segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Estúpidas «estrelas»

(Três adendas no final deste texto.)
Nos EUA o início de cada ano é também, já se sabe, e desde há bastante tempo, marcado pela realização de diversas cerimónias de entrega de prémios nas artes e nos espectáculos, com destaque para o cinema e para a música. Numa tendência que se vem agravando na última década, essas ocasiões constituem igualmente oportunidades para muitas «estrelas» exporem a sua estupidez em assuntos de política, assim dando a entender que não se incomodam com alienar grande parte – talvez metade, ou até mais – da sua potencial audiência. E, num ano de eleição presidencial, é inevitável que os disparates aumentem consideravelmente em quantidade e em «qualidade». Seguem-se alguns exemplos…
… E pode-se começar com alguns ocorridos no âmbito da música. Quando não estão a tentar conquistar Grammy’s e prémios MTV, Beyoncé e Katy Perry não se importam de ser instrumentalizadas – ou de se instrumentalizarem – a favor de figuras e de causas «progressistas». A cantora de «I Kissed a Girl» continua a ser fiel aos Clinton, participando – e cantando – em comícios de Hillary e com ela tirando fotografias. Já a cantora de «Single Ladies», comprovando mais uma vez que tipo de «dama» ela é, decidiu homenagear racistas negros, como os dos Black Panthers e dos «Black Lives Matter» (aos quais, com o marido Jay-Z, doou dinheiro) na sua segunda actuação no (intervalo do) «Super Bowl» em três anos; ou seja, e mesmo que indirectamente, apoiou a retórica violenta contra polícias, apesar de ter beneficiado da escolta e da protecção daqueles no percurso para o estádio…              
No cinema, vejamos os casos de algumas das pessoas nomeadas para os Óscares que ontem foram entregues em Hollywood. Como Matt Damon, que não se conseguiu conter e criticou… a embaraçosa «branquidão» das estatuetas para as quais ele competia (e que já ganhou), e até, por causa da água de Flint, que exigiu que o governador do Michigan se demitisse – porém, não consta que tenha feito o mesmo em relação a Jerry Brown, governador da Califórnia, que procedeu a pesquisas petrolíferas em propriedades suas, algo «herético» para ambientalistas extremistas como o protagonista de «O Marciano». Como Bryan Cranston, que pode saber de representação mas não de como funcionam as nomeações para o Supremo Tribunal dos EUA. Como (o mexicano) Alejandro Iñárritu, «vendedor de banha da cobra» (não sou eu que o afirmo), que ontem ganhou o seu segundo Óscar consecutivo de melhor realizador, provavelmente devido a todos os membros da Academia com sentimentos de culpa que têm criados hispânicos – talvez ilegais e mal pagos – nas suas casas, e que afirmou que a (eventual) construção de uma «muralha» na fronteira com o México constituiria uma «traição à fundação deste país»…
… Embora, e entretanto, não tenha constado que o realizador de «O Revelante» alguma vez tivesse aberto as portas do seu (supõe-se que espaçoso e confortável) lar em Los Angeles para acolher os seus compatriotas. No mesmo tipo de dilema costuma encontrar-se George Clooney, que, ao mesmo tempo que apela aos políticos do seu país para acolherem mais refugiados sírios e se encontra com Angela Merkel para lhe agradecer o ter feito isso mesmo na Alemanha, faz por se entrincheirar cada vez mais nas suas mansões, em especial na de Itália; talvez para fugir dos seus frequentes fracassos na bilheteira? No entanto, não faltaram outros anteriores nomeados e vencedores de Óscares a pronunciaram-se igual e recentemente sobre temas da actualidade política. Foram os casos de Danny DeVito, para quem «o país inteiro é racista»; Michael Moore, que se espanta por saber «quão segregada esta cidade (a dos «anjos»), esta indústria (a do cinema), é» - não devia, porque, sendo os democratas quem mandam em Hollywood, é claro que há segregação… aliás, Chris Rock, ontem durante o seu monólogo de abertura no Teatro Dolby, também salientou isso; Jane Fonda, que acusou Donald Trump de, com a sua retórica, incentivar os jovens muçulmanos ao terrorismo; Emma Thompson, que propôs (a brincar?), como solução para a falta de diversidade no cinema, matar lentamente todos os membros brancos e velhos da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas; Bette Midler, que, como se fosse uma «especialista» em Direito Constitucional, alegou que os «obstrucionistas» do GOP no Senado que se recusam a ouvir e a votar um substituto para Antonin Scalia proposto por Barack Obama são «criminosos»…
Não é novidade que muitas das «estrelas», muitas das «celebridades» que tomam uma posição política o fazem a favor de democratas. E, neste ciclo eleitoral, o interesse (?) está em saber quantos estão com Bernie Sanders e quantos estão com Hillary Clinton. Esta pode contar com Will Ferrell, Morgan Freeman… e Kendall Jenner, que, nitidamente, neste aspecto não se deixou influenciar pelo pai… perdão, (segunda) «mãe» Caitlyn Jenner, que, garante, é mais criticada por ser conservador(a) (?) do que por ser transgénero. Já o senador socialista de Vermont conta com Emily Ratajkowski, também porque, segundo ela, Hillary é de «extrema-direita»! Habituada como está a posar nua, ou quase, para milhentas fotografias, «EmRata» talvez não se desse mal, efectivamente, com uma presidência de Bernie, que, por pretender impor impostos sobre o rendimento com uma taxa de pelo menos 75%, deixaria os norte-americanos com pouco mais do que a roupa que têm no corpo. Enfim, apenas mais um caso de uma mulher muito bonita que, contudo, pouco deve à inteligência.  
Enfim, e voltando à grande «festa do cinema» ocorrida na «cidade dos anjos» neste domingo que passou… Leonardo DiCaprio, que tem tanto de talentoso e de trabalhador como de imbecil, conseguiu estragar o momento culminante da sua vida e da sua carreira ao aproveitar o palco do Teatro Dolby para apregoar, mais uma vez, a fraude do aquecimento global antropogénico (ou «alterações climáticas», embora estas não sejam entendidas como a natural sucessão de estações), incluindo a mentira de que 2015 foi o ano mais quente registado. Mas ele não foi o único a protagonizar uma situação embaraçosa nesta ocasião. Alusões a abusos sexuais, reais ou imaginários, rigorosas ou empoladas, não faltaram: pela canção co-escrita e cantada por Lady Gaga, que mereceu a «honra» de ser apresentada por… Joe Biden (!) e que contou com a presença de alegadas vítimas; e, principalmente, pelo filme considerado o «melhor», «Spotlight», cujo tema é o caso das violações de crianças por padres católicos em Boston – o realizador, Tom McCarthy, desafiou o Vaticano a «restaurar a fé», e Mark Ruffalo, um dos actores, antes da cerimónia foi protestar em frente da catedral de Los Angeles, e, mais, revelou ser («surpresa»!) um racista paternalista! Ainda estamos à espera de ver as mesmas pessoas indignarem-se contra crimes bem piores cometidos por muçulmanos, e actualmente, não há 10, 20 ou 30 anos. Sam Smith, co-autor e intérprete da (considerada) «melhor canção», «Writing’s on the Wall», de «Spectre», o mais recente filme da série «James Bond», que, mais do que se apresentar como «homossexual orgulhoso» e assumido, pensou que era o primeiro do… género a vencer um Óscar – não foi ele mas sim Dustin Lance Black, argumentista de «Milk», e os dois depois envolveram-se numa controvérsia que, mesmo à distância e electrónica, fez(-me) lembrar um sketch da série «Little Britain» sobre o «only gay in the village».
Quando se pensa que os Óscares não podem ficar mais ridículos… somos mais uma vez desmentidos. Antes dedicar mais atenção aos Prémios Duranty.
(Adenda – Quando até Tina Fey se queixa do excesso de proselitismo de várias causas «politicamente correctas» promovidas por vencedores dos Óscares, mas que, em última análise, só demonstram a hipocrisia daqueles, percebe-se melhor porque a cerimónia, apesar de toda a polémica do alegado racismo nas nomeações e da popularidade – isto é, sucesso comercial – de vários dos filmes a concurso (o que nem sempre acontece), traduziu-se num novo mínimo histórico em termos de audiências televisivas. Entretanto, confirmou-se o que Leonardo DiCaprio (que, definitivamente, é do tipo «atenta no que eu digo, não no que eu faço»), Barack Obama e Osama Bin Laden têm (enfim, no caso do líder terrorista, tinha) em comum.)
(Segunda adenda - Hoje, 6 de Março, faleceu Nancy Reagan. Tal como o seu marido Ronald Reagan, também se iniciou na arte da representação; ambos pertenceram a uma Hollywood bem diferente da actual. As condolências e os pêsames sucederam-se, não se limitando a uma só das metades da arena política, mas as abordagens bizarras feitas na NBC, no New York Times e no Washington Post ao óbito da antiga primeira-dama não deixaram de surpreender... pela negativa, como é óbvio. E Bernie Sanders mostrou, mais uma vez, classe, embora muitos dos seus adeptos nem tanto...)
(Terceira adenda - Barack Obama não irá comparecer, na próxima sexta-feira, 11 de Março, no funeral de Nancy Reagan, sendo representado pela esposa Michelle. Acaso esta notícia surpreende, em especial depois de, há poucas semanas, ele ter igualmente faltado ao funeral de Antonin Scalia? Não que ele não tenha uma «justificação», porém: no mesmo dia ele estará no Texas para participar no Festival (multimédia, e, sim, também cinematográfico) South by Southwest, em Austin. Enfim, há que ter prioridades... e prestar uma derradeira homenagem a alguém que insultou logo após ter sido eleito não é a maior para o Sr. Hussein.)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Bur(r)ocracias

