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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sem «lanças» em África

(Uma adenda no final deste texto.)
Não será incorrecto afirmar que a Casa Branca encarou a realização, em Washington, da recente (entre 4 e 6 de Agosto último) «Cimeira de Líderes dos Estados Unidos e da África» - se não na sua concepção, quase de certeza na fase final de concretização – como uma tentativa de melhorar a imagem pública de Barack Obama e da actual administração, em especial no plano internacional.
E todos os democratas na Avenida da Pensilvânia (e não só) bem que precisam de boas notícias: na verdade, perante crises causadas ou agravadas pelo Nº 44 e pela sua equipa – Rússia e Crimeia («maior flexibilidade» para com Vladimir Putin), Síria e Iraque («linha vermelha» transposta sem retaliação, retirada total de tropas que permitiu a expansão do ISIS), fronteira com o México assaltada por milhares de ilegais (atraídos e incentivados pela amnistia concedida em 2012) – que até fazem com que Michael Tomasky, um jornalista-«comentadeiro» liberal dos mais assanhados que existem, pergunte «o Mundo está a explodir, então porque é que Obama não está a fazer mais?», um sucesso numa enorme «operação de relações públicas», para mais envolvendo o sempre problemático continente negro, vinha mesmo a calhar…
… Porém, e «infelizmente», não foi exactamente isso que aconteceu. Se o objectivo de BHO era (simbolicamente) «cravar» algumas «lanças» em África, tal não foi propriamente alcançado. Resultados concretos, e positivos, não surgiram para já, apesar de algumas boas intenções – concretamente, planos para investimentos num total de cerca de 14 biliões de dólares por parte de empresas norte-americanas. Enfim, nada suficiente para anular ou mesmo atenuar as consequências da incompetência do Sr. Hussein e dos seus comparsas. No entanto, o que não faltaram foram as falhas, os erros, as gaffes. John Kerry não achou incongruente falar em «alterações climáticas» perante representantes de nações sub-industrializadas. Tanto Joe Biden como Nancy Pelosi se referiram a África como sendo um… país. Steny Hoyer entendeu avisar a audiência de que, apesar do seu cargo no congresso se designar «whip», isso não significava que estava ali para chicotear africanos. Na comunicação social, Chris Jansing, da NBC, afirmou em directo que «o facto de ele (Barack Obama) ser do Quénia» poderia contribuir favoravelmente para o desenrolar do evento… o que, note-se, não pode ser considerado um lapso porque, há que nunca esquecer, o actual presidente manteve durante cerca de 15 anos a informação de que tinha mesmo nascido naquela nação…
É igualmente justificado colocar-se a hipótese de esta iniciativa ter sido implementada por inveja… de George W. Bush, pelo prestígio que o anterior presidente conquistou pela sua acção contra a SIDA em África. Se foi esse o caso, a tentativa redundou em fracasso. Como se não fosse suficiente ter Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, a elogiar o Nº 43 na cimeira promovida por Barack Obama, Hillary Clinton declarou à CNN uma semana antes do início daquela que o contributo de Bush Filho para o combate contra a terrível doença a deixava «orgulhosa de ser americana». Na verdade, não é necessário ter «sangue africano a correr nas veias» para amar aquele continente e ser útil a ele. Por exemplo, e concretamente, ajudando a combater outra terrível doença dele originária, a ébola, tema que tem causado controvérsia nos EUA.
(Adenda - «Eu posso ver a Rússia da minha casa» não é a única (falsa) afirmação, a única mentira, de índole «geográfica» (bastantes, de diversos tipos, existem) a ser atribuída a Sarah Palin: outra que circulou em 2008 era a de que ela acreditava que África é um país… Depois, como o próprio New York Times noticiou, descobriu-se que tal foi inventado por uns brincalhões que se fizeram passar por consultores conservadores que apoiavam a candidatura de John McCain… Pois bem, seis anos depois, ainda há quem acredite naquela patranha. Como Michael Cunnilingus… perdão, Michael Cunningham, que, curiosamente, é alguém que, à partida, tomaríamos como leitor fiel e atento do NYT. Será que ele sabe que Joe Biden e Nancy Pelosi, figuras que ele certamente reverencia, é que de facto afirmaram que África é um país? Quase de certeza que não, porque pessoas como MC, autêntica personificação, «caricatura viva» do intelectual de esquerda, «liberal e progressista»… e completamente desfasada da realidade, vivem nos seus próprios «mundos de fantasia»… e nem têm de ser ficcionistas.)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Com Koch na boca

(DUAS adendas no final deste texto.)
Será que as férias de Verão estão a ser úteis a Harry Reid para recuperar um pouco do equilíbrio e da sanidade mental que nitidamente foi perdendo na última sessão legislativa? Porém, deve sempre colocar-se a questão de se, para começar, ele alguma vez teve equilíbrio ou sanidade mental…
… Porque o (ainda) líder da maioria democrata no Senado mostrou este ano estar muito agitado e preocupado, nomeadamente com os irmãos Charles e David Koch. Só entre Fevereiro e Março últimos atacou, em pelo menos cinco ocasiões, os dois empresários e filantropos, e com pretextos e «justificações» progressivamente mais ridículas. O Koch nunca lhe saía da garganta (funda), era Koch todos os dias, à frente e atrás, em cima e em baixo, volta não volta estava a puxar Koch… para a discussão… nunca se fartou de Koch! Em Junho lá estava com Koch na boca outra vez, queixando-se sucessivamente do dinheiro que os irmãos gastam em causas… que não as favorecidas por democratas, e comparando-os a mentores de um «culto»» cujos membros se escondem para assim melhor poderem «comprar a democracia»! Aliás, segundo Reid, só o outro lado faz isso: ele afirmou que os democratas «não têm bilionários» do seu lado, mentira tão descarada que até o habitualmente circunspecto – e realmente isento – Jake Tapper, da CNN, se viu obrigado a desmenti-lo!
Blake Seitz, do Washington Examiner, salientou a dimensão do (outro) «culto» recorrendo também a um vídeo no YouTube, montado pelo Washington Free Beacon, que estabeleceu em 134 (!) o número de vezes em que, entre Abril e Junho, Harry Reid mencionou os irmãos Koch no chão do Senado – onde, recorde-se, goza de imunidade (e inimputabilidade) par(a)lamentar e judicial, e, assim, pode dizer toda a m*rd* que quiser. Tanto Koch em tão pouco tempo… Reid deve ter ficado exausto, arrasado! Porém, não se pense que ele não tem outras manias: voltou a demonstrar o seu racismo (inerente a ser-se democrata) ao classificar Clarence Thomas como «homem branco»; e também decidiu alinhar na campanha que quer obrigar a equipa de futebol americano de Washington a mudar de nome… porque «Redskins» é «ofensivo» para os nativos americanos. «Dingy Harry» é que deve andar de pele vermelha, com tanta fricção resultante de… controvérsias. Mas rubor (de vergonha) é que não tem; afinal, como faz notar Matthew Continetti, são tantas as polémicas e as suspeitas em que se viu, e vê, envolvido que merece ser chamado de «padrinho». No entanto, é provável que existam alguns «afilhados» que dispensariam a «protecção».
(Adenda - Não é novidade, e isso tem sido aqui demonstrado constantemente, que os democratas não se distinguem pela coerência, pela consciência... e pela inteligência. Harry Reid e vários dos seus «camaradas» não devem ver a incongruência de afirmarem que é inadmissível a designação «Washington Redskins» e, ao mesmo tempo, participarem em jantares que homenageiam o (democrata) presidente Andrew Jackson, que tem no seu «currículo» a perseguição e a opressão de índios americanos.)     
(Segunda adenda - É também de assinalar que Harry Reid, nesta sessão par(a)lamentar que agora terminou, comparou os republicanos a «pequenos porcos gordurosos». É de «louvar», além da continuada «civilidade» democrata, a exibição de «criatividade»... efectivamente, já era um pouco repetitivo chamar aos membros do GOP criminosos, assassinos, raptores, terroristas domésticos...)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Culto da personalidade (Parte 2)

