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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Dia da «Dependência» (Parte 2)

Hoje, 4 de Julho de 2014, celebra-se mais um dia nacional dos Estados Unidos da América, em celebração da assinatura, em 1776, da Declaração de Independência dos primeiros (13… não foi um número de azar) Estados. O que significa, por sua vez, e para além de um dia livre para descansar, para fazer passeios e piqueniques, cantar, ouvir e ver canções, desfiles e marchas patrióticas, espectáculos de fogos-de-artifício, uma oportunidade para relembrar o que faz esta nação especial: o credo «vida, liberdade e procura da felicidade», a Constituição que tem na sua Primeira Emenda a consagração da liberdade de expressão e de religião, o heroísmo de muitos dos seus habitantes, em especial dos soldados que combateram em guerras contra tiranos genocidas (de Adolf Hitler a Saddam Hussein) o «governo do povo pelo povo e para o povo», a separação de poderes e o respeito por todos os órgãos de soberania, todos com  autoridade e legitimidade porque resulta(ra)m dos votos dos cidadãos…
… E estes são objectivos, princípios, valores, memórias, heranças, para os quais Barack Obama se está ostensivamente marimbando, para não dizer – mas eu digo – c*g*nd*. Exagero? Não, porque basta atentar nas afirmações proferidas e decisões anunciadas por ele na última semana – que, obviamente, e mais uma vez, não são devidamente noticiadas nem comentadas na imprensa e em alguma blogosfera de Portugal. É possível perceber uma preocupação – ou uma paranóia – comum a todas elas: ele queixa-se de que tudo o que os republicanos querem fazer é «oporem-se-me tentando impor escândalos fingidos» - sim, ele voltou a utilizar a expressão «phony scandals» para se referir aos casos de Benghazi, do DdJ, do IRS, da NSA, do «ObamaCare», dos VA…; de que os conservadores no Congresso «nada fazem com excepção de me bloquearem e chamarem-me nomes» - «esquecendo-se» de quem é que andou a designar os adversários políticos de «inimigos domésticos», «racistas», «terroristas» e «tomadores de reféns», entre outros «mimos»; de que ele implementa uma acção executiva «só quando o Congresso escolhe fazer nada a respeito de problemas sérios» - por outras palavras, quando discordam, como é seu direito, da importância de determinados assuntos e de quais as decisões a tomar; de que, quanto à imigração, «o sistema está tão quebrado que as pessoas não sabem quais são as regras» - provavelmente porque o Sr. Hussein, desde que é presidente, já por várias vezes, e ilegitimamente, alterou leis que foram aprovadas (ACA) e decidiu que outras, também em vigor, não mereciam ser implementadas e/ou defendidas (DoMA); e que construir estradas e pontes «não é maluquice, não é socialismo, não é a presidência imperial» - como se o GOP contestasse, na actividade do governo federal, a modernização de infra-estruturas básicas e não as formas de expansão intrusiva daquele na privacidade, liberdade e iniciativa dos cidadãos.
O que é mais espantoso, mesmo inacreditável, é que Barack Obama faz todas estas «bravatas» não só num contexto de agravamento dos (verdadeiros, e referidos acima) escândalos, não só num contexto de desagregação de fronteiras, tanto próximas (com o México) como distantes (no Iraque), com todos os (bastantes, diferentes e graves) perigos que essas desagregações implicam, mas também num contexto de desautorização da sua administração. O Supremo Tribunal de Justiça dos EUA fez isso mesmo nesta semana que passou: desautorizou a Casa Branca em várias instâncias, com destaque para duas. Primeira, decidiu considerar inconstitucional a obrigatoriedade – estabelecida no âmbito do «ObamaCare» - de as empresas darem aos seus trabalhadores, e incluídas nos planos de saúde destes, determinados tipos de contraceptivos que as entidades patronais podem considerar condenáveis segundo as suas crenças religiosas – como, por exemplo, as chamadas «pílulas do dia seguinte». Segunda, o STJ também decidiu considerar inconstitucionais (confirmando uma decisão tomada anteriormente pelo Tribunal de Apelos de Washington) as nomeações feitas pela administração para dois organismos públicos sem terem a exigida autorização do Senado… que, alegou o Nº 44, estaria em «pausa» («recess») mas na verdade não estava – um caso de 2012 que referi então aqui no Obamatório.
E qual a reacção do Sr. Hussein a toda esta «enxurrada» de adversidades, quase todas, ou mesmo todas, por si causadas ou agravadas? Em vez de parar para pensar (diferente e melhor), em vez de recuar e reposicionar-se, em vez de, finalmente, aceitar que deve respeitar opiniões diferentes e tentar obter compromissos e acordos, ele, pelo contrário, insiste, reincide, «aumenta a parada»: anuncia que vai emitir mais novas ordens executivas, desta vez sobre a imigração – algo que, aliás, ele próprio já ameaçara dois dias antes e, através da sua nova «voz do dono», Josh Earnest, outras 48 horas antes… porque, afinal, o presidente não vai «ficar sentado e esperar interminavelmente pelo Congresso» para que este elabore e aprove novas leis. De facto, não tem de ficar: as existentes são mais do que suficientes, e só têm de ser aplicadas correcta e continuamente. Porém, não incluem a amnistia, nem explícita nem implicitamente, e é isso que o Nº 44 e os seus acólitos pretendem. Nesse sentido estarão dispostos a desvalorizar, e mesmo a ignorar, os riscos reais de (aumento exponencial de) crime e de doença que esta recente invasão de imigrantes ilegais – que uns designam eufemisticamente de «refugiados» e outros pretendem arranjar-lhes advogados! – acarreta para o país.
Não é pois de surpreender que alguém que se considera acima da(s) lei(s) mostre indignação por ser levado a tribunal por estar a fazer aquele que considera ser meramente o «seu trabalho» - tal foi a reacção de Barack Obama ao anúncio, por parte de John Boehner, de que a administração vai ser – finalmente! – processada a partir do Capitólio por causa das suas constantes ilegalidades. Digamos que esta acção do speaker só peca por tardia… E não é em Jonathan Turley que o Sr. Hussein vai ter um aliado: o professor de direito constitucional, e assumido democrata e liberal, reconheceu que a decisão no «caso Hobby Lobby» havia sido um «grande golpe» para a administração e o culminar de «dez dias horríveis» daquela; antes, reconhecera igualmente que Obama havia «efectivamente reescrito leis» e «cruzado a linha constitucional» - talvez outra das famosas «linhas vermelhas» cuja transgressão não se preocupa em punir, mesmo que ele próprio seja o infractor; pior do que isso, Turley afirmou que BHO «é o presidente que Richard Nixon sempre quis ser»!
Uma vez mais, lá vêm as comparações do Nº 37 com o Nº 44… que são absolutamente justificadas. No entanto, o actual ocupante da Sala Oval já está «à frente» de «Tricky Dicky»: em sondagem divulgada esta semana ele foi considerado o pior presidente pós-Segunda Guerra Mundial, desalojando George W. Bush do lugar cimeiro. Uma «façanha» de que ele se deve orgulhar neste (por causa dele), mais um, «Dia da Dependência». E podia celebrá-la comendo essa iguaria americana por excelência que é a tarte de maçã… desde que, claro, «condimentada» com crack.      

domingo, 29 de junho de 2014

Coincidência ou conspiração?

