sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Nenhuma «batalha» é pouco importante

(Uma adenda no final deste texto.)
Entrado o Obamatório no seu Ano Oito, é possível que de aqui a um ano faça um balanço mais abrangente do que foi este meu projecto, que adorei desenvolver mas que, frequentemente (e porque, claro, eu tenho muitas outras coisas em que pensar, para fazer, com que me preocupar), me foi extremamente difícil manter – mas que «aguentei» porque sei que há pessoas que apreciam o que eu escrevo neste âmbito… e foi, é, por elas que eu persisti e persisto…
Porém, será pouco provável que a avaliação final resultante desse balanço não seja de desilusão, de fracasso, de «missão não conseguida»: a minha meta de influenciar, de alterar, mesmo que ligeiramente, a perspectiva predominante em Portugal sobre a realidade política norte-americana, não foi alcançada; a desinformação, a omissão, e por vezes a pura e simples mentira, beneficiando «burros» e prejudicando «elefantes», ainda são constantes e até ridiculamente hilariantes – por exemplo (apenas um entre vários), o recente «espectáculo» de Barack Obama a chorar «lágrimas de crocodilo» pelas mortes resultantes da suposta falta de «gun control» foi «engolido» acrítica e emocionalmente pela generalidade dos principais órgãos de comunicação social nacionais. Consequência habitual e quase inevitável: a multiplicação de leitores-consumidores-cidadãos ignorantes, iludidos, pouco exigentes, prontos a ceder aos seus preconceitos, e capazes de escreverem – e de acreditarem – em imbecilidades como «o seu legado é maior do que julgamos: nunca haverá alguém tão fixe e humano como este Presidente». Admito: quando se lê algo como isto, escrito por alguém (que, aliás, eu conheço pessoalmente) que já tem idade para ter juízo, que deveria pelo menos suspeitar de que pode haver «outro lado da História», é difícil não pensar que, de algum modo, se falhou. 
Nos últimos sete anos – e a ver vamos o que acontece neste oitavo que agora começou, embora tenha poucas ou nenhumas expectativas nesse âmbito – nunca fui convidado para participar em qualquer programa de rádio ou de televisão, ou para dar uma entrevista, ou um mero depoimento, relativamente a este meu trabalho sobre o que se passa na grande nação do outro lado do Atlântico – e, acreditem, tal não se deveu a falta de contactos, de dinamismo ou de insistência da minha parte. Em certos casos, e como já denunciei, isso deveu-se a deliberada discriminação. E, no entanto, outros «comentadores», outros «especialistas» houve que, apesar de estarem semanas, e às vezes meses, sem «postar» algo de novo, lá iam sendo solicitados para debitar as suas – muitas vezes deficientes – impressões… Assim, e como habitualmente, os únicos espaços que me resta(ra)m para o confronto de ideias e o debate de opiniões, factos e argumentos – confronto e debate que eu, evidentemente, me esforço sempre por manter minimamente civilizado, cordato – foram, são, os comentários em blogs que eu vou visitando, e em que sinto – consoante as circunstâncias e os contextos – ser meu dever intervir. Neste ano que passou, e neste âmbito, merecem registo as minhas intervenções no: Estado Sentido; Der Terrorist (uma, duas, três); Aventar (uma, duas, três, quatro, cinco, seis); Actualidade Religiosa; Delito de Opinião (uma, duas); e Praça do Bocage
… E, como se pode verificar, foi no Aventar, e em especial com (o entretanto falecido) João José Cardoso que tive as mais «acesas» discussões – vale a pena lê-las na íntegra (mas a minha opinião é «suspeita»…). Da(s) minha(s) parte(s), merecem destaque: «Não é correcto classificar o KKK como uma “milícia cristã”, por mais cruzes que eles usassem (e queimassem)… não seguiam, de certeza, os ensinamentos de amor ao próximo e de tolerância preconizados por Jesus. Era, é, antes de mais, um grupo supremacista, racial, político, “braço armado” do Partido Democrata racista, segregacionista, esclavagista. E foi criticado, condenado, combatido, por muitas igrejas cristãs dos EUA»; «o Partido Democrata, com Barack Obama, acelerou a “deriva esquerdista” que se iniciara antes, através de Jimmy Carter, Lyndon Johnson, e, até, com Franklin D. Roosevelt. Um partido que agora preconiza, entre outras “causas”, o aumento de impostos, a criação de um “sistema nacional (estatizado) de saúde” (o denominado «ObamaCare»), a limitação de posse e uso de armas, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento do regime dos irmãos Castro em Cuba não é, certamente, de direita; em termos “portugueses”, o PD está entre o PS e o BE. O Tea Party é um movimento que tem como objectivos a diminuição da carga fiscal e da presença (e do “peso”) do Estado na sociedade; o “nacionalismo” não é um conceito que lhe esteja associado (pelo menos directamente), e não é, indubitavelmente, “liberal”, termo que nos países anglófonos é relativo à esquerda – sendo que “conservador” é o correspondente à direita». Não sendo possível mais, temos de nos resignar ao que temos; mas, nesta «guerra», nenhum «campo» é demasiado pequeno, nenhuma «batalha» é pouco importante.
(Adenda – Exemplos recentes que demonstram – e tal nem seria necessário – de como a ignorância, ou pior, existente em Portugal sobre os EUA assume invariavelmente aspectos lamentáveis, são os artigos recentes de João Lopes, que - «surpresa»! – (des)classificou de «medíocre» o novo filme de Michael Bay, «13 Horas», e de Rui Moreira, que (des)classificou de «populista e racista» Barry Goldwater; pelo estatuto que eles têm, tais atoardas são – ou deveriam ser – inadmissíveis. Também não ajuda que se (re)publiquem em português idiotices com o título «A América virou à esquerda», o que é desmentido pela simples análise da composição do Congresso federal e dos congressos estaduais e da distribuição dos governadores. Porém, e lá está, sempre há gente disposta a acreditar em tudo o que prefere… «O próximo Presidente democrata será mais liberal do que foi Obama, o próximo Presidente republicano será mais liberal do que foi George W. Bush»?! Os anos passam, a ciência avança, mas os «videntes» de pacotilha permanecem.)  

