sábado, 2 de março de 2013

«A coisa mais próxima de Nixon»

«Vai arrepender-se disto!» Sim, Bob Woodward a ser ameaçado (foi o que aconteceu, apesar de ele não ter utilizado a palavra), intimidado, por Gene Sperling, um «conselheiro» (consigliere?) de Barack Obama é grave, mas é, antes de mais, ridículo: será que o presidente e os seus «capangas» não sabem quem ele é, o que já fez e o que é capaz de fazer, o que representa? Porém, tal não surpreende numa administração norte-americana que já excedeu todos os anteriores limites de incompetência e de insolência; eles já mostraram que são capazes de tudo. E «avisar» o histórico, lendário (e liberal) jornalista do Washington Post para não os contrariar nem é o pior que a Casa Branca e os seus «anexos» fizeram recentemente.
Bob Woodward limitou-se, afinal, a revelar e a reafirmar a verdade: que a «sequestração» - isto é, cortes obrigatórios em programas (despesas) federais – que entrou em vigor ontem e que Barack Obama descreveu nas últimas semanas como uma catástrofe quase apocalíptica (que não é) cuja culpa – claro! – seria do Partido Republicano, afinal resultou de uma ideia, de uma proposta… dele próprio e da sua equipa! O actual presidente a mentir e a não assumir as suas (ir)responsabilidades? Que «surpresa»! Mais, aqueles cortes não serão mais do que 85 biliões de dólares de um total de 3,6 triliões no primeiro ano, e, em vez de serem aleatórios como os democratas apregoam, podem ser escolhidos e aplicados pelas entidades públicas de forma a atenuar, a diminuir, os seus eventuais efeitos prejudiciais. No entanto, os factos não interessam de todo a quem está apostado em criar e em manter um ambiente permanente de confronto e de medo. Para quem está constantemente a acusar os adversários políticos de tomarem os americanos como «reféns» e de exigirem «resgates», ou seja, de os… sequestrar, não deixa de ser irónico que finalmente seja revelado e provado «para além de uma dúvida razoável» quem está, de facto, a «apontar uma arma à cabeça» dos norte-americanos, em especial dos contribuintes: aqueles que se recusam a reconhecer, a começar por Obama, que os EUA têm um – assustador – spending problem. Há «males que vêm por bem», e talvez esta sequestração, este «pequeno» corte acabe por representar o início de uma inevitável e indispensável desaceleração, e de uma diminuição, dos gastos públicos que atingiram no primeiro mandato de Obama valores absolutamente inacreditáveis e insustentáveis.
Entretanto, quem não alinha na narrativa da Casa Branca, quem confronta a «versão oficial»… tem problemas; «quem se mete com o PD… leva!» E já é não só a Fox News a ser colocada em «ponto de mira». Para além de Bob Woodward, outros «alvos» inesperados vieram nos últimos dias denunciar coacções de que foram vítimas: Ron Fournier, director editorial do National Journal; Lanny Davis, democrata que foi conselheiro de Bill Clinton, enquanto colunista do Washington Times; Jonathan Alter, ex-editor da Newsweek. Nenhum deles pode ser considerado um conservador right winger, muito pelo contrário… E não surpreende que existam muitos «jornalistas» que, obedientes ao seu «dono», preferem usar a sua «voz» para duvidar e até troçar das alegações de Woodward, e de outros… enfim, não têm a coragem, as qualidades, do co-autor de «All the President’s Men». Justificam o incidente com o facto de todas as administrações terem tido episódios de confrontação com a imprensa. Mas então… não era suposto Barack Obama ser diferente (para melhor)? Não foi com base nisso que ele concorreu e venceu?
Esta administração já não se restringe a acusar tudo e todos excepto si própria, a desperdiçar (tempo e dinheiro), a mentir descaradamente… agora já está igualmente disponível para se deixar corromper abertamente. Prova disso é a revelação de que a Organizing for America, a nova forma institucional do movimento de campanha de Barack Obama, está a vender acesso ao Sr. Hussein, encontros trimestrais com o presidente, a doadores que despendam pelo menos 500 mil dólares. Deve ser este o montante da tantas vezes mencionada «fair share». Não é novidade esta predilecção selectiva pelo «vil metal»: os «milionários» só são os «maus da fita» quando não dão dinheiro a democratas. E percebe-se melhor a revelação que Al Sharpton fez de algo que o Nº 44 lhe disse: «(ainda) não consegui tudo o que quero dos ricos». Palavras de um comunista, como suspeita Harry C. Alford, CEO da Black Chamber of Commerce que votou em BHO em 2008 (mas não em 2012)? Provavelmente, não; é mais de um extorsionista de Chicago.
Patrick Caddell, outra figura insuspeita (é democrata e foi conselheiro de Jimmy Carter), não tem dúvidas e escreve preto no branco: «Obama é a coisa mais próxima de Nixon que vimos nos últimos 40 anos». É evidente que essa proximidade é aos (baixos) níveis da paranóia, da conflitualidade, da indiferença em practicar acções ética e legalmente condenáveis. Porque, ao nível das realizações, as diferenças – a favor do Nº 37, cujo centenário do nascimento se assinala este ano – são enormes. Entre outras, Richard Nixon, bem ou mal, teve de terminar, e terminou, o envolvimento dos EUA no Vietnam iniciado por John Kennedy e continuado por Lyndon Johnson; deu seguimento, e conclusão, ao programa Apolo de viagens à Lua iniciado por Kennedy e continuado por Johnson; criou a Environmental Protection Agency; e fez a viagem à China continental, reconhecendo o regime de Pequim e Mao-Tse-Tung, o que representou uma transformação fundamental nas relações internacionais e na ordem mundial. E quando, ainda por cima, Bob Woodward, um dos homens que desencadeou o caso Watergate que levaria à renúncia de «Tricky Dicky», se vê envolvido, é impossível não ver o paralelismo, não aceitar o prenúncio… de que a História se pode repetir, mas agora em sentido – partidário – inverso.
Enfim, a lista de motivos para uma impugnação – ou para uma demissão – está cada vez maior. A 18 de Novembro escrevi aqui: «Quem acredita em “movimentos cíclicos” na política, quem acredita que 2012 foi uma repetição “ao contrário” de 2004, então tem de aceitar que 2014 vai ser igualmente uma repetição “ao contrário” de 2006, e 2016 uma repetição “ao contrário” de 2008… Contudo, quem sabe se, a curto ou médio prazo, 2012 não acabará por parecer-se mais com… 1972?» E, consequentemente, quem sabe se, a curto ou médio prazo, 2014 não acabará por parecer-se mais com… 1974? 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Luzes, câmaras, decepção!

