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quarta-feira, 18 de março de 2026

«Estrelas» (de)cadentes

É muito difícil, se não mesmo impossível, discordar de que é ainda o melhor monólogo de abertura de sempre numa cerimónia de entrega de prémios. Seis anos depois, as palavras de Ricky Gervais nos septuagésimos sétimos Globos de Ouro ainda ecoam com impacto, em especial a sua parte final: «Se ganharem um prémio esta noite não o usem como uma plataforma para fazer um discurso político. Vocês não estão em posição de dar lições ao público sobre o que quer que seja. Nada sabem sobre o mundo real. Muitos de vocês passaram menos tempo na escola do que a Greta Thunberg. Assim, se ganharem, subam aqui, aceitem o vosso pequeno prémio, agradeçam ao vosso agente e ao vosso Deus, e vão-se f*d*r!»
Infelizmente, muitas celebridades, «estrelas» (de)cadentes, do entretenimento, no cinema, na televisão e na música, tardam em seguir a recomendação do criador d’«O Escritório». Pelo contrário, insistem em dar as suas opiniões sobre política norte-americana... e, o que não surpreende, as mais veementes nas suas vocalizações são as que estão encostadas à esquerda, apoiantes dos democratas e opositores dos republicanos. E com o regresso de Donald Trump a estridência, já excessiva no primeiro mandato, só aumentou no primeiro ano do segundo. Obviamente, os «artistas» não se limitam a debitar idiotices nos seus ostentatórios ajuntamentos festivos anuais. E, mais uma vez, as mulheres «sinistras» surgem como as mais ridículas. Comece-se com Jane Fonda, que, sem dúvida sem esquecer e ainda orgulhosa de quando era «Hanoi Jane», decidiu esganiçar-se contra Trump e os ataques no Irão ao mesmo tempo que, também em Los Angeles (e não só), eram aos milhares os exilados iranianos que se manifestavam ruidosamente a favor do bombardeamento contra os «ai-as-tolas» e expressavam o seu agradecimento ao presidente; será possível ser-se mais «out of touch»? Continue-se com Natalie Portman, Molly Ringwald e Lady Gaga, que em finais de Janeiro pronunciaram-se publicamente contra as acções desencadeadas pela Immigration and Customs Enforcement (ICE) para localizar, deter e deportar imigrantes ilegais, em especial os mais perigosos, com cadastro, incluindo traficantes, violadores e assassinos; no caso da cantora de «Born This Way», ela fê-lo durante um concerto no Japão, país que, ironicamente, tem uma das mais restritivas políticas de imigração em todo o Mundo. Algo de semelhante fez Bruce Springsteen, cada vez mais patético e senil, logo no ano passado e numa digressão europeia que arrancou no Reino Unido, em que acusou a então nova administração norte-americana, a do seu país, de ser «corrupta, incompetente e traidora» - note-se que, neste século, ele apoiou todos os candidatos democratas a presidente, incluindo Joe Biden e Kamala Harris. Neste ano de 2026 continuou a arengar em concertos em vez de se limitar a cantar, e, não contente com isso, decidiu escrever, gravar e lançar uma «canção de protesto» contra o ICE chamada «Streets of Minneapolis», que o maralhal marxista internacional adorou, incluindo em Portugal, e como não podia deixar de ser, o sempre papalvo João Lopes. Entretanto, e justificando plenamente que as suas iniciais sejam BS, o suposto (mas falso) «working class hero» está a cobrar preços exorbitantes nos bilhetes para os seus espectáculos.
Porém, são de facto as «feiras das vaidades» que mais propiciam a evacuação de inanidades por arrogantes, pomposas e ignorantes celebridades, reconfortadas e incentivadas por se verem rodeadas de «cabeças-de-vento» que pensam (pouco e mal) como eles. A entrega dos Óscares de 2026 (para filmes lançados em 2025), no passado domingo, 15 de Março, até não terá sido das mais ofensivas, mas não faltaram momentos constrangedores... no sentido habitual, de que se destacam o de um Javier Bardem em bardam*rd*, quiçá a preparar-se para integrar o governo de Pedro Sánchez, a proclamar «Palestina livre!» no palco, depois de, à entrada, se ter insurgido contra mais uma «guerra ilegal», ou seja, a corrente contra o Irão ou, mais correctamente, contra o regime totalitário e sanguinário que o oprime há quase 50 anos. O «grande» vencedor da noite, com seis estatuetas douradas, foi «Uma Batalha depois de Outra», exaltação cinematográfica da violência extremo-esquerdista; Paul Thomas Anderson já merecia há muito, sem dúvida, o Óscar de melhor realizador, mas não por isto. Terminada a cerimónia, ficou o lixo junto às cadeiras, em consonância com o ambiente esquálido que rodeia o Teatro Dolby e que, no geral, caracteriza as «ruas sem nome» de Los Angeles, «cidade dos anjos» tornada, tal como todas as outras controladas pelos democratas há demasiadas décadas, numa «shithole» terceiro-mundista. E onde também decorreram, a 1 de Fevereiro na Arena Crypto.com, os Grammys, em que as irrupções imbecis foram mais e maiores, e das quais ressaltou a de Billie Eilish, que – demonstrando uma vez mais que beleza e talento não substituem inteligência e sensatez – resolveu, para acentuar mais a sanha anti-ICE, proclamar que «ninguém é ilegal em terra roubada». As reacções não se fizeram esperar, incluindo a de um representante de uma tribo de americanos nativos, os Tongva, que não recusou a possibilidade de lhes ser dada a mansão da cantora, construída em terreno que outrora terá sido pertença daquela tribo!..
... E também a de alguém que avisou todos os artistas «engajados» a pensarem bem antes de abrirem a boca para lançarem bitaites sobre política: precisamente, Ricky Gervais, que se espanta e ri por não o terem ouvido, e, se o ouviram, por não o levarem a sério.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Me(r)diaticamente falando

Neste Mundo em que as incertezas e as inseguranças parecem aumentar e transfigurar-se constantemente, é sempre bom, reconfortante, saber que certas instituições e indivíduos continuam a ser exemplos, modelos, de perenidade, de estabilidade. Quando tudo em redor aparenta estar em mudança permanente é motivo de satisfação, e até de alegria, contar com alguém que se caracteriza pelo seu carácter (ou falta dele...) imutável. Alguém cuja hilariante previsibilidade já se tornou uma marca distintiva. E, neste âmbito, muito poucos conseguem igualar, e ainda menos superar, João Lopes...
... Que se tornou uma presença regular no Obamatório ao longo dos anos devido à sua inesgotável, quiçá inquebrável, capacidade para acreditar piamente em todas as patranhas, por mais absurdas que elas sejam, paridas pelos órgãos de comunicação social «de referência» - isto é, esquerdistas – sobre a politica nos Estados Unidos da América, em especial as que aludem a Donald Trump e ao Partido Republicano. A credulidade deste homem, e a sua disponibilidade para cair no ridículo, já mais do que justificam uma análise aprofundada por parte de especialistas em saúde mental. As suas deficiências de raciocínio provêm do envelhecimento, do embrutecimento, ou de ambos? Seria útil que uma conclusão definitiva fosse atingida e divulgada. Entretanto, enquanto isso não acontece, eis, devidamente comentados, os mais recentes surtos de parvoíce dele.
Um, João Lopes acredita que DJT está «contra a imprensa»... e, de facto, está mas não no sentido de a querer censurar; processar a ABC e a CBS, e vencê-las, por difamação e por interferência (isto é, auxiliar indevida e deslealmente opositores, um indivíduo ou instituição partidária), é uma acção legítima que também serve para lembrar que ser «jornalista» não é estar isento de responsabilidade, pessoal, profissional e mesmo penal. Dois, Lopes renova a sua admiração, há muito tempo conhecida, por Jon Stewart, a ele aludindo como um exemplo de «televisão que pensa», de quem quer «viver numa sociedade que não ceda aos ditames dos que nos querem instrumentalizar», de alguém que sabe «lidar com (...) a inquietante refundação da América comandada por Trump» (que mariquices!); o crítico de cinema muito provavelmente não viu até ao fim o episódio do «The Daily Show» que inseriu na sua «posta», em que o Sr. Leibowitz se põe a «cantar», repetidamente, acompanhado de um coro de gospel, «go fuck yourselves» contra a CBS por ter cancelado o programa de Stephen Colbert, no que constituiu sem dúvida uma demonstração de «elevado pensamento». Três, João Lopes, num apogeu de ignorância e de imbecilidade, qualifica Adam Schiff como uma «voz serena, incisiva, (...) pedagógica na abordagem (...) dos desvios e abusos de poder perpetrados pela administração de Donald Trump»... o que, claro, não corresponde à realidade de quem é, efectivamente, um dos actuais senadores da Califórnia – Adam «Shit» é uma alimária abjecta, um mentiroso compulsivo, culpado de repetidas fugas de informação classificada, censor dedicado, castigado pelo Congresso, e está sob investigação por fraude financeira.
Quatro, JL divulga «testeumhos (sic) tão concisos quanto perturbantes» de três supostos «especialistas em fascismo» que juram que o «fascismo está aqui (nos EUA), confiem em nós»... o que é verdade, embora tal se deva não ao Partido Republicano mas sim ao Democrata. Cinco, Lopes menciona o denominado «caso Epstein», e, relacionada com este, uma alegada «acumulação de factos comprometedores para a administração Trump»... tretas, pois é o GOP que quer, também neste âmbito, realmente apurar os factos, comprometedores, sim, mas para os «burros», entre os quais Bill e Hillary Clinton, os quais, tal como outros nomes sonantes à esquerda, já foram intimados para prestarem depoimentos no Congresso sobre os crimes sexuais cometidos pelo grande amigo de «Bubba», sendo que este, ao contrário de Trump, não é inocente neste caso; entretanto, e como que confirmando quem é que efectivamente quer ocultar informações, um juiz nomeado por Barack Obama recusou o requerimento da... administração Trump, através do Departamento de Justiça, para publicar as transcrições do depoimento de Ghislaine Maxwell perante um grande júri. Seis, JL realça uma recente aparição de Bob Woodward na MSNBC (que também é denominada, amiúde e mais correctamente, «MSDNC»), para conversar «de uma maneira exemplar» sobre quão «patético» Donald Trump supostamente é; evidentemente, a «patetice» está em o Presidente não ser de esquerda, não perfilhar os «dogmas» da esquerda, não fazer o que o Partido Democrata quer; não consta que Woodward tenha (des)qualificado Joe Biden de «patético», e ele era, e é, um pateta, e não apenas pela demência, também pela incompetência; e não consta igualmente que o «ícone» do Washington Post, «observador paciente e rigoroso da cena política noprte (sic) americana» se tenha pronunciado sobre escândalos maiores e mais graves do que Watergate, protagonizados pelas administrações Obama e Biden, como a invenção do «conluio com a Rússia» para prejudicar a presidência de DJT, a manipulação partidária da FEMA, o boicote bancário à família e ao grupo empresarial Trump, e, last but not least, o encobrimento (muito deficiente) da incapacidade do pai de Hunter Biden que pode tornar praticamente todas as decisões tomadas (possivelmente por outras pessoas) durante a sua «presidência» ilegítimas e inclusive nulas.
Quando se consome, me(r)diaticamente falando, pouco mais do que a MSNBC e o New York Times, a estupidificação crescente é uma consequência inevitável. E em Portugal os me(r)dia retiram tudo dos me(r)dia americanos esquerdistas; o que lá se fala, cá se repete; e o que lá não se fala, cá também não. Não é só João Lopes, no Sound + Vision e no Diário de Notícias, que está «contaminado»: a «infecção» é visível e audível diariamente na RTP, na SIC, na TVI-CNN Portugal, na CMTV-Now, tanto na «informação» como na opinião. O que explica ainda que a anedota ambulante chamada Ana Gomes, de olhos esbugalhados e de bocarra retorcida, acuse Donald Trump de ser um «predador pedófilo» sem de imediato ser, pelo apresentador de serviço, contraditada ou contestada; ela é uma aberração que, como outras, não destoaria num freak show de P. T. Barnum.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Há outras vozes, mais sensatas

