segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Faltam três meses…

… Sim, exactamente três meses para a eleição presidencial nos Estados Unidos da América. Este é, pois, também um momento apropriado para se proceder a balanços, a recapitulações, a «revisões da matéria dada», enfim, a sínteses das principais acções, características e tendências da administração de Barack Obama…
… E uma dessas, bastante abrangente por sinal, foi feita por Sean Hannity, na Fox News. Escusado será dizer que os ignorantes e preconceituosos que tremem só de ouvir o nome daquele canal, que invariavelmente chamam de «Faux News», não precisam de se incomodar em ver e ouvir. A não ser, claro, que estejam interessados em descobrir e em conhecer o «verdadeiro Obama», notório por: promessas quebradas; a conexão Saul Alinsky; (procurar o) poder absoluto; (entrar no) jogo da culpa; a «digressão da desculpa»; a «presidência imperial»; dar as boas-vindas a «Obamaville»; (aumentar a) dívida nacional; trair Israel; «fugir ao guião» (com maus resultados); (ter um) círculo próximo radical; (ter designado um) «czar verde»; muitas partidas de golfe; parecer um «Carter 2.0»; retrocessos em vez de progressos; apaziguamento (com os inimigos dos EUA).
Em resumo, são bem evidentes os modos em que, efectivamente, Barack Obama «transformou fundamentalmente» os EUA. Se essa transformação fundamental é irreversível ou não, saber-se-á em breve.           

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Raparigas da Califórnia

Está-se em pleno Verão, e, nos Estados Unidos da América em especial, e em todo o Mundo em geral, a estação estival nunca está completa sem se recordar e se ouvir os Beach Boys – que em 2012 assinalam os seus 50 anos de carreira (não, não são só os Rolling Stones...) e os 70 de Brian Wilson. De entre as suas muitas e conhecidas canções deve-se destacar também «California Girls», em que eles, depois de descreverem as qualidades de raparigas de outras partes do país, dizem que desejavam que todas elas fossem da Califórnia…
… Mas isso era antes. Agora, é de duvidar que eles sintam o mesmo, tendo em consideração alguns exemplares femininos que vêm daquele Estado – mais concretamente, espécimenes democratas. Os «rapazes da praia» sempre foram republicanos (já tocaram em comícios e em convenções do GOP), e Bruce Johnston, em particular, já fez este ano afirmações muito… fortes contra Barack Obama. Porém, mesmo que não fossem, não é de crer que se sentissem (bem) impressionados com figuras como Nancy Pelosi. A líder dos democratas na Casa dos Representantes já «mereceu» aqui uma e outra referência específica, tais são os dislates que ela dispara com uma assinalável regularidade. Como dizer que John Boehner, o speaker republicano, escolheu ir para o «lado negro»; ou que os democratas tentaram «salvar o Mundo do orçamento do GOP, salvar a vida neste planeta tal como a conhecemos»! E para que não restem quaisquer dúvidas de como Pelosi é degenerada e desavergonhada, ela teve o descaramento de acusar os republicanos, normalmente pró-vida, de não quererem proteger «o pequeno bebé nascido com um defeito» - «esquecendo-se» de que os seus camaradas democratas, como o actual presidente, não se opõem a que se abortem todos os bebés, com ou sem deficiências e para além das 12 primeiras semanas de gestação.  
É evidente que, no «Golden State», o ridículo não se restringe a São Francisco. De Oakland veio Barbara Boxer, que: acusou os cépticos das «alterações climáticas» e do «aquecimento global» de «porem em perigo a Humanidade»; acusou os republicanos de serem «mccartistas» por quererem investigar a Planned Parenthood, e comparou esta ao YMCA; e apelou a todos os «seres humanos que se auto-respeitam» a votarem em Barack Obama! E de Los Angeles veio Maxine Waters que, apesar de suspeita de corrupção e de ter sido acusada de violação de regras éticas pelo respectivo sub-comité do Congresso, ainda arranja tempo e inspiração para chamar «demónios» a colegas republicanos como Boehner e Eric Cantor, e exigir à Casa Branca um novo «programa de empregos» no valor de um trilião de dólares!
Há uma outra rapariga (democrata) da Califórnia que arranjou para ela um específico, interessante e «lucrativo» programa de emprego: Kinde Durkee, que foi tesoureira das campanhas eleitorais de Dianne Feinstein e trabalhou para outros políticos «azuis», foi acusada de ter desviado a cerca de 50 pessoas, incluído a própria senadora, mais de sete milhões de dólares. Não foi decididamente em alguém como ela(s) que Brian Wilson e Mike Love estavam a pensar quando escreveram a canção…  

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Que os Jogos comecem!

