quinta-feira, 24 de maio de 2012

Anarquia organizada

Que «saudades» dos «bons velhos tempos» (foram só há alguns meses, mas enfim…) em que os «ocupas», não só de Wall Street mas também de outras ruas, cidades e Estados dos EUA, se «limitavam» às manifestações não autorizadas com demonstrações de anti-capitalismo e de anti-semitismo, vandalismo, destruição de propriedade, desrespeito à autoridade, roubo, tráfico de droga, exibicionismo, violação… Entretanto, «progrediram» (afinal, sempre são «progressistas») e já chegaram ao terrorismo puro e duro, pelo menos – por enquanto – na forma tentada.
Em Cleveland, cinco tentaram colocar uma bomba numa ponte… e foram presos. Em Chicago, aquando da recente cimeira da NATO, três foram detidos sob a acusação de fabricarem cocktails Molotov (pois, contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte tinha de ser algo «vindo» do Pacto de Varsóvia…) e pretenderem lançá-los contra vários alvos, entre os quais a residência do mayor (Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete de Barack Obama) e… a sede estadual da campanha de reeleição do actual presidente! Será que é agora, ou proximamente, que o Nº 44 se retracta do apoio público que deu aos «ocupas» em Outubro passado? Será que é agora, ou proximamente, que Nancy Pelosi, depois ver os estragos causados por estes energúmenos à «sua» São Francisco, diz «o Diabo que os carregue» depois de ter dito «Deus os abençoe»? Provavelmente, não, porque fazê-lo significaria distanciarem-se, e denunciarem, as organizações (esquerdistas) que estão por detrás destes eventos «espontâneos», em especial confederações de sindicatos como a AFL-CIO e a SEIU, e os vários «institutos» fundados e financiados por George Soros. Porém, e como disse Bill O’Reilly, esfaquear um polícia, como aconteceu na semana passada durante os protestos na «windy city», não é um acto de «liberdade de expressão».    
Mesmo que não descambem na violência, os «ocupas» mostram frequentemente serem egoístas e queixinhas que vivem num «mundo paralelo» construído após muita exposição a entretenimento e a ensino liberal(izante). Neste aspecto, dificilmente haverá algo tão eloquente – extraordinário momento de televisão! – como a «conversa» entre Sean Hannity e Harrison Schultz (é mais um Schultz para a «galeria do ridículo», depois da Debbie e do Ed), e em que o «ocupa», além de acusar a polícia de Nova Iorque de infiltrar criminosos nos acampamentos, também exigiu ter tudo o que quer... de graça! No entanto, não são só os comentadores conservadores a condenarem este movimento de «novos pacifistas»: até no Washington Post se pensa que eles estão a ir para «lado nenhum». O problema, e o perigo, é se, no «caminho», fizerem (mais) vítimas. E, então (esperemos que não), e com outros, Barack Obama terá sangue nas mãos. 
(Adenda - Conheçam Kristine Pettersen, anarquista organizada mas frustrada... depois da derrota dos «seus» em Wisconsin.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

«Nasceu no Quénia»

«Barack Obama, o primeiro presidente afro-americano da Revista de Direito de Harvard, nasceu no Quénia e cresceu na Indonésia e no Havai». Este é o primeiro parágrafo de uma das 89 breves biografias contidas numa brochura publicada em 1991 pela agência literária Acton & Dystel, cuja lista de clientes incluía então o futuro presidente dos Estados Unidos da América. Mais: esta afirmação/informação esteve disponível no sítio Dystel.com até Abril de 2007... dois meses depois de o então senador pelo Illinois lançar a sua candidatura ao mais alto cargo da nação; em 2004 a Associated Press declarou igualmente que ele nascera em África. 
Se esta for a prova… verdadeira de que os ditos «birthers» há muito estavam à espera, o Sr. Hussein cometeu um crime, ocupou ilegalmente a Casa Branca e todos os actos da sua administração são inválidos. Mais: John McCain seria o legítimo presidente e Sarah Palin a legítima vice-presidente. Nunca é de esquecer que foi Hillary Clinton e a sua equipa de campanha, e não os republicanos, quem, há quatro anos, primeiro levantaram a dúvida sobre o local de nascimento de Barack Obama. E por mais que alguns digam que o assunto é anedótico e até ofensivo, por mais que digam que a certidão de nascimento – na forma «curta» ou na forma «longa» - já esclareceu definitivamente a questão, a verdade é que a suspeita, teimosamente, regularmente, continua a reavivar-se, porque continuam a aparecer novos elementos.
E este último é particularmente importante… e inquietante: porque vem de um representante autorizado de BHO; e porque não é plausível que ele próprio não tivesse lido, aprovado, ratificado, aquele texto, antes ou depois de estar impresso e distribuído – e reproduzido digitalmente durante cerca de 15 anos. Que ganharia ele em mentir sobre a sua origem? Algum benefício, algum privilégio concedido a estudantes estrangeiros ou decorrente das políticas de «acção afirmativa»? Semelhante, por exemplo, ao da sua colega de partido Elizabeth Warren, candidata (contra Scott Brown) ao Senado por Massachussets, e que sustentou – quase de certeza fraudulentamente – durante décadas que é descendente de Cherokees? (Adenda: afinal, também o Sr. Hussein afirmou ter ascendentes da mesma tribo!)
O passado de Barack Obama continua a revelar-se, mais do que uma «caixinha de surpresas», uma autêntica «Caixa de Pandora»… Ele comeu cão, ele consumiu drogas, ele destruiu a sua residência universitária, ele ofereceu 150 mil dólares a Jeremiah Wright para este se calar… Porque muitas destas revelações estavam imediatamente acessíveis (nos seus próprios livros!) ou não eram muito difíceis de obter, o que ressalta, inevitavelmente, é, mais do que a incompetência, o colaboracionismo de quase todos os principais órgãos de comunicação social dos EUA, que, vergonhosamente, deitaram fora a deontologia para ajudarem a eleger o «primeiro presidente afro-americano»…
… No que são imitados pela grande maioria dos seus colegas portugueses, que, além de omitirem, também mentem sobre o que acontece no outro lado do Atlântico… continuando assim a justificar a existência do Obamatório. Ontem, enquanto telespeCtador consciente mas também enquanto jornalista responsável, vi-me forçado a telefonar à TVI para corrigir uma notícia que haviam dado no jornal das 13: a de que uma «proposta republicana de orçamento» fora reprovada no Senado. Pelo contrário, o que se reprovou – com 99 contra e zero a favor, ou seja, por unanimidade (faltou um), ou seja, também por todos os democratas, que são maioritários naquela câmara! – foi o orçamento apresentado pela Casa Branca, pela actual administração, por Barack Obama! Tão ridículo que originou logo uma tendência no Twitter - «(o que é) mais popular do que o orçamento de Obama». Tão ridículo que, horas antes da votação, Harry Reid (líder democrata no Senado e mórmon, tal como Mitt Romney) acusava os republicanos de serem os piores dos obstrucionistas! Não há dúvida, a realidade (norte-americana) é mais estranha, e mais divertida, do que qualquer ficção!     

