje no Capitólio nem tenha recebido previamente o seu - mentalmente degradado - rival no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia. E queixava-se hoje alguém da SIC que Trump havia «quebrado» o protocolo… que se f*d* o protocolo! Só quem não tem coluna vertebral estaria disponível para fingimentos, hipocrisias e mesuras para quem, durante mais de quatro anos, o obstruiu, insultou e ameaçou em permanência, e que, apesar de ter «triunfado», persiste em perseguir e em prejudicar potencialmente milhões de pessoas. No entanto, nunca as calúnias conseguirão diminuir ou apagar as – efectivamente positivas – realizações de uma das melhores administrações de sempre, que fez mais em quatro anos do que muitas em oito, e sempre contra a sabotagem constante de burocratas instalados e inimputáveis (sublinhando o «puta»), «jornalistas» sabujos que se diria norte-coreanos, senhores tecno-feudais predispostos à censura selectiva e inspirados por comunistas chineses, e rufias de rua Antifa/BLM que mais não são do que a nova encarnação do KKK. Afinal, onde está, quem pratica, efectivamente, o novo fascismo?    
Eu tenho conhecimento e capacidade para demonstrar, para provar, tudo o que afirmo. Na verdade, e como o Obamatório é disso testemunho há 12 anos, estou apto a desmentir e a desmontar todas as mentiras propagadas pelos democratas, todos os disparates mais abjectos, perigosos e ridículos em que eles são pródigos – o que já acontecia antes de Donald Trump se candidatar, mas que aumentaram, e exponencialmente, depois. Sempre estive pronto e com vontade de discutir estes temas em qualquer espaço da comunicação social portuguesa, mas, por causa de medrosos (e merdosos) propagandistas que preferem a conformidade à controvérsia (esta susceptível de aumentar audiências), tal nunca aconteceu. Nem o meu livro quiseram publicar, não fosse uma só obra destoar da torrente de lixo, nacional e internacional, que inundou as livrarias desde 2016. Portanto, cá continuarei, provavelmente com menos assiduidade, mas sempre irredutível em revelar a verdade.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A mais estúpida de 2020

Há pouco mais de dois anos «previ» que, em 2019 e em 2020, o confronto político nos Estados Unidos da América iria ser pior, agravar-se, em relação ao que acontecera nos anos anteriores, principalmente por causa da eleição presidencial que inexoravelmente se aproximava, dia após dia, semana após semana, mês após mês. E acertei no meu «palpite», embora nem eu – nem, muito provavelmente, a maioria esmagadora das pessoas, ou pelo menos as que acompanham mais de perto o que acontece no outro lado do Atlântico – minimamente adivinhasse ou suspeitasse, até mesmo em «pesadelos» mais tenebrosos, como o ano passado se revelaria infernal. 
Afinal, em 2020 houve: uma (tentativa de) impugnação (remoção) de Donald Trump como Presidente por ele ter solicitado informações ao seu homólogo ucraniano sobre os vários negócios obscuros e potencialmente ilegais da família Biden – algo que seria confirmado posteriormente; uma pandemia como não havia desde um século antes, que, tal como os «confinamentos» sanitários e anti-democráticos que causou, foi «exportada» pela China, dela resultando (até agora) quase dois  milhões de mortos e ainda a (auto-)destruição de quase todas as economias do Mundo – incluindo a dos EUA, em especial nos estados governados por democratas, que culparam Trump pela calamidade em vez dos comunistas chineses; uma onda de violência urbana, mais concretamente em cidades controladas por «burros» há décadas, feita de motins, roubos, agressões e homícidios, destruições e incêndios; e, last mas decididamente não o least, uma campanha, quase de certeza coordenada, de fraude eleitoral perpetrada em meia dúzia de estados e, mais especificamente, em outras tantas cidades controladas por «burros» há décadas, de que terá resultado a ilegítima, ilegal «eleição» de Joe Biden como presidente.