Eis mais um «caso» que não é noticiado, e muito menos comentado, na imprensa e em alguma blogosfera de Portugal: o IRS dos EUA informou recentemente o Congresso de que milhares de mensagens de correio electrónico, enviadas entre 2009 e 2011, por sete funcionários daquele serviço, directamente envolvidos no escândalo – e no crime – de perseguição e de discriminação de indivíduos e de instituições conservadoras e/ou ligadas ao Partido Republicano, se perderam! Por uma «avaria», por crashes nos seus computadores! Cujos discos rígidos foram, depois, destruídos e inutilizados! E que essas mensagens, alegadamente, não podem, por isso, ser recuperadas!
O atrevimento, o descaramento, a sem-vergonhice dos «obamistas» colocados, infiltrados, nas estruturas do governo federal, não conhece, efectivamente, limites. Acaso eles pensam que as outras pessoas – e não só os republicanos, todos os norte-americanos em geral, incluindo independentes e até (alguns) democratas – são estúpidas, idiotas, ingénuas ao ponto de acreditarem que um «acidente» tão súbito e tão específico (terá ocorrido uma semana após o primeiro pedido de esclarecimento vindo do Capitólio) resultou de uma coincidência? Está-se perante uma óbvia (tentativa de) cover-up, de cobertura de uma ilegalidade – aliás, várias ilegalidades – que consiste numa autêntica conspiração porque envolve vários elementos. As sucessivas alegações de «inocência» - e, no fundo, de mera incompetência – por parte de John Koskinen, actual comissário (director) do IRS (que chegou ao cargo por ser um grande financiador do PD) não convenceram, entre outros, Paul Ryan e Trey Gowdy, que demonstraram implacavelmente porque é que já não acreditam nas explicações defeituosas, nas desculpas esfarrapadas que vêm do edifício na Avenida da Constituição, em Washington. Nem Wolf Blitzer, da CNN, acredita, e perguntou (muito bem) a Koskinen porque motivo é que os contribuintes não poderiam, no futuro, utilizar igualmente perante uma inquirição do IRS o «argumento» de que haviam perdido informações devido a um problema informático…
Jon Stewart esteve perto de acertar: não se trata de (quase) «idiotice criminal» mas sim de (autêntico) crime idiótico. De cuja – descomunal – dimensão se vai, lentamente, começando a ter uma ideia, e dois casos actuais para isso contribuem. Primeiro, e também recentemente, no que é uma – decisiva, e primeira (de muitas) – admissão de culpa, o IRS aceitou, para terminar um processo judicial, pagar à Organização Nacional para o Casamento 50 mil dólares como indemnização (na minha opinião, um valor muito reduzido) pela fuga de informação de dados confidenciais a favor de opositores daquela, concretamente a Campanha de Direitos Humanos, defensores do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo. Segundo, descobriu-se um e-mail (dos poucos que sobraram?) da famigerada Lois Lerner – uma, mas a mais notória, das sete pessoas que tiveram os seus computadores alegadamente «queimados», e que por duas vezes invocou, em audiência perante uma comissão de representantes, a Quinta Emenda para não se incriminar! – a sugerir que Chuck Grassley deveria ser objecto de uma auditoria quando o IRS descobriu, acidentalmente (?), que uma organização local do Partido Republicano se tinha oferecido para pagar a viagem da esposa daquele senador a um evento… Sabendo-se disto, imagine-se – imagine-se! – o que restará ainda para descobrir!..
… E não só no IRS. Aparentemente, as «avarias» em computadores sob a actual administração são como que uma «doença contagiosa» que já se alastrou à Agência de Protecção Ambiental, outra estrutura do governo federal onde não têm faltado abusos, incompetências e malfeitorias, além de incidentes de defecação no interior de algumas das suas instalações, uma práctica que não é propriamente muito «amiga do ambiente» (de trabalho, pelo menos)… George Will explica bem porque é necessário um procurador (acusador) especial para o IRS; porém, outros serão necessários. 

domingo, 22 de junho de 2014

Crónica de duas catástrofes anunciadas

A julgar pelo que se escreve e se pode ler em outros blogs, um dos quais, em que abundam «erros ortográficos», é financiado por uma das três principais estações de televisão em Portugal para ocultar, manipular, desinformar, enfim, branquear ;-) o comportamento subversivo, ilegal e mesmo criminoso da actual administração norte-americana, dir-se-ia que o que de mais importante aconteceu nas últimas duas semanas foi a derrota, numa primária do Partido Republicano, do (ainda) líder da maioria na Casa, Eric Cantor, face a David Brat, apoiado pelo Tea Party, cujos integrantes continuam a ser acusados – difamados – de «extremistas» porque, muito simplesmente, na verdade se opõem, com toda a legitimidade, à sistemática (tentativa de) destruição, por parte do actual presidente e dos seus cúmplices, da Constituição do país, bem como dos seus principais fundamentos políticos, económicos e culturais que tanto progresso e sucesso proporcionaram ao longo de décadas…
… Mas não: apesar de significativo, importante e até inédito, aquele resultado eleitoral na Virgínia é minúsculo, mesmo insignificante perante o que está a acontecer em duas fronteiras dos EUA, uma real e outra simbólica. São duas catástrofes, políticas, militares/policiais, jurídicas, e humanitárias, porque ambas envolvem a deslocação e a (in)segurança de milhares – quiçá milhões – de pessoas; já eram previsíveis e foram como que anunciadas com a devida antecipação por aqueles que têm a lucidez de não se deixaram ofuscar, enganar, por preconceitos ideológicos; e tanto uma como a outra resultam da (ir)responsabilidade última de Barack Obama, da suas (más) decisões, ou da ausência delas…
… E a primeira dessas catástrofes foi, é, o aumento súbito e drástico do número de imigrantes ilegais que atravessam a fronteira do Sul com o México. Esta mais recente «invasão» tem como característica agravante e preocupante a de ser fundamentalmente constituída por crianças e jovens – serão cerca de 150 mil, que se aglomeram agora principalmente em provisórios e precários centros de acolhimento no Texas e no Arizona, mas que o governo federal está a tentar «distribuir» por outros Estados, tornando mais difícil, se não impossível, a sua expulsão e o seu repatriamento. Estes ii’s, oriundos principalmente da Guatemala, Honduras e El Salvador, organizados por bandos de criminosos e contando com a colaboração das corruptas «autoridades» do México, cuja embaixada em Washington não considera que tenham violado qualquer lei ao terem atravessado a fronteira sem autorização (!), decidiram fazer a (perigosa) viagem e arriscar a sua vida e a sua sorte porque souberam: da decisão, tomada pelo Sr. Hussein em 2012, de na práctica amnistiar (desistir de deportar) os jovens latinos trazidos pelos pais, e residentes, há bastante tempo, no país; e, nos dois anos que entretanto passaram, dos constantes apelos e tentativas por parte dos democratas, começando pelo presidente e pelo vice-presidente, de generalizar aquela amnistia e, ao mesmo tempo, aumentar o influxo de imigração de uma forma quase irrestrita de forma a (tentar) alargar definitivamente a futura base eleitoral dos «burros».        
A segunda catástrofe está a ocorrer no Iraque, fronteira simbólica – ou mais do que isso – que separa(va) a civilização da barbárie, e cuja (tentativa de) democratização, iniciada há mais de dez anos, tanto «sangue e tesouro» custou. Todos os veteranos decerto se interrogam agora se valeram a pena todos os sacrifícios que fizeram, que a muitos – quase cinco mil – implicou a perda da própria vida, quando vêem um autêntico exército terrorista, às ordens do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), que é mais uma organização «filha», «aliada», da Al Qaeda, ocupar, vindo do Norte – da Síria – para o Sul, grande parte do território daquele país, incluindo as cidades de Mosul e de Tikrit, ao mesmo tempo que vão chacinando com a maior brutalidade (não fazem prisioneiros) centenas e até milhares de opositores, em especial elementos da polícia e do exército iraquianos, originando em simultâneo o êxodo de milhares e até milhões de civis e colocando em perigo, ameaçando cercar, a própria capital, Bagdad… e isto enquanto apreendem, utilizam e exibem armamento e equipamento norte-americanos! Não pode haver qualquer dúvida sobre o que, em última análise, causou esta situação: a decisão de Barack Obama em não insistir na obtenção de um acordo que permitisse a manutenção no Iraque, durante um período alargado de tempo (dezenas de anos, à semelhança do que acontece(u) na Alemanha, no Japão e na Coreia), de uma força militar considerável que ajudasse à estabilidade do país e que dissuadisse definitivamente os fundamentalistas islâmicos de aumentarem os seus ataques; mas, pelo contrário, e infelizmente, o Nº 44 optou pela retirada total e previamente – e publicamente – calendarizada, que, se lhe deu mais um argumento para conseguir (ilegitimamente) a reeleição, também proporcionou aos terroristas tempo e motivação suficientes para prepararem e executarem esta ofensiva, que ofende todos aqueles que lutaram por um Iraque o mais livre, democrático e moderno possível.      
Se então, em 2010, já soava demasiado a fanfarronice, agora aquela afirmação de Joe Biden de que o Iraque ainda iria constituir «um dos maiores sucessos desta administração» põe em perspectiva e em retrospectiva toda a inépcia daquela. Deviam antes, também neste âmbito, ter acreditado em Mitt Romney… Já em Janeiro deste ano, bem antes do agravamento da situação, Joel B. Pollak previa que BHO ficaria (igualmente, e tristemente) conhecido como «o presidente que perdeu o Iraque». Apercebendo-se do mau aspecto da sua posição, o Sr. Hussein (o Barack, não o Saddam), que, mais uma vez, terá sido, juntamente com os seus incipientes (quando não delinquentes) assistentes, alegadamente «apanhado de surpresa», lá veio, contrafeito, dar uma conferência de imprensa e debitar umas quantas generalidades e trivialidades; mas não serão cerca de 300 – não espartanos ;-) - «conselheiros militares» que farão uma grande diferença. Porém, não reagiu de imediato aos acontecimentos, tendo preferido então dar prioridade a assuntos realmente «importantes»: tirar (mais) uns dias de férias para jogar (outra vez) golfe, participar (outra vez) em (dispendiosos) eventos de angariação de fundos, reiterar ridiculamente a fraude das «alterações climáticas antropogénicas», e – por si próprio ou através dos seus «camaradas» no Senado – continuar a fortalecer o lobby LGBT. Enfim, ele parece acreditar que está tudo tão «cor-de-rosa», tão «arco-íris», que se atreve a declarar que «o Mundo é hoje menos violento do que alguma vez foi»!
Se ele não o consegue, outros há que têm os pés bem assentes na terra e que não vivem num mundo de fantasia. Como John Boehner, para quem «as rodas desta administração estão a cair». Não é credível por ser um dos principais dirigentes do Partido Republicano? Então há Megyn Kelly, para quem «a presidência de Obama está a implodir». Também não é credível por ser uma jornalista da Fox News? Então há Chuck Todd, jornalista da NBC e da MSNBC e cuja simpatia pelo Partido Democrata é evidente e inegável, para quem «as pessoas estão a dizer a Obama que a presidência dele acabou». Volto a dizê-lo: o melhor que ele tem a fazer, e quanto mais depressa melhor, é, obviamente, a demissão.   