Um dos meios principais – se não mesmo o principal – que Barack Obama e o Partido Democrata têm utilizado para proceder à – invariavelmente ilegal - «transformação fundamental» dos Estados Unidos da América é o aparelho do Estado federal, a burocracia, efectivamente transformada em «burrocracia» pelos «progressistas» empenhados em perverter a sociedade norte-americana, mesmo que seja contra a maioria dos seus compatriotas. Procedamos, pois, a uma breve listagem de alguns dos mais recentes – e insolentes – (ab)usos neste âmbito…
… E pode-se começar pela agência governamental que durante décadas foi indubitavelmente a mais prestigiada mas que, desde 2009, se tornou cada vez mais numa anedota: a NASA, agora indutora de náusea e não pelas vicissitudes das viagens no espaço, sob a presidência de Barack Obama já não se limita (o que não é pouco) a privilegiar, pela atribuição de verbas no seu orçamento, o «aquecimento global» - agora também permite a discriminação e a perseguição religiosas (e o constrangimento da liberdade de expressão) dos seus funcionários, chegando ao cúmulo de em Houston haver aparentemente incómodo com a simples menção do nome de Jesus.
Outra agência de (autêntico) «desemprego» é a EPA: a iniciativa «Clean Power Plan» mais não é do que a sistematização da vontade – anunciada pelo Nº 44 logo no início – de destruir a indústria do carvão no país, e, entre outros efeitos devastadores, aumenta(ria) 33 vezes (!) os custos de operação de pequenas e médias empresas hidroeléctricas; porém, nem tudo estará perdido, pois no passado dia 9 – ou seja, ainda com Antonin Scalia vivo e actuante, no que terá sido talvez a sua última deliberação – o Supremo Tribunal dos EUA suspendeu a aplicação daquela directiva, em resultado de uma acção judicial interposta por 27 Estados. Infelizmente, este «cartão amarelo» não deverá ser suficiente para acabar com uma «cultura de corrupção» que, segundo o representante do Arizona Paul Gosar, é predominante na EPA, onde vários dos seus funcionários foram «apanhados» em transgressões mais ou menos graves – como roubo de materiais de escritório, consumo de marijuana, condução sob efeito de álcool e visionamento de pornografia – e receberam apenas (leves) penas de suspensão. Mas a agência de protecção ambiental – com culpas (não suficientemente divulgadas) nos casos de poluição das águas em Flint (no Michigan) e em Silverton (no Colorado) – não é o único organismo público em Washington apostado em ir até às últimas (e ridículas) consequências no alarmismo das «alterações climáticas»…
… Pois tem o «apoio» do Departamento de Energia, encabeçado pelo «português e parvo» Ernest Moniz, que emitiu um comunicado em que se queixa de que as abóboras, muito utilizadas (depois de cortadas e decoradas) no Dia das Bruxas, contribuem para o «aquecimento global»! No entanto, pior e mais preocupante é, como já referi, que este activismo de extrema-esquerda, em especial no «controlo da temperatura», se estenda também às forças armadas. No Departamento de Defesa foram emitidas directivas neste sentido que deverão modificar – isto é, piorar – o desempenho do Pentágono a todos os níveis. Outras manias «politicamente correctas», todavia, não faltam, e na Marinha já se começou a «combater» as «discriminações de género» patentes em muitas das designações de posições e de funções! Não se luta, contudo, com tanta determinação contra o despesismo e o desperdício…
… E é por isso que o DoD não conseguiu explicar cabalmente como é que conseguiu gastar cerca de 43 milhões de dólares na construção de um posto de abastecimento de combustíveis no Afeganistão. O que, com o bilião de dólares que ao Departamento de Segurança Doméstica custou digitalizar e disponibilizar em linha um impresso de imigração, ajuda a explicar porque é que Barack Obama deverá deixar, quando sair da Casa Branca, uma dívida nacional na ordem dos 20 triliões de dólares. E ainda há quem se enerve, por vezes até à histeria, com a perspectiva de que ocorra mais um shutdown do governo federal. Esperemos que sim, pois tal só traz vantagens, aspectos positivos, o principal dos quais o de impedir, mesmo que por pouco tempo, que uma súcia de incompetentes arruínem ainda mais o erário público… e o carácter da nação.           