Considerando tais e tantos funestos acontecimentos, é compreensível e até inevitável que a retórica os reflectisse. Não faltaram, pois, talvez ainda mais afirmações do que antes, expelidas por democratas, que se «distinguiram» pelo insulto, pela mentira, o ridículo e o idiótico, pelo incitamento, indirecto ou mesmo directo, à violência contra os seus adversários tornados inimigos – apesar de (muit)os republicanos, ingenuamente, continuarem a não retribuir a «delicadeza». Assim, várias foram as «candidatas» (frases e pessoas) ao título de «mais estúpida de 2020», e entre elas estiveram: «Eles vão arder no Inferno se puserem as mãos naquela Bíblia», Spike Lee; «Nós estávamos totalmente empregados durante a escravatura», James Clyburn; «A razão porque estamos na crise em que estamos hoje não é por causa de algo que a China fez», Chris Murphy; «Os republicanos agora querem que nós aceitemos a morte em massa», Paul Waldman; «Eu votaria em Joe Biden se ele fervesse bebés e os comesse», Katha Pollitt; «O presidente vai tentar roubar esta eleição», Joe Biden; «Os republicanos no Senado estão a tentar safar-se de um assassinato, o de George Floyd», Nancy Pelosi; «O escândalo Covid de Trump faz com que o que Nixon fez em Watergate pareça inocente, ninguém morreu no escândalo Watergate», Andrew Cuomo; «O Partido Republicano é um bordel político gigante que basicamente se aluga a si próprio em cada noite a quem quer que seja que dê energia à sua base», Thomas Friedman; «No fim mostrar-se-á que Trump tem sido o mais prejudicial traidor da Guerra Fria desde os Rosenbergs, pelo menos olhando para o lado enquanto Putin saqueava as nossas segurança, política e economia, não fosse Trump presidente ele seria processado por traição», Howard Fineman; «Ele é o pior presidente que alguma vez vimos, ele não apenas provou que é incompetente mas que é, com efeito, verdadeiramente desumano», Christopher Cuomo.               
Apesar de «fortes» pretendentes ao «almejado» título de «a mais estúpida» do ano passado, nenhuma das acima reproduzidas «cagadelas florais» foi tão má  - isto é, tão hilariantemente exagerada e patética – como uma que foi proferida por Elizabeth Warren: «Donald Trump ameaça a existência da vida humana, de toda a vida, neste planeta». Sim, tal como a sua camarada Nancy Pelosi, que «ganhou» em 2019, a senadora pelo Massachusetts também é adepta das - obviamente completamente infundadas – acusações apocalípticas. Quando, como é o caso de qualquer democrata, nenhuma outra «qualidade» se tem além de incompetência e de maldade, «progressivamente» maiores crises de ódio tornam-se habituais. E eles assim continuarão enquanto não acreditarem que poderão sofrer (dolorosas mas merecidas) consequências pelo seu vil comportamento.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Comandando nos comentários (Parte 4)

Mais cedo do que tem sido habitual (cerca de seis meses, em vez de um ano, depois da última «prestação de contas»), devido sem dúvida ao facto de 2020 ter sido um ano de eleição presidencial, e, logo, com bastantes mais textos na blogosfera sobre a política nos Estados Unidos da América a justificarem respostas e comentários da minha parte, eis o «rol» mais recente…
… Dos espaços na Internet onde deixei os meus «pareceres»: Corta-Fitas (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito); Horas Extraordinárias (um, dois); MILhafre; O Insurgente; Malomil (um, dois, três, quatro, cinco, seis); Zap-Aeiou; Blasfémias; Máquina Política. Sobre temas que incluíram: os alegados defeitos, ou até «crimes», de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, e a (injusta) equiparação deles a (verdadeiros) ditadores; com DJT tornou-se possível um sistema capitalista em que as desigualdades diminuem (e os menos qualificados tiveram ganhos salariais) e os (quase) monopolistas são desafiados; a continuada crença de algumas (demasiadas) pessoas nos principais órgãos de comunicação social dos EUA; a existência de muitos indícios, e até mesmo provas, de fraude eleitoral na votação de dia 3 de Novembro; novas, preocupantes, perigosas, mas sempre ridículas, demonstrações de racismo e de «politicamente correcto» além-Atlântico; a importância de recordar e recriar a História, em especial contra aqueles que a tentam apagar e destruir; diferenças na transição entre administrações presidenciais; Trump como o único com o poder e a vontade para efectivamente contrariar as ameaças vindas da China, e não só a pandemia.