Um só facto seria suficiente para não dar qualquer atenção e importância (ou, pelo menos, para não perder horas de sono assistindo em directo à cerimónia d)à 85ª cerimónia de entrega dos Óscares, realizada ontem em Los Angeles: a total ausência nas nomeações – nem uma só! – do melhor filme de 2012, «O Cavaleiro Negro Ergue-se». Outra ausência indesculpável, também por motivos de «mensagem», ideológicos, políticos (isto é, por ser um filme mais à direita do que a «tolerante» Hollywood tolera), mas esta mais previsível, foi a de «2016 - A América de Obama», que foi «apenas» o documentário que mais dinheiro fez nas bilheteiras no ano passado; Ou seja: falácias filmadas como «Uma Verdade Inconveniente» e «Fahrenheit 9/11» terão sempre mais hipóteses de serem seleccionadas e galardoadas.
Quanto ao espectáculo propriamente dito, e apesar das aparentes mudanças, novidades e variações introduzidas todos os anos, acabou por ser a «treta» do costume, uma «seca» monumental. Que não terá sido inteiramente compensada pelo apresentador, Seth MacFarlane, que se excedeu em piadas misóginas – um esquerdista é (quase) sempre um sexista - e atingiu um ponto baixo com outra sobre Abraham Lincoln. Em poucas palavras, imaturidade e mau gosto, que foram do desagrado, imagine-se, até de Debbie Wasserman-Schultz! Porém, o ponto mais baixo da noite, o momento mesmo mau, acabou por ser a aparição de Michelle Obama em directo de Washington, para anunciar o último Óscar da noite, para melhor filme, atribuído a «Argo» - sem dúvida o favorito da Casa Branca, pois John Kerry já havia desejado boa sorte a Ben Affleck. Até os jornalistas do entretenimento estacionados na Califórnia, que mais liberais não podem ser, mostraram desagrado face a este excesso (mais um) de cumplicidade entre a «primeira família» e as gentes do cinema, entre a política («progressista») e o entretenimento. Soube-se depois que tinha sido Harvey Weinstein, grande apoiante de Barack Obama (e mais um judeu que não se incomoda com a atitude demasiado permissiva da actual administração em relação ao Islão), a organizar esta manobra, provavelmente também como forma de promover o filme de que é produtor («Guia Para um Final Feliz»), e na qual terá contado com a colaboração da operativa democrata – e mentirosa impenitente – Stephanie Cutter.
«Zero Escuridão Trinta», ao início um favorito ao triunfo final, acabou por ser prejudicado pela «acusação» – o «horror»! – de que dá a entender que as técnicas de interrogatório reforçado (waterboarding) podem ter ajudado a localizar e a eliminar Osama Bin Laden; e nem pensar em elogiar, em valorizar, mesmo que indirecta e remotamente, George W. Bush, logo… nada feito, ou quase – só um Óscar, na categoria de edição de som. Mas entre tanta decepção sob as luzes e as câmaras, um aspecto positivo: nem Steven Spielberg nem Tony Kushner ganharam uma estatueta dourada enquanto, respectivamente, realizador e argumentista de «Lincoln» - este proporcionou, contudo, prémios a Daniel Day-Lewis (melhor actor) e a Jim Erickson e a Rick Carter (desenho de produção). E porquê? Porque apoiantes de um partido racista não merecem fazer um filme sobre o homem que aboliu a escravatura nos EUA, quanto mais serem distinguidos por ele. Kushner, em especial, pelo que é, pelo que pensa e pelo que diz, mostrou ser uma pessoa particularmente desprezível e indigna de respeito. E incompetente: a película mostra os então representantes do Connecticut a votarem contra a 13ª Emenda, o que na realidade não aconteceu. Já se sabe, e já se espera, que Hollywood tome algumas liberdades com a História… mas convém não abusar e não exagerar.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

… E chama-se Salazar!

Em 2012 Richard Mourdock e Todd Akin, candidatos do Partido Republicano ao Senado dos EUA pelos Estados, respectivamente, do Indiana e do Missouri, fizeram durante as suas campanhas afirmações graves, controversas, ofensivas, e a propósito do mesmo tema.
O primeiro afirmou que uma criança nascida em consequência de uma violação, e apesar de esta ser uma «situação horrível», seria algo que «Deus teve a intenção que acontecesse». O segundo afirmou que «se é uma violação legítima, o corpo feminino tem maneiras de desligar toda a coisa» - isto é, de impedir a gravidez. A reacção na comunicação social e na política norte-americanas foi, previsivelmente, tremenda. Mourdock e Akin foram, correctamente, criticados e (moralmente) condenados. Mais, e pior (para eles), perderam justamente as suas eleições. Ainda mais, e ainda pior (para outros), as suas derrotas contribuíram decisivamente, e injustamente, para que o GOP não obtivesse a maioria de lugares no Senado e para que Mitt Romney – que repudiara aquelas declarações de ambos – não ganhasse a Barack Obama e assim se tornasse presidente.
Estamos em 2013, e esta semana um representante estadual (do Colorado) do Partido Democrata, num debate sobre gun control e em que, não surpreendentemente, defendia uma maior restrição no porte («concealed carry») de armas por parte de cidadãos, «justificou» a proibição do uso daquelas em universidades porque as mulheres «não sabem se sentem que vão ser violadas, se sentem que estão a segui-las, ou sentem que estão em apuros quando na verdade não estão». Em suma, elas não são capazes de raciocinar e de tomar decisões, mesmo que instantâneas, e, logo, arriscam-se a atirar em alguém sem motivo. E não são precisas armas quando existem «telefones em caixas» (call boxes), «zonas de segurança» e… «apitos» (!!) E este «especialista»… chama-se Salazar! Joe Salazar! E na Universidade do Colorado há mais quem concorde com ele, porque, para além dos - «eficazes» - meios de «defesa» mencionados acima, aquele estabelecimento de ensino superior aconselha as eventuais vítimas femininas a descalçarem-se (para correrem mais depressa), gritarem, urinarem, vomitarem e/ou alegarem que estão doentes e/ou em menstruação! Podem e devem fazer tudo, excepto recorrer a uma arma contra um qualquer criminoso que as ameace! Porque, para um «liberal progressista», antes violada(o) e/ou morta(o) do que membro da National Rifle Association! Antes uma vítima indefesa dependente - e à mercê - do Estado do que um(a) cidadã(o) independente e auto-suficiente (pelo menos na sua segurança)!
Confrontada com a notícia de que Joe Salazar tinha, posteriormente, pedido desculpa pelas suas afirmações, Laura Ingraham replicou: «Paciência. Akin também pediu.» Antes, ela interrogara(-se): «Onde estão as feministas todas (que ainda não condenaram Joe Salazar)?» Provavelmente, a prepararem-se para apoiar a mais recente, «urgente» e «relevante» proposta de Andrew Cuomo para o Estado de Nova Iorque de que ele é governador: eliminar restrições ao aborto tardio (late term abortion), isto é, permitir a «interrupção voluntária da gravidez» até aos nove meses. Uma posição que – nunca será demais lembrá-lo – é partilhada por Barack Obama.  

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Estado é ele?

