segunda-feira, 2 de julho de 2012

Leiam os lábios dele

Um facto incontestável: a decisão, tomada a 28 de Junho pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América, de considerar constitucional o «Affordable Care Act», mais conhecido como «ObamaCare», representou uma grande – e inesperada – victória para Barack Obama, a sua administração e o Partido Democrata. Outro facto tão ou mais incontestável: tratou-se de uma «victória de Pirro», uma «victória com sabor a derrota», cujas desvantagens a médio e a longo prazo serão muito maiores para os liberais do que as (virtuais?) vantagens imediatas e de curto prazo. Eles vão desejar – aliás, quase de certeza desejavam, antes da decisão – terem sido derrotados…
… Porque assim têm agora menos uma «força de bloqueio», o ST, contra a qual possam protestar e «motivar as tropas» nas «batalhas» desta «guerra eleitoral» que vai durar até 6 de Novembro. E o triunfo implica aceitar, mesmo que implicitamente, mesmo que contrariados, o argumento utilizado pelo tribunal para aprovar o «ObamaCare»: o mandato individual é um imposto. Habituados ao «hoje é verdade, amanhã é mentira», a mudarem de posições conforme as conveniências, a quererem «sol na eira e chuva no nabal», a não aceitarem as consequências pelos seus actos, os democratas ainda têm o descaramento de dizer que não se trata de um imposto. Esforço inútil, mas compreensível. Tal como os de George H. Bush (o pai) há 20 anos (a famosa e funesta frase «read my lips, no new taxes»), leiam os lábios dele: Barack Obama tinha dito e prometido – em especial numa entrevista a George Stephanopoulos em 2009 – que o AFA não constituía um novo imposto. Mas é, e vai afectar principalmente os menos ricos, ou seja, os que ganham menos de 250 mil dólares por ano – ou até mesmo os que ganham menos de 120 mil, sobre os quais, segundo algumas previsões, vão incidir 75% dos custos. Na verdade, e mais correctamente, a aplicação da «reforma da saúde» vai traduzir-se no aumento e/ou na introdução de sete impostos; centenas de biliões de dólares em novas despesas; maior carga fiscal sobre os militares; e, sim, estão previstos «painéis da morte» (embora não com esse nome, claro). Como se apercebeu imediatamente Rush Limbaugh após o veredicto, está-se perante «o maior aumento de impostos da história mundial».  
Naturalmente decepcionados, desanimados, desiludidos, com a decisão do Supremo Tribunal, os republicanos pouco ou nada beneficiarão questionando e criticando John Roberts, que, para surpresa geral, desempatou a favor dos «azuis», confirmando, aparentemente, as reservas que a sua nomeação suscitou, nomeadamente, a Ann Coulter e a Ben Shapiro. Terá o chief justice sucumbido às ameaças e às pressões dos democratas? Terá o juízo do juiz sido afectado pelos medicamentos contra a epilepsia? Nem deve o GOP deixar-se perturbar e provocar pelas comemorações dos «burros», previsivelmente caracterizadas pela arrogância e pela ordinarice de que até o presidente deu mostras – embora alguns mais lúcidos, como Ed Rendell e Geraldo Rivera, pressintam o perigo. O importante para os conservadores, para a direita norte-americana, é saber se, num contexto em que a reforma da saúde se tornará o assunto mais importante da campanha eleitoral, Mitt Romney, autor do «RomneyCare», será o candidato, o «porta-estandarte» ideal do movimento político contra o «ObamaCare». As dúvidas nunca desapareceram, e a recente, e desastrada, intervenção do seu conselheiro Eric Fehrnstrom apenas veio aumentá-las. Decididamente, é difícil não pensar que Rick Santorum tinha (alguma) razão.  

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quarto Poder ou Quinta Coluna?

A campanha para a reeleição de Barack Obama não está a correr bem. Isto, na verdade, é um eufemismo: está a correr mal, não está mesmo muito distante de se tornar num desastre.
O candidato-presidente não só está a perder vantagem nas sondagens, ou até está já em desvantagem em várias, como está – ele próprio o admite – a angariar menos dinheiro do que se esperava, apesar do número recorde de eventos de angariação de fundos em que participou. O que está a ter consequências inesperadas, e até ridículas, como, por exemplo: redução da dimensão e da duração da convenção nacional democrata em Charlotte; não pagamento das despesas de (alguns) eventos; pedidos para que sejam doadas à campanha… prendas de casamento! Entretanto, e para «compensar», continua a aumentar o número de políticos democratas que (anunciam que) não vão estar presentes na convenção, que não apoiam (publicamente, pelo menos) a reeleição de Obama ou que, pura e simplesmente, se desvinculam do partido – em especial por causa da nova posição daquele sobre o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, mas não só. Arthur Davis, no Alabama, e Jo Ann Nardelli, na Pensilvânia, são apenas dois exemplos de (ex-)figuras destacadas ao nível estadual do PD que decidiram transitar para o PR.
Estas e outras contrariedades e dificuldades mais não são do que consequências previsíveis das desilusões e das deficiências resultantes deste mandato presidencial, que pouco ou nada de bom, de positivo, tem para mostrar. E, nesta situação, como também seria previsível, a reacção «burra» tem sido mais, não tanto a de defender Barack Obama, mas de atacar Mitt Romney. E para isso continuam a contar com a colaboração de bastantes indivíduos e instituições dos media norte-americanos, que, mais do que omitirem, também mentem e caluniam (e apelam inclusive à violência) contra o candidato republicano. Desistiram de ser o Quarto Poder para se tornarem numa Quinta Coluna a favor do status quo «progressista».
Exemplos? Pode-se começar por Martin Bashir, da MSNBC, que, depois de alvitrar que Mitt Romney não é «material presidencial» porque não bebe álcool (!), fantasiou - com vídeo! - a explosão do autocarro do antigo governador do Massachusetts. Joy Behar, na Current (o canal televisivo de Al Gore), «limitou-se» a imaginar o incêndio da casa dele. Na Time, menos violentos, afirmam que o (quase) nomeado pelo GOP está «demasiado focado na economia» (que chatice!) e que «faz flip-flops em quase tudo» enquanto Barack Obama é «consistente»! Na NBC, continuando o que já é uma «tradição» naquela estação, editaram – deturparam – um registo audiovisual de Romney de forma a mostrá-lo como ignorante, ingénuo, out-of-touch. «Out» esteve também a ABC ao repetir a mentira de que Mitt teria, na Bain Capital, promovido o «outsourcing» através do «envio de empregos (norte-americanos) para a China»… mentira, aliás, originada no Washington Post, uma de entre as «coincidências» recentes – na verdade, conluios – entre posições da Casa Branca e «notícias» daquele jornal; e, afinal, foi Obama que se especializou nesse tipo de «exportação»… O New York Times, em editorial (não assinado), classifica o caso «Fast & Furious» como uma «luta partidária sem sentido». No Buzzfeed «produzem» anúncios em que Romney «publicita» Viagra. No Los Angeles Times questiona-se a utilização, por Ann Romney, e por motivos de saúde, de cavalos de competição. Enfim, os três principais canais televisivos dos EUA fizeram este ano muitas mais referências à riqueza de Romney do que as que fizeram em 2004 à de John Kerry.  
O que é mais surpreendente é que nem há, da parte de alguns «jornalistas» que à partida poderiam e deveriam ser considerados mais «equidistantes», qualquer pudor em assumir publicamente a preferência por um determinado partido – o Democrata – ou candidato – Barack Obama. Nomeadamente, Dean Singleton, presidente da Associated Press, que elogiou profusamente o actual presidente num encontro de… editores! Que garantias de isenção podem dar estes «profissionais»? Poucas ou nenhumas. Alguns, ao fim de muito tempo, e a custo, «abrem os olhos» e reconhecem a realidade tal como ela é. Como Greg Kandra, que, depois de 25 anos a trabalhar na mainstream (lamestream) media, se cansou de «defender o indefensável e de explicar o inexplicável». Agora um sacerdote, não custa a acreditar que a sua indignação se estenda ao silêncio quase total que a mesma MSM reservou para os processos em tribunal postos por dezenas de organizações religiosas norte-americanas contra a actual administração. Não os perdoais… porque eles sabem o que (não) fazem?    