O que continua a ressaltar – e a inquietar – em vários dos textos que vou lendo e comentando é, de facto, a excessiva confiança dos seus respectivos autores em relação ao que apreendem dos me(r)dia, tanto nacionais como estrangeiros. Um exemplo disso é dado por José Miguel Roque Martins, do Corta-Fitas, «alvo» frequente, nos últimos meses, das minhas (aparentemente falhadas) tentativas de esclarecimento: «Para mim, o respeito pelos pensamentos de outros não é incondicional; se os mesmos também passam pela crença em - e, pior, pela repetição de - mentiras, não me sinto na obrigação de ter e de mostrar respeito... E, no seu (e neste) caso, as... inverdades são várias e por vezes ridículas: acusações (contra Donald Trump) de “aumentar o déficite público para níveis estratosféricos”, “aumentar as desigualdades de rendimento reduzindo os impostos dos mais ricos” e “admitir injecções de lixívia” não são dignas de pessoas sérias, sensatas e bem informadas; garanto-lhe que não existem “organizações do Partido Republicano a publicar (?) anúncios contra ele”; aliás, todos os 10 pontos que enunciou acima ou são falsos ou não têm a gravidade que quer atribuir-lhes»; «E o Corta-Fitas conta entre os seus colaboradores com um “apoiante” de Joe Biden (“criatura do pântano” incompetente, corrupta e senil) e do Partido Democrata? Uma agremiação que se radicalizou tanto nos últimos anos que, em comparação, os “nossos” PCP e BE quase parecem “filiais” da Opus Dei? “Não foi a melhor das campanhas”? Pelo contrário, provavelmente foi a melhor, porque nunca terá sido tão grande o contraste entre a liberdade e o progresso que os republicanos preconizam, e a tirania e a depressão que os democratas preconizam»; «As evidências de fraude em 2020 - denúncias, testemunhos ajuramentados, documentos, análises de software - já são às centenas, quiçá milhares. Quanto a “qualquer outra”... o autor da “posta” nunca ouviu falar do que aconteceu em 1960 entre John Kennedy e Richard Nixon? Não, “os EUA não são propriamente uma república das bananas”. Porém, lá existem alguns “Estados das bananas”, ou, mais correctamente, algumas “cidades das bananas” como Atlanta, Detroit, Filadélfia e Milwaukee, precisamente aquelas onde as dúvidas e as suspeitas são agora maiores, e onde os democratas lideram, na primeira, desde 1880 (!), e, nas outras três, desde os anos 60 do século passado.»
Porém, se no Corta-Fitas ainda sou (por enquanto?) bem vindo, o mesmo já não acontece no Malomil: na verdade, António de Araújo, consultor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, assessor do Tribunal Constitucional, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, membro do Conselho de Administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, decidiu a 1 de Dezembro último «convidar-me» a não mais comentar naquele (seu) blog depois de uma série de contestações minhas a outras tantas – e pouco consistentes – afirmações suas. Sim, a intolerância, a insegurança intelectual e a censura por vezes manifestam-se de maneiras e em instâncias inesperadas.

sábado, 5 de dezembro de 2020

Rever em alta (Parte 4)

«Trump - De grande disruptor a grande protector», Steve Cortes; «Sete alegações desmentidas sobre Trump que os media propagaram», Sharif Khan; «O discurso de Trump no Dia da Independência não foi “escuro” nem “divisivo», foi americano», Margot Cleveland; «Só os media poderiam achar o discurso patriótico de Trump como sendo um esforço “para acirrar americanos contra americanos”», David L. Bernhardt; «Trump pode unir a América contra a “turba desperta”», Jim DeMint; «As mentiras inteiramente sem princípios dos “nunca Trump”», Julie Kelly; «Trump esteve certo o tempo todo – Os media das notícias falsas são mesmo o inimigo do povo», Kylee Zempel; «Trump está a enfrentar os revisionistas históricos», Douglas Murray; «Porque você deveria estar optimista sobre uma vitória de Trump», Kurt Schlichter; «20 razões para reeleger Donald Trump», John Hawkins; «Presidente Trump atinge 51% de aprovação na sondagem da Rasmussen – Mais alto do que Obama no mesmo ponto da presidência», Matt Palumbo; «As acusações de “espionagem” contra Trump não podiam ser mais absurdas», Josh Hammer; «A campanha de Trump está a bater num milhão de portas por semana – A de Biden, em zero», Joseph Curl; «A demonização dos apoiantes de Trump apenas