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Obituário: Antonin Scalia

(Uma adenda no final deste texto.)
Não são, de facto, e felizmente, muitos: este é apenas o segundo obituário no Obamatório: o primeiro, há quase quatro anos, foi sobre Andrew Breitbart, e hoje é sobre outro grande vulto do conservadorismo norte-americano, que faleceu no passado sábado, no Texas, devido a um (aparente) ataque cardíaco: Antonin Scalia, juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América, escolhido e nomeado em 1986 por Ronald Reagan e confirmado no Senado por 98-0. Mas, infelizmente, a sua morte dificilmente poderia ter acontecido em pior momento – aliás, para Mark Levin foi mesmo um «absoluto desastre» e para Ben Shapiro poderá significar «o fim da Constituição». E ela seria sempre de lamentar porque o eminente constitucionalista, nascido em 1936, que disseminou a sua sabedoria e sensatez em muitas sentenças e frases, constituiu sempre um combatente corajoso e temível contra os abusos da esquerda, quer estivesse na maioria quer na minoria aquando das decisões do SCOTUS, em especial em casos relativos à posse e uso de armas e ao «casamento» entre pessoas do mesmo sexo – quanto a este, o seu texto de «dissent» (que aqui divulguei na altura) perdurará sempre como uma exaustiva, lúcida e valorosa denúncia das perversões que o «politicamente correcto» - e juridicamente incorrecto – pode proporcionar.
O estatuto – e a estatura (se não física, então moral) – de Antonin Scalia tiveram o condão de, mesmo que brevemente, unir os actualmente tão desavindos candidatos presidenciais do Partido Republicano (enfim, os que ainda continuam na «corrida»…) no elogio à sua pessoa, à sua vida e obra: Jeb Bush, Ben Carson, Ted Cruz, John Kasich, Marco Rubio e Donald Trump pronunciaram-se nesse sentido; de destacar as homenagens expressas também por George W. Bush e Jeff Sessions. Quanto aos democratas, e com a excepção bem-educada, honesta e respeitosa (neste caso) de Bernie Sanders, as reacções não primaram pelo decoro. Desde logo, pelo oportunismo e pela pressa por eles expressas em, ainda antes de o corpo do juiz ter arrefecido, procederem à sua substituição. Barack Obama, que não reagiu imediatamente à notícia – o seu pessoal na Casa Branca fê-lo por ele – porque («surpresa»!) estava a jogar golfe, depois deixou bem clara a sua intenção. Porém, no Senado, e mais concretamente para a liderança (republicana) do mesmo, não há qualquer vontade de sequer ouvir – quanto mais confirmar – algum eventual candidato que o Sr. Hussein proponha, e Mitch McConnell já reiterou essa (o)posição. Porquê? Porque há uma tradição – seguida por «azuis» e por «vermelhos» nos últimos 80 anos – de não preencher vagas no STJ dos EUA no último ano de mandato de um presidente… e porque, obviamente, da parte do GOP não há qualquer vontade em dar a mais pequena possibilidade de que (mais) um juiz liberal seja empossado para ajudar na «transformação fundamental» preconizada pelo Sr. Hussein e pelos seus «camaradas». E o próprio Scalia, compreensivelmente, não gostaria que o seu substituto desfizesse aquilo que ele fez. Bob Woodward tem a certeza de que Obama não pode(ria) levar a sua avante neste caso através de uma ordem executiva, mas, sabendo (de ginjeira!) como ele é, não me admiraria que tentasse…
A ausência de decoro neste assunto por parte dos democratas também se nota na – flagrante e desavergonhada – hipocrisia, tão intrínseca às suas atitudes e comportamentos: tanto Barack Obama como Chuck Schumer já foram entretanto «apanhados» a defenderem actuações opostas consoante o presidente em exercício fosse (seja) «burro» ou «elefante». No entanto, a contínua «vira-casaquice» dos democratas na política, mais uma vez desmascarada com a morte de Antonin Scalia, até é civilizada se comparada com o contentamento manifestado por democratas no entretenimento e na comunicação social pela morte do juiz, revelando o seu muito baixo nível, a sua vileza… enfim, o habitual. Ao mesmo tempo, mais ou menos as mesmas pessoas começaram a desejar que Clarence Thomas, e o mais rapidamente possível, «seguisse o exemplo» de Scalia – nada mais «normal» do que militantes e/ou votantes e/ou apoiantes do PD (com ou sem capuzes e mantos brancos) a quererem que um afro-americano que não lhes obedece receba um «castigo»… definitivo. Se eu fosse da mesma laia desejaria que Ruth Bader Ginsburg fosse a próxima da «lista», e depressa. Mas não sou. ;-)
(Adenda – Realizou-se ontem o funeral de Antonin Scalia, que incluiu (pormenor particularmente comovente) uma missa conduzida pelo seu filho Paul. Entre os que compareceram estava Ted Cruz, apesar de haver quem tivesse dito que ele não iria. Porém, quem de facto não apareceu foi Barack Obama, e o facto de, na véspera, ter comparecido na vigília – por menos de dois minutos! – não compensa, de todo, a deselegância, sem dúvida cometida por motivos ideológicos. Como posso ter a certeza? É suficiente saber a que funerais o Sr. Hussein foi enquanto presidente: nenhum de uma só personalidade conservadora, mais à direita; um de alguém que ele não conhecia pessoalmente (ao contrário do juiz do Supremo Tribunal dos EUA); um de um racista que foi dos principais líderes do Ku Klux Klan, organização associada ao Partido Democrata de que ele faz parte.)  

domingo, 7 de fevereiro de 2016

… Ele é um comediante!