Começam hoje, em Londres, os Jogos Olímpicos de 2012. Apesar de a vertente desportiva dever ser sempre a mais importante e a que mais atenção, interesse e participação deve suscitar, é quase inevitável que outras questões, polémicas e controversas, especialmente de âmbito político ou económico, surjam ocasionalmente. Felizmente, e nas últimas edições, nenhuma foi tão grave e drástica como os boicotes consecutivos aos jogos de 1980, em Moscovo, e de 1984, em Los Angeles…
… Mas desta vez há uma controvérsia que traz incontestavelmente um leve «aroma» de «outros (bons e velhos?) tempos», de «guerra fria». Qual? Soube-se recentemente que os uniformes da representação dos Estados Unidos da América foram fabricados… na China! E este facto originou protestos de alguns políticos, quase todos democratas, indignados por as roupas não terem sido produzidas no próprio país, por empresas norte-americanas e por trabalhadores norte-americanos. O mais veemente foi Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, que declarou inclusivamente que o comité olímpico dos EUA «deveria ter vergonha» e que todas aquelas peças de vestuário deveriam ser amontoadas e queimadas! «Ecos» desta «bronca» chegaram a Pequim: a agência noticiosa (ou seja, de propaganda) Xinhua denunciou a «hipocrisia» e a «irresponsabilidade» da política norte-americana – que, recorde-se, e ao contrário da chinesa, (ainda) permite mais do que um ponto de vista.
Não consta – pelo menos tal não foi referido explicitamente – que o desagrado dos democratas também se devesse às (re)conhecidas deficientes condições de trabalho de muitas unidades industriais chinesas, habituais fornecedoras de várias empresas estrangeiras, incluindo norte-americanas – algumas, como a Apple e a Nike, já se ressentiram nas suas imagens devido a essas «ligações (algo) perigosas». E é de perguntar se, antes de terem decidido protestar, se sabiam – ou se recordavam – que a pessoa responsável pela decisão de fabricar na China os uniformes olímpicos norte-americanos é Ralph Lauren, famoso estilista e empresário, multimilionário, e que é também um dos mais notórios apoiantes e financiadores do Partido Democrata!
Há quem, como Ben Shapiro, suspeite que esta atitude dos democratas contra este «outsourcing têxtil-desportivo» mais não é do que a preparação de outra fase da campanha deles contra Mitt Romney sobre o mesmo tema: em 2002, os atletas norte-americanos que participaram nos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City terão envergado uniformes fabricados… no Canadá. Porém, deve-se fazer duas ressalvas: Romney foi «apenas» o responsável máximo do evento, e, como tal, pouca ou nenhuma influência teve na escolha do equipamento das equipas; e, fazendo a comparação em termos políticos e económicos, com enfoque em «direitos, liberdades e garantias», antes o «grande vizinho do Norte» (cujos habitantes, entretanto, já são mais ricos do que os americanos) do que o «Império do Meio»… 
De qualquer forma, e também neste âmbito, a vantagem é toda do ex-governador do Massachusetts: a sua acção enquanto CEO dos Jogos de 2002, com inegáveis e consideráveis custos pessoais, levando ao sucesso desportivo e financeiro uma organização que, antes de ele entrar, parecia inevitavelmente condenada ao fracasso, é uma enorme mais-valia no seu currículo profissional… e eleitoral. Por seu lado, Barack Obama limitou-se a ser o «padrinho» de uma candidatura fracassada de Chicago aos Jogos de 2016 (perdeu para o Rio de Janeiro). Assim, e se forem bem aproveitados pela sua campanha, estes Jogos Olímpicos que hoje se iniciam na capital inglesa poderão, mesmo que indirectamente, funcionar como uma poderosa manobra de promoção a favor de Mitt Romney nos seus... jogos políticos.      

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Um gajo simpático?