reforça a determinação deles», David Limbaugh; «Doze maneiras pelas quais Trump provou que ele é o maior amigo de Israel», Deborah Danan; «Porque este ex-nuncatrumpista quer mais quatro anos», David Marcus; «Depois de Trump, o ajuste de contas», Daniel McCarthy; «O Donald Trump que eu conheço», Michael Anton; «Porque o apoio dos hispânicos ao Presidente Trump está a crescer», Giancarlo Sopo; «Parece que Donald Trump pode ter ganho a guerra ao terror», John Nolte; «Trump realizou no Médio Oriente o que nenhum outro presidente conseguiu», Lee Zeldin; «Apesar do alvoroço dos medias obre o aúdio de Woodward, em público Trump avisou repetidamente contra a “praga” do coronavírus», Tristan Justice; «A desmontagem da lista esquerdista de teorias da conspiração anti-Trump», Rowan Scarborough; «A directiva de Trump contra a teoria crítica da raça afirma a visão de Martin Luther King Jr.», Timothy Daughtry; «Trump é um pit bull lutando pela América», Miranda Devine; «Desempacotando as mentiras de Joe Biden sobre o milagre da criação de empregos por Trump», Andy Puzder; «Eu não votei em Trump em 2016 mas rastejaria sobre vidro partido para votar nele agora», David Sound; «Como Trump pode estar a ganhar», Kyle Smith; «Trump vs. Biden - Cinco razões pelas quais uma pessoa sã deveria votar (novamente) em Trump», Liz Peek; «Eu não votei em Trump em 2016, eis porque vou fazê-lo em 2020», Ben Shapiro; «Três maneiras pelas quais o desempenho de Donald Trump no debate irá afectar a corrida», Christopher Bedford; «”Presidencial” Trump ajudou-se a ele próprio no debate final», Byron York; «Donald Trump vai vencer», R. Emmett Tyrrell Jr.; «A economia de Trump realmente foi melhor do que a de Obama», Karl W. Smith; «Em defesa do registo de Trump na segurança nacional», Jim Talent; «Trump vs. Biden - A mais clara escolha de um presidente na história americana», Charles Hurt; «O momento ganhador de Trump», Jesse Waters; «Americanos, reelejam Donald Trump», Jeanine Pirro; «A América num segundo mandato do Presidente Trump», Greg Gutfeld; «Eu fui um “nuncatrumpista”, não mais – Porque Trump é a minha única escolha a 3 de Novembro», Frank Camp; «Eu fui uma nuncatrumpista, eu não poderia ter estado mais errada», Bethany Mandel; «Eis porque Donald Trump vai vencer esta eleição», Buck Sexton; «Porque os apoiantes de Trump amam-no tanto - Um voto em Trump é um voto contra a classe dirigente da América», Tucker Carlson; «Eu voto orgulhosamente em Trump – As suas grandes realizações têm sido históricas», Tammy Bruce; «O que Trump já ganhou», Larry O’Connor; «Porque Trump merece mais quatro anos», Larry Elder; «Trump tornará o mantra de disparidade racial dos democratas numa realidade republicana de oportunidade racial», Jack Brewer; «A estrada furtiva de Donald Trump para a vitória», Graham Allison; «Trump lutará por cada americano contra as instituições corruptas», Sean Hannity; «Se Trump apenas diminuiu os media informativos, ele prestou um grande serviço à nação», Andrew Klavan; «Trump desafiou e derrotou um consenso dos estabelecidos com 50 anos», Steve Hilton; «12 maneiras pelas quais Trump pode bombardear o campo de batalha enquanto Biden clama a presidência», Joy Pullmann; «Porque os apoiantes de Trump estão aqui para sempre», Kevin D. Williamson; «Trump, como sempre, está a lutar, como prometeu», Joel B. Pollak; «Trump enfrenta uma escolha crítica sobre o seu futuro político», Victor Davis Hanson; «Como a equipa Trump vence», Sebastian Gorka.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Tenham calma, imbecis!

Há 20 anos, em 2000, Al Gore concedeu a eleição a (isto é, aceitou a derrota perante) George W. Bush; mas depois voltou atrás, «retirou» essa concessão e iniciou uma campanha jurídica alegando que a contagem na Flórida estava errada, e que, se após uma recontagem – que efectivamente foi feita – o triunfo lhe fosse atribuído, seria ele o novo presidente dos Estados Unidos da América. Porém, e após mais de um mês de disputas legais – que chegaram ao Supremo Tribunal, onde a decisão final foi tomada – e de análise dos boletins de voto, GWB foi confirmado como vencedor. No entanto, o então vice de Bill Clinton tinha o direito de ter dúvidas e de tentar esclarecê-las junto das instâncias adequadas, tinha o direito – e até o dever – de insistir até esgotar todas as opções possíveis.