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ano Oito

O Obamatório celebra hoje o seu sétimo ano de existência, e, óbvia e simultaneamente, entra no seu oitavo ano… que será o último com a «intensidade», o «ritmo», registados desde 2009 (àqueles que poderão dizer que o número de textos por ano diminuiu, o que é verdade, eu respondo que a sua dimensão tem aumentado…) Não, este blog não irá «fechar portas» em Janeiro de 2017, com a tomada de posse do 45º Presidente dos Estados Unidos da América – seja ele, ou ela, quem for, independentemente de ser democrata ou republicano(a). O objectivo principal sempre foi registar e comentar a presidência de Barack Obama, e aquele será conseguido, finalizado, realizado, quando ele sair da Casa Branca. E, felizmente, só faltam 12 meses…
… E, depois disso, neste espaço, far-se-ão – não sei por quanto tempo, mas far-se-ão – ocasionais, pontuais, apontamentos sobre as consequências, os «ecos», a «ressaca» destes dois mandatos que tão prejudiciais têm sido – e continuam a ser – para os EUA e para o Mundo. E nada poderia ter salientado mais nitidamente esse facto do que o último – e foi mesmo o último! – discurso do Estado da União – ou «estado de negação»? – feito pelo Sr. Hussein no Congresso, no passado dia 12 de Janeiro. Não só pelo conteúdo, previsível na sua descrição de uma realidade alternativa, de um mundo de fantasia, enfim, em mais uma série de mentiras e de demonstrações de demagogia, em completo desfasamento com os factos
… Mas também pelo contexto desse discurso: o de uma humilhação às mãos do Irão. Exactamente no mesmo dia, e algumas horas antes, dois barcos da Marinha dos EUA, e os respectivos tripulantes, foram aprisionados por forças de Teerão, que alegaram – o que não ficou demonstrado – que aquelas embarcações haviam entrado indevidamente nas suas águas territoriais; os militares norte-americanos passaram pela vergonha de lhes ser apontadas armas, de terem as mãos atrás da cabeça, detidos (com a única mulher do grupo a ter de envergar um hijab), interrogados e – através de um deles, que poderia (deveria?) ir a conselho de guerra por causa disso – a pedir desculpa perante uma câmara de televisão iraniana. Se alguém, perante isto, pensou em «1979», «embaixada» e «Jimmy Carter», compreende-se... Se tudo isto já era suficientemente mau, pior ficou quando a actual administração tentou desvalorizar e até desculpabilizar a actuação das autoridades de Teerão, e agradeceu, através de John Kerry, a rápida libertação dos militares – algo, alegou-se, decorrente do novo clima de «desanuviamento» resultante do acordo nuclear com os persas… sim, aquele acordo que, basicamente, não impede que os «ai-as-tolas» construam a bomba atómica e lhes entrega 150 biliões de dólares para fazerem o que quiserem… eventualmente, apoiar mais uns quantos grupos e acções terroristas.
O «melhor», porém, estava para vir, e não tardou, apenas quatro dias depois: uma troca de prisioneiros entre os dois países – na verdade, quatro reféns norte-americanos (civis, inocentes, detidos pelos iranianos, alguns há vários anos, incluindo um clérigo e um jornalista) por sete criminosos iranianos – que evoca o mau negócio feito por Bowe Bergdahl (este, sim, já em conselho de guerra), que como que incentiva a que mais cidadãos dos EUA sejam capturados para serem obtidas vantagens, e que «esclarece», três meses depois, a (ofensiva) afirmação do Secretário de Estado de que não se devia deixar o acordo (com o Irão) «refém dos reféns»; e o levantamento das sanções económicas, decididas pelo Sr. Hussein em mais uma ordem executiva ilegal, pois trata-se de outra matéria da competência do Congresso: assim desrespeitou aquele mais uma vez, depois de lá ter feito o «SOTU», que, com ele, é mais do tipo «STFU»…
… E, sim, ele deveria ter aproveitado a ocasião para demitir-se, mas nem isso seria já suficiente, depois de tantas demonstrações, por ele e pela sua administração, de autêntica colaboração com os inimigos da nação – em outro exemplo de um comportamento que não seria exagero considerar… traiçoeiro, na mesma altura dez prisioneiros foram libertados, de uma só vez, de Guantánamo. A haver verdadeira justiça – e não falamos da «social» - na terra do Tio Sam, e se os republicanos, pressupondo que voltarão a ocupar o Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia e que os «têm no sítio» (os actuais líderes do GOP no Capitólio não os têm), Barack Obama enfrentará uma acusação e, quiçá, a prisão. Entretanto, o ano que falta arrisca-se a ser o mais problemático, porque não restam dúvidas de que ele fará tudo o que bem entender. É o que os norte-americanos levam depois de uma maioria deles ter eleito, por duas vezes, alguém que: favorece uma «autoridade internacional»; apresenta «duas falsas escolhas»; demonstra uma persistente «inabilidade em perceber a realidade»; confunde liderança com «falar torrencialmente»; tem uma dúbia noção do que é verdadeiramente «vergonhoso»; e que prefere ser «meteorologista» a comandante-em-chefe. Por isso, é melhor «agarrarem-se»… porque a «ponta final» desta «viagem» arrisca-se a ser bem «agitada».