sábado, 23 de junho de 2012

Amnésia e amnistia

Será um caso – um problema - de amnésia? Se é, tem estado a piorar consecutivamente e consideravelmente. Ao decidir e anunciar, no passado dia 15 de Junho, conceder uma autêntica amnistia a muitos milhares – talvez a quase um milhão! – de imigrantes ilegais através de uma ordem executiva, Barack Obama faz exactamente o contrário daquilo que disse há pouco mais de um ano: «Existem leis suficientes nos livros pelo Congresso, que são muito claras em termos de como temos de implementar o nosso sistema de imigração, que, para mim, ignorar, através simplesmente de uma ordem executiva, esses mandatos congressionais, não estaria conforme ao meu papel apropriado como presidente.»
Deve-se dizer que, à partida, dificilmente se colocaria em causa o (bom) princípio, vá lá, moral, que está no cerne desta iniciativa. Quem acredita que os filhos não devem ser punidos pelos «pecados» dos pais não pode deixar de concordar que o governo federal dos EUA cesse a deportação de imigrantes ilegais que tenham entrado involuntariamente no país com menos de 16 anos, e que agora tenham menos de 30, um cadastro criminal limpo, (pelo menos) um diploma liceal ou tenham prestado serviço nas forças armadas. Contudo, impõe-se a pergunta: neste caso os fins justificam os meios? Por se tratar de um assunto tão importante e sensível haveria toda a conveniência em se estabelecer uma política consensual, convergente, bi-partidária, de longo prazo. Marco Rubio, em especial, tem estado a trabalhar nesse sentido desde que entrou para o Senado, e viu algumas das suas propostas, que antes eram criticadas pelos liberais, serem agora apropriadas e louvadas por aqueles… devido a serem apresentadas por um presidente democrata. Enfim, é uma decisão populista, desesperada, demagógica e, quase de certeza, ilegal, inconstitucional, porque entra em matérias que são da competência (quase) exclusiva do Congresso, do poder legislativo; e eleitoralista, porque apela a um grupo específico da população, tal como o tinha sido a decisão de «apoiar» o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Porém, poucos dias depois, ainda não satisfeito, talvez, com a quantidade de polémica que provocara… e que o prejudicara, Barack Obama resolveu exercer novamente o seu poder de… executar, desta vez através do «privilégio executivo», para isentar Eric Holder de entregar ao Congresso todos os documentos que aquele exige relacionados com o caso «Fast & Furious». Já alvo de um processo de contempt (acusação de desobediência, desrespeito, desprezo para com os representantes do povo) por parte dos congressistas, o attorney-general vê enfraquecida, e não reforçada, a sua posição com a decisão do presidente – aumentando ainda mais as suspeitas, e quase certezas, de que o Departamento de Justiça cometeu graves erros, e até ilegalidades, no programa de entrega (des)controlada de armas a traficantes de droga mexicanos. Mais: Holder, ao pedir a protecção do «chefe», também se «esqueceu» do que prometeu em 2009 – de que seria o «advogado do povo», distante da Casa Branca; e Obama, com a sua decisão de conceder uma «amnistia» (pessoal e temporária) a Holder, envolve-se ele próprio, directamente, no processo, tornando-se igualmente suspeito aos olhos da opinião pública. Ou então foi mais um acesso de amnésia: em 2007 criticara o (ab)uso, por parte de George W. Bush, daquele mesmo poder. E àqueles que agora se indignam por Marco Rubio exigir a demissão do actual AG deve-se… recordar que, também em 2007, o então senador pelo Illinois exigiu – por motivos muito menos graves – a demissão de Alberto Gonzales, AG do Nº 43. A hipocrisia é tão evidente e escandalosa que nem Jon Stewart resistiu a satirizá-la…      
Aqueles que estão mais à esquerda dirão que Barack Obama não tem «lapsos de memória» mas que, simplesmente… «evolui»; não é, nunca foi um «flip-flopper», um «vira-casacas», um adepto de «o que hoje é verdade amanhã é mentira». Que ideia! É por isso que ele já «evoluiu» não só sobre o «casamento gay» e os poderes executivos do presidente mas também, entre outros temas, sobre o financiamento público de campanhas eleitorais, o aumento da dívida, o mandato individual na reforma da saúde, o encerramento da prisão de Guantanamo e o julgamento de terroristas em tribunais civis nos EUA – agora, e pelo contrário, esses terroristas, integrantes ou não de alguma «kill list», são simplesmente abatidos (à queima-roupa, por Navy Seal’s, ou à distância, por drones) sem sequer se procurar, antes, obter informações deles. O que se compreende, porque, «coitados», se fossem detidos e não mortos poderiam ser sujeitos a essa «tortura desumana» que é o waterboarding – que, recorde-se, foi aplicada a apenas três pessoas e nenhuma delas morreu por causa disso.
Enfim, também já se pode afirmar que, em Barack Obama, a «amnésia» surgiu precocemente. Desde logo, por não ter a certeza onde nasceu, no Havai ou no Quénia – sim, ele foi o primeiro birther. E, depois, por se ter «esquecido» de divulgar que: foi membro do (esquerdista e radical) Partido Novo; foi apoiado pelos Socialistas Democráticos da América; e tinha mesmo uma relação de amizade com Bill Ayers e Bernadine Dohrn, tendo frequentado a casa do casal de antigos terroristas pelo menos até 2005. No entanto, haja uma certa tolerância: o «mal» parece ser de família, porque o seu avô paterno, afinal, e ao contrário do que alegaram o próprio e os seus descendentes, não terá sido aprisionado e torturado pelos ingleses. Por tudo isto a ver vamos se, no futuro, não será Barack Obama a precisar de uma amnistia.

domingo, 17 de junho de 2012

Rever em baixa (Parte 5)