Depois de, no mês passado, ter mencionado algumas pessoas em Portugal que, com alguma (ou bastante) frequência, demonstram ter uma irritante e até mesmo inquietante disponibilidade para transmitirem informações falsas e comentários ridículos sobre o que acontece na política dos Estados Unidos da América, e nem sempre de uma forma involuntária, considerei que seria correcto e justo referir outras pessoas que, ocasionalmente, evidenciam saber mais verdades do que se passa nos EUA e não se deixam afectar pela propaganda pró-esquerdista e pró-democrata. E não é mau que seja apenas ocasionalmente, pois isso é melhor do que nada. Nem todos podem ser – na verdade, nenhum, ninguém é – como eu, que há mais de 15 anos, aqui neste espaço, neste blog, no Obamatório, publico sempre pelo menos um texto por mês, correspondendo ao acompanhamento permanente, mais do que diário, que faço das peripécias que ocorrem no outro lado do Atlântico.
Quem são, pois, essas pessoas, que merecem ser citadas? Comecemos por duas que colaboram no blog Blasfémias, que muito aprecio e que já provaram também estar atentas e lúcidas aos «ventos» que «sopram» da América do Norte: Cristina Miranda, que denunciou as más influências, nem sempre insidiosas, vindas de Hollywood; e Telmo Azevedo Fernandes, que compreendeu a importância e os benefícios da compra do Twitter por Elon Musk. Continuemos com três vozes na Rádio Observador: Alberto Gonçalves, Helena Matos e José Manuel Fernandes (estes dois, curiosamente, ex-colaboradores do Blasfémias) que analisaram a grande onda de anti-semitismo que devastou as universidades norte-americanas e que se estendeu a outras áreas do país e tentaram antecipar as consequências dessas manifestações na próxima eleição presidencial. De destacar igualmente Nuno Rogeiro, em especial um seu artigo na Sábado sobre a entrevista a Vladimir Putin conduzida por Tucker Carlson. E, finalmente, Rui Ramos, também na Rádio Observador, cuja posição e qualificação como historiador lhe dá sem dúvida uma legitimidade acrescida na evocação de momentos mais ou menos passados dos EUA, como a revolução que levou à independência e a luta de Martin Luther King pelos direitos civis.
A existência destas outras vozes, mais sensatas, não parece porém suficiente para, em última instância, desvanecer ou até mesmo atenuar os danos que as outras, as alienadas, causam. E, neste âmbito, João Lopes é um exemplo pouco menos do que permanente. Cerca de duas semanas depois da sua anterior, e não muito feliz, «incursão» pela actualidade «ianque», e a que eu aludi, ele voltou «à carga» com outra, desta vez elogiando Fareed Zakaria, da CNN, como sendo «um exemplo modelar de comentário político alheio a determinismos simplistas ou futurologia de bolso». Ora sucedeu que, desde então, Zakaria não uma, não duas mas sim três vezes fez apreciações positivas de Donald Trump e negativas de Joe Biden, mais concretamente a propósito de: que o actual «residente» da Casa Branca deveria implementar, ou manter, as políticas de imigração do Nº 45; que o caso do suposto pagamento a Stormy Daniels nunca iria a tribunal se não fosse Trump a estar em causa; e que os democratas devem aceitar que é muito pouco provável que Biden vença em Novembro. Será que João Lopes fará eco destas intervenções? É melhor eu esperar sentado...

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Reincidentes nas asneiras

De vez em quando pode ser conveniente e até ilustrativo saber e divulgar o que determinados «comentadeiros» que pouco ou nada sabem sobre o que de facto acontece nos Estados Unidos da América andaram a propalar recentemente. O que, infelizmente, comprova que não lêem o Obamatório ou, se o lêem, não levam a sério o que aqui é publicado. E que, por isso, são invariavelmente reincidentes nas asneiras.
Para começar, alguém que ao longo dos anos foi aqui várias vezes apontado... de uma forma desfavorável: João Lopes. Que no passado dia 1 de Abril – uma data sem dúvida adequada para ele – largou esta «posta» intitulada «Trump – política vs. religião» em que, quiçá trémulo de inquietação e prestes a entrar numa crise existencial, ecoou a pergunta «como é que Donald Trump está a tentar "injectar" componentes religiosas, mais especificamente cristãs, na sua estratégia política?» feita num artigo do New York Times, essa marca de «papel higiénico» demasiado dispendiosa que há mais de 170 anos assume o disfarce de «jornal de referência» e que já elogiou figuras tão «recomendáveis» como Jefferson Davis e Joseph Stalin. O articulista do Diário de Notícias tentou reproduzir no seu blog Sound + Vision «um vídeo particularmente didáctico e esclarecedor» também do matutino nova-iorquino – mas que, curiosa e talvez significativamente (justiça poética vinda do Cosmos e do karma?), ficou inactivo – sobre este «exemplo perturbante de cruzamentos entre discurso eleitoral, ritual colectivo e iconografia militante». Sim, estes «malditos», «malvados» cristãos, tão cruéis e perniciosos que «são» para a sociedade. É aliás por isso que a «administração» de Joe Biden, e em especial o Departamento de (In)Justiça, os tem perseguido sistematicamente, designando-os potenciais terroristas, prendendo-os, julgando-os e condenando-os a anos de prisão por se manifestarem e rezarem em frente a clínicas onde se fazem abortos. Que «contraste» com os «pacíficos» muçulmanos, que nos EUA (e em vários outros países) têm promovido e protagonizado – com muitos não-crentes idiotas (in)úteis – desde 7 de Outubro último múltiplos protestos anti-semitas em que, quais neo-nazis que efectivamente eles são, incentivam ao ódio e à violência contra Israel e os judeus. Entretanto já se chegou ao cúmulo de, tal como em Teerão, no Michigan – de que é representante, não por acaso, Rashida Tlaib – se ouvirem gritos de «morte à América», «cortesias» de crescentes comunidades islamitas naquele Estado.
Se em relação a João Lopes a sua credulidade imbecil para com a propaganda da esquerda norte-americana há muito deixou de ser uma surpresa, a que também se encontra no blog Delito de Opinião ainda o é. A começar por Pedro Correia, o fundador e principal redactor daquele, que, apesar de alardear a sua qualidade de jornalista experiente, ocasionalmente cede a desinformações e a insinuações não (nunca) consubstanciadas sobre Donald Trump, em especial as que o apontam como um «irmão ideológico» (ou temperamental) ou até um aliado (informal ou mesmo formal) de Vladimir Putin, como se pode ver aqui e aqui; sim, trata-se de parvoíces, de criancices indignas de um adulto responsável. Porém, pior do que PC é a sua colega Cristina Torrão, cuja ignorância e estupidez neste domínio não são novidade. Leia-se e «aprecie-se» esta «pérola de sabedoria»: «E se o Trump ganhar, nos EUA, então, será impossível fazer previsões, a não ser a certeza de que o mundo ficará um lugar muito perigoso.» Ou esta: «Foi à custa de "ignorâncias" desse tipo que Hitler teve tanto apoio popular. E que um grupo de norte-americanos invadiu o Capitólio. Políticos como Trump, Ventura, Le Pen e os do AfD, são exímios em manipular "cabeças ignorantes"». Mais exemplos de um pensamento «torrado» estão aqui e aqui. Enfim, nenhuma noção do ridículo por parte de alguém já com idade para ter juízo, e que, como ela própria escreve, é uma emigrante na Alemanha há quase 32 anos – onde, aparentemente, não é possível obter informação fiável sobre os EUA – e há mais de 20 anos se dedica a pesquisar sobre a História de Portugal – mas não, o que é indesmentível, sobre a norte-americana.
Dificilmente se poderia terminar uma resenha sobre «asneirentos recidivos» sem incluir uma referência a Germano Almeida, que construiu uma carreira à custa do acumular de falsidades, mentiras e propaganda em prol do Partido Democrata. O funcionário da Federação Portuguesa de Futebol tem desde há algum tempo um «poleiro» (mais ou menos) permanente na SIC Notícias, onde hoje se saiu com o disparate de que actualmente «a ideia forte é a de que está tudo empatado» entre Donald Trump e Joe Biden na corrida à presidência. Na verdade, não está: com excepção dos Estados fortemente «azuis» - e, por isso, cada vez mais destruídos – como Califórnia, Illinois e Nova Iorque, Trump está à frente nas sondagens em Estados solidamente «encarnados» e também nos «púrpuras» (swing states), e ainda em sondagens nacionais, em diversos (e cruciais) sectores da população – como jovens, latinos e afro-americanos – e ainda por assuntos. Logicamente, a concretização a 5 de Novembro próximo da presente e potencial vantagem não está garantida, quanto mais não seja porque há sempre a possibilidade de os «burros» recorrerem novamente, como em 2020, à fraude eleitoral maciça.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Demente destroço de Delaware