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A mais estúpida de 2015

Não será tão exagerado assim afirmar que as frases mais estúpidas de cada ano, politicamente, nos Estados Unidos da América foram ficando cada vez mais estúpidas à medida que se avançava pelo mandato presidencial (agora prestes a entrar - finalmente! - nos últimos 12 meses do segundo termo) de Barack Obama. E a estupidez, evidentemente, é um reflexo e uma consequência da agressividade dos democratas perante a crescente erosão eleitoral do seu partido e a incerteza quanto ao desfecho da votação para presidente, que ocorrerá no próximo mês de Novembro. Incerteza essa, para eles, agravada por a sua candidata principal, Hillary Clinton, ter tantas debilidades que um novo triunfo para os «burros» é cada vez mais duvidoso…
… Pelo que de «criatividade» - e de imbecilidade – nas palavras não tem havido escassez. Assim, nas «finalistas» para a afirmação mais estúpida de 2015 há, novamente, uma considerável diversidade; porém, e o que também não surpreende, vários dos «protagonistas» (pelos piores motivos) são «repetentes». Desde logo, nada mais nada menos do que três «vencedores» anteriores estão novamente presentes: Debbie Wassserman Schultz, que triunfou em 2011, disse que os candidatos a presidente pelo Partido Republicano estão «dizendo “sim, vamos correr com as mulheres e com os imigrantes para fora deste país, vamos tirar os cuidados de saúde às mulheres”»; Chris Matthews, que triunfou em 2012, disse que «não estou certo de que “hispânico” seja a palavra indicada para eles (Marco Rubio e Ted Cruz), porque são nacionais cubanos ou seja lá o que for, ou vêm de Cuba», e, depois, e especificamente sobre o senador do Texas, especulou sobre «o horror de este país possivelmente ser liderado por Cruz, um inimigo do Estado»; Paul Krugman, que triunfou em 2014, disse que «existe um nível de abertura na esquerda para, pelo menos, reconhecer que existem outros pontos de vista, nível esse que não é simétrico à direita».         
Bojardas bem idiotas, sem dúvida, mas não o suficiente para lhes dar pela segunda vez o «troféu» tão «cobiçado». Melhor teria sido, talvez, eles orientarem a bazófia para a temática das «alterações climáticas» e do «aquecimento global», onde quase diariamente se estabelecem novos máximos de estupidez ou de pura e simples loucura. Barbara Lee (representante da Califórnia, obviamente!), apresentou uma proposta de resolução na qual afirma que «as mulheres enfrentarão desproporcionalmente os impactos danosos das alterações climáticas, e, com recursos sócio-económicos limitados, poderão estar vulneráveis a situações tais como trabalho sexual, sexo transaccional e casamento prematuro, que as colocam em risco de contrair HIV e (outras) doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não planeada e pobre saúde reprodutiva»; Joe Biden, que disse que todos os que negam a existência de alterações climáticas, e em especial os republicanos, «também negam a (existência de) gravidade»; Jerry Brown, que acredita que a situação é tão má, tão preocupante, que «estamos a falar sobre extinção»; e Martin O’Malley, para quem as alterações climáticas «criaram os sintomas, ou as condições de pobreza extrema que levaram à expansão do ISIL e a esta violência extrema».
Outra «categoria» (ou falta dela) em que habitualmente se «apuram» muitas candidatas à frase mais estúpida é a da – eufemismo! – «descrição mais desfavorável» de republicanos e de «right-wingers», e do que eles pensam, dizem, fazem… ou tentam fazer. Neste âmbito 2015 viu serem proferidas «pérolas» verbais como: «se vamos começar a denunciar por extremismo grupos religiosos e políticos, podíamos começar em casa com os republicanos», de William Saletan (que «escreve» para a Slate); «desejo que existisse um Partido Republicano que fosse efectivamente à procura dos votos de afro-americanos e que, tipo, não fosse racista», de Eugene Robinson (que «escreve» para o Washington Post); «a Loretta Lynch, a primeira mulher afro-americana a ser nomeada para (o cargo de) procurador(a)-geral, é-lhe dito para se sentar na traseira do autocarro quando se trata do calendário do Senado», de Dick Durbin, senador do Illinois; «existe uma diferença de vileza (“vileness gap”) que se está a desenvolver entre os nossos partidos políticos, eles não falam desta maneira no Partido Democrata, e isto não é um comentário partidário, é uma examinação do registo e da retórica», de Jonathan Alter (que «escreve» para o Daily Beast); «(Estou) Agora a caminho do chão do Senado para discutir a horrífica proposta de lei, que proíbe abortos depois de 20 semanas, que o GOP quer que votemos amanhã», de Elizabeth Warren, senadora do Massachusetts, que, tal como Barack Obama, Hillary Clinton, Wendy Davis e muitos outros «liberais» e «progressistas», não se opõe a que uma interrupção voluntária da gravidez possa ser feita inclusivamente aos nove meses.
Uma área de estupidez em expansão é a que desvaloriza e despreza os EUA e os norte-americanos em geral e, em simultâneo, valoriza o(s) estrangeiro(s), com destaque para imigrantes – em especial se forem ilegais – e «refugiados». Nesse (perigoso) sentido se dirigiram, em 2015: Bill Richardson, com «Kim Jong-un tem sido vítima de muita má imprensa, de muita má atenção internacional»; Bill de Blasio, com «não queremos que quaisquer dos nossos conterrâneos nova-iorquinos se sintam como cidadãos de segunda classe, não queremos que eles se sintam deixados de fora» (sim, o mayor da «grande maçã» falava dos ii’s a quem decidiu atribuir cartões de identificação); Jared Polis (representante do Colorado), com «este congresso republicano está a levar-nos para uma América onde, qualquer dia, poderá haver mais pessoas aqui ilegalmente do que as que estão aqui legalmente»; Trevor Noah, com «eu não diria que (os EU d)a América são um país de supremacia branca, mas acredito que sofre de um nível de segregação racial institucionalizada» (ou seja, o sul-africano e substituto de Jon Stewart na apresentação do «The Daily Show» crê que nos EUA existem ainda áreas, casos ou instâncias em que o racismo é legal… mas não deu quaisquer exemplos); Dana E. Abizaid (que «escreve» para a Salon), com «nós (os americanos) somos os terroristas no Médio Oriente, e a nossa comunicação social cúmplice nunca dirá a verdade». Decorrente e/ou contígua ao anterior é o (novo?) sub-género de estupidez específico do ódio à polícia, fomentado e/ou corporizado grandemente pelo movimento «Black Lives Matter», e nele se destacaram (que «surpresa»!) dois apresentadores da MSNBC, que propuseram basicamente o mesmo embora com palavras diferentes: Ed Schultz, «que tal desarmar a polícia?»; e Alex Wagner, «existem questões mais abrangentes, que abordaremos depois, sobre se policiar de todo (isto é, existir polícia) é ou não apropriado».
Entretanto, e evidentemente, nunca faltam (estúpidos) exemplos para o segmento «coisas incríveis, até inacreditáveis, que Barack Obama disse, e que outros disseram sobre ele e/ou a sua presidência». Atente-se em: David Axelrod a dizer «estou orgulhoso pelo facto de, basicamente, termos uma administração instalada há seis anos e na qual não houve um grande escândalo, o que diz muito sobre as suas estruturas éticas»; e Eric Holder a dizer (despedindo-se dos seus subordinados ao deixar de ser procurador-geral) «penso que daqui a 50 anos, ou talvez mais cedo do que isso, as pessoas olharão para o trabalho que todos vocês fizeram e dirão que esta foi outra idade de ouro (do Departamento de Justiça)». Por seu lado, o ex-chefe dos dois não dá sinais de ter debelado os seus delírios megalómanos, narcisistas… e imbecis. É vê-lo e ouvi-lo (e lê-lo): a declarar-se «profundamente dedicado a proteger este direito constitucional fundamental»… o do aborto (!!)… e, supostamente, ele é especialista em Direito Constitucional (e mostra-se renitente à intrusão do governo federal nas decisões pessoais neste âmbito, quando… é exactamente isso o que o «ObamaCare» constitui); a ufanar-se (perante crianças) de que (precisamente!) «lembrei-me de inventar coisas como os cuidados de saúde»; a avisar que «ao longo do próximo ano vão ouvir muitas promessas de muitas pessoas, que vão fartar-se de fingir» (olha quem fala… «apenas» o vencedor da «mentira do ano 2013»); e a garantir (a Vladimir Putin?) que «o que eu não estou interessado em fazer é em posar ou em perseguir qualquer noção de liderança americana ou de América vencendo, ou de quaisquer outros lemas que eles se lembrem de arranjar»… sim, não é novidade que o Sr. Hussein não (nunca) teve como objectivo principal o fortalecimento do seu (?) país.
Por muito lamentáveis que sejam – e são – estas (e outras) declarações do Nº 44, não é ele, no entanto, o «agraciado» com o «prémio» de «a mais estúpida (frase) de 2015». Quem o conseguiu foi… (rufar tambores) Hillary Clinton! Na verdade, a esposa de Bill constituiu-se no ano passado como uma autêntica «categoria de estupidez» unipessoal e ambulante. E qual foi a atoarda que lhe deu o triunfo? Não foi «a cada sobrevivente de um assalto sexual… tem o direito de ser ouvida, tem o direito de ser acreditada, estamos consigo» («nada» hipócrita, vindo de quem atacou as amantes e as vítimas de assédio do marido); não foi «as alterações climáticas constituem uma das razões para a crise de refugiados da Síria» (concorda, pois, com os seus «rivais» na nomeação democrata, Bernie Sanders e Martin O’Malley); não foi (mas até que podia ser… esta ficou em «segundo lugar») «os muçulmanos são pessoas pacíficas e tolerantes e nada têm a ver, de todo, com o terrorismo»…
… Mas, sim, foi «a ideia de que são necessárias mais armas para parar pessoas que estão a cometer tiroteios em massa é não só ilógica mas também ofensiva». Recordo: para obter a «distinção» de «mais estúpida» uma frase não deve apenas ser ridícula, hilariante, sem razoabilidade, assentar em falsidades e em mentiras, mas ainda, se concretizado o «pensamento» que lhe esteve na origem, poder eventualmente conduzir a situações potencialmente perigosas. Acredito que «a mais estúpida de 2015» preenche aqueles (lamentáveis) requisitos.  