terça-feira, 15 de maio de 2012

Não, não foi Mitt Romney…

… Quem decidiu fazer, em 2001, despedimentos na GST Steel, empresa intervencionada e encerrada pela Bain Capital, facto que agora é o tema central de um novo anúncio televisivo da campanha de Barack Obama contra o (quase confirmado) candidato republicano. Pois é, esse anúncio tem um «pequeno» problema: baseia-se numa mentira.
O ex-governador de Massachusetts saiu da empresa… dois anos antes, para ser o responsável máximo pelos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City em 2002! Sinceramente: alguém com um mínimo de sensatez acreditará que Mitt Romney, assoberbado com a organização de uma das mais importantes competições desportivas do Mundo, tinha tempo e vontade para «despedir e destruir» à distância a partir de uma companhia na qual já não exercia qualquer função executiva? Steve Rattner, ex-conselheiro de Barack Obama, considerou o anúncio «injusto». Entretanto, e mostrando novamente que é rápida a reagir, a campanha de Romney respondeu com outro anúncio, sobre outra empresa metalúrgica – esta, porém, um caso de sucesso. Mas há mais e melhor: quem de facto estava na Bain Capital, num cargo de direcção, aquando do fecho da GST Steel era Jonathan Levine… que é «apenas» um dos maiores apoiantes/angariadores do Sr. Hussein!
Não há dúvida: os democratas não aprendem. Inventaram que os republicanos haviam declarado uma «guerra às mulheres» (por se oporem à distribuição gratuita de contraceptivos a quem os pode adquirir)… e depois sofreram as consequências de alguns dos seus activistas terem decidido insultar as donas de casa, simbolizadas por Ann Romney. Insistiram que o marido desta é cruel por ter colocado o cão da família no tejadilho do carro durante uma viagem familiar de férias ocorrida 30 anos antes… e depois sofreram as consequências de o actual presidente ter comido cão quando era criança, e, já adulto, se ter orgulhado dessa experiência, a ponto de a recordar, e não a lamentar, no seu livro «Dreams From My Father». Insinuaram (e muito mais do que isso) que Mitt Romney, em 1965 (!), foi um bully por ter cortado à força o cabelo a um colega… e ainda estão por (mas vão) sofrer as consequências de Barack Obama, na escola primária, ter agredido uma colega - confessado pelo próprio no mesmo livro! Iniciaram uma «narrativa» sobre a poligamia practicada pelo bisavô de Romney... mas «esqueceram-se» de que o pai de Obama já era casado quando veio para os EUA!
Eu diria que esta «estratégia» do PD é errada… mas se os «burros» fazem muita questão nela, que vão em frente – isto é, avante (camarada), «forward». Porém, algo me diz que mais exemplos de «o tiro sair pela culatra» irão surgir neste ano eleitoral…

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chamem a polícia!..

… Qualquer que ela seja, local, estadual, federal… sim, o FBI! Ou então façam queixa aos procuradores, sejam eles district attorneys ou até mesmo o attorney general, no Departamento de Justiça dos EUA! Eric Holder, tão «competente» e «isento» («Fast and Furious»? Novos Panteras Negras? Que é isso?), de certeza que vos atenderá. De que estão as autoridades norte-americanas à espera para agirem em conformidade com as denúncias que destacados e «credíveis» activistas democratas – na política e nos media – têm feito dos «crimes» cometidos – ou prometidos – pelos republicanos? Homicídio, agressão, violência, assalto, negligência, abuso, discriminação… a lista aumenta diariamente, e indigna todo e qualquer cidadão bem formado. Como é possível que tantos conservadores, «ultra» ou nem tanto, continuem impunes? Como é possível que o próprio GOP não tenha sido já ilegalizado?
Antes de mais, e como não podia deixar de ser, há a «guerra às mulheres». «Dumb» Debbie Wasserman Schultz disse que, porque os republicanos são «empedernidamente indiferentes à saúde das mulheres», os direitos destas «estão em perigo» se Mitt Romney for eleito presidente. Nancy Pelosi afirmou que a proposta de lei do GOP sobre empréstimos a estudantes é um «assalto à saúde das mulheres». Karen Finney, ex-(percebe-se agora porquê) directora de comunicações do DNC, declarou que os republicanos «deixam as mulheres morrerem», e que Romney quer regressar a um tempo «em que as mulheres não podiam votar, os negros não podiam votar». Van Jones não só concorda como adianta que todos os conservadores gostam da escravatura, da segregação, de as mulheres não votarem, de o ambiente ser destruído, de os trabalhadores não terem direitos. Bennie Thompson disse que basta ver a Fox News por 30 segundos para verem o «inimigo» que é contra «os homens e as mulheres que trabalham». Howard Dean vai mais além: o Partido Republicano agride «todos os dias» não só as mulheres e os afro-americanos mas também os gays, os muçulmanos, os latinos e os imigrantes. Estes, segundo Jan Schakowsky, quando ilegais (ou «indocumentados»), são até «caçados» no Arizona, porque não são vistos como pessoas pelo PR, tal como, aliás, os homossexuais e os índios («nativos americanos»).     
Barack Obama, «felizmente», também não receia enfrentar e «desmascarar» os seus «criminosos» opositores. Que querem imitar os chineses e acabar com o salário mínimo e a sindicalização; que, se fosse aprovado, o orçamento do GOP tornaria as previsões meteorológicas menos concisas (logo, supõe-se, expondo os cidadãos às calamidades climáticas); que não se importam que a poluição aumente e que se «envenene as crianças». Segundo Barbara Boxer, essa poluição matará 8100 pessoas. Para Joe Biden, os republicanos não se preocupam que bombeiros e polícias morram. David Axelrod disse que eles recorrem a «assassinos contratados» e que querem instituir um «reino de terror de extrema-direita». Michele Bachmann, em especial, se fosse presidente, procederia à «extinção» dos gays, garantiu Thomas Roberts, da MSNBC (que é um). Entretanto, e enquanto não concretizam esse «genocídio», os republicanos vão promovendo outra guerra, a de classes, e cometem «terrorismo» económico, tendo como fim último a «destruição do governo».          
Alguns comentadores sem dúvida conotados – isto é, «vendidos» – com (à) direita tentarão convencer-vos de que, na verdade, todas estas acusações não passam de mentiras, de invenções ridículas, típicas de esquerdistas estúpidos, que, na falta de competências e de qualidades próprias e de acções úteis e meritórias por eles tidas ou produzidas, recorrem a insultos contra os opositores como forma de assustar, e de enganar, o eleitorado, e para os distrair ou fazer esquecer dos verdadeiros crimes de que eles, democratas, são acusados ou condenados. Nada mais «falso»! Porque, se isso fosse verdade, não perderiam de imediato toda e qualquer credibilidade? E quem, no seu perfeito juízo, apoiaria e votaria em tão reles criaturas? Só os que estivessem ao mesmo baixo nível deles! Mais um pouco e começa-se a dizer que o maior opositor interno (no Partido Democrata) de Barack Obama é um presidiário! Isso sim, seria um caso de polícia!  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Guerra às mulheres?!