«A campanha de Obama para o ressentimento de classe», Charles Krauthammer; «Quando a música de Obama pára, a guerra de classes começa», Michael Kinsley; «A única coisa para a qual o presidente Obama alguma vez foi treinado», Ray Stevens; «A hipocrisia da equipa Obama sobre a imigração», Hans von Spakovsky; «Obama conta com a amnésia dos americanos para o seu registo de falhanços», Cal Thomas; «A visão simplista de Obama sobre a desigualdade de rendimento», Charles Lane; «O nosso presidente cavalo-de-Tróia», Robert Knight; «Em Obama ele confia», Milton R. Wolf; «Pode a Segunda Emenda sobreviver a mais quatro anos de Obama? (Não aposte nisso)», AWR Hawkins; «As iniciativas externas de Obama foram falhanços», Jackson Diehl; «O mote de Obama – “Bush começou isto”», David Limbaugh; «Obama mata o oleoduto Keystone e milhares de empregos», Christopher Prandoni; «A terra de faz-de-conta de Obama», Michelle Malkin; «Barack Obama nunca esquece», Neil Cavuto; «Presidente “primeiro islamista” não é o que alegou ser», Charles Hurt; «Como Obama usa narrativas mediáticas falsas para avançar as suas políticas», Warner Todd Huston; «Obama é o candidato do medo», Matthew Continetti; «Barack Obama – um perfil em cobardia», Pat McMahon; «Alarme cresce entre os democratas sobre as chances de Obama», Chris Stirewalt; «Barack Obama, o primeiro presidente feminino», Dana Milbank; «Atacar Obama por causa de Jeremiah Wright é uma táctica legítima para os republicanos», Toby Harnden; «Obama, deixe de ser condescendente para com as mulheres», Campbell Brown; «Esqueçam a Bain - o registo de  equidade pública de Obama é o verdadeiro escândalo», Marc A. Thiessen; «Barack Obama está perante o seu momento Jimmy Carter», Tim Stanley; «Sonhando com um super-herói», Maureen Dowd; «Porque o ataque de Obama contra o governador Romney não evitará um presidente Romney», Jeff Greenfield; «Obama está a matar o Partido Democrata», Jennifer Rubin; «O nosso presidente-celebridade», Mark Steyn; «O sector privado não está indo bem, Sr. Obama», John Lott; «O plano de Obama para o pleno emprego no sector público», Ann Coulter; «O centésimo jogo de golfe de Obama», Emily Miller; «O grande discurso de Obama sobre a economia – nenhuma esperança, nenhuma mudança», Ben Shapiro; «Obama luta contra o "cancro" do crescimento económico», David Cohen; «Presidente Obama - o maior gastador governamental da história mundial», Peter Ferrara; «O programa de empregos de Obama – ajudar ilegais a competir com americanos por empregos escassos», Mike Flynn; «Eu, Barack Obama», Christian Witon; «A estratégia política de Obama - ignorar leis», Steve Friess.                       

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Walker, do Wisconsin, (con)venceu

Quase uma semana depois da – extraordinária, histórica, transformadora – victória na eleição especial («recall») para o governador de Wisconsin, ainda não é tarde para se proceder a uma breve análise daquela. Pelo contrário, esta é até a melhor altura, pois já se pode avaliar os acontecimentos mais «a frio» e não «a quente»…
… O que é algo que, definitivamente, os democratas não conseguem. As suas reacções ao triunfo de Scott Walker – por uma diferença superior à verificada no acto eleitoral anterior! – oscilaram entre os extremos habituais: entre o «choradinho» ridículo de vitimização, expresso, por exemplo, naquela inacreditável declaração «a democracia morreu esta noite», e as habituais ameaças de violência e desejos de morte – por assassinato ou por doença – contra políticos republicanos, os «burros» daquele Estado, e também do resto do país, nada mais fizeram do que se comportar como é seu hábito, ou seja, (muito) mal. Vá lá que (ainda) não voltaram a fugir para Chicago de forma a não existir quórum suficiente para as votações… Queixam-se muito mas, afinal, o que aconteceu foi apenas por culpa deles: foram os operativos democratas e os seus aliados nos sindicatos da função pública – com destaque desonroso para os professores – que promoveram esta eleição especial, culminar de uma campanha de confrontação e de intimidação iniciada há ano e meio, quando Walker demonstrou que iria cumprir o que prometeu, ou seja, acabar com os abusos, os privilégios, as regalias sem justificação – e também, cada vez mais, sem sustentação financeira – que ameaçavam levar o seu Estado à falência. Já há muito que se tornou evidente que, nos EUA, estes «sindicalistas» pouco mais são do que chantagistas e extorsionistas: em troca de apoio eleitoral a políticos democratas, estes concedem-lhes salários e outros benefícios muito superiores aos que são auferidos por trabalhadores no sector privado, e sempre à custa do dinheiro dos contribuintes. Finalmente este «círculo vicioso» foi, por uma vez e num local, quebrado, e tal acção foi aprovada pelos eleitores – e é precisamente essa «dupla qualidade» que constitui um exemplo que poderá ser seguido em outros Estados… aliás, já o foi, e, incrivelmente, na Califórnia!
Desculpam-se os democratas com a acusação de que a eleição foi «comprada» com o dinheiro – algumas dezenas de milhões de dólares – que os apoiantes de Scott Walker providenciaram… «esquecendo-se», convenientemente, de que o seu lado despendeu não muito menos em todas as acções, manifestações e petições feitas nos últimos 18 meses. E alguns tentam «consolar-se» alegando, anedoticamente, que Barack Obama foi o «verdadeiro vencedor» (!!) em Wisconsin… por uma sondagem feita «à boca das urnas» aos eleitores da «recall» ter indicado que o actual presidente estar à frente de Mitt Romney nas intenções de voto; «esquecendo-se», convenientemente, que se tratou da mesma sondagem que apontava para um equilíbrio de 50%/50% entre Walker e Tom Barrett… que depois se «transformou» numa vantagem de sete por cento a favor do incumbente.       
O desolado mayor de Milwaukee nem sequer se livrou de ser agredido por uma apoiante (?) após ter feito o discurso de admissão da derrota – apenas um dos vários momentos bizarros que este processo proporcionou, para além dos interlúdios cómicos previsivelmente providenciados pela MSNBC. Ao mesmo tempo, Scott Walker celebrava a vitória garantindo que iria continuar a diminuir a dívida e o desemprego, e a «mover o Wisconsin para a frente» («moving Wisconsin forward»)! Pareceu uma provocação a Barack Obama, que nem sequer se dignou a aparecer em Madison ou em qualquer outra cidade do «badger state» para apoiar os seus «camaradas» - uma ausência que, quase de certeza, irá ter os seus custos, pois não é certo que os sindicatos lhe desculpem tal «desfeita» até Novembro próximo… eles que tanto fizeram pelo Sr. Hussein em 2008. Como afirmou Peggy Noonan, depois de Wisconsin a actual administração parece subitamente um «castelo de cartas». 