(Uma adenda no final deste texto.)
Depois de muitos meses – na verdade, quase um ano – de anúncios, comícios, debates, especulações, intrigas, notícias e previsões, no passado dia 1 ocorreu, no Iowa, o primeiro momento de real relevância na campanha eleitoral para a presidência dos EUA em 2016: a primeira votação estadual nas primárias para os dois principais partidos. No Republicano, Ted Cruz venceu, seguido de Donald Trump e de Marco Rubio. No Democrata, Hillary Clinton e Bernie Sanders empataram – não se pode dizer, verdadeiramente, que a ex-secretária de Estado venceu ao ter ficado à frente por menos de dez votos e, em alguns casos, ter ganho por «moeda ao ar». Estes são os factos, o resto é conversa inútil. No Obamatório – e não é de agora – não se perde tempo e espaço a despejar caracteres em longas e ridículas divagações sobre o que acontecerá se o candidato A vencer em vez do B, e, por isso, o cenário X poder ser mais provável do que o Y. E, igualmente, aqui também não se dá importância a sondagens, que, mais uma vez, e para não variar, falharam agora em acertar nos resultados finais.
Aqueles que tanto esforço despendem em fazer constantes palpites sobre idas às urnas – quase como se estivessem a apostar em competições desportivas – não costumam mostrar, igualmente, vontade em relatar e em comentar o que realmente interessa: as afirmações e as (in)acções políticas da administração de Barack Obama (e, em menor grau, por culpa própria, dos membros do Congresso), que afectam efectivamente a sociedade, a cultura e a economia dos EUA, e não as declarações de um bilionário do imobiliário que nunca exerceu um cargo público. E enquanto quase todas as atenções se concentravam – e se distraíam! – nos escrutínios no Iowa e no New Hampshire, o Sr. Hussein continuou a dizer e a fazer das suas… (tentativas de) transformações fundamentais. Quase todas as atenções, não todas: eu nunca deixei – nunca deixo – de estar atento ao fundamental.
Por onde começar? Pela visita que ele fez no dia 4 à mesquita da Sociedade Islâmica de Baltimore, que pouco ou nada fez para diminuir as acusações, as insinuações… e as gozações de que ele é, no fundo, um muçulmano. Na verdade, aquela instituição corânica na maior cidade do Baltimore é (tristemente) conhecida por nela se terem apoiado bombistas suicidas e condenado homossexuais, para além de ter uma área separada, segregada, para as mulheres – algo que até fez com que no New York Times se criticasse a visita e o presidente! Porém, imperturbável, isso não o impediu de afirmar que «o Islão sempre fez parte da América» (o que não é verdade) e que muitos norte-americanos têm dos seus praticantes uma «impressão enormemente distorcida» resultante de igualmente «distorcidos retratos nos media» e de «retórica política inexcusável», e que, portanto, a crítica a eles não tem (não deve ter) lugar no país. No dia seguinte, durante o National Prayer Breakfast, reiterou o seu peculiar proselitismo pró-Crescente, bizarro para quem se diz cristão, ao enaltecer o suposto «espírito pacífico do Islão». Entretanto, soube-se que, em 2015, 81 muçulmano-americanos estiveram associados a actos de terror (tentados ou concretizados) nos EUA, o maior número desde o 11 de Setembro de 2001, e que representa, neste (desagradável) âmbito, uma enorme desproporção daquela comunidade em relação a outras…
No entanto, e infelizmente, a passividade e mesmo a simpatia para com os seguidores de Maomé não é apenas para «consumo caseiro». Pior é a (continuada) atitude da Casa Branca perante todos os que se curvam para Meca, em especial no estrangeiro. O Irão tem beneficiado ultimamente de uma bizarra bonomia: John Kerry admitiu (que «surpresa»!) que algum do dinheiro que Teerão irá receber (cerca de 150 biliões de dólares) com o fim das sanções será para apoiar grupos terroristas; há a suspeita de que se terá pago 1,7 biliões de dólares aos iranianos para libertar os norte-americanos detidos; e nenhuma referência foi feita ao regime dos «ai-as-tolas», e à negação da Shoah feita por aqueles, pelo Sr. Hussein quando discursou no Dia Internacional de Lembrança do Holocausto, onde teve o descaramento de se assumir como líder global contra o anti-semitismo! Enquanto isso, continua a desvalorizar o ISIS: em meados de Dezembro último insistia em tentar impingir a ideia de «contenção», afirmando no Pentágono que o Daesh «desde o Verão não teve uma só operação ofensiva com sucesso no chão do Iraque e da Síria» - pois não… mas teve no chão de França (Paris) e dos EUA (São Bernardino); e culpou – uma e outra vez – a comunicação social, na sua ânsia de obter audiências, pelo medo que as populações têm dos «soldados de negro», o que pode «explicar» a reacção algo alheada («tone deaf») notada e admitida até por David Axelrod. Ou então é a faceta «no drama» de Barack Obama, que também pode «explicar» que tenha ido jogar golfe depois de saber que seis soldados haviam sido mortos no Afeganistão por mais um bombista suicida dos talibãs… os mesmos talibãs que receberam cinco dos seus líderes em troca da libertação de Bowe Bergdahl, que, como era previsível, vai mesmo ser julgado por deserção; libertado – de Guantánamo - também foi o inventor do «sapato-bomba», elogiado por Osama Bin Laden…
… E que foi apenas um dos muitos foras-da-lei que a actual administração mandou soltar das prisões norte-americanas nos últimos meses. Antes de partir para o Havai nas férias de Natal, Barack Obama decidiu dar uma grande «prenda» à comunidade criminal nacional: comutou as sentenças de quase 100 presidiários condenados por crimes graves, em especial tráfico de droga – mais uma parcela dos cerca de seis mil que foi decidido soltar no ano passado. Entretanto, de Washington continuam a vir ordens para os agentes deixarem entrar e/ou não perseguir e/ou não deter imigrantes ilegais – e é de crer de que a reprovação, pelo Tribunal de Apelos do Quinto Circuito, da ordem executiva do Sr. Hussein que expandiu a amnistia não tenha grande impacto nas tentativas constantes dos «burros» de aumentar os «democratas não documentados». Neste contexto de subida (induzida por eles) do número de bandidos em circulação, que fazem o Nº 44 e os seus cúmplices para «melhorar» a segurança dos seus concidadãos? Duas coisas. Primeira, insistem cada vez mais n(a falsa solução d)o «gun control», ou seja, na progressiva restrição da posse e uso de arma, indo talvez à confiscação e, logo, na (drástica) diminuição da capacidade de auto-defesa. Segunda, enfraquecem – moralmente, se não mesmo materialmente – a acção da(s) polícia(s): quão hipócrita é alguém que, depois de condenar aqueles que fazem dos agentes da lei «bodes expiatórios pelos falhanços da sociedade e do sistema de justiça criminal», alega que a actividade do movimento «Black Lives Matter» – de que muitos membros advogam a violência contra, e até a morte, (d)aqueles agentes – é um sinal de «progresso», apesar de «um pouco desconfortável». Não surpreende que o actual presidente admita que espera que o seu sucessor se preocupe tanto como ele com os «assuntos da disparidade e da (in)justiça racial» - o que não é de admirar porque ele é um democrata, logo, racista…
… E um impenitente narcisista ainda com adoradores suficientes para manterem um «culto da personalidade» que, embora atenuado, ainda vai registando episódios insólitos, se não ridículos, como: ter sido o primeiro presidente em exercício a aparecer (autorizado pelo próprio) na capa de uma publicação LGBT – e isto enquanto outras, e mais relevantes, «primeiras vezes» para políticos do GOP não são igualmente destacadas; ter o seu nome dado a uma estrada numa cidade da Flórida em substituição da expressão «Old Dixie» evocativa da Confederação esclavagista - ou seja, manteve-se a «toponímia democrata». E, como que para comprovar a sua imagem de – segundo o «moderado» Van Jones – de «pessoa mais fixe («cool») alguma vez nascida» (algo que até em Portugal se acredita, como referi aqui antes), acusa os republicanos de serem «sombrios, eles são como o Gato Rabugento».  Porque, na verdade, com Barack Obama é «só» alegria, boa disposição, optimismo, riso, arcos-íris… ;-)
… E por isso não surpreende que ele tenha participado no programa de Jerry Seinfeld «Comediantes em Carros Tomando Café»; pelo contrário, faz todo o sentido… porque, afinal, ele é um comediante! Tão ou mais do que o seu «camarada» Harry Reid! Demonstram-no, por exemplo, e além dos seus «brilhantes» desempenhos nos jantares anuais dos correspondentes da Casa Branca, a preferência por aparecer em bizarros, excêntricos programas de… entretenimento (alguns só na Rede) e a relutância e até desagrado em responder a perguntas difíceis feitas por jornalistas, algo que tanto James Corden como Rick Santorum fizeram notar. E, no seu «reportório» recente, há «piadas» como: assegurar que «não se faz a mudanças através de lemas», ou, numa palavra, «sloganeering» (olha quem fala!); dar Chicago como um (bom) exemplo na luta contra a corrupção (!); e asseverar que ter seguro de saúde, em especial com o «ObamaCare», proporciona «paz de espírito» - os milhares, ou mesmo milhões, de norte-americanos que viram as suas despesas médicas aumentarem e/ou que perderam a cobertura e/ou o(s) médico(s) que preferiam devem «concordar». Enfim, é só gargalhadas. O que vem mesmo a calhar neste fim-de-semana «prolongado» de Carnaval... embora, neste caso, exista quem leve a mal.
(Adenda – E ele continua a dizer «anedotas»… sem propriamente muita graça. Por exemplo, que «nos últimos sete anos fizemos investimentos históricos em energia limpa que ajudaram companhias do sector privado a criar dezenas de milhares de bons empregos». Na verdade, quase todos esses «investimentos» foram desperdícios de dinheiros públicos, pagamentos de favores a amigos, e quase todos – nomeadamente os feitos na famigerada Solyndra – acabaram por resultar em relativamente poucos empregos criados… e em falência; o que, a juntar à «guerra ao carvão» feita pela actual administração através da EPA, se traduziu, na práctica, pelo aumento do desemprego. Outra «anedota», de tão «complicada», só mais de seis anos depois teve a sua «punch line»: em 2009 Joe Wilson acusou de mentiroso Barack Obama por este assegurar que imigrantes ilegais não seriam beneficiados pelo «ObamaCare»… e agora foi confirmado que aquele republicano estava certo; não é de esperar que todos aqueles que então criticaram e condenaram severamente o representante da Carolina do Sul pelo seu comportamento alegadamente incorrecto reconheçam que, afinal, ele tinha razão. Mas bem se pode dizer que quem ri por último...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Nenhuma «batalha» é pouco importante