Não foi só no «caso dos cães» que os democratas, em termos de atoardas contra os republicanos, viram o seu «tiro» a «sair-lhes pela culatra» e até a «explodir-lhes na cara». Exemplo talvez ainda mais nítido das ejac…, perdão, das «acusações precoces» de que eles padecem foi o da alegada «guerra às mulheres» que o GOP promove. E não adianta tentarem desmentir ou esconder a utilização da expressão «war on women» porque há outros registos de (pelo menos) Debbie Wasserman SchultzMaxine Waters e de Nancy Pelosi a fazerem isso mesmo.  
E porque é que os republicanos declararam supostamente uma «guerra às mulheres»? Principalmente, porque muitos dos seus dirigentes, militantes e simpatizantes se opõem a que seja obrigatório oferecer gratuitamente pílulas contraceptivas… e até por organizações cristãs – principalmente, católicas, mas não só! Para muitos liberais isto equivale a querer que as mulheres estejam sempre «descalças e grávidas» e a pôr em causa, imagine-se, os seus «direitos reprodutivos»! Porém, do que se trata de facto são de «direitos à não reprodução»; no fundo, e por outras palavras, o que os «progressistas» querem é fornicar à vontade e depois apresentar aos contribuintes a conta, seja de pílulas contraceptivas, pílulas «do dia seguinte» e, como último recurso, de abortos, de preferência na Planned Parenthood.
Neste contexto, uma mulher houve, um nome surgiu, que corporizou, que encarnou todo este combate/debate… e a inerente hipocrisia: Sandra Fluke. Até o apelido parece encomendado… perfeitamente adequado ao caso, à controvérsia: «fluke» significa «acaso feliz», «fortuna inesperada», «sorte no jogo». E o que Sandra – já com 30 anos de idade, prestes a casar e estudante de Direito na Universidade de Georgetown – queria era como que um prémio: que a sua escola lhe pagasse a contracepção! Repare-se bem: ela tem dinheiro para pagar as propinas de um dos mais selectos e prestigiados estabelecimentos de ensino superior norte-americanos mas não tem para comprar preservativos e/ou comprimidos? Isto «cheira», de longe, a encenação, a golpe publicitário, a manobra de activismo liberal e progressista, e muitos pensaram e disseram isso mesmo. Rush Limbaugh, infelizmente, foi mais longe, e chamou a Fluke «slut» e «prostitute»…
… E mais valia ter pensado antes de falar: previsivelmente, e sempre à espera de uma oportunidade para (tentarem) silenciar definitivamente «El Rushbo», o Partido Democrata e os seus parceiros sociais e mediáticos não tardaram a criar um escândalo, a acentuarem as críticas e as condenações, a apelar ao boicote de ouvintes e patrocinadores de Limbaugh – com alguns, diminutos, resultados. O radialista pediu desculpas a Sandra Fluke, que não as aceitou – no entanto, e posteriormente, compareceu no programa televisivo de Ed Schultz… que chamara «slut» a Laura Ingraham! Todavia, a sua maior «recompensa» foi ter recebido um telefonema de Barack Obama, a «solidarizar-se» com ela, «coitada», mais uma vítima desses «cruéis» conservadores. Fluke pode não ser galdéria ou prostituta… mas de certeza que merece menos respeito do que uma, quanto mais não seja porque aceitou ser um instrumento, um(a mulher-)objecto numa campanha ridícula… e porque recomenda a Media Matters como fonte de informação!
Porém, assim que a «poeira» assentou, o que é que não tardou a ser recordado? Que mulheres republicanas, na política e não só, foram nos últimos anos gravemente ofendidas por «comunicadores» liberais, «cómicos» ou nem tanto, e tal não causou ondas de (falsa) indignação semelhantes à provocada pelos excessos verbais de Rush Limbaugh. Entre os «culpados» estão nomes como os de David Letterman, George Lopez, Jon Stewart, Louis C. K., Tracy Morgan… e, sem dúvida, aquele que é o pior de todos: Bill Maher. Pelo que se colocou, inevitavelmente, uma pergunta: iria Barack Obama devolver o cheque de um milhão de dólares oferecido à sua campanha pelo homem que, entre outros «floreados oratórios», chamou «cunt» e «dumb twat» a Sarah Palin? Até agora, não devolveu. Também não consta que o presidente tenha telefonado à ex-governadora do Alaska, a Michele Bachmann e a outras conservadoras vilipendiadas pelos seus admiradores.
Contudo, a «cereja no topo do bolo», o «fechar do círculo» (vicioso, e não virtuoso) ainda estava por vir, e de uma forma inesperada. Entrevistada na CNN, Hilary Rosen, consultora e operativa democrata, desvalorizou a contribuição de Ann Romney na campanha do marido enquanto conselheira, alegando que a dona de casa e mãe de cinco filhos – e que já esteve doente com cancro e esclerose múltipla – nunca havia «trabalhado um dia na sua vida». As reacções – negativas – a tão vergonhosa afirmação – que foi reiterada! – vieram rápidas e intensas, e partiram também de democratas proeminentes como David Axelrod… e Barack e Michelle Obama! Foram sinceras as condenações por parte dos «azuis»? Talvez sim, talvez não: não é a primeira vez que pessoas que proclamam constantemente que são «pró-escolha» criticam as… outras escolhas de outras mulheres – outras escolhas, esclareça-se, que não implicam abortar bebés. Rush Limbaugh lembrou os comentários negativos, feitos por muitos democratas em 2008, contra Sarah Palin por ela, já governadora, ainda se candidatar a vice-presidente dos EUA quanto tinha (tem) uma família grande, incluindo um filho recém-nascido e deficiente.
Enfim, a suprema ironia: Hilary Rosen, «especialista» em lobbying e em relações públicas, acabou por dar uma «lição» elucidativa sobre o que não fazer… em relações públicas. Deixará de visitar frequentemente a Casa Branca? Mais ainda: ela trabalha na empresa que representa Sandra Fluke – e, muito provavelmente, terá sido ela própria a acompanhar e a aconselhar a «estudante carecida de contraceptivos» durante o processo que fez dela uma «heroína» dos «direitos das mulheres»! Não há dúvida: cá se fazem, cá se pagam. E, pelo que «devem» por inúmeras demonstrações de dualidade de critérios e de desonestidade intelectual, entre muitas outras insuficiências, é provável que os democratas ainda vão «pagar» muito, e cada vez mais, até Novembro.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

À margem da lei

Como já aqui antes se demonstrou, os democratas têm uma tendência muito, muito superior à dos republicanos para se colocarem à margem da lei, sendo vários os exemplos de «burros» acusados e até condenados em tribunal. Habitualmente, são figuras da segunda, terceira e quarta «linhas» do partido que se vêem na «mira» das autoridades. Porém, quando é o próprio presidente dos EUA a estar envolvido em situações juridicamente mais dúbias, o caso torna-se muito, muito mais grave.
Pois foi exactamente isso o que aconteceu – aliás, está a acontecer – a Barack Obama. Na última semana duas queixas, uma formal, outra nem tanto, foram apresentadas contra ele. A primeira é do RNC (Comité Nacional Republicano, órgão de cúpula do partido), e diz respeito à utilização, pelo Nº 44, de eventos – e de fundos – públicos para acções de campanha já tendo em vista a sua (tentativa de) reeleição; por outras palavras, o que frequentemente acontece é o candidato aparecer «disfarçado» de presidente. A segunda queixa, «informal», é de Ben Shapiro, autor e comentador conservador… e jurista formado em Harvard, que demonstrou como a participação de Obama no programa de Jimmy Fallon constituiu (para além de um desempenho «estiloso» de gosto duvidoso) uma violação da lei das finanças eleitorais norte-americana – por ter constituído, basicamente, uma acção política, um anúncio partidário (mais um) oferecido gratuitamente pela NBC.    
Haverá repercussões? Existirão consequências, sanções? Pouco provável. Afinal, sempre se trata do «comandante-em-chefe»… No entanto, alguns dos seus «aliados» e «subordinados» não deverão ter – e não estão a ter – tanta sorte. Abake Assongba, que está entre os maiores apoiantes e financiadores de BHO, foi acusada de fraude financeira. Quatro militantes democratas do Indiana foram acusados de fraude eleitoral durante as primárias presidenciais de 2008 (no seguimento de um processo já referido aqui no Obamatório); fraude eleitoral que, para a actual «estrela» da MSNBC e antigo funcionário do Partido Democrata Lawrence O’Donnell, é «perfeitamente razoável» se só acontecer uma vez; ele lá deve saber do que fala… O certo é que as primárias «azuis» parecem ser, de um modo geral, muito… animadas: na Califórnia o representante Peter Stark acusou o seu oponente Eric Swalwell de aceitar subornos enquanto conselheiro municipal; e no Connecticut Lee Whitnun acusou Chris Murphy – em directo na televisão! – de ser uma «rameira» (o que também é um crime) por aquele ser pró-israelita! Continuando no âmbito da «brigada dos vícios», na Carolina do Norte Jay Parmley, até há pouco tempo alto dirigente do PD naquele Estado, foi acusado de assédio (homos)sexual, tendo depois a sua ex-namorada alegado que ele a havia contaminado com o vírus da Sida; enfim, eis um democrata que pode não ser adepto do bi-partidarismo mas que, pelo menos, practica outro tipo de «bi-actividade».   
Já se torna difícil determinar e distinguir se, em matéria de maus exemplos, é mais o topo que influencia a base ou se é o oposto. Têm sido tantos os escândalos a afectar a Casa Branca que Darrell Issa, representante republicano, considerou a actual administração como «a mais corrupta da História» dos EUA. De tal forma que o CEO da LightSquared, uma das empresas envolvidas naqueles escândalos, demitiu-se devido à sua proximidade com os actuais ocupantes do Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia – cada vez mais, uma zona de má vizinhança.   

