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segunda-feira, 27 de julho de 2015

É a «flexibilidade», lembram-se? (Parte 2)

(DUAS adendas no final deste texto.)
Foi – e ainda é – um dos momentos marcantes, mais memoráveis, dos debates televisivos entre Barack Obama e Mitt Romney para a eleição presidencial de 2012: criticando a asserção do candidato republicano de que a Rússia era – aliás, continuava a ser – o principal rival («foe») geoestratégico dos EUA, o presidente, considerando-a errada… e antiquada, saiu-se com esta: «os anos 80 ligaram, querem a sua política externa de volta».
Três anos depois, ocorre um facto notável – e que, obviamente, não foi practicamente noticiado nos órgãos de comunicação social de «referência»: a 9 de Julho o General Joseph Dunford, nomeado pela Casa Branca para substituir o general Martin Dempsey como chefe do Estado Maior das Forças Armadas norte-americanas («chairman of the Joint Chiefs of Staff»), declarou, numa audiência de confirmação no Senado, que a Rússia é «a maior ameaça à nossa segurança nacional». Uma opinião, e uma posição, que seria reiterada nas semanas seguintes por (pelo menos) dois outros militares em funções de chefia, os generais Mark Milley e Paul Selva.
Não se sabe se o Sr. Hussein reconheceu entretanto que o seu opositor em 2012 estava certo, e se as suas escolhas para cargos castrenses reflectem essa mudança, ou se estes homens de armas, apesar de apontados por ele, têm e revelam um pensamento próprio. Porém, eles mais não fazem do que reagir à realidade. E não só por causa da invasão da Ucrânia e da anexação da Crimeia: em Abril e em Maio surgiram notícias de que Moscovo teria ordenado ataques informáticos à Casa Branca – mais concretamente, ao correio electrónico de BHO! – e ao IRSTambém há dois meses foi relatado que a actual administração estaria a considerar aplicar «punições» à Rússia por esta violar continuamente os tratados sobre armas nucleares assinados pelos dois países. Tudo isto considerado, não surpreende que o próprio «arquitecto» do famigerado – e falhado - «reinício» («reset») das relações protagonizado por Hillary Clinton, o então embaixador em Moscovo Michael McFaul, acredite agora que aquela não foi propriamente uma boa iniciativa… e não deve ser repetida. No entanto, a «culpa» não foi dele mas sim de quem prometeu a Vladimir Putin que teria mais «flexibilidade» caso fosse reeleito em 2012…
… O que, infelizmente (e injustamente), aconteceu, privando os EUA de terem um presidente verdadeiramente experiente, com bom carácter, competente, que ama de facto o seu país, e perspicaz: na verdade, não foi unicamente quanto à Rússia que Mitt Romney fez uma previsão que se revelaria acertada: também o fez quanto à China. Há quatro anos, aquando de um dos primeiros debates presidenciais (com os seus rivais do GOP), o ex-governador do Massachusetts alertou pela primeira vez para o facto de já então chineses estarem a atacar computadores – empresariais e governamentais – norte-americanos, roubando informações e propriedades intelectuais. Um alerta que foi previsível e generalizadamente ridicularizado à esquerda… incluindo Katherine Archuleta, directora do Gabinete de Gestão Pública, que classificou o nomeado republicano como uma pessoa com «um conhecimento reduzido do que se passa no século XXI». Pois bem (ou mal), neste ano descobriu-se que aquela senhora e aquele (muito importante) organismo do governo federal permitiram que, efectivamente, sistemas informáticos estatais sob a sua alçada fossem invadidos por hackers do «Império do Meio»… mas a incompetência não se limitou a não implementarem as protecções adequadas: também, imagine-se, concederam a manutenção daqueles sistemas a empresas chinesas, aos quais providenciaram os respectivos meios de acesso! Eu poderia dizer que este constitui o exemplo mais extremo, o ponto mais baixo, da estupidez e da irresponsabilidade «obamistas», mas não o digo... convictamente e agora, porque falta ano e meio numa presidência desastrosa, catastrófica, para os EUA, e sabe-se lá o que ainda pode acontecer...
O cuidado que se deve (devia) ter com a China e com a Rússia não se justifica por aqueles dois países serem, por eles próprios, (enormes) ameaças para os norte-americanos: é por eles poderem dar – e de facto dão – ajuda a outros inimigos daqueles. Tal como o Irão: em Abril último foram noticiados dois acordos, um de Moscovo e outro de Pequim, com Teerão; o primeiro sobre a venda de mísseis terra-ar e o segundo sobre a (colaboração na) construção de (cinco novas) centrais nucleares; entretanto, e igualmente naquele mês, também houve alguém na Califórnia interessado em exportar tecnologia de ponta para a terra dos «ai-as-tolas» mas foi preso pelo FBI… Enfim, apenas «aperitivos» do que viria a ser o – perigoso e vergonhoso – «acordo» com o Irão alcançado este mês… que não vai impedir aquele país de obter armas nucleares, que obriga Washington a defender Teerão de Tel-Aviv (!), que estipula que as inspecções são feitas com um aviso prévio de 24 dias e nos locais escolhidos pelos iranianos, que não proporcionou a libertação dos (quatro) norte-americanos presos naquele país. No entanto, para melhor se ter a certeza de quanto o «acordo» é mau não se ouçam os seus opositores mas sim os seus defensores: Barack Obama disse que ele «não está dependente de o Irão começar a actuar de repente como uma democracia liberal»; Susan Rice disse que «devemos esperar» que parte dos (acrescidos) meios financeiros agora ao dispor do Irão sejam aplicados não só nas forças armadas daquele mas também no (reforço do) apoio a actividades terroristas; Joseph Dunford (ele outra vez) disse que a morte de cerca de 500 militares dos EUA no Afeganistão e no Iraque podia atribuir-se ao Irão…
… O que aliás está em consonância com o – constante, não contido – apelo, e objectivo, do regime de Teerão de «morte à América» (e a Israel), entoado em coro nos comícios do «ai-a-tola» Khamenei. Bem pode queixar-se John Kerry de que tais palavras de ordem «não ajudam» e são «bastante estúpidas», tanto mais depois das assinaturas rubricadas em Viena; todavia, é (mais um)a consequência de a actual administração, a começar pelo seu chefe, mostrar demasiada «flexibilidade» para com criminosos nacionais e estrangeiros, ditadores e terroristas.
(Adenda – Barack Obama é «arrogante» e «profundamente ofensivo» na sua defesa do acordo com o Irão, diz Joe Scarborough? Não, que ideia! ;-) Aliás, «nunca» o Sr. Hussein foi arrogante e ofensivo durante a sua presidência. Agora, verdadeiramente «ofensiva» - para os democratas (mas não só) – foi a afirmação de Mick Huckabee de que, com este acordo, BHO está a conduzir os israelitas para o «forno». De onde é que ele poderia tirar esta ideia «absurda», da qual ele não só não se arrependeu como até reiterou? De certo que «não» é das – repetidas – declarações de líderes religiosos, civis e militares iranianos que continuam a querer «apagar» Israel do mapa… e, aparentemente, a «convidarem» o Sr. Hussein a cometer suicídio; enfim, são de facto parceiros nos quais se pode «confiar»… tanto que Ashton Carter, secretário da Defesa, acredita que Teerão continua(rá) a ser o principal apoiante mundial do terrorismo – aliás, o caso mais recente neste âmbito ocorreu no Bahrain, com as autoridades deste país a acusarem o Irão de estar por detrás de um atentado bombista a uma escola feminina a 28 de Julho último. Apesar de tudo, e conforme confirmou John Kerry, com os «ai-as-tolas» celebraram-se «(sub)acordos laterais secretos» que a generalidade dos norte-americanos não tem autorização de conhecer.)
(Segunda adenda – Mais dois exemplos de como a «flexibilidade» passiva dos EUA induzida por Barack Obama, pela sua administração e pelo Partido Democrata possibilitou, e continua a possibilitar, a «flexibilidade» activa da China e da Rússia: hackers desta utilizaram, para atingir computadores do governo federal norte-americano, fotografias colocadas no Twitter (!); e hackers daquela, além de penetrarem nos sistemas de departamentos estatais e de seguradoras, também o fizeram nos da United Airlines.)   