Nos Estados Unidos da América, passado mais um feriado do 4 de Julho que para os democratas é invariavelmente um motivo de aborrecimento e mesmo de indignação, em que político(a)s, órgãos de comunicação social e até empresas «amigas» dos «burros» fazem questão de denegrir o país em que vivem no dia do seu aniversário, também «celebrando» a independência aviltando a bandeira das «estrelas e listras» e agitando estandartes alternativos, continua a viver-se uma autêntica situação de «guerra civil fria» em que os «campos de batalha» são os tribunais e as legislaturas estaduais. De Washington, capital do país mas também da burocracia federal, totalmente infiltrada e dominada pelos democratas, vêm as ordens para perseguir e punir conservadores, direitistas e republicanos, e, em especial, a sua maior figura, a sua maior personalidade, Donald Trump...
... Que continua a ter a dúbia «honra» de ser um presidente «pioneiro» em várias circunstâncias... desagradáveis, todas elas invariavelmente inventadas, causadas e/ou manipuladas pelos «burros». Já havia sido o primeiro a ter a sua casa alvo de buscas pela polícia e a ser acusado de crimes; porém, pagar a uma mulher com quem alegadamente se teve uma relação sexual para que ela se mantenha em silêncio é consideravelmente menos importante, menos grave, do que lidar incorrectamente com documentos classificados, e é precisamente disto que DT, a 8 de Junho último, foi também indiciado. No entanto, este caso, tal como o de Stormy Daniels, também não tem qualquer fundamento legal concreto, legítimo. E ninguém melhor do que Mark Levin para comprovar exaustiva e definitivamente – uma, duas, três, quatro vezes – a malignidade e a nulidade deste procedimento político e persecutório do Departamento de (In)Justiça. Entretanto, não faltam, previsível e infelizmente, as pessoas que ainda acreditam em todas as atoardas atiradas contra Trump, das quais um dos piores, mais patéticos exemplos em Portugal continua a ser João Lopes, que tarda em compreender, se é que alguma vez compreenderá, que o FBI e o New York Times não são entidades credíveis.
A campanha jurídica «terceiro-mundista» em curso contra Donald Trump não tem como único objectivo dificultar e até impedir a sua (re)eleição como Presidente dos EUA; destina-se igualmente a desviar as atenções das, a ocultar as – estas sim fundamentadas – acusações de corrupção e mesmo traição contra Joe Biden e vários membros da sua família, com destaque inevitável para o filho Hunter. As diferenças entre Trump e Biden, tanto nas despesas com as investigações como na cobertura mediática daquelas, são significativas e compreensíveis... a favor, claro, dos «azuis». Todavia, nenhumas censuras e nenhumas adulterações serão suficientes para suster, quais frágeis «diques», a corrente avassaladora de factos que já estão a começar a «submergir» a actual «administração» onde não faltam cobardes, incompetentes e pervertidos, a começar pelo idoso idiota que querem fazer-nos crer que os lidera. Já é mau que o demente destroço de Delaware não pare de protagonizar situações embaraçosas e que tenha sido denunciado como um patrão abusivo, mas pior é publicamente revelar segredos militares! Isto, sim, é comprometer a segurança nacional, e não manter e desclassificar documentos, que DT tinha todo o direito de fazer.     
Sim, é verdade: Joe Biden, desde sempre um mentiroso compulsivo e plagiador impenitente, está num declínio físico e mental cada vez mais acentuado; também por isso, além de há muito praticar o tráfico de influências, é uma ameaça para a democracia nos Estados Unidos da América; que, com ele, estão delimitados por balões chineses no céu e drogas chinesas no chão. Neste contexto, nem é muito grave que recentemente tenha sido encontrada cocaína na Casa Branca, cujos ocupantes, risivelmente, pretendem que não é possível descobrir quem a levou para lá. Os democratas têm confiado demasiado na sua inimputabilidade (sim, são todos umas p*t*s) por terem contado com o apoio das redes sociais, da «comunidade da inteligência» e do FBI, mas fariam melhor em não esperar que tal situação dure para sempre.  

segunda-feira, 28 de março de 2022

Deveria ser... delito (Parte 2)

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado mês de Fevereiro, no meu anterior texto publicado aqui no Obamatório, abordei o facto de no blog Delito de Opinião se sucederem recentemente os exemplos de «postas» disparatadas que têm como tema a política norte-americana, algo surpreendente para quem – como eu – não esperava que aquele estaminé virtual se deixasse contaminar pela esquisitice idiótica esquerdista. Infelizmente, tenho de voltar ao mesmo assunto porque mais uma pessoa do DdO decidiu posteriormente dar o seu contributo ao surto de ridicularias, mais concretamente...
... Cristina Torrão, na sua entrada «Ursos e seus músculos», publicada a 25 de Fevereiro último. Curiosamente, neste caso os dislates não ocorreram na «posta» propriamente dita – porque esta se limitava a um mero «meme» algo patético – mas sim nos comentários que ela colocou em resposta a outros. E porque, quase três anos depois, continuo sem querer comentar no Delito de Opinião (por motivos que talvez um dia eu decida revelar), optei por enviar a CT, a 26 de Fevereiro, a seguinte mensagem por correio electrónico: «Quando o João André era mais profícuo na sua colaboração com o Delito de Opinião, era frequente ele alinhavar “bitaites” disparatados e mesmo ridículos sobre a política norte-americana em geral e sobre - e contra - o Partido Republicano e Donald Trump em particular... o que, invariavelmente, levava a que eu respondesse para o “pôr na ordem”. Estando ele “ausente”, parece que a posição de “ignorante-mor” no que se refere aos EUA terá passado para si, como o atestam várias das suas “postas” anteriores, incluindo a de ontem, “Ursos e seus músculos”, em que, respondendo a um dos comentadores, você refere a entrevista que Donald Trump concedeu recentemente a Buck Sexton e a Clay Travis, durante a qual o Nº 45 aparentemente mais não terá feito do que elogiar Vladimir Putin. Acaso não lhe ocorreu que se pode reconhecer as capacidades de uma pessoa e, ao mesmo tempo, o seu mau carácter e as suas acções aberrantes (como DT faz e fez em relação a VP)? Não está tanto em causa a sua tradução do Alemão mas sim a fiabilidade da fonte de onde traduziu, pelo que lhe recomendo que leia o original integral e também este artigo no New York Post em que Donald revela o que disse a Putin sobre a eventualidade de a Rússia invadir (mais uma vez) a Ucrânia. Acaso acredita que é uma coincidência que o Kremlin tenha atacado os seus vizinhos quando Obama e Biden estavam na Casa Branca mas não quando Trump lá estava? E, já agora, que raio de parvoíce é essa de a família de DT ser “completamente disfuncional”? Em que consiste essa “disfuncionalidade”, e onde está ela “relatada”? Se quiser conhecer um verdadeiro exemplo de disfuncionalidade, familiar e não só, informe-se sobre o percurso de vida desse “filho modelo” que é Hunter Biden. Enfim, não tem de me agradecer. Sinto que é meu dever auxiliar, sempre que possível, os menos cultos. ;-)» É de referir ainda que Cristina Torrão proporcionou nesta sua entrada mais «jóias» de imbecilidade, tais como afirmar que Donald Trump «preferia semear o caos no seu próprio país» e «bem tentou acabar com a democracia norte-americana». Entretanto, e passado mais de um mês, ela ainda não me respondeu...
... Pelo que se junta a João Lopes na «confraria dos comentadeiros» que, fazendo figuras (muito) tristes quando se metem a opinar sobre acontecimentos nos EUA, não reconhecem que foram (por mim) contactados nem os erros que cometeram. O «crítico de cinema» do Diário de Notícias já foi, aliás, várias vezes apontado aqui pelos seus muitos acessos de cretinice, relativos não só à actualidade nos «States» mas também à história daqueles. Na verdade, e por exemplo, ele não uma, não duas mas sim três vezes, pelo menos, escreveu que a campanha pelos direitos civis desencadeada nos anos 60, cujo principal líder foi Martin Luther King, tinha por objectivo conseguir para os afro-americanos o direito de voto! Será esta (tripla!) gaffe pior – e mais anedótica – do que escrever que, em 2021, o quarto álbum dos Led Zeppelin celebrou 60 anos? É uma escolha difícil, reconheça-se. 
(Adenda - Pode dizer-se que, no Delito de Opinião, Cristina Torrão tem uma cacarejante «parceira» à sua - baixa - altura no que se refere a cuspir, na forma escrita, idiotices ignorantes sobre política norte-americana com especial enfoque e ênfase em Donald Trump: a «posta», ou bosta, de Maria Dulce Fernandes intitulada «Capitalizar com a desgraça» é quase um mini-tratado de estupidez orgulhosa em sê-lo, um «concentrado» impressionante de delirantes difamações, falsidades, mentiras, tanto no texto original como nas respostas a comentários. E é - mais uma - demonstração inquietante de como tantas pessoas já, supostamente, com «idade para terem juízo» se deixam dominar pela mais reles propaganda e, aparentemente, não param nem por um instante para questionar a veracidade do que «vêem, ouvem e lêem».)