sábado, 21 de abril de 2012

O homem que comeu o cão

Agora, sim, fazem sentido e estão explicadas as (pelo menos duas) ocasiões em que Barack Obama se identificou com um cão: é que ele, em criança, na Indonésia, comeu carne de um! E não se costuma dizer que «é-se aquilo que se come»?
Em última análise, esta «revelação» surgiu apenas por culpa dos democratas, que, (mal) habituados a «fazer(em) muito barulho por nada», a criarem e/ou a divulgarem distracções, a darem importância a trivialidades dos outros para (tentarem) encobrir a sua imbecilidade e incompetência em assuntos fundamentais, esqueceram-se de que não se deve atirar «pedras aos vizinhos» quando se tem «telhados de vidro». Desde o início deste ano que, regularmente, vários dos seus operacionais na política e nos media faziam alusões – e acusações – a algo que Mitt Romney terá feito em 1983, ou seja, há quase 30 anos! Mais concretamente, terá colocado o seu cão numa «gaiola», e posto esta no tejadilho do seu automóvel durante uma viagem de férias com a família. Que «crueldade»! Mas que queriam que ele fizesse? Tendo em conta que tinha cinco filhos, além da esposa, e respectiva bagagem para transportar, antes isso do que deixá-lo num canil… ou então prendê-lo pela trela ao pára-choques traseiro para que ele fosse a correr atrás do carro! Note-se que não foram só «burrinhos» a participar nesta brincadeira, mas também «burrões» como David Axelrod, que «tweetou» uma fotografia, do Sr. Hussein dentro da limusine presidencial com o seu «melhor amigo», e a legenda «é assim que donos dedicados transportam os seus cães». Eric Fehrnstrom, conselheiro de Romney, ripostou: «Em retrospectiva, uma foto arrepiante». Na verdade, e já que se fala nisso… alguém viu o Bo ultimamente?
Quem descobriu esta peculiar «experiência gastronómica» de Barack Obama, talvez indiciadora das contradições culinárias que viriam a abalar a Casa Branca? Foi Sean «Jim Treacher» Medlock, blogger do Daily Caller, que se limitou… a (re)ler o livro «Dreams From My Father», onde o actual presidente descreve as iguarias que o padrasto Lolo Soetoro lhe dava – talvez ilegalmente! – a provar, e que, além de cão, incluíram igualmente cobra e gafanhoto, e talvez (um triste) tigre. Pois é, de repente o «Fungagá da Bicharada» da política dos EUA ganha novos e inesperados animais e respectivos «sabores»… Responderam os democratas e outros fãs do presidente – até a PETA e a Dogs Against Romney (?!) – que ele tem desculpa (ao contrário de Romney, que não comeu o cão!), que era muito novo quando aquilo aconteceu, que não foi ele a tomar a iniciativa… Sim, tudo isso é verdade, só que… foi já como adulto que ele relatou o que «petiscou», e não mostrou qualquer arrependimento, lamento ou repulsa, antes pelo contrário – aliás, mais do que ler, pode-se ouvir isso mesmo através da versão em aúdio-livro narrada pelo próprio BHO… que lhe valeu um prémio Grammy!    
Importante ou não, o certo é que o caso já originou muitos exercícios em humor, como se pode ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Entretanto, e porque pelos vistos os cães já lhes deram, aparentemente, tudo o que tinham a dar, os democratas passaram a atacar Mitt Romney por causa de… bolos. Será que os democratas são ainda mais estúpidos do que parecem? Será que querem mesmo ir por esse caminho… sabendo que é muito provável que possam existir outras «receitas (não muito) secretas» no «livro de cozinha» da família de Barack Obama, em especial a parte daquela que vive no Quénia? Se existirem, ao menos que não tenham os «requintes» das de um Idi Amin ou de um Bokassa!     

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Festas… rijas

É óbvio que a Barack Obama não podem nem devem ser assacadas responsabilidades directas por dois recentes incidentes envolvendo outros tantos grupos de funcionários públicos «apanhados em flagrante» tendo comportamentos (muito) reprováveis. Mas a verdade é que aconteceram na sua presidência, «under his watch», e os implicados são seus subordinados hierárquicos…
Trataram-se, mais concretamente, de duas grandes, escandalosas e rijas… festas, cujas consequências vão implicar muito provavelmente «ressacas» demoradas e dolorosas. Uma foi organizada pela General Services Administration (que consiste, basicamente, numa agência federal para o economato público) em Las Vegas, e, apesar de supostamente ser uma conferência profissional, custou um milhão de dólares e incluiu a participação de um comediante, um «leitor de mentes» e um palhaço – porém, descobriu-se entretanto que esta foi tão só uma da longa série de (elevadas) despesas supérfluas feitas pela GSA à custa de dinheiro dos contribuintes. A outra foi organizada por cerca de duas dezenas de elementos ligados a forças de segurança, entre agentes do Serviço Secreto e militares, em Cartagena, na Colômbia, aquando da última Cimeira das América, e envolveu um igual número de prostitutas locais… que se queixaram de não terem sido pagas pelos «gringos» cuja principal preocupação deveria ser simplesmente a protecção do presidente.  
Decididamente, esta viagem à América do Sul não correu bem – aliás, começou e acabou mal. Antes de partir, Barack Obama discursou em Tampa, na Flórida, no… Hooker’s Point Security Operations Center (!!!). Depois da «bronca» rebentar, disse que ficaria «zangado» se fossem confirmadas as acusações de que (alguns d)os seus guarda-costas requisitaram os serviços de profissionais do sexo; no entanto, e curiosamente, ele não tem qualquer problema em ser visto publicamente (a jogar golfe) com um amigo condenado judicialmente pelo mesmo motivo. Finalmente, confundiu as ilhas Maldivas com as Malvinas… embora devesse designá-las como Falklands, se de facto estivesse inquestionavelmente do lado do Reino Unido na… disputa com a Argentina sobre aquele arquipélago. Bem, ao menos Hillary Clinton também parece ter-se divertido… e sem ter recorrido a «ajuda especializada». Ainda bem que o Bill não foi

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mais do que as palavras, os números