Donald Trump, como candidato e como cidadão, não tem menos direitos do que Al Gore. Todavia, e ao contrário do que aconteceu há duas décadas, ele não concedeu; e desta vez os problemas, as alegadas irregularidades, não se restringem a um Estado mas sim a pelo menos seis (!); mais grave, não se trata agora de mera incompetência, desleixo, «amadorismo», como há 20 anos na Flórida, mas sim de autênticos crimes, que podem configurar o que seria a maior fraude, o maior «roubo» eleitoral da história dos EUA – e já houve vários no passado (e, obviamente, todos perpetrados por democratas). Há denúncias e provas registadas (testemunhos e documentos) relativamente a: mortos que aparentemente «votaram»; contagens interrompidas a meio da madrugada e que são retomadas quando chegam novos caixotes com boletins – em que todos, ou quase, são favoráveis a Joe Biden; impedimento de representantes do GOP assistirem à contagem, ou obrigados a estarem a uma distância tal que não permite um controlo efectivo; improbabilidades estatísticas; máquinas de leitura de votos que, devido a um «erro» no software, transferem votos de Trump e de vários outros candidatos republicanos para os seus opositores – só num condado do Michigan foram seis mil (!!), pelo que se pode especular sobre qual será o número total já que o mesmo sistema (cujo fabricante tem como accionistas diversos «burros») é utilizado em cerca de 30 Estados; número de votos que excede o número de eleitores, e falhas na identificação e autenticação daqueles; não residentes a votarem; a piorar tudo isto esteve o afluxo de (milhões de) boletins enviados por correio, prática que os democratas conseguiram aprovar este ano tendo aproveitando a pandemia como pretexto, e em relação aos quais não há a certeza de serem recebidos, preenchidos e devolvidos por aqueles que legalmente têm autorização para isso. Os casos mais graves são os do Michigan (em especial Detroit) e da Pensilvânia (em especial Filadélfia), mas há mais, parecendo confirmar a existência da «organização de fraude eleitoral mais extensiva e inclusiva da história da política americana», revelada por Biden.
Em consequência, eis um esclarecimento que se impõe: neste momento Joe Biden não é presidente-eleito; não são os me(r)dia que decidem uma eleição, que declaram um vencedor; tal só acontecerá se e quando Donald Trump aceitar a derrota, os Estados fecharem oficialmente as contagens e todas as acções em tribunal estiverem resolvidas. Um conselho, pois, a todos aqueles estúpidos, idiotas, imbecis que, agora, como desde há quatro anos, mais não fazem do que acreditar em, e repetir, todas as mentiras que ouvem e/ou lêem sobre o Nº 45: tenham calma! Parafraseando Mark Twain, as notícias da morte política de DJT são grandemente exageradas. Note-se que, em Agosto último, Hillary Clinton aconselhara Biden, porque «isto (a eleição) irá arrastar-se», a «não conceder sob quaisquer circunstâncias». O que impede Trump de seguir este conselho? E, já agora, a comportar-se, se perder, como a sua opositora em 2016 que de então para cá quase nunca perde uma oportunidade de dizer que a vitória lhe foi roubada e que o «mau homem laranja» é um comandante-em-chefe ilegítimo? Isto porque, recorde-se, teriam sido os russos a intervir e a «dar» a eleição àquele – uma invenção, na verdade, da campanha da antiga primeira-dama, senadora e secretária de Estado, que originou  a investigação de Robert Mueller e «companhia (muito) limitada», que deu em nada, mas que constituiu a primeira de três tentativas de golpe de Estado (profundo) para derrubar Donald Trump, sendo a segunda o processo de impugnação – com causa na inquirição justificada dele sobre a corrupção (real) da família Biden na Ucrânia (e não só) – e a terceira, em curso, com a fraude eleitoral massiva em cidades que os democratas controlam há décadas, apoiada antes, durante e depois do dia 3 de Novembro pela censura e pela discriminação exercidas pelas grandes empresas de comunicação social e de redes sociais. Depois de tudo isto os democratas esperam mesmo que os republicanos simplesmente desistam e se rendam, ainda por cima com bons resultados nas votações para o Congresso (Casa e Senado) que contrastam com a votação para a presidência? Não, não e não!
Enfim, é difícil não pensar que Barack Obama, apesar de aparentemente ter ficado contente com o desenlace (não definitivo) da eleição, está de facto, no fundo, muito irritado, furioso até, por Joe Biden… e Donald Trump terem tido muitos mais votos (vários milhões mais) do que ele! Arrogante, mentiroso e vaidoso como ele é, acaba por ser um merecido castigo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Vocação para o lixo

Não é novidade, e eu já aqui referi, uma e outra vez, que existe (também) em Portugal desde 2016 um «sub-género» editorial dedicado a publicar livros – principalmente estrangeiros, mas também (alguns) portugueses – sobre e, invariavelmente, contra Donald Trump em particular e o Partido Republicano em geral. Livros esses que, também invariavelmente, mais não são do que chorrilhos de mentiras, alarvidades e alegações com poucos ou nenhuns factos que os suportem. 