sábado, 26 de dezembro de 2015

Rever em baixa (Parte 12)

«A presidência Obama – Uma cacofonia de corrupção», Tom Fitton; «Barack Obama, o negociador – De Rezko ao presente», Joel B. Pollak; «O falhanço do acordo de comércio assinala o fim do poder político de Obama?», Warner Todd Huston; «Obama para a América – Sim, podíamos, mas vocês deram cabo de tudo», Sean «Jim Treacher» Medlock; «Presidente Obama quer acabar com o Dia da Independência tal como o conhecemos», Drew Johnson; «O Comité Nobel deveria olhar outra vez para o registo de não-proliferação de Obama», Bruce Abramson e Jeffrey Ballabon; «Os nossos reféns no Irão são mais importantes do que os sentimentos do Presidente Obama», Montel Williams; «Fé ou doidice – O desatino iraniano de Obama», Steven Bucci; «O perturbante padrão de Obama de desvalorizar o terror islâmico», Marc A. Thiessen; «Memorando para Obama – Você não é um Reagan», Cal Thomas; «Os media trabalham para inflacionar o legado de Obama», Ben Domenech; «A doutrina Obama – Um caminho para o conflito», Jeff Duncan; «Lições do acordo de Obama com o Irão», Marco Rubio; «Mark Levin expõe o futuro progressista de Obama para os vossos filhos», Peter Ferrara; «O desatino do plano de Obama para a energia limpa», W. David Montgomery; «O negócio sujo do plano de Obama para uma suposta energia limpa», James Inhofe e Shelley Moore Capito; «Obama não é JFK – O Irão de hoje em nada é como a Rússia em 1963», Jonathan Adelman; «Com a ajuda de Obama, juntar o exército doméstico de Alá é agora mais fácil», James Zumwalt; «Como o “capitalismo para amigos” verde de Obama está a reduzir os Estados Unidos a uma república das bananas», James Delingpole; «Necessitamos de um unificador-em-chefe, não de um divisor-em-chefe», Scott Walker; «O que Obama não quer que você (e o Congresso) saibam sobre o acordo dele com o Irão», Anne Bayefsky; «Presidente Obama, não podemos confiar no Irão», David Perdue; «Para Obama e a Esquerda, “nunca esquecer” é treta», Ben Shapiro; «A América pagará o preço pela “victória” de Obama no acordo com o Irão», Michael Goodwin; «Rendição na ciberguerra – Obama fará uma vénia aos ditadores da China», John Hayward; «Barack Obama mente ao Papa na cara dele», Erick Erickson; «Apanhado num pesadelo», Richard Fernandez; «Obama tornou Putin no mais poderoso líder mundial», Benny Avni; «E agora? Como lidar com o pleno colapso da estratégia de Obama para a Síria e o Iraque», Fred Fleitz; «O que Obama não percebe sobre Chris Mercer, o atirador do Oregon», Keith Ablow; «Obama - Niilista ou apenas incompetente?», Victor Davis Hanson; «Uma nova ordem mundial está a emergir graças a Obama», Jeanine Pirro; «Obama entendeu ao contrário, a equipa de juniores amadores somos nós», Greg Gutfeld; «Actuando a partir de uma posição de fraqueza? Porque Obama está perigosamente errado sobre as intenções de Putin na Síria», James Jay Carafano; «Uma carta aberta ao Presidente Obama enquanto ele viaja até ao Oregon – Nós ouvimos o seu silêncio ensurdecedor», Everett Piper; «Presidente Nero», Stephen Green; «Como salvar a falhada iniciativa para Cuba de Obama», Paul Bonicelli; «Obama mentiu, o meu plano de saúde morreu… duas vezes!», Michelle Malkin; «Obama é o “gato rabujento” original», David Benkof; «Quando Obama diz que não vai tirar as vossas armas, a História prova que ele está a mentir», John Nolte; «Cuidado, América, o Presidente Obama pôs a política nas vossas pensões», Richard Manning; «O ObamaCare tem cancro, e se não for tratado depressa e agressivamente, morrerá», Streedhar Potarazu; «Está Obama a pensar sobre o que faria Cheney?», James Rosen; «Quando irá Obama defender os cristãos e derrotar o Islão radical?», Mike Huckabee; «Presidente Obama “sacudiu” as lições de 1989», Emily Jashinsky; «A imigração, o Presidente Obama e o primado da lei», Andrew P. Napolitano; «Sete coisas que os ataques do ISIS em Paris provaram sobre as políticas de Obama e de Clinton», Scot Verse; «Finalmente, alguém diz a verdade sobre Obama», Michael Walsh; «Obama deve fazer guerra ao Estado Islâmico e não simplesmente importuná-lo», Mitt Romney; «François Hollande está a fazer com que Obama pareça um doido», Andrea Peyser; «Irá um democrata fazer frente ao Presidente Obama para manter a nossa nação segura?», Gretchen Carlson; «Obama perde o seu “momento Churchill” depois dos ataques em Paris», Nile Gardiner; «Presidente Obama continua a dividir o país a propósito do terrorismo», Bill O’Reilly; «Obama quer derrotar a América, não o ISIS», Daniel Greenfield; «Obama está a importar muçulmanos e a deportar cristãos», Todd Starnes; «A guerra falsa de Obama», Charles Krauthammer; «A jihad de Obama contra os americanos», Pamela Geller; «O fim do "Mundo Obama"», Patrick J. Buchanan; «O problema do Presidente Obama com a propaganda», Keith Naughton; «O açoitador-em-chefe da América vai rolando», David Limbaugh; «Importando terrorismo e outros valores americanos», Ann Coulter; «Fraco, confuso e “incapaz de compreender”», Wesley Pruden; «Presidente Obama, tenha piedade do homem trabalhador», Terry Jarrett; «Obama, o presidente que perdeu a sua voz», Richard Cohen; «Memorando para o Presidente Obama – A guerra não é causada por ar quente», Robert Scales; «Woodrow Wilson Obama – A cada cem anos a obsessão presidencial de um democrata de elite custa caro ao seu partido», James P. Pinkerton; «Os factos fazem buracos nas alegações de Obama de que só nos Estados Unidos há morticínios em massa», John R. Lott; «Tranquilizações sobre o ISIS soam a falso no discurso de Obama a partir da Sala Oval», Christian Whiton; «A morte de uma má ideia», Andrew Klavan; «Num Mundo cada vez mais perigoso, Obama deixou o posto de comandante-em-chefe», Scott Brown; «Obama está seriamente desfasado da realidade», Brent Bozell e Tim Graham; «Obama, agitador racial, falha em ecoar FDR e Churchill», Charles Hurt; «15 razões porque Obama não é qualificado para ocupar a Casa Branca», Rand Paul; «Ligando os pontos no escândalo dos serviços de inteligência de Obama», David J. Karl; «Porque está Obama a fazer a vida mais fácil para os terroristas?», Tammy Bruce; «A negação por Obama das raízes ideológicas da jihad põe a nação em grave perigo», Andrew C. McCarthy.  