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Diabo veste Democrata

Já se sabe que não há limites possíveis para a hipocrisia e a dualidade de critérios dos democratas. Pelo que a grande questão que habitualmente se coloca é apenas a de saber se os novos exemplos de «olha para o que eu digo, não para o que eu faço» dos «azuis» serão ou não… risíveis.
E, quanto a gargalhadas, dois dos mais recentes anúncios da campanha de Barack Obama arrancam bastantes. Neles é promovido um jantar de angariação de fundos no apartamento (que custou 20 milhões de dólares) de Sarah Jessica Parker. Esta actriz, logicamente, protagoniza um deles, onde afirma que «aquele tipo» que «terminou a guerra no Iraque, disse que podes casar com quem quiseres (incluindo pais e irmãos?) e que criou quatro milhões (?!) de novos empregos (…) precisa de nós». Contudo, é o segundo, protagonizado por Anna Wintour, que é ainda mais inacreditável. Quem é ela? É a editora da Vogue dos EUA… e que serviu de base, de inspiração ao romance «O Diabo veste Prada» e ao filme com o mesmo título, e que proporcionou por sua vez a Meryl Streep (outra apoiante do actual presidente) mais uma das suas espantosas interpretações, tendo-lhe aliás valido outra nomeação para os Óscares. Ou seja: no próprio dia em que era divulgado um dos piores índices do (des)emprego no país, com um aumento da taxa para 8,2%, os democratas escolhem como «porta-voz» o «Diabo», uma pessoa totalmente conotada e integrada com os «um por cento», e que é (tristemente) famosa por ser – num dia bom – arrogante, caprichosa, cruel e snob, e conhecida por ser capaz de humilhar, despedir e boicotar seja quem for ao menor pretexto. E depois acusam Ann e Mitt Romney de serem milionários elitistas e «out of touch» com os supostos «99%»? Glenn Beck divertiu-se bastante, e não foi de certeza o único.    
Porém, por mais irritantes e alienadas, clueless, em relação ao mundo real que Sarah Jessica Parker e Anna Wintour possam ser (e são), elas parecem «anjos» quando comparadas com os vultos «demoníacos» que se acoitam nessa rede de «lojas do aborto» que é a Planned Parenthood. Em mais uma demonstração de «great timing» que «favoreceu» os democratas, a organização eugenista fundada por Margaret «dei aulas ao KKK» Sanger anunciou o seu apoio a Barack Obama – sublinhado em simultâneo com um anúncio televisivo contra Mitt Romney – quase ao mesmo tempo em que era revelado que, em algumas das suas filiais, as funcionárias estavam disponíveis para practicar aborto selectivo – concretamente, remover um feto caso fosse de uma menina. Não é esta, sim, (um)a verdadeira «guerra às mulheres»? Recorde-se que a PP esteve, não há muito tempo, no centro de outra controvérsia, quando foi revelado que, também em algumas das suas filiais, as funcionárias estavam disponíveis para «apoiar» prostitutas imigrantes ilegais e menores de idade. No entanto, e até agora, estes líderes da «indústria da IVG» continuam a não ter que recear consequências pelos seus actos: os democratas no Congresso persistem em opor-se, e até a inviabilizar, qualquer medida que os penalize. Foi o que aconteceu na semana passada, quando uma lei que criminalizaria o aborto selectivo não foi aprovada – apesar de obter a maioria dos votos, eram necessários dois terços dos mesmos.        
E, mesmo que nasçam, cresçam, estudem e trabalham, muitas mulheres norte-americanas serão alvos da discriminação sexista, e do paternalismo machista, do Partido Democrata: este apela, oficialmente, a que se pague «salário igual por trabalho igual», mas depois descobre-se que isso não acontece na Casa Branca nem nos gabinetes «azuis» do Capitólio. Elas que dêem muitas graças, todavia, por o «benemérito» Barack Obama estar disposto a apoiá-las – isto é, a torná-las dependentes do Estado - «do berço até ao caixão»… porque, «coitadinhas», elas não são capazes de tomar conta de si próprias.
(Adenda - E não é que Meryl Streep também esteve presente no jantar oferecido a Barack Obama por Sarah Jessica Parker e por Anna Wintour? Terá conversado, e sobre quê, com a editora da Vogue? Ah, a ironia...)   

quarta-feira, 30 de maio de 2012

«Obamadorismos» (Parte 2)

Já antes aqui chamei a atenção para o facto de o amadorismo – significando «inexperiência» e «incompetência» - ser uma das características principais de Barack Obama e da sua administração. Agora, há um livro que consagra esse conceito. «The Amateur», porém, não tem origem nas esconsas «cavernas» conservadoras. O seu autor é Ed Klein, que trabalhou no New York Times e na Newsweek, mas que, ao contrário dos seus homónimos, manteve a mente aberta para receber e revelar… a verdade. Mais: o título do livro terá tido origem numa afirmação de Bill Clinton. Portanto, as fontes são «insuspeitas».
Por mais esforços que façam os seus admiradores/adoradores – tanto nos EUA como em Portugal – para «dourarem a pílula», alterarem a realidade e manterem-se parados no tempo em 2008, através de «sondagens» que sobre-representam os inquiridos democratas em relação aos republicanos mas não só, já não é possível disfarçar ou ocultar os mais recentes sinais de desespero e de desorientação dados pelas hostes «burras». Para começar, o facto de Barack Obama ter dado o «pontapé de saída» da sua campanha num pavilhão meio-cheio (ou meio-vazio) não constituiu decididamente um bom augúrio… e significou também uma prova de incompetência: nem sequer arranjaram, mesmo pagando, gente suficiente para preencher os lugares desocupados? E o que aconteceu desde então não melhorou o panorama, antes pelo contrário.
O ataque à Bain Capital foi, é, um fracasso, e não só por não terem ficado provadas prácticas criticáveis atribuíveis a Mitt Romney enquanto esteve naquela empresa: vários e destacados democratas condenaram o anúncio da campanha de BHO porque ele configura como que uma guerra… à iniciativa privada. Pior: o próprio Obama recebeu contribuições de funcionários da Bain Capital e já fez saber que não as vai devolver! Consequência também desta falta de coerência e de competência mas não só, as primárias do Partido Democrata (sim, também as há) ganharam um interesse inesperado pelo facto de o presidente pouco ter passado dos 50% de votos em vários Estados, quer tenha um oponente declarado ou não – e um desses oponentes, John Wolfe, pôs um processo em tribunal contra o seu próprio partido, já que este não quer reconhecer-lhe e conceder-lhe os delegados que ganhou. Entretanto, Ron Barber, candidato democrata ao Congresso pelo Arizona, recusou-se, num debate com o seu opositor republicano Jesse Kelly, a dizer se votaria no Sr. Hussein em Novembro!
A situação é tão embaraçosa (para os «azuis») que até o Politico se vê obrigado a admitir – e logo num dos seus títulos! – que Barack Obama tem estado a «tropeçar», o que é um eufemismo para as trapalhadas em que o presidente se vê envolvido, e por culpa própria. Na verdade, foi ele que se referiu – duas vezes! – aos seus «dois filhos» (tem duas filhas), aludiu às «centenas de parques nacionais» (só existem 58) que encerrariam se as propostas orçamentais republicanas fossem aprovadas, e elogiou o JP Morgan como sendo «um dos bancos melhor geridos»… no mesmo dia em que aquele anunciava uma perda de dois biliões de dólares numa só operação! Até o fiel David Axelrod, sempre pronto para seguir e imitar o chefe, parece querer não ficar atrás nas incontinências verbais: «A escolha nesta eleição é entre uma economia que produza uma classe média crescente e que dê às pessoas uma hipótese de progredirem, e uma economia que continue pela estrada em que estamos.» Com amigos destes…
Se nos «negócios nacionais» as perspectivas são (muito) preocupantes, e os números estão aí para o provar, nos «negócios estrangeiros» a diplomacia macia… e amadora desta administração continua a estimular adversários e a negligenciar aliados. Alguma vez se pode dizer que Barack Obama tem tido «sucesso na política externa» quando fala dos «campos de morte polacos», levantando um coro de protestos em Varsóvia? Quando Vladimir Putin recusa um convite para conversações directas, e isto depois de um dos seus generais ter ameaçado destruir instalações da NATO? Quando a Casa Branca recebe representantes da Irmandade Muçulmana e envia milhões de dólares para o Hamas… ao mesmo tempo que promove fugas de informação que prejudicam Israel? Quando, enfim, Obama repete, «papagueia» invariavelmente as mesmas palavras de circunstância quando recebe um líder de outro país?         
Barack Obama é tão incompetente e tão… amador que chega ao cúmulo do descaramento de criticar a comunicação social quando esta, muito ocasionalmente, não é completa e permanentemente unânime no enaltecimento da sua pessoa. O que, inevitavelmente, recupera a já «velha» pergunta: o que aconteceria, o que se diria, se fosse George W. Bush a comportar-se assim? Todos sabemos a resposta…    