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sem respostas (Parte 3)

Infelizmente, não é surpreendente: continua a haver em Portugal várias pessoas que, porque não têm capacidades nem conhecimentos mínimos para o fazer correctamente, difundem informações – e opiniões – deturpadas ou até mesmo falsas sobre o panorama político nos Estados Unidos da América. E eu, tanto quanto me é possível, ou, melhor dito, me é permitido, contrario-as.
João Lopes, «jornalista» do Diário (agora semanário) de Notícias mantém-se como um dos mais notórios – e irritantes – reincidentes. Eis as suas duas mais recentes «recaídas», ambas no blog Sound + Vision, que eu lhe «diagnostiquei» por correio electrónico porque aquele continua a não aceitar comentários. A 24 de Agosto, a propósito deste texto, escrevi-lhe que nele «há dois erros relativamente graves: um, David Axelrod nunca foi “procurador federal” mas sim consultor político de Barack Obama; outro, Michael Cohen não foi condenado porque (ainda) não foi a julgamento, ao contrário de Paul Manafort. Estas são falhas normalmente inadmissíveis num jornalista já com muita experiência e anos de serviço... a não ser que consideremos, como “circunstância atenuante”, o facto de esse mesmo jornalista se ter “especializado” em, de abordar quase sempre, temas de cultura, cinema, música. Então, melhor seria não mandar “bitaites” sobre o que não compreende.» Porém, JL mandou mesmo mais «bitaites» desse tipo e, a 9 de Outubro, a propósito deste texto, escrevi-lhe: «Não, não é um “facto” que Brett Kavanaugh protagonizou um episódio de agressão sexual contra ela. O que há, houve, é uma alegação, uma acusação... sem provas; ela não sabe, não recorda, exactamente onde e quando essa agressão ocorreu, a não ser que teria sido, talvez, algures no início dos anos 80; as testemunhas que ela própria indicou não confirmaram a sua versão dos acontecimentos - e, aliás, um ex-namorado revelou que, ao contrário do que foi dito, ela não tem medo de voar de avião nem de estar em espaços pequenos e fechados; e, pior ainda, ela não se lembra, não tem a certeza, de pormenores relativos a eventos recentes, deste ano, acontecidos apenas há algumas semanas ou meses! Portanto, não foi uma acusadora credível. (…) A postura não foi grosseira e não houve gozo, insultuoso ou outro - o Presidente limitou-se a destacar as contradições e as debilidades evidentes no testemunho de Christine Blasey Ford, que eu apontei acima (e várias outras existiram). Agora, verdadeiramente grosseiro e insultuoso foi o comportamento dos democratas - políticos, advogados, “jornalistas”, manifestantes - neste processo. Para eles vale(u) tudo, ou quase: sucessivas acusações - na verdade, calúnias - cada vez mais graves e disparatadas (Kavanaugh seria o líder de um bando de violadores em série!); recusa da presunção de inocência (quem não acreditasse em Ford ou nas outras “vítimas” estaria “contra as mulheres”); intimidação por rufias esquerdistas (muitos deles pagos), por vezes quase a chegar à violência efectiva, a políticos republicanos na rua, em restaurantes, em aeroportos, nas suas casas e até nos próprios edifícios do Congresso, junto aos gabinetes e às salas de audiência! Enfim, e mais uma vez, o João Lopes difundiu “fake news”. Por incompetente (e inadmissível) ignorância ou por intencional, premeditada, malícia, isso é algo que continua por apurar.» Cada vez mais acredito que é por malícia…
Outro caso – inesperado – de persistente falta de sensatez (para não usar outra expressão, mais desagradável) neste âmbito é o de Nuno Gouveia. Com o blog Era Uma Vez Na América estando aparente e definitivamente desactivado, é na sua conta de Twitter que ele comenta também o que se vai passando na grande nação do outro lado do Atlântico. Digamos que tem havido vários motivos para as minhas mensagens se sucederem no último ano. Exemplos? Sobre isto, eu disse: «Se Donald Trump e Jeremy Corbyn são “duas faces da mesma moeda”... então trata-se de “dinheiro” muito estranho. Em relação a Israel e aos judeus, suponho que não há dúvida de que estão em campos opostos. Quanto à Rússia... também: o actual presidente dos EUA não só manteve como aumentou as sanções a Moscovo, forneceu armas à Ucrânia (algo que Barack Obama se recusou a fazer), permitiu que mais de 200 mercenários russos fossem mortos na Síria, exigiu que os outros membros da NATO aumentassem as suas contribuições financeiras (para os mínimos obrigatórios), criticou o gasoduto que liga a Rússia à Alemanha... enfim, um comportamento muito estranho para um “agente do Kremlin”.» Sobre isto, eu disse: «É claro que Donald Trump “adora”, prefere, preconiza, o comércio livre. Aliás, ele desafiou os parceiros do G7, na cimeira realizada este ano no Canadá, a acabarem com todas as tarifas, subsídios e barreiras. Porém, e esse é um aspecto fundamental da sua posição neste âmbito que, "surpreendentemente", não é devida e frequentemente salientado, ele é um adepto do comércio que seja, além de “free”, “fair”, justo; e não há justiça quando os EUA impõem tarifas reduzidas ou até nulas a produtos de países que, por sua vez, “retribuem o favor” aplicando tarifas elevadíssimas a produtos dos EUA; é disto que se trata com as actuais acções da administração norte-americana – “level the playing field”. E, obviamente, o caso pior, mais grave, é o da China, que, deve-se nunca o esquecer, é a maior e a mais antiga ditadura do Mundo. Está o Nuno, com o “tweet” acima, a defendê-la? Com o “Império do Meio” os problemas num comércio que se pretende livre não se limitam à desigualdade de tarifas de importação e de exportação: há a exploração de mão-de-obra (que não tem sindicatos, tribunais e meios de comunicação social verdadeiramente independentes para onde recorrer), as catástrofes ambientais e a violação dos direitos de propriedade intelectual.» 
Nem João Lopes nem Nuno Gouveia responderam às mensagens que lhes enviei assinalando e corrigindo os seus erros em relação ao que acontece nos EUA. Já com John Wolf a situação foi algo… diferente. No Estado Sentido, blog em que colabora, ele publicou em Julho último uma «posta» em que se pode ler o seguinte: «O presidente dos EUA entregou o Uncle Sam a Putin. A loucura a que assistimos é inédita na história dos EUA. A negação categórica do envolvimento russo no processo eleitoral americano (não obstante a reunião de provas realizada pelo special counsel Robert Mueller), o ataque aos serviços de inteligência dos EUA, ao próprio sistema de justiça, e às demais instituições de credibilização democrática dos EUA deve ser interpretado sem reservas como um acto de traição. Servindo-nos de uma lógica relativamente simples, tudo isto significa que Putin dispõe de meios para eleger presidentes norte-americanos, mas também para deselegê-los. (…) The russians aren´t coming. Já lá está o Trump.» Inseri, na caixa respectiva, o comentário seguinte: «”Parabéns”, John Wolf! Creio que, com este texto, você alcançou um novo “recorde” no maior número de disparates com o menor número de palavras.» Porém, ele não foi autorizado e publicado, apesar de outros dois, anónimos, o serem. Pois, há quem não goste que as suas parvoíces sejam apontadas…