sábado, 14 de junho de 2014

Rever em baixa (Parte 9)

«Os falhanços de Obama podem movê-lo para a esquerda», J. T. Young; «O Presidente Obama odeia o Mal?», Shmuley Boteach; «Obama, Mao e a vingança dos pardais», Joy Overbeck; «O controlo de imagem orwelliano de Obama», Santiago Lyon; «O namoradeiro Obama deve-nos uma desculpa», Andrea Peyser; «Obama, o obliviante», Charles Krauthammer; «Promessas quebradas do ObamaCare, segundo mandato quebrado de Obama», Peter Morici; «É o Presidente Obama “demasiado grande para prender”?», Wayne Allyn Root; «A trindade impossível do ObamaCare», Michael S. Bernstam; «Dez pessoas, grupos e países atirados para debaixo do “autocarro” de Obama em 2013», Kerry Picket; «Para a esquerda, Bill de Blasio é a consolação pós-Obama», Joel B. Pollak; «A desvalorização interna de Obama aumenta a desigualdade de rendimento», Chriss W. Street; «O caminho de Obama de crítico a supervisor de espionagem», Peter Baker; «Um imperial, fora-da-lei Obama ameaça com mais acções unilaterais», David Limbaugh; «Obama é pior do que Bush nos abusos às liberdades civis», Jason Scheurer; «Um placebo presidencial – O maciço programa de espionagem de Obama está ainda vivo e bem», Andrew P. Napolitano; «É Barack Obama um presidente imperial?», Linda Feldman; «A falha de credibilidade do Presidente Obama», John Cornyn; «Os media culpam os pesares de Obama em tudo excepto nas suas políticas falhadas», John Nolte; «O estado falhado da presidência de Obama», Jamie Weinstein; «Obama, o autocrata favorito dos media», Brent Bozell; «Presidente Obama é o Senhor Desigualdade», Ken Blackwell; «O nosso Ícaro-em-Chefe», Victor Davis Hanson; «Se Obama fosse o CEO de uma empresa cotada na bolsa seria despedido», Tim Irwin; «”Eu posso fazer o que quiser” – O presidente janta caviar enquanto a dívida explode», Charles Hurt; «Nova promessa de Obama – Se gosta da sua vida pode mantê-la», Ann Coulter; «Presidente Obama é parte do problema no escândalo do IRS», Greta Van Susteren; «Os persistentes e simpatéticos falhanços de Wile E. Obama», Tom Karol; «A filosofia de Obama é “desviar e deixar arder”», Mike Huckabee; «A risível rotina de cómico de Obama», Jonah Goldberg; «O legado da tia de Obama imigrante ilegal», Michelle Malkin; «A Ucrânia e a “doutrina Obama” – A intrigante filosofia de “ir à guerra ou ignorar” do nosso presidente», Richard Grenell; «O Obama anti-negócios volta a atacar», Larry Kudlow; «A política externa de Obama não existe», Cal Thomas; «Obama num “ponto morto”», Rich Lowry; «Senhor Presidente, você não nos protegeu», Jeanine Pirro; «Barack Obama é um rei, não um presidente», F. H. Buckley; «A esquerda acorre para salvar o Presidente Obama», Bill O’Reilly; «O legado de Obama é uma nova guerra fria», Noah Rothman; «As cinco fases de um escândalo de Obama», Alex Van Ness; «A desonestidade intelectual de Obama e outros falsos puristas», Ron Fournier; «Só conversa e nenhuma acção de Obama», Neil Cavuto; «Obama “encosta-se às cercas” na política externa», John Podhoretz; «A tragédia da política externa de Obama», K. T. McFarland; «Como a política nuclear de Obama lhe saiu pela culatra», Rebeccah Heinrichs; «Porque é que Obama fez a troca com os talibãs», Joseph Miller; «Barack Obama é o MVP do GOP», W. James Antle III; «A equipa Obama tem mais vontade de negociar com terroristas do que com o Congresso», Mark Meadows; «Bowe Bergdahl é uma pessoa como Obama», A. W. R. Hawkins; «A presidência falhada de Barack Obama», Ben Domenech; «Seis desastres escondidos no “desastre Bergdahl” de Obama», Neil Munro; «Quando um presidente se tresmalha», George Will; «Porque é que Obama é um pigmeu comparado com Roosevelt», Max Hastings; «Porque é que Obama não quer falar sobre o 11 de Setembro», Patrick Howley; «Obama está a conduzir o país à ruína», Michael Goodwin; «A insustentável pequenez da visão de Obama», Andrew Klavan; «A actividade criminosa de Obama na imigração», Ben Shapiro; «Ao desvalorizar a ameaça Boko Haram, a administração Obama comete um erro crucial», Mindy Belz; «Será que Obama percebe que o Iraque pode em breve ser um Estado islâmico?», James Jay Carafano.      