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Anarquia organizada

Que «saudades» dos «bons velhos tempos» (foram só há alguns meses, mas enfim…) em que os «ocupas», não só de Wall Street mas também de outras ruas, cidades e Estados dos EUA, se «limitavam» às manifestações não autorizadas com demonstrações de anti-capitalismo e de anti-semitismo, vandalismo, destruição de propriedade, desrespeito à autoridade, roubo, tráfico de droga, exibicionismo, violação… Entretanto, «progrediram» (afinal, sempre são «progressistas») e já chegaram ao terrorismo puro e duro, pelo menos – por enquanto – na forma tentada.
Em Cleveland, cinco tentaram colocar uma bomba numa ponte… e foram presos. Em Chicago, aquando da recente cimeira da NATO, três foram detidos sob a acusação de fabricarem cocktails Molotov (pois, contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte tinha de ser algo «vindo» do Pacto de Varsóvia…) e pretenderem lançá-los contra vários alvos, entre os quais a residência do mayor (Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete de Barack Obama) e… a sede estadual da campanha de reeleição do actual presidente! Será que é agora, ou proximamente, que o Nº 44 se retracta do apoio público que deu aos «ocupas» em Outubro passado? Será que é agora, ou proximamente, que Nancy Pelosi, depois ver os estragos causados por estes energúmenos à «sua» São Francisco, diz «o Diabo que os carregue» depois de ter dito «Deus os abençoe»? Provavelmente, não, porque fazê-lo significaria distanciarem-se, e denunciarem, as organizações (esquerdistas) que estão por detrás destes eventos «espontâneos», em especial confederações de sindicatos como a AFL-CIO e a SEIU, e os vários «institutos» fundados e financiados por George Soros. Porém, e como disse Bill O’Reilly, esfaquear um polícia, como aconteceu na semana passada durante os protestos na «windy city», não é um acto de «liberdade de expressão».    
Mesmo que não descambem na violência, os «ocupas» mostram frequentemente serem egoístas e queixinhas que vivem num «mundo paralelo» construído após muita exposição a entretenimento e a ensino liberal(izante). Neste aspecto, dificilmente haverá algo tão eloquente – extraordinário momento de televisão! – como a «conversa» entre Sean Hannity e Harrison Schultz (é mais um Schultz para a «galeria do ridículo», depois da Debbie e do Ed), e em que o «ocupa», além de acusar a polícia de Nova Iorque de infiltrar criminosos nos acampamentos, também exigiu ter tudo o que quer... de graça! No entanto, não são só os comentadores conservadores a condenarem este movimento de «novos pacifistas»: até no Washington Post se pensa que eles estão a ir para «lado nenhum». O problema, e o perigo, é se, no «caminho», fizerem (mais) vítimas. E, então (esperemos que não), e com outros, Barack Obama terá sangue nas mãos. 
(Adenda - Conheçam Kristine Pettersen, anarquista organizada mas frustrada... depois da derrota dos «seus» em Wisconsin.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

«Nasceu no Quénia»

«Barack Obama, o primeiro presidente afro-americano da Revista de Direito de Harvard, nasceu no Quénia e cresceu na Indonésia e no Havai». Este é o primeiro parágrafo de uma das 89 breves biografias contidas numa brochura publicada em 1991 pela agência literária Acton & Dystel, cuja lista de clientes incluía então o futuro presidente dos Estados Unidos da América. Mais: esta afirmação/informação esteve disponível no sítio Dystel.com até Abril de 2007... dois meses depois de o então senador pelo Illinois lançar a sua candidatura ao mais alto cargo da nação; em 2004 a Associated Press declarou igualmente que ele nascera em África. 
Se esta for a prova… verdadeira de que os ditos «birthers» há muito estavam à espera, o Sr. Hussein cometeu um crime, ocupou ilegalmente a Casa Branca e todos os actos da sua administração são inválidos. Mais: John McCain seria o legítimo presidente e Sarah Palin a legítima vice-presidente. Nunca é de esquecer que foi Hillary Clinton e a sua equipa de campanha, e não os republicanos, quem, há quatro anos, primeiro levantaram a dúvida sobre o local de nascimento de Barack Obama. E por mais que alguns digam que o assunto é anedótico e até ofensivo, por mais que digam que a certidão de nascimento – na forma «curta» ou na forma «longa» - já esclareceu definitivamente a questão, a verdade é que a suspeita, teimosamente, regularmente, continua a reavivar-se, porque continuam a aparecer novos elementos.
E este último é particularmente importante… e inquietante: porque vem de um representante autorizado de BHO; e porque não é plausível que ele próprio não tivesse lido, aprovado, ratificado, aquele texto, antes ou depois de estar impresso e distribuído – e reproduzido digitalmente durante cerca de 15 anos. Que ganharia ele em mentir sobre a sua origem? Algum benefício, algum privilégio concedido a estudantes estrangeiros ou decorrente das políticas de «acção afirmativa»? Semelhante, por exemplo, ao da sua colega de partido Elizabeth Warren, candidata (contra Scott Brown) ao Senado por Massachussets, e que sustentou – quase de certeza fraudulentamente – durante décadas que é descendente de Cherokees? (Adenda: afinal, também o Sr. Hussein afirmou ter ascendentes da mesma tribo!)
O passado de Barack Obama continua a revelar-se, mais do que uma «caixinha de surpresas», uma autêntica «Caixa de Pandora»… Ele comeu cão, ele consumiu drogas, ele destruiu a sua residência universitária, ele ofereceu 150 mil dólares a Jeremiah Wright para este se calar… Porque muitas destas revelações estavam imediatamente acessíveis (nos seus próprios livros!) ou não eram muito difíceis de obter, o que ressalta, inevitavelmente, é, mais do que a incompetência, o colaboracionismo de quase todos os principais órgãos de comunicação social dos EUA, que, vergonhosamente, deitaram fora a deontologia para ajudarem a eleger o «primeiro presidente afro-americano»…
… No que são imitados pela grande maioria dos seus colegas portugueses, que, além de omitirem, também mentem sobre o que acontece no outro lado do Atlântico… continuando assim a justificar a existência do Obamatório. Ontem, enquanto telespeCtador consciente mas também enquanto jornalista responsável, vi-me forçado a telefonar à TVI para corrigir uma notícia que haviam dado no jornal das 13: a de que uma «proposta republicana de orçamento» fora reprovada no Senado. Pelo contrário, o que se reprovou – com 99 contra e zero a favor, ou seja, por unanimidade (faltou um), ou seja, também por todos os democratas, que são maioritários naquela câmara! – foi o orçamento apresentado pela Casa Branca, pela actual administração, por Barack Obama! Tão ridículo que originou logo uma tendência no Twitter - «(o que é) mais popular do que o orçamento de Obama». Tão ridículo que, horas antes da votação, Harry Reid (líder democrata no Senado e mórmon, tal como Mitt Romney) acusava os republicanos de serem os piores dos obstrucionistas! Não há dúvida, a realidade (norte-americana) é mais estranha, e mais divertida, do que qualquer ficção!     