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Festas infelizes

(Uma adenda no final deste texto.)
Um dos aspectos menos conhecidos, menos divulgados, do ataque ao Inland Regional Center em São Bernardino, no passado dia 2 de Dezembro, foi o de o casal de terroristas muçulmanos, Syed Farook e Tashfeen Malik, terem visado especialmente, naquele edifício público californiano onde ele, aliás, trabalhava, uma festa de Natal então a decorrer, e onde quase todas as vítimas (mortos e feridos), também colegas de Farook, participavam. Aqueles que eventualmente tenham considerado um exagero a especulação de Peter Johnson, no FNC, de que se tratou de «uma (acção de) guerra literal ao Natal» deveriam ser informados, caso não o soubessem, do que comentadores em outros canais de cabo disseram sobre o mesmo assunto: na MSNBC interrogou-se sobre se a dita festa poderia ter «engatilhado» («triggered») o massacre, e na CNN que a mesma poderia ter sido «ofensiva» para o devoto muçulmano, que, portanto, prontamente reagiu e fez saber a sua indignação perante um caso de «discriminação religiosa» no local de trabalho…
Sim, parece, e é, um absurdo ter-se este tipo de discussão numa circunstância, num contexto como o do primeiro atentado do ISIS nos EUA, mas tal acontece porque o Natal é, desde há bastante tempo, um alvo privilegiado da «fúria laicizante» de liberais e de esquerdistas na sua campanha de erradicação – ou, pelo menos, de drástica desvalorização – de quaisquer cerimónias, símbolos e/ou objectos ligados a valores cristãos e/ou conservadores, sem dúvida animados nesse sentido por estudos que apontam os cristãos brancos como sendo, agora, uma minoria no país. Já antes se falou aqui no Obamatório em «batalhas» desta «guerra», e seria de supor que os progressistas tenderiam a desistir dela… mas não. Nestas últimas semanas soube-se de vários incidentes, entre o imbecil e o inquietante…
… E em que nem sempre depois regressou, se restabeleceu, a sensatez: na Virgínia, o Centro Médico dos Veteranos em Salem proibiu, e depois deixou de proibir, a colocação de árvores de Natal e de outras decorações alusivas à época nas suas instalações; no Illinois, manifestantes contra a morte de Laquan McDonald por um polícia de Chicago arrancaram lâmpadas (e luzes) da árvore de Natal da cidade; no Tennessee, a Universidade daquele Estado, através do seu Gabinete de Diversidade e Inclusão, emitiu um comunicado apelando a que não fossem organizadas «festas de Natal disfarçadas», e que se promovesse, em alternativa, celebrações que não enfatizassem religião e/ou cultura; em Nova Jérsia, uma autarca de Roselle Park demitiu-se por não concordar que a árvore a ser iluminada naquela vila se designasse… «árvore de Natal»; no Mississippi, a Universidade daquele Estado, através da associação de estudantes, anunciou que deixava de utilizar a palavra «Natal» para designar a festa anual organizada neste período por estar «demasiado conotada com o Cristianismo»; no Minnesota, habitantes de Wadena montaram presépios junto à suas casas depois de uma ameaça de processo em tribunal por parte da Freedom From Religion Foundation ter levado a autarquia da cidade a removerem o presépio oficial da praça principal; no Nebraska, uma associação ateísta conseguiu, ao reservar com antecedência o espaço, ter uma exibição sua no edifício do capitólio de Lincoln a partir de 18 de Dezembro e passando o Natal, substituindo o presépio anteriormente exposto no mesmo local; no Kentucky, a administração escolar do condado de Jackson proibiu todas as referências ao Natal nas festas desta época, chegando ao cúmulo de proibir a representação, por crianças, do famoso programa de animação «A Charlie Brown Christmas»(!); na Flórida, a mayor da cidade de Plantation levou a tribunal uma família que, há vários anos, monta na sua casa e no terreno em volta uma exuberante e luminosa exposição natalícia.     
Evidentemente, não são apenas as festas do dia 25 de Dezembro que os «progressistas» se esforçam por tornar cada vez mais infelizes. Este ano – aliás, à semelhança de anteriores – as hostes esquerdistas norte-americanas procuraram mais uma vez utilizar, manipular, deturpar o dia (e o jantar) de Acção de Graças – que, a um mês de distância, constitui como que o início do período natalício – para (tentarem) persuadir, doutrinar… enfim, aborrecer parentes e amigos à mesa com as suas posições – isto é, ilusões – ideológicas. Josh Earnest, Vox, Think Progress, DNC, Alan Grayson e Hillary Clinton manifestaram intenções, ou também deram mesmo instruções (!), aos seus seguidores para que à mesa, entre garfadas de peru, retoricamente combatessem conservadores e assim demonstrarem novamente, como se tal fosse necessário, que não têm etiqueta nem boas maneiras… Enfim, e como seria previsível, tal «activismo gastronómico-político» poucos ou nenhuns resultados positivos (para os liberais) obteve, tendo muitos dos «guerreiros» (da treta) regressado do feriado desmoralizados e até «chocados» por muitos dos seus familiares não só (cont)i(nua)rem (a) votar em candidatos republicanos mas também, especificamente,  e «horror dos horrores», em Donald Trump!
As incertezas eleitorais para o próximo (e feliz?) ano novo de 2016 não constituem, porém, obstáculo e distracção para que os democratas festejem convictamente o Natal de 2015. Barack Obama não sabe o que se celebra no dia 25 de Dezembro (e depois admirem-se de que aleguem, meio a sério, meio a brincar, que ele é um muçulmano não assumido), mas, pelo menos, ele e os seus camaradas receberam de Paul Ryan e dos RINO’s uma grande, uma enorme «prenda»: um orçamento que financia practicamente todas as principais prioridades dos «burros», incluindo Planned Parenthood, imigação ilegal, libertação de criminosos e cidades-santuário. Seria esta a «dor» que Louis Farrakhan apelava a que se «redistribuísse» nesta quadra?
(Adenda – Ataques à celebração do Natal em espaços públicos por parte das hordas politicamente correctas e cobardes são como cogumelos (venenosos): não param de «nascer»… (Alguns d)os mais recentes foram detectados nos Estados de Nova Iorque (um, dois), Texas e Maine, aos quais se pode e deve acrescentar aqueles dispostos a assinar uma (falsa) petição para proibir a emissão pelas rádios da canção «White Christmas» por ser, claro, «racista». Contra eles, o melhor a fazer é, frequentemente, recorrer ao humor, e foi o que fez Ted Cruz.)      

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O «mais perigoso» ou o «mais imbecil»?