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Transformados fundamentalmente

(Uma adenda no final deste texto.)
Não há qualquer dúvida quanto a isso, e não deve haver qualquer problema (eu não tenho) em assumi-lo, em reconhecer que é verdade… infelizmente: Barack Obama conseguiu cumprir a sua promessa de 2008 e os Estados Unidos da América estão hoje, foram, efectivamente, transformados fundamentalmente. Não para melhor, evidentemente. Não que essa transformação seja aceite pela maioria dos norte-americanos, que não é. Não que tal tenha acontecido de uma forma legítima, legal, normal – pelo contrário, aconteceu através da manipulação e do abuso de poder, da mentira e do crime. Não que, porém, a transformação seja definitiva – tal dependerá principalmente, mas não só, de quem vencer a eleição presidencial de 2016. No entanto, a imagem da Casa Branca iluminada com as cores do arco-íris, em celebração do «casamento» - e do comportamento – homossexual, constitui um símbolo, e uma demonstração, de que muito mudou e de uma forma que até há pouco tempo não se imaginaria – aliás, muitos não imaginariam – possível.
Todavia, a transformação verificada não condiz, na verdade, com a que foi prometida pelo Sr. Hussein durante a mesma campanha eleitoral de há sete anos, sendo cada vez mais saliente a diferença entre o senador Obama e o presidente Obama: em vez de diminuir, a dívida pública aumentou; em vez de melhorar, a transparência na administração pública piorou… para índices nunca antes vistos, havendo mesmo quem considere o Nº 44 como «a coisa mais próxima de Nixon»; em vez de unificar, o marido de Michelle dividiu o país e os seus habitantes, usando, tal como os seus «camaradas», uma retórica agressiva e provocatória contra os republicanos como estando sempre em «modo de campanha». Para ele, com efeito, só as «black lives matter», e não são todas: principalmente, as de criminosos como Trayvon Martin, Michael Brown e Freddie Gray, que mereceram reconhecimento da Casa Branca, mas não Kate Steinle, branca assassinada por um imigrante ilegal que São Francisco não quis entregar às autoridades federais por ser uma «cidade-santuário» para criminosos… não que a actual administração se preocupe muito com isso, muito pelo contrário… tal como o «Don´t Ask, Don’t Tell» e o «Defense of Marriage Act», é mais uma iniciativa de Bill Clinton que Barack entende que não é obrigatório respeitar. Aliás, Jim Webb, ex-senador e actual candidato presidencial, não se reconhece no actual Partido Democrata, que considera já não ser o seu por se ter deslocado demasiado para a esquerda.  
Enfim, e insisto uma vez mais, não faltam exemplos de como o PD é uma organização criminosa, que promove, practica e premeia o crime, também por ter transformado fundamentalmente os EUA numa nação em que a aplicação das leis é selectiva, aleatória, condicionada pelos interesses e pelas conveniências do momento… ou seja, as dos «progressistas». Em que «todas as leis são iguais mas algumas são mais iguais do que outras». Concretamente, e segundo os esquerdistas, as pastelarias devem obedecer à «lei» (que as obriga a fazer bolos de «casamento» para gays) mas não as «cidades-santuário»; portanto, há um precedente para não respeitar, por exemplo, a obrigatoriedade do «ObamaCare». Mais do que isso, está criado o contexto e a justificação para se adoptar uma desobediência civil generalizada… e não é de agora que os apelos a isso surgiram. Sarah Palin, sempre mais atenta, coerente, intuitiva e lúcida do que alguns querem fazer crer, já o dizia há dois anos, aquando do denominado «shutdown» do governo federal. Então verificou-se que, ao mesmo tempo que se colocavam barricadas e polícias para impedir veteranos de visitar (os seus) memoriais de guerra, autorizava-se que imigrantes ilegais se manifestassem – exigindo tudo e mais alguma coisa – nos mesmos espaços. Afrontava-se os defensores enquanto se cedia perante os invasores. Não equivaleu isto a uma autêntica declaração de guerra (que de «civil», isto é, «educada», nada tem), mais do que a uma mera fase da «transformação fundamental» dos EUA?
A ver se fica esclarecido de uma vez por todas: nem todos serão – e não são – traficantes, ladrões, raptores, violadores, assassinos, apesar de, efectivamente, muitos o serem; mas todos os imigrantes ilegais, por definição, por terem entrado nos EUA clandestinamente, sem autorização, são criminosos. Que, com o beneplácito interesseiro dos democratas, antevendo conquistar novos eleitores, vão se apoderando: dos (não muitos) novos empregos criados e disponibilizados, uma tendência que vem do passado e que deverá prolongar-se no futuro; e de números de segurança social de cidadãos norte-americanos mortos, assim os habilitando a receberem regalias e benefícios que não merecem. Podem acusar – injustamente – Donald Trump de tudo e de mais alguma coisa, mas ele não deixa de ter (muita, se não toda a) razão nesta questão. Obviamente, o aumento da insegurança e da criminalidade ocorrido recentemente em cidades comandadas por democratas não se deve apenas às acções de estrangeiros, resultando igualmente do incremento de ilícitos perpetrados por afro-americanos na sequência da campanha contra a(s) polícia(s) desencadeada na sequência do aproveitamento por demagogos de alguns casos de alegada discriminação e de suposto excesso de violência pelas forças da ordem… campanhas essas que, na práctica, o próprio Barack Obama não hesita em liderar. Não satisfeito com isso, a sua administração continua a autorizar a libertação de imigrantes ilegais criminosos que não tardam em reincidir, e, como se isso não fosse suficiente, a escrever cartas (!) aos que ele ainda não soltou…      
Perante este panorama cada vez mais inquietante, como não compreender que, parafraseando Barack Obama em 2008, os conservadores se «agarrem amargamente» cada vez mais às armas e à religião como resistência à «fundamental transformação», apesar de tanto umas como a outra estarem em risco? Quanto às primeiras, tentam tirá-las, desarmar os cidadãos, directamente pelo gun control, isto é, restringindo a posse e o uso de armas, ou indirectamente pelo açambarcamento de munições por parte do governo federal. Quanto à segunda, tentam coarctá-la ou inutilizá-la: pelo «ObamaCare», impondo a organizações e a pessoas de fé – até a freiras! – o financiamento de contraceptivos, esterilização e pílulas abortivas; pela decisão do Supremo Tribunal sobre os «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo, penalizando os indivíduos e… as igrejas que se recus(ar)em a oficiar e/ou celebrar aqueles – algo que em 2013 Charles Krauthammer já previa. E, claro, nunca convém esquecer essa central de constante conspiração contra conservadores em que se transformou o IRS, cujos pormenores, crescente e regularmente revelados, não suscitam – que «surpresa»! – suficiente interesse junto de certos sectores…
Assim, será o desastre definitivo? Considerando todas (só quatro?) as maneiras pelas quais a esquerda está a (tentar) destruir a História dos EUA, indo ao ponto de sugerir que aqueles deveriam ter continuado a ser colónias da Grã-Bretanha, pode-se dizer que a revolução está morta? Ou não está, sendo contudo necessária uma «segunda declaração de independência»?     
(Adenda – Se os EUA não estivessem transformados fundamentalmente o(s proprietários do) Empire State Building não concordaria(m) em iluminar aquele edifício com as cores do Islão (verde e branco) no fim do Ramadão… e um dia depois de mais um terrorista muçulmano ter cometido um atentado em solo dos EUA, desta vez contra centros de recrutamento das forças armadas em Chattanooga, no Tennessee, tendo morto cinco militares; é tão mau ou pior do que a Casa Branca – e o castelo do Disneyworld! – iluminada com as cores do arco-íris. Nem uma organização como a Planned Parenthood, apoiante de e apoiada por democratas, de que duas dirigentes (pelo menos até agora, poderão ser mais…) foram apanhadas em vídeo a discutir métodos e preços de venda de órgãos de crianças abortadas, estaria ainda em actividade.)       