sábado, 19 de agosto de 2017

Sem respostas

Há exactamente dois meses - a 19 de Junho último - enviei mais uma mensagem a João Lopes, jornalista do Diário de Notícias e um dos «animadores» do blog Sound + Vision, por causa de «postas» dele naquele. Até agora, e sem surpresa, nenhuma resposta recebi... Eis o texto dessa mensagem. 
Não cesso de me surpreender - não devia, pois já sei, há bastante tempo, o que é que «a casa gasta», mas não consigo evitar - com a dualidade de critérios, a hipocrisia... ou, para não ser tão áspero, e optando por um tom mais... eufemístico, com a curiosa selectividade de que dá mostras no Sound + Vision no que se refere a temas da actualidade política e cultural dos EUA.
Já desisti de esperar que reconheça e que comente (negativamente?) o comportamento recente de Madonna, artista que o senhor idolatra, e que, antes da eleição de 8 de Novembro último, prometeu sexo oral a todos os homens que votassem em Hillary Clinton, e que, depois (e para além de se recusar a cumprir a promessa), revelou que pensava em fazer explodir a Casa Branca... após Donald Trump, a sua família e os seus colaboradores se terem mudado para lá. 
Este episódio foi apenas um entre as dezenas, quiçá centenas, protagonizados nos últimos sete meses por figuras mais ou menos públicas daquele país que tendem ideologicamente para a esquerda, e caracterizados por insultos e por apelos mais ou menos directos à violência contra o actual presidente e os seus apoiantes. Outros exemplos: uma representação, actualmente em cena no Parque Central de Nova Iorque, de «Júlio César», em que este tem o aspecto de Donald Trump, sendo repetidamente e violentamente «esfaqueado»; ou a fotografia de Kathy Griffin com a «cabeça» de DT na mão, decapitada, ensaguentada, a lembrar (e a homenagear?) os membros do Estado Islâmico. No caso de não a ter visto, deixo-lhe uma ligação para um artigo sobre a mesma, e da Slate, insuspeita de ser de direita... e pergunto-lhe: não é esta uma imagem a merecer uma «breve reflexão»? Mais, talvez, do que as de James Comey a depor no Congresso...
... E que, estranhamente (já que o ex-director do FBI confirmou ser um amedrontado, desonesto e parcial funcionário público), se traduziram na suposta «derrota televisiva de Donald Trump»? Não que a este preocupem muito as supostas «derrotas» nos ecrãs televisivos, pois onde mais importa - nas urnas (e máquinas) de votos - ele saiu vencedor. Na verdade, derrotados sucessivamente em eleições (nacionais, estatais, locais), aos democratas resta (tentar) retomar o poder pela força. Daí os motins e os ataques (físicos) aos opositores... de que o exemplo último, e mais grave, foi o tiroteio na semana passada, feito por um militante democrata, contra congressistas republicanos que treinavam para um jogo de baseball. São sons e imagens muito desagradáveis... mas que, evidentemente, por não se «encaixarem» numa determinada «narrativa», não convém reproduzir... e condenar.
Também ainda sem uma réplica está uma questão que – a 28 de Julho último – coloquei a Alexandre Guerra, do blog Delito de Opinião. Eis o texto do comentário onde aquela se inclui:
Desta vez, e fazendo um grande esforço de contenção e de paciência, vou limitar-me, por ora, a deixar uma pergunta ao autor desta «posta»: em que é que, concretamente, o «ObamaCare» representa «um dos mais importantes saltos civilizacionais da sociedade americana das últimas décadas»? Aguardo com curiosidade a resposta, prevendo que me vou rir bastante com a mesma. Entretanto, deve ser realçado um facto: John McCain, com este seu voto no Senado, comportou-se não como um «bravo lutador» e «sempre fiel aos seus valores e princípios», mas, pelo contrário, como um hipócrita e um traidor, ao seu partido e, pior, aos cidadãos que o elegeram. Tal como Susan Collins e Lisa Murkowski, mas destas nunca se esperou grande coisa.
E como não há duas sem três… eis um comentário que fiz – a 21 de Abril último – a um texto de Afonso Azevedo Neves no blog 31 da Armada, e que termina com uma pergunta… ainda sem resposta:
Barack Obama permitiu o envio de (muitos) milhões de dólares para os «ai-as-tolas» do Irão a pretexto de um «acordo» que, embora com o objectivo de limitar a capacidade nuclear daquele país, na verdade deixou-a intacta. Além de que em Teerão (e não só) continuam a organizar manifestações em que se apela à destruição e à morte dos EUA e de Israel. Por isso, e vendo bem, quem foi, ou é, o maior «maluco na Casa Branca»?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Distorções portuguesas (Parte 4)

Um pouco mais tarde do que tem sido habitual, o que se deve não só ao novo «ritmo» do Obamatório depois de Barack Obama ter deixado de ser presidente dos EUA mas também ainda à disrupção causada pela censura de que fui alvo num artigo escrito originalmente para o Público sobre os EUA no início da «era Donald Trump», eis finalmente a minha retrospectiva (mais ou menos) anual dos meus comentários em outros blogs relativamente à situação na grande nação do outro lado do Atlântico…
… Feitos, concretamente, nos seguintes espaços: Aventar (um, dois, três, quatro, cinco); Delito de Opinião (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze, dezasseis, dezassete); Escrever é Triste (um, dois); Era uma Vez na América; Corta-Fitas; Estado Sentido; Horas Extraordinárias. Os temas incluiram: (des)controlo de armas; (falsas) «alterações climáticas»; violência dos «democratas» e «progressistas»; (falsos) «crimes de ódio»; presença americana no Iraque; o desenrolar das eleições presidenciais; (diferentes) «balanços» da presidência de Barack Obama; terrorismo islâmico; (deficiente) cobertura jornalística dos EUA em Portugal; hipocrisia dos «activistas ecológicos»; quem é que, de facto, mostrou-se «flexível» com a Rússia; Nixon perante a China, Obama perante o Irão; início da presidência de Donald Trump; a «cultura», ou falta dela, do anterior presidente dos EUA.
Mesmo tratando-se de blogs, e/ou de colaboradores de blogs, que possam eventualmente ter opiniões, posições, diferentes das que eu expresso nestes e noutros comentários, o certo é que – e isso é sempre de louvar – aqueles permitem que esses comentários (meus e de outros) sejam publicados, e frequentemente proporcionam discussões… mais ou menos pacíficas. Porém,  que dizer daqueles espaços na Internet que abordam igualmente, entre outros, temas relativos aos EUA, mas que não permitem comentários? Já os referi mais do que uma vez, e em especial um… o Sound + Vision de João Lopes. Ainda em Novembro passado mencionei o seu «esquecimento» de graves, reprováveis, afirmações de Madonna… Depois disso, as «postas» contra Donald Trump e o Partido Republicano têm-se sucedido com alguma regularidade… embora nem sempre com relevância. Na mais recente mensagem que lhe enviei, a 18 de Janeiro último (e que, como quase sempre aconteceu, não teve resposta), escrevi o  seguinte: «nem sempre considero justificado contactar os autores do Sound + Vision por causa de textos nele publicados, embora vários me suscitem regularmente dúvidas e mesmo desacordos. Porém, posso abrir excepções com aqueles em que os disparates são evidentes, como este... Que começa logo por ter um título... insólito - não tenho ideia de alguma vez o próximo presidente dos EUA ter tentado ser crítico musical. E passo por cima de expressões pueris como “pior banda do Mundo” e “sensibilidade rastejante” para me focar no que é, aqui, essencial - a afirmação “ficamos com uma certeza: durante quatro anos, a Casa Branca vai empenhar-se em alhear-se das dinâmicas da cultura pop”. Duas questões (que me vejo forçado a colocar, novamente, por mensagem electrónica, já que o vosso blog continua a não aceitar comentários)… Primeira, como é que ficaram com essa certeza? Alguma fonte da equipa de Donald Trump vos garantiu isso? Ou têm a capacidade de adivinhar o futuro? Segunda, porque é que a Casa Branca não deve “alhear-se das dinâmicas da música pop”? Acaso não há assuntos mais importantes a tratar por parte do governo federal norte-americano? Que prejuízos graves adviriam desse suposto “alheamento”? É certo que Barack Obama não se alheou da cultura pop - tanto que até acolheu na Casa Branca artistas com linguagem tão ou mais desagradável do que aquela demonstrada por Donald Trump. E se este (e/ou a sua equipa) não conseguiu assegurar mais artistas famosos para a sua inauguração e terá de se “contentar” com os 3 Doors Down, tal se deveu principalmente - como talvez o senhor saiba - ou a divergências ideológicas por parte de uns artistas, ou a outros terem sido insultados e/ou ameaçados de morte quando se soube que haviam sido convidados e/ou haviam aceite o convite - são os casos de Andrea Bocelli e de Jennifer Holliday. Vai o João Lopes, no S + V e/ou no Diário de Notícias, referir e condenar tais actos? Pouco provável, dado que, até agora, nunca mencionou o (muito desagradável) facto de Madonna ter feito a promessa - que depois não cumpriu - de fazer um fellatio a todos os homens que votassem em Hillary Clinton.» 
Muito pior, no entanto, do que não admitir comentários num blog é admiti-los… selectivamente. Foi o que aconteceu no Escrever é Triste, e, mais concretamente, com um dos seus colaboradores, Manuel S. Fonseca; ao contrário de Guiherme Godinho e de Pedro Norton, outros dois «blogueiros» do EeT, que publicaram comentários meus e comigo estabeleceram diálogos cordiais (ambos, aliás, são mencionados na lista acima), o editor da Guerra & Paz está desde 7 de Fevereiro (!) por publicar o seguinte comentário meu a este seu texto: «”Donald Trump não é capaz de um pingo de bondade. (…) Donald Trump rejeita de forma liminar e revolucionária a ideia de amar o próximo como a si mesmo.” Bastou uma rápida pesquisa para encontrar exemplos que desmentem estes disparates. Por exemplo, aqui… Ou aqui… Ou ainda aqui É verdade: não há pior cego do que aquele que não quer ver. Há pessoas que preferem aos factos as (suas) fantasias, os (seus) preconceitos…. e por isso mais facilmente acreditam nas “fake news”». Uma constatação que, evidentemente, não se aplica someste a este caso. E que explica igualmente porque é mais provável que essas pessoas façam censura. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Distorções portuguesas (Parte 3)