John McCain cometeu esse erro em 2008, e talvez tenha sido o principal da sua campanha: considerou Barack Obama «a nice guy», um gajo simpático, uma boa pessoa, um candidato responsável, em vez de o ter atacado com… a verdade, que se podia depreender do que já então se sabia: um político «educado» na «Escola de Chicago», com tudo o que isso implica de corrupção, crime, golpes baixos e troca de favores, e que recebeu (por vontade própria) «formação complementar» de uma «galeria de notáveis» extremistas, marxistas, racistas e terroristas.
Mitt Romney pareceu, em 2012, e até determinado momento, repetir o erro do seu predecessor. Mas isso não faria qualquer sentido nem teria qualquer justificação, antes de mais porque quase quatro anos de constantes afirmações e acções ofensivas e divisivas, não só contra o Partido Republicano mas também contra todo o país, desvaneceram qualquer dúvida que pudesse subsistir acerca do mau carácter e dos poucos escrúpulos do homem que se tornou – inacreditavelmente, porque não tinha competência, experiência e qualificações (pessoais e profissionais) para tal – o 44º presidente dos EUA. E, agora que os «cães de ataque» do Sr. Hussein, como David Axelrod, Debbie Wasserman Schultz, Rahm Emanuel e Stephanie Cutter lhe chamam, com a maior das calmas e a bênção e o beneplácito do chefe, «ou criminoso («felon») ou mentiroso», é provável que Romney se tenha convencido definitivamente de que o seu opositor não inspira nem merece respeito, confiança e (um resto de) benefício da dúvida.
E repare-se no «raciocínio» (retorcido) dos obamistas: acusa-se o «inimigo» apenas com insinuações, sem apresentar provas; e, se ele responder, protestar, negar, está a ser «queixinhas», ou, pior, racista. É claro que isto só funciona se houver a complacência, e a cumplicidade, d(e algum)a comunicação social, raramente ou nunca disposta a apontar as contradições, as duplicidades, as hipocrisias, com uma memória maior ou menor consoante as pessoas e os partidos em causa. Lá como cá: será apenas ignorância e ingenuidade, ou algo pior, que faz com que uma jornalista supostamente com experiência na área internacional escreva que «para o presidente, é uma estratégia arriscada porque quebra a imagem de pureza firmada nas eleições de há quatro anos: o candidato que não usava tácticas sujas contra os seus rivais.» Eis uma «notícia de última hora»: Barack Obama nunca foi «puro» na política; nas suas campanhas para o Senado e na primária democrata de 2008 não faltaram exemplos de «tácticas sujas» - e outras tantas queixas de Hillary Clinton contra aquelas.
Mitt Romney «exportou» empregos americanos para o estrangeiro? Não há certeza disso; mas é certo que Obama o fez, directamente com o «estímulo» às «energias limpas», e indirectamente através do seu amigo e conselheiro Jeffrey Immelt, da General Electric. O presidente e os seus capangas sugerem que Romney é um criminoso? Então, nada melhor do que apresentar uma lista dos dez maiores, e verdadeiros, criminosos (há mais) com quem BHO tem ou teve relações – aliás, a suspeita persiste de que o Sr. Hussein seja o maior criminoso de todos. O presidente e os seus capangas exigem que Romney divulgue mais declarações de rendimentos dos que as legalmente exigidas (o que ele já fez)? Então, nada melhor do que apresentar uma lista dos dez principais documentos (há mais) que Barack Obama ainda não divulgou… em que se destacam os relativos à sua educação (ou falta dela). Em Portugal discute-se muito, actualmente, o percurso académico de Miguel Relvas (e, retroactiva e comparativamente, o de José Sócrates), mas não seria surpreendente se viesse a descobrir-se que o de Obama foi ainda mais tortuoso.
Que ninguém se deixe enganar pela propaganda e pela histeria, papagueada, entre outros, pelo anedótico o(Bama)nanista Chris Matthews, que, depois talvez de mais um «arrepio pela perna» (e consequente molhar das calças), declarou, surpreendido e indignado pelo «ódio» e pelas críticas que os republicanos fazem a BHO (pois é, porque será?), que «ele é o pai perfeito, o marido perfeito, o americano perfeito». Na verdade… ele não presta. Nem enquanto americano (se de facto o é) nem enquanto presidente. Como pai talvez, mas não como irmão e sobrinho: George Obama (sobre)vive num bairro de lata em Nairobi, e Onyango Obama e Zeituni Onyango tornaram-se imigrantes ilegais nos EUA. O Nº 44 não poderia «redistribuir» um pouco da sua riqueza para ajudar os seus familiares? Ou, por via de mais uma ordem executiva, vai conceder-lhes uma amnistia?  