sábado, 4 de julho de 2015

Dia da «Dependência» (Parte 3)

(Uma adenda no final deste texto.)
O feriado do dia 4 de Julho nos Estados Unidos da América celebra a assinatura da Declaração da Independência das então «Treze Colónias» norte-americanas em relação à Grã-Bretanha, e, portanto, a sua libertação – que ainda teria de ser assegurada por uma guerra em que George Washington, o primeiro presidente, se destacou - face ao Rei Jorge III, que consideravam um tirano.
Porém, e obviamente, os tiranos não são necessariamente todos estrangeiros, externos; também podem ser compatriotas, internos. Pelo que recusar, rejeitar os ditames daqueles que não respeitam as vontades das populações, e, eventualmente, combatê-los e derrubá-los é, mais do que um direito, um dever. Um tirano interno pode ser ainda mais perigoso e prejudicial do que um tirano externo. Tal asserção é agora ainda mais relevante depois de cinco em nove de juízes do Supremo Tribunal dos EUA terem considerado constitucional o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, assim engrossando a lista dos juízes activistas e abusadores que – ao nível estadual – tinham anteriormente anulado as decisões legais de vários Estados, directamente pelos eleitores via referendo ou indirectamente pelos seus representantes eleitos.
A decisão tomada por Anthony Kennedy, Elena Kagan, Ruth Bader Ginsburg, Sonia Sotomayor e Stephen Breyer é, pois, nula; não tem qualquer validade, legitimidade ou sustentação… a não ser, o que não «vale», a utilização da 14ª Emenda – a que deu aos negros direitos civis, entre os quais o de voto. Pelo que pode e deve ser desobedecida, quanto mais não seja porque, como afirmou Anthony Scalia (um dos quatro juízes derrotados), constitui efectivamente «uma ameaça à democracia». Não existe – ou não está confirmada – qualquer mudança radical na opinião da maioria dos norte-americanos sobre este assunto, e, logicamente, as sondagens não contam, não valem por votos. Demograficamente, eleitoralmente, sociologicamente, os EUA continuam a ser uma nação predominantemente conservadora, como ficou confirmado, demonstrado, nas eleições de 2014.
Ao contrário do que dizem pessoas como Ron Fournier, Mick Huckabee não é como um segregacionista por se opor ao «casamento» entre pessoas do mesmo sexo e invocar os direitos dos Estados: são os apoiantes daquele que devem ser equiparados aos segregacionistas, porque, tal como a escravatura, que pressupõe que um ser humano pode ser proprietário de outro, e tal como o aborto, que pressupõe que é trivial matar-se um ser humano em formação, a homossexualidade é uma perversão do corpo. E os esquerdistas apoiam todas as perversões do corpo. Além do ex-governador do Arkansas, outro candidato presidencial do GOP que mais firmemente e inequivocamente condenou a decisão do ST foi Ted Cruz. E, como seria de esperar, é do Estado daquele senador, o Texas, que vem o maior, o melhor bom exemplo do que se deve fazer em termos de resistência – e de independência – face a este acesso de totalitarismo. Também no Louisiana, e graças a Bobby Jindal, há quem esteja disposto a não desistir do combate.
Sim, reitero-o: há como que uma segunda guerra civil actualmente a ocorrer – aliás, talvez tenha sido declarada definitivamente com as recentes decisões do ST – mas os «beligerantes» são, desta vez, não tanto dois grupos de Estados mas sim vários Estados, do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste, dos EUA contra alguns, poucos, bastiões urbanos de «liberalismo», de «progressivismo»… enfim, de autoritarismo: Washington DC, Nova Iorque, Los Angeles, São Francisco, Boston. Os que desrespeitam a vontade popular – que, note-se, não preconiza o cometimento de atrocidades, crueldades e (verdadeiras) discriminações ao rejeitar o «casamento gay» – e que desenvolvem acções que resultam objectivamente na negação daquela devem, portanto, ser demitidos, presos, julgados e condenados. Como este «bando dos cinco» do ST – dois dos quais, Kagan e Ginsburg, deveriam até ter sido impedidas (porque nunca seria de esperar que tivessem a dignidade mínima de, voluntariamente, se afastarem) de participar na decisão por terem já oficiado «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo! Como quase todos os políticos eleitos pelos democratas. Como Barack Obama, que, ao promover nacional e internacionalmente a «agenda LGBT», ao sobrestimar o (inexistente) «aquecimento global» e assim prejudicar a vitalidade económica e energética da nação, ao ratificar a libertação de criminosos (em especial criminosos imigrantes ilegais) e ao desvalorizar a ameaça do terrorismo islâmico, está a enfraquecer os EUA e a pôr em causa a sua independência.
Os activistas e militantes LGBT, eles próprios uma minoria de uma (pequena) minoria, são um grupo ditatorial e não estão, não ficarão satisfeitos com esta recente «victória»: a próxima batalha é, em colaboração com os seus aliados e «idiotas úteis» heterossexuais (?), o silenciamento, a neutralização definitiva dos que deles discordam e que a eles se opõem, com destaque especial para as organizações religiosas; estas já estão a receber «avisos», bem como os indivíduos que queiram publicar e divulgar opiniões contrárias ao «casamento gay» – tal como, aliás, em relação aos que discordam do «aquecimento global antropogénico». Eles são, pois, um grupo supremacista, convencidos da sua superioridade por serem quem – e como – são…
… E, nesse aspecto, será curioso e interessante compará-los com outro grupo supremacista – racistas brancos - que viram também recentemente um dos seus maiores símbolos – a bandeira da Confederação – ser cada vez mais contestada ao ponto de ser retirada, eliminada, «apagada».  Este feriado de 4 de Julho é, em 2015, também marcado pela recente – e correcta – decisão de Nikky Haley, governadora (republicana) do Estado da Carolina do Sul, de, na sequência do crime (ataque a uma igreja que causou nove mortos) cometido em Charleston por Dylan Roof, jovem supremacista que a usava, pedir a remoção definitiva – algo que a legislatura daquele Estado ainda terá de ratificar – daquela bandeira de edifícios e espaços públicos (a sua utilização continua a ser livre, obviamente, por privados) daquele símbolo por excelência do racismo, da escravatura, da traição, da guerra civil, da segregação, do Ku Klux Klan, dos linchamentos… enfim, do Partido Democrata, e Al Sharpton, ao menos por uma vez e sem querer, está certo. Assim, não há qualquer motivo para se atribuir aos republicanos as «culpas» por uma bandeira que não é, nunca foi, a sua, e contra a qual combateram. Pelo que não se deve deixar que os democratas, entre os quais Bill e Hillary Clinton, que a usaram orgulhosamente no governo do Arkansas e na campanha eleitoral de 1992, se aproveitem para fazer demagogia – algo que até Paul Begala, amigo e conselheiro do casal, considera reprovável.
No entanto, e como seria de esperar, está a passar-se «do oito ao oitenta» muito rapidamente nesta campanha de apagar, da História e do imaginário colectivo, o estandarte do «x estrelado» em fundo laranja. Compreende-se a decisão de empresas como a Amazon, eBay e Walmart de deixarem de vender produtos com a imagem (idêntica ou similar) daquela bandeira; todavia, todas essas empresas ainda vendem artigos com imagética nazi e comunista… Mas há pior: a Apple suspendeu a comercialização de jogos com a bandeira confederada; a Warner Brothers deixou de licenciar o «General Lee» (o automóvel) dos «Dukes of Hazzard» (série televisiva que também foi retirada de exibição); Lou Lumenick, «crítico de cinema» do New York Post, sugeriu a retirada definitiva de «Gone With the Wind» de quaisquer circuitos de distribuição; há quem queira encerrar/destruir o memorial – sim, um edifício! – de Thomas Jefferson em Washington. Enfim, com os democratas está a acontecer… o que sempre acontece nestas ocasiões: dá-se um «dedo» e eles querem o «braço»; dir-se-ia que eles querem (tentar) eliminar todo o seu passado racista, o que se compreende… contudo, e obviamente, não o conseguirão. Como disse Ann Coulter, podia aproveitar-se a ocasião e banir o PD e não apenas o seu ancestral «ignóbil trapo»!
Do que não restam dúvidas é que a rejeição – envergonhada, hipócrita, tardia – da «Stars and Bars» não significa necessariamente a adopção plena e incondicional da «Stars and Stripes». Na verdade, vem de longe a «tradição» de criticar, danificar, destruir a bandeira nacional dos EUA. Pelo que, desta vez, Greg Gutfeld não tem razão e Rush Limbaugh, como habitualmente, tem: o próximo passo será arriá-la… definitivamente, e não será (é) só Louis Farrakhan a exigi-lo. No fundo, a bandeira que esquerdistas, «liberais», «progressistas» mais sentem como sua actualmente é a arco-íris… e tanto assim foi que Barack Obama permitiu, num cúmulo do atrevimento, de desrespeito, que a Casa Branca fosse iluminada com aquelas cores. N(est)a segunda guerra civil norte-americana a bandeira da confederação foi substituída pela bandeira arco-íris; esta, tal como aquela, significa divisão e opressão; por isso, mais tarde ou mais cedo, chegará também o momento de a apagar da História?
(Adenda – Está mesmo tudo ao contrário: um juiz que, em consciência com as suas convicções religiosas, se recusa a celebrar «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo recebe ameaças de impugnação… mas o mesmo não acontece aos juízes, estaduais e federais, que, ilegitimamente, ilegalmente, «anularam» as decisões tomadas pelos cidadãos através de votos. Embora, segundo Jimmy Carter, a religião não esteja a ser interpretada correctamente: para o ex-presidente «Jesus seria provavelmente um fã do casamento gay». Uma das «vantagens» de se ser um esquerdista irresponsável (redundância!) é que se pode sempre «mudar» a História e o Mundo ao sabor da imaginação. O que, lá está, possivelmente constitui um perigo maior – quando é «interno» - do que os ingleses em 1776.)      