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Agora, até a traição

(DUAS adendas no final deste texto.)
Eu não disse… mais uma vez? No meu anterior texto aqui no Obamatório, escrevi: «(…) O mais preocupante, o mais grave, já nem é o que de mau, de incompetente, de escandaloso, que Barack Obama e os outros democratas disseram e (não) fizeram, ou estão a dizer e (não) fazem. É, sim, mais, o que eles ainda vão dizer e (não) fazer nos próximos dois anos e meio que ainda faltam no segundo mandato do Nº 44. Há motivos concretos, justificações autênticas, para se ficar muito preocupado, e mesmo assustado… (…)»
Nem uma semana passou… O que poderia ser pior do que, por uma inacreditável e indesculpável incompetência e irresponsabilidade (pelo menos…), revelar o nome do chefe de estação da CIA no Afeganistão? O quê? Talvez… isto: libertar cinco perigosos terroristas talibãs da prisão de Guantánamo em troca de um soldado norte-americano que, segundo várias informações credíveis, incluindo as de vários (um, dois, três, quatro exemplos) antigos companheiros de armas, desertou e se tornou um traidor, ou um «colaborador activo com o inimigo»…
… E foi exactamente isso que aconteceu: em 2009 Bowe Bergdahl não foi capturado mas, sim, abandonou deliberadamente a sua unidade. Antes, em mensagens dirigidas aos pais, manifestou vergonha pelo seu país e por ser soldado; mais, terá renunciado à cidadania norte-americana mesmo antes de fugir. E logo em 2010 surgiram relatos de que se teria convertido ao Islão e estaria a ensinar aos seus novos «irmãos de fé» (outras) formas de fabricar bombas! A Casa Branca tinha, e tem, um extenso ficheiro sobre Bergdahl, e sabia perfeitamente que o seu comportamento não havia sido caracterizado por «honra e distinção», ao contrário do que Susan Rice veio dizer – mais uma vez, e depois do que aconteceu em Benghazi com 2012, ela vê-se envolvida numa outra (grande e grave) mentira! Para cúmulo, ela declarou que tem «confiança de que as garantias que nos foram dadas serão mantidas», ou seja, de que os terroristas libertados não voltarão ao combate contra tropas dos EUA. Portanto, Rice, a mentirosa, acredita em promessas feitas por muçulmanos extremistas e criminosos?! Porém, nem Barack Obama parece acreditar nesse cenário ideal, de jihadistas empedernidos decidirem «reformar-se»…
… O que torna ainda mais censurável a sua decisão, que, em rigor, constituiu (mais) uma ilegalidade da sua parte – mais concretamente, o não ter informado previamente (no mínimo, 30 dias) o Congresso desta iniciativa. Quem o diz é Andrew Napolitano, Jeffrey Toobin e Jonathan Turley, juristas que estão em diferentes pontos do espectro ideológico. Além disso, vários jornalistas, apresentadores, comentadores na comunicação social, têm vindo a expressar as suas dúvidas e mesmo críticas – nem que seja sob a forma de (para variar…) perguntas agressivas – e naqueles se inclui aqueles que se sabe serem democratas ou simpatizantes deles… como Matt Lauer, Joe Johns e até Chris Matthews!
A administração, que, aparentemente, aguardava uma reacção mais entusiástica, e mesmo «eufórica», a este «negócio», está remetida à defensiva. E refugia-se em eufemismos: não reconhece que houve uma negociação com terroristas mas sim uma «troca de prisioneiros de guerra». Aliás, Jay Carney – que está de saída da função de porta-voz do Nº 44, depois de três anos a não responder e/ou a mentir – recusou-se a designar os talibãs como terroristas! Será que não ouvem o espanto e a indignação dos familiares dos (seis? Oito? Dez?) soldados que foram mortos quando estavam a tentar encontrar e recuperar Bowe Bergdahl? Tanto esses familiares como os próprios militares que sobreviveram e regressaram são practicamente unânimes: BB deve ser julgado em tribunal marcial. Todavia, e apesar disso, BO celebra a troca na Casa Branca com os pais do desertor, tendo Robert Bergdahl aproveitado para louvar (e não em Inglês) Alá!
Enfim, agora, até a traição é desvalorizada, se não mesmo incentivada, pelo actual presidente e pela sua equipa. Não só a (eventual, muito provável) de Bowe Bergdahl mas também a deles próprios: como Andrew Napolitano afirmou, libertar um «dream team» de (chefes) terroristas é auxiliar objectivamente o inimigo; o Sr. Hussein não aceitou neste caso o parecer de especialistas, do Pentágono e da CIA, repetidamente reafirmado, mas esta não foi a primeira vez que o fez. Ou então esta é a forma – alternativa – que ele escolheu de encerrar a prisão de Guantánamo: libertar aos poucos os (perigosos) prisioneiros que ainda lá estão… Harry Reid, pelo menos, acha que isso é uma boa ideia: «estou contente por me ver livre daqueles cinco». Contudo, e dados os antecedentes nestes casos, não é de todo implausível que eles voltem para lhe fazer uma «visita».
(Adenda – Este escândalo de trocar alguém que é, de certeza, um desertor - e, quase de certeza, um traidor – por cinco importantes elementos talibãs é de tal modo grave e está a gerar uma tal – e crescente – controvérsia que vários dos mais fiéis «obamistas» estão a ultrapassar novos limites de ridículo no seu afã de defender e de justificar a decisão do presidente. Nota-se uma tendência comum neles: a de atacar e a de (tentar) descredibilizar os ex-colegas de Bowe Bergdahl e até o próprio exército dos EUA! Dos Departamentos de Estado e do Urbanismo, do New York Times e do Think Progress vieram novos exemplos de desafio à sensatez; já Harry Reid… imitou Hillary Clinton. Porém, no espaço da esquerda surgiram alguns assomos de dignidade: Dianne Feinstein não hesitou em denunciar a ausência de um (obrigatório) aviso ao Congresso por parte da Casa Branca, e ainda a fraqueza das justificações para a operação; já o New York Daily News foi ao ponto de afirmar, em editorial, que o Nº 44 cometeu uma traição e que se rendeu sem honra.)
(Segunda adenda – Sobre Bowe Bergdahl as suspeitas e mesmo os factos continuam a acumular-se: a deserção de 2009 não foi a primeira vez em que abandonou o seu posto deliberadamente mas sim a terceira (pelo menos); e, em 2010, terá declarado o seu apoio à Jihad… Quanto aos cinco terroristas libertados em troca do desertor, pelo menos um deles já declarou que voltará a combater contra os EUA; e um chefe talibã declarou que agora, perante as condições desta troca, tem ainda mais vontade de capturar outros norte-americanos… Entretanto, em Washington, é a confusão: a Casa Branca afirmou (oficiosamente) que a decisão final pela operação coube ao Pentágono, mas Chuck Hagel, em audiência na Casa, «devolveu» essa responsabilidade a Barack Obama… afinal, em que é que ficamos? Além de quem tomou a decisão, há ainda a questão do atraso – ou ausência – da sua comunicação ao Congresso: quase 100 pessoas no governo federal terão sabido dela antes de alguém no Capitólio; e John Boehner lembrou que ele e os seus colegas foram informados previamente da operação contra Osama Bin Laden, mas não desta. Em simultâneo, as tentativas de desculpabilização por parte dos democratas estão cada vez mais patéticas: uma das mais recentes é a de Jackie Speier, representante – obviamente! – da Califórnia, que assegurou que os talibãs são «parte do tecido social do Afeganistão» e «não é rigoroso dizer que eles são terroristas». Entre muitos outros, os paquistaneses que protegem actualmente o aeroporto de Carachi provavelmente discordam dessa asserção…)    