(Uma adenda no final deste texto.)
A lógica, e a mais simples sensatez, ditariam normalmente que, perante o número de incompetências, escândalos e até crimes que a actual administração norte-americana tem vindo a acumular, as demonstrações de adoração de Barack Obama, das quais já apresentei aqui uma primeira recolha específica, diminuiriam consideravelmente, e mesmo cessariam. Porém, não tem sido propriamente isso que tem acontecido… Há fanáticos, devotos fidelíssimos que estão sempre disponíveis para elogiar o «chefe» - correcção, o «patrão» - contra todas as evidências e segui-lo para além de todas as conveniências. Convém lembrar – ou informar para os que não sabem – que Jim Jones era democrata, pelo que existem alguns «antecedentes» preocupantes…
… E se o «culto» de BHO não levará, como JJ, (esperemos!) ao suicídio colectivo de centenas dos seus seguidores, poderá ser comparado, como sugere Mark Judge, a outro, ao de L. Ron Hubbard? Com efeito, e tal como a Cientologia, também o «progressivismo» norte-americano pós-2008 elevou a fraude científica a causa política prioritária: em Janeiro deste ano Gina McCarthy, a (contestada) directora da (contestada) Agência de Protecção Ambiental, afirmou que as «alterações climáticas» constituem uma oportunidade de «fazer crescer a economia e de criar empregos» (excepto, claro, os que são destruídos pelo encerramento de minas e de centrais de carvão) e ainda de «ir de encontro às necessidades deste presidente»! Há os que pensam ser sua obrigação a de, quais servos, obedecerem a todas as ordens do Sr. Hussein e até, porque não, anteciparem as suas vontades: Sheila Jackson Lee estabeleceu como objectivo principal, dela e dos «burros» seus colegas, escrever ordens executivas para o Nº 44 assinar! Outros dão-lhe «nota máxima», um «A», por apenas estar na função de presidente, como Gwen Moore. Existem aqueles, como Gene Sperling, que aceitam as culpas do «patrão» como suas e confessam, compungidos, que lhe«falharam». E os que preferiam – e admitem-no publicamente! – que os jornalistas deixassem de noticiar as sondagens cujos resultados são adversos, desagradáveis, ao seu «querido líder»! Cuja «semelhança» com os Kim norte-coreanos até na Google (inadvertidamente?) foi notada…
Como Barbara Walters admitiu, muitos (ela incluída?) acreditaram que ele era mesmo como que o próximo «Messias». Durante a Páscoa deste ano, Al Sharpton, apesar de avisar que não estava a compará-lo a Jesus, utilizou as palavras «crucificação» e «ressurreição» a propósito do presidente… Nancy Pelosi, que se diz católica apesar de defender (afinal, sempre é uma representante de São Francisco…) o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo e o aborto, é mais comedida na «santidade» do Sr. Hussein e proclama-o «apenas» como «o presidente menos faccioso («less partisan») com quem já trabalhei». Na Reuters acredita-se que ele sempre exibiu «decoro político». Não surpreende, pois, que Michael Eric Dyson, um dos mais extremistas – e racistas - «animais à solta» na categoria «professores-comentadores», clamasse que Sarah Palin havia cometido «traição» por ter apelado – com toda a razão, obviamente – à impugnação do Nº 44…
… Porque a acusação, e mesmo a suspeita, de que Barack Obama não é perfeito e merecedor de toda a adulação é simplesmente insuportável. Na MSNBC apresentam-no – sim, já neste ano de 2014! – como uma encarnação de George Washington, Tio Sam e Super-Homem.  No Washington Post um artigo de Joshua DuBois comparou-o a Martin Luther King, e outro artigo, de Jonathan Zimmerman, professor na Universidade de Nova Iorque, propôs a revogação do limite de dois mandatos presidenciais para que BHO possa concorrer a um terceiro! São tantas as suas qualidades que ele, e a esposa, deveriam ser considerados, segundo o Think Progress (centro de estudos financiado por George Soros que não ajuda a pensar nem conduz ao progresso), os «pais de todos nós» (os norte-americanos); no mesmo sentido vai Paul Reville, para quem «as crianças pertencem a todos nós». É de deduzir que a uns mais do que a outros, em particular à «Grande Mãe» Michelle: na ABC propôs-se 50 maneiras de celebrar o 50º aniversário da primeira-dama, e na NBC houve quem apelasse a que todos se curvassem perante aquela, extasiados pela visão de um vestido especialmente faustoso que envergava…        
Luis Gutierrez, representante do Illinois, tem sido particularmente activo nos exercícios hiperbólicos, invariavelmente orientados para o aumento e a amnistia dos imigrantes ilegais hispano-americanos: neste âmbito propôs a expansão da capacidade executiva («prosecutorial discretion») do Sr. Hussein, que lhe terá garantido, recentemente, que iria ser «generoso e largo» ao ponto de «parar a deportação do nosso povo»… estaremos aqui a ouvir «ecos» de como que de um «novo «Moisés»? Na verdade, Gutierrez, anteriormente, não se controlara no seu fervor messiânico e assegurara que Barack Obama tem «a capacidade de curar e de colocar em porto seguro milhões de imigrantes não documentados»! O próprio Nº 44, perene narcisista, ajuda a criar estas ilusões: no ano passado, durante uma visita à Dreamworks, propriedade dos seus apoiantes Spielberg, Katzenberg e Geffen, garantira que conseguia saber quem, de entre os que estavam ali, não nascera nos EUA só de «olhar para os rostos (deles)». Nada de especial para quem é capaz de: utilizar 199 vezes a primeira pessoa do singular num único discurso; considerar como suas as forças armadas do país; e utilizar imagens dele próprio em supostas homenagens a Nelson Mandela e às vítimas do ataque a Pearl Harbor…
É verdade que, ocasionalmente, na Casa Branca se vai longe de mais na «gestão da imagem» do presidente: prova disso foram os protestos de fotojornalistas contra o aparente «monopólio» detido pelo fotógrafo oficial Pete Souza – houve quem falasse em propaganda ao melhor (pior) estilo soviético... Posteriormente, nova queixa, desta vez por a imprensa não ter sido autorizada a testemunhar o encontro de Barack Obama com Edwin Aldrin e Michael Collins a propósito dos 45 anos da chegada à Lua! Nitidamente, a «administração mais transparente da História» não quis arriscar-se a que fossem registadas eventuais queixas daqueles astronautas quanto ao estado deplorável do programa espacial norte-americano desde que o Sr. Hussein tomou posse... algo que o já falecido Neil Armstrong chegou a fazer. Contudo, cremos que estes «surtos» indignados se trataram apenas, maioritariamente, de «arrufos» temporários: as ocasionais invectivas dirigem-se não tanto ao conteúdo da actual presidência mas mais à forma daquela. Na verdade, não são todos os que merecem, por parte da maioria dos órgãos de comunicação social dos EUA, um culto da personalidade: para tal é necessário um «D» a seguir ao nome.
(Adenda - Na mesma conferência de imprensa, na Casa Branca, em que, irresponsável e vergonhosamente, afirmou que os EUA - aquando da presidência de George W. Bush, claro - «torturou algumas pessoas», Barack Obama admirou-se por os jornalistas tardarem a fazer perguntas sobre o seu próximo aniversário! Independentemente de que acontece (de mau) no Mundo neste momento, os membros do «culto» nunca devem esquecer-se do que é prioritário...)    