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Em que planeta é que ele vive?

(Uma adenda no final deste texto.)
Apesar de não ser nem se assumir como independente, Charles Krauthammer é reconhecido dos «dois lados da barricada» como um analista competente, inteligente, sensato, pouco ou nada dado à hipérbole. Por isso, quando ele se interroga «em que Mundo, em que planeta é que ele (Barack Obama) vive», o motivo só pode ser sério. A causa desta interrogação? A afirmação, feita no início deste mês de Junho pelo presidente, de que os Estados Unidos da América são presentemente «o país mais respeitado da Terra»!
O colunista do Washington Post e comentador da Fox News procedeu depois à enumeração dos casos, dos exemplos, que demonstram precisamente o contrário. Mas nem seria preciso, pois eles são sobejamente conhecidos e indesmentíveis; Mark Steyn é outro observador atento que conhece as circunstâncias expõem a actual, e lamentável, «irrelevância» dos EUA. Além de que tal é sempre uma tarefa fútil porque, para a esquerda em geral, e para o Partido Democrata «dos Pinóquios» e o Sr. Hussein em particular, a imaginação (e a utopia) é sempre mais forte do que a realidade. Nem que os factos «entrassem pelos olhos dentro» ou que fossem enfiados pelo… enfim, nem assim seria suficiente. Porém, e obviamente, nem todas as instâncias ilusórias se caracterizam por um obstinado, patético, voluntarista «triunfo da vontade»: há também aquelas marcadas pela mais óbvia e descarada mentira…
… Em que, entre as mais recentes (são já tantas desde 2009!), se destacam ainda: a de que um dos seus «princípios fulcrais» («core principles») é o de nunca promover políticas que «dividem as pessoas» - tanto que é risível e falso que, esta semana, e na sequência do ataque de um jovem extremista-racista-terrorista a uma igreja em Charleston que matou nove pessoas, da parte do Nº 44 não se resistiu a insinuar que a culpa, ou parte dela, é dos que defendem a Segunda Emenda (o que, claro, não é verdade); e a de que (igualmente relacionada com o atentado na Carolina do Sul) «este tipo de violência de massas não acontece em outros países avançados» - na França e na Noruega haverá quem discorde, além de que no Brasil e no México provavelmente se irritarão por não serem considerados «avançados».
Há mais, evidentemente, e talvez «melhores» (ou piores, consoante a perspectiva…) Como a de que o «ObamaCare» é uma «parte crítica» (na verdade, é, tem sido, muito criticada… ;-)) na sua tentativa de «restaurar a promessa básica da América»; é difícil, se não impossível, discernir em que é que uma iniciativa que nacionaliza o sector da saúde, que penaliza quem não adquirir um seguro, aprovada com base numa premissa falsa («se gostar… poderá mantê-lo») e que subverte o relacionamento dos diferentes Estados com o governo federal segue o «espírito» do Pais Fundadores…  Neste âmbito, precisamente, a decisão hoje anunciada por parte do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de considerar constitucional – contrariando o próprio enunciado do «(un)Affordable Care Act»! – a concessão de subsídios federais em Estados que não instituíram o seu próprio sistema de (c)ACA acaba por constituir a mais recente, e mais grave, das «histórias de horror» relativas ao «ObamaCare» que o Sr. Hussein assegurou que não têm sido ouvidas ultimamente – na verdade, existem, e de sobra, só que ou não lhas contam ou ele não quer ouvir…
Barack Obama poderá, mentalmente, viver em «outro planeta»; todavia, a sua (má) ideologia, a sua incompetência, a sua imaturidade, estão a prejudicar seriamente este em que vivemos, a começar pelos EUA. As sondagens mostram-no (George W. Bush, recorde-se, já é mais popular do que ele!), o New York Times – reflectindo certamente o que muitos na «lamestream media» pensam mas não ousam verbalizar – condena a sua «cultura de não-resposta», e vários dos seus «camaradas» (no Congresso e não só) culpam-no de ter «alienado» alguns deles… Enfim, nada que já não tivéssemos reparado.
(Adenda - Até Jimmy Carter admite, e afirma publicamente, que com o Nº 44 «a influência, prestígio e respeito dos EUA no Mundo é provavelmente menor do que há seis ou sete anos»... ou seja, quando «W» estava na Casa Branca!) 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O «oposto da sua intenção anunciada»