(Uma adenda no final deste texto.)
Em Portugal (quase toda) a comunicação social encarou e abordou as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos da América do mesmo modo como aborda a actualidade política daquele país em geral e em permanência: antagonizando o Partido Republicano e os membros (e os candidatos) deste e favorecendo o Partido Democrata e os membros (e os candidatos) deste. Logo, o repúdio, quando não a repulsa, que vários «jornalistas», analistas, comentadores nacionais manifesta(ra)m contra Donald Trump, antes e depois da sua vitória, também é o resultado da adulação, quando não da adoração, que sentem por Barack Obama… e por Hillary Clinton. Pelo que, como já escrevi antes, (ou)viu-se alguns «a fazerem as figuras mais tristes, mais ridículas, mais histéricas, a dizerem e a escreverem os maiores disparates»…
… E em nenhuma outra entidade-espaço-instituição deste país isso terá sido mais evidente do que no grupo Impresa. Tenho indicações, registos, de pelo menos quatro exemplos que o comprovam: a revista («E») do jornal Expresso de 29 de Outubro, com uma fotografia de Hillary Clinton e o destaque para um artigo de Clara Ferreira Alves - «”Yes She Can” – Hillary Clinton está prestes a fazer história quando a 8 de novembro (sic!) se tornar a primeira mulher eleita Presidente dos Estados Unidos da América»; antes e durante (d)o dia 8 a cobertura «noticiosa» deficiente, incompetente, tendenciosa da eleição nos EUA feita pela SIC, segundo o relato de Pedro Correia no Delito de Opinião; o artigo de Mafalda Anjos, «diretora» (sic!) da revista Visão, intitulado «Trump presidente? Merda, merda, merda!» - escrito na madrugada de 9 de Novembro depois de «uma noite em claro, milhares de caracteres para o lixo e toda uma edição alterada em meia dúzia de horas por uma equipa de luxo de 12 pessoas que resistiu até ao amanhecer»; também no dia 9, na SIC Online, a «notícia» que «informava» que «americanos protestam contra eleição de Trump» - do que se pode deduzir que ou até os que votaram nele protestaram, ou que foram só estrangeiros a elegê-lo...
Infelizmente, e como seria de prever, no Público também abundaram os exemplos de uma abordagem, digamos…. desequilibrada ao escrutínio nos EUA e aos seus dois protagonistas principais. Em 2012 contactei aquele jornal e, para além de uma «troca de URL’s», disponibilizei-me para dar uma outra perspectiva, mais abrangente e completa, da política norte-americana; porém, e apesar de, desde então, ter regularmente renovado a minha oferta, a minha participação não foi requerida, e as consequências são visíveis: a 23 de Outubro, saía a notícia «Trump vai processar mulheres que o acusam, Clinton prefere falar do que vai fazer se for eleita»… um dia depois de o candidato republicano ter apresentado o seu «Contrato com o votante americano»; a 29, «Ministério Público brasileiro investiga negócios de Donald Trump»… ao mesmo tempo que, nos EUA, era sabido que o FBI decidira reabrir a investigação ao servidor privado de Hillary Clinton; entretanto, artigos de opinião como «A Europa dificilmente sobreviveria (sobreviverá) a Donald Trump», de Teresa de Sousa, «Medo. De Trump», de David Dinis (actual director do jornal), ambos publicados antes da eleição, «O triunfo dos porcos», de José Vítor Malheiros e «Trump abriu a toca aos guerreiros arianos», de Bárbara Reis (anterior directora do jornal), publicados depois, não contribuíram propriamente para um esclarecimento completo, racional e sensato sobre aquela, nem para a consolidação da credibilidade do Público, em especial na área internacional…
Obviamente, nem só de alusões deficientes e deturpadas se fizeram, e se fazem ainda, as (muitas) distorções portuguesas da realidade política norte-americana. Estas também podem tomar a forma de omissões. Como a praticada por João Lopes, jornalista (do Diário de Notícias), crítico de cinema, comentador de cultura… e (grande) admirador de Madonna, mas que decidiu não mencionar, no seu blog Sound + Vision (em que tem como parceiro Nuno Galopim), que a cantora de «Like a Virgin» decidira oferecer fellatios a todos os votantes de Hillary Clinton – uma promessa que, no entanto, ela decidiu não cumprir depois do dia 8; um «lapso» tanto mais surpreendente por JL repreender frequente e veementemente programas do tipo «reality show» como «Casa dos Segredos», da TVI, e a sordidez que lhes é característica, a sua «desoladora rotina (…) (onde) tudo é sexo. Sexo mecânico. Sexo instrumental e instrumentalizado. Sexo, dizem eles, para fazer espectáculo e “entretenimento”. Triunfou mesmo a ideia (?) segundo a qual quando mais se aviltar a nobreza do factor humano, mais “entretidos” estão os espectadores». Incrivelmente, o primeiro texto de João Lopes sobre Madonna publicado no S + V depois de aquela ter alardeado a sua generosidade… oral consistiu numa citação de uma mensagem da artista no Instagram, feita no dia 6, e em que ela, alertando para os supostos perigos de um triunfo de Trump, avisava que «isto não é um reality show»!        
Se já é suficientemente mau produzir e divulgar (pequenas) peças, sejam textuais sejam audiovisuais, garantindo que a vitória de Hillary Clinton é indubitável, ou que, afinal, tendo Donald Trump triunfado, o fim do Mundo está próximo, que dizer quando livros são feitos baseados nessa errónea premissa? As primeiras ainda podem ser «jornalisticamente» corrigidas, contextualizadas, esquecidas… apagadas; mas que fazer dos segundos e das suas centenas, quiçá milhares, de páginas já impressas? Por mais espantoso que isso possa parecer… e ser, dois livros foram publicados em Portugal em 2016 na assunção de que a candidata do Partido Democrata seria a próxima presidente dos EUA.
Um é intitulado «Administração Hillary» e foi escrito por Bernardo Pires de Lima e Raquel Vaz-Pinto. À editora da obra enviei três mensagens. Primeira, a 24 de Outubro: «Permito-me fazer uma correcção ao que está na página de apresentação, no sítio na Internet da Tinta da China, do livro "Administração Hillary", mais concretamente, que a esposa de Bill Clinton “foi a primeira mulher a concorrer à Casa Branca” - o que não é, obviamente, verdade.». Segunda, no mesmo dia: «Enquanto aguardo a vossa resposta (e/ou confirmação de que receberam a mensagem anterior), aproveito para fazer outra observação sobre o mesmo assunto... Se o erro que apontei - o de Hillary Clinton ser apresentada como “a primeira mulher a concorrer à Casa Branca” - apenas está na respectiva página da Internet, isso não é (muito) grave e pode ser corrigido sem prejuízos de maior; porém, se está igualmente patente no livro, ou seja, em centenas ou mesmo milhares de exemplares em papel, então tal falha é seriamente preocupante e põe (ainda mais) em causa a credibilidade de toda a obra - na verdade, se os autores claudicaram em algo de tão básico, quem garante que não existirão incorrecções adicionais? Evidentemente, poder-se-ia começar por questionar a decisão de publicar um livro que como que dá por garantida a vitória da candidata democrata... antes de a eleição se realizar.». Terceira, a 9 de Novembro: «Sou forçado a concluir, infelizmente, que da parte da Tinta da China não há interesse - e um mínimo de boa educação - em responder às mensagens de alguém que é, também, um vosso cliente e consumidor - na verdade, já adquiri livros editados por vocês... Porém, não deixo de enviar uma (derradeira?) mensagem sobre o assunto: agora que se sabe que foi Donald Trump quem venceu a mais recente eleição presidencial nos EUA, qual vai ser a abordagem comercial que irão adoptar com o livro “Administração Hillary”? Ficção científica no sub-género história alternativa... ou distopia? Já agora, se estiverem interessados, tenho um romance nesse âmbito para o qual procuro editor(a)... ;-)» Aparentemente, a minha sugestão terá sido seguida, pois agora o livro, na respectiva página no sítio da TdC, é apresentado deste modo: «Como seria o Mundo se a mulher que concorreu à presidência dos EUA tivesse vencido as eleições»! É de notar, no entanto, que eu não fui o único a brincar com este extremamente infeliz (?) projecto literário…
O outro livro marcado por uma «efabulação precoce» é intitulado «Hillary Clinton – Nunca é Tarde para Ganhar», e foi escrito por Germano Almeida, meu «colega» na blogosfera com especial enfoque nos EUA – o seu blog, Casa Branca, é apenas dois meses mais antigo do que o Obamatório. Os seus dois anteriores livros, ambos sobre Barack Hussein Obama, foram publicados – também pela PrimeBooks – depois de o presidente cessante ter vencido as eleições de 2008 e de 2012, respectivamente… e teria sido preferível que ele tivesse aguardado igualmente o desfecho da de 2016. De facto, e em retrospectiva, não foi propriamente muito sensato publicá-lo prematuramente… e com a seguinte sinopse: «Hillary Rodham Clinton concretizou o sonho da sua vida e é a primeira mulher a chegar à Presidência dos Estados Unidos. Este livro traça-nos o perfil desta mulher singular e obstinada, conta-nos o seu percurso, ideias e paixões e revela ainda pormenores essenciais da corrida eleitoral mais imprevista das últimas décadas nos Estados Unidos da América.» O («pequeno») problema de ter sido lançado antes de a «corrida eleitoral mais imprevista das últimas décadas» nos EUA ter terminado é que, por causa disso, não incluiu o pormenor mais essencial e mais imprevisto: o resultado final dessa corrida, ou seja, a vitória de Donald Trump. Por isso, o debate que decorreu na FNAC Chiado a 21 de Novembro e que teve este livro «como mote para (uma) reflexão alargada sobre este momento de transição na América», reflexão essa que contou com um alegado «painel de luxo, com alguns dos maiores especialistas em política americana do nosso país», mais não foi do que uma – patética – tentativa de «controlo de danos» que resultaram de uma aposta editorial que se revelou desastrosa. Aliás, a inexistência de notícias, de relatos posteriores deste debate parece ser uma confirmação de que os tais «maiores especialistas» não chegaram a conclusões claras e convincentes. Mais valia que tivessem convidado apenas a mim, e eu de bom grado enunciaria e explicaria inequivocamente todas «as razões para o falhanço da candidatura (de) Hillary»…
… Embora não o tenham feito, tal como a Antena 1, Antena 3, CCTV América (?!), Expresso, Jornal de Notícias, Observador, Porto Canal, Rádio Nova, Rádio Morabeza (de Cabo Verde!), Rádio Renascença, RTP 1, RTP 3, TSF e, evidentemente, a TVI, contaram com a colaboração pontual ou permanente de Germano Almeida nas semanas e até meses anteriores à eleição e nenhum destes (e outros) órgãos de comunicação social decidiu solicitar uma vez que fosse o meu contributo. Será interessante ver se a credibilidade do meu «colega» junto daqueles se manterá depois de ele ter assegurado que Hillary Clinton só perderia «em caso de doença ou atentado» e de, depois, ter classificado a perda daquela (sem doença ou atentado) como uma «total surpresa» - para mim não foi – e «uma espécie de 11 de Setembro de 2001 no plano político e social». Entretanto, admito que também estou «preocupado» com a situação de outro meu «colega» de blogosfera, João Luís Dias. E porquê? Porque, depois de ter estado mais de sete meses sem ter publicado qualquer texto no seu Máquina Política, e tendo regressado a 9 de Outubro afirmando que «por esta altura, é já praticamente certo que Donald Trump não virá a ocupar a Sala Oval a partir de 20 de Janeiro do próximo ano», dele não há novidades desde 8 de Novembro, quando anunciou que iria estar nessa noite no Porto Canal a comentar a eleição. Talvez fosse aconselhável pedir a Nuno «Era uma Vez na América» Gouveia, que também reside no Porto, que fosse à procura do João… apesar de ainda não ter «digerido» totalmente a vitória de Donald Trump, muito mais objecto das suas invectivas no Twitter do que Hillary Clinton.
(Adenda – Ainda a tempo, eis mais dois exemplos de portugueses que, a propósito da eleição presidencial nos EUA, revela(ra)m a sua ignorância, a sua imaturidade, o seu sectarismo… claro, são de extrema-esquerda. Uma achava «óbvio» que Donald Trump «não ganha(ria)», e preocupava-se como os eleitores dele iriam reagir – afinal, viu-se, e de que maneira, como é que os votantes (ou nem por isso…) de Hillary Clinton reagiram… com violência e com vigarice. Outro não hesitou em acreditar no que alegava um «tweet» alheio – entretanto, e significativamente, apagado: que Mike Pence afirmara que existiam mulheres que queriam ser violadas para assim poderem fazer abortos – uma calúnia, uma falsidade tão estúpida que foi denunciada e desmentida, entre outros media, pelo Snopes – insuspeito de simpatias por conservadores.)  