(Uma adenda no final deste texto.)
Entrado o Obamatório no seu Ano Oito, é possível que de aqui a um ano faça um balanço mais abrangente do que foi este meu projecto, que adorei desenvolver mas que, frequentemente (e porque, claro, eu tenho muitas outras coisas em que pensar, para fazer, com que me preocupar), me foi extremamente difícil manter – mas que «aguentei» porque sei que há pessoas que apreciam o que eu escrevo neste âmbito… e foi, é, por elas que eu persisti e persisto…
Porém, será pouco provável que a avaliação final resultante desse balanço não seja de desilusão, de fracasso, de «missão não conseguida»: a minha meta de influenciar, de alterar, mesmo que ligeiramente, a perspectiva predominante em Portugal sobre a realidade política norte-americana, não foi alcançada; a desinformação, a omissão, e por vezes a pura e simples mentira, beneficiando «burros» e prejudicando «elefantes», ainda são constantes e até ridiculamente hilariantes – por exemplo (apenas um entre vários), o recente «espectáculo» de Barack Obama a chorar «lágrimas de crocodilo» pelas mortes resultantes da suposta falta de «gun control» foi «engolido» acrítica e emocionalmente pela generalidade dos principais órgãos de comunicação social nacionais. Consequência habitual e quase inevitável: a multiplicação de leitores-consumidores-cidadãos ignorantes, iludidos, pouco exigentes, prontos a ceder aos seus preconceitos, e capazes de escreverem – e de acreditarem – em imbecilidades como «o seu legado é maior do que julgamos: nunca haverá alguém tão fixe e humano como este Presidente». Admito: quando se lê algo como isto, escrito por alguém (que, aliás, eu conheço pessoalmente) que já tem idade para ter juízo, que deveria pelo menos suspeitar de que pode haver «outro lado da História», é difícil não pensar que, de algum modo, se falhou. 
Nos últimos sete anos – e a ver vamos o que acontece neste oitavo que agora começou, embora tenha poucas ou nenhumas expectativas nesse âmbito – nunca fui convidado para participar em qualquer programa de rádio ou de televisão, ou para dar uma entrevista, ou um mero depoimento, relativamente a este meu trabalho sobre o que se passa na grande nação do outro lado do Atlântico – e, acreditem, tal não se deveu a falta de contactos, de dinamismo ou de insistência da minha parte. Em certos casos, e como já denunciei, isso deveu-se a deliberada discriminação. E, no entanto, outros «comentadores», outros «especialistas» houve que, apesar de estarem semanas, e às vezes meses, sem «postar» algo de novo, lá iam sendo solicitados para debitar as suas – muitas vezes deficientes – impressões… Assim, e como habitualmente, os únicos espaços que me resta(ra)m para o confronto de ideias e o debate de opiniões, factos e argumentos – confronto e debate que eu, evidentemente, me esforço sempre por manter minimamente civilizado, cordato – foram, são, os comentários em blogs que eu vou visitando, e em que sinto – consoante as circunstâncias e os contextos – ser meu dever intervir. Neste ano que passou, e neste âmbito, merecem registo as minhas intervenções no: Estado Sentido; Der Terrorist (uma, duas, três); Aventar (uma, duas, três, quatro, cinco, seis); Actualidade Religiosa; Delito de Opinião (uma, duas); e Praça do Bocage
… E, como se pode verificar, foi no Aventar, e em especial com (o entretanto falecido) João José Cardoso que tive as mais «acesas» discussões – vale a pena lê-las na íntegra (mas a minha opinião é «suspeita»…). Da(s) minha(s) parte(s), merecem destaque: «Não é correcto classificar o KKK como uma “milícia cristã”, por mais cruzes que eles usassem (e queimassem)… não seguiam, de certeza, os ensinamentos de amor ao próximo e de tolerância preconizados por Jesus. Era, é, antes de mais, um grupo supremacista, racial, político, “braço armado” do Partido Democrata racista, segregacionista, esclavagista. E foi criticado, condenado, combatido, por muitas igrejas cristãs dos EUA»; «o Partido Democrata, com Barack Obama, acelerou a “deriva esquerdista” que se iniciara antes, através de Jimmy Carter, Lyndon Johnson, e, até, com Franklin D. Roosevelt. Um partido que agora preconiza, entre outras “causas”, o aumento de impostos, a criação de um “sistema nacional (estatizado) de saúde” (o denominado «ObamaCare»), a limitação de posse e uso de armas, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento do regime dos irmãos Castro em Cuba não é, certamente, de direita; em termos “portugueses”, o PD está entre o PS e o BE. O Tea Party é um movimento que tem como objectivos a diminuição da carga fiscal e da presença (e do “peso”) do Estado na sociedade; o “nacionalismo” não é um conceito que lhe esteja associado (pelo menos directamente), e não é, indubitavelmente, “liberal”, termo que nos países anglófonos é relativo à esquerda – sendo que “conservador” é o correspondente à direita». Não sendo possível mais, temos de nos resignar ao que temos; mas, nesta «guerra», nenhum «campo» é demasiado pequeno, nenhuma «batalha» é pouco importante.
(Adenda – Exemplos recentes que demonstram – e tal nem seria necessário – de como a ignorância, ou pior, existente em Portugal sobre os EUA assume invariavelmente aspectos lamentáveis, são os artigos recentes de João Lopes, que - «surpresa»! – (des)classificou de «medíocre» o novo filme de Michael Bay, «13 Horas», e de Rui Moreira, que (des)classificou de «populista e racista» Barry Goldwater; pelo estatuto que eles têm, tais atoardas são – ou deveriam ser – inadmissíveis. Também não ajuda que se (re)publiquem em português idiotices com o título «A América virou à esquerda», o que é desmentido pela simples análise da composição do Congresso federal e dos congressos estaduais e da distribuição dos governadores. Porém, e lá está, sempre há gente disposta a acreditar em tudo o que prefere… «O próximo Presidente democrata será mais liberal do que foi Obama, o próximo Presidente republicano será mais liberal do que foi George W. Bush»?! Os anos passam, a ciência avança, mas os «videntes» de pacotilha permanecem.)  