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Acertar contas na Suíça

Não é novidade, e já referi aqui no Obamatório, que a campanha de Barack Obama, por nada ter de positivo a defender, optou por fazer consecutivas críticas e acusações – pessoais e profissionais – a Mitt Romney. Até agora todas – «bully», «tax cheat», «outsourcer» – se revelaram falsas, mas isso não tem impedido os «burros» de persistirem e de insistirem em «atirar barro à parede» - ou lama, ou m*rd* - a ver se alguma coisa «pega».
A mais recente dessas (risíveis) tentativas tem «Suíça» como palavra-chave. Aparentemente, o candidato do Partido Republicano e/ou a sua família tem ou teve dinheiro em pelo menos uma conta de um banco daquele país europeu, alegadamente no valor de três milhões de dólares – o que, só por si, não significa, logicamente, qualquer comportamento criminal ou incorrecto. Porém, isso não tem impedido várias figuras de relevo do Partido Democrata e da lamestream media de lançarem as mais torpes insinuações. Matthew Yglesias, da Slate, «descobriu» que Adolf Hitler também tinha uma conta na Suíça – sim, é tão «original» comparar um conservador ao líder nazi. Robert Gibbs disse que «o autocarro (de Mitt Romney) provavelmente foi feito na Suíça» - embora, «estranhamente», não tenha falado no de Barack Obama, que foi feito (de certeza) no Canadá. Martin O’Malley, governador do Maryland, afirmou – na mesma ocasião em que a sua repetitiva lengalenga feita de ocos talking points foi estilhaçada pelos factos e números apresentados pelo seu homólogo do Louisiana Bobby Jindal – que Romney «apostou contra os EUA» ao abrir uma conta na Suíça; no entanto, melhor faria O’Malley em mudar ele próprio de políticas, em especial as fiscais, que estão a afastar investidores do seu Estado. E não podia faltar Debbie Wasserman Schultz que, justificando o seu «título» de «A mais estúpida de 2011» e tentando repeti-lo em 2012, declarou que o ex-governador do Massachusetts não está «comprometido com a América» por ter contas bancárias no estrangeiro, na Suíça e não só; todavia, vem a descobrir-se que… a própria «Dumb Debbie» colocou parte do seu dinheiro num fundo de reforma que investiu, entre outras instituições, no maior grupo bancário privado suíço! E em empresas de países como o Reino Unido, Dinamarca, Alemanha, Índia, China e Japão!
Também não ajuda muito a credibilizar esta atoarda que George Clooney, não satisfeito com realizar jantares milionários de angariação de fundos para Barack Obama em Los Angeles, faça o mesmo… em Genebra. Enfim, que mais se pode dizer de tão deprimentes demonstrações de dualidade de critérios? Talvez que tais «quebras de memória» se devam a um excesso de consumo de queijo… suíço

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dia da «Dependência»

Hoje, 4 de Julho, é o Dia da Independência, o dia nacional dos Estados Unidos da América. Porém, neste ano de 2012, várias são as pessoas, a começar por Andrew Klavan, que se interrogam, que perguntam se este não será verdadeiramente o – primeiro - «Dia da Dependência». No seu livro «Da Democracia na América», Alexis de Toqueville avisou para a possibilidade de, no futuro, as imensas liberdades de que os norte-americanos goza(va)m virem a ser postas em causa por um «governo de gentileza tirânica», que «degradaria as pessoas sem as atormentar», tornando o Estado mais indispensável ao substituir a iniciativa privada em várias áreas e sectores de actividade, tornando os indivíduos cada vez mais dependentes e subordinados das instituições, e das ajudas, públicas, estabelecendo autênticas «políticas de dependência».
Com a recente decisão do Supremo Tribunal dos EUA de considerar constitucional o «Affordable Care Act» ou «ObamaCare», muitos receiam que esse momento tenha finalmente chegado. Mais concretamente, estará enfim aparentemente cumprida a promessa de Barack Obama de «transformar fundamentalmente» o país… que, em vez de USA, deveria chamar-se URSA? E tal não se infere apenas da – burocratizante, socializante - «reforma da saúde», cuja aprovação significa, para todos os efeitos, que o governo passa a ter o poder para obrigar os cidadãos a comprarem o que, e a comportarem-se como, aquele achar mais adequado. Tal mudança essencial também se depreende: da amnistia dada por Obama a quase um milhão de imigrantes ilegais, ao mesmo tempo que a sua administração tenta assegurar-lhes o direito de voto, combatendo os esforços de alguns Estados – como a Flórida – de «limpar» os cadernos eleitorais e de exigir uma identificação; da nomeação de Richard Griffin, um advogado com ligações à Máfia, para o Conselho Nacional de Relações Laborais; da classificação, pelo Departamento de Segurança Doméstica, como (potenciais) «terroristas» de cidadãos que «reverenciam a liberdade individual» e que «suspeitam de uma autoridade federal centralizada»; da (primeira) celebração pelo Pentágono do «orgulho gay», da homossexualidade, da bissexualidade e da transsexualidade, incluindo mensagens do presidente e do secretário da Defesa, Leon Panetta; do pedido de desculpas oficial apresentado por Hillary Clinton ao Paquistão pela morte acidental de civis daquele país por forças da NATO – mas ainda não há um pedido de desculpas do governo de Islamabad pela ajuda dada a Osama Bin Laden durante anos, nem se prevê que Shakil Afridi, que ajudou a localizar o líder da Al-Qaeda, seja libertado brevemente; enfim, da «inclinação» contínua de Obama perante homólogos estrangeiros – a mais recente foi com Felipe Calderon, presidente do México – no que é já uma indubitável «tradição» do seu mandato.
Outras tradições «vermelhas, brancas e azuis» mais antigas e genuínas parecem estar cada vez mais em risco ou mesmo em vias de extinção. Hastear e ostentar bandeiras das «estrelas e listras» são actos crescentemente condicionados, e até já se suspende o lançamento de fogo-de-artifício para não assustar pássaros! Sim, os EUA de 2012 são uma nação diferente – e pior – do que era em 2008. Ao menos, e enquanto não é proibido, que se ouça a música daquele que foi considerado a «primeira super-estrela» norte-americana: John Philip Sousa, que era filho de um português

