sexta-feira, 15 de maio de 2026

Um novo salão para lhes dar um «baile»

Sim, praticamente todos os democratas odeiam Donald Trump. Na verdade eles desprezam todos os republicanos mas sentem um particular, fortíssimo rancor pelo bilionário do imobiliário que se tornou o 45º e o 47º Presidente dos Estados Unidos da América. E porquê? Porque, ao contrário de muitas, ou de quase todas, as principais figuras do GOP, antigos presidentes incluídos, DJT responde à letra, alto e bom som – mesmo que por escrito nas redes sociais – às críticas, aos insultos e às ameaças que os «burros» sempre fizeram aos seus opositores. Recusa-se a «comer e calar», a ser «saco de pancada». E não só: também ao contrário dos seus antecessores, tanto «encarnados» como «azuis», ele concretiza o seu programa eleitoral, ele cumpre as suas promessas ou faz o que está ao seu alcance para as cumprir – a não ser que o Congresso e/ou os tribunais levantem obstáculos – e, nesse processo, já demonstrou, e continua a demonstrar, autoridade (não totalitarismo), consistência, determinação, eficácia. Do que resulta, quase invariavelmente, que a sociedade norte-americana se vai tornando cada vez mais «limpa» das nefastas influências «progressistas» - isto é, da corrupção, incompetência e perversão típicas dos ditos «liberais» – a todos os níveis, na política, na economia, na segurança, na educação. Trump tem sido um modelo para os conservadores norte-americanos, sejam eles cidadãos comuns ou detentores de cargos públicos e políticos, incentivando-os a, a tal como ele, não se encolherem perante os rufias esquerdistas, e a ripostarem.    
É esta compreensão de que Donald Trump é o maior e melhor rival – inimigo, até – que já enfrentaram que explica porque é que o Partido Democrático e todos os «activistas» que o infestam e infectam, da base ao topo, se manifestam – violenta e histericamente, não só em palavras mas também em actos, nestes avultando as tentativas de assassinato, das quais a mais recente ocorreu a 25 de Abril último durante o jantar dos correspondentes (jornalistas) da Casa Branca – contra o corrente comandante-em-chefe inclusivamente em assuntos onde supostamente haveria consenso, em temas onde, não há muito tempo, expressaram opiniões e tomaram posições que agora são contrárias às que presentemente expressam e tomam. Bill Clinton e Barack Obama actuavam contra a imigração ilegal – o Sr. Hussein era mesmo conhecido como o «deporter in chief» - mas, agora, agentes do ICE são perseguidos e combatidos enquanto vários criminosos estrangeiros, incluindo os mais perigosos e cadastrados, são pelos «burros» defendidos – o que se compreende na perspectiva de eles precisarem de novos eleitores. O apoio a Israel e o combate incondicional ao anti-semitismo eram uma (talvez a maior) causa bi-partidária, mas deixou de o ser com a crescente infiltração nas fileiras «azuis» de muçulmanos e seus «compagnons de route» que abominam judeus; vai havendo uma ou outra personalidade de nomeada que se insurge contra esta perigosa deriva, mas tal pode implicar, inevitável e coerentemente, a desfiliação. O reconhecimento do regime teocrático iraniano como uma ameaça existencial para os EUA não era uma dúvida para o PD, mas passou a ser quando o «homem laranja mau» chegou ao poder; agora, no confronto militar entre o Irão e os EUA, vários são os «demoncrats» a assegurarem que a guerra não só não tem justificação como está a ser perdida, confirmando-os como traidores perenes – aparentemente, o perigo de armas nucleares nas mãos de uma corja de islamitas fundamentalistas genocidas estará sobrestimado. Obviamente, há matérias nas quais «azuis» e «encarnados» nunca estiveram de acordo, como a apresentação de identificação oficial (com fotografia) para votar e a imposição de restrições ao aborto; os primeiros são contra ambas, mas são a favor da invasão por homens de espaços e de desportos de mulheres, e da mutilação genital de crianças tendo como pretexto fictícias «transições de género» e contra a vontade dos pais.
Tudo, do mais importante ao menos importante, do fundamental ao trivial, parece servir de pomo de discórdia aos democratas na raiva constante que sentem por Donald Trump. Outro relativamente recente, e surpreendente, exemplo é o novo, ainda em construção, «salão de baile» da Casa Branca, que na verdade, é mais um espaço «multiusos», e que a residência oficial do Presidente dos EUA há muito tempo necessitava. Na sua configuração actual aquela apenas consegue albergar debaixo do seu tecto um máximo de cerca de 200 pessoas, mas têm existido ocasiões nas últimas décadas – em especial os denominados «state dinners» realizados aquando da visita de Chefes de Estado estrangeiros – em que o número de convidados largamente excede as duas centenas. O que se fez nesses casos? Literalmente, armou-se (um)a tenda – ou tendas – no relvado da CB, equipada(s) com casas-de-banho portáteis! Uma solução «digna» da maior potência mundial, «sem dúvida». Assim, realçando uma vez mais a sua faceta de construtor, e porque a sua proposta neste sentido que fizera ao então presidente Barack Obama não foi aceite, Trump decidiu finalmente avançar para a edificação do salão, que será paga por ele e por outros doadores particulares, e, logo, sem custos para o contribuinte. Enfim, uma iniciativa louvável em todos os aspectos... mas não para os democratas. Que se mostraram chocados, escandalizados, com a (necessária) demolição da (actual) ala este da Casa Branca, esquecendo-se (a memória deles é de facto muito curta), talvez, do que Harry Truman fez quando era o inquilino daquela. Não faltaram, como era previsível, diversos processos em tribunal, qual deles o mais fútil e ridículo. Eric Swalwell chegou ao cúmulo de exigir que todos os candidatos «burros» à presidência em 2028 deveriam jurar que demoliriam o salão se vencessem e assim que tomassem posse; ele, entretanto, demitiu-se como congressista e desistiu da sua candidatura a governador da Califórnia após ser acusado de assédio sexual e até de violação. Mas os seus «camaradas» Chris Murphy, Richard Blumenthal, Hakeem Jeffries e Ruben Gallego persistiram nas idiotices, alegando ilegalidade e narcisismo no novo edifício. Todavia, nenhuma reacção terá sido tão hilariante como a de Chelsea Clinton, que acusou DJT de desrespeitar, e mesmo desmantelar, a história da residência oficial com esta mais recente renovação; porque, afinal, ninguém manchou (literalmente) mais a reputação daquelas paredes do que o pai dela. 

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