terça-feira, 22 de julho de 2014

Mar da «Tranquilidade»

No passado dia 20 de Julho passaram 45 anos desde a chegada à Lua dos primeiros homens – Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins. Viajando na Apollo 11, o módulo lunar Eagle pousou no denominado Mar da Tranquilidade. E ouviu-se aquela frase: «um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade». Esta, pode dizer-se, teve então o seu momento mais alto. E, simultaneamente, também os Estados Unidos da América: apesar – e, provavelmente, também por causa – da presença e actuação simultânea no Vietname, combatendo justificadamente o regime comunista de Hanoi e de Ho-Chi-Min, a grande nação do outro lado do Atlântico estava então, pode dizer-se, no apogeu do seu poder.
Hoje, pelo contrário, os EUA estão num (esperemos que provisório) perigeu, graças às políticas de «transformação fundamental» implementadas por Barack Obama e pelo Partido Democrata desde 2009. Até a NASA, entidade que promoveu a conquista do espaço e as viagens até à Lua, está em decadência. Porém, para os «azuis» nunca as situações nacional e internacional estiveram tão bem. Aliás, segundo o novo porta-voz da Casa Branca, as políticas da actual administração «trouxeram tranquilidade à comunidade global». É uma nova e estranha noção de «tranquilidade», mas sem dúvida que contribuíram para ela. Veja-se o que aconteceu em duas áreas fundamentais: desistiram de instalar sistemas antimísseis na Polónia e na República Checa, promoveram o denominado (e mal escrito) «reset» das relações com Rússia, prometeram «mais flexibilidade» a Vladimir Putin, e, em resultado, Moscovo anexou a Crimeia, apoiou separatistas ucranianos que abateram um avião de passageiros e assim assassinaram quase 300 pessoas, e reforçou as relações com a China, o Irão e Cuba; procederam a sucessivas iniciativas de apaziguamento e de «compreensão» para com o Islão ao mesmo tempo que mostraram menos firmeza no apoio a Israel, e, em resultado, o Boko Haram continua a assassinar e a raptar milhares de cristãos na Nigéria, o Hamas persiste em lançar foguetes a partir de áreas residenciais, o ISIS incendeia a catedral de Mossul no Iraque e avisa os seguidores de Jesus que ou se convertem ou pagam uma taxa ou morrem, e o Irão está muito próximo de ter uma arma nuclear…
Adentro das suas fronteiras, os EUA… vêem aquelas a diluir-se, pelo menos a do Sul: não há tranquilidade no Texas, no Arizona, no Novo México e na Califórnia. Mais, não há tranquilidade em todo o território norte-americano quando o governo federal anda, literalmente, a espalhar focos de perigosas doenças contagiosas por aquele, não deportando mas, pelo contrário, transportando imigrantes ilegais contaminados com tuberculose, sarampo, pneumonia e escarlatina para várias cidades a Norte do Rio Grande – o que significa, obviamente, colocar directamente – e deliberadamente? – em risco de vida milhares, ou mesmo milhões, de norte-americanos. Entretanto, igualmente grave mas não surpreendente, foi revelado na semana passada – tarde de mais, o que já é um hábito – que Barack Obama foi avisado, no final do seu primeiro mandato, de um possível recrudescimento no fluxo de imigrantes ilegais, mas nada fez para o prevenir. Esta inacção na fronteira juntamente com a perseguição pelo IRS a organizações conservadoras, as falsidades (manter seguro de saúde e médicos, diminuição de custos) na base da aplicação do «ObamaCare», a vigilância alargada realizada pela NSA, são factores que, se tivessem sido divulgados em devido tempo, quase de certeza impediriam a reeleição do Sr. Hussein. Afirmo-o uma vez mais: pelo menos desde 20 de Janeiro de 2013, ele é presidente ilegitimamente.
Apesar de algumas (poucas) excepções, os democratas não vêem motivos para preocupações; vivem num «mundo da Lua» muito próprio, muito… tranquilo, e no tema da imigração em especial, encorajados também pelo New York Times que declara que a crise na fronteira é um «mito»,  só «encontram» vantagens e soluções onde as pessoas normais reconhecem problemas e desvantagens: tanto assim é que John Lewis garante que «as nossas portas estão abertas», Jan Schakowsky acredita que a legalização acelerada (isto é, a amnistia) de imigrantes ilegais faria com que os salários de todos os trabalhadores aumentassem, e Chris Van Hollen que aquela contribuiria para reduzir o défice! Os que se opõem à entrada de uma enxurrada de estranhos em «casa» sem qualquer critério, e que, pelo contrário, preconizam a deportação são – «surpresa»! – equiparados a nazis, a nativistas (racistas) ou até mesmo a mortos…
… E o comportamento habitualmente irresponsável e idiótico dos democratas, neste assunto como em outros, mais não tem sido do que exponenciado por um presidente que, está mais do que comprovado, não sabe, não consegue reagir condignamente em situações de emergência e de crise, preferindo aquando daquelas manter – não anula nem pelo menos adia – a sua presença em eventos partidários e de angariação de fundos. No exemplo mais recente, e após dizer que a destruição do avião das linhas aéreas da Malásia no céu da Ucrânia «parecia ser uma tragédia terrível», voltou ao «guião» do dia e gracejou quanto ao bom aspecto do filho mais velho de Joe Biden… Sim, Barack Obama exsuda constante «tranquilidade»; tanta que não aparenta ter sido afectado pela série de 13 derrotas (decisões desfavoráveis) por 9-0 (nem os juízes «liberais», duas das quais nomeadas por ele, votaram a seu favor!) no Supremo Tribunal dos EUA desde 2012; tanta que não é conhecida a sua reacção à expulsão, pelo governo de Angela Merkel, do chefe de estação da CIA na Alemanha. Pelo menos o seu nome não foi divulgado pela Casa Branca, como aconteceu com o seu colega em cargo idêntico no Afeganistão...   