terça-feira, 15 de maio de 2012

Não, não foi Mitt Romney…

… Quem decidiu fazer, em 2001, despedimentos na GST Steel, empresa intervencionada e encerrada pela Bain Capital, facto que agora é o tema central de um novo anúncio televisivo da campanha de Barack Obama contra o (quase confirmado) candidato republicano. Pois é, esse anúncio tem um «pequeno» problema: baseia-se numa mentira.
O ex-governador de Massachusetts saiu da empresa… dois anos antes, para ser o responsável máximo pelos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City em 2002! Sinceramente: alguém com um mínimo de sensatez acreditará que Mitt Romney, assoberbado com a organização de uma das mais importantes competições desportivas do Mundo, tinha tempo e vontade para «despedir e destruir» à distância a partir de uma companhia na qual já não exercia qualquer função executiva? Steve Rattner, ex-conselheiro de Barack Obama, considerou o anúncio «injusto». Entretanto, e mostrando novamente que é rápida a reagir, a campanha de Romney respondeu com outro anúncio, sobre outra empresa metalúrgica – esta, porém, um caso de sucesso. Mas há mais e melhor: quem de facto estava na Bain Capital, num cargo de direcção, aquando do fecho da GST Steel era Jonathan Levine… que é «apenas» um dos maiores apoiantes/angariadores do Sr. Hussein!
Não há dúvida: os democratas não aprendem. Inventaram que os republicanos haviam declarado uma «guerra às mulheres» (por se oporem à distribuição gratuita de contraceptivos a quem os pode adquirir)… e depois sofreram as consequências de alguns dos seus activistas terem decidido insultar as donas de casa, simbolizadas por Ann Romney. Insistiram que o marido desta é cruel por ter colocado o cão da família no tejadilho do carro durante uma viagem familiar de férias ocorrida 30 anos antes… e depois sofreram as consequências de o actual presidente ter comido cão quando era criança, e, já adulto, se ter orgulhado dessa experiência, a ponto de a recordar, e não a lamentar, no seu livro «Dreams From My Father». Insinuaram (e muito mais do que isso) que Mitt Romney, em 1965 (!), foi um bully por ter cortado à força o cabelo a um colega… e ainda estão por (mas vão) sofrer as consequências de Barack Obama, na escola primária, ter agredido uma colega - confessado pelo próprio no mesmo livro! Iniciaram uma «narrativa» sobre a poligamia practicada pelo bisavô de Romney... mas «esqueceram-se» de que o pai de Obama já era casado quando veio para os EUA!
Eu diria que esta «estratégia» do PD é errada… mas se os «burros» fazem muita questão nela, que vão em frente – isto é, avante (camarada), «forward». Porém, algo me diz que mais exemplos de «o tiro sair pela culatra» irão surgir neste ano eleitoral…

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chamem a polícia!..

… Qualquer que ela seja, local, estadual, federal… sim, o FBI! Ou então façam queixa aos procuradores, sejam eles district attorneys ou até mesmo o attorney general, no Departamento de Justiça dos EUA! Eric Holder, tão «competente» e «isento» («Fast and Furious»? Novos Panteras Negras? Que é isso?), de certeza que vos atenderá. De que estão as autoridades norte-americanas à espera para agirem em conformidade com as denúncias que destacados e «credíveis» activistas democratas – na política e nos media – têm feito dos «crimes» cometidos – ou prometidos – pelos republicanos? Homicídio, agressão, violência, assalto, negligência, abuso, discriminação… a lista aumenta diariamente, e indigna todo e qualquer cidadão bem formado. Como é possível que tantos conservadores, «ultra» ou nem tanto, continuem impunes? Como é possível que o próprio GOP não tenha sido já ilegalizado?
Antes de mais, e como não podia deixar de ser, há a «guerra às mulheres». «Dumb» Debbie Wasserman Schultz disse que, porque os republicanos são «empedernidamente indiferentes à saúde das mulheres», os direitos destas «estão em perigo» se Mitt Romney for eleito presidente. Nancy Pelosi afirmou que a proposta de lei do GOP sobre empréstimos a estudantes é um «assalto à saúde das mulheres». Karen Finney, ex-(percebe-se agora porquê) directora de comunicações do DNC, declarou que os republicanos «deixam as mulheres morrerem», e que Romney quer regressar a um tempo «em que as mulheres não podiam votar, os negros não podiam votar». Van Jones não só concorda como adianta que todos os conservadores gostam da escravatura, da segregação, de as mulheres não votarem, de o ambiente ser destruído, de os trabalhadores não terem direitos. Bennie Thompson disse que basta ver a Fox News por 30 segundos para verem o «inimigo» que é contra «os homens e as mulheres que trabalham». Howard Dean vai mais além: o Partido Republicano agride «todos os dias» não só as mulheres e os afro-americanos mas também os gays, os muçulmanos, os latinos e os imigrantes. Estes, segundo Jan Schakowsky, quando ilegais (ou «indocumentados»), são até «caçados» no Arizona, porque não são vistos como pessoas pelo PR, tal como, aliás, os homossexuais e os índios («nativos americanos»).     
Barack Obama, «felizmente», também não receia enfrentar e «desmascarar» os seus «criminosos» opositores. Que querem imitar os chineses e acabar com o salário mínimo e a sindicalização; que, se fosse aprovado, o orçamento do GOP tornaria as previsões meteorológicas menos concisas (logo, supõe-se, expondo os cidadãos às calamidades climáticas); que não se importam que a poluição aumente e que se «envenene as crianças». Segundo Barbara Boxer, essa poluição matará 8100 pessoas. Para Joe Biden, os republicanos não se preocupam que bombeiros e polícias morram. David Axelrod disse que eles recorrem a «assassinos contratados» e que querem instituir um «reino de terror de extrema-direita». Michele Bachmann, em especial, se fosse presidente, procederia à «extinção» dos gays, garantiu Thomas Roberts, da MSNBC (que é um). Entretanto, e enquanto não concretizam esse «genocídio», os republicanos vão promovendo outra guerra, a de classes, e cometem «terrorismo» económico, tendo como fim último a «destruição do governo».          
Alguns comentadores sem dúvida conotados – isto é, «vendidos» – com (à) direita tentarão convencer-vos de que, na verdade, todas estas acusações não passam de mentiras, de invenções ridículas, típicas de esquerdistas estúpidos, que, na falta de competências e de qualidades próprias e de acções úteis e meritórias por eles tidas ou produzidas, recorrem a insultos contra os opositores como forma de assustar, e de enganar, o eleitorado, e para os distrair ou fazer esquecer dos verdadeiros crimes de que eles, democratas, são acusados ou condenados. Nada mais «falso»! Porque, se isso fosse verdade, não perderiam de imediato toda e qualquer credibilidade? E quem, no seu perfeito juízo, apoiaria e votaria em tão reles criaturas? Só os que estivessem ao mesmo baixo nível deles! Mais um pouco e começa-se a dizer que o maior opositor interno (no Partido Democrata) de Barack Obama é um presidiário! Isso sim, seria um caso de polícia!  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Guerra às mulheres?!