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Leiam os lábios dele

Um facto incontestável: a decisão, tomada a 28 de Junho pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América, de considerar constitucional o «Affordable Care Act», mais conhecido como «ObamaCare», representou uma grande – e inesperada – victória para Barack Obama, a sua administração e o Partido Democrata. Outro facto tão ou mais incontestável: tratou-se de uma «victória de Pirro», uma «victória com sabor a derrota», cujas desvantagens a médio e a longo prazo serão muito maiores para os liberais do que as (virtuais?) vantagens imediatas e de curto prazo. Eles vão desejar – aliás, quase de certeza desejavam, antes da decisão – terem sido derrotados…
… Porque assim têm agora menos uma «força de bloqueio», o ST, contra a qual possam protestar e «motivar as tropas» nas «batalhas» desta «guerra eleitoral» que vai durar até 6 de Novembro. E o triunfo implica aceitar, mesmo que implicitamente, mesmo que contrariados, o argumento utilizado pelo tribunal para aprovar o «ObamaCare»: o mandato individual é um imposto. Habituados ao «hoje é verdade, amanhã é mentira», a mudarem de posições conforme as conveniências, a quererem «sol na eira e chuva no nabal», a não aceitarem as consequências pelos seus actos, os democratas ainda têm o descaramento de dizer que não se trata de um imposto. Esforço inútil, mas compreensível. Tal como os de George H. Bush (o pai) há 20 anos (a famosa e funesta frase «read my lips, no new taxes»), leiam os lábios dele: Barack Obama tinha dito e prometido – em especial numa entrevista a George Stephanopoulos em 2009 – que o AFA não constituía um novo imposto. Mas é, e vai afectar principalmente os menos ricos, ou seja, os que ganham menos de 250 mil dólares por ano – ou até mesmo os que ganham menos de 120 mil, sobre os quais, segundo algumas previsões, vão incidir 75% dos custos. Na verdade, e mais correctamente, a aplicação da «reforma da saúde» vai traduzir-se no aumento e/ou na introdução de sete impostos; centenas de biliões de dólares em novas despesas; maior carga fiscal sobre os militares; e, sim, estão previstos «painéis da morte» (embora não com esse nome, claro). Como se apercebeu imediatamente Rush Limbaugh após o veredicto, está-se perante «o maior aumento de impostos da história mundial».  
Naturalmente decepcionados, desanimados, desiludidos, com a decisão do Supremo Tribunal, os republicanos pouco ou nada beneficiarão questionando e criticando John Roberts, que, para surpresa geral, desempatou a favor dos «azuis», confirmando, aparentemente, as reservas que a sua nomeação suscitou, nomeadamente, a Ann Coulter e a Ben Shapiro. Terá o chief justice sucumbido às ameaças e às pressões dos democratas? Terá o juízo do juiz sido afectado pelos medicamentos contra a epilepsia? Nem deve o GOP deixar-se perturbar e provocar pelas comemorações dos «burros», previsivelmente caracterizadas pela arrogância e pela ordinarice de que até o presidente deu mostras – embora alguns mais lúcidos, como Ed Rendell e Geraldo Rivera, pressintam o perigo. O importante para os conservadores, para a direita norte-americana, é saber se, num contexto em que a reforma da saúde se tornará o assunto mais importante da campanha eleitoral, Mitt Romney, autor do «RomneyCare», será o candidato, o «porta-estandarte» ideal do movimento político contra o «ObamaCare». As dúvidas nunca desapareceram, e a recente, e desastrada, intervenção do seu conselheiro Eric Fehrnstrom apenas veio aumentá-las. Decididamente, é difícil não pensar que Rick Santorum tinha (alguma) razão.  

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quarto Poder ou Quinta Coluna?