E por haver a possibilidade (que eu espero que não se concretize) de o Nº 45 continuar no seu cargo apenas por mais três meses se perder a eleição no próximo dia 3 de Novembro, de igual modo resta pouco tempo a editores sem escrúpulos e oportunistas para facturarem mais uns cobres enquanto o assunto é suficientemente relevante. Sem muita surpresa, foi o que também fez a Porto Editora – que, nunca é de mais recordar, é uma das entidades (entre públicas e privadas) com mais culpa na implementação em Portugal dessa abjecção ilegal, ridícula e prejudicial que é o «acordo ortográfico de 1990». Continuando a confirmar a sua vocação para o lixo, a PE lançou neste mês de Outubro – cerca de três meses depois da sua publicação original nos Estados Unidos da América – a tradução portuguesa do livro de Mary Trump, sobrinha de Donald Trump e filha de Frederic Trump Jr., irmão mais velho do presidente que faleceu em 1981 aos 42 anos devido a alcoolismo – algo que foi determinante para que DJT se tornasse abstémio. Só o subtítulo da obra (que não divulgo através de uma ligação porque a minha tolerância para com aldrabices não é ilimitada) seria, e é, suficiente, para que não mereça qualquer credibilidade por parte de qualquer pessoa minimamente sóbria, séria, mentalmente equilibrada e intelectualmente honesta: «Como a minha família criou o homem mais perigoso do Mundo» (!!!) Enfim, é assim tão surpreendente que uma lésbica ressabiada e invejosa e – como não podia deixar de ser – apoiante e votante do Partido Democrata não tenha hesitado em atacar a própria família, de caminho «arrastando pela lama» o nome e a memória do seu pai? Não, nem por isso.
Poder-se-ia perguntar à direcção da Porto Editora – e, porque não, também as de outras editoras portuguesas – se acaso considerou publicar livros de outro familiar de Donald Trump: o seu filho mais velho, Donald Trump Jr., que em 2019 e em 2020 lançou obras que constituíram igualmente grandes sucessos de vendas. «Arriscamos» afirmar que não, pois em nenhuma delas o seu autor critica o progenitor, muito pelo contrário.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

A ameaça continua presente

Hoje passam 19 anos… e em 2021, de hoje a 365 dias, assinalar-se-ão duas décadas. Mesmo assim, continua a parecer que foi ontem. Quanto mais não seja porque a ameaça islâmica fundamentalista e radical, terrorista, continua presente, mesmo que agora – aparentemente – apenas latente, apesar de parecer relegada para um segundo ou até terceiro plano por mais recentes e prementes ameaças e preocupações. Não nos deixemos, porém, enganar e/ou adormecer… 
… Quanto mais não seja porque, é fundamental não esquecer, a Jihad islâmica está na prática representada no Congresso dos EUA, mais concretamente por duas mulheres muçulmanas, eleitas em representação, como não podia deixar de ser, pelo Partido Democrata: Ilhan Omar e Rashida Tlaib. Relembre-se que a primeira descreveu os ataques de 11 de Setembro de 2001 como «algo que alguns fizeram», e a segunda não se preocupa em ocultar as suas ligações a «activistas palestinianos» radicais. Poder-se-ia talvez pensar, esperar, desejar, que a eleição de ambas em 2018 não seria mais do que uma «anormalidade», uma bizarria, um episódio ocasional e passageiro que não duraria mais do que os dois anos de um mandato de um representante. No entanto, tal não parece ser, infelizmente, o(s) caso(s): uma e outra venceram com alguma facilidade as primárias do PD nos seus círculos, e contra opositores «moderados» - se é que tal hoje verdadeiramente existe entre os «azuis» - e, no caso do de Omar, fortemente apoiado e financiado por  sectores judaicos. Será pois um exagero afirmar que os distritos que Omar e Tlaib representam – respectivamente do Minnesota e do Michigan – deveriam ser considerados áreas ocupadas pelo ISIS e alvos de um devido e correspondente «tratamento»? O certo é que eles estão entre as áreas onde se regista, nos EUA, o maior recrutamento para acções terroristas.