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ano Oito

O Obamatório celebra hoje o seu sétimo ano de existência, e, óbvia e simultaneamente, entra no seu oitavo ano… que será o último com a «intensidade», o «ritmo», registados desde 2009 (àqueles que poderão dizer que o número de textos por ano diminuiu, o que é verdade, eu respondo que a sua dimensão tem aumentado…) Não, este blog não irá «fechar portas» em Janeiro de 2017, com a tomada de posse do 45º Presidente dos Estados Unidos da América – seja ele, ou ela, quem for, independentemente de ser democrata ou republicano(a). O objectivo principal sempre foi registar e comentar a presidência de Barack Obama, e aquele será conseguido, finalizado, realizado, quando ele sair da Casa Branca. E, felizmente, só faltam 12 meses…
… E, depois disso, neste espaço, far-se-ão – não sei por quanto tempo, mas far-se-ão – ocasionais, pontuais, apontamentos sobre as consequências, os «ecos», a «ressaca» destes dois mandatos que tão prejudiciais têm sido – e continuam a ser – para os EUA e para o Mundo. E nada poderia ter salientado mais nitidamente esse facto do que o último – e foi mesmo o último! – discurso do Estado da União – ou «estado de negação»? – feito pelo Sr. Hussein no Congresso, no passado dia 12 de Janeiro. Não só pelo conteúdo, previsível na sua descrição de uma realidade alternativa, de um mundo de fantasia, enfim, em mais uma série de mentiras e de demonstrações de demagogia, em completo desfasamento com os factos
… Mas também pelo contexto desse discurso: o de uma humilhação às mãos do Irão. Exactamente no mesmo dia, e algumas horas antes, dois barcos da Marinha dos EUA, e os respectivos tripulantes, foram aprisionados por forças de Teerão, que alegaram – o que não ficou demonstrado – que aquelas embarcações haviam entrado indevidamente nas suas águas territoriais; os militares norte-americanos passaram pela vergonha de lhes ser apontadas armas, de terem as mãos atrás da cabeça, detidos (com a única mulher do grupo a ter de envergar um hijab), interrogados e – através de um deles, que poderia (deveria?) ir a conselho de guerra por causa disso – a pedir desculpa perante uma câmara de televisão iraniana. Se alguém, perante isto, pensou em «1979», «embaixada» e «Jimmy Carter», compreende-se... Se tudo isto já era suficientemente mau, pior ficou quando a actual administração tentou desvalorizar e até desculpabilizar a actuação das autoridades de Teerão, e agradeceu, através de John Kerry, a rápida libertação dos militares – algo, alegou-se, decorrente do novo clima de «desanuviamento» resultante do acordo nuclear com os persas… sim, aquele acordo que, basicamente, não impede que os «ai-as-tolas» construam a bomba atómica e lhes entrega 150 biliões de dólares para fazerem o que quiserem… eventualmente, apoiar mais uns quantos grupos e acções terroristas.
O «melhor», porém, estava para vir, e não tardou, apenas quatro dias depois: uma troca de prisioneiros entre os dois países – na verdade, quatro reféns norte-americanos (civis, inocentes, detidos pelos iranianos, alguns há vários anos, incluindo um clérigo e um jornalista) por sete criminosos iranianos – que evoca o mau negócio feito por Bowe Bergdahl (este, sim, já em conselho de guerra), que como que incentiva a que mais cidadãos dos EUA sejam capturados para serem obtidas vantagens, e que «esclarece», três meses depois, a (ofensiva) afirmação do Secretário de Estado de que não se devia deixar o acordo (com o Irão) «refém dos reféns»; e o levantamento das sanções económicas, decididas pelo Sr. Hussein em mais uma ordem executiva ilegal, pois trata-se de outra matéria da competência do Congresso: assim desrespeitou aquele mais uma vez, depois de lá ter feito o «SOTU», que, com ele, é mais do tipo «STFU»…
… E, sim, ele deveria ter aproveitado a ocasião para demitir-se, mas nem isso seria já suficiente, depois de tantas demonstrações, por ele e pela sua administração, de autêntica colaboração com os inimigos da nação – em outro exemplo de um comportamento que não seria exagero considerar… traiçoeiro, na mesma altura dez prisioneiros foram libertados, de uma só vez, de Guantánamo. A haver verdadeira justiça – e não falamos da «social» - na terra do Tio Sam, e se os republicanos, pressupondo que voltarão a ocupar o Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia e que os «têm no sítio» (os actuais líderes do GOP no Capitólio não os têm), Barack Obama enfrentará uma acusação e, quiçá, a prisão. Entretanto, o ano que falta arrisca-se a ser o mais problemático, porque não restam dúvidas de que ele fará tudo o que bem entender. É o que os norte-americanos levam depois de uma maioria deles ter eleito, por duas vezes, alguém que: favorece uma «autoridade internacional»; apresenta «duas falsas escolhas»; demonstra uma persistente «inabilidade em perceber a realidade»; confunde liderança com «falar torrencialmente»; tem uma dúbia noção do que é verdadeiramente «vergonhoso»; e que prefere ser «meteorologista» a comandante-em-chefe. Por isso, é melhor «agarrarem-se»… porque a «ponta final» desta «viagem» arrisca-se a ser bem «agitada».