(Duas adendas no final deste texto.)
«Ele age, comporta-se, como um rei». Esta ideia, esta opinião, foi repetida por várias vezes nos últimos dois meses. Começou com Grover Norquist, e continuou, entre outros, com Rand Paul, Jon Meacham, Joe Scarborough, Andrew Napolitano… Os assuntos em causa eram diferentes: «fiscal cliff», gun control, drones… Mas, em comum, o que foi apontado e denunciado era o comportamento aparentemente – e até concretamente - «absolutista» de Barack Obama, que mais do que uma vez, mostra intenção de decidir, ou decide mesmo, sem contar com a opinião, a aprovação, a ratificação de outras individualidades e instituições a que legalmente, constitucionalmente, está – ou deveria estar – obrigado.
Não é de surpreender que, para muitos norte-americanos, a figura de um déspota, de um tirano, esteja associada, no seu… imaginário, à imagem de um monarca. Afinal, os EUA nasceram em oposição ao governo e às políticas do Rei Jorge III da Inglaterra no século XVIII… Porém, até o terceiro soberano da Casa de Hannover tinha um parlamento com que lidar, pelo que o mais adequado elemento de comparação com Barack Obama talvez seja o (realmente) absolutista Luís XIV de França, que afirmava «o Estado sou eu!». Exagero? Não é novidade, e aqui no Obamatório já várias vezes se referiu, e se demonstrou, a tendência «normal» dos democratas para violarem as leis e practicarem crimes – afinal, sempre são do partido da escravatura e da segregação... No entanto, a presidência do Sr. Hussein tem acentuado essa tendência, (mal) «temperada» com a arrogância, a soberba – em palavras e em actos – do «quero, posso e mando» que o primeiro mandato revelou e que a reeleição para um segundo, está visto, mais não fará do que agravar.   
Todavia, e felizmente, BHO ainda não está (completamente) acima da lei. E neste ano de 2013 que mal começou são já pelo menos quatro os «cartões vermelhos», ou «amarelos», com que ele e/ou as suas equipas no Partido Democrata e no governo federal foram «castigados»… e, claro, é só aqui no Obamatório que se tem conhecimento deles em português: foi multado em 375 mil dólares pela Comissão Eleitoral Federal por irregularidades nas doações recebidas durante a campanha presidencial de 2008 - a justiça veio tarde, mas antes isso que nunca; foram anuladas, pelo Tribunal de Apelos de Washington, as quatro nomeações (três e uma, respectivamente) que fizera em Janeiro de 2012 para o Conselho Nacional de Relações Laborais e para o Gabinete de Protecção Financeira do Consumidor, à revelia do Senado, que não estava em recess e que deveria ter-se pronunciado – há um ano eu já abordara aqui este assunto; não apresenta desde Junho de 2011 relatórios trimestrais sobre a aplicação do programa de «estímulo à economia» – ou seja, a Casa Branca não cumpre a própria legislação que propôs e fez aprovar (!); e, pela quarta vez em cinco anos, a administração não entregou ao Congresso dentro do prazo a sua proposta de orçamento. São admissíveis todos estes incidentes da (ir)responsabilidade de um (alegado) professor de Direito, e, mais especificamente, de Direito Constitucional? Como referiu, com humor mas também com lógica, Louie Gohmert, os «alunos» de Barack Obama deveriam instaurar-lhe um processo em tribunal (porque, tudo o indica, não terão sido bem ensinados…)
No mesmo sentido pronunciou-se, e muito bem (como sempre), John Nolte, ao salientar que, para alguns, «apenas Obama pode ignorar a lei». De facto, que autoridade, que credibilidade pode ter quem critica o xerife Al Cannon por se recusar a cumprir uma eventual legislação de «controlo de armas» mais restritiva quando foi o próprio presidente a criar o precedente, a dar o (mau) exemplo de, mais do que não concordar, não (se esforçar por) aplicar determinadas leis, como as que regulam o casamento e a imigração? Porém, para alguns não há contradição; e gostam tanto do Nº 44, confiam tanto nele, que o chamam, como Jamie Foxx, de «nosso Senhor e Salvador», e, como Chris Rock, de «nosso patrão, nosso pai». É assim que também se cria um culto da personalidade… E não se pense que são só «artistas» a demonstrarem tamanha «devoção». Harry Reid e Nancy Pelosi – sempre eles! – manifestaram publicamente a sua concordância com a possibilidade de BHO subir unilateralmente o tecto da dívida… um poder que é exclusivo do Congresso, de que Reid e Pelosi são dirigentes destacados e de que deveriam ser defensores incondicionais!
No entanto, nenhum assunto causou tanta controvérsia recentemente como o programa de mísseis teleguiados e «personalizados» - os drones – e, mais concretamente, a revelação de um documento (memorando) interno do Departamento de Justiça que «justifica» o assassinato selectivo, utilizando aqueles, de supostos terroristas, mesmo que contra eles só haja suspeitas e não provas, e mesmo que sejam cidadãos norte-americanos! Aliás, dois, Anwar al-Aulaqi e o seu filho adolescente, já foram mortos desse modo… Desta vez foi demais, foi-se longe demais, e as críticas, as condenações, «explodiram», e não só entre os conservadores e republicanos… também entre os liberais e democratas. Na verdade, àqueles que acusaram George W. Bush de ser um «criminoso de guerra» apenas por usar «tortura» (waterboarding) em três confessos terroristas para deles obter informações (e não morreram), não restaria, em consciência e coerência, outra opção senão vituperar ainda mais veementemente Barack Obama, que – qual rei de outras épocas! – decide quem vive e quem morre e que «dispara primeiro e pergunta depois»… Tina Brown, na HBO, foi inequívoca: se Obama fosse Bush «já teria sido impugnado». Jon Stewart, na Comedy Central, faz uma pausa nas suas sucessivas e previsíveis (e monótonas) diatribes anti-GOP e conclui que a «transparência» só se aplica «aos segredos do último tipo», isto é, GWB. Na MSNBC, Joe Scarborough, notório RINO, proclama, sem oposição dos seus habituais convidados «progressistas», que todos os que criticaram antes o anterior presidente deviam agora pedir-lhe desculpa. E na CBS discute-se se algum dia o Sr. Hussein poderá ser julgado num tribunal internacional por… crimes de guerra. O que seria algo inédito, e inacreditável, para alguém que recebeu o… Prémio Nobel da Paz.             
Entretanto, em Portugal, a TVI prefere dar destaque, não aos cadáveres de (alegados) terroristas e de (confirmados) cidadãos inocentes («danos colaterais») acumulados às centenas durante a presidência de Barack Obama, mas sim à denúncia de uma suposta «campanha de globalização da tortura» (repito.. foram só três os «torturados») durante a presidência de George W. Bush. Denúncia essa feita pela Open Society Justice Initiative, que, para aqueles que não sabem, é uma de várias organizações criadas por George Soros, antigo colaboracionista nazi e actual «filantropo» e financiador democrata. Mas, para o canal de Queluz de Baixo, tal parece ser uma garantia de «credibilidade».
(Adenda – Se ele não pensasse que «o Estado é ele» provavelmente não diria tantas vezes a palavra «eu»… No seu discurso de 2013 do Estado da União, proferido no passado dia 13 de Fevereiro, Barack Obama optou principalmente por defender, prometer, querer… mais do mesmo: mais governo, mais impostos, mais «investimentos» - ou seja, mais despesa pública não produtiva – em, entre outras coisas, «energia verde»… porque os 500 biliões deitados ao lixo na Solyndra não foram suficientes. Enfim, é a «só-cretinização» dos EUA em larga escala, a continuar em frente, forward, a toda a força, até ao colapso financeiro e social final e total. Supostamente, tudo «sem gastar um tostão»… Mas também teve tempo de «homenagear», demagógica e desavergonhadamente, vítimas de crimes com armas de fogo… embora não se referisse aos quatro que morreram em Bengahzi ou aos (quantos?) que tombaram por causa da «Fast & Furious» - em ambos os casos por (ir)responsabilidade directa do seu (des)governo. Porém, grande parte da comunicação social não deu o maior destaque nem às falácias nem aos fracassos do presidente mas sim à… (muito breve) pausa para beber água feita por Marco Rubio quando dava a resposta em representação do GOP. Um acto simples, normal, feito por milhares de pessoas todos os dias quando falam em público, mas que foi apresentado como algo insólito e implicando talvez possíveis, e graves, consequências! Até em Portugal! Decididamente, a estupidez à esquerda não conhece limites.)
(Segunda adenda - É o próprio Barack Obama a admiti-lo: «O problema é que eu sou o presidente dos Estados Unidos; eu não sou o imperador dos Estados Unidos.»

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A dama é uma vagabunda

Ontem foi dia do maior acontecimento e espectáculo desportivo anual dos EUA… que é simultaneamente o maior acontecimento e espectáculo televisivo anual dos EUA: a (47ª) Super Bowl, a final do campeonato de futebol norte-americano, que este ano teve lugar em Nova Orleães. E que foi ganha pelos Baltimore Ravens, por 34-31, contra os San Francisco 49’ers. Porém, o espectáculo musical do intervalo acabou por suscitar quase tanto interesse como o jogo propriamente dito, porque havia a curiosidade de saber se a artista convidada, Beyoncé, desta vez iria cantar ao vivo… mesmo! E, de facto, assim aconteceu...
… Ao contrário do que ocorreu na inauguração do segundo mandato de Barack Obama, quando – veio a descobrir-se depois de crescentes suspeitas – fez playback, lipsynching… enfim, simulou, enganou, fez batota. Ou então, se quisermos ser mais condescendentes, «guardou-se», resguardou a voz, para aquela que considerou ser a ocasião, a cerimónia, mais importante! As críticas e as condenações sucederam-se, mas também não faltou, incluindo em Portugal, quem previsivelmente a «desculpasse» e desvalorizasse o ocorrido… A verdade é que é difícil não ver no «desempenho» de Beyoncé em Washington no passado dia 21 de Janeiro como que um símbolo, uma metáfora do que tem sido a presidência de BHO: um enorme fingimento, uma colossal mentira, o dar a entender que algo está a acontecer… mas que não está. Enfim, o recurso – ocasional? – da Sra. Knowles a uma pré-gravação está em consonância com o recurso constante do Sr. Hussein ao teleponto. Digamos que estão muito bem um para o outro…
… Pelo que não surpreende que ela seja, juntamente com o marido Jay-Z, uma das suas maiores apoiantes e doadoras. Aliás, os dois, no seu clube 40/40 de Nova Iorque, organizaram durante a última campanha presidencial um dos eventos de angariação de fundos mais «badalados»… pelos preços cobrados e pelos luxos de que se revestiu, incluindo uma «torre de garrafas de champanhe» com o valor de 105 mil dólares! Ou seja, um cenário mais característico dos «1%» do que dos «99%»… Talvez tenha sido por isso que, entretanto, a cantora assinou um contrato com a Pepsi, que, esta sim, é uma bebida mais acessível à «ralé»… E também não surpreende que, agradecido, Barack Obama se tenha referido a Beyoncé como um excelente «modelo para as minhas filhas porque ela conduz-se a si própria com muita classe».
Sim, «classe» é o que não falta à Sra. Knowles… um exemplo disso terá sido a imagem que ela colocou no Instagram dirigida a Mitt Romney aquando da derrota daquele a 6 de Novembro: a de um papel em que escreveu «Take that, Mitches!». Para quem não percebeu a estranha palavra, esclareço que ela é o resultado de um «cruzamento» entre «Mitt» e «bitches», sendo esta(e)s, pode-se deduzir, todos os norte-americanos que não votaram em Barack Obama… No entanto, o momento de maior «classe» na carreira – e eventualmente também na vida – de Beyoncé talvez tenha ocorrido a 31 de Dezembro de 2009, quando, por dois milhões de dólares, deu um mini-concerto restrito numa festa promovida em Nova Iorque por Hannibal Khaddafi – sim, um dos filhos do antigo e falecido ditador da Líbia.     
Qual é a surpresa? Afinal, quem canta para um canta para outro… Citando a famosa canção, the lady is a tramp… (est)a dama é uma vagabunda. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Motivo de orgulho