(DUAS adendas no final deste texto.)
No passado mês de Novembro, e na sequência dos mais recentes atentados terroristas em Paris, escrevi aqui que «se houvesse um mínimo de vergonha por parte de determinados “líderes” mundiais, o evento (a conferência da ONU sobre o clima) não se realizaria por respeito aos que morreram no passado fim-de-semana.» Infelizmente, e como seria de prever, esse mínimo de vergonha não existiu, não existe, e a mais recente encenação da maior fraude política e «científica» mundial das últimas décadas ocorreu efectivamente, e num espaço ainda sujo do sangue derramado pelos terroristas muçulmanos. E acrescentei: «como eles não o têm, pelo menos que o Sr. Hussein consiga controlar a língua e não acrescente mais um insulto ao seu já longo rol.» Infelizmente, e como seria também de prever, esse controlo continua a não ser feito e não é de prever que venha a ser…
… E nestas últimas semanas a degenerescência discursiva de Barack Obama mais não tem feito do que acentuar-se, sendo frequentemente realçada, agravada, pelo contraste com o que acontece na realidade. Para além dos exemplos adicionais que dei nas adendas a «Um “contratempo” sem “racionalidade”», outros, inevitavelmente, vieram aumentar a lista. Ainda na capital francesa para participar e a promover (n)o gigantesco embuste das «alterações climáticas» e do (suposto) «aquecimento global antropogénico», o Nº 44 arranjou tempo – aliás, como habitualmente – para dar largas à sua imaginação: segundo ele, é habitual, devido a uma «anormal» subida das marés, ver peixes nas ruas de Miami – algo talvez reminiscente dos cadáveres que Brian Williams alegava ter visto a boiar nas ruas de Nova Orleães depois do furacão Katrina. É um pormenor patético, anedótico, um entre vários que marcaram – e ainda marcam, pois a cimeira na «Cidade-Luz» só termina no próximo dia 11 – um encontro internacional não ao mais alto nível mas sim ao mais baixo nível, e em relação ao qual se podem apontar pelo menos 12 motivos para ser, ter sido, uma completa perda de tempo.      
O actual presidente dos EUA conseguiu igualmente que a Turquia o «pusesse no lugar», a embaraçá-lo, a, sim, reduzi-lo à sua insignificância: tendo instado Ancara a fechar, selar, a fronteira com a Síria, os delegados enviados por Recep Erdogan, em resposta, aconselharam Washington a fazer o mesmo, primeiro, com a do México! Porém, e inevitavelmente, isto nem foi o mais grave: sempre disponível para criticar, para desapreciar, o seu próprio país, e comentando o ataque feito por um indivíduo a uma clínica da Planned Parenthood no Colorado, disse, em Paris (!), que «tiroteios de massas (como aquele) simplesmente não acontecem em outros países»! Poderia BHO fazer, dizer, pior? Obviamente que sim! Entre o final de Novembro e o início de Dezembro, não uma mas sim duas vezes assegurou os norte-americanos de que não existia «qualquer informação específica e credível» que apontasse para a iminência de um ataque terrorista em território dos EUA, que, concretamente, o ISIS, «não constitui uma ameaça existencial para nós». Recordam-se do que aconteceu em Paris pouco depois de ele ter garantido que as forças de Abu Bakr al-Baghdadi estavam «contidas»? A segunda declaração foi feita no passado dia 2 de Dezembro, poucas horas antes de o ISIS ter, efectivamente, atacado o país…
… E fê-lo na Califórnia, na cidade de São Bernardino, através de Syed Farook e de Tashfeen Malik, um casal que atacou, com metralhadoras e revólveres e dispondo ainda de engenhos explosivos que acabaram por não detonar, o edifício do Inland Regional Center, entidade que alberga diversos serviços sociais, e onde Farook trabalhava; practicamente todos os 14 mortos e 21 feridos eram colegas de trabalho dele; também todos, ou quase, haviam promovido e participado (n)uma festababy shower») este ano quando a sua filha, agora com seis meses e órfã, havia nascido. Já poucas ou mesmo nenhumas dúvidas subsistem de que ambos agiram em nome da tenebrosa bandeira negra do «califado»: os terroristas terão construído (pelo menos parte d)as armas seguindo instruções dadas na revista da Al Qaeda, e, em relação ao ISIS, absorveram propaganda, foram recrutados e juraram obediência… ou, pelo menos, jurou Malik, que nasceu no Paquistão, viveu na Arábia Saudita (Farook nasceu nos EUA) e foi aprovada durante os testes de controlo e de verificação antiterrorista realizados pelo DHS, uma falha clamorosa que não contribui, muito pelo contrário, para diminuir as muitas desconfianças e dúvidas que existem quanto ao acolhimento de milhares de refugiados da Síria e as potenciais - e prometidas pelo ISIS - infiltrações nesses contingentes, agora reconhecidas por especialistas do governo federal.
Se não fosse o carácter trágico do ocorrido, poder-se-ia rir das reacções ridículas, e previsíveis, de muitos à esquerda, tanto na política como nos media, a este crime na Califórnia quando ainda poucos pormenores eram conhecidos, e que incluíram a especulação de que se trataria do ataque de um «grupo de direita», quiçá à clínica da Planned Parenthood situada «perto» (na verdade, a mais de dois quilómetros de distância)… Barack Obama e outros destacados dirigentes do Partido Democrata, como não podia deixar de ser, aproveitaram logo para reclamar novamente por mais leis, e mais severas, de controlo de armas, «esquecendo-se» de que na Califórnia elas existem e que foram, nesta situação, não só inúteis como até prejudiciais; tal como em Paris, quantos não teriam sido salvos se alguns dos alvos estivessem armados? Não obstante, Barbara Boxer considera que o seu Estado é um caso de sucesso nesta matéria. No entanto, mais preocupante do que a fanfarronice incompetente dos políticos é o medo das outras pessoas, dos cidadãos comuns, de parecerem racistas ou preconceituosos: foi precisamente por isso que vizinhos dos Farook não contactaram a polícia ao se aperceberem de actividades, visitas e movimentos suspeitos na casa daqueles. Sim, o «politicamente correcto» promovido pela esquerda foi de facto, neste caso, culpado por (várias) mortes.      