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A mais estúpida de 2015

Não será tão exagerado assim afirmar que as frases mais estúpidas de cada ano, politicamente, nos Estados Unidos da América foram ficando cada vez mais estúpidas à medida que se avançava pelo mandato presidencial (agora prestes a entrar - finalmente! - nos últimos 12 meses do segundo termo) de Barack Obama. E a estupidez, evidentemente, é um reflexo e uma consequência da agressividade dos democratas perante a crescente erosão eleitoral do seu partido e a incerteza quanto ao desfecho da votação para presidente, que ocorrerá no próximo mês de Novembro. Incerteza essa, para eles, agravada por a sua candidata principal, Hillary Clinton, ter tantas debilidades que um novo triunfo para os «burros» é cada vez mais duvidoso…
… Pelo que de «criatividade» - e de imbecilidade – nas palavras não tem havido escassez. Assim, nas «finalistas» para a afirmação mais estúpida de 2015 há, novamente, uma considerável diversidade; porém, e o que também não surpreende, vários dos «protagonistas» (pelos piores motivos) são «repetentes». Desde logo, nada mais nada menos do que três «vencedores» anteriores estão novamente presentes: Debbie Wassserman Schultz, que triunfou em 2011, disse que os candidatos a presidente pelo Partido Republicano estão «dizendo “sim, vamos correr com as mulheres e com os imigrantes para fora deste país, vamos tirar os cuidados de saúde às mulheres”»; Chris Matthews, que triunfou em 2012, disse que «não estou certo de que “hispânico” seja a palavra indicada para eles (Marco Rubio e Ted Cruz), porque são nacionais cubanos ou seja lá o que for, ou vêm de Cuba», e, depois, e especificamente sobre o senador do Texas, especulou sobre «o horror de este país possivelmente ser liderado por Cruz, um inimigo do Estado»; Paul Krugman, que triunfou em 2014, disse que «existe um nível de abertura na esquerda para, pelo menos, reconhecer que existem outros pontos de vista, nível esse que não é simétrico à direita».         
Bojardas bem idiotas, sem dúvida, mas não o suficiente para lhes dar pela segunda vez o «troféu» tão «cobiçado». Melhor teria sido, talvez, eles orientarem a bazófia para a temática das «alterações climáticas» e do «aquecimento global», onde quase diariamente se estabelecem novos máximos de estupidez ou de pura e simples loucura. Barbara Lee (representante da Califórnia, obviamente!), apresentou uma proposta de resolução na qual afirma que «as mulheres enfrentarão desproporcionalmente os impactos danosos das alterações climáticas, e, com recursos sócio-económicos limitados, poderão estar vulneráveis a situações tais como trabalho sexual, sexo transaccional e casamento prematuro, que as colocam em risco de contrair HIV e (outras) doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não planeada e pobre saúde reprodutiva»; Joe Biden, que disse que todos os que negam a existência de alterações climáticas, e em especial os republicanos, «também negam a (existência de) gravidade»; Jerry Brown, que acredita que a situação é tão má, tão preocupante, que «estamos a falar sobre extinção»; e Martin O’Malley, para quem as alterações climáticas «criaram os sintomas, ou as condições de pobreza extrema que levaram à expansão do ISIL e a esta violência extrema».
Outra «categoria» (ou falta dela) em que habitualmente se «apuram» muitas candidatas à frase mais estúpida é a da – eufemismo! – «descrição mais desfavorável» de republicanos e de «right-wingers», e do que eles pensam, dizem, fazem… ou tentam fazer. Neste âmbito 2015 viu serem proferidas «pérolas» verbais como: «se vamos começar a denunciar por extremismo grupos religiosos e políticos, podíamos começar em casa com os republicanos», de William Saletan (que «escreve» para a Slate); «desejo que existisse um Partido Republicano que fosse efectivamente à procura dos votos de afro-americanos e que, tipo, não fosse racista», de Eugene Robinson (que «escreve» para o Washington Post); «a Loretta Lynch, a primeira mulher afro-americana a ser nomeada para (o cargo de) procurador(a)-geral, é-lhe dito para se sentar na traseira do autocarro quando se trata do calendário do Senado», de Dick Durbin, senador do Illinois; «existe uma diferença de vileza (“vileness gap”) que se está a desenvolver entre os nossos partidos políticos, eles não falam desta maneira no Partido Democrata, e isto não é um comentário partidário, é uma examinação do registo e da retórica», de Jonathan Alter (que «escreve» para o Daily Beast); «(Estou) Agora a caminho do chão do Senado para discutir a horrífica proposta de lei, que proíbe abortos depois de 20 semanas, que o GOP quer que votemos amanhã», de Elizabeth Warren, senadora do Massachusetts, que, tal como Barack Obama, Hillary Clinton, Wendy Davis e muitos outros «liberais» e «progressistas», não se opõe a que uma interrupção voluntária da gravidez possa ser feita inclusivamente aos nove meses.
Uma área de estupidez em expansão é a que desvaloriza e despreza os EUA e os norte-americanos em geral e, em simultâneo, valoriza o(s) estrangeiro(s), com destaque para imigrantes – em especial se forem ilegais – e «refugiados». Nesse (perigoso) sentido se dirigiram, em 2015: Bill Richardson, com «Kim Jong-un tem sido vítima de muita má imprensa, de muita má atenção internacional»; Bill de Blasio, com «não queremos que quaisquer dos nossos conterrâneos nova-iorquinos se sintam como cidadãos de segunda classe, não queremos que eles se sintam deixados de fora» (sim, o mayor da «grande maçã» falava dos ii’s a quem decidiu atribuir cartões de identificação); Jared Polis (representante do Colorado), com «este congresso republicano está a levar-nos para uma América onde, qualquer dia, poderá haver mais pessoas aqui ilegalmente do que as que estão aqui legalmente»; Trevor Noah, com «eu não diria que (os EU d)a América são um país de supremacia branca, mas acredito que sofre de um nível de segregação racial institucionalizada» (ou seja, o sul-africano e substituto de Jon Stewart na apresentação do «The Daily Show» crê que nos EUA existem ainda áreas, casos ou instâncias em que o racismo é legal… mas não deu quaisquer exemplos); Dana E. Abizaid (que «escreve» para a Salon), com «nós (os americanos) somos os terroristas no Médio Oriente, e a nossa comunicação social cúmplice nunca dirá a verdade». Decorrente e/ou contígua ao anterior é o (novo?) sub-género de estupidez específico do ódio à polícia, fomentado e/ou corporizado grandemente pelo movimento «Black Lives Matter», e nele se destacaram (que «surpresa»!) dois apresentadores da MSNBC, que propuseram basicamente o mesmo embora com palavras diferentes: Ed Schultz, «que tal desarmar a polícia?»; e Alex Wagner, «existem questões mais abrangentes, que abordaremos depois, sobre se policiar de todo (isto é, existir polícia) é ou não apropriado».
Entretanto, e evidentemente, nunca faltam (estúpidos) exemplos para o segmento «coisas incríveis, até inacreditáveis, que Barack Obama disse, e que outros disseram sobre ele e/ou a sua presidência». Atente-se em: David Axelrod a dizer «estou orgulhoso pelo facto de, basicamente, termos uma administração instalada há seis anos e na qual não houve um grande escândalo, o que diz muito sobre as suas estruturas éticas»; e Eric Holder a dizer (despedindo-se dos seus subordinados ao deixar de ser procurador-geral) «penso que daqui a 50 anos, ou talvez mais cedo do que isso, as pessoas olharão para o trabalho que todos vocês fizeram e dirão que esta foi outra idade de ouro (do Departamento de Justiça)». Por seu lado, o ex-chefe dos dois não dá sinais de ter debelado os seus delírios megalómanos, narcisistas… e imbecis. É vê-lo e ouvi-lo (e lê-lo): a declarar-se «profundamente dedicado a proteger este direito constitucional fundamental»… o do aborto (!!)… e, supostamente, ele é especialista em Direito Constitucional (e mostra-se renitente à intrusão do governo federal nas decisões pessoais neste âmbito, quando… é exactamente isso o que o «ObamaCare» constitui); a ufanar-se (perante crianças) de que (precisamente!) «lembrei-me de inventar coisas como os cuidados de saúde»; a avisar que «ao longo do próximo ano vão ouvir muitas promessas de muitas pessoas, que vão fartar-se de fingir» (olha quem fala… «apenas» o vencedor da «mentira do ano 2013»); e a garantir (a Vladimir Putin?) que «o que eu não estou interessado em fazer é em posar ou em perseguir qualquer noção de liderança americana ou de América vencendo, ou de quaisquer outros lemas que eles se lembrem de arranjar»… sim, não é novidade que o Sr. Hussein não (nunca) teve como objectivo principal o fortalecimento do seu (?) país.
Por muito lamentáveis que sejam – e são – estas (e outras) declarações do Nº 44, não é ele, no entanto, o «agraciado» com o «prémio» de «a mais estúpida (frase) de 2015». Quem o conseguiu foi… (rufar tambores) Hillary Clinton! Na verdade, a esposa de Bill constituiu-se no ano passado como uma autêntica «categoria de estupidez» unipessoal e ambulante. E qual foi a atoarda que lhe deu o triunfo? Não foi «a cada sobrevivente de um assalto sexual… tem o direito de ser ouvida, tem o direito de ser acreditada, estamos consigo» («nada» hipócrita, vindo de quem atacou as amantes e as vítimas de assédio do marido); não foi «as alterações climáticas constituem uma das razões para a crise de refugiados da Síria» (concorda, pois, com os seus «rivais» na nomeação democrata, Bernie Sanders e Martin O’Malley); não foi (mas até que podia ser… esta ficou em «segundo lugar») «os muçulmanos são pessoas pacíficas e tolerantes e nada têm a ver, de todo, com o terrorismo»…
… Mas, sim, foi «a ideia de que são necessárias mais armas para parar pessoas que estão a cometer tiroteios em massa é não só ilógica mas também ofensiva». Recordo: para obter a «distinção» de «mais estúpida» uma frase não deve apenas ser ridícula, hilariante, sem razoabilidade, assentar em falsidades e em mentiras, mas ainda, se concretizado o «pensamento» que lhe esteve na origem, poder eventualmente conduzir a situações potencialmente perigosas. Acredito que «a mais estúpida de 2015» preenche aqueles (lamentáveis) requisitos.  