A campanha para a reeleição de Barack Obama não está a correr bem. Isto, na verdade, é um eufemismo: está a correr mal, não está mesmo muito distante de se tornar num desastre.
O candidato-presidente não só está a perder vantagem nas sondagens, ou até está já em desvantagem em várias, como está – ele próprio o admite – a angariar menos dinheiro do que se esperava, apesar do número recorde de eventos de angariação de fundos em que participou. O que está a ter consequências inesperadas, e até ridículas, como, por exemplo: redução da dimensão e da duração da convenção nacional democrata em Charlotte; não pagamento das despesas de (alguns) eventos; pedidos para que sejam doadas à campanha… prendas de casamento! Entretanto, e para «compensar», continua a aumentar o número de políticos democratas que (anunciam que) não vão estar presentes na convenção, que não apoiam (publicamente, pelo menos) a reeleição de Obama ou que, pura e simplesmente, se desvinculam do partido – em especial por causa da nova posição daquele sobre o «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, mas não só. Arthur Davis, no Alabama, e Jo Ann Nardelli, na Pensilvânia, são apenas dois exemplos de (ex-)figuras destacadas ao nível estadual do PD que decidiram transitar para o PR.
Estas e outras contrariedades e dificuldades mais não são do que consequências previsíveis das desilusões e das deficiências resultantes deste mandato presidencial, que pouco ou nada de bom, de positivo, tem para mostrar. E, nesta situação, como também seria previsível, a reacção «burra» tem sido mais, não tanto a de defender Barack Obama, mas de atacar Mitt Romney. E para isso continuam a contar com a colaboração de bastantes indivíduos e instituições dos media norte-americanos, que, mais do que omitirem, também mentem e caluniam (e apelam inclusive à violência) contra o candidato republicano. Desistiram de ser o Quarto Poder para se tornarem numa Quinta Coluna a favor do status quo «progressista».
Exemplos? Pode-se começar por Martin Bashir, da MSNBC, que, depois de alvitrar que Mitt Romney não é «material presidencial» porque não bebe álcool (!), fantasiou - com vídeo! - a explosão do autocarro do antigo governador do Massachusetts. Joy Behar, na Current (o canal televisivo de Al Gore), «limitou-se» a imaginar o incêndio da casa dele. Na Time, menos violentos, afirmam que o (quase) nomeado pelo GOP está «demasiado focado na economia» (que chatice!) e que «faz flip-flops em quase tudo» enquanto Barack Obama é «consistente»! Na NBC, continuando o que já é uma «tradição» naquela estação, editaram – deturparam – um registo audiovisual de Romney de forma a mostrá-lo como ignorante, ingénuo, out-of-touch. «Out» esteve também a ABC ao repetir a mentira de que Mitt teria, na Bain Capital, promovido o «outsourcing» através do «envio de empregos (norte-americanos) para a China»… mentira, aliás, originada no Washington Post, uma de entre as «coincidências» recentes – na verdade, conluios – entre posições da Casa Branca e «notícias» daquele jornal; e, afinal, foi Obama que se especializou nesse tipo de «exportação»… O New York Times, em editorial (não assinado), classifica o caso «Fast & Furious» como uma «luta partidária sem sentido». No Buzzfeed «produzem» anúncios em que Romney «publicita» Viagra. No Los Angeles Times questiona-se a utilização, por Ann Romney, e por motivos de saúde, de cavalos de competição. Enfim, os três principais canais televisivos dos EUA fizeram este ano muitas mais referências à riqueza de Romney do que as que fizeram em 2004 à de John Kerry.  
O que é mais surpreendente é que nem há, da parte de alguns «jornalistas» que à partida poderiam e deveriam ser considerados mais «equidistantes», qualquer pudor em assumir publicamente a preferência por um determinado partido – o Democrata – ou candidato – Barack Obama. Nomeadamente, Dean Singleton, presidente da Associated Press, que elogiou profusamente o actual presidente num encontro de… editores! Que garantias de isenção podem dar estes «profissionais»? Poucas ou nenhumas. Alguns, ao fim de muito tempo, e a custo, «abrem os olhos» e reconhecem a realidade tal como ela é. Como Greg Kandra, que, depois de 25 anos a trabalhar na mainstream (lamestream) media, se cansou de «defender o indefensável e de explicar o inexplicável». Agora um sacerdote, não custa a acreditar que a sua indignação se estenda ao silêncio quase total que a mesma MSM reservou para os processos em tribunal postos por dezenas de organizações religiosas norte-americanas contra a actual administração. Não os perdoais… porque eles sabem o que (não) fazem?    