sexta-feira, 30 de maio de 2014

De veteranos a vítimas

(Uma adenda no final deste texto.)
Neste momento, nesta «altura do campeonato», o mais preocupante, o mais grave, já nem é o que de mau, de incompetente, de escandaloso, que Barack Obama e os outros democratas disseram e (não) fizeram, ou estão a dizer e (não) fazem. É, sim, mais, o que eles ainda vão dizer e (não) fazer nos próximos dois anos e meio que ainda faltam no segundo mandato do Nº 44. Há motivos concretos, justificações autênticas, para se ficar muito preocupado, e mesmo assustado…
… Porque não cessam os exemplos de cidadãos (que não cometeram crimes) cujas vidas são colocadas em perigo, e alguns até as perdem, devido ao desleixo – apenas involuntário, ou será deliberado? – da actual administração. «Bronca» mais recente (afinal, quase todas as semanas há uma nova…): durante a visita, no passado fim-de-semana que coincidiu com o feriado do Memorial Day, de Barack Obama ao Afeganistão, alguém (quem?) da sua equipa achou por bem inserir o nome do «chefe de estação» da CIA naquele país numa lista (enviada electronicamente a mais de seis mil pessoas!) de altos funcionários norte-americanos com quem o presidente se iria reunir! Por outras palavras: a sua carreira enquanto operacional de inteligência está destruída, ou, pelo menos, enquanto «espião no terreno» - terá de ficar confinado a uma secretária em Langley, e tanto ele como a sua família estarão sempre em risco. Britt Hume e Dana Perino têm toda a razão ao considerar este caso muito mais grave do que o de Valerie Plame, pelo qual George W. Bush e a sua administração foram tenazmente criticados e perseguidos.
Porém, esta não é a primeira vez que alguém da Casa Branca denuncia a identidade de indivíduos que os terroristas islâmicos adorariam assassinar: depois de Osama Bin Laden ter sido abatido no Paquistão, Joe Biden revelou que havia sido a Team 6 dos Navy Seals a conduzir a operação; posteriormente, muitos elementos daquela equipa foram mortos num ataque dos talibãs ao helicóptero em que se faziam transportar. No entanto, e insolitamente, o anúncio que Barack Obama fez em Kabul, e que terá inclusivamente constituído o objectivo principal da viagem, constituiu igualmente como que uma outra – e enorme – denúncia, e um «convite»: a retirada total das tropas em 2016, e a manutenção de apenas 9800 militares nestes próximos dois anos… ou seja, o tempo que os inimigos devem esperar para voltarem a tomar conta do país. Mais do que uma jogada político-eleitoral, esta decisão representará um «acto de narcisismo pessoal», para o Sr. Hussein poder dizer que cumpriu uma promessa… independentemente dos custos e das consequências. Ele fala em terminar a «mais longa guerra» em que os EUA estiveram envolvidos… mas como é que isso pode acontecer se, para os «outros», a guerra continua?..
… E não só no Afeganistão. Na Líbia a situação é tal que todos os cidadãos norte-americanos têm estado a ser aconselhados a não viajar para lá… ou, se estão lá, a saírem. Porquê? Porque novas ameaças foram feitas pelo Ansar al-Sharia – sim, o mesmo grupo afiliado da Al Qaeda que atacou o consulado de Benghazi em 2012. Até porta-aviões e outros navios de guerra estão a postos para proceder a uma evacuação… o que é mais, muito mais do que aqueles que sofreram o atentado há quase dois anos dispuseram. Tanto que Barack Obama e Hillary Clinton se vangloriaram do contributo que deram para o derrube de Muammar Qaddafi… e para quê? Entretanto, Adam Schiff avisou que ele e os seus colegas democratas que integrarão o comité selectivo do Congresso sobre Benghazi gritarão «bloody murder» (!) se os republicanos não se comportarem correctamente (na opinião dele) durante as inquirições; antes, a sua camarada Dianne Feinstein equiparara o mesmo comité a uma «lynch mob»… de, supõe-se, Hillary Clinton e de todo e qualquer elemento do Departamento de Estado relacionado com o caso. Pode concluir-se, portanto, que os verdadeiros (quatro) assassinatos sangrentos, quiçá linchamentos, que ocorreram parecem ter menos importância para Schiff e Feinstein do que umas repreensões a correligionários deles. Os democratas parecem ter algumas dificuldades em discernirem quem são as verdadeiras vítimas…
… O que também pode explicar porque é que, enquanto os veteranos não só não têm assistência médica adequada e atempada nos hospitais e serviços alegadamente destinados especialmente a eles, e vários têm morrido depois de esperarem meses e até anos por aquela, os terroristas que muitos deles ajudaram a capturar recebem os melhores cuidados possíveis na base de Guantánamo! Nas instalações dos VA o rácio doente-médico é de 35-1, enquanto em «Gitmo» é de 1,5-1! Barack Obama não deve – ou deveria – alegar desconhecimento do caso, pois já em 2008 criticava as deficiências nos tratamentos dos veteranos e prometia uma substancial melhoria durante a sua presidência. Seis anos depois, o panorama é pior do que nunca… Todavia, mesmo assim ele atreve-se agora a dizer que «não tolerarei más condutas nos assuntos dos veteranos, ponto!» Será que ele já se esqueceu de que fez (dezenas de vezes) uma promessa semelhante, e igualmente assertiva, sobre o «ObamaCare», mais concretamente a de se poder ficar com o médico e com o seguro de saúde que se tinha? E que, afinal, era (mais) uma mentira?
«Felizmente» que o presidente pode contar com camaradas como Jay Rockefeller, que afirmou no Senado que a oposição ao (un)Affordable Care Act é «racista». Não é, pois, de deduzir que o senador da Virgínia Ocidental seja um dos democratas que, anonimamente, acusam o presidente de ser «alheado», «incompetente» e, imagine-se, «pé chato» (alguns até querem mesmo impugná-lo)! Problemas para os quais ele terá, de certeza, melhores respostas médicas do que os veteranos das forças armadas dos EUA.
(Adenda – Em poucos dias as forças armadas dos EUA pareceram ainda mais… desarmadas. Do início até ao fim das suas carreiras, em todas as fases do seu percurso, os militares norte-americanos vêem a sua actividade cada vez mais desvalorizada e fragilizada pelo actual presidente. Em discurso na semana passada na Academia de West Point, perante os cadetes recém-formados, Barack Obama voltou a relativizar o papel do país no Mundo. Entretanto, e finalmente, o Nº 44 despediu – ou «aceitou a demissão» - de Eric Shinseki, secretário para os Assuntos de Veteranos, inevitável depois de (quase seis) anos de burocracias e de despesas crescentes terem resultado nas mortes de dezenas de veteranos em listas de espera nos hospitais associados ao departamento respectivo; porém, e como habitualmente, culpou outros pelo (mais um) escândalo, incluindo, como não podia deixar de ser, a anterior administração, e ainda… computadores antigos! Mas então… para onde foram os muitos milhões de dólares adicionais que ele permitiu que Shinseki gastasse? Esta é uma pergunta, entre outras, para a qual seria interessante ter uma resposta por parte das pessoas que alvitraram que os VA seriam o modelo para a futura saúde pública dos EUA... ou, numa palavra, do «ObamaCare». 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Eu não disse?