Elas são sempre importantes, quando verdadeiras, quando efectivamente ditas, porque traduzem o carácter – bom, mau ou a falta dele – e as acções de quem as profere. Mas, mais do que as palavras, os números conseguem ser invariavelmente ainda mais eloquentes na descrição de uma situação. Aqui no Obamatório eles são dados com regularidade e propriedade. Eis mais alguns, que caracterizam actualmente com nitidez os EUA…
… Cuja dívida é superior a de toda a União Europeia: 15,1 triliões de dólares contra 12,7. Barack Obama é o presidente em cujo mandato se verificou o maior aumento dessa dívida: 4,94 triliões em pouco mais de três anos (actualização: já atingiu os cinco) contra os 4,9 de George W. Bush em oito. O governo federal dos EUA registou em Fevereiro de 2012 o pior (mais alto) défice mensal da sua História, no valor de cerca de 229 biliões de dólares. O Gabinete de Orçamento do Congresso prevê que as políticas de impostos e de despesa da actual administração deverão provocar défices adicionais no valor de 6,4 triliões de dólares durante os próximos dez anos; e calcula que a taxa real de desemprego era (em Janeiro último) de 15%.
No início de Março, Kathleen Sebelius, secretária de Estado da Saúde e dos Serviços Humanos admitia, durante uma audição perante um painel do Congresso, que não sabia («não tinha ideia») se o ObamaCare iria agravar o défice das contas públicas na próxima década. Agora sabe-se que sim: segundo um estudo, serão mais 340 biliões de dólares; segundo outro, serão 1,76 triliões. Nem todos serão afectados da mesma maneira: no início de Janeiro soube-se que 543812 trabalhadores sindicalizados (isto é, apoiantes do Sr. Hussein) haviam recebido waivers (isto é, dispensas temporárias de pagamento de custos acrescidos com seguros de saúde), enquanto os não sindicalizados «beneficiados» totalizavam… 69813.   
Há quase um ano constatávamos que o único «sector» da economia norte-americana que não parecia afectado pela crise era o da campanha para a reeleição de Barack Obama… e a tendência mantém-se: Joe Biden acusou o GOP de não saber o que significa ser-se da classe média… num jantar de angariação de fundos em que cada casal pagou, pelo menos, 10 mil dólares para entrar. E o presidente irá estar brevemente em duas iniciativas semelhantes, uma em Detroit promovida pela «magnata da pizza» Denise Illitch (que prometeu servir a sua especialidade em pratos de prata) e outra em Los Angeles promovida por George Clooney. Custo de admissão em ambas? 40 mil dólares por pessoa (na primeira pode ficar em dez mil se não for ao cocktail inicial). Um valor digno dos «1%» que o presidente e as «estrelas» que o apoiam dizem (hipocritamente) combater. E não adianta dizerem que nos EUA os ricos «não pagam a crise»… porque não é verdade: 41,5% do total dos impostos é pago pelos 10% mais abastados – uma percentagem que é superior à de qualquer país da Europa. E ainda querem mais?!  
Enquanto uns se divertem, outros trabalham tentando encontrar soluções para os problemas financeiros do país. Porém, nem todos conseguem encontrá-las. É o caso de Timothy Geithner, que, tal como a sua colega Kathleen Sebelius, admitiu a sua ignorância e impotência no Congresso… e perante Paul Ryan! Este, sim, sabe o que se deve fazer, e salientou que, contra os seus números e propostas, Barack Obama apenas costuma fazer «birras verbais», às quais, aliás, já está habituado. Birras essas que, por mais estridentes que sejam, não conseguem ocultar «sete factos devastadores» que descrevem e resumem o estado (deplorável) da economia norte-americana sob Obama.  

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ver a Rússia da Casa Branca

Não, não foi uma gaffe… Uma gaffe é um erro, algo que se diz ou se faz que é, objectivamente, incorrecto, e que não é deliberado. Pelo contrário, ao prometer a Dmitri Medvedev que, caso seja reeleito presidente dos EUA, poderá ter «mais flexibilidade» - isto é, fazer (mais) cedências – em futuras discussões sobre (des)armamento com a Rússia, Barack Obama não estava a cometer qualquer erro… pelo menos, na sua perspectiva. Era exactamente isso que ele pensa(va) e que queria transmitir…
… Só que, infelizmente para ele, um «microfone indiscreto» captou a conversa entre os dois chefes de Estado. Já foi há mais de duas semanas mas os seus efeitos ainda se fazem sentir… porque tal «revelação» é extremamente grave. Porém, não é totalmente surpreendente: está em consonância com o que tem sido a retórica e a práctica políticas do Sr. Hussein. Aliás, já em 2001 ele afirmava que não acreditava num sistema de defesa com mísseis; mais de dez anos depois, já presidente, fez com que a Polónia «partilhasse», para receio e prejuízo daquela nação, a sua «falta de fé» naquele sistema. Não que, evidentemente, a actual administração não tenha as suas «crenças» no que respeita às relações com o estrangeiro, sejam elas civis ou militares: Leon Panetta afirmou que a permissão da comunidade internacional – representada na ONU – é mais importante, tem prioridade sobre a permissão do Congresso para se iniciarem acções das forças armadas norte-americanas em outros países; e Michael McFaul, embaixador dos EUA na Rússia, declarou que «apoiamos os valores universais (quais?), não os valores americanos». Pouco tempo depois, o Sr. McFaul terá recebido a primeira reacção significativa àquela sua demonstração de «boa vontade»… através de uma infiltração, alegadamente perpetrada por jornalistas da televisão estatal russa (!), no seu telefone e no seu correio electrónico.  
Para os actuais ocupantes do Kremlin, practicamente todos ainda «educados» na boa e velha escola comunista da União Soviética, «flexibilização» significa, senão «rendição», pelo menos «condescendência(s)». Que Barack Obama é bastante flexível já não restam quaisquer dúvidas, depois de vermos as vénias que ele fez a vários chefes de Estado estrangeiros. Está por verificar se ele também curvará a espinha perante Vladimir Putin, mas, por enquanto, vai tentando brincar com o incidente (voltou a fazê-lo há poucos dias), desvalorizá-lo, esperando, talvez, que a opinião pública o esqueça. Ele que não tenha ilusões: aquela gravação será repetida regularmente até à eleição de Novembro. Porque aquilo que revela é inquietante, e Charles Krauthammer e Karl Rove, entre outros, explicam porquê. Mitt Romney não deixou igualmente de criticar o presidente… e, em consequência, foi por sua vez criticado pelo Pravda, jornal que prefere – que surpresa! – que o Sr. Hussein se mantenha na Casa Branca, e que considera o ex-governador do Massachusetts como «inelegível» e «desactualizado» por considerar que o regime de Moscovo ainda é um adversário do de Washington. E é, porque: externamente, contemporiza com as ditaduras norte-coreana, iraniana e síria; internamente, impede aos seus cidadãos o pleno exercício das liberdades de expressão e de manifestação… e organiza eleições muito pouco credíveis.
Na minha modesta opinião, aquilo que Barack Obama disse a Dmitri Medvedev é, pura e simplesmente, causa e justificação suficiente para um impeachment, para um processo de destituição – aliás, há uma proposta de lei entregue no Congresso que prevê essa possibilidade, mas que resultou das declarações de Leon Panetta citadas acima. O Nº 44 já fez, antes e depois (atente-se nas inacreditáveis, inadmissíveis ameaças feitas esta semana ao Supremo Tribunal quanto à próxima deliberação daquele sobre o ObamaCare), outras declarações (de intenções) de grande gravidade e mesmo anti-democráticas; nenhuma dessas, no entanto, punha em causa a segurança nacional. 
Muito se divertiram os democratas quando acreditaram – e ainda acreditam – que Sarah Palin tinha dito que conseguia ver a Rússia da sua casa (no Alaska) – na verdade, como nunca é demais repetir, foi Tina Fey quem o disse. Todavia, a visão que a Casa Branca tem actualmente do maior país do Mundo está ao nível de um sketch humorístico do «Saturday Night Live»… e não dá vontade de rir.     

domingo, 1 de abril de 2012

Até parece mentira… (Parte 3)