Outro dos comentadores preferidos do Obamatório, e uma presença constante neste desde o início, é Andrew Klavan. Escritor de policiais de profissão (dois dos seus livros foram adaptados ao cinema, um protagonizado por Clint Eastwood e outro por Michael Douglas), a argúcia, coragem e humor tornam as suas intervenções sobre a actualidade política, social e cultural particularmente marcantes e relevantes, em especial quando apresentadas sob a forma audiovisual…
… E, tal como aconteceu em relação a Ben Shapiro, escreveu recentemente um – importante – artigo em que, de forma sucinta e perspicaz, descreve quase na perfeição o carácter (ou falta dele) dos esquerdistas-liberais, e as características e as consequências das suas ideologias e objectivos. Intitulado «”Sim” significa opressão», começa por referir que «durante anos, os supostos liberais foram-no a respeito de apenas uma coisa. Eles não eram liberais a respeito das ideias que você tinha, não eram liberais a respeito das palavras que você falava, não eram liberais a respeito de quanto dinheiro você ganhava ou de como você decidia gastá-lo… e isto porque eles queriam tirar o seu dinheiro através da força do governo para eles poderem decidir como iriam gastá-lo. Eles não eram liberais, de facto, a respeito de nada… com excepção do sexo.»
Porém, até essa excepção, aparentemente, parece estar à beira da extinção: Andrew Klavan aponta, como justificação, uma decisão tomada nos Estados da Califórnia e do Connecticut que impõe a obrigatoriedade de (d)o(i)s estudantes universitários estabelecerem um «acordo afirmativo, consciente e voluntário» antes de terem relações sexuais – como forma de «prevenir», de evitar, eventuais acusações posteriores de assédio e/ou assalto. Por outras palavras, «segue uma “clássica” progressão liberal desde a crise falsa até à opressão. Neste caso, a crise falsa é a epidemia de violações nos campus (universitários).» Conclusão? «Tudo o que os progressistas fazem – tudo, realmente – produz o oposto da sua intenção anunciada. O seu apelo à liberdade sexual levou à opressão sexual. Os seus programas sociais fecharam os pobres numa pobreza geracional. As suas tentativas de tornarem as mulheres fortes e independentes criaram raparigas “flocos de neve” trémulas encolhidas em “espaços seguros” com medo de serem detonadas. As suas campanhas anti-racistas aumentaram o racismo em ambos os lados. As suas tentativas de melhorar as vidas dos negros através do condicionamento da polícia mergulhou os bairros negros em crime e violência crescentes. Os seus esforços de aumentar a igualdade económica criaram uma classe de super-ricos de elite ao mesmo tempo que congelaram os outros. Os seus ataques à religião levaram ao aumento da opressão religiosa. Os seus esforços para trazer a paz espalharam a guerra.»
Andrew Klavan inseriu ligações para fontes, textos, notícias, que são demonstrações das suas asserções. O que, aliás, não é difícil. Exemplos não faltam, e têm aumentado assustadoramente desde que Barack Obama é presidente. O Nº 44, aliás, é como que uma personificação das (auto?) ilusões que a esquerda norte-americana (e não só) constantemente constrói e, depois, deixa cair. AK, em outro artigo, reflecte sobre como no filme «A Entrevista» se estará talvez a tentar, inconscientemente, subliminarmente, «corrigir», aperfeiçoar (virtualmente) o actual ocupante da Casa Branca. Outros são menos sofisticados, subtis… e bem-humorados: para Charles Hurt, Obama age como um criado («valet») que «trabalha» para comunistas, terroristas e cantores de playback.
Excessivo? Não, se nos lembrarmos, com a ajuda de (novamente) Ben Shapiro e de W. James Antle III, que o Sr. Hussein classificou de «aleatórios» («random») os ataques, em Janeiro, de muçulmanos extremistas a um jornal satírico e uma loja judaica em Paris, cidade a que, posteriormente, não compareceu para se juntar a outros líderes mundiais numa manifestação de repúdio pelo terrorismo, preferindo, como notou Joel B. Pollak, ficar a ver futebol pela televisão - uma ausência, e uma decisão, que, para Byron York, não foi um lapso. Enfim, a ideia de que ele é o «primeiro presidente judeu» (!) só poderá ser, se não uma piada (de mau gosto), então a expressão de mais uma «(boa) intenção» que terá – ou já está a ter – um resultado oposto. E que, com as outras, estarão a «encher» um «Inferno» particular: o dos desastres - nos EUA e no Mundo - causados pelos democratas.  

terça-feira, 9 de junho de 2015

Rever em baixa (Parte 11)

«Ferguson – Obama continua a prejudicar departamentos de polícia em todo o país», John R. Lott Jr.; «Presidente pós-racial continua a dividir a América», Jeanine Pirro; «Porque é que o plano de Obama para a polícia é propaganda tóxica», Keith Ablow; «Hollywood ama Obama, mas será que Obama a ama?», Zev Chafets; «Castro,Cuba, Obama… e o Irão», Elliott Abrams; «Linha por linha – Cada uma das promessas vazias no discurso de Obama sobre Cuba», Frances Martel; «O ano de “liderança” não bom, mau, terrível de Obama», Neil Munro; «A presidência não é uma ditadura», Mick Huckabee; «Uma nação em guerra consigo própria, chorando por liderança», Joel B. Pollak; «Apaziguamento imparável», Stephen F. Hayes; «Barack Obama teve um ano realmente terrível», James Oliphant; «Obama joga aos dados com vidas americanas a propósito das libertações de Guantánamo», J. D. Gordon; «Paris – Sr. Obama, porque é que não mostra aos islamitas radicais que falamos a sério?», Eric Bolling; «Obama AWOL (“absent without oficial leave”, ausente sem autorização oficial) em Paris – Mensagem para a América e para os aliados é “não queremos saber”», Douglas E. Schoen; «É a Casa Branca uma “célula adormecida”?», Roger L. Simon; «Já que Obama falou do custo da universidade…», Ann Coulter; «O factor-“ex” do Presidente Obama», Greg Gutfeld; «Até a esquerda odeia Barry agora, embora por todas as razões erradas», Michael Walsh; «O “pato manco” vai marchando», Brent Bozell e Tim Graham; «O discurso “mudança de página” do Estado da União pelo Presidente provou que ele ainda vive no passado», Joe Concha; «O Mundo de acordo com o Presidente Obama», Bill O’Reilly; «As duas Américas do Estado da União do Presidente Obama», Gary Shapiro; «Stalin, Maomé e Obama», Ralph Peters; «A ilusória recuperação económica de Obama», Stephen Moore; «Obama deixa ao sucessor uma bomba-relógio do défice em contagem decrescente», W. James Antle III; «ISIS queima piloto jordano – Sr. Obama, quando é que você se zanga com o Islão radical?», Liz Peek; «A louca arremetida de Obama para a linha de meta», David Limbaugh; «Ó Obama, ouça Johnson (ou Truman ou Roosevelt)», Brian Mcclanahan; «Orçamento do Presidente Obama mostra que ele é um inimigo da escolha de escola», Rachel Campos-Duffy; «Obama rasga a Bíblia, elogia o Corão», Ben Shapiro; «O custo para a América de um presidente AWOL», Sebastian Gorka; «Obama está fora de controlo», Michael Goodwin; «Benjamin Netanyahu acredita no excepcionalismo americano, é muito mau que Obama não acredite», Charles Hurt; «Uma guerra feita por Obama», Byron York; «A vingança de Obama contra Israel», Jay Sekulow; «A Casa Branca é, consistentemente, inconsistente», Neil Cavuto; «A ofensiva “bomba de amor” de Barack Obama», Wesley Pruden; «50 sombras de Barack Obama», Andrew Klavan; «A “doutrina Nixon” de Obama – Ungir o Irão», Charles Krauthammer; «Desmontando as baboseiras biliosas de Obama sobre Baltimore», Michelle Malkin; «O ISIS ergue-se, a economia falha, e o legado de Obama cai por terra», John Podhoretz; «Obama, os judeus, os muçulmanos, e nós», Michael Ledeen; «Sr. Obama, as alterações climáticas não criaram o ISIS e o Boko Haram», Cal Thomas; «O legado de Obama pode não ser uma coisa certa», Gretchen Carlson; «Alterações climáticas – Sr. Obama, 97 por cento de especialistas é um número da treta», Richard Tol; «Obama persegue os agricultores», Joseph Curl; «A crise de transparência da administração Obama», Tom Fitton; «Sondagem CNN – George W. Bush mais popular do que um Barack Obama a afundar-se», John Nolte. 