E, agora, um texto «especial» com «adendas»… a textos anteriores mais ou menos recentes. Todas poderiam ter uma «etiqueta» em comum: «eu não disse?»
Em Janeiro, no texto «”The (New York) Times isn’t a-changin’”», escrevi: «(…) No conjunto de órgãos de comunicação social dos Estados Unidos da América que formam a habitualmente designada mainstream media – ou lamestream media, como lhe chama Sarah Palin – e que funcionam oficiosamente, quando não declaradamente, como extensões, suportes do Partido Democrata e da esquerda norte-americana, nenhum é mais antigo, fulcral e preponderante do que o New York Times. (…) A todos os ignorantes, iludidos, ingénuos, que ainda tomam o NYT como uma (boa) referência de jornalismo fica o conselho: deixem de o fazer. (…)» Depois de nos últimos anos a apelar, regularmente, ao fim da «discrepância salarial» entre homens e mulheres, o NYT foi «apanhado», tal como a Casa Branca, na situação «olha para o que eu digo, não para o que eu faço»: a administração despediu Jill Abramson de editor(a) executivo(a) – a primeira mulher a ocupar aquele cargo no jornal – porque ela terá protestado por receber menos do que o seu antecessor… e, pior ainda, por alguns dos seus subordinados (homens) terem vencimentos superiores ao dela! Porém, e segundo quem já lá trabalhou, esta discriminação sexista até já é bem antiga no mais «progressista» dos jornais. 
Em Fevereiro, no texto «Brincar aos médicos e enfermeiras», escrevi: «(…) Nos EUA só quem tem estado a dormir ininterruptamente desde Outubro é que não sabe que o “serviço nacional de saúde” que os democratas votaram e implementaram sozinhos continua a ser o desastre que se tornou evidente desde o princípio. Correcção: é um desastre ainda maior porque continuam a acumular-se novos factos sobre os (maus) efeitos da aplicação da lei. (…) É o que acontece quando idealistas inexperientes e irresponsáveis com demasiado tempo e poder nas mãos decidem brincar aos médicos e enfermeiras... fazendo de todo um país como que um enorme, imenso "hospital" para as suas experiências.» Antes da aprovação e implementação do «ObamaCare», já existia, na realidade, uma «experiência» estatal (de várias décadas) na prestação de cuidados de saúde: a que era, e é, conduzida pelo Departamento de Assuntos de Veteranos. Na semana passada soube-se que dezenas (talvez até uma centena) de antigos combatentes morreram nos últimos cinco anos enquanto, inscritos em listas de espera, aguardavam tratamento – uma situação que em Portugal conhecemos, infelizmente, demasiado bem. Barack Obama, como tem sido habitual nos vários escândalos que têm marcado a sua presidência, só terá sabido pela comunicação social. Sim, é um prenúncio do que o «(un)Affordable Care Act» poderá trazer a todo o país.   
Em Março, no texto «Onde está o senador Obama?», escrevi: «(…) Que, certamente, não organizaria uma iniciativa denominada “My Brother’s Keeper”, destinada a auxiliar as famílias carenciadas afro-americanas, e mantendo ao mesmo tempo, hipocritamente, uma relação problemática com… irmãos dele. Na verdade, ele não tem sido o “guardador” do seu meio-irmão George Hussein Obama, que (sobre)vive num bairro de lata em Nairobi, a capital do país (Quénia) onde ele antes dizia ter nascido. (…)» Ele distancia-se tanto dos parentes que estão em África como dos que estão nos EUA: em Abril a tia Zeituni Onyango morreu e o Sr. Hussein, em vez de comparecer no funeral (para cujo pagamento de despesas, vá lá, ao menos contribuiu), foi – mais uma vez – jogar golfe. O que não é particularmente insensível para os seus «padrões»: recorde-se que, após quatro norte-americanos terem sido mortos em Benghazi, ele foi para um evento de angariação de fundos em Las Vegas…
Também em Março, no texto «NA(u)S(e)A», escrevi: «(…) Barack Obama não autorizou, directa ou indirectamente, o desenvolvimento de um projecto de “regresso à Lua” nem a concretização de uma alternativa aos vaivéns após estes terem deixado de ser utilizados… definitivamente. Tão avessos a poupar, os democratas decidiram fazê-lo exactamente onde não convinha… Resultado? Os norte-americanos viram-se, e vêem-se, desde então na contingência – e na (dispendiosa) humilhação – de dependerem dos russos, seus históricos rivais desde o lançamento do Sputnik, para transportarem os seus cosmonautas até à Estação Espacial Internacional. Agora, a pergunta óbvia é: e se Moscovo decidir que as “boleias” nas Soyuz acabaram? (…)» Aparentemente, já decidiram, o que era quase inevitável desde que o Sr. Hussein aplicou algumas (tímidas) sanções à Rússia pela intervenção desta na Ucrânia… o que só aconteceu, recorde-se, porque o Nº 44 prometeu, se fosse reeleito, «maior flexibilidade» a Vladimir Putin, este é quem, na práctica, agora controla o programa espacial norte-americano… se é que ainda existe algum.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Trair Israel

Que «bom» que seria se Barack Obama – e a sua administração, e o Partido Democrata – se limitasse(m) a enfraquecer os Estados Unidos da América interna e externamente, chegando ao cúmulo de permitirem que (quatro) compatriotas fossem assassinados no estrangeiro, e de mentirem sobre o assunto, de modo a não ser prejudicada a campanha para a reeleição… Na verdade, países que têm sido tradicionais aliados dos EUA sofrem as consequências (negativas) da «política de apaziguamento» seguida pelo Nº 44 desde que aquele entrou na Casa Branca. Um, claramente, mais do que os outros: Israel.
Não é de agora que o distanciamento, e até a hostilidade mais ou menos dissimulada, para com a nação judaica por parte do Sr. Hussein e companhia têm sido manifestados. Porém, nestes últimos meses houve como que um recrudescimento dessa atitude. Em Março último a Casa Branca solicitou ao Congresso que reduzisse em 200 milhões de dólares o financiamento dos programas israelitas de defesa anti-mísseis… na mesma semana em que a Marinha de Jerusalém interceptou um carregamento de mísseis iranianos para a Faixa de Gaza! Aliás, poucos dias depois, Hossein Salami, comandante da força aérea da Guarda Revolucionária do Irão, anunciou que a sua força estava em condições de destruir Israel a qualquer momento – com o «dedo no gatilho» - e assim que recebesse ordens para tal; e foi com esta gente que Barack Obama negociou um acordo e prometeu que vetaria novas sanções… Compreende-se que Benjamin Netanyahu acuse outros países, e os seus dirigentes, de hipocrisia.
É do Departamento de Estado e de John Kerry que têm vindo ofensas com maior regularidade. Também em Março, foi noticiado que cada vez mais cidadãos israelitas – ao contrário de sauditas! – estavam a ver recusados os seus pedidos de autorização para viajarem para os EUA… algo que até Chuck Schumer notou e criticou! Ainda no mesmo mês, Jen Psaki, porta-voz do DdE, afirmou, em entrevista ao Al-Quds, um jornal… palestiniano, que os… palestinianos não têm de reconhecer Israel como um Estado judaico; uma posição que, poucos dias depois, o próprio Kerry confirmou, em pleno Congresso; antes, porém, acusara o governo de Jerusalém de ser o culpado pelo impasse registado nas negociações de paz. Não satisfeito com estas desfeitas, o sucessor de Hillary Clinton conseguiu «superar-se»: numa recente reunião da (famigerada) Comissão Trilateral afirmou que Israel poderia transformar-se num «Estado de apartheid» - uma mentira, um insulto, uma acusação que não é nova porque teve origem na propaganda soviética. Previsivelmente, grande parte da comunicação social nos EUA não não referiu esta (gravíssima) gaffe, por causa da qual Ted Cruz exigiu a demissão do secretário de Estado; e que, como bem salientou Noah Rothman, faz com que, em comparação, a imagem de Hillary Clinton à frente da diplomacia norte-americana saia reforçada, o que é um feito deveras assinalável…
Não faltam exemplos de autêntico anti-semitismo por parte da actual administração. Assim, e tendo tudo isto em consideração, custa a acreditar que indivíduos e instituições judaicas continuem a homenagear Barack Obama. Como Steven Spielberg e a Fundação Shoah, que deram na semana passada o prémio «Embaixador da Humanidade» ao Sr. Hussein – isto é, a alguém que indirecta, ou mesmo directamente, preconizou o apoio à Irmandade Muçulmana, da qual faz parte Mohammed Morsi, ex-presidente egípcio que comparou os judeus a animais. Quem será o próximo premiado pela comunidade hebraica de Hollywood? George Soros?   