A tolerância e até a cumplicidade do Partido Democrata, e de toda a esquerda norte-americana, para com extremistas islâmicos e/ou anti-semitas também se verifica e se demonstra a outros níveis e em outras ocasiões. No final deste mês está previsto que Leila Khaled, uma supostamente «reformada» terrorista palestiniana, discurse na Universidade Estadual de São Francisco a convite de (quem diria?) professores de estudos árabes e muçulmanos. Em Agosto Linda Sarsour, a infame co-fundadora da «Marcha das Mulheres», apareceu durante a convenção «virtual» dos «burros», e a equipa de Joe Biden acabou por lhe pedir, privadamente, desculpa por, publicamente, (tentar) distanciar-se dela. Também no mês passado, a MSNBC entrevistou Yousef Munayyer, apologista do movimento BDS, que considerou um acto de traição por parte dos Emiratos Árabes Unidos o acordo de paz que estes celebraram com Israel, mediado por Donald Trump – e que valeu ao actual presidente uma (justa) nomeação para o Prémio Nobel da Paz deste ano. Compreensível e previsivelmente, não houve muito entusiasmo por esta notável e mesmo histórica acção diplomática entre vários dos «suspeitos do costume», nos quais se incluem: Rashida Tlaib; os que previram - mas enganaram-se - que a mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém só traria desgraças; e o dito «líder supremo» do Irão Ali Khamenei, que chamou a Jared Kushner, genro e conselheiro de Trump, e um dos principais responsáveis do acordo, um «imundo agente zionista» - note-se que o «ai-a-tola» disse isto no Twitter,  o que suscita mais uma vez a dúvida, e a pergunta, de porque é que a direcção daquela empresa, a começar por Jack Dorsey, não penaliza o ditador iraniano («repetente» em autêntico discurso de ódio) tal como penaliza amiúde conservadores norte-americanos por «delitos de opinião» insignificantes.
Enfim, e voltando a esta data que se espera, que se exige que seja solene, em homenagem a todos os que morreram, o pior que se pode fazer é desvalorizá-la, trivializá-la. Foi o que fizeram recente e precisamente, entre outros, o activista disfarçado de jornalista (um entre muitos) Jake Tapper, sub-pessoas irreversivelmente desprezíveis como Laurence Tribe e Jennifer Rubin, e ainda os aldrabões traiçoeiros do denominado Projecto Lincoln, estes não uma mas sim duas vezes, ao compararem o número de mortos que a pandemia causou ao número de mortos que os ataques de 11 de Setembro causaram… para acusarem Donald Trump, e, logo, equipará-lo a Osama Bin Laden. Todavia, nessa perspectiva Andrew Cuomo é mais merecedor dessa ignomínia, que não será atenuada por, aparentemente, ter contribuído para que o anual «Tributo em Luz» às vítimas não fosse cancelado. Que seja uma metáfora para uma desejável «saída do túnel» em que Nova Iorque continua a estar por causa de confinamentos e de criminalidade em crescendo.

domingo, 16 de agosto de 2020

Armados e virtuosos

Poder-se-á dizer que existe pelo menos uma «vantagem», um efeito benéfico, uma consequência positiva da onda de violência – que configurou como que um «Verão do Ódio» - que alastrou neste ano de 2020 a diversas grandes cidades norte-americanas, e não apenas a confirmação de que o Partido Democrata é uma organização criminosa, que pratica crimes e que protege e que incentiva criminosos, tanto nacionais como estrangeiros: é que todas as exigências de (mais) «gun control», de controlo de armas, perderam agora e definitivamente toda e qualquer legitimidade, justificação, credibilidade. Não que antes as tivessem. Mas quando se apela ao – e, em alguns casos, já se concretiza o – enfraquecimento das forças policiais, pela redução de salários e de financiamentos e/ou pela diminuição de equipas e de efectivos, torna-se absolutamente irrefutável que os cidadãos cumpridores da lei têm ainda mais motivos para comprarem armas para se protegerem se e quando necessário…
… E tantas foram as compras que no passado mês de Julho elas aumentaram 135% em relação ao que se verificou no mesmo mês de 2019 – aliás, muitos foram os que este ano compraram uma arma pela primeira vez. Nada de muito surpreendente considerando as sucessivas situações absurdas e perigosas que os democratas têm proporcionado um pouco por todo o país, nas cidades e nos Estados que têm a infelicidade de estar sob o seu (des)controlo. Quais? Enquanto soltam pres(idiári)os perigosos, condenados previamente por causa de crimes muito graves como homicídio e violação, alegando o vírus como justificação, e não detêm ou, quando o fazem, soltam imediamente sem fiança os terroristas domésticos que nas últimas semanas se têm dedicado ao fogo posto, à pilhagem e à «caça aos polícias», prendem, ou ameaçam prender, cidadãos que apenas querem reabrir as suas empresas e as suas lojas (bares e restaurantes, cabeleireiros, ginásios), celebrar missa em igrejas, os que não se distanciam o suficiente e/ou não usam máscara. E os que se «atrevem» a defender não só as suas propriedades mas até as próprias vidas contra facínoras que os ameaçam arriscam-se a serem processados por procuradores que, a bem da verdade, mais não são do que criminosos infiltrados – como o casal Mark e Patricia McCloskey, de St. Louis, perseguidos por uma (das muitas e muitos) fantoche(s) de George Soros chamada Kim Gardner.   