domingo, 31 de maio de 2015

A «troca da prioridade de topo»

No Obamatório são vários os jornalistas, comentadores, especialistas, que têm presença habitual, sendo as suas opiniões, os seus textos, as suas intervenções citadas e alvo de hiperligações. Um deles é Ben Shapiro, cujo recente artigo na Breitbart, intitulado «O partido da grande tenda colapsa» merece uma atenção especial…
… E não tanto pela crítica que nele se faz à – excessiva, segundo o autor – diversidade de posições dos candidatos (tanto os já declarados como os que, supostamente, ainda se vão declarar) à nomeação para Presidente dos Estados Unidos da América pelo Partido Republicano. Ben Shapiro considera e analisa as características de Rand Paul, Ted Cruz, Mick Huckabee, Marco Rubio, Scott Walker, Jeb Bush, Ben Carson, Carly Fiorina e Lindsey Graham, e pergunta: «O que têm estes candidatos em comum? Realmente, nada». Não é verdade, e mais adiante rebaterei esta asserção… mas o mais interessante deste texto vem logo a seguir: «E essa é a questão: não que eles não sejam sinceros ou estejam a fingir para ter votos – embora alguns deles estejam – mas representam eleitorados bizarramente aglomerados que se mantêm juntos, em muitos casos, por conveniência. Já os democratas aperfeiçoaram a arte da “troca da prioridade de topo”: para os hispânicos, supostamente, a prioridade de topo é a imigração ilegal, e assim os negros devem ser relegados para trás neste assunto; para os negros, supostamente, a prioridade de topo é, são, os subsídios governamentais, e assim os mais abastados devem ser relegados para trás neste assunto; para os gays, a prioridade de topo é o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e assim os hispânicos e os negros devem ser relegados para trás neste assunto; para as elites ricas das costas, a prioridade de topo é o ambientalismo, e assim todos os outros devem ser relegados para trás neste assunto. O resultado é um partido com uma coligação coerente de esquerdismo extremo»…
… Ou, por outras (minhas) palavras, e o que não é uma novidade, um partido rigidamente estratificado, fortemente hierarquizado, tendencialmente – ou mesmo declaradamente – totalitário, em que o «colectivo» (cuja definição, de facto, vai variando consoante as circunstâncias e as exigências) se sobrepõe sempre ao indivíduo. Entretanto, e ainda segundo Ben Shapiro, «com os republicanos, nenhuma coligação desse tipo existe. Os estabelecidos ("establishment republicans") recusam-se a reconhecer a prioridade de topo para os evangélicos, que é o aborto, e a prioridade de topo para o Tea Party, que é o fim dos subsídios tanto para os indivíduos como para as empresas; os evangélicos recusam-se a reconhecer a prioridade de topo para os libertários, que é o afastamento governamental em assuntos como as drogas, e a prioridade de topo para os estabelecidos, que é a desregulação. O Partido Republicano é, por outras palavras, uma barafunda ("mess")»…  
… Mas é precisamente essa «barafunda» que torna o GOP um espaço de verdadeira liberdade e de autêntica diversidade que, ao contrário do que décadas de desinformação e de propaganda dos dois lados do Atlântico querem fazer crer, não existe nos «demoncrats» (ou, se preferirem, «democraps»). E, sim, há convicções, princípios, valores, que unem – ou que deveriam unir – todos os republicanos: o respeito pela Constituição, e em especial as suas duas primeiras emendas, que democratas querem cada vez mais relativizar ou mesmo anular; a desconfiança e até o desprezo por um governo, um poder central, desmesurado; o combate ao racismo, cuja expressão máxima, a escravatura, esteve aliás na origem da formação do partido; a defesa do casamento normal e tradicional, outro dos factores basilares, logo em meados do século XIX, do PR – então contra a poligamia e agora contra o «casamento gay», que alguns supostos «conservadores», talvez «esquecidos» da (honrosa) história do partido de Lincoln, decidiram levianamente apoiar.
Enfim, se é esta a «coesão» da esquerda, é sempre preferível a «confusão» da direita. No Partido Democrata o crime é a regra; no Partido Republicano o crime é a excepção.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O drama de Obama (Parte 2)