terça-feira, 6 de maio de 2014

Obviamente, a demissão

(Duas adendas no final deste texto.)
Há bastante tempo que, realisticamente, não havia quaisquer dúvidas, mas faltava ainda a prova concreta, definitiva, a «smoking gun», a «arma fumegante (do crime)»… E na semana passada ela foi obtida: através de documentos obtidos pela Judicial Watch, em especial e concretamente uma mensagem de correio electrónico, está enfim demonstrado que da Casa Branca – nomeadamente, de Ben Rhodes, assessor de Barack Obama – veio mesmo uma sugestão, uma ordem, uma directiva, primeiro para Susan Rice, e depois para todos os membros da administração mais ligados à política externa, a começar por Hillary Clinton, no sentido de mentirem sobre o que aconteceu em Benghazi a 11 de Setembro de 2012 – isto é, para se culpar o ataque numa «reacção espontânea» a um vídeo e para não o considerar um atentado terrorista premeditado e planeado. Bill O’Reilly enuncia e explica o novo contexto resultante dos novos desenvolvimentos aqui e aqui.
Já não restam, pois, também quaisquer dúvidas de que o Sr. Hussein venceu ilegitimamente as eleições de 2012: estas foram condicionadas não só pela ilusão de que a Al Qaeda estava derrotada ou quase (viu-se na Líbia que não estava), mas também pelas falsas promessas quanto ao ObamaCare («se gosta do seu plano poderá mantê-lo») e ainda pela perseguição a organizações conservadoras por parte do IRS. E poderia acrescentar-se a vigilância feita pelo Departamento de Justiça a jornalistas (e a congressistas?!)… e não cabem aqui as escutas feitas pela NSA a estrangeiros porque estes não votam nas eleições dos EUA. Porém, o caso de Benghazi é o mais grave de todos porque quatro cidadãos norte-americanos foram, de facto, deixados para morrer – e a muitos outros poderia ter acontecido o mesmo, tendo «apenas» ficado feridos – de modo a não prejudicar uma campanha eleitoral e a «narrativa» - a mentira, ou uma das (grandes) mentiras – que a sustentava; depois, eles e as suas famílias (e todos os norte-americanos) foram insultados por a Casa Branca (Barack Obama) e o Departamento de Estado (Hillary Clinton) terem não só mentido quanto às causas e circunstâncias do sucedido como também por, ao contrário do que prometeram, não terem ainda capturado e julgado qualquer culpado.
Estas recentes revelações, ou confirmações, impunham uma resposta adequada, e John Boehner fez isso mesmo: anunciou a criação de um «comité selectivo», uma comissão de inquérito (que será presidida por Trey Gowdy, ex-procurador) com mais poderes e prerrogativas do que aquelas que já foram feitas sobre este assunto (e outros)… e que, quase de certeza, terá outras, grandes e preocupantes, consequências… para os democratas. Estes, como seria de esperar, estão furiosos e desesperados. As reacções, como é costume entre os «burros», têm oscilado entre o hilariantemente histérico e o inadmissivelmente insultuoso. Ouvir, nomeadamente, Bill Maher (que comparou, aparentemente, quatro compatriotas – funcionários públicos – mortos a quatro prostitutas mortas), Bob Beckel, Cenk Uygur, David Plouffe, Jay Carney (que tem o descaramento de dizer que a mensagem sobre Benghazi… não era sobre Benghazi), Jonathan Chait e Nancy Pelosi (que, candidamente, perguntou «porque é que não se fala noutra coisa?») é como ouvir cães a ladrarem à caravana… da verdade, da justiça, dos factos; não há que ter medo porque eles só fazem barulho e não «mordem». 
Uma reacção, no entanto, merece destaque especial pelo seu acentuado absurdo, por ser «digna» de entrar no anedotário político norte-americano, e ser demonstrativa… de como aquela gente «pensa»: a de Tommy Vietor, ex-porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, que «desabafou» perante um insistente «interrogatório» de Brett Baier: «Meu, isso foi há dois anos!» Para os democratas, já se sabe, só se está perante um escândalo se um republicano estiver envolvido; e nunca é tarde demais para se falar num assunto… se estiver um republicano em causa – é por isso que o ataque em Benghazi, ocorrido em 2012, foi há «muito tempo» e deve-se por isso «esquecer e passar à frente», mas, por outro lado, é sempre «actual» culpar George W. Bush e Ronald Reagan por tudo e mais alguma coisa, e até ir «desenterrar» travessuras alegadamente cometidas por Mitt Romney há mais de 50 anos, quando era não mais do que um adolescente…    
Sim, «Benghazi-gate» é pior, muito pior do que Watergate. É por isso compreensível, normal e previsível que as alusões, as comparações entre os dois casos sejam feitas. Como eu previ, Barack Obama está a seguir o (mau) caminho de Richard Nixon. O acumular de incompetências e de ilegalidades está a atingir um tal volume que, em breve, e se ele quiser impedir a impugnação («impeachment»), algo que se antevê como cada vez mais inevitável, muito provavelmente só lhe restará uma saída, uma solução minimamente digna para os problemas que ele causou, ou que permitiu que ocorressem, ou que não foi capaz de resolver: obviamente, a demissão. O próximo dia 8 de Agosto até que seria uma data apropriada para tal.
(Adenda – Todos aqueles que pensam, e que acreditam, que a impugnação e/ou a demissão não se justificam para Barack Obama devem conhecer as 76 acções ilegais cometidas até agora pela sua administração, e cuja lista - provisória, evidentemente - foi apresentada por Ted Cruz; são factos, e não ficções.)
(Segunda adenda – Laura Ingraham pergunta bem: porque é que aqueles que, justamente, se indignam com o rapto, e venda para escravatura, de raparigas – cristãs – nigerianas pelos islamitas fundamentalistas do Boko Haram (que já têm um historial de atrocidades, incluindo o assassinato, a tiro e pelo fogo, de dezenas de rapazes), e que exigem inclusivamente uma intervenção armada contra aquele movimento, também não se indigna(ra)m com o assassinato de quatro norte-americanos em Benghazi, por um grupo – a Ansar al Sharia – também com ligações à Al Qaeda? Neste caso, há que reconhecê-lo, Hillary Clinton mostrou «coerência»: é que durante dois anos opôs-se a que o BH fosse classificado como «organização terrorista» pelo Departamento de Estado!) 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

«Hillarity»

Em Portugal (e não só) a defesa do Partido Democrata dos EUA e dos seus membros não é feita apenas através da omissão sistemática de factos «desagradáveis» àqueles – esta é a «táctica» preferida pela generalidade da comunicação social nacional. Outra «táctica» preferencial, seguida por um ou outro «blogger especializado» deste lado do Atlântico, é a de não abordar e comentar de todo a actualidade – o que obriga(va), quase necessariamente, referir os escândalos, as incompetências e as ilegalidades de Barack Obama e dos seus «camaradas» - e, em vez disso, optar por «fugir para a frente» e fazer previsões fúteis para as eleições presidenciais de 2016…
… O que implica, quase inevitavelmente, mencionar a analisar o «favoritismo» (prematuro?) de Hillary Clinton, não só nas primárias democratas mas quiçá no confronto posterior com o candidato que vier a ser escolhido pelo Partido Republicano. Muitos são os que, a mais de dois anos de distância, consideram o triunfo da ex-primeira dama, ex-senadora de Nova Iorque e ex-secretária de Estado como algo de inevitável, como um dado practicamente adquirido. A ver vamos… mas, até lá, muito pode acontecer. Para refrear os ânimos dos mais entusiastas basta recordar que, no início de 2008, poucos eram os que duvidavam de que ela obteria a nomeação, e no entanto… foi o que se viu. De qualquer modo, candidate-se ou não, seja seleccionada pelo seu partido ou não, não faltarão «argumentos» aos seus opositores, factos desagradáveis no seu passado que serão utilizados, legitimamente, contra ela…
… E se, antes de aceitar fazer parte da administração de Barack Obama, Hillary Clinton (e o marido) já dispunha(m) de uma apreciável «colecção» de «esqueletos no armário» (literalmente, cerca de 50 amigos e colegas que morreram em circunstâncias suspeitas), depois de deixar a pasta dos Negócios Estrangeiros a John Kerry aquela «colecção» aumentou. Antes de mais, porque foi a principal (ir)responsável pelo que aconteceu em Benghazi em 2012 – se não, claro, como culpada do atentado em si, pelo menos da falta de ajuda antes, durante e depois do ataque contra o consulado norte-americano na segunda cidade da Líbia, e da posterior campanha de mentiras; aquela frase, pergunta, que ela proferiu no Senado, «que diferença é que faz?», irá ser, que ninguém duvide, repetida até à exaustão. Tal como, eventualmente, se continuará a querer saber o que aconteceu a seis biliões de dólares que «desapareceram» do Departamento de Estado. Além disso, e apesar de ter sido o Sr. Hussein a prometer (maior) «flexibilidade» a Vladimir Putin, foi ela a encarregada de concretizar o suposto «reinício» («reset») das relações com a Rússia, que, cinco anos depois e em vésperas do centenário do começo da Primeira Guerra Mundial, conduziu a que a grande nação do Leste da Europa esteja a ocupar território(s) de outro(s) países – a Crimeia já foi retirada à Ucrânia, e veremos o que se seguirá na «lista» do «senhor do Kremlin»…  
Não são apenas comentadores conservadores como Charles Krauthammer que salientam o óbvio e apontam que o «rei»… ou, neste caso, a «rainha»… vai «nua». Hillary Clinton não será mais do que um «tigre de papel» e cuja principal «qualidade» é a de ter sido (e ainda é, apesar de tudo) casada com um (ex-)presidente. Na MSNBC (!) também se questiona se ela, de facto, tem algumas realizações de vulto para apresentar, e, pior, especula-se que Elizabeth Warren poderia ser vítima de uma «cabala» para a «fazer desaparecer» se tivesse a ousadia de também se candidatar à presidência! Na CNN os convidados de um programa riram-se… da incapacidade que a porta-voz do DdE mostrou de dar pelo menos um exemplo de um sucesso de Hillary enquanto esteve à frente da (macia) diplomacia norte-americana!
Este caso não foi o único, recente, de «Hillarity», de hilaridade causada, directa ou indirectamente, pela quase avó Sra. Clinton. Jimmy Fallon disse uma piada no «The Tonight Show», cuja audiência não lhe proporcionou muitos risos, bem pelo contrário (contudo, «cá fora», não faltaram as gargalhadas)… O que foi? Atreveu-se a «pôr em dúvida» a feminilidade da mãe de Chelsea, e, por causa disso, até no Huffington Post o «avisaram»… Talvez ainda vá parar à «hit list», à famigerada «lista de inimigos»! Aconteça o que acontecer, já deu para perceber que os defensores de Hillary Clinton, na comunicação social e não só, não hesitarão em recorrer às acusações de «machismo», «misoginia» e «sexismo» contra os adversários que ousarem criticá-la política e ideologicamente… tal como sempre, ou quase, fala(ra)m em «racismo» sempre que Obama era – e é – criticado... e sem se rirem. 