(Duas adendas no final deste texto.)
Já não há qualquer dúvida: o Obamatório foi – é – discriminado. Mais: censurado. As verdades são para serem ditas, e com as palavras adequadas. Não que eu me lamente, não que eu me esteja a queixar. Muito pelo contrário: limito-me a constatar e encaro isso como um motivo de orgulho, como que uma «medalha», uma «condecoração» que uso na «lapela». Um sinal de que estou a cumprir o que me propus quando iniciei este espaço, de que respeito o «credo» que o encima.
Alguém – que está identificado (eu sei quem é) – na TVI decidiu convidar bloggers portugueses que escrevem, exclusivamente e/ou principalmente sobre os EUA, a enviar artigos, para serem publicados no sítio do canal de cabo daquela estação (TVI24), antevendo o segundo mandato de Barack Obama. Foram meia dúzia: um, dois, três, quatro, cinco, seis. Porém, e como poderão reparar, neles não está um meu; o Obamatório não está representado. Exactamente: eu não fui convidado. Desconhecimento? Esquecimento? Distracção? Lapso fortuito, acto não premeditado? Claro que não. A mesma pessoa já promovera um «convívio audiovisual» - um «Google Hangout» - sobre a última eleição presidencial, com várias «sessões», em que o único blog(ger) a não estar presente foi este – com a «justificação» de que, por eu não ter (nem intenção de vir a ter) página no Facebook, isso significava que eu não queria participar! O que, obviamente, não era verdade… Houve, no entanto, outro blogger que então também não apareceu, e que agora não teve igualmente um artigo publicado: Alexandre Burmester, do Era uma Vez na América. Curiosamente, por «coincidência» decerto, ele e eu somos, temos sido, os mais constantes e veementes críticos dos democratas em geral e do Sr. Hussein em particular – eu muito mais do que ele, admito. E também deve ser por «coincidência» que a TVI24, no seu sítio, publica regularmente, desde há cerca de três meses, apenas os textos do mais «pró-BHO» de entre nós…
Este «incidente» não me surpreende e, mais uma vez, não me lamento, não me queixo por ele em concreto. Mas talvez me surpreenda, lamente e queixe, sim, por os meus «colegas», aparentemente, terem – agora e antes – pactuado com esta situação, terem aceite, eventualmente sem um reparo (já nem digo protesto), esta flagrante discriminação e censura. Para que fique registada a diferença de atitude e de comportamento, faço notar que, quando contactei o jornal Público no ano passado propondo-lhe que acrescentasse ligações no seu próprio blog sobre os EUA (o que aconteceu) e que fizesse uma entrevista ou reportagem com/sobre os bloggers portugueses que se «especializaram» na política norte-americana (o que não aconteceu), mencionei todos e não apenas (o m)eu. Mas deve-se igualmente e novamente salientar que a TVI não é o único órgão de comunicação social português a ser tendencioso (biased) no que se refere à actualidade de além-Atlântico: practicamente todos o são, com destaque para a RTP, cuja nova correspondente em Washington, Márcia Rodrigues, pretende, está visto, continuar o «bom trabalho» iniciado por Victor Gonçalves. São já três reportagens – sobre a mais recente conferência de imprensa de Barack Obama, a segunda «inauguração» do Nº 44, e a proposta de gun control da senadora (democrata) Dianne Feinstein – em que não há contraditório, não há um só depoimento do «outro lado», de republicanos; aliás, quando a peça sobre Feinstein foi exibida no «Hoje» (RTP2) de 26 de Janeiro, lia-se no pequeno ecrã «Senado proíbe armas»!
Já «desisti» da comunicação social «tradicional» mas não da blogosfera. E é por isso que, sempre que acho oportuno e relevante, continuo a intervir e a deixar os meus comentários em outros espaços… em especial aqueles em que os respectivos «locatários» deveriam mostrar maior lucidez. Destaco, nos últimos meses, os contributos colocados em: Aventar; Combustões; Delito de Opinião; Era uma Vez na América; Estado Sentido (um, dois); Farmácia Central; Forte Apache (um, dois); Horas Extraordinárias; Malomil; Margens de Erro; O Ouriço; Portugal dos Pequeninos (um, dois). Contudo, já não o posso fazer naqueles que, cobardemente, (ainda) não permitem comentários e que assim podem disparatar à vontade sem o receio de serem contrariados directa e imediatamente. «Som + Visão»? É mais «surdos e cegos»…
Enfim, é também um motivo de orgulho o honroso quinto lugar que o Obamatório… obteve no «Concurso Blogs do Ano 2012» do Aventar. Acredito que os muitos anos de desinformação e de deturpação em Portugal sobre os EUA impediram que este blog tivesse um resultado melhor. Porém, valorizo mais os que votaram – muito, muito obrigado a eles! – do que os que não votaram. No entanto, não posso deixar de declarar que o Resistir não mereceu ser o vencedor da categoria «actualidade política – internacional». Não porque seja – e é – um espaço da mais arcaica, demagógica e obtusa «esquerdalha», mas sim porque aborda em grande parte (metade?) assuntos de âmbito nacional.
(Adenda - Agora a colaboração também inclui «críticas de cinema» (primeira, segunda, terceira). A seguir, o quê? Receitas de culinária?)
(Segunda adenda - Já o expressei no próprio Delito de Opinião, mas reitero aqui o agradecimento a Pedro Correia pela «Ligação directa» ao Obamatório, e a este texto em especial.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