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Perto do Terceiro Mundo

Há textos, artigos, «nacos de prosa» (e de poesia, e de ensaio) tão notáveis que merecem, mais do que apenas a indicação do título e do autor numa lista publicada e renovada regularmente, uma citação mais longa, demorada. É o caso, um exemplo entre outros, de um escrito por Wesley Pruden e publicado a 3 de Julho último no Washington Times…
… Que toma a recente crise na fronteira Sul dos Estados Unidos da América como pretexto principal mas que também reflecte sobre o que tem sido a presidência de Barack Obama, as suas características principais… e como a «transformação fundamental» que ele prometeu está de facto a acontecer. Justifica-se lê-lo todo, mas atente-se em especial neste excerto: «(…) Fazer dos Estados Unidos um país do Terceiro Mundo é exactamente o que este presidente pretende. Ele é do Terceiro Mundo. Ele passou os seus anos formativos no Terceiro Mundo, e quando a mãe dele, obcecada com o Terceiro Mundo, trouxe-o de volta à América, ele procurou a companhia daqueles que sonhavam em fazer da América o maior Estado-Providência do Mundo, como que uma França alargada, com Velveeta em vez de Camembert. Ele e a sua corte de Chicago feita de drogados, “organizadores comunitários” e sonhadores de sonhos miríficos entretinham-se a eles próprios com fantasias de como um dia transformariam a terra dos livres e a casa dos bravos numa nação merecedora de tomar o seu lugar por direito entre as nações do Terceiro Mundo. (…)»   
Uma vez mais, não se trata de um exagero mas de uma legítima asserção confirmada pelos factos - os que se têm acumulado desde 20 de Janeiro de 2009 e em especial os mais recentes. Sobre o actual presidente incide frequentemente a comparação, e acusação, de, como Nero, «tocar enquanto Roma arde», mas os melhores paralelismos vêm de facto dos países subdesenvolvidos da América Latina, da África, da Ásia, enfim… do Terceiro Mundo. Cujos chefes de Estado, raramente eleitos democraticamente, insistiam em atitudes e em comportamentos levianos e ostensivos mesmo num contexto de degradação política e financeira. E, na verdade, num momento em que os EUA, e apesar de recentes números incompletos e por isso enganadores, vêem a sua economia, o seu sistema de saúde, a sua diplomacia e a sua segurança a enfraquecerem dia a dia, Barack Obama não se priva de certos luxos e prazeres que a sensatez aconselharia a atenuar ou a evitar de todo. São, habitualmente, pequenos episódios, «incidentes», que têm um impacto (negativo) superior porque agravam a (percepção da) sua inacção e incompetência em matérias fundamentais…
… E à frente desses episódios e «incidentes» está o número de dias de férias e os respectivos custos, que já excederam os de todos os presidentes anteriores: 119 dias a mais de 44 milhões de dólares. Também havia um plano para reparar e reutilizar a pista de bowling da Casa Branca criada por Harry Truman (outro democrata), mas acabou por ser abandonado… ou adiado. E, na última semana, enquanto a crise na fronteira – cuja existência a liberal Andrea Mitchell admite mas a liberal Sally Kohn nega – continuava a agravar-se, Barack Obama foi fotografado e filmado num bar do Colorado a beber cerveja e a jogar bilhar, e isto nas vésperas de se deslocar ao Texas… para mais alguns dispendiosos eventos de angariação de fundos, entre os quais um promovido por Robert Rodriguez, o cineasta que, através dos seus dois filmes «Machete», defende e até incita a imigração ilegal. Não foi para visitar os – improvisados e superlotados – centros de acolhimento de imigrantes ilegais e a pouco e mal defendida fronteira federal que eles incessantemente atravessam, porque, nas suas palavras, «não estou interessado em oportunidades de fotos (photo ops) mas sim em resolver os problemas»! Uma dupla mentira que (previsivelmente) na Fox News e (surpreendentemente) na CNN criticaram e até satirizaram, porque ele não só não resolve este problema, e outros, preferindo acusar, como de costume, o GOP, como também, habitualmente, não perde uma photo op, incluindo selfies em momentos e locais inapropriados (lembremo-nos do funeral de Nelson Mandela) …. desde que, claro, lhe sejam favoráveis ou pelo menos agradáveis. E não repara no ridículo de alegar que a situação a Sul «não é teatral» e, depois, utilizar uma frase de um filme (de Martin Scorsese) para culpar os republicanos…
… Embora, na verdade, não sejam só aqueles que se manifestam contra a sua inacção. E não me refiro apenas a jornalistas normalmente alinhados com os democratas, como Chuck Todd, que confessou que a administração parece estar sempre a reboque dos acontecimentos, a «debater-se para dirigir o governo (federal)». Também a políticos, eleitos, activos, como o democrata, representante do Texas, Henry Cuellar, que não tardou em receber um telefonema da Casa Branca a mandá-lo calar depois de ter criticado – designando-a de «bizarra» - a postura passiva de Barack Obama perante o anormal afluxo de imigrantes ilegais, em especial de crianças. Apesar de liberal, ele sem dúvida vê e compreende, tal como os conservadores, que o governo federal está na práctica não a combater os contrabandistas, os traficantes de pessoas, mas sim a ajudá-los, a complementá-los, a continuar o «trabalho» deles, levando os latinos para diversos pontos nos EUA: os ilegais recebem alimentação, alojamento, educação, até aconselhamento legal. Como é que os residentes em cidades fronteiriças não poderiam ficar indignados face ao que é, de facto, premiar criminosos? Como Ted Cruz demonstrou no Senado, «a amnistia está a desenrolar-se em frente aos nossos olhos»…
… E isso não é um problema para o Sr. Hussein e para os seus mais fiéis seguidores; muito pelo contrário, faz decerto parte do plano de «transformar fundamentalmente» os EUA numa nação menos poderosa e mais perto do Terceiro Mundo por eles mitificado. Aliás, ele disse-o há poucos dias, e não a brincar: «por quase todas as medidas estamos melhor agora do que quando tomei posse». Obviamente que não é verdade, muito pelo contrário, mas é no que ele acredita. E os comentadores que (previsivelmente) na Fox News e (surpreendentemente) na MSNBC notaram um aparente alheamento e até abdicação no Nº 44, que este terá «desistido» e tem como que «vontade de voltar para casa», não parecem ter entendido que, sim, isso acontecerá não por ele estar frustrado mas sim por se sentir realizado. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Dia da «Dependência» (Parte 2)