domingo, 20 de abril de 2014

É o dinheiro «democrata»? (Parte 2)

(Uma adenda no final deste texto.)
No amplo e antigo «catálogo» de crimes, mentiras, intrigas, insultos, incompetências, hipocrisias e demagogias a que o Partido Democrata recorre para (tentar) conquistar e manter posições (d)e poder, o incitamento do ódio entre classes é um dos «itens» que tem vindo a conhecer uma utilização crescente, juntando-se aos do ódio entre raças – o que mais caracteriza os «burros» - e entre sexos. Por outras palavras, Barack Obama, Harry Reid, Nancy Pelosi & Companhia querem fazer crer que é o Republicano o partido dos ricos e contra os pobres, e que por isso votar «azul» é contribuir para a «diminuição de desigualdades»…
… Mas os factos mostram que, pelo contrário, são os democratas os maiores fomentadores de assimetrias sociais; eles são a verdadeira corporização dos «um por cento». Desde logo, o que não é novidade, oito em dez dos círculos eleitorais mais ricos dos EUA elegem sistematicamente representantes do PD; e, em simultâneo, os distritos… menos ricos também elegem habitualmente democratas. E porquê? Porque se é dada ao Estado, aos poderes públicos, aos governos federais e/ou estaduais, uma capacidade de intervenção excessiva na actividade económica, o que é proposto e promovido em permanência pelos democratas, tal traduz-se invariável e inevitavelmente na subsidiação – e, logo, reprodução – da pobreza, concretizada na continuação e criação de medidas de «segurança» social, os «entitlements» ou «handouts», que desincentivam a iniciativa empresarial em troca da fidelidade eleitoral… àqueles que apregoam a redistribuição da riqueza. Esta raramente afecta os milionários apoiantes dos democratas, que mantêm os seus estatutos através de contactos e de favores privilegiados junto dos «liberais» e «progressistas» no Capitólio e na Casa Branca.       
Conhecendo-se e entendendo-se esta «lógica», certos factos já não parecem assim tão estranhos ou difíceis de explicar. Dois exemplos, entre os mais recentes e significativos: a importância de uma empresa como a Comcast (operadora de cabo que também detém a NBC e a MSNBC) e de um lobbyist, um traficante de influência como Anthony Podesta (irmão de John Podesta, fiel «lacaio» de Bill Clinton e de Barack Obama) no desvirtuamento da relação entre política e negócios… a favor, evidentemente, dos democratas. A outro nível, mais... anedótico, Paul Krugman, que já tem um longo historial de incongruências, aparentemente não vê qualquer contradição em receber da Universidade de Nova Iorque 225 mil dólares em apenas dois semestres e como pagamento da sua participação em actividades sobre «padrões de rendimento e níveis de desigualdade» desenvolvidas por aquela escola! Ou seja, Krugman, ao ensinar sobre – e alertar contra – a «income inequality», torna-se ele próprio um «culpado» daquela, em comparação com outros professores que recebem (muito) menos por (muito) mais trabalho! Poder-se-á argumentar que é o «preço» do prestígio de ter um «Nobel da Economia» no quadro docente (mesmo que não decente). Mas não é suposto que um esquerdista seja mais... desprendido?
Entretanto, e neste contexto, as declarações proferidas este mês pelo democrata Jim Moran queixando-se do «baixo» salário que recebe (174 mil dólares por ano) e que não é suficiente para «viver decentemente» não devem, pensando bem, causar (muita) indignação. Antes de mais, ele é o representante do sexto círculo mais rico do país, pelo que pode sentir-se injustiçado face ao que muitos dos seus representados, e eleitores, recebem; depois, o facto de preconizar publicamente a sua preferência por um aumento em vez de se deixar corromper, de roubar e/ou de se deixar comprar (como muitos dos seus «camaradas» fazem), só pode ser entendido como um sinal positivo. Enfim, do mal o menos…
(Adenda - Decididamente, Paul Krugman não se enxerga, não tem qualquer vergonha na cara. Ficamos, pois, «à espera» que ele esteja entre os primeiros a oferecerem-se para serem objecto de uma nova, eventual, «taxa global sobre a riqueza».)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Parabéns, Sra. Romney!

Hoje é dia de desejar um feliz aniversário a Ann Lois Davis Romney, que completa 65 anos de idade. E os EUA também estariam de parabéns se ela os celebrasse enquanto primeira-dama… Porque, descontados todos os exageros partidários e apagadas todas (ou quase todas… pelo menos tenta-se) as mentiras eleitorais, nunca existiram quaisquer dúvidas, antes e depois de 6 de Novembro de 2012, sobre quem, de entre ela e Michelle Obama, era – e é – a mais competente para essa função, a mais merecedora dessa honra. Ela tem toda a razão: o país perdeu, e muito, em 2012 ao reeleger o Sr. Hussein.
Como já escrevi, e apesar da derrota, também se deve dar os parabéns ao marido. E deve-se – ou devia-se – continuar a mostrar a ambos, e à sua família, o mínimo de respeito. Porém, os (supostos) «tolerantes» da treta não parecem perder uma ocasião, uma oportunidade, para mostrarem o seu ódio. Todos os pretextos, mesmo os mais inocentes, os mais inócuos, parecem servir para a maralha mostrar a m*rd* de que é feita: a celebração do aniversário do casamento de Mitt e de Ann; uma dedicatória especial dele a ela no Dia da Mãe; uma fotografia com todos os netos, incluindo o adoptivo que é negro – algo que na MSNBC acharam risível; até uma presença no «The Tonight Show» para a divulgação de um livro de receitas.
Os histéricos esquerdistas estão constantemente a guinchar para ela e o marido se «irem embora», desaparecerem do espaço público, mas não fazem, não fizeram, isso em relação a Al Gore e a John Kerry, que continuam por aí e a causarem grandes estragos… Ela não deve, no entanto, incomodar-se com todos estes «cães» que ladram; é muito superior a todos eles. Está muito, muito acima das atoardas que, por exemplo, em Los Angeles e em Nova Iorque possam atirar-lhe. Cidadã e esposa exemplar, mãe e avó dedicada, sobrevivente a duas terríveis doenças, Ann Romney é uma mulher muito especial. Todavia, todas as pessoas nascidas a 16 de Abril são de algum modo especiais… ;-))