Não foi só no «caso dos cães» que os democratas, em termos de atoardas contra os republicanos, viram o seu «tiro» a «sair-lhes pela culatra» e até a «explodir-lhes na cara». Exemplo talvez ainda mais nítido das ejac…, perdão, das «acusações precoces» de que eles padecem foi o da alegada «guerra às mulheres» que o GOP promove. E não adianta tentarem desmentir ou esconder a utilização da expressão «war on women» porque há outros registos de (pelo menos) Debbie Wasserman SchultzMaxine Waters e de Nancy Pelosi a fazerem isso mesmo.  
E porque é que os republicanos declararam supostamente uma «guerra às mulheres»? Principalmente, porque muitos dos seus dirigentes, militantes e simpatizantes se opõem a que seja obrigatório oferecer gratuitamente pílulas contraceptivas… e até por organizações cristãs – principalmente, católicas, mas não só! Para muitos liberais isto equivale a querer que as mulheres estejam sempre «descalças e grávidas» e a pôr em causa, imagine-se, os seus «direitos reprodutivos»! Porém, do que se trata de facto são de «direitos à não reprodução»; no fundo, e por outras palavras, o que os «progressistas» querem é fornicar à vontade e depois apresentar aos contribuintes a conta, seja de pílulas contraceptivas, pílulas «do dia seguinte» e, como último recurso, de abortos, de preferência na Planned Parenthood.
Neste contexto, uma mulher houve, um nome surgiu, que corporizou, que encarnou todo este combate/debate… e a inerente hipocrisia: Sandra Fluke. Até o apelido parece encomendado… perfeitamente adequado ao caso, à controvérsia: «fluke» significa «acaso feliz», «fortuna inesperada», «sorte no jogo». E o que Sandra – já com 30 anos de idade, prestes a casar e estudante de Direito na Universidade de Georgetown – queria era como que um prémio: que a sua escola lhe pagasse a contracepção! Repare-se bem: ela tem dinheiro para pagar as propinas de um dos mais selectos e prestigiados estabelecimentos de ensino superior norte-americanos mas não tem para comprar preservativos e/ou comprimidos? Isto «cheira», de longe, a encenação, a golpe publicitário, a manobra de activismo liberal e progressista, e muitos pensaram e disseram isso mesmo. Rush Limbaugh, infelizmente, foi mais longe, e chamou a Fluke «slut» e «prostitute»…
… E mais valia ter pensado antes de falar: previsivelmente, e sempre à espera de uma oportunidade para (tentarem) silenciar definitivamente «El Rushbo», o Partido Democrata e os seus parceiros sociais e mediáticos não tardaram a criar um escândalo, a acentuarem as críticas e as condenações, a apelar ao boicote de ouvintes e patrocinadores de Limbaugh – com alguns, diminutos, resultados. O radialista pediu desculpas a Sandra Fluke, que não as aceitou – no entanto, e posteriormente, compareceu no programa televisivo de Ed Schultz… que chamara «slut» a Laura Ingraham! Todavia, a sua maior «recompensa» foi ter recebido um telefonema de Barack Obama, a «solidarizar-se» com ela, «coitada», mais uma vítima desses «cruéis» conservadores. Fluke pode não ser galdéria ou prostituta… mas de certeza que merece menos respeito do que uma, quanto mais não seja porque aceitou ser um instrumento, um(a mulher-)objecto numa campanha ridícula… e porque recomenda a Media Matters como fonte de informação!
Porém, assim que a «poeira» assentou, o que é que não tardou a ser recordado? Que mulheres republicanas, na política e não só, foram nos últimos anos gravemente ofendidas por «comunicadores» liberais, «cómicos» ou nem tanto, e tal não causou ondas de (falsa) indignação semelhantes à provocada pelos excessos verbais de Rush Limbaugh. Entre os «culpados» estão nomes como os de David Letterman, George Lopez, Jon Stewart, Louis C. K., Tracy Morgan… e, sem dúvida, aquele que é o pior de todos: Bill Maher. Pelo que se colocou, inevitavelmente, uma pergunta: iria Barack Obama devolver o cheque de um milhão de dólares oferecido à sua campanha pelo homem que, entre outros «floreados oratórios», chamou «cunt» e «dumb twat» a Sarah Palin? Até agora, não devolveu. Também não consta que o presidente tenha telefonado à ex-governadora do Alaska, a Michele Bachmann e a outras conservadoras vilipendiadas pelos seus admiradores.
Contudo, a «cereja no topo do bolo», o «fechar do círculo» (vicioso, e não virtuoso) ainda estava por vir, e de uma forma inesperada. Entrevistada na CNN, Hilary Rosen, consultora e operativa democrata, desvalorizou a contribuição de Ann Romney na campanha do marido enquanto conselheira, alegando que a dona de casa e mãe de cinco filhos – e que já esteve doente com cancro e esclerose múltipla – nunca havia «trabalhado um dia na sua vida». As reacções – negativas – a tão vergonhosa afirmação – que foi reiterada! – vieram rápidas e intensas, e partiram também de democratas proeminentes como David Axelrod… e Barack e Michelle Obama! Foram sinceras as condenações por parte dos «azuis»? Talvez sim, talvez não: não é a primeira vez que pessoas que proclamam constantemente que são «pró-escolha» criticam as… outras escolhas de outras mulheres – outras escolhas, esclareça-se, que não implicam abortar bebés. Rush Limbaugh lembrou os comentários negativos, feitos por muitos democratas em 2008, contra Sarah Palin por ela, já governadora, ainda se candidatar a vice-presidente dos EUA quanto tinha (tem) uma família grande, incluindo um filho recém-nascido e deficiente.
Enfim, a suprema ironia: Hilary Rosen, «especialista» em lobbying e em relações públicas, acabou por dar uma «lição» elucidativa sobre o que não fazer… em relações públicas. Deixará de visitar frequentemente a Casa Branca? Mais ainda: ela trabalha na empresa que representa Sandra Fluke – e, muito provavelmente, terá sido ela própria a acompanhar e a aconselhar a «estudante carecida de contraceptivos» durante o processo que fez dela uma «heroína» dos «direitos das mulheres»! Não há dúvida: cá se fazem, cá se pagam. E, pelo que «devem» por inúmeras demonstrações de dualidade de critérios e de desonestidade intelectual, entre muitas outras insuficiências, é provável que os democratas ainda vão «pagar» muito, e cada vez mais, até Novembro.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

À margem da lei

Como já aqui antes se demonstrou, os democratas têm uma tendência muito, muito superior à dos republicanos para se colocarem à margem da lei, sendo vários os exemplos de «burros» acusados e até condenados em tribunal. Habitualmente, são figuras da segunda, terceira e quarta «linhas» do partido que se vêem na «mira» das autoridades. Porém, quando é o próprio presidente dos EUA a estar envolvido em situações juridicamente mais dúbias, o caso torna-se muito, muito mais grave.
Pois foi exactamente isso o que aconteceu – aliás, está a acontecer – a Barack Obama. Na última semana duas queixas, uma formal, outra nem tanto, foram apresentadas contra ele. A primeira é do RNC (Comité Nacional Republicano, órgão de cúpula do partido), e diz respeito à utilização, pelo Nº 44, de eventos – e de fundos – públicos para acções de campanha já tendo em vista a sua (tentativa de) reeleição; por outras palavras, o que frequentemente acontece é o candidato aparecer «disfarçado» de presidente. A segunda queixa, «informal», é de Ben Shapiro, autor e comentador conservador… e jurista formado em Harvard, que demonstrou como a participação de Obama no programa de Jimmy Fallon constituiu (para além de um desempenho «estiloso» de gosto duvidoso) uma violação da lei das finanças eleitorais norte-americana – por ter constituído, basicamente, uma acção política, um anúncio partidário (mais um) oferecido gratuitamente pela NBC.    
Haverá repercussões? Existirão consequências, sanções? Pouco provável. Afinal, sempre se trata do «comandante-em-chefe»… No entanto, alguns dos seus «aliados» e «subordinados» não deverão ter – e não estão a ter – tanta sorte. Abake Assongba, que está entre os maiores apoiantes e financiadores de BHO, foi acusada de fraude financeira. Quatro militantes democratas do Indiana foram acusados de fraude eleitoral durante as primárias presidenciais de 2008 (no seguimento de um processo já referido aqui no Obamatório); fraude eleitoral que, para a actual «estrela» da MSNBC e antigo funcionário do Partido Democrata Lawrence O’Donnell, é «perfeitamente razoável» se só acontecer uma vez; ele lá deve saber do que fala… O certo é que as primárias «azuis» parecem ser, de um modo geral, muito… animadas: na Califórnia o representante Peter Stark acusou o seu oponente Eric Swalwell de aceitar subornos enquanto conselheiro municipal; e no Connecticut Lee Whitnun acusou Chris Murphy – em directo na televisão! – de ser uma «rameira» (o que também é um crime) por aquele ser pró-israelita! Continuando no âmbito da «brigada dos vícios», na Carolina do Norte Jay Parmley, até há pouco tempo alto dirigente do PD naquele Estado, foi acusado de assédio (homos)sexual, tendo depois a sua ex-namorada alegado que ele a havia contaminado com o vírus da Sida; enfim, eis um democrata que pode não ser adepto do bi-partidarismo mas que, pelo menos, practica outro tipo de «bi-actividade».   
Já se torna difícil determinar e distinguir se, em matéria de maus exemplos, é mais o topo que influencia a base ou se é o oposto. Têm sido tantos os escândalos a afectar a Casa Branca que Darrell Issa, representante republicano, considerou a actual administração como «a mais corrupta da História» dos EUA. De tal forma que o CEO da LightSquared, uma das empresas envolvidas naqueles escândalos, demitiu-se devido à sua proximidade com os actuais ocupantes do Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia – cada vez mais, uma zona de má vizinhança.   