Entretanto, e cedendo finalmente às evidências, o FBI decidiu investigar o ocorrido em São Bernardino como um «acto de terrorismo» – e não um de «violência no local de trabalho», como, escandalosamente, o de Fort Hood foi em 2009. Esta decisão terá constituído o derradeiro «prego no caixão» de todas as «narrativas esquerdistas» - ou seja, deturpações e desculpas (esfarrapadas) – tentadas para este caso, e que, aliás, também são habitualmente invocadas em outros. Narrativas essas em que a hipocrisia, a dualidade de critérios, desempenha(m) igualmente uma função primordial. Exemplos: os liberais ficam histéricos com a ligação entre (i)migração e terrorismo, mas aceitam a ligação entre «alterações climáticas» e (aumento do) terrorismo; condenam a proibição, e restrição, da entrada de refugiados como não sendo uma atitude cristã, mas não hesitam em ridicularizar e até ofender os que rezam pelas vítimas do terrorismo. Inevitavelmente, há aqueles que se recusarão sempre a encarar os factos para além do razoável, como os muçulmanos americanos Dean Obeidallah e Hussam Ayloush, este director da delegação em Los Angeles do CAIR (Conselho para as Relações Americano-Islâmicas) e que afirmou em entrevista que «algumas das nossas políticas externas, enquanto americanos, enquanto ocidentais, estimularam este extremismo. Somos parcialmente responsáveis». Execráveis declarações? Sem dúvida. Mas, vindas de quem vêm, não causam propriamente elevado espanto…
… E, em última análise, considerando a constância da sua atitude neste âmbito ao longo da sua presidência, Barack Obama até concordará com elas e as subscreveria. Exagero? Nem por isso; afinal, a Casa Branca, dias depois do ataque, continuava a não considerá-lo um acto terrorista; antes, nomeara para o cargo de «conselheiro especial do Presidente para a campanha contra o ISIL no Iraque e na Síria» Robert Malley, notório pelo seu antagonismo para com Israel e pelo seu relacionamento com o Hamas; depois, Loretta Lynch, a substituta de Eric Holder no cargo de procurador(a)-geral dos EUA, achou mais importante garantir – aos muçulmanos, no encontro anual de uma associação daqueles – que o seu organismo controlará e eventualmente punirá qualquer excesso de «retórica anti-islâmica», incluindo a ouvida e sentida por crianças, cujos pais, assegurou Lynch, devem nesses casos contactar o DdJ e queixar-se – o que é uma evidente ameaça à Primeira Emenda da Constituição por parte de uma administração que também não esconde o seu desprezo pela Segunda. Mas nem todas naquela subscrevem a certeza da «contenção» propalada pelo «querido líder»: Ash Carter, secretário da Defesa, teve de reconhecer – numa audição no Congresso a 1 de Dezembro, isto é, na véspera do ataque em São Bernardino – que as (várias) organizações terroristas muçulmanas constituem uma ameaça maior e mais iminente do que o «aquecimento global»; no mesmo local, no mesmo dia e no mesmo sentido se pronunciou o General Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior das forças armadas dos EUA (chairman of the joint chiefs of staff), ao afirmar que o ISIS não se encontra, efectivamente, «contido».
Todavia, não há dúvidas sobre a quem Barack Obama dá mais atenção: aos ideólogos incompetentes e irresponsáveis, negadores das realidades, e de que ele próprio é um dos expoentes máximos. Pelo que, cada vez mais, a dúvida há muito instalada se vai agravando: poderá ele ser «o mais perigoso presidente» da História dos EUA em termos de segurança nacional, como sugere Newt Gingrich, ou «simplesmente estúpido», como assevera Ben Shapiro? Um «socialista não mitigado que não se ergue para defender os Estados Unidos da América», como assegura Ted Cruz, ou «o mais imbecil filho da p*t* no planeta», como supõe Glenn Beck? Uma escolha «difícil»… que o discurso proferido no dia 6 do Salão Oval, em resposta ao ataque na Califórnia, não facilitou.
(Adenda – Até na (MS)NBC foi grande a desilusão com o discurso de Barack Obama. Mark Halperin, Mika Brzezinski e Richard Engel concordaram que aquele nada de novo trouxe para a discussão e, mais importante, para a acção contra o terrorismo. Entretanto, outros órgãos de comunicação social não só não valorizam o combate ao radicalismo islâmico como preferem dar prioridade a uma falsa solução… exactamente, o gun control. É ver, por exemplo: a capa da mais recente edição da revista The New Yorker; o editorial de primeira página – o primeiro desde 1920! – do New York Times que Erick Erickson, adequadamente, não tardou em encher de buracos; ou esse outro pasquim da «Grande Maçã», pior do que a «Grey Lady», o Daily News, que não só não se contenta em expelir – uma, duas, três – primeiras páginas ofensivas mas também conta como colunista alguém que acredita e afirma (escreve) que uma das vitimas em São Bernardino foi culpado pelo, e mereceu o, que lhe aconteceu... apropriadamente, o seu apelido é Stasi.)
(Segunda adenda – Enquanto em Paris uma assembleia de loucos, interesseiros e/ou imbecis se afadigavam na utopia de tentarem mudar – e prejudicar – todo o Mundo em nome de uma gigantesca utopia fraudulenta, os sinais da verdadeira grande ameaça planetária – isto é, o terrorismo – continuavam a multiplicar-se. No outro lado do Atlântico, e segundo uma sondagem recente, aquela já é a maior preocupação dos norte-americanos, superando a economia, o que acontece pela primeira vez desde 2006. Obviamente, tal decorre principalmente, mas não só, dos atentados ocorridos em Paris e em São Bernardino. Quanto a este, já não restam dúvidas de que Syed Farook e Tashfeen Malik, radicalizados e disponíveis para a jihad até antes de se conhecerem, com potenciais ligações a extremistas no estrangeiro, pensavam, planeavam e preparavam um ataque há talvez, pelo menos, dois anos – o mesmo é dizer, deixaram quase de certeza «traços» que não foram detectados a tempo, muito possivelmente porque uma investigação que poderia fazê-lo foi terminada por receios de discriminação. No Minnesota tal não tem acontecido: já são dez os homens presos naquele Estado acusados de prepararem atentados. Entretanto, outras provas da incompetência, da negligência, da actual administração nesta matéria continuam a acumular-se: um muçulmano libertado da prisão de Guantánamo voltou a fazer… o que antes fazia; o comité da Casa dos Representantes para as forças armadas concluiu (o que não seria difícil) que a Casa Branca violou «várias leis» ao decidir trocar cinco líderes talibãs por Bowe Bergdahl. Congratulemo-nos, no entanto, por o director do FBI dar mostras de sensatez ao admitir que, sim, está-se perante «terrorismo islâmico radical». E houve (pelo menos) um íman nos EUA que concordou com a (muito polémica) proposta de Donald Trump de fazer cessar temporariamente a entrada de muçulmanos no país. É certo que depois teve de se demitir, mas não deixou de marcar a sua posição.)