«Djangos» (ainda) acorrentados

Estreia hoje em Portugal «Django Unchained» («Django Libertado», na tradução), o mais recente filme escrito e realizado por Quentin Tarantino, «western» situado nos EUA antes da guerra civil entre Norte e Sul. A juntar a todos os previsíveis motivos de interesse decorrentes do tema, da reconstituição da época em cenários e em guarda-roupa, da música e da montagem, há um outro que não é de desprezar: o de se poder observar, através do «mau da fita» que é a personagem Calvin Candie (interpretada por Leonardo DiCaprio), como é que era um democrata típico daqueles tempos... ou seja, um esclavagista, não só no sentido de defender a escravatura mas também no de possuir escravos…
… Um dos quais, no filme, se chama Stephen (interpretado por Samuel L. Jackson) e é o arquétipo do «Uncle Tom», do «house slave», do negro conformista e delator. Sabendo-se como é que certas (e muito limitadas) mentes «pensam», era uma questão de (pouco) tempo até que alguém, de algum modo, relacionasse, equiparasse, aquela figura embaraçosa com um afro-americano contemporâneo e conservador. E aconteceu: Jason Whitlock, «jornalista desportivo», ele próprio negro, apontou para Thomas Sowell, eminente e notável académico, economista, filósofo. Compreende-se porquê: o mais recente artigo de Sowell é apenas mais uma numa longa série de intervenções e reflexões que desmentem os supostos benefícios do liberalismo para os afro-americanos, e não só.
Poucas coisas serão mais reprováveis e repugnantes do que o racismo. Mas nunca se deve esquecer de que não são só os brancos que podem ser racistas em relação aos negros, mesmo de que uma forma «suave», sub-reptícia, paternalista – por exemplo, Joe Biden («especialista» em chains) e Harry Reid a referirem-se a Barack Obama como sendo «articulado e limpo» e que «não fala com dialecto de negro»; também os negros podem ser racistas em relação aos brancos, e, pior ainda, em relação a outros negros… por não partilharem a «ideologia correcta», a do Partido Democrata, que foi e é – nunca é demais recordar e salientar – o partido dos esclavagistas e dos segregacionistas, dos racistas! Porque a raça, a cor da pele continua a ter, para os «burros», uma importância fundamental, e é por eles constantemente referida... e, afinal, há racistas «bons» e racistas «maus». Repare-se no ridículo: negros a criticarem e a condenarem outros negros por estes aderirem ao partido – e aos princípios – dos abolicionistas, por, no fundo, admirarem e emularem Abraham Lincoln!
Jason Whitlock é pois, sim, e não Thomas Sowell, um moderno, assumido e orgulhoso «escravo da casa», um «boy». Mas há outros… Wesley Morris, «crítico de cinema», também aproveitou o filme de Tarantino e a personagem de Jackson para achincalhar Alan Keyes, Clarence Thomas, Herman Cain e Michael Steele… Adolph (Adolfo!) Reed, «professor universitário», desvalorizou a nomeação de Tim Scott como senador da Carolina do Norte, classificando o substituto de Jim DeMint como uma dádiva insignificante, um mero «token», algo de artificial, não convicto, para enganar, para disfarçar o «racismo» do GOP… Rob Parker, outro «jornalista desportivo», que chamou a Robert Griffin III, jogador de futebol (americano) dos Washingtons Redskins, um «cornball brother» (ou seja, um «falso» negro) por – duplo «horror»! – ser conservador e ter uma noiva branca… Melissa Harris-Perry, «apresentadora» da MSNBC (é preciso dizer mais?) para quem Clarence Thomas não é representativo da «vasta maioria dos afro-americanos»… Goldie Taylor, «colaboradora» da MSNBC (idem), para quem todos os republicanos não negros são «perigosos» para as suas comunidades… E esta galeria de vendidos não ficaria completa sem, claro, Colin Powell, que, apesar de ter sido nomeado para as mais altas posições nas forças armadas e no governo dos EUA por presidentes republicanos, afirmou que o GOP tem uma «veia escura (!) de intolerância» e que «olha de alto para as minorias»… Enfim, não fez mais do que confirmar que já se passou para o «lado negro».            
É tão contra-natura um negro norte-americano votar no Partido Democrata como um judeu votar no Partido Nacional Socialista – embora, dado o crescente anti-semitismo, anti-Israel e pró-Palestina e pró-Irmandade Muçulmana que se nota entre os «azuis», também é cada vez menos lógico (ou nunca o foi) que os filhos de David votem no PD. A partir do momento em que os afro-americanos decidiram desrespeitar a memória de Martin Luther King e que é mais importante a cor da pele do que o conteúdo do carácter, que é mais importante ser preto do que ser pessoa, condenaram-se a uma nova escravidão por parte dos descendentes de Calvin Candie (fictício) e de Jefferson Davis (verídico). Sim, há muitos «Djangos» (ainda) acorrentados… e por vontade própria.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ano Cinco

(Duas adendas no final deste texto.)
Hoje assinala-se o quarto aniversário do Obamatório. E, no momento em que ele entra no seu Ano Cinco de actividade, pode-se e deve-se perguntar se, desde 20 de Janeiro de 2009 (quando se «estreou» com um texto sobre o 43º presidente e outro sobre o 44º), ele tem correspondido à «declaração de intenções» que a partir dessa data sempre esteve no seu «cabeçalho»: «Um repositório de informações e de opiniões sobre Barack Hussein Obama em particular, e sobre a sua presidência, a política e a sociedade dos Estados Unidos da América em geral, que não são dadas habitualmente na comunicação social portuguesa, e não só. Um observatório da censura e da propaganda. Um laboratório contra a hipocrisia e a histeria.»
Eu acredito que sim, e espero que os meus leitores e leitoras concordem. Na medida das minhas possibilidades e condicionamentos (que não são só de tempo…), não me tenho poupado em procurar e em transmitir, em português, a verdade do que de facto – e sempre com factos – acontece nos EUA. Em Portugal a desinformação que começou a notar-se aquando da presidência de Ronald Reagan e que se agravou aquando da de George W. Bush não diminuiu com a tomada de posse de Barack Obama, muito pelo contrário. Pelo que o Obamatório se tornou o espaço principal, privilegiado, para a denúncia e o esclarecimento de falsidades, mentiras, mitos, preconceitos… e os exemplos são muitos.
Recordemos alguns, e talvez os mais significativos: acusam-se os republicanos de terem iniciado a teoria da conspiração dita «birther», mas foram os apoiantes de Hilarry Clinton quem primeiro levantaram a suspeita, e, além disso, foi o próprio Obama a originar o problema, ao escrever numa sua biografia – ou permitir que nela fosse escrita – que tinha «nascido no Quénia», mantendo-se essa «informação» disponível e visível durante mais de 15 anos; afirma-se que é incorrecto, e até ofensivo, que ele seja apontado como esquerdista, extremista e até comunista, mas é certo que na sua vida avultaram vários marxistas – alguns dos quais até se tornaram terroristas! – que o influenciaram e o apoiaram, e, já presidente, permitiu ou promoveu mesmo a construção de um autêntico «culto da personalidade»; recusa-se e ridiculariza-se a alegação de que o Sr. Hussein é muçulmano (embora tenha tido um padrasto indonésio, e que lhe incutiu hábitos alimentares… «exóticos»), mas é incontestável que a sua presidência tem sido também marcada por uma exagerada deferência para com islamitas e uma acentuada negligência, quando não conflitualidade, para com cristãos; enfim, prolifera(ra)m as alusões e os elogios à (suposta) inteligência e competência de Obama, quase sempre comparando-o ao «estúpido» GWB, mas na verdade multiplica-(ra)m-se os casos, as gaffes, os incidentes, que demonstra(ra)m que, intelectualmente, BHO deixa muito a desejar… são os «Obamadorismos» (um, dois, três)… e como nunca lembrar que, segundo ele, «são» 57 e não 50 os Estados Unidos da América? No fundo, nada de surpreender por parte de alguém que se tornou um expoente máximo do «partido dos Pinóquios».        
Barack Obama inaugura amanhã o seu segundo mandato de uma presidência que é já a mais agressiva, conflituosa e divisiva dos tempos modernos, e que, aliás, mais não foi, e deverá continuar a ser, uma «longa (e permanente) campanha», na qual a sua «verdadeira agenda emerge»: a redistribuição de riqueza e a «transformação fundamental» do país nos seus principais fundamentos sociais e culturais. Que, obviamente, não será completamente concretizada (se o for…) sem oposição, sem contestação. Há como que uma nova «guerra civil» latente, não declarada, em que se aprofundam as diferenças entre os Estados «azuis» e os «vermelhos», em especial por protestos – e processos (em tribunal)! – quanto ao «ObamaCare» e ao «gun control». E se não são para serem levadas inteiramente a sério as ameaças de secessão, que «explodiram» após o passado dia 6 de Novembro, o mesmo não acontece quanto às de desobediência e às de impugnação («impeachment») que nos últimos dias têm sido adiantadas por, entre outros, Alex Jones, Edwin Meese e Steve Stockman. O Obamatório continuará, evidentemente, a acompanhar este tema, e outros…
… Mas hoje é, principalmente, dia de se lhe «cantar os parabéns». E até já recebeu uma boa «prenda»: ficou em quinto lugar na votação para «(melhor blog de) actualidade política – internacional» no «Concurso Blogs do Ano 2012» promovido pelo Aventar, pelo que vai (continuar a) estar presente na (segunda fase da) votação, que decorre a partir de amanhã e que se prolonga até 26 de Janeiro. O meu muito, muito, muito obrigado a todos os que votaram, e espero que continuem a fazê-lo durante a semana que agora começa.
(Adenda – No discurso inaugural do seu segundo mandato, em que não faltaram as «inovações» (as provocações, as falácias) dos «direitos LGBT» e das «alterações climáticas», Barack Obama reafirmou aquilo que é, e que os leitores do Obamatório já sabem: um rufia («Chicago thug») sectário, populista e revisionista que nunca esteve interessado em «bipartidarismo». Ele só é conciliador e consensual, só procura a «união» e a «paz», nos delírios da ingénua, ignorante e incompetente (isto é, não isenta) comunicação social portuguesa...)
(Segunda Adenda - ... Que, reconheça-se, ainda tem de «comer muita sopa (estragada)» para chegar (baixar) aos níveis de degradação e de ridículo d(e quase toda)a norte-americana.)  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