Hoje, 4 de Julho de 2014, celebra-se mais um dia nacional dos Estados Unidos da América, em celebração da assinatura, em 1776, da Declaração de Independência dos primeiros (13… não foi um número de azar) Estados. O que significa, por sua vez, e para além de um dia livre para descansar, para fazer passeios e piqueniques, cantar, ouvir e ver canções, desfiles e marchas patrióticas, espectáculos de fogos-de-artifício, uma oportunidade para relembrar o que faz esta nação especial: o credo «vida, liberdade e procura da felicidade», a Constituição que tem na sua Primeira Emenda a consagração da liberdade de expressão e de religião, o heroísmo de muitos dos seus habitantes, em especial dos soldados que combateram em guerras contra tiranos genocidas (de Adolf Hitler a Saddam Hussein) o «governo do povo pelo povo e para o povo», a separação de poderes e o respeito por todos os órgãos de soberania, todos com  autoridade e legitimidade porque resulta(ra)m dos votos dos cidadãos…
… E estes são objectivos, princípios, valores, memórias, heranças, para os quais Barack Obama se está ostensivamente marimbando, para não dizer – mas eu digo – c*g*nd*. Exagero? Não, porque basta atentar nas afirmações proferidas e decisões anunciadas por ele na última semana – que, obviamente, e mais uma vez, não são devidamente noticiadas nem comentadas na imprensa e em alguma blogosfera de Portugal. É possível perceber uma preocupação – ou uma paranóia – comum a todas elas: ele queixa-se de que tudo o que os republicanos querem fazer é «oporem-se-me tentando impor escândalos fingidos» - sim, ele voltou a utilizar a expressão «phony scandals» para se referir aos casos de Benghazi, do DdJ, do IRS, da NSA, do «ObamaCare», dos VA…; de que os conservadores no Congresso «nada fazem com excepção de me bloquearem e chamarem-me nomes» - «esquecendo-se» de quem é que andou a designar os adversários políticos de «inimigos domésticos», «racistas», «terroristas» e «tomadores de reféns», entre outros «mimos»; de que ele implementa uma acção executiva «só quando o Congresso escolhe fazer nada a respeito de problemas sérios» - por outras palavras, quando discordam, como é seu direito, da importância de determinados assuntos e de quais as decisões a tomar; de que, quanto à imigração, «o sistema está tão quebrado que as pessoas não sabem quais são as regras» - provavelmente porque o Sr. Hussein, desde que é presidente, já por várias vezes, e ilegitimamente, alterou leis que foram aprovadas (ACA) e decidiu que outras, também em vigor, não mereciam ser implementadas e/ou defendidas (DoMA); e que construir estradas e pontes «não é maluquice, não é socialismo, não é a presidência imperial» - como se o GOP contestasse, na actividade do governo federal, a modernização de infra-estruturas básicas e não as formas de expansão intrusiva daquele na privacidade, liberdade e iniciativa dos cidadãos.
O que é mais espantoso, mesmo inacreditável, é que Barack Obama faz todas estas «bravatas» não só num contexto de agravamento dos (verdadeiros, e referidos acima) escândalos, não só num contexto de desagregação de fronteiras, tanto próximas (com o México) como distantes (no Iraque), com todos os (bastantes, diferentes e graves) perigos que essas desagregações implicam, mas também num contexto de desautorização da sua administração. O Supremo Tribunal de Justiça dos EUA fez isso mesmo nesta semana que passou: desautorizou a Casa Branca em várias instâncias, com destaque para duas. Primeira, decidiu considerar inconstitucional a obrigatoriedade – estabelecida no âmbito do «ObamaCare» - de as empresas darem aos seus trabalhadores, e incluídas nos planos de saúde destes, determinados tipos de contraceptivos que as entidades patronais podem considerar condenáveis segundo as suas crenças religiosas – como, por exemplo, as chamadas «pílulas do dia seguinte». Segunda, o STJ também decidiu considerar inconstitucionais (confirmando uma decisão tomada anteriormente pelo Tribunal de Apelos de Washington) as nomeações feitas pela administração para dois organismos públicos sem terem a exigida autorização do Senado… que, alegou o Nº 44, estaria em «pausa» («recess») mas na verdade não estava – um caso de 2012 que referi então aqui no Obamatório.
E qual a reacção do Sr. Hussein a toda esta «enxurrada» de adversidades, quase todas, ou mesmo todas, por si causadas ou agravadas? Em vez de parar para pensar (diferente e melhor), em vez de recuar e reposicionar-se, em vez de, finalmente, aceitar que deve respeitar opiniões diferentes e tentar obter compromissos e acordos, ele, pelo contrário, insiste, reincide, «aumenta a parada»: anuncia que vai emitir mais novas ordens executivas, desta vez sobre a imigração – algo que, aliás, ele próprio já ameaçara dois dias antes e, através da sua nova «voz do dono», Josh Earnest, outras 48 horas antes… porque, afinal, o presidente não vai «ficar sentado e esperar interminavelmente pelo Congresso» para que este elabore e aprove novas leis. De facto, não tem de ficar: as existentes são mais do que suficientes, e só têm de ser aplicadas correcta e continuamente. Porém, não incluem a amnistia, nem explícita nem implicitamente, e é isso que o Nº 44 e os seus acólitos pretendem. Nesse sentido estarão dispostos a desvalorizar, e mesmo a ignorar, os riscos reais de (aumento exponencial de) crime e de doença que esta recente invasão de imigrantes ilegais – que uns designam eufemisticamente de «refugiados» e outros pretendem arranjar-lhes advogados! – acarreta para o país.
Não é pois de surpreender que alguém que se considera acima da(s) lei(s) mostre indignação por ser levado a tribunal por estar a fazer aquele que considera ser meramente o «seu trabalho» - tal foi a reacção de Barack Obama ao anúncio, por parte de John Boehner, de que a administração vai ser – finalmente! – processada a partir do Capitólio por causa das suas constantes ilegalidades. Digamos que esta acção do speaker só peca por tardia… E não é em Jonathan Turley que o Sr. Hussein vai ter um aliado: o professor de direito constitucional, e assumido democrata e liberal, reconheceu que a decisão no «caso Hobby Lobby» havia sido um «grande golpe» para a administração e o culminar de «dez dias horríveis» daquela; antes, reconhecera igualmente que Obama havia «efectivamente reescrito leis» e «cruzado a linha constitucional» - talvez outra das famosas «linhas vermelhas» cuja transgressão não se preocupa em punir, mesmo que ele próprio seja o infractor; pior do que isso, Turley afirmou que BHO «é o presidente que Richard Nixon sempre quis ser»!
Uma vez mais, lá vêm as comparações do Nº 37 com o Nº 44… que são absolutamente justificadas. No entanto, o actual ocupante da Sala Oval já está «à frente» de «Tricky Dicky»: em sondagem divulgada esta semana ele foi considerado o pior presidente pós-Segunda Guerra Mundial, desalojando George W. Bush do lugar cimeiro. Uma «façanha» de que ele se deve orgulhar neste (por causa dele), mais um, «Dia da Dependência». E podia celebrá-la comendo essa iguaria americana por excelência que é a tarte de maçã… desde que, claro, «condimentada» com crack.      

domingo, 29 de junho de 2014

Coincidência ou conspiração?