… Que Eric Holder, actual Procurador-Geral dos EUA, tenha afirmado (em 1995) que se deveria desenvolver métodos de «lavagem cerebral», direccionados em especial aos jovens, de modo a que se diminuísse o uso de armas. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Dick Durbin, senador do Partido Democrata pelo Illinois, tenha afirmado que no futuro um imigrante ilegal poderá vir a ser presidente dos EUA. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que John Kerry tenha exigido à comunicação social que não desse ao Tea Party tempo de antena igual ao dos adversários. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Timothy Geithner, secretário do Tesouro (equivalente a Ministro das Finanças) dos EUA, tenha afirmado que espera há algum tempo ser despedido. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Barack Obama, e a sua comitiva, durante uma visita a Boston, tenham causado prejuízos no valor de mais de 600 mil dólares. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que um camião carregado com «material presidencial» no valor de cerca de 200 mil dólares, incluindo equipamento sonoro, o pódio e o teleponto, tenha sido roubado (perto de Richmond, na Virgínia). Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Barack Obama tenha culpado a Internet (ou serão as «Internets»?) pela perda de empregos. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que a Casa Branca tenha violado a lei federal (e o tenha admitido!) em negociações com o governo da China. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Barack Obama tenha confundido o Kansas com o Texas. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que os representantes democratas tenham impedido a aprovação de uma emenda (que requeria a concordância de dois terços dos membros da Casa) que exige ao governo federal o equilíbrio do seu orçamento. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Barack Obama tenha pedido ao governo de Teerão que devolvesse um drone norte-americano que caiu no Irão. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que a Amnistia Internacional tenha pedido, a governos de África, a prisão de George W. Bush durante uma visita do anterior presidente dos EUA àquele continente. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Barack Obama tenha dito (ao celebrar o Hannukah com duas semanas de antecedência) que não precisa de uma desculpa para fazer uma festa. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Robert Gibbs tenha insultado Michelle Obama. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que os prisioneiros da prisão de Guantanamo (que ainda está aberta) tenham um novo campo de futebol que custou cerca de 750 mil dólares. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que 52 soldados norte-americanos (para além dos de outros países) tenham sido assassinados por afegãos das «forças de segurança» do regime de Kabul desde 2007. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que a actual administração tenha decidido não acusar um árabe que ameaçou fazer explodir a Casa Branca. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que a NAACP se tenha queixado ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU (onde estão representados países como a Arábia Saudita, China e Cuba) das leis eleitorais, propostas pelo Partido Republicano, que exigem aos votantes (um cartão de) identificação com fotografia. Mas sim, é mesmo verdade.
… Que Michelle Obama e as duas filhas tenham visitado Las Vegas numa viagem «à custa do contribuinte»… depois de o marido e pai ter desaconselhado idas à cidade dos casinos «à custa do contribuinte». Mas sim, é mesmo verdade.
… Que o orçamento para 2012 da actual administração tenha sido reprovado por unanimidade (414-0) na Casa dos Representantes… isto é, nem um só democrata o aprovou! Mas sim, é mesmo verdade.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Fungagá da Bicharada

Estreia em Portugal na próxima quinta-feira, 29 de Março, o filme «We Bought a Zoo», realizado por Cameron Crowe e protagonizado por Matt Damon e por Scarlett Johansson. E que decidi aproveitar como uma oportunidade, um pretexto para abordar brevemente a utilização de nomes de animais na política norte-americana, e não apenas «burros» (democratas) e «elefantes» (republicanos)… um autêntico «Fungagá da Bicharada» no outro lado do Atlântico. Pode ser, sem dúvida, «fun»… e sem ter de se ficar «gagá».
Poderá parecer perseguição da nossa parte… mas factos são factos: foi Barack Obama quem mais contribuiu recentemente para «(re)introduzir» a zoologia na ideologia, e começou a fazê-lo logo na campanha presidencial de 2008. Sim, Sarah Palin identificou-se a ela própria como «pitbull» e «Mama Grizzly», mas isso não implicou qualquer ofensa a qualquer adversário – enquanto o Sr. Hussein chamou à ex-governadora do Alaska uma «porca com batôn» e a John McCain um «peixe velho». Já depois de eleito e empossado como presidente, Obama comparou-se a um cão – primeiro favorável, depois desfavoravelmente – e queixou-se várias vezes dos «fat cats» que, supostamente, estariam a prejudicar a economia… sem reconhecer que muitos desses «gatos gordos» (da alta finança de Wall Street) foram, e ainda são, seus apoiantes. Além disso, não deixou de promover uma espécie de «caça» a uma «raposa» (isto é, a Fox News), e deixou algumas «hienas» andarem – e «rirem» – à solta a propósito do atentado que feriu a congressista Gabrielle Giffords. Entretanto, e previsivelmente, «ganhou» alguns «amigos da onça»…
… E foi comparado a um macaco por uma republicana – que não tardou a ser criticada e desautorizada pelos seus colegas de partido. O mesmo não aconteceu a David Axelrod depois de ter declarado, referindo-se a Newt Gingrich, que «quanto mais alto um macaco sobe a um poste, mais se pode ver o seu rabo». Mas já todos sabemos que a «civilidade no discurso» só é obrigatória para um dos lados… Ed Schultz é disso outro exemplo: para ele, os republicanos são como «ratos de esgoto». Já Harry Reid consegue ser mais fantasista, e até poético: para ele os milionários que criam empregos são como «unicórnios»… porque «não existem»!
Enquanto os bichos – reais e imaginários – forem usados unicamente como figuras de retórica no debate e no combate partidário, mesmo que de uma forma excessiva, isso não será muito grave. Pior é quando eles são vítimas verdadeiras de opções políticas. Passaram despercebidas em Portugal duas decisões – duas autorizações – da responsabilidade da actual administração que configuram um desrespeito chocante para com os direitos dos animais... ou, mais correctamente, de alguns animais: uma, o abate de cavalos para alimentação; outra, o sacrifício de (duas) águias – a ave que é o símbolo nacional dos EUA! – num ritual religioso de uma tribo índia. E há ainda o plano de matar exemplares de uma espécie de coruja... para proteger outra! É caso para perguntar: por onde é que anda a PETA quando ela é precisa?

terça-feira, 20 de março de 2012

Bem-vindos ao Illinois!

Realiza-se hoje uma eleição «primária» da campanha presidencial do Partido Republicano no Estado onde têm residência Barack Obama (trocou, por alguns anos, a dele pela Casa Branca em Washington)… e Rod Blagojevich (trocou, por alguns anos, a dele por uma prisão no Colorado)… e Jeremiah Wright… e Louis Farrakhan… e Oprah Winfrey… e Rahm Emanuel…
… E o ex-chefe de gabinete do actual presidente dos EUA, e actual mayor de Chicago, até que poderia dar as boas-vindas a Mitt Romney, Newt Gingrich, Rick Santorum e Ron Paul. Porém, será que os candidatos do GOP podem confiar em «Rahmbo»? Estarão em segurança na cidade de Al Capone? Afinal, trata-se de uma metrópole com tão elevados índices de criminalidade que: a cimeira de 2012 do G-8, que deveria realizar-se lá, foi transferida para Camp David; a venda de armas para defesa pessoal… disparou desde que a lei que a impedia (há quase 30 anos) foi revogada; é notícia quando há um período de 24 horas sem um homicídio ou um tiroteio; dezenas de corpos acumulam-se durante meses nas morgues sem serem reclamados; apenas 30% dos assassinatos de 2011 já foram resolvidos; é desaconselhada a encomenda de refeições por telemóvel; são contratados violadores como baby-sitters; crianças de escola primária são algemadas por se portarem mal nas aulas; polícias decidem «terminar» o direito à Primeira Emenda (liberdade de expressão) de jornalistas; é exigida uma identificação com fotografia a quem quiser comprar produtos de limpeza de canos e de esgotos…
… Que, pelos vistos, não estão a ser suficientes, porque há baratas «jurássicas» na câmara municipal. Aliás, tal não é a única «praga» de parasitas a infestar o Illinois: são vários – por exemplo, este, este e este – os casos de pensões milionárias e de outros benefícios exorbitantes atribuídos, injustificadamente ou mesmo fraudulentamente, a dirigentes de sindicatos. Logo, é preciso mais dinheiro para lhes pagar, pelo que há que ir buscá-lo das formas habituais, ou seja: aumentando impostos, em especial sobre imóveis; e passando (mais) multas, até mesmo a pessoas que estão a assistir a um funeral de um soldado morto no Afeganistão!      
No entanto, nem tudo é mau; há aspectos em que, aparentemente, se verificam progressos: David Axelrod assegura que agora cada pessoa só vota uma vez na «windy city». Todavia, e apesar da «melhoria», há dúvidas sobre quais serão os tais «valores do sul de Chicago» que Michelle Obama afirmou que ela e o marido tentam inculcar nas filhas… é que aquela é a zona da cidade onde a criminalidade é mais grave!  