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Nenhuma «batalha» é pouco importante

(Uma adenda no final deste texto.)
Entrado o Obamatório no seu Ano Oito, é possível que de aqui a um ano faça um balanço mais abrangente do que foi este meu projecto, que adorei desenvolver mas que, frequentemente (e porque, claro, eu tenho muitas outras coisas em que pensar, para fazer, com que me preocupar), me foi extremamente difícil manter – mas que «aguentei» porque sei que há pessoas que apreciam o que eu escrevo neste âmbito… e foi, é, por elas que eu persisti e persisto…
Porém, será pouco provável que a avaliação final resultante desse balanço não seja de desilusão, de fracasso, de «missão não conseguida»: a minha meta de influenciar, de alterar, mesmo que ligeiramente, a perspectiva predominante em Portugal sobre a realidade política norte-americana, não foi alcançada; a desinformação, a omissão, e por vezes a pura e simples mentira, beneficiando «burros» e prejudicando «elefantes», ainda são constantes e até ridiculamente hilariantes – por exemplo (apenas um entre vários), o recente «espectáculo» de Barack Obama a chorar «lágrimas de crocodilo» pelas mortes resultantes da suposta falta de «gun control» foi «engolido» acrítica e emocionalmente pela generalidade dos principais órgãos de comunicação social nacionais. Consequência habitual e quase inevitável: a multiplicação de leitores-consumidores-cidadãos ignorantes, iludidos, pouco exigentes, prontos a ceder aos seus preconceitos, e capazes de escreverem – e de acreditarem – em imbecilidades como «o seu legado é maior do que julgamos: nunca haverá alguém tão fixe e humano como este Presidente». Admito: quando se lê algo como isto, escrito por alguém (que, aliás, eu conheço pessoalmente) que já tem idade para ter juízo, que deveria pelo menos suspeitar de que pode haver «outro lado da História», é difícil não pensar que, de algum modo, se falhou. 
Nos últimos sete anos – e a ver vamos o que acontece neste oitavo que agora começou, embora tenha poucas ou nenhumas expectativas nesse âmbito – nunca fui convidado para participar em qualquer programa de rádio ou de televisão, ou para dar uma entrevista, ou um mero depoimento, relativamente a este meu trabalho sobre o que se passa na grande nação do outro lado do Atlântico – e, acreditem, tal não se deveu a falta de contactos, de dinamismo ou de insistência da minha parte. Em certos casos, e como já denunciei, isso deveu-se a deliberada discriminação. E, no entanto, outros «comentadores», outros «especialistas» houve que, apesar de estarem semanas, e às vezes meses, sem «postar» algo de novo, lá iam sendo solicitados para debitar as suas – muitas vezes deficientes – impressões… Assim, e como habitualmente, os únicos espaços que me resta(ra)m para o confronto de ideias e o debate de opiniões, factos e argumentos – confronto e debate que eu, evidentemente, me esforço sempre por manter minimamente civilizado, cordato – foram, são, os comentários em blogs que eu vou visitando, e em que sinto – consoante as circunstâncias e os contextos – ser meu dever intervir. Neste ano que passou, e neste âmbito, merecem registo as minhas intervenções no: Estado Sentido; Der Terrorist (uma, duas, três); Aventar (uma, duas, três, quatro, cinco, seis); Actualidade Religiosa; Delito de Opinião (uma, duas); e Praça do Bocage
… E, como se pode verificar, foi no Aventar, e em especial com (o entretanto falecido) João José Cardoso que tive as mais «acesas» discussões – vale a pena lê-las na íntegra (mas a minha opinião é «suspeita»…). Da(s) minha(s) parte(s), merecem destaque: «Não é correcto classificar o KKK como uma “milícia cristã”, por mais cruzes que eles usassem (e queimassem)… não seguiam, de certeza, os ensinamentos de amor ao próximo e de tolerância preconizados por Jesus. Era, é, antes de mais, um grupo supremacista, racial, político, “braço armado” do Partido Democrata racista, segregacionista, esclavagista. E foi criticado, condenado, combatido, por muitas igrejas cristãs dos EUA»; «o Partido Democrata, com Barack Obama, acelerou a “deriva esquerdista” que se iniciara antes, através de Jimmy Carter, Lyndon Johnson, e, até, com Franklin D. Roosevelt. Um partido que agora preconiza, entre outras “causas”, o aumento de impostos, a criação de um “sistema nacional (estatizado) de saúde” (o denominado «ObamaCare»), a limitação de posse e uso de armas, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento do regime dos irmãos Castro em Cuba não é, certamente, de direita; em termos “portugueses”, o PD está entre o PS e o BE. O Tea Party é um movimento que tem como objectivos a diminuição da carga fiscal e da presença (e do “peso”) do Estado na sociedade; o “nacionalismo” não é um conceito que lhe esteja associado (pelo menos directamente), e não é, indubitavelmente, “liberal”, termo que nos países anglófonos é relativo à esquerda – sendo que “conservador” é o correspondente à direita». Não sendo possível mais, temos de nos resignar ao que temos; mas, nesta «guerra», nenhum «campo» é demasiado pequeno, nenhuma «batalha» é pouco importante.
(Adenda – Exemplos recentes que demonstram – e tal nem seria necessário – de como a ignorância, ou pior, existente em Portugal sobre os EUA assume invariavelmente aspectos lamentáveis, são os artigos recentes de João Lopes, que - «surpresa»! – (des)classificou de «medíocre» o novo filme de Michael Bay, «13 Horas», e de Rui Moreira, que (des)classificou de «populista e racista» Barry Goldwater; pelo estatuto que eles têm, tais atoardas são – ou deveriam ser – inadmissíveis. Também não ajuda que se (re)publiquem em português idiotices com o título «A América virou à esquerda», o que é desmentido pela simples análise da composição do Congresso federal e dos congressos estaduais e da distribuição dos governadores. Porém, e lá está, sempre há gente disposta a acreditar em tudo o que prefere… «O próximo Presidente democrata será mais liberal do que foi Obama, o próximo Presidente republicano será mais liberal do que foi George W. Bush»?! Os anos passam, a ciência avança, mas os «videntes» de pacotilha permanecem.)  

