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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

As novas, e verdadeiras, bruxas

Nos Estados Unidos da América – mas não só, evidentemente – o esquerdismo anti-cristão e anti-capitalista, opositor do (bom) senso comum e também da mais elementar decência, tem destruído muitas vidas. Se não totalmente, fatalmente (e isso aconteceu a muitos), então ao nível da sanidade mental. E nos últimos anos muitos observadores, comentadores, analistas da política e da sociedade norte-americanas começaram a detectar um fenómeno curioso, tenebroso... e perigoso: são as mulheres, «progressivamente» mais fanáticas... e histéricas, que surgem como as mais activas e estridentes defensoras... e atacantes, das e pelas, causas mais radicais. Na sua maioria são brancas, caucasianas, e daí resultou uma nova expressão com tanto de «rigor» como de hilaridade: apresentamos as AWFL’s – Affluent White Female Liberals; também se pode colocar um «U» entre o «F» e o «L», significando «Urban», e aí a palavra inglesa correspondente à portuguesa «pavorosa» ficaria mais completa. Porém, a verdade é que estas bizarras criaturas não se encontram exclusivamente, infelizmente, em habitats citadinos. Não é difícil reconhecê-las mesmo ao nível estritamente visual porque, frequentemente, têm o cabelo colorido em tons verdes ou roxos e usam um anel, ou piercing, no nariz, além de t-shirts com os mais disparatados slogans e frases feitas. Estas mulheres, invariavelmente, estiveram n(um)a universidade, onde obtiveram uma «educação» feita de radicalismos e receberam um diploma que se revela inútil no mundo real e no mercado de trabalho. São sobre-qualificadas (ou nem tanto), sub-remuneradas e, habitualmente, sexualmente frustradas: os homens (zero) à esquerda, betas e à base de soja não as satisfazem, e os de direita são, habitualmente, rejeitados liminarmente. 
Estas mulheres são – ou afirmam-se como - «feministas», mas o seu feminismo é muito mais extremo do que aquele que surgiu e se desenvolveu nas décadas de 60 e de 70 do século XX. Aquilo que mais prezam e mais defendem é o aborto, considerado por todas estas degeneradas uma suprema afirmação do poder, da autonomia e da identidade da mulher. Por isso elas preconizam que a interrupção voluntária da gravidez não tenha limites, tanto justificativos como temporais – sim, elas são a favor de que crianças possam ser assassinadas no útero até aos nove meses de gestação, ao dia do nascimento. Pior, e mais inquietante, começa a notar-se uma tendência de se encarar o infanticídio como um prolongamento do aborto, e que é, senão justificável, pelo menos compreensível e a merecer atenuantes. Tal verificou-se em toda a sua plenitude e nitidez durante o recente julgamento – foi em Agosto e Setembro últimos – de Lindsay Clancy, uma mulher do Massachusetts que matou por estrangulamento os seus três filhos, de cinco, três anos e oito meses. A sua culpabilidade não está, nunca esteve, em causa; a questão estava em saber, e em decidir, se seria condenada ou absolvida e se a alegada insanidade mental seria aceite como factor na decisão; porém, o julgamento seria invalidado por o júri não ter chegado a um veredicto unânime – um dos jurados resistiu corajosamente à pressão dos outros 11 e recusou inocentar a infanticida. No entanto, mais grave do que o acontecido dentro do tribunal foi o acontecido fora dele: centenas de mulheres manifestaram-se durante o julgamento a favor de Clancy. Dir-se-ia que se estava perante uma nova, moderna, congregação de bruxas, desta vez verdadeiras porque são realmente criaturas perversas, malignas, demoníacas, ao contrário das de Salem, também no Massachusetts, no final do século XVII – curiosamente, Chris Rock fez essa comparação ainda este mês! Aliás, o que não falta no maior Estado da Nova Inglaterra são mulheres malucas, degeneradas ou pura e simplesmente esquisitas...
... A começar pelas que estão no topo da hierarquia política... que são, sim, como não podia deixar de ser, democratas. A governadora, Maura Healey, uma lésbica sem filhos, preconiza que funcionários públicos entrem (invadam?) em todas as casas com recém-nascidos para as respectivas famílias serem «avaliadas»; o que está em consonância com a aprovação que deu ao Departamento de Crianças e Famílias (só a designação já é inquietante) do seu governo para retirarem uma jovem à guarda dos seus pais por estes não apoiarem a «transição» dela. Já a mayor de Boston, Michelle Who... perdão, Wu, é provavelmente mais doida: é a favor de que ladrões deixem de ser acusados judicialmente; deu as condolências aos familiares de um atacante esfaqueador morto por um polícia; afirmou que os agentes do ICE formam uma «polícia secreta neo-nazi»; aprovou um programa que concede cheques-prenda a imigrantes LGBT para massagens, yoga e «cura criativa», e outro que treina imigrantes e não-cidadãos para serem activistas políticos. Entretanto, não se sabe se Healey e Who... perdão, Wu são clientes do bar lésbico Last Ditch, em Greenfield no Massachusetts (a primeira poderia ser, dada a sua (des)orientação sexual), onde seis anos após a pandemia ainda se exige aos clientes que usem máscaras, e uma tentativa, tímida, de abrandar essa obrigação um dia por semana enfrentou forte contestação por parte de muitas das «machas». Pelo menos, em mais um ano, estas «bruxas» já estarão prontas para o Halloween no final deste mês. 

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