(DUAS adendas no final deste texto.)
Tal já havia acontecido antes, mas ver e (sobretudo) ouvir um (outro) democrata – de alguma nomeada – a criticar o actual presidente é algo que tem vindo a repetir-se recentemente com alguma insistência.
É o caso de Tulsi Gabbard, representante do Havai, veterana da guerra no Iraque, que há uma semana voltou a criticar a estratégia (ou a falta dela) da actual administração para lidar com o ISIS, e a relutância em utilizar a expressão «Islão radical». As suas preocupações, e as de outros (tanto democratas como republicanos), decerto aumentaram e ganharam maior justificação nos últimos dias com a notícia da tomada da cidade de Ramadi pelas «forças do (bárbaro, brutal) Califado», que dista apenas cerca de 100 quilómetros de Bagdad… e com a «reacção» (ou falta dela) da Casa Branca: Josh Earnest afirmou que tem sido «um sucesso» a actuação dos EUA em relação ao ISIS, e que não se deve «incendiar o cabelo de cada vez que há um contratempo». Enfim, uma contínua atitude de negação que vem dar razão à sugestão de Liz Cheney: a de, em vez de se perguntar aos candidatos republicanos para presidente se, sabendo-se agora o que se sabe, se invadiriam o Iraque de Saddam Hussein, perguntar a Barack Obama e a Hillary Clinton se, vendo actualmente o avanço dos «homens de negro» de Alá e as matanças feitas por eles, teriam retirado todas as tropas daquele país em 2011…       
Outro tema de âmbito internacional, embora ao nível «civil», que causou um conflito entre o Nº 44 e bastantes dos seus camaradas no Congresso é o acordo de comércio que aquele quer estabelecer com países da Ásia, denominado «Trans-Pacific Partnership»… e que foi, está, bloqueado no Senado não tanto por acção de republicanos mas sim de democratas! O motivo oficial desta relutância é o da perda de postos de trabalho por parte de trabalhadores norte-americanos mas, na verdade, é a consequente redução do poder dos sindicatos, habituais aliados dos «burros»… Josh Earnest, mais uma vez, desvalorizou a situação e usou de eufemismos, classificando-a como uma «barafunda processual» («procedural snafu»). Porém, esta disputa originou um incidente «secundário» que pode até ter revelado uma tensão principal: tanto Sherrod Brown, senador (D) do Ohio como a Organização Nacional das Mulheres (insuspeita de simpatias direitistas) consideraram «sexista» a atitude de Barack Obama de se referir a Elizabeth Warren, a senadora do Massachusetts que é uma das mais veementes opositoras do acordo comercial, como… Elizabeth! Novamente Earnest veio tentar pôr ordem nas hostes, como que exigindo a Brown um pedido de desculpas ao presidente que, tanto quanto se pode apurar, (ainda) não aconteceu.
Para «piorar» ainda mais o panorama, Martin O’Malley, ex-mayor de Baltimore e ex-governador do Maryland que, com a «bênção» de Bill Clinton, estará a preparar-se para juntar-se a Bernie Sanders na corrida contra Hillary na nomeação presidencial democrata, afirmou, igualmente há cerca de uma semana, que o governo federal falhou na tentativa de evitar o declínio das (grandes) cidades americanas, estando estas piores do que há oito anos. São (pequenos?) «dramas» representados pelos seus próprios correligionários que o Sr. Hussein bem dispensaria nesta altura. No entanto, e longe de ser, como já se verificou, o «no drama Obama» que alguns chegaram a apregoar, Barack continua a promover não a união mas a divisão, a alimentar controvérsias, a fomentar conflitos irrelevantes e mesmo imaginários…
… Como as cíclicas alusões (e acusações) à Fox News, indignas de alguém na sua posição, mas que vários funcionários e colaboradores – um, dois, três, quatro exemplos – daquela estação agradecem pela publicidade grátis. Como a admoestação aos que preterem as escolas públicas e colocam os filhos em escolas privadas… «esquecendo-se», desavergonhadamente, que ele próprio frequentou as segundas e que tem as filhas numa delas. Como a permanente obsessão – que é, afinal, o cerne, ontem como hoje, do Partido Democrata – pela(s) raça(s) e pelo racismo, aumentando uma desconfiança e uma divisão que se diria que estavam (quase) extintas, e em que até a sua «cara-metade» participa uma e outra vez. Como a reiterada – e ridícula – asserção de que as alterações climáticas (significando «aquecimento global antropogénico) são reais, que negá-las representa uma «renúncia ao dever» («dereliction of duty») e que causam tudo e mais alguma coisa, incluindo o (recrudescimento do) terrorismo. Enfim, do «drama» passou-se à «comédia». E bem rasca.
(Adenda - … E a «comédia rasca» continua, com piadas de um mau gosto cada vez pior. Não fui só eu a lembrar-me: também Charles Krauthammer e outros observadores atentos e de boa memória pensaram no famigerado «Bagdad Bob» (Muhammad Saeed al-Sahhaf, ministro da Informação de Saddam Hussein aquando da invasão do Iraque) ao ouvirem Josh Earnest e o próprio Barack Obama continuarem a negar que o ISIS está a ganhar a (mais recente) guerra no Iraque (e na Síria). A (má) teimosia é tanta que Richard Engel, jornalista da NBC (outra organização insuspeita de direitismo) afirmou que é uma «definição de estupidez» a manutenção da mesma «estratégia» por parte da Casa Branca.
(Segunda adenda – Até Shepard Fairey, o artista que desenhou o famoso cartaz «Hope» a partir de uma fotografia de Barack Obama, está agora desiludido e frustrado com aquele que retratou e apoiou. E ele tem razão ao dizer que muitos norte-americanos são não-educados, complacentes, ignorantes e preguiçosos: a prova disso é que, em 2008 e 2012, elegeram o Sr. Hussein.)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cambada de cobardes

(Uma adenda no final deste texto.)
«Todas as religiões são iguais, mas há religiões que são mais iguais do que outras». Parafraseando George Orwell, esta poderia ser a principal conclusão – não surpreendente – do atentado (felizmente) falhado ocorrido em Garland, no Texas, há uma semana. E falhado porque, no que respeita a armas em quantidade e em qualidade disponíveis e prontas a utilizar, os EUA, e em especial o Texas, não são como a Europa…
Dois candidatos a jihadistas foram mortos por um só polícia do «Lone Star State» quando tentaram atacar os participantes num encontro sobre liberdade de expressão e (contra) o extremismo islamita… e que constituiu igualmente uma convenção, e um concurso, de caricaturistas de Maomé. E qual foi a reacção de muitos na comunicação social, e não só? Criticaram como «provocadora» e «incentivadora de ódio» a organizadora do evento, Pamela Geller. Mais do que uma cambada de cobardes, são hipócritas que não hesitam nos seus impulsos iniciais, que não param para pensar que, provavelmente, as posições que tomam acabam por ser contraproducentes relativamente aos «valores» que têm como verdadeiros… Ben Shapiro e Rush Limbaugh foram dos que primeiro e mais acertadamente denunciaram e desmontaram a – habitual, e cada vez mais histérica – dualidade de critérios. O primeiro, editor na Breitbart, lembrou que «os mesmos membros dos media que lamentaram os horrores das caricaturas de Maomé (…) esta(va)m perfeitamente felizes em usar o poder do governo para tomar como alvo qualquer comerciante que se recus(ass)e a prestar serviços a um casamento entre pessoas do mesmo sexo.» No mesmo «comprimento de onda» o segundo, famoso radialista, com perspicácia, perguntou: «se vamos respeitar e obedecer a leis sobre desenhar caricaturas do profeta, não temos de respeitar o que o Islão diz sobre homossexualidade e as mulheres?»
Já John Nolte foi mais abrangente e acutilante na reacção àqueles que, como disse Benjamin Franklin, estão dispostos a prescindir da liberdade para obter (um pouco de) segurança, e acabam por não ter nem merecer nem uma nem outra. E demonstrou que, sim, Jesus Cristo insultou mais (um)a religião do que Pamela Geller, e que, sim, o que ela organizou em Garland não é fundamentalmente diferente do que Martin Luther King organizou em Selma. Nolte também fez, no que foi acompanhado por Alex Griswold, pontaria especial contra o New York Times, jornal que elogiou «elevadas» expressões artísticas como «The Death of Klinghoffer», «Piss Christ» e «The Book of Mormon», mas que para uns desenhos de Maomé já não mostra o mesmo entusiasmo. Lá está, é o que dá nem os cristãos (incluindo os mórmons) nem os judeus terem o hábito de assassinar quem ofende as suas religiões… Tal como o NYT, também a AP, a CNN e o WP pareceram ficar surpreendidos por Geller não ter pedido desculpa, ou mesmo lamentado, os dois mortos que a sua iniciativa «causou» (!)… o que equivale, na práctica, a culpar a mulher que foi violada por usar uma saia curta. A Lena Dunham é que não fizeram semelhante sugestão… Previsivelmente, da (MS)NBC vieram igualmente – uma, duas, três, quatro – demonstrações de «dhimmitude»… e, incrivelmente, também da Fox News: Geraldo Rivera, Greta Van Susteren, Juan Williams, Laura Ingraham e Bill O’Reilly cederam desta vez ao medo, tentando disfarçá-lo com a desculpa de que é inútil, e prejudicial, ofender (tant)os muçulmanos…       
… Porém, quantas vezes são precisas dizer, repetir, o óbvio? Os terroristas muçulmanos não precisam de pretextos, de «provocações», para atacarem, para destruírem e para matarem. Acaso os civis que estavam e/ou que trabalhavam nas torres gémeas do World Trade Center em 2001 tinham insultado o Islão e o seu profeta? E os que participavam e assistiam na/à maratona de Boston em 2013? E, já agora, os utentes de transportes públicos, autocarros, comboios, metropolitanos, em Madrid em 2004 e em Londres em 2005? Se um bully, ou um tirano, diz que não se deve fazer algo, então aí é que se tem mesmo de fazer, em especial nos EUA, onde a Primeira Emenda é, como não se cansou de repetir Megyn Kelly na semana passada, um princípio central, fundamental, sagrado. Que deve ser respeitado apesar das «birras» que possam fazer (e fazem muitas) organizações para-criminosas como o CAIR – que, claro, quer restringir a liberdade de expressão – ou o SPLC – que mais não faz do que acusar de «hate group» qualquer instituição não esquerdista…
… Tal como a Iniciativa de Defesa da Liberdade Americana, dirigida por Pamela Geller, que até em Portugal é identificada como sendo «anti-Islão» e «islamófoba». No entanto, ao realizarem uma exposição com caricaturas de Maomé, a AFDI nada fez de diferente do que o Charlie Hebdo fez; são (foram) os caricaturistas (os vivos e os mortos) do jornal satírico francês também «anti-Islão» e «islamófobos»? Quem tem, sim, «fobias» - aos direitos humanos, em especial as liberdades de expressão e de religião - são (muit)os muçulmanos.
(Adenda – Outro cobarde, e patético: Dean Obeidallah (cujo nome parece significar «obedecer a Alá»!) não só pensa, e afirma, que a ideia de «Islão radical» é «inventada», como decide promover um concurso subordinado ao tema «Desenhe o seu islamófobo favorito». Como vários já salientaram, não é de esperar que apareçam… «islamófobos» a tentarem assassiná-lo e aos eventuais concorrentes. Entretanto, no Texas, Estado que albergou as alegadamente «odiosas» caricaturas de Maomé, uma família muçulmana foi acusada de dois homicídios e de outros crimes… de autêntico ódio, pela intolerância manifestada, e pelo desrespeito às leis dos EUA em particular e aos valores ocidentais em geral, que muitos seguidores de Alá continuam a rejeitar.) 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sem classe