«Vão se f*d*r!» ;-) (Parte 2)

(Duas adendas no final deste texto.)
A notícia foi dada em Portugal, embora em apenas (que eu saiba) um órgão de comunicação social – o Correio da Manhã - e apesar de o assunto não ser… discreto: John Bohner, do Partido Republicano, speaker (presidente) da Casa dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos da América, terceira figura na hierarquia política do país e segunda na linha de sucessão do presidente, disse no final de Dezembro a Harry Reid, do Partido Democrata e líder da maioria no Senado, «vai te f*d*r!» («go fuck yourself!»). O que é surpreendente não é que Boehner tenha dito o que disse a Reid mas sim que só o tenha feito agora…
… Porque, efectivamente, o senador «burro» do Nevada seria capaz de fazer perder a paciência a um santo com as suas constantes e absurdas – e afrontosas – afirmações e atitudes, já referidas especificamente no Obamatório aqui e aqui (mas com muitas outras e sortidas «menções desonrosas» neste blog desde o seu começo). A invectiva do representante «elefante» do Ohio foi feita no auge das discussões a propósito do «fiscal cliff» mas constituiu, sem dúvida, uma resposta… indirecta à acusação de Harry Reid de que ele se comporta como um «ditador» - o que para Reid não é «chamar nomes», algo que ele jura não fazer! Ele próprio «não» é um ditador – por isso é que 18 senadores democratas «não» se insurgiram, em Dezembro, contra a implementação de uma das taxas resultantes do «ObamaCare». O que ele faz, sim, é comparar furacões, e garantir que o Katrina (e as suas consequências) nada foi comparado com o Sandy!
Sim, John Boehner fez bem em dizer a Harry Reid para… fazer «aquilo» a ele próprio. No entanto, ele em particular e os republicanos em geral bem que poderiam repetir a frase mais vezes, em outras circunstâncias e contra outros democratas. Estes não devem ter o exclusivo da palavra «fuck» e das outras palavras e expressões derivadas daquela. E Bohner, que, com os seus «comandados» saiu do ano velho e entrou no novo a «homenagear» George H. «read my lips, no new taxes» Bush, isto é, a capitular perante Barack Obama e a aceitar aumentos de impostos após anos a insistir que tal não aconteceria, poderia começar por dizer ao Sr. Hussein, e a todos os democratas, «go fuck yourself!» por aquele(s) querer(em) ainda mais aumentos de impostos – talvez mais um trilião! – e por se recusar(em) a fazer cortes na despesa – esta, aliás, «não é um problema» para o Nº 44, tendo o próprio confessado isso a um atónito speaker durante uma reunião; essa, sim, teria sido uma ocasião apropriada para lhe dizer «go fuck yourself!» Tal como quando Obama disse – mentiu – que em 2011 tinha efectuado cortes na despesa superiores a... um trilião de dólares, o que parece estar em contradição com o que afirmou no dia seguinte, garantindo que «não podemos simplesmente cortar (fazer cortes n)a nossa via para a prosperidade». Não se deve confiar, negociar nem fazer acordos com quem está de má-fé, não tem honra nem credibilidade. A resposta adequada? «Go fuck yourself!»  
Ontem, em conferência de imprensa, o Sr. Hussein deu mais um «espectáculo» - habitual – de ameaças, de chantagens, de demagogias, de insultos… e pleno de contradições, acusando os republicanos de serem «raptores» que exigem um «resgate» para concordarem com (mais) um aumento do tecto da dívida – algo contra o qual, como lhe foi lembrado, ele se manifestou quando era senador. Entretanto, e pela quarta vez, a administração vai apresentar depois do prazo ao Congresso a sua proposta de orçamento. E BHO ainda tem a arrogância de querer dar lições de responsabilidade económica, financeira e fiscal? Pois… «go fuck yourself!» Faz lembrar um certo político português que levou o seu país à falência porque acredita(va) que a dívida não era para ser paga mas sim para ser «gerida»…
Não podia faltar na mesma conferência de imprensa uma metáfora violenta que remeteu (deliberadamente?) para a recente matança ocorrida numa escola primária do Connecticut: «os republicanos estão a apontar uma arma à cabeça do povo americano». Tudo aponta para que, depois de atacar a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, Barack Obama vai atacar também a Segunda, propondo e até mesmo concretizando – por ordem executiva – uma série de (19!) medidas que visam aumentar o «gun control» a nível nacional… talvez seguindo o «modelo» que tão «bons resultados» tem dado na «sua» Chicago. É incontestável que mais armas nas mãos de cidadãos cumpridores da lei e sem cadastro aumentam a segurança e diminuem a criminalidade… mas não é isso que mais interessa ao Partido Democrata - este quer, sim, fortalecer o poder do Estado e enfraquecer a sociedade civil. Os democratas não querem considerar a proposta da National Rifle Association de colocar guardas armados em todas as escolas, apesar de as filhas de Obama estarem numa que os tem, tal como os filhos de Rahm Emanuel. E sabiam que em 2004, ainda enquanto senador estadual do Illinois, o Sr. Hussein votou contra uma lei que autorizava cada cidadão a defender-se com uma arma dentro da sua casa? Pelo que estamos à espera que John Boehner, ou qualquer outro republicano, ou mesmo qualquer independente, lhe diga «go fuck yourself!»
(Adenda - Afinal, não foram 19 mas sim 23 (!!) as «ordens executivas» sobre «controlo de armas» que ele anunciou durante uma cerimónia em que se serviu de quatro crianças como adereços. O que faz sentido, porque, como explica Rich Lowry, se tratou de «um espectáculo infantil».)
(Segunda Adenda - Mais uma prova de como o «gun control» pode ser, e é, inútil, contra-producente e até ridículo, é a lei assinada esta semana no Estado de Nova Iorque pelo governador (democrata) Andrew Cuomo, que como que «ilegaliza» a presença de polícias armados nas escolas!)          

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Gorou-se!

A notícia foi dada em Portugal, embora em poucos órgãos de comunicação social e discretamente: Al Gore vendeu a Current, a estação de televisão por cabo de que foi um dos fundadores e accionistas principais. A quem? Nem mais nem menos do que à… Al Jazeera. A seguir são explicitados e explicados os três motivos que fazem deste negócio uma tripla hipocrisia. Vergonhosa, mas não completamente surpreendente.
Primeiro, o democrata e ex-vice presidente de Bill Clinton tornou-se, depois de perder a eleição de 2000 para George W. Bush e de sair da Casa Branca, o grande apologista das (supostas) causas «verdes», o maior especialista em «aquecimento global» causado (alegadamente) pela actividade humana expressa em emissões de dióxido de carbono. Mas a quem pertence maioritariamente a Al Jazeera? Ao governo do Qatar, grande produtor de petróleo e a nação com a maior «pegada ecológica» do Mundo. Segundo, Al Gore recentemente concordou com Barack Obama sobre a necessidade de os mais ricos pagarem mais impostos, de contribuírem com a sua «fair share». Mas tentou concluir a venda da Current até ao fim de 2012 (não o conseguiu) de modo a beneficiar de taxas mais baixas. Terceiro, Gore recusou vender o canal a Glenn Beck por este «não estar alinhado com o nosso (deles) ponto de vista», por não partilhar da mesma ideologia e «mundividência», da mesma «missão»… um problema que, aparentemente, não se coloca com a Al Jazeera, famosa por ser a estação preferida pela Al Qaeda para divulgar os seus comunicados e onde são frequentes manifestações de anti-semitismo, elogios a terroristas islâmicos e críticas às sociedades ocidentais. Mas é de espantar que «progressistas» liberais norte-americanos prefiram estrangeiros islamitas a (com)patriotas conservadores?
Os muçulmanos pagaram 500 milhões de dólares pela Current, o que significou para Al Gore 100 milhões (tinha 20% das acções). Com esta operação talvez se tenha tornado mais rico do que Mitt Romney, mas não é de esperar que seja criticado e caricaturado pela esquerda como um milionário ganancioso e insensível, à semelhança do candidato presidencial do Partido Republicano. Com excepção, talvez, dos trabalhadores da Current, que foram apanhados de surpresa e que já estão a lidar com a «nova gerência»; um deles chamou ao ex-patrão «bullshitter» («m*rd*s*»).
Uma (grande) vantagem, pelo menos, resulta deste episódio, e constitui como que uma… «verdade inconveniente» para o «vice» de «Bubba»: a sua influência, o seu estatuto, a sua credibilidade enquanto «líder de opinião» mundial… gorou-se definitivamente. Ele poderá negá-lo, os seus aduladores poderão negá-lo… mas é um facto: acabou. Já é suficientemente mau ser-se um charlatão das «alterações climáticas». Mas um charlatão vendido – literalmente – a apoiantes da Sharia que vendem gasolina? Isso é pior ainda. «Citando» Paul Simon, poder-se-ia dizer «you can cal me (him) Al». Mas qual? Al Gore ou Al Jazeera?
Seja qual for, bem que ele se pode juntar a Matt Damon, cujo mais recente filme, «Promised Land», que ataca a práctica conhecida como «fracking» (extracção de gás e de petróleo a partir de rochas), foi financiado em parte por… uma empresa dos Emirados Árabes Unidos - que, compreensivelmente, não desperdiça(ra)m uma oportunidade de prejudicar potenciais concorrentes do seu próprio «ouro negro». Pois é, a coerência e a consistência (e a inteligência?) não são características comuns entre os esquerdistas norte-americanos (e não só).   