sábado, 28 de novembro de 2015

Fazer as vidas negras

(DUAS adendas no final deste texto.)
Imaginem que um grupo de estudantes universitários norte-americanos tornava público o seu desagrado por os protestos que tinham vindo a fazer – a propósito de algo que, eventualmente grave (na verdade, nem por isso), não implica(ra) porém perda de vidas – terem sido preteridos, em termos de cobertura mediática, pelos recentes atentados terroristas em Paris. Custa a crer, não é? No entanto, foi precisamente isso que aconteceu na Universidade do Missouri…
… Que constitui, desde há várias semanas, o principal foco difusor da «vertente académica» do «Black Lives Matter», movimento que, tomando como pretexto(s) alguns casos – mediaticamente empolados – de mortes de afro-americanos por polícias, pretende combater o alegado racismo que tais mortes têm implícito através da disseminação de… um autêntico racismo, mas de direcção contrária, de negros contra brancos. Racismo esse que se tem expressado, principalmente nas ruas e nos campus universitários mas não só, não apenas em palavras – em exigências absurdas, em insultos e em ameaças – mas também em actos, em agressões – e em que os alvos «privilegiados», além de quaisquer brancos, são também os negros conservadores.  Escusado será dizer – mas eu digo na mesma – que a «inclinação» político-partidária dos manifestantes é para a esquerda… mas para uma esquerda radical, assustadoramente semelhante e reminiscente de movimentos de outras épocas e de outros lugares, de totalitarismos que advogavam a restrição ou a supressão da liberdade de expressão, a «reeducação» dos que «não seguem a linha», dos que são apanhados «em falta» e que admitem as suas «culpas», e, em casos extremos, a prisão e a eliminação física. A Roger L. Simon e a Bill Maher, homens situados em campos ideológicos opostos, ocorreu-lhes ambos a China como ponto de referência…
O Partido Democrata só pode estar «orgulhoso»: conseguiu tornar (muit)os negros tão racistas como os brancos do KKK… ou seja, tem, teve, os extremos de ódio racial nas suas fileiras. É o resultado inevitável, previsível, de anos, décadas, de doutrinação de radicalismo, de relativismo moral, de multiculturalismo, promovida, ministrada, por ex-hippies que encontraram refúgio da realidade nas escolas e nelas procuraram criar, ou pelo menos (continuar a) conceber, utopias. E os seus alunos são como que «criaturas de Frankenstein» que, literalmente, e numa espécie de «justiça poética», estão a colocar em perigo os seus «criadores»… embora, infelizmente, não só, pois põem em causa toda a coesão e coexistência entre comunidades na sociedade norte-americana. O de 2015 foi um «Verão quente» nos EUA que se prolongou pelo Outono, um «PREC» (Processo Revolucionário Em Curso) «à americana» que, todavia, mais não é, no fundo, do que uma continuação – muitos dos protagonistas, dos incitadores, são os mesmos – do «Occupy Wall Street». Os radicais têm que estar sempre a protestar, e, eventualmente, também a destruir…
A lista de incidentes, entre o ridículo e o revoltante, que a seguir se apresenta, está, infelizmente, longe de ser exaustiva: em Boston, brancos são excluídos de participarem num fórum do «Black Lives Matter»; na Universidade de Rutgers, uma professora (negra) considera que todas as pessoas brancas representam «a face da opressão»; na Universidade de Cleveland, activistas do «BLM» impediram um jornalista (branco) de fazer o seu trabalho; no Gabinete de Recenseamento (um organismo federal) em Washington, um escritor e activista social controverso (e negro) foi pago para fazer uma conferência de cariz conspirativo e racista; no Texas, membros dos New Black Panther Party ameaçaram polícias do condado de Waller… duas semanas antes de um agente da autoridade daquele Estado ser assassinado; na CNN, um activista do «BLM» disse que «todas as vidas importam» (em oposição a que apenas as «vidas negras importam») é uma «declaração violenta»; no Maryland, um homem foi preso por, na sua conta de Twitter, apelar a que se matassem todos os brancos da sua cidade; no Wisconsin, Gwen Moore, representante democrata daquele Estado, acusou Scott Walker, governador do mesmo, de estar a «apertar a corda, literalmente, à volta dos pescoços dos afro-americanos»; em Nova Iorque, uma professora (branca) de uma escola de Long Island colocou um processo em tribunal contra o agrupamento escolar a que aquela pertence por os respectivos responsáveis não terem punido um aluno (negro) que a ameaçara violar; na Universidade da Pensilvânia, uma professora (negra) chamou a Ben Carson «escarumba («coon») do ano»; em Seattle, dão-se aulas de yoga reservadas a afro-americanos; em St. Louis, activistas do «BLM» entoaram ameaças de morte a polícias durante uma manifestação… escoltada por polícias; na Universidade do Missouri, estudantes houve que se segregaram a eles próprios, neste caso por vontade dos afro-americanos; na Universidade do Minnesota, a assembleia de alunos votou contra a realização de uma homenagem às vítimas do 11 de Setembro de 2001 por isso poder representar uma demonstração de «islamofobia»; na Universidade de Dartmouth, estudantes negros invadiram a biblioteca daquela e incomodaram estudantes brancos que lá se encontravam, não só através de insultos mas também de empurrões, fazendo chorar alguns dos colegas.  
Como reagir, como responder, a tanta histeria, a tanta idiotice, e, pior, a tanta violência, apenas latente ou até declarada? Do lado da direita, dos conservadores, do Partido Republicano, condenando com clareza, com firmeza, tal como o fizeram, por exemplo Ted Cruz e Scott Walker, e até com alguma dureza, tal como foi feito por (apoiantes de) Donald Trump… embora nunca se deva esquecer de que se está perante agitadores racistas capazes de passarem da agressão verbal à física. Do lado da esquerda, dos «progressistas», do Partido Democrata, capitulando, apoiando, por cobardia, conveniência e/ou convicção, tal como o fizeram, por exemplo, Bernie Sanders, Martin O’Malley e Valerie Jarrett, que recebeu representantes do «BLM» na Casa Branca, assim dando-lhes credibilidade e mesmo legitimidade. Também não ajuda a que os ânimos se acalmem que «activistas de gabinete», supostos «intelectuais» como Charles Blow, Marc Lamont Hill – este em uma, duas e três ocasiões, entre outras – e Theodore R. Johnson – que propõe que os votos dos negros valham mais que os dos brancos! – continuem a alimentar a falsa narrativa da vitimização dos afro-americanos, da (suposta) contínua conspiração contra eles e da necessidade de «reparações». Do lado dos «liberais» uma das poucas vozes sensatas continua a ser Alan Dershowitz, que, perante este panorama, não hesita em afirmar que «o nevoeiro do fascismo» está a descer sobre as universidades, e, deste modo, igualmente sobre toda a sociedade norte-americana.                  
Quando se chega ao cúmulo de ver democratas – extremistas entre extremistas, mas democratas – exigirem «o apagamento da História» de presidentes como Thomas Jefferson e Woodrow Wilson, tem-se a certeza de que a situação se tornou (definitivamente?) surreal. Os membros do «Black Lives Matter» apenas estão a fazer as vidas negras a eles próprios... e a muitos outros.
(Adenda – O fim-de-semana de Acção de Graças foi – negativamente – marcado em Chicago por violentos protestos contra a morte de (mais) um negro por um (polícia) branco… que, note-se, foi acusado de homicídio e se encontra detido, a aguardar julgamento. Porém, não é habitual ver semelhantes iniciativas sobre – e contra – o chamado «black on black crime», cujos números são assustadores e de que a «Windy City» é uma «amostra» particularmente preocupante. Faltam líderes entre os afro-americanos que tenham a coragem de reconhecer, enfrentar e (tentar) resolver o problema, e um deles é, ou poderia ser, um desportista: Richard Sherman. Entretanto, crimes violentos de negros contra brancos não recebem a mesma cobertura mediática; quem conhece os casos, por exemplo, do jornalista racista, homossexual e apoiante de BHO que assassinou – em directo na televisão! – dois ex-colegas, e dos ladrões que mataram a tiro uma grávida?)
(Segunda adenda – Ainda na maior cidade do Illinois, é de destacar (negativamente): o elogio, feito – a curta distância da sede da polícia da «Windy City»! - por um «activista» (não caucasiano), de Assata Shakur, uma das mais notórias – e não capturadas – assassinas de agentes da autoridade; e a detenção de outro que ameaçou matar 16 «demónios brancos», isto é, um por cada bala que atingiu Laquan McDonald. Mas acaso isto é de surpreender numa cidade onde está o quartel-general de Louis Farrakhan, uma das mais odiosas figuras dos EUA, que em Agosto último apelava a que se lhe juntassem «dez mil homens sem medo» dispostos a «erguerem-se e matarem aqueles que nos matam»? Este, sim é um exemplo extremo de – verdadeira - «retórica violenta», apenas mais explicita do que a usada por Bomani Jones, que se interrogou se a morte de negros por polícias seria deliberada, «algo de inserido na equação, inserido no desenho». Com estes «incentivos», também não é de surpreender que, aqui e acolá, surjam casos de falsas ameaças de brancos a negros, inventadas por… negros, como o recentemente desmascarado na Universidade de Kean.)