(Uma adenda no final deste texto.)
Enquanto tal nem seria necessário, mas os motins ocorridos em Baltimore na semana passada – motivados alegadamente por mais um caso de um cidadão negro, Freddie Gray, morto por polícia(s) em circunstâncias (ainda) não esclarecidas – são mais um exemplo de como as políticas (ou falta delas) económicas e sociais dos democratas conduzem habitual e invariavelmente à decadência e à falência das cidades, dos Estados… e, eventualmente, do próprio país, quando sob a direcção dos «burros».
Como referiu, e muito bem, John Nolte, o que acontece(u) na maior cidade do Estado do Maryland não é um problema da América mas sim dos democratas. Desde 1967 que Baltimore só tem mayors «azuis»; a actual é afro-americana, e uma das suas primeiras reacções aos motins foi afirmar que os desordeiros precisavam de «espaço para destruir»; todos os actuais 15 membros do conselho da cidade são democratas, e nove deles são negros; o chefe da polícia é negro, e comanda uma força em que as minorias são… a maioria; o caso desta urbe é muito semelhante ao de Detroit, sem republicanos a dirigi-la há ainda mais tempo, e que entretanto faliu… devido a altos impostos que afastaram famílias e empresas, gastos excessivos, cedências constantes aos sindicatos, corrupção continuada, e uma prevalência da assistência social que desincentiva a coesão das famílias, o que é uma consequência permanente do programa «Grande Sociedade» lançado por Lyndon Johnson na década de 60. E trata-se, enfim, de uma questão moral, ética, legal: se quer-se protestar contra a morte de uma pessoa – que, note-se (e isto não desculpa nem justifica o que lhe aconteceu), tinha um considerável cadastro – para quê assaltar e destruir lojas cujos proprietários nada tiveram e nada têm a ver com o sucedido? Não é esta a lição, não é este o legado de Martin Luther King.   
Como seria de esperar, a situação em Baltimore só começou a acalmar quando um republicano interveio; mais concretamente, Larry Hogan, recém-eleito e empossado governador do Maryland, que admitiu que esperou mais do que pensava pelo pedido de ajuda da mayor. E todos os EUA só deverão recuperar quando Barack Obama deixar de ser presidente e alguém do GOP ocupar a Casa Branca: demonstrando mais uma vez que os democratas não aprenderam e não querem aprender, o Nº 44 culpou mais uma vez… os republicanos, que não querem «investir maciçamente nas comunidades urbanas», ecoando assim os pensamentos de muitos dos seus «camaradas», entre os quais Steny Hoyer, que acredita que a solução para Baltimore passa por mais «investimento em infra-estruturas e habitações adequadas». Porém, é isso que tem acontecido, e os resultados (ou falta deles) estão à vista de todos…
… De todos excepto dos «progressistas», a começar pelo Sr. Hussein, que insiste(m), pelo contrário, que «nós sabemos que as ideias deles não funcionam», e que é «apenas demagogia (“just spin”)» os republicanos dizerem que querem ajudar as famílias da classe média. No entanto, Joe Biden declarou, um dia antes, que «a classe média está a ser morta, na pior forma desde os anos 20». Mas então… não é ele e o seu chefe que «mandam» no país, e no governo federal, há mais de seis anos? Outra prova conclusiva – mas que nem seria necessária – de que a alegada, tão propalada, papagueada (também em Portugal por certos «comentadores») «recuperação económica» realizada pela actual administração norte-americana é fictícia: o próprio Barack Obama viu-se obrigado a confirmar isso mesmo! Ao nível económico (e não só) a comparação entre a sua presidência e a de Ronald Reagan é-lhe, sem surpresa, desfavorável. Os prognósticos optimistas não se confirmam. Os números da taxa de desemprego continuam a ser subavaliados ou mesmo deturpados, mas há ainda quem esteja disposto a dar o benefício da dúvida à actual administração...
Assim sendo, o que fazer? Talvez retomar e reforçar a solução original – e final? – de Barack Obama de «espalhar a riqueza em volta» («spread the wealth around»). Afinal, e como disse Michael Eric Dyson, os motins em Baltimore deveram-se principalmente à inexistência de uma «distribuição equitativa» de capital. Antes, Joe Biden já falara da necessidade de se proceder a uma «emancipação» dos «um por cento» em relação à riqueza que injustamente concentram. E depois admirem-se quando se diz que os democratas são comunistas disfarçados (ou nem tanto…) Na verdade, os mais abastados já pagam bastantes impostos. E, para se continuar a dar biliões de dólares a empresas estrangeiras de «energia verde», muito provavelmente vão ter de pagar mais.
(Adenda – Quando republicanos, conservadores, como Ted Cruz afirmam que Barack Obama «inflamou as relações raciais» e aumentou a divisão entre norte-americanos em vez de a diminuir, defraudando assim as esperanças que muitos tinham (eu não) aquando da sua eleição, não faltam os democratas, liberais, que protestam indignados. Porém, é o próprio presidente a dar razão aos seus críticos quando, também a propósito dos motins em Baltimore, declara que «não há disputa», não há dúvida de que homens negros (e latinos) «têm a experiência de serem tratados diferentemente» pelos agentes da lei. Não existe, evidentemente, qualquer prova disso, e se há desproporção, ela tem origem no número desproporcionado… de crimes cometidos por afro-americanos. Consequências, por sua vez, das desastrosas politicas «progressistas» implementadas não só em Baltimore mas também, concretamente, nas outras nove cidades mais segregadas dos EUA, nas quais – obviamente! – os democratas não só detêm actualmente o cargo de mayor como também se sucedem nele há décadas. Entretanto, o facto de a maior cidade do Maryland ter sido beneficiária de 1,8 biliões de dólares decorrentes do famigerado – e fracassado - «programa de estímulo» promovido pelo Sr. Hussein vem desmentir a asserção (a mentira?) deste de que o problema está na «falta de investimento» nas comunidades urbanas. De qualquer forma, seja bem ou mal aplicado, o dinheiro necessário para essas acções vem dos impostos dos contribuintes… mas existem notórios esquerdistas como um colaborador nazi e criminoso de guerra e quatro apresentadores de um canal de cabo que devem ao IRS quantias de milhares, milhões ou até biliões (!) de dólares apesar de regularmente e hipocritamente apelarem a que os mais ricos contribuam com a sua «fair share».)