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

No Aventar, votar no Obamatório

Começa hoje, 7 de Janeiro, e termina no próximo dia 19 de Janeiro, a primeira fase da votação do «Concurso Blogs do Ano 2012» promovido pelo blog Aventar. No qual participa o Obamatório, e em três categorias: «actualidade política – blog individual»; «actualidade política – internacional»; e «blogger do ano».
Ao tomar conhecimento da iniciativa, pensei «porque não?» e fiz a inscrição. Sem elevadas ou exageradas expectativas, reconheço. Mas quem quiser participar na escolha e dar a sua preferência – o que desde já muito agradeço – a este espaço que eu mantenho há quatro anos, pode fazê-lo – uma vez por dia! – aqui (nas duas primeiras categorias) e aqui (na terceira).
(Adenda - O Aventar suspendeu a votação por «problemas técnicos». Deverá ser retomada no próximo dia 14 de Janeiro, e o seu término deverá ser igualmente adiado.)
(Segunda Adenda - A votação recomeçou, e as ligações para as votações, referidas acima, mantêm-se. Tal como 19 de Janeiro enquanto último dia.)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A mais estúpida de 2012

Era com «expectativa» que se aguardava o momento para se saber, e se anunciar, a afirmação – e a personalidade que a proferira - «vencedora» da «distinção» atribuída pelo Obamatório de «A mais estúpida de 2012». Quem iria suceder a Debbie Wasserman-Schultz, a «campeã» da «época» passada? A concorrência era muita e forte, os candidatos vários… em especial, obviamente, do lado dos democratas: a própria Debbie Wasserman Schultz mais uma vez, Barack Obama, Joe Biden, Harry Reid, Nancy Pelosi e algumas das suas conterrâneas, Touré Neblett, George R. R. Martin, Bill Maher, entre tantos outros «progressistas» e «liberais»… Inevitavelmente que é a esquerda a estar mais representada, mas, do lado dos republicanos, Todd Akin e Richard Mourdock, com as suas afirmações desastrosas sobre aborto e violação, deram à direita a «honra» de ter elementos a figurarem também entre os «nomeados» para as maiores asneiras ditas no ano passado…
… Mas o «triunfo» muito dificilmente poderia fugir – e não fugiu – à «sinistra», e desta vez através de um dos seus maiores «contendores» nos EUA: Chris Matthews. Com a afirmação «estou tão contente que tenhamos tido aquela tempestade (o furacão Sandy) na semana passada», o apresentador da MSNBC foi provavelmente até onde nunca nenhuma figura pública tinha ido… pelo menos em frente a uma câmara e a um microfone: expressar alegria por uma catástrofe natural que matou e que feriu centenas de pessoas, e que causou dezenas de biliões de dólares em prejuízos, mas que, apesar – ou por causa – disso, ajudou ao sucesso eleitoral de um candidato e/ou de um partido que apoi(av)a. Sim, é de uma baixeza, de uma vileza, nunca antes vista e ouvida, mas não se pense que se atingiu o limite… que Matthews atingiu o limite, porque ele já deu muitas provas anteriormente de que quer, e consegue, «superar-se» continuamente…      
… E tal já demonstrámos aqui numa e noutra ocasião. O «evangelho» deste «Cristóvão Mateus» é o da difamação, da discórdia, da desunião. Mas Chris Matthews é especial porque corporiza, personifica, todas as deficiências, todas as idiotices, todas as obsessões dos modernos esquerdistas e liberais norte-americanos. É um autêntico «one-man show», um verdadeiro «homem-orquestra». Vai a todas, tem uma parvoíce pronta a proferir para cada tema e em cada situação, é «um homem para todas as estações» do preconceito, da arrogância, do insulto, da incompetência, da mais inacreditável estupidez. Ninguém consegue ser mais ridículo do que ele de uma forma tão constante, tão regular, tão… «consistente». Por incrível que pareça, é verdade: ele tornou-se pior do que Keith Olbermann…
… E, como qualquer democrata convicto, é intrinsecamente racista, apesar de não o admitir… e de projectar esse racismo nos outros. Com ele qualquer palavra ou expressão dita pelos republicanos pode ser, é, «racista», mas já não é se for dita por democratas, incluindo ele próprio… Segundo Chris Matthews, é «racista» dizer as palavras «Chicago» e «urbano»; é racista questionar o custo de uma viagem de Barack Obama à Índia; Newt Gingrich é racista por ter referido o aumento de utilização de senhas de alimentação nos EUA… e pela maneira como disse o nome de Juan Williams; Mitt Romney é racista em geral, e em especial porque contestou a ideia de «votar por vingança» defendida por Obama… mas talvez antes isso do que ser comparado a Adolf Hitler. E se não são racistas, os conservadores são chamados de, ou comparados a, «porcos»: os irmãos Charles e David Koch, Rush Limbaugh e todos aqueles que não acreditam na teoria do «aquecimento global».
Inevitavelmente, e regularmente, os seus excessos acabam por traí-lo… e o seu – (re)descoberto – passado mais ou menos recente denuncia-o como o hiper-hipócrita que é. Descobre-se que ele mentiu quanto ao seu local de residência. Que em 2007 classificou a segurança social como sendo uma vigarice («a bad Ponzi scheme») – algo que posteriormente criticou outros por fazerem. Que em 2004 elogiou Barack Obama por ele ter a «experiência de imigrante» - antes de repetidamente vituperar os alegados «birthers». E, após sucessivas alusões à suposta incapacidade intelectual de Sarah Palin – partilhadas por muitos dos seus «camaradas» em ambos os lados do Atlântico – e especulações sobre como ela se comportaria se participasse no «Jeopardy!», acabou por ser ele a falhar vergonhosamente no popular concurso televisivo norte-americano! «Pela boca morre o peixe…» Na verdade, e no fundo, Matthews só se dá ares… literalmente!         
Não é de agora que se passa regularmente em revista o longo «currículo de controvérsias» de Chris Matthews e se acumulam provas de que ele é, quase de certeza, completamente louco. Aliás, quem acredita que a comunicação social norte-americana trata equilibradamente o Partido Republicano só pode ter alguns… problemas de percepção. Entretanto, até mulheres liberais como Amy Tennery se insurgem contra o seu machismo e sexismo! Porém, não é de esperar que Matthews seja de alguma forma repreendido, punido ou até corrido do seu posto enquanto Phil Griffin, presidente da MSNBC, o equiparar a um «estadista»! Uma «qualidade» que, no entanto, não terá sido suficiente para lhe assegurar uma visita à Casa Branca juntamente com os seus colegas de canal… talvez, quem sabe, por medo que, depois de ter ficado famoso pelo seu «arrepio na perna» ao ouvir Barack Obama, ele aproveitasse a ocasião para se agarrar, como um cão, à do presidente…  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Nem armas nem religião