Continuando a falar em procuradores que mais não são do que criminosos infiltrados, nesse âmbito é difícil actualmente ser-se mais descarado e mais desavergonhado do que Letitia James, procuradora-geral de Nova Iorque, que decidiu, a 6 de Agosto último, instaurar um processo judicial contra a National Rifle Association indicando como motivo crimes financeiros alegadamente cometidos pelas chefias da associação… mas que também exige a dissolução daquela! É «óbvio» que «não» há qualquer intenção político-partidária – e de interferência na próxima eleição presidencial – por detrás desta manobra. Mas onde é que pensa ela que está? Talvez num país subdesenvolvido do terceiro mundo, por exemplo o Zimbabwe? Contra a escumalha que anda a aterrorizar a sua cidade e o seu Estado há meses ela, porém, não tomou qualquer acção.  Há que reconhecer, no entanto, que os democratas são consistentes: os seus «ódios de estimação» duram décadas e até século(s); não perdoam à NRA ter tido como uma das suas primeiras tarefas, logo após a sua fundação em 1875, armar e treinar negros, antigos escravos, contra os racistas democratas que (infelizmente) sobreviveram aos massacres durante a guerra civil e fundaram o Ku Klux Klan.  
Nos EUA a esquerda sempre secessionista e segregacionista não desiste de envidar esforços para esvaziar, inutilizar, a Segunda Emenda, mas esta está, felizmente, há muito e fortemente enraizada nas leis e nos costumes do país e, assim, tem sido capaz de resistir a todas as investidas ao longo dos anos, até mesmo as mais desesperadas. Todavia, o que dizer de outros países que não têm esta (boa) tradição mas que teriam muito a ganhar se as suas populações estivessem aptas a defenderem-se por si próprias? No Brasil Jair Bolsonaro é alguém que, também neste item, cumpriu enquanto presidente o que prometeu enquanto candidato. Contrariando as dúvidas e os medos de muitos, incluindo em Portugal, o actual chefe de Estado do país irmão assinou, a 15 de Janeiro de 2019, um decreto de flexibilização de porte de armas, e, um ano depois, os números parecem dar-lhe razão: o número de assassinatos ao nível nacional desceu 19%. Tal como Donald Trump, Bolsonaro tem sido alvo de incríveis, de inacreditáveis, e injustos, insultos, por parte de ignorantes e/ou de ideólogos insidiosos – isto é, mentirosos – que raramente ou nunca reservam a sua ira para autênticos ditadores. Acaso é um fascista alguém que afirma «eu quero que o povo se arme, quero uma garantia de que não vai ter um filho da p*t* a aparecer para impor uma ditadura aqui»? Afinal, quem é que anda a mentir de uma forma incontrolável, indecorosa e (quase) impune? Compare-se com o que habitualmente acontece relativamente ao tão (imerecidamente) idolatrado Barack Obama, que, curiosamente, esteve no Brasil em Maio do ano passado, e onde aproveitou para… faltar à verdade no que se refere à posse e ao uso de armas nos EUA; concretamente, afirmou que «qualquer pessoa pode comprar qualquer arma a qualquer altura, sem muita, se é que alguma, regulação… até metralhadoras!» Foi tão mau que nem o PolitiFact conseguiu disfarçar. Porquê a surpresa, contudo? Não faltam exemplos – e eu dei-os durante quase dez anos – do carácter duvidoso do Sr. Hussein. Recordo a sua vinda ao Porto em 2018 para perorar sobre a aldrabice do «aquecimento global»; mas, em 2019, comprou uma mansão junto ao mar por quase 12 milhões de dólares.       
Em Portugal seria bom que alguém como Jair Bolsonaro chegasse ao poder para que na área da (in)segurança pública – e em outras – fossem introduzidas verdadeiras e positivas mudanças. Enquanto tal não acontece, o morticínio de mulheres às mãos de ex-maridos e de ex-namorados ciumentos e enfurecidos prossegue, situação deplorável que denunciei em 2017 num outro blog, e para a qual sugeri uma solução que creio ser eficaz. Solução essa que se mostrou então algo controversa, o que aliás seria previsível, e que constatei em outras duas ocasiões (primeira, segunda) em que a suscitei. E, obviamente, o nosso país não é o único da Europa cujos cidadãos estão praticamente indefesos e à mercê de criminosos e até de terroristas. Ainda nos falta muito para atingirmos a capacidade e a experiência dos Estados Unidos. (Também no MILhafre.)