quarta-feira, 14 de março de 2012

«PALINfrasia»* (Parte 3)

A esqu… erda norte-americana é, definitivamente, esqu… izofrénica. Desde 2008 que os seus diversos «porta-vozes», na política, na comunicação social e no entretenimento, se esforçam por convencer os EUA de que Sarah Palin é imbecil, incompetente, irrelevante... Porém, acabam sempre por demonstrar, com alguma frequência, que ela é exactamente o oposto. Um dos mais recentes exemplos é um anúncio da campanha de Barack Obama em que ela é a «vilã» - e convém sempre recordar que ela não exerce actualmente qualquer cargo público nem está a concorrer para um. Outro exemplo, ainda mais eloquente quanto a esse sentimento (não correspondido) de «amor-ódio» sentido pelos «progressistas» em relação à ex-governadora do Alaska, é o filme «Game Change», estreado no passado dia 10 de Março…
… No canal HBO, que há quem acredite significar, na verdade, «Home of Barack Obama». Os principais nomes da equipa daquele filme - produtor, realizador, argumentista e actores – são todos de democratas e apoiantes de democratas: Tom Hanks, Jay Roach, Danny Strong, Ed Harris, Julianne Moore e Woody Harrelson não só votam e apelam ao voto no PD como costumam contribuir financeiramente para ele e para os seus candidatos. Importa igualmente esclarecer, ou lembrar, que Roach e Strong foram em 2008 também, respectivamente, realizador e argumentista de «Recount», igualmente da HBO, sobre a controvérsia da (re)contagem de votos na Flórida na eleição presidencial de 2000 – e, segundo todas as recensões, aquele filme mostrou-se mais favorável a Al Gore do que a George W. Bush. Repare-se, pois, nesta (mais do que) aparente tendência de lançar filmes anti-PR em anos de eleições presidenciais… uma «coincidência», claro!
Antes de saber se o que está em «Game Change» é verdadeiro ou não, deve-se saber o quanto está, por comparação com o livro «Game Change – Obama and the Clintons, McCain and Palin, and the Race of a Lifetime», de John Heilemann e Mark Halperin, em que o filme é baseado. E a resposta… está desde logo no título: a obra original foi sobre toda a campanha de 2008, tanto do lado democrata como do lado republicano; aliás, nem foi bem metade-metade para cada um, porque a disputa entre Barack e Hillary, e até as peripécias de John Edwards, ocuparam mais páginas do que a nomeação do senador pelo Arizona e a escolha da sua «running mate». Então, por que motivo os responsáveis pelo filme decidiram não adaptar (pelo menos) 50% do material de base, ainda para mais envolvendo aqueles que estão agora no poder, como presidente e como secretária de Estado (ministra dos Negócios Estrangeiros) dos EUA? A resposta mais básica, e correcta, é «porque eles querem (sempre) favorecer os democratas e prejudicar os republicanos»; mas, desta vez, trata-se de algo mais complexo… e maquiavélico: os autores do filme partiram do pressuposto de que Sarah Palin não só se candidataria à nomeação pelo Partido Republicano mas que também, neste momento, poderia estar já na liderança da «corrida» - note-se que «Game Change» estreou poucos dias depois da recente «super terça-feira».
Se na «forma» há alguma surpresa, no «conteúdo» nem por isso: apenas outro «hit job» que, ao contrário dos precedentes, dispõs de mais meios; repleto de mentiras, meias-verdades, deturpações, exageros, omissões; a «consagração» de todos os (falsos) clichés - só faltou Katie Couric e Tina Fey fazerem uma aparição. Heilemann e Halperin nunca estiveram em qualquer comício do PR, nunca falaram com John McCain nem com Sarah Palin; esta não só – obviamente! – se negou a «auxiliar» a HBO como desmentiu veementemente, tal como várias pessoas que a acompanharam de perto em 2008, que o «retrato» corresponde à realidade. Mas não todas: houve duas excepções, dois «informadores» que tentaram fazer de Palin o bode expiatório do fracasso de há quatro anos e assim ocultar as suas culpas na (má) condução da campanha de McCain, em especial pela insuficiente, ou mesmo inexistente, denúncia do passado duvidoso de Barack Obama, e pela má resposta ao eclodir da crise financeira. Trata-se de Steve Schmidt e de Nicolle Wallace, respectivamente estratega e conselheira principal da candidatura McCain-Palin, que assim assumem aquilo que de facto são: traidores. Para cúmulo, Meghan McCain afirma que Wallace nem sequer votou no pai!          
No entanto, e porque, como se costuma dizer, «tudo o que é de mais é moléstia», até na «lamestream media» parece começar a registar-se algum enfado com tantos excessos anti-Sarah Palin. O Washington Post não tardou em noticiar que «Game Change» constituiu um relativo fracasso de audiência. E, no ano passado, o New York Times, cinco dias depois de ter elogiado (!) um discurso da ex-governadora, criticou (muito) desfavoravelmente um livro sobre ela, repleto de rumores, escrito por um voyeur ordinário e sensacionalista… que, curiosamente, foi tido como credível, em Portugal, por Diário de Notícias, Público e SIC. Sim, ainda há muito a fazer para combater essa estranha doença a que demos o nome de «PALINfrasia».
(* palinfrasia s. f. MEDICINA perturbação da elocução caracterizada pela repetição da última sílaba das palavras e, às vezes, de todas as sílabas de cada palavra (principalmente no atraso mental e na demência precoce) (Do gr. pálin, «de novo» + phrásis, «elocução» + ia) ) (Dicionário da Língua Portuguesa 2006, Porto Editora, página 1240)        
(Ler também: «Palin Power»; «PALINfrasia»; «PALINfrasia (Parte 2)».)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Entretanto, no Afeganistão…