Eis mais um «caso» que não é noticiado, e muito menos comentado, na imprensa e em alguma blogosfera de Portugal: o IRS dos EUA informou recentemente o Congresso de que milhares de mensagens de correio electrónico, enviadas entre 2009 e 2011, por sete funcionários daquele serviço, directamente envolvidos no escândalo – e no crime – de perseguição e de discriminação de indivíduos e de instituições conservadoras e/ou ligadas ao Partido Republicano, se perderam! Por uma «avaria», por crashes nos seus computadores! Cujos discos rígidos foram, depois, destruídos e inutilizados! E que essas mensagens, alegadamente, não podem, por isso, ser recuperadas!
O atrevimento, o descaramento, a sem-vergonhice dos «obamistas» colocados, infiltrados, nas estruturas do governo federal, não conhece, efectivamente, limites. Acaso eles pensam que as outras pessoas – e não só os republicanos, todos os norte-americanos em geral, incluindo independentes e até (alguns) democratas – são estúpidas, idiotas, ingénuas ao ponto de acreditarem que um «acidente» tão súbito e tão específico (terá ocorrido uma semana após o primeiro pedido de esclarecimento vindo do Capitólio) resultou de uma coincidência? Está-se perante uma óbvia (tentativa de) cover-up, de cobertura de uma ilegalidade – aliás, várias ilegalidades – que consiste numa autêntica conspiração porque envolve vários elementos. As sucessivas alegações de «inocência» - e, no fundo, de mera incompetência – por parte de John Koskinen, actual comissário (director) do IRS (que chegou ao cargo por ser um grande financiador do PD) não convenceram, entre outros, Paul Ryan e Trey Gowdy, que demonstraram implacavelmente porque é que já não acreditam nas explicações defeituosas, nas desculpas esfarrapadas que vêm do edifício na Avenida da Constituição, em Washington. Nem Wolf Blitzer, da CNN, acredita, e perguntou (muito bem) a Koskinen porque motivo é que os contribuintes não poderiam, no futuro, utilizar igualmente perante uma inquirição do IRS o «argumento» de que haviam perdido informações devido a um problema informático…
Jon Stewart esteve perto de acertar: não se trata de (quase) «idiotice criminal» mas sim de (autêntico) crime idiótico. De cuja – descomunal – dimensão se vai, lentamente, começando a ter uma ideia, e dois casos actuais para isso contribuem. Primeiro, e também recentemente, no que é uma – decisiva, e primeira (de muitas) – admissão de culpa, o IRS aceitou, para terminar um processo judicial, pagar à Organização Nacional para o Casamento 50 mil dólares como indemnização (na minha opinião, um valor muito reduzido) pela fuga de informação de dados confidenciais a favor de opositores daquela, concretamente a Campanha de Direitos Humanos, defensores do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo. Segundo, descobriu-se um e-mail (dos poucos que sobraram?) da famigerada Lois Lerner – uma, mas a mais notória, das sete pessoas que tiveram os seus computadores alegadamente «queimados», e que por duas vezes invocou, em audiência perante uma comissão de representantes, a Quinta Emenda para não se incriminar! – a sugerir que Chuck Grassley deveria ser objecto de uma auditoria quando o IRS descobriu, acidentalmente (?), que uma organização local do Partido Republicano se tinha oferecido para pagar a viagem da esposa daquele senador a um evento… Sabendo-se disto, imagine-se – imagine-se! – o que restará ainda para descobrir!..
… E não só no IRS. Aparentemente, as «avarias» em computadores sob a actual administração são como que uma «doença contagiosa» que já se alastrou à Agência de Protecção Ambiental, outra estrutura do governo federal onde não têm faltado abusos, incompetências e malfeitorias, além de incidentes de defecação no interior de algumas das suas instalações, uma práctica que não é propriamente muito «amiga do ambiente» (de trabalho, pelo menos)… George Will explica bem porque é necessário um procurador (acusador) especial para o IRS; porém, outros serão necessários. 

domingo, 22 de junho de 2014

Crónica de duas catástrofes anunciadas

A julgar pelo que se escreve e se pode ler em outros blogs, um dos quais, em que abundam «erros ortográficos», é financiado por uma das três principais estações de televisão em Portugal para ocultar, manipular, desinformar, enfim, branquear ;-) o comportamento subversivo, ilegal e mesmo criminoso da actual administração norte-americana, dir-se-ia que o que de mais importante aconteceu nas últimas duas semanas foi a derrota, numa primária do Partido Republicano, do (ainda) líder da maioria na Casa, Eric Cantor, face a David Brat, apoiado pelo Tea Party, cujos integrantes continuam a ser acusados – difamados – de «extremistas» porque, muito simplesmente, na verdade se opõem, com toda a legitimidade, à sistemática (tentativa de) destruição, por parte do actual presidente e dos seus cúmplices, da Constituição do país, bem como dos seus principais fundamentos políticos, económicos e culturais que tanto progresso e sucesso proporcionaram ao longo de décadas…
… Mas não: apesar de significativo, importante e até inédito, aquele resultado eleitoral na Virgínia é minúsculo, mesmo insignificante perante o que está a acontecer em duas fronteiras dos EUA, uma real e outra simbólica. São duas catástrofes, políticas, militares/policiais, jurídicas, e humanitárias, porque ambas envolvem a deslocação e a (in)segurança de milhares – quiçá milhões – de pessoas; já eram previsíveis e foram como que anunciadas com a devida antecipação por aqueles que têm a lucidez de não se deixaram ofuscar, enganar, por preconceitos ideológicos; e tanto uma como a outra resultam da (ir)responsabilidade última de Barack Obama, da suas (más) decisões, ou da ausência delas…
… E a primeira dessas catástrofes foi, é, o aumento súbito e drástico do número de imigrantes ilegais que atravessam a fronteira do Sul com o México. Esta mais recente «invasão» tem como característica agravante e preocupante a de ser fundamentalmente constituída por crianças e jovens – serão cerca de 150 mil, que se aglomeram agora principalmente em provisórios e precários centros de acolhimento no Texas e no Arizona, mas que o governo federal está a tentar «distribuir» por outros Estados, tornando mais difícil, se não impossível, a sua expulsão e o seu repatriamento. Estes ii’s, oriundos principalmente da Guatemala, Honduras e El Salvador, organizados por bandos de criminosos e contando com a colaboração das corruptas «autoridades» do México, cuja embaixada em Washington não considera que tenham violado qualquer lei ao terem atravessado a fronteira sem autorização (!), decidiram fazer a (perigosa) viagem e arriscar a sua vida e a sua sorte porque souberam: da decisão, tomada pelo Sr. Hussein em 2012, de na práctica amnistiar (desistir de deportar) os jovens latinos trazidos pelos pais, e residentes, há bastante tempo, no país; e, nos dois anos que entretanto passaram, dos constantes apelos e tentativas por parte dos democratas, começando pelo presidente e pelo vice-presidente, de generalizar aquela amnistia e, ao mesmo tempo, aumentar o influxo de imigração de uma forma quase irrestrita de forma a (tentar) alargar definitivamente a futura base eleitoral dos «burros».        
A segunda catástrofe está a ocorrer no Iraque, fronteira simbólica – ou mais do que isso – que separa(va) a civilização da barbárie, e cuja (tentativa de) democratização, iniciada há mais de dez anos, tanto «sangue e tesouro» custou. Todos os veteranos decerto se interrogam agora se valeram a pena todos os sacrifícios que fizeram, que a muitos – quase cinco mil – implicou a perda da própria vida, quando vêem um autêntico exército terrorista, às ordens do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), que é mais uma organização «filha», «aliada», da Al Qaeda, ocupar, vindo do Norte – da Síria – para o Sul, grande parte do território daquele país, incluindo as cidades de Mosul e de Tikrit, ao mesmo tempo que vão chacinando com a maior brutalidade (não fazem prisioneiros) centenas e até milhares de opositores, em especial elementos da polícia e do exército iraquianos, originando em simultâneo o êxodo de milhares e até milhões de civis e colocando em perigo, ameaçando cercar, a própria capital, Bagdad… e isto enquanto apreendem, utilizam e exibem armamento e equipamento norte-americanos! Não pode haver qualquer dúvida sobre o que, em última análise, causou esta situação: a decisão de Barack Obama em não insistir na obtenção de um acordo que permitisse a manutenção no Iraque, durante um período alargado de tempo (dezenas de anos, à semelhança do que acontece(u) na Alemanha, no Japão e na Coreia), de uma força militar considerável que ajudasse à estabilidade do país e que dissuadisse definitivamente os fundamentalistas islâmicos de aumentarem os seus ataques; mas, pelo contrário, e infelizmente, o Nº 44 optou pela retirada total e previamente – e publicamente – calendarizada, que, se lhe deu mais um argumento para conseguir (ilegitimamente) a reeleição, também proporcionou aos terroristas tempo e motivação suficientes para prepararem e executarem esta ofensiva, que ofende todos aqueles que lutaram por um Iraque o mais livre, democrático e moderno possível.      
Se então, em 2010, já soava demasiado a fanfarronice, agora aquela afirmação de Joe Biden de que o Iraque ainda iria constituir «um dos maiores sucessos desta administração» põe em perspectiva e em retrospectiva toda a inépcia daquela. Deviam antes, também neste âmbito, ter acreditado em Mitt Romney… Já em Janeiro deste ano, bem antes do agravamento da situação, Joel B. Pollak previa que BHO ficaria (igualmente, e tristemente) conhecido como «o presidente que perdeu o Iraque». Apercebendo-se do mau aspecto da sua posição, o Sr. Hussein (o Barack, não o Saddam), que, mais uma vez, terá sido, juntamente com os seus incipientes (quando não delinquentes) assistentes, alegadamente «apanhado de surpresa», lá veio, contrafeito, dar uma conferência de imprensa e debitar umas quantas generalidades e trivialidades; mas não serão cerca de 300 – não espartanos ;-) - «conselheiros militares» que farão uma grande diferença. Porém, não reagiu de imediato aos acontecimentos, tendo preferido então dar prioridade a assuntos realmente «importantes»: tirar (mais) uns dias de férias para jogar (outra vez) golfe, participar (outra vez) em (dispendiosos) eventos de angariação de fundos, reiterar ridiculamente a fraude das «alterações climáticas antropogénicas», e – por si próprio ou através dos seus «camaradas» no Senado – continuar a fortalecer o lobby LGBT. Enfim, ele parece acreditar que está tudo tão «cor-de-rosa», tão «arco-íris», que se atreve a declarar que «o Mundo é hoje menos violento do que alguma vez foi»!
Se ele não o consegue, outros há que têm os pés bem assentes na terra e que não vivem num mundo de fantasia. Como John Boehner, para quem «as rodas desta administração estão a cair». Não é credível por ser um dos principais dirigentes do Partido Republicano? Então há Megyn Kelly, para quem «a presidência de Obama está a implodir». Também não é credível por ser uma jornalista da Fox News? Então há Chuck Todd, jornalista da NBC e da MSNBC e cuja simpatia pelo Partido Democrata é evidente e inegável, para quem «as pessoas estão a dizer a Obama que a presidência dele acabou». Volto a dizê-lo: o melhor que ele tem a fazer, e quanto mais depressa melhor, é, obviamente, a demissão.   