sábado, 23 de junho de 2012

Amnésia e amnistia

Será um caso – um problema - de amnésia? Se é, tem estado a piorar consecutivamente e consideravelmente. Ao decidir e anunciar, no passado dia 15 de Junho, conceder uma autêntica amnistia a muitos milhares – talvez a quase um milhão! – de imigrantes ilegais através de uma ordem executiva, Barack Obama faz exactamente o contrário daquilo que disse há pouco mais de um ano: «Existem leis suficientes nos livros pelo Congresso, que são muito claras em termos de como temos de implementar o nosso sistema de imigração, que, para mim, ignorar, através simplesmente de uma ordem executiva, esses mandatos congressionais, não estaria conforme ao meu papel apropriado como presidente.»
Deve-se dizer que, à partida, dificilmente se colocaria em causa o (bom) princípio, vá lá, moral, que está no cerne desta iniciativa. Quem acredita que os filhos não devem ser punidos pelos «pecados» dos pais não pode deixar de concordar que o governo federal dos EUA cesse a deportação de imigrantes ilegais que tenham entrado involuntariamente no país com menos de 16 anos, e que agora tenham menos de 30, um cadastro criminal limpo, (pelo menos) um diploma liceal ou tenham prestado serviço nas forças armadas. Contudo, impõe-se a pergunta: neste caso os fins justificam os meios? Por se tratar de um assunto tão importante e sensível haveria toda a conveniência em se estabelecer uma política consensual, convergente, bi-partidária, de longo prazo. Marco Rubio, em especial, tem estado a trabalhar nesse sentido desde que entrou para o Senado, e viu algumas das suas propostas, que antes eram criticadas pelos liberais, serem agora apropriadas e louvadas por aqueles… devido a serem apresentadas por um presidente democrata. Enfim, é uma decisão populista, desesperada, demagógica e, quase de certeza, ilegal, inconstitucional, porque entra em matérias que são da competência (quase) exclusiva do Congresso, do poder legislativo; e eleitoralista, porque apela a um grupo específico da população, tal como o tinha sido a decisão de «apoiar» o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Porém, poucos dias depois, ainda não satisfeito, talvez, com a quantidade de polémica que provocara… e que o prejudicara, Barack Obama resolveu exercer novamente o seu poder de… executar, desta vez através do «privilégio executivo», para isentar Eric Holder de entregar ao Congresso todos os documentos que aquele exige relacionados com o caso «Fast & Furious». Já alvo de um processo de contempt (acusação de desobediência, desrespeito, desprezo para com os representantes do povo) por parte dos congressistas, o attorney-general vê enfraquecida, e não reforçada, a sua posição com a decisão do presidente – aumentando ainda mais as suspeitas, e quase certezas, de que o Departamento de Justiça cometeu graves erros, e até ilegalidades, no programa de entrega (des)controlada de armas a traficantes de droga mexicanos. Mais: Holder, ao pedir a protecção do «chefe», também se «esqueceu» do que prometeu em 2009 – de que seria o «advogado do povo», distante da Casa Branca; e Obama, com a sua decisão de conceder uma «amnistia» (pessoal e temporária) a Holder, envolve-se ele próprio, directamente, no processo, tornando-se igualmente suspeito aos olhos da opinião pública. Ou então foi mais um acesso de amnésia: em 2007 criticara o (ab)uso, por parte de George W. Bush, daquele mesmo poder. E àqueles que agora se indignam por Marco Rubio exigir a demissão do actual AG deve-se… recordar que, também em 2007, o então senador pelo Illinois exigiu – por motivos muito menos graves – a demissão de Alberto Gonzales, AG do Nº 43. A hipocrisia é tão evidente e escandalosa que nem Jon Stewart resistiu a satirizá-la…      
Aqueles que estão mais à esquerda dirão que Barack Obama não tem «lapsos de memória» mas que, simplesmente… «evolui»; não é, nunca foi um «flip-flopper», um «vira-casacas», um adepto de «o que hoje é verdade amanhã é mentira». Que ideia! É por isso que ele já «evoluiu» não só sobre o «casamento gay» e os poderes executivos do presidente mas também, entre outros temas, sobre o financiamento público de campanhas eleitorais, o aumento da dívida, o mandato individual na reforma da saúde, o encerramento da prisão de Guantanamo e o julgamento de terroristas em tribunais civis nos EUA – agora, e pelo contrário, esses terroristas, integrantes ou não de alguma «kill list», são simplesmente abatidos (à queima-roupa, por Navy Seal’s, ou à distância, por drones) sem sequer se procurar, antes, obter informações deles. O que se compreende, porque, «coitados», se fossem detidos e não mortos poderiam ser sujeitos a essa «tortura desumana» que é o waterboarding – que, recorde-se, foi aplicada a apenas três pessoas e nenhuma delas morreu por causa disso.
Enfim, também já se pode afirmar que, em Barack Obama, a «amnésia» surgiu precocemente. Desde logo, por não ter a certeza onde nasceu, no Havai ou no Quénia – sim, ele foi o primeiro birther. E, depois, por se ter «esquecido» de divulgar que: foi membro do (esquerdista e radical) Partido Novo; foi apoiado pelos Socialistas Democráticos da América; e tinha mesmo uma relação de amizade com Bill Ayers e Bernadine Dohrn, tendo frequentado a casa do casal de antigos terroristas pelo menos até 2005. No entanto, haja uma certa tolerância: o «mal» parece ser de família, porque o seu avô paterno, afinal, e ao contrário do que alegaram o próprio e os seus descendentes, não terá sido aprisionado e torturado pelos ingleses. Por tudo isto a ver vamos se, no futuro, não será Barack Obama a precisar de uma amnistia.

domingo, 17 de junho de 2012

Rever em baixa (Parte 5)