sábado, 26 de dezembro de 2015

Rever em baixa (Parte 12)

«A presidência Obama – Uma cacofonia de corrupção», Tom Fitton; «Barack Obama, o negociador – De Rezko ao presente», Joel B. Pollak; «O falhanço do acordo de comércio assinala o fim do poder político de Obama?», Warner Todd Huston; «Obama para a América – Sim, podíamos, mas vocês deram cabo de tudo», Sean «Jim Treacher» Medlock; «Presidente Obama quer acabar com o Dia da Independência tal como o conhecemos», Drew Johnson; «O Comité Nobel deveria olhar outra vez para o registo de não-proliferação de Obama», Bruce Abramson e Jeffrey Ballabon; «Os nossos reféns no Irão são mais importantes do que os sentimentos do Presidente Obama», Montel Williams; «Fé ou doidice – O desatino iraniano de Obama», Steven Bucci; «O perturbante padrão de Obama de desvalorizar o terror islâmico», Marc A. Thiessen; «Memorando para Obama – Você não é um Reagan», Cal Thomas; «Os media trabalham para inflacionar o legado de Obama», Ben Domenech; «A doutrina Obama – Um caminho para o conflito», Jeff Duncan; «Lições do acordo de Obama com o Irão», Marco Rubio; «Mark Levin expõe o futuro progressista de Obama para os vossos filhos», Peter Ferrara; «O desatino do plano de Obama para a energia limpa», W. David Montgomery; «O negócio sujo do plano de Obama para uma suposta energia limpa», James Inhofe e Shelley Moore Capito; «Obama não é JFK – O Irão de hoje em nada é como a Rússia em 1963», Jonathan Adelman; «Com a ajuda de Obama, juntar o exército doméstico de Alá é agora mais fácil», James Zumwalt; «Como o “capitalismo para amigos” verde de Obama está a reduzir os Estados Unidos a uma república das bananas», James Delingpole; «Necessitamos de um unificador-em-chefe, não de um divisor-em-chefe», Scott Walker; «O que Obama não quer que você (e o Congresso) saibam sobre o acordo dele com o Irão», Anne Bayefsky; «Presidente Obama, não podemos confiar no Irão», David Perdue; «Para Obama e a Esquerda, “nunca esquecer” é treta», Ben Shapiro; «A América pagará o preço pela “victória” de Obama no acordo com o Irão», Michael Goodwin; «Rendição na ciberguerra – Obama fará uma vénia aos ditadores da China», John Hayward; «Barack Obama mente ao Papa na cara dele», Erick Erickson; «Apanhado num pesadelo», Richard Fernandez; «Obama tornou Putin no mais poderoso líder mundial», Benny Avni; «E agora? Como lidar com o pleno colapso da estratégia de Obama para a Síria e o Iraque», Fred Fleitz; «O que Obama não percebe sobre Chris Mercer, o atirador do Oregon», Keith Ablow; «Obama - Niilista ou apenas incompetente?», Victor Davis Hanson; «Uma nova ordem mundial está a emergir graças a Obama», Jeanine Pirro; «Obama entendeu ao contrário, a equipa de juniores amadores somos nós», Greg Gutfeld; «Actuando a partir de uma posição de fraqueza? Porque Obama está perigosamente errado sobre as intenções de Putin na Síria», James Jay Carafano; «Uma carta aberta ao Presidente Obama enquanto ele viaja até ao Oregon – Nós ouvimos o seu silêncio ensurdecedor», Everett Piper; «Presidente Nero», Stephen Green; «Como salvar a falhada iniciativa para Cuba de Obama», Paul Bonicelli; «Obama mentiu, o meu plano de saúde morreu… duas vezes!», Michelle Malkin; «Obama é o “gato rabujento” original», David Benkof; «Quando Obama diz que não vai tirar as vossas armas, a História prova que ele está a mentir», John Nolte; «Cuidado, América, o Presidente Obama pôs a política nas vossas pensões», Richard Manning; «O ObamaCare tem cancro, e se não for tratado depressa e agressivamente, morrerá», Streedhar Potarazu; «Está Obama a pensar sobre o que faria Cheney?», James Rosen; «Quando irá Obama defender os cristãos e derrotar o Islão radical?», Mike Huckabee; «Presidente Obama “sacudiu” as lições de 1989», Emily Jashinsky; «A imigração, o Presidente Obama e o primado da lei», Andrew P. Napolitano; «Sete coisas que os ataques do ISIS em Paris provaram sobre as políticas de Obama e de Clinton», Scot Verse; «Finalmente, alguém diz a verdade sobre Obama», Michael Walsh; «Obama deve fazer guerra ao Estado Islâmico e não simplesmente importuná-lo», Mitt Romney; «François Hollande está a fazer com que Obama pareça um doido», Andrea Peyser; «Irá um democrata fazer frente ao Presidente Obama para manter a nossa nação segura?», Gretchen Carlson; «Obama perde o seu “momento Churchill” depois dos ataques em Paris», Nile Gardiner; «Presidente Obama continua a dividir o país a propósito do terrorismo», Bill O’Reilly; «Obama quer derrotar a América, não o ISIS», Daniel Greenfield; «Obama está a importar muçulmanos e a deportar cristãos», Todd Starnes; «A guerra falsa de Obama», Charles Krauthammer; «A jihad de Obama contra os americanos», Pamela Geller; «O fim do "Mundo Obama"», Patrick J. Buchanan; «O problema do Presidente Obama com a propaganda», Keith Naughton; «O açoitador-em-chefe da América vai rolando», David Limbaugh; «Importando terrorismo e outros valores americanos», Ann Coulter; «Fraco, confuso e “incapaz de compreender”», Wesley Pruden; «Presidente Obama, tenha piedade do homem trabalhador», Terry Jarrett; «Obama, o presidente que perdeu a sua voz», Richard Cohen; «Memorando para o Presidente Obama – A guerra não é causada por ar quente», Robert Scales; «Woodrow Wilson Obama – A cada cem anos a obsessão presidencial de um democrata de elite custa caro ao seu partido», James P. Pinkerton; «Os factos fazem buracos nas alegações de Obama de que só nos Estados Unidos há morticínios em massa», John R. Lott; «Tranquilizações sobre o ISIS soam a falso no discurso de Obama a partir da Sala Oval», Christian Whiton; «A morte de uma má ideia», Andrew Klavan; «Num Mundo cada vez mais perigoso, Obama deixou o posto de comandante-em-chefe», Scott Brown; «Obama está seriamente desfasado da realidade», Brent Bozell e Tim Graham; «Obama, agitador racial, falha em ecoar FDR e Churchill», Charles Hurt; «15 razões porque Obama não é qualificado para ocupar a Casa Branca», Rand Paul; «Ligando os pontos no escândalo dos serviços de inteligência de Obama», David J. Karl; «Porque está Obama a fazer a vida mais fácil para os terroristas?», Tammy Bruce; «A negação por Obama das raízes ideológicas da jihad põe a nação em grave perigo», Andrew C. McCarthy.