… E enquanto quase toda a gente anda entretida e distraída com as primárias do Partido Republicano para a eleição presidencial deste ano, gastando milhares de caracteres em análises, especulações e previsões de resultados – mais recentemente, os da passada («super») terça-feira – como se aquelas constituíssem uma qualquer competição desportiva (onde será que eu já li isto? ;-)), os estrangeiros, em especial norte-americanos, civis e militares, lá (temporariamente) residentes continuam a sofrer as consequências do «business as usual» de Barack Obama e da sua administração no que respeita aos muçulmanos: manifestações, atentados e assassinatos que não diminuem, antes pelo contrário, após tentativas de apaziguamento… de pessoas que não querem, que nunca irão querer a paz, que preferem continuar a penar no seu inferno quotidiano feito de pobreza e, pior, de intolerância, misoginia e obscurantismo.
É mesmo necessário enunciar, e demonstrar, até que ponto é ridículo, ofensivo, humilhante… e inútil estar (novamente) a pedir desculpa ao Islão, desta vez por causa de alguns exemplares do Corão destruídos inadvertidamente numa base da NATO em Kabul (antes foi por soldados americanos terem urinado em cadáveres de terroristas)? Porém, isso é o que Barack Obama, e repetidamente, fez, e a única dúvida é se, mesmo ao telefone com Hamid Karzai, se terá curvado enquanto falava… Eu próprio, enquanto leitor e escritor, não gosto que se destruam e/ou se proíbam livros, sejam eles quais forem – sim, incluindo o «Mein Kampf» e os que já seguem o AO90 – mas nunca iria ao cúmulo de agredir e de matar por causa de umas dezenas ou centenas de folhas de papel. Além de que, e isto é fundamental, foram (prisioneiros) muçulmanos que «desrespeitaram» primeiro esses exemplares do Corão, ao escreverem neles mensagens uns aos outros – e foi por isso que eles foram queimados (os livros, não os prisioneiros, embora nada se perdesse se…). Mais: quantos exemplares do Corão terão sido destruídos nos muitos ataques a mesquitas perpetrados nos últimos anos por outros muçulmanos?
Barack Obama, a sua administração e todos os democratas em geral dão grande importância à «sensibilidade» dos islamitas. Porém, não tanto, ou nada, à dos cristãos. Onde está o pedido de desculpa pela tentativa (que ainda não cessou completamente) de obrigar instituições católicas norte-americanas a fornecerem gratuitamente contraceptivos? Onde está o pedido de perdão pelos milhares de exemplares da Bíblia destruídos deliberadamente, em 2009, também no Afeganistão? Onde está a renovada indignação e o repetido protesto, por parte da Casa Branca, contra o governo de Teerão e a favor do iraniano que corre o risco de ser executado… por ser cristão? Enfim, quando é que os seguidores de Maomé se penitenciarão pelas perseguições e pelos ataques que fazem constantemente aos de Jesus?
É evidente, e indubitável, que os pedidos de desculpa de Barack Obama não só não cessaram ou, pelo menos, atenuaram a violência, como, pelo contrário, a intensificaram – é o que costuma acontecer quando se dá «parte de fraco» (e se parece admitir uma «culpa»… inexistente) a quem não respeita os outros nem merece respeito. No entanto, Hillary Clinton teve o atrevimento de dizer que os republicanos, com os seus protestos contra as desculpas obamistas, podiam «inflamar» ainda mais a situação! Pior, o Sr. Hussein terá dado a entender ao Sr. Karzai que os que queimaram os livros seriam castigados e, eventualmente, julgados! Só uma palavra é suficiente para caracterizar efectivamente a conduta desta administração: cobardia.
Entretanto, para quê perder mais tempo e recursos humanos – vidas preciosas – e materiais com gente que não merece o esforço? Cenk Uygur e Rush Limbaugh, bem como um número crescente de democratas e de republicanos, acreditam que já é chegada a altura de vir embora. E, digo eu, a salvar algo do Afeganistão que sejam (algum)as mulheres; os homens, o Diabo que os carregue!

sábado, 3 de março de 2012

Obituário: Andrew Breitbart

Este é o primeiro obituário no Obamatório, e é inesperado, doloroso, inacreditável. Mas não são todos? Na verdade, uns são mais do que outros. Quanto se trata de alguém ainda muito novo (43 anos, nasceu a 1 de Fevereiro de 1969), incrivelmente activo, quase que omnipresente, e que se preparava provavelmente para fazer deste ano de 2012 um dos mais marcantes da sua – e das nossas – vida(s), a surpresa, e a tristeza, são maiores. É o caso de Andrew Breitbart, falecido a 1 de Março último em Los Angeles.
O primeiro livro dos vários que ilustram, do lado direito (obviamente!), este blog, é dele: «Righteous Indignation» detém a posição cimeira porque os autores estão alinhados segundo a ordem alfabética dos seus primeiros nomes; porém, aquela obra merece igualmente estar no topo porque relata o percurso pessoal, profissional e político de Andrew Breitbart, da esquerda para a direita, ao som de grupos da New Wave britânica e num meio cultural e social totalmente hostil a essa transição ou «traição» (tão bem que o compreendo, tanto que me posso identificar com ele…), começando quando ele se interrogou, e se indignou, com o tratamento que os «progressistas» e «liberais» deram a Clarence Thomas quando foi nomeado para o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA; fala dos muitos anos em que ele foi o Nº 2 de Matt Drudge no Drudge Report, e depois quando ajudou Arianna Huffington a fundar o Huffington Post; finalmente, quando se lançou por conta própria com o Breitbart.com e os seus vários «Big’s» (Governo, Hollywood, Jornalismo, Paz). E é aqui que está a sua (outra) ascendência sobre o Obamatório: ainda não fiz essas contas (nem sei se alguma vez as farei), mas não tenho dúvidas de que a maioria das ligações que inseri nos meus textos neste blog desde há mais de três anos provém, precisamente, dos sítios na Internet criados e liderados por ele; um facto que se deve não ao acaso ou à ordem alfabética mas sim à importância, à qualidade, à relevância das informações acedidas através daquelas ligações.
Andrew Breitbart não se distinguiu apenas pelo seu espírito de empreendedor, de agregador de notícias e de aglutinador de talentos, de congregador de personalidades, mas também, e talvez principalmente, enquanto possuidor de uma espantosa coragem, tanto física como intelectual: abundam os exemplos, e respectivos registos audiovisuais, dos confrontos mais ou menos animados, exaltados, intensos, que manteve com opositores, em programas de rádio e de televisão, em conferências, em manifestações. E em que, frequentemente, para os desarmar, para os vencer, nem era necessário repetir os seus ideais e as suas ideias, os seus argumentos: bastava perguntar aos seus interlocutores: «porque estão aqui?»; «sabem porque, ou contra, estão a protestar?»; «que disseram ou fizeram de negativo aqueles contra os quais se estão a insurgir?». E era depois vê-los, invariavelmente, a repetirem palavras de ordem, a balbuciarem algo de ininteligível, a ficarem calados, a afastarem-se ou a serem afastados das câmaras… e, frequentemente, descobria-se que aqueles «protestos espontâneos» tinham sido (e continuam a ser) organizados e financiados por instituições tão «beneméritas» como os sindicatos pró-Partido Democrata e a ACLU… AB foi também diferente e inovador porque foi dos primeiros a proclamar claramente, alto e bom e som, que acabara o tempo em que os conservadores se limitavam a «comer e a calar», em que não respondiam aos insultos e às provocações.
Andrew Breitbart parecia imparável, incansável, indestrutível. Ainda recentemente havia escrito e publicado dois artigos, dois perfis, sobre um homem que era como que o seu «Némesis», o seu «inimigo de estimação», o seu inverso não só ideologicamente (porque foi da direita para a esquerda) mas também em carácter: David Brock, da Media Matters for America, «traidor» e «auto-proclamado mártir» ao serviço da esquerda radical e totalitária; antes, voltara a abordar a questão dos «Ocupas», mais concretamente as violações que ocorreram nos «acampamentos» destes «neo-anarquistas» espalhados pelos EUA. Ele estava sempre pronto para o combate, sempre disponível para o debate. Era uma «força da Natureza», o «guerreiro alegre». Tanto que, aparentemente, terá sido o coração que desistiu de o acompanhar. No entanto, e sabendo-se da predilecção norte-americana pelas teorias da conspiração, já há quem adiante a hipótese de ele ter sido assassinado…