domingo, 26 de agosto de 2012

Não precisam de agradecer

Como já por mais de uma vez disse e/ou dei a entender, não é só no Obamatório que eu exerço uma vigilância mais ou menos constante e rigorosa – à medida da minha capacidade e da minha disponibilidade – sobre o que se vai dizendo e escrevendo no espaço público informativo português, com especial enfoque na blogosfera, intervindo e comentando, sempre que me parece oportuno e relevante, para corrigir, denunciar e/ou esclarecer erros, mentiras e preconceitos sobre a política (e a cultura) norte-americana – e, claro, sempre sem anonimato. Eis alguns casos recentes… e não precisam de agradecer.
Com os meus «colegas de blogs sobre os EUA» os contactos são regulares, mas practicamente todos num só sentido – raramente (ou nunca) são retribuídos. Muitas vezes são feitos, precisamente, para corrigir erros «simples», sem malícia, como os de João Luís Dias no Máquina Política (um, dois, três) e um de Alexandre Burmester no Era uma Vez na América – escusado será dizer que espero que façam o mesmo se eu me enganar (não, não sou infalível… ;-)) Quanto a Nuno Gouveia, nada de recente da minha parte há a assinalar, mas não porque ele tenha desistido de (tentar) ridicularizar Sarah Palin persistindo em criancices cada vez menos desculpáveis – prefere fazê-lo no 31 da Armada, onde não permite comentários e, por isso, não tem de me «ouvir»… Mas isto não é (muito) grave, ao contrário de, concretamente, juntar, aos dislates demagógicos a favor de democratas, mentiras sobre factos, utilizando-se ainda por cima o aberrante, abominável «aborto ortográfico». Aliás, são dois os blogs a quem eu faço (por enquanto…) o «obséquio» de mencionar em permanência no Obamatório que já capitularam perante os perversores da língua portuguesa. Lamentável, ridículo e vergonhoso.
Porém, há pior no que se refere a delírios e a disparates «tugas» a respeito dos EUA, e isso, inevitavelmente, é encontrado com frequência nos tugúrios «generalistas» esquerdistas. Não é de surpreender que: um comunista empedernido, mesmo que «enfeitado com fruta», não tenha a mínima ideia do que se passa realmente nos EUA; que um «gato» não consiga reconhecer um dos seus «donos ideológicos»; que alguém que se assume como «o terrorista» equiparasse republicanos aos talibãs, e que se revelasse como racista misógino; e que um grupo de pessoas que se assume como de «Esquerda Republicana» mostrasse a sua reduzida capacidade (e a desonestidade) intelectual, individual e colectiva, ao lançar acusações sem provas, ao (tentar) desvalorizar factos, a dar credibilidade a «estudos» fraudulentos, a acreditar que a Fox News «desinforma», a mostrar uma hipocrisia demente e mal-agradecida para com aqueles que os acolhem. No entanto, há que reconhecer e assinalar que também à direita há ingenuidades avaliativas, insuficiências informativas e desproporções opinativas sobre os EUA em geral e os conservadores em particular que não devem igualmente ficar sem resposta.         
Todavia, a gravidade da de(sin)formação atinge níveis verdadeiramente preocupantes quando é practicada por pessoas investidas de especiais responsabilidades, recursos e «respeitabilidades». Como professores e jornalistas.
Para o seu artigo «A ficção furiosa de Hunter S. Thompson», saído no Público em Dezembro de 2011, o jornalista Francisco Valente pediu a opinião de Teresa Botelho, professora e investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa, cujas declarações – ou algumas em especial, pelo menos – me levaram a contactá-la por correio electrónico e a escrever que «a senhora poderá ser, eventualmente, “especialista em estudos americanos” mas não é, de certeza, especialista em (conhecedora da) comunicação social norte-americana. E, claramente, não vê, não costuma ver - e, provavelmente, nunca viu - a Fox News. Se visse, não a colocaria ao mesmo (baixo) nível de um “jornalista” drogado e suicida. Então na FNC não há “moderação do riso”? Aconselho-a a ver um programa chamado “Red Eye”. E não duvide de que naquele canal se tem acesso à verdade - a de numerosos factos (acções, decisões, afirmações), erros, lapsos, que são omitidos, deturpados, e/ou, sim, desvirtuados em outros órgãos “inclinados à esquerda”, como a ABC, a CBS, a NBC, a MSNBC, a CNN, o New York Times, o Washington Post... Já ouviu falar dos casos “Fast and Furious” e “Solyndra”? São escândalos que abalam actualmente a administração de Barack Obama, mas dos quais poucas ou nenhumas referências encontrará, sem ser na FNC, naqueles media...» Respondeu-me a Prof.ª Botelho tentando explicar, esclarecer, o que havia dito, ao que eu ripostei que «pela sua resposta, mais fico convencido de que a senhora não vê, e possivelmente nunca viu, a Fox News. Se visse, nunca compararia... o que não é comparável, ou seja, um canal que emite 24 horas por dia com um programa que dura meia hora. São os admiradores de Jon Stewart que procuram no “The Daily Show” uma “confirmação dos seus pontos de vista”, porque, apesar da presença ocasional, rara, de um ou outro convidado não liberal (isto é, de esquerda), a tónica do programa é, claramente, assumidamente, criticar, combater, ridicularizar os conservadores. O próprio Stewart já admitiu que ele e a sua equipa passam horas todos os dias a verem a Fox à procura de material para construirem as suas sátiras... mesmo que se trate de pormenores insignificantes! E quando ocasionalmente fazem troça de democratas e “progressistas” é invariavelmente para criticarem os seus fracos desempenhos na defesa dos seus valores, não os valores propriamente ditos. Stewart é um humorista, não um jornalista; se dá factos é sempre com a sua interpretação, a sua “mundivisão”... Enquanto que na Fox, apesar de ter uma posição assumidamente pró-republicana, conta com a participação constante de democratas, entre trabalhadores permanentes, colaboradores e comentadores. E, se mais não aparecem, é porque não querem...»
Faço notar, novamente, que Teresa Botelho respondeu às minhas mensagens, e isto para diferenciar claramente o comportamento dela do de Nuno Galopim, jornalista do Diário de Notícias, que não o fez. Em Maio deste ano, no blog Sound + Vision que partilha com João Lopes (e onde não são permitidos comentários), decidiu divulgar e comentar uma gaffe – esta, sim, verdadeira (e «gravíssima»!) – d(a equipa da candidatura d)e Mitt Romney, que «transformou», numa aplicação informática, «America» em «Amercia». Escrevi-lhe: «é claro que eu sei que, no vosso blog (que, no entanto, considero excelente e vejo todos os dias), o Nuno e o João Lopes são claramente... tendenciosos, na “política externa” e não só. Aliás, há mais de dois anos, em Fevereiro de 2010, enviei para aí outra mensagem sobre um texto do João em que ele afirmava, mais ou menos, o seguinte: que bastava assistir às paródias de Jon Stewart sobre a Fox News para se perceber o que é e como funciona aquele canal de televisão. Obviamente, apontei e desmontei a falácia de tal “argumento”, inadmissível num jornalista, mas não só. E até hoje ainda “estou” à espera da resposta... Logicamente, Mitt Romney e os colaboradores da sua equipa de campanha sabem como se escreve “America”. Apesar de insólito, nada mais foi do que um erro que terá sido prontamente corrigido. Apesar da experiência e dos meios de que dispõem, não estão livres de, uma vez por outra, meterem uma “argolada” e das grandes (como esta). Eles não são perfeitos, e não alegam sê-lo. Mas o que eu gostaria de saber é porque é que o Nuno até hoje não referiu e não “reflectiu” sobre os muitos erros de Barack Obama & Cia. em termos de Geografia (é claro que há muitos outros relativos a diferentes “áreas do saber”), e muito mais graves do que escrever «Amercia». É por não os conhecer ou por, conhecendo-os, optar por não os divulgar nem comentar? Dou só alguns exemplos... o presidente já disse: que havia visitado “57 Estados” dos EUA; que o Havai é na Ásia; que existe a “língua austríaca”; que a Europa é um país; que estava contente por estar no Texas... quando, na verdade, estava no Kansas. Além de ter escrito, ou pelo menos permitido, que, durante quase 20 anos estivesse numa sua biografia oficial (fornecida pela sua agente literária) que ele havia “nascido no Quénia”. Deixo-lhe um “desafio”: o de descobrir porque é que estes “insignificantes” lapsos nunca se tornaram “anedotas virais que correram o mundo digital nas mais variadas formas e variações”.»