sábado, 14 de junho de 2014

Rever em baixa (Parte 9)

«Os falhanços de Obama podem movê-lo para a esquerda», J. T. Young; «O Presidente Obama odeia o Mal?», Shmuley Boteach; «Obama, Mao e a vingança dos pardais», Joy Overbeck; «O controlo de imagem orwelliano de Obama», Santiago Lyon; «O namoradeiro Obama deve-nos uma desculpa», Andrea Peyser; «Obama, o obliviante», Charles Krauthammer; «Promessas quebradas do ObamaCare, segundo mandato quebrado de Obama», Peter Morici; «É o Presidente Obama “demasiado grande para prender”?», Wayne Allyn Root; «A trindade impossível do ObamaCare», Michael S. Bernstam; «Dez pessoas, grupos e países atirados para debaixo do “autocarro” de Obama em 2013», Kerry Picket; «Para a esquerda, Bill de Blasio é a consolação pós-Obama», Joel B. Pollak; «A desvalorização interna de Obama aumenta a desigualdade de rendimento», Chriss W. Street; «O caminho de Obama de crítico a supervisor de espionagem», Peter Baker; «Um imperial, fora-da-lei Obama ameaça com mais acções unilaterais», David Limbaugh; «Obama é pior do que Bush nos abusos às liberdades civis», Jason Scheurer; «Um placebo presidencial – O maciço programa de espionagem de Obama está ainda vivo e bem», Andrew P. Napolitano; «É Barack Obama um presidente imperial?», Linda Feldman; «A falha de credibilidade do Presidente Obama», John Cornyn; «Os media culpam os pesares de Obama em tudo excepto nas suas políticas falhadas», John Nolte; «O estado falhado da presidência de Obama», Jamie Weinstein; «Obama, o autocrata favorito dos media», Brent Bozell; «Presidente Obama é o Senhor Desigualdade», Ken Blackwell; «O nosso Ícaro-em-Chefe», Victor Davis Hanson; «Se Obama fosse o CEO de uma empresa cotada na bolsa seria despedido», Tim Irwin; «”Eu posso fazer o que quiser” – O presidente janta caviar enquanto a dívida explode», Charles Hurt; «Nova promessa de Obama – Se gosta da sua vida pode mantê-la», Ann Coulter; «Presidente Obama é parte do problema no escândalo do IRS», Greta Van Susteren; «Os persistentes e simpatéticos falhanços de Wile E. Obama», Tom Karol; «A filosofia de Obama é “desviar e deixar arder”», Mike Huckabee; «A risível rotina de cómico de Obama», Jonah Goldberg; «O legado da tia de Obama imigrante ilegal», Michelle Malkin; «A Ucrânia e a “doutrina Obama” – A intrigante filosofia de “ir à guerra ou ignorar” do nosso presidente», Richard Grenell; «O Obama anti-negócios volta a atacar», Larry Kudlow; «A política externa de Obama não existe», Cal Thomas; «Obama num “ponto morto”», Rich Lowry; «Senhor Presidente, você não nos protegeu», Jeanine Pirro; «Barack Obama é um rei, não um presidente», F. H. Buckley; «A esquerda acorre para salvar o Presidente Obama», Bill O’Reilly; «O legado de Obama é uma nova guerra fria», Noah Rothman; «As cinco fases de um escândalo de Obama», Alex Van Ness; «A desonestidade intelectual de Obama e outros falsos puristas», Ron Fournier; «Só conversa e nenhuma acção de Obama», Neil Cavuto; «Obama “encosta-se às cercas” na política externa», John Podhoretz; «A tragédia da política externa de Obama», K. T. McFarland; «Como a política nuclear de Obama lhe saiu pela culatra», Rebeccah Heinrichs; «Porque é que Obama fez a troca com os talibãs», Joseph Miller; «Barack Obama é o MVP do GOP», W. James Antle III; «A equipa Obama tem mais vontade de negociar com terroristas do que com o Congresso», Mark Meadows; «Bowe Bergdahl é uma pessoa como Obama», A. W. R. Hawkins; «A presidência falhada de Barack Obama», Ben Domenech; «Seis desastres escondidos no “desastre Bergdahl” de Obama», Neil Munro; «Quando um presidente se tresmalha», George Will; «Porque é que Obama é um pigmeu comparado com Roosevelt», Max Hastings; «Porque é que Obama não quer falar sobre o 11 de Setembro», Patrick Howley; «Obama está a conduzir o país à ruína», Michael Goodwin; «A insustentável pequenez da visão de Obama», Andrew Klavan; «A actividade criminosa de Obama na imigração», Ben Shapiro; «Ao desvalorizar a ameaça Boko Haram, a administração Obama comete um erro crucial», Mindy Belz; «Será que Obama percebe que o Iraque pode em breve ser um Estado islâmico?», James Jay Carafano.      