Não é novidade que a insolência, a agressividade (verbal e física), a intolerância, os preconceitos, os impulsos totalitários da esquerda «democrata» e «progressista» dos Estados Unidos da América duram todo o ano, mas tais «qualidades» parecem ser acentuadas quando se aproxima o Natal e o Ano Novo… É uma época que traz à superfície o (ainda) pior do que eles têm…
… E essa tendência vai ao ponto de colocar em causa a própria festividade, o feriado, o conceito de Natal. Antes de mais, na sua vertente… ambiental. Sendo indispensável a neve para que esta quadra alcance o mais pleno significado, e para que o trenó puxado pelas renas e conduzido pelo senhor idoso vestido de vermelho – que alguns pensam pertencer ao Partido Democrata – melhor possa distribuir as prendas, é (penosamente) hilariante ver e ouvir os que continuam a acreditar na existência do «aquecimento global antropogénico» a defenderem a sua «crença» quando o frio, naturalmente, começa a fazer-se sentir, mais intenso do que no ano anterior, muitas vezes ainda em pleno Outono e não no Inverno, e a neve cai em locais pouco habituais… Entretanto, o combate às «alterações climáticas» soma – felizmente! – sucessivos e justificados desaires, que, «obviamente», são culpa de George W. Bush! Tal como o «fim do Mundo»!
Porém, os ânimos «liberais» agitam-se mais, previsivelmente, contra a vertente religiosa do Natal. Nos EUA continuam a ocorrer os incidentes que envolvem tentativas, por vezes concretizadas, de proibição de exibição de imagens, textos, e símbolos, alusivos a Jesus Cristo e ao Cristianismo. Árvores, concertos, cruzes, presépios, são alvos da pulsão proibicionista dos «apóstolos» do laicismo extremista e do «politicamente correcto». Que não são mais do que um «bando de alegres fascistas» segundo Bill O’Reilly, crónico «cavaleiro em (meritória) cruzada» contra ateus confessos e outros… que não se sabe muito bem o que são, como Lincoln Chafee, governador (independente) de Rhode Island, que insiste, ano após ano, em chamar «holiday tree» à Christmas tree. Entretanto, na Casa Branca, estão não uma mas sim… 54 árvores de Natal, o que significa, como muito bem faz notar Sean «Jim Treacher» Medlock, quase uma por Estado segundo as peculiares «contas» de Barack Obama!
O actual presidente queixou-se, na campanha em 2008, dos americanos que «se agarram às suas armas e religião» («cling to their guns and religion») – isto é, os seus opositores conservadores, sendo a «religião» referida, claro está, a cristã. E ele e os seus apoiantes têm-se esforçado para que os cidadãos comuns abandonem tanto umas como a outra. Contestar o Natal já não é suficiente, e o monstruoso massacre ocorrido a 14 de Dezembro numa escola primária em Newtown, no Connecticut, deu-lhes o pretexto que tanto procuravam. Tal como em Tucson em 2011, as hienas não se contiveram e passaram logo ao ataque, aproveitando-se de um crime horrível para tentarem concretizar o seu objectivo de inutilizar a Segunda Emenda da Constituição dos EUA. Sempre sem noção do absurdo em que vivem permanentemente, os democratas na política e na comunicação social aclamaram a decisão de Barack Obama de iniciar um processo de revisão do sistema de aquisição e utilização de armas no país através da formação de uma comissão (?) encabeçada por… Joe Biden, que ficou encarregado de apresentar um plano detalhado até final de Janeiro. O mesmo Joe Biden que, em 2008, avisava o então seu rival na nomeação pelo PD de que não se atrevesse a tirar-lhe a sua Beretta! E que credibilidade tem uma administração que entregou armas norte-americanas a criminosos mexicanos – sim, o caso «Fast & Furious» - sem qualquer controlo para, agora, vir dar «sermões» sobre controlo de armas? Nenhuma! Talvez possam pedir conselho a Harry «sou-mórmon-como-Mitt-Romney-mas-não-espalhem-isso» Reid, que, em 2010, aparecia em público ao lado do agora tão vilipendiado vice-presidente da National Rifle Association e confessava que levava uma arma para todo o lado.
Enfim, neste como em outros assuntos, não são mais do que o que costumam ser: hipócritas incompetentes. E continuam a não prestar atenção à realidade, a não quererem saber e reconhecer os factos: menos armas e/ou maior controlo de armas correspondem a aumento da criminalidade. Na verdade, as estatísticas têm indicado uma diminuição daquela nos EUA, e atrocidades como a que ocorreu no Connecticut são, cada vez mais, a excepção, e não a regra – é a cobertura mediática histérica promovida por aqueles que não respeitam o luto das famílias, e que não perdem tempo em tentar avançar a sua agenda à custa do sofrimento das vítimas, que dá a ilusão de serem mais e maiores do que de facto são. Ann Coulter refere, e demonstra, que os locais onde ocorrem mais frequentemente estes massacres são aqueles que não permitem a presença de armas: escolas (de todos os níveis, primário, secundário, universitário), centros comerciais, igrejas… Como ela diz, os homicidas podem ser loucos mas não são estúpidos: escolhem os locais que, à partida, estarão mais desprotegidos, em que provavelmente não encontrarão opositores armados. Mais, abundam os casos em que a intervenção de cidadãos responsáveis… e com um revólver impediu a ocorrência de tragédias maiores, mas que não são – «surpresa»! – divulgados pelos media.
Aqueles que querem saber, e convencer-se, de que o controlo de armas não funciona, não têm mais do que atentar nos Estados dos EUA, nas cidades, em que tal sistema impera. E até em outros países: sabem os «anti-armas» norte-americanos o que acontece no Brasil e no México, em que os cidadãos estão indefesos perante traficantes de droga impiedosos e polícias impotentes, e são mortos às centenas e mesmo milhares? Mais do que o Connecticut, o Illinois, e, neste, em especial Chicago, «paraíso» de quase todas as taras democratas, os tiroteios e os homicídios são tão frequentes que em cada mês é alcançado o mesmo número de mortos atingido em Newtown. Mortos esses que também incluem muitas crianças afro-americanas, o que levou Cornel West – longe de ser um conservador, pelo contrário – a afirmar que Barack Obama é um «cobarde» porque só se preocupa com as «crianças baunilha». Não é só BHO: a comunicação social nacional não se preocupa com o matadouro em que se converteu a «windy city»… porque isso significaria reconhecer o fracasso da ideologia que professam. Certo é que o actual presidente teve um comportamento deplorável após o morticínio na escola Sandy Hook: aproveitou-se deste caso para, numa conferência de imprensa e como que numa acção de «chantagem emocional», tentar forçar os republicanos a chegarem a um acordo fiscal com a Casa Branca; e não referiu o ataque em Fort Hood como outro exemplo recente de um assassinato em série perpetrado por um único atirador. Entretanto, prossegue a demonização da NRA, acusada pelos «suspeitos (idiotas) do costume» como Lawrence O'Donnell de querer assassinatos em massa. Acaso algum dos culpados dos tiroteios é, ou era, membro da associação? Se sim, talvez possam culpá-la; se não… não. E a proposta da NRA de colocar polícias nas escolas foi recebida com incredulidade e até escárnio por aqueles que trabalham e vivem em locais com seguranças armados, apesar de ser idêntica a uma ideia que Bill Clinton teve quando era presidente.      
Em resumo, o fundamental: Adam Lanza era um desequilibrado mental que os pais não quiseram, não souberam, não conseguiram controlar. Pior, a mãe levava-o a practicar tiro, não obstante saber que ele tinha atitudes e comportamentos estranhos e inquietantes! Em consequência da sua irresponsabilidade, o filho fez de Herodes, causando um autêntico massacre dos inocentes. Eu sou pai, e por isso posso, melhor do que os que não são, imaginar o sofrimento horrível, absoluto, daquelas famílias. Para elas é como se o Mundo tivesse mesmo acabado. Neste Natal todos nós, seja onde for que estivermos, também sentimos a sua tristeza. E por isso é-nos difícil, quase impossível, acreditar que 2013 será um feliz ano novo.