sábado, 21 de abril de 2012

O homem que comeu o cão

Agora, sim, fazem sentido e estão explicadas as (pelo menos duas) ocasiões em que Barack Obama se identificou com um cão: é que ele, em criança, na Indonésia, comeu carne de um! E não se costuma dizer que «é-se aquilo que se come»?
Em última análise, esta «revelação» surgiu apenas por culpa dos democratas, que, (mal) habituados a «fazer(em) muito barulho por nada», a criarem e/ou a divulgarem distracções, a darem importância a trivialidades dos outros para (tentarem) encobrir a sua imbecilidade e incompetência em assuntos fundamentais, esqueceram-se de que não se deve atirar «pedras aos vizinhos» quando se tem «telhados de vidro». Desde o início deste ano que, regularmente, vários dos seus operacionais na política e nos media faziam alusões – e acusações – a algo que Mitt Romney terá feito em 1983, ou seja, há quase 30 anos! Mais concretamente, terá colocado o seu cão numa «gaiola», e posto esta no tejadilho do seu automóvel durante uma viagem de férias com a família. Que «crueldade»! Mas que queriam que ele fizesse? Tendo em conta que tinha cinco filhos, além da esposa, e respectiva bagagem para transportar, antes isso do que deixá-lo num canil… ou então prendê-lo pela trela ao pára-choques traseiro para que ele fosse a correr atrás do carro! Note-se que não foram só «burrinhos» a participar nesta brincadeira, mas também «burrões» como David Axelrod, que «tweetou» uma fotografia, do Sr. Hussein dentro da limusine presidencial com o seu «melhor amigo», e a legenda «é assim que donos dedicados transportam os seus cães». Eric Fehrnstrom, conselheiro de Romney, ripostou: «Em retrospectiva, uma foto arrepiante». Na verdade, e já que se fala nisso… alguém viu o Bo ultimamente?
Quem descobriu esta peculiar «experiência gastronómica» de Barack Obama, talvez indiciadora das contradições culinárias que viriam a abalar a Casa Branca? Foi Sean «Jim Treacher» Medlock, blogger do Daily Caller, que se limitou… a (re)ler o livro «Dreams From My Father», onde o actual presidente descreve as iguarias que o padrasto Lolo Soetoro lhe dava – talvez ilegalmente! – a provar, e que, além de cão, incluíram igualmente cobra e gafanhoto, e talvez (um triste) tigre. Pois é, de repente o «Fungagá da Bicharada» da política dos EUA ganha novos e inesperados animais e respectivos «sabores»… Responderam os democratas e outros fãs do presidente – até a PETA e a Dogs Against Romney (?!) – que ele tem desculpa (ao contrário de Romney, que não comeu o cão!), que era muito novo quando aquilo aconteceu, que não foi ele a tomar a iniciativa… Sim, tudo isso é verdade, só que… foi já como adulto que ele relatou o que «petiscou», e não mostrou qualquer arrependimento, lamento ou repulsa, antes pelo contrário – aliás, mais do que ler, pode-se ouvir isso mesmo através da versão em aúdio-livro narrada pelo próprio BHO… que lhe valeu um prémio Grammy!    
Importante ou não, o certo é que o caso já originou muitos exercícios em humor, como se pode ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Entretanto, e porque pelos vistos os cães já lhes deram, aparentemente, tudo o que tinham a dar, os democratas passaram a atacar Mitt Romney por causa de… bolos. Será que os democratas são ainda mais estúpidos do que parecem? Será que querem mesmo ir por esse caminho… sabendo que é muito provável que possam existir outras «receitas (não muito) secretas» no «livro de cozinha» da família de Barack Obama, em especial a parte daquela que vive no Quénia? Se existirem, ao menos que não tenham os «requintes» das de um Idi Amin ou de um Bokassa!     

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Festas… rijas

É óbvio que a Barack Obama não podem nem devem ser assacadas responsabilidades directas por dois recentes incidentes envolvendo outros tantos grupos de funcionários públicos «apanhados em flagrante» tendo comportamentos (muito) reprováveis. Mas a verdade é que aconteceram na sua presidência, «under his watch», e os implicados são seus subordinados hierárquicos…
Trataram-se, mais concretamente, de duas grandes, escandalosas e rijas… festas, cujas consequências vão implicar muito provavelmente «ressacas» demoradas e dolorosas. Uma foi organizada pela General Services Administration (que consiste, basicamente, numa agência federal para o economato público) em Las Vegas, e, apesar de supostamente ser uma conferência profissional, custou um milhão de dólares e incluiu a participação de um comediante, um «leitor de mentes» e um palhaço – porém, descobriu-se entretanto que esta foi tão só uma da longa série de (elevadas) despesas supérfluas feitas pela GSA à custa de dinheiro dos contribuintes. A outra foi organizada por cerca de duas dezenas de elementos ligados a forças de segurança, entre agentes do Serviço Secreto e militares, em Cartagena, na Colômbia, aquando da última Cimeira das América, e envolveu um igual número de prostitutas locais… que se queixaram de não terem sido pagas pelos «gringos» cuja principal preocupação deveria ser simplesmente a protecção do presidente.  
Decididamente, esta viagem à América do Sul não correu bem – aliás, começou e acabou mal. Antes de partir, Barack Obama discursou em Tampa, na Flórida, no… Hooker’s Point Security Operations Center (!!!). Depois da «bronca» rebentar, disse que ficaria «zangado» se fossem confirmadas as acusações de que (alguns d)os seus guarda-costas requisitaram os serviços de profissionais do sexo; no entanto, e curiosamente, ele não tem qualquer problema em ser visto publicamente (a jogar golfe) com um amigo condenado judicialmente pelo mesmo motivo. Finalmente, confundiu as ilhas Maldivas com as Malvinas… embora devesse designá-las como Falklands, se de facto estivesse inquestionavelmente do lado do Reino Unido na… disputa com a Argentina sobre aquele arquipélago. Bem, ao menos Hillary Clinton também parece ter-se divertido… e sem ter recorrido a «ajuda especializada». Ainda bem que o Bill não foi