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Agora, até a traição

(DUAS adendas no final deste texto.)
Eu não disse… mais uma vez? No meu anterior texto aqui no Obamatório, escrevi: «(…) O mais preocupante, o mais grave, já nem é o que de mau, de incompetente, de escandaloso, que Barack Obama e os outros democratas disseram e (não) fizeram, ou estão a dizer e (não) fazem. É, sim, mais, o que eles ainda vão dizer e (não) fazer nos próximos dois anos e meio que ainda faltam no segundo mandato do Nº 44. Há motivos concretos, justificações autênticas, para se ficar muito preocupado, e mesmo assustado… (…)»
Nem uma semana passou… O que poderia ser pior do que, por uma inacreditável e indesculpável incompetência e irresponsabilidade (pelo menos…), revelar o nome do chefe de estação da CIA no Afeganistão? O quê? Talvez… isto: libertar cinco perigosos terroristas talibãs da prisão de Guantánamo em troca de um soldado norte-americano que, segundo várias informações credíveis, incluindo as de vários (um, dois, três, quatro exemplos) antigos companheiros de armas, desertou e se tornou um traidor, ou um «colaborador activo com o inimigo»…
… E foi exactamente isso que aconteceu: em 2009 Bowe Bergdahl não foi capturado mas, sim, abandonou deliberadamente a sua unidade. Antes, em mensagens dirigidas aos pais, manifestou vergonha pelo seu país e por ser soldado; mais, terá renunciado à cidadania norte-americana mesmo antes de fugir. E logo em 2010 surgiram relatos de que se teria convertido ao Islão e estaria a ensinar aos seus novos «irmãos de fé» (outras) formas de fabricar bombas! A Casa Branca tinha, e tem, um extenso ficheiro sobre Bergdahl, e sabia perfeitamente que o seu comportamento não havia sido caracterizado por «honra e distinção», ao contrário do que Susan Rice veio dizer – mais uma vez, e depois do que aconteceu em Benghazi com 2012, ela vê-se envolvida numa outra (grande e grave) mentira! Para cúmulo, ela declarou que tem «confiança de que as garantias que nos foram dadas serão mantidas», ou seja, de que os terroristas libertados não voltarão ao combate contra tropas dos EUA. Portanto, Rice, a mentirosa, acredita em promessas feitas por muçulmanos extremistas e criminosos?! Porém, nem Barack Obama parece acreditar nesse cenário ideal, de jihadistas empedernidos decidirem «reformar-se»…
… O que torna ainda mais censurável a sua decisão, que, em rigor, constituiu (mais) uma ilegalidade da sua parte – mais concretamente, o não ter informado previamente (no mínimo, 30 dias) o Congresso desta iniciativa. Quem o diz é Andrew Napolitano, Jeffrey Toobin e Jonathan Turley, juristas que estão em diferentes pontos do espectro ideológico. Além disso, vários jornalistas, apresentadores, comentadores na comunicação social, têm vindo a expressar as suas dúvidas e mesmo críticas – nem que seja sob a forma de (para variar…) perguntas agressivas – e naqueles se inclui aqueles que se sabe serem democratas ou simpatizantes deles… como Matt Lauer, Joe Johns e até Chris Matthews!
A administração, que, aparentemente, aguardava uma reacção mais entusiástica, e mesmo «eufórica», a este «negócio», está remetida à defensiva. E refugia-se em eufemismos: não reconhece que houve uma negociação com terroristas mas sim uma «troca de prisioneiros de guerra». Aliás, Jay Carney – que está de saída da função de porta-voz do Nº 44, depois de três anos a não responder e/ou a mentir – recusou-se a designar os talibãs como terroristas! Será que não ouvem o espanto e a indignação dos familiares dos (seis? Oito? Dez?) soldados que foram mortos quando estavam a tentar encontrar e recuperar Bowe Bergdahl? Tanto esses familiares como os próprios militares que sobreviveram e regressaram são practicamente unânimes: BB deve ser julgado em tribunal marcial. Todavia, e apesar disso, BO celebra a troca na Casa Branca com os pais do desertor, tendo Robert Bergdahl aproveitado para louvar (e não em Inglês) Alá!
Enfim, agora, até a traição é desvalorizada, se não mesmo incentivada, pelo actual presidente e pela sua equipa. Não só a (eventual, muito provável) de Bowe Bergdahl mas também a deles próprios: como Andrew Napolitano afirmou, libertar um «dream team» de (chefes) terroristas é auxiliar objectivamente o inimigo; o Sr. Hussein não aceitou neste caso o parecer de especialistas, do Pentágono e da CIA, repetidamente reafirmado, mas esta não foi a primeira vez que o fez. Ou então esta é a forma – alternativa – que ele escolheu de encerrar a prisão de Guantánamo: libertar aos poucos os (perigosos) prisioneiros que ainda lá estão… Harry Reid, pelo menos, acha que isso é uma boa ideia: «estou contente por me ver livre daqueles cinco». Contudo, e dados os antecedentes nestes casos, não é de todo implausível que eles voltem para lhe fazer uma «visita».
(Adenda – Este escândalo de trocar alguém que é, de certeza, um desertor - e, quase de certeza, um traidor – por cinco importantes elementos talibãs é de tal modo grave e está a gerar uma tal – e crescente – controvérsia que vários dos mais fiéis «obamistas» estão a ultrapassar novos limites de ridículo no seu afã de defender e de justificar a decisão do presidente. Nota-se uma tendência comum neles: a de atacar e a de (tentar) descredibilizar os ex-colegas de Bowe Bergdahl e até o próprio exército dos EUA! Dos Departamentos de Estado e do Urbanismo, do New York Times e do Think Progress vieram novos exemplos de desafio à sensatez; já Harry Reid… imitou Hillary Clinton. Porém, no espaço da esquerda surgiram alguns assomos de dignidade: Dianne Feinstein não hesitou em denunciar a ausência de um (obrigatório) aviso ao Congresso por parte da Casa Branca, e ainda a fraqueza das justificações para a operação; já o New York Daily News foi ao ponto de afirmar, em editorial, que o Nº 44 cometeu uma traição e que se rendeu sem honra.)
(Segunda adenda – Sobre Bowe Bergdahl as suspeitas e mesmo os factos continuam a acumular-se: a deserção de 2009 não foi a primeira vez em que abandonou o seu posto deliberadamente mas sim a terceira (pelo menos); e, em 2010, terá declarado o seu apoio à Jihad… Quanto aos cinco terroristas libertados em troca do desertor, pelo menos um deles já declarou que voltará a combater contra os EUA; e um chefe talibã declarou que agora, perante as condições desta troca, tem ainda mais vontade de capturar outros norte-americanos… Entretanto, em Washington, é a confusão: a Casa Branca afirmou (oficiosamente) que a decisão final pela operação coube ao Pentágono, mas Chuck Hagel, em audiência na Casa, «devolveu» essa responsabilidade a Barack Obama… afinal, em que é que ficamos? Além de quem tomou a decisão, há ainda a questão do atraso – ou ausência – da sua comunicação ao Congresso: quase 100 pessoas no governo federal terão sabido dela antes de alguém no Capitólio; e John Boehner lembrou que ele e os seus colegas foram informados previamente da operação contra Osama Bin Laden, mas não desta. Em simultâneo, as tentativas de desculpabilização por parte dos democratas estão cada vez mais patéticas: uma das mais recentes é a de Jackie Speier, representante – obviamente! – da Califórnia, que assegurou que os talibãs são «parte do tecido social do Afeganistão» e «não é rigoroso dizer que eles são terroristas». Entre muitos outros, os paquistaneses que protegem actualmente o aeroporto de Carachi provavelmente discordam dessa asserção…)