«A campanha de Obama para o ressentimento de classe», Charles Krauthammer; «Quando a música de Obama pára, a guerra de classes começa», Michael Kinsley; «A única coisa para a qual o presidente Obama alguma vez foi treinado», Ray Stevens; «A hipocrisia da equipa Obama sobre a imigração», Hans von Spakovsky; «Obama conta com a amnésia dos americanos para o seu registo de falhanços», Cal Thomas; «A visão simplista de Obama sobre a desigualdade de rendimento», Charles Lane; «O nosso presidente cavalo-de-Tróia», Robert Knight; «Em Obama ele confia», Milton R. Wolf; «Pode a Segunda Emenda sobreviver a mais quatro anos de Obama? (Não aposte nisso)», AWR Hawkins; «As iniciativas externas de Obama foram falhanços», Jackson Diehl; «O mote de Obama – “Bush começou isto”», David Limbaugh; «Obama mata o oleoduto Keystone e milhares de empregos», Christopher Prandoni; «A terra de faz-de-conta de Obama», Michelle Malkin; «Barack Obama nunca esquece», Neil Cavuto; «Presidente “primeiro islamista” não é o que alegou ser», Charles Hurt; «Como Obama usa narrativas mediáticas falsas para avançar as suas políticas», Warner Todd Huston; «Obama é o candidato do medo», Matthew Continetti; «Barack Obama – um perfil em cobardia», Pat McMahon; «Alarme cresce entre os democratas sobre as chances de Obama», Chris Stirewalt; «Barack Obama, o primeiro presidente feminino», Dana Milbank; «Atacar Obama por causa de Jeremiah Wright é uma táctica legítima para os republicanos», Toby Harnden; «Obama, deixe de ser condescendente para com as mulheres», Campbell Brown; «Esqueçam a Bain - o registo de  equidade pública de Obama é o verdadeiro escândalo», Marc A. Thiessen; «Barack Obama está perante o seu momento Jimmy Carter», Tim Stanley; «Sonhando com um super-herói», Maureen Dowd; «Porque o ataque de Obama contra o governador Romney não evitará um presidente Romney», Jeff Greenfield; «Obama está a matar o Partido Democrata», Jennifer Rubin; «O nosso presidente-celebridade», Mark Steyn; «O sector privado não está indo bem, Sr. Obama», John Lott; «O plano de Obama para o pleno emprego no sector público», Ann Coulter; «O centésimo jogo de golfe de Obama», Emily Miller; «O grande discurso de Obama sobre a economia – nenhuma esperança, nenhuma mudança», Ben Shapiro; «Obama luta contra o "cancro" do crescimento económico», David Cohen; «Presidente Obama - o maior gastador governamental da história mundial», Peter Ferrara; «O programa de empregos de Obama – ajudar ilegais a competir com americanos por empregos escassos», Mike Flynn; «Eu, Barack Obama», Christian Witon; «A estratégia política de Obama - ignorar leis», Steve Friess.                       

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Walker, do Wisconsin, (con)venceu

Quase uma semana depois da – extraordinária, histórica, transformadora – victória na eleição especial («recall») para o governador de Wisconsin, ainda não é tarde para se proceder a uma breve análise daquela. Pelo contrário, esta é até a melhor altura, pois já se pode avaliar os acontecimentos mais «a frio» e não «a quente»…
… O que é algo que, definitivamente, os democratas não conseguem. As suas reacções ao triunfo de Scott Walker – por uma diferença superior à verificada no acto eleitoral anterior! – oscilaram entre os extremos habituais: entre o «choradinho» ridículo de vitimização, expresso, por exemplo, naquela inacreditável declaração «a democracia morreu esta noite», e as habituais ameaças de violência e desejos de morte – por assassinato ou por doença – contra políticos republicanos, os «burros» daquele Estado, e também do resto do país, nada mais fizeram do que se comportar como é seu hábito, ou seja, (muito) mal. Vá lá que (ainda) não voltaram a fugir para Chicago de forma a não existir quórum suficiente para as votações… Queixam-se muito mas, afinal, o que aconteceu foi apenas por culpa deles: foram os operativos democratas e os seus aliados nos sindicatos da função pública – com destaque desonroso para os professores – que promoveram esta eleição especial, culminar de uma campanha de confrontação e de intimidação iniciada há ano e meio, quando Walker demonstrou que iria cumprir o que prometeu, ou seja, acabar com os abusos, os privilégios, as regalias sem justificação – e também, cada vez mais, sem sustentação financeira – que ameaçavam levar o seu Estado à falência. Já há muito que se tornou evidente que, nos EUA, estes «sindicalistas» pouco mais são do que chantagistas e extorsionistas: em troca de apoio eleitoral a políticos democratas, estes concedem-lhes salários e outros benefícios muito superiores aos que são auferidos por trabalhadores no sector privado, e sempre à custa do dinheiro dos contribuintes. Finalmente este «círculo vicioso» foi, por uma vez e num local, quebrado, e tal acção foi aprovada pelos eleitores – e é precisamente essa «dupla qualidade» que constitui um exemplo que poderá ser seguido em outros Estados… aliás, já o foi, e, incrivelmente, na Califórnia!
Desculpam-se os democratas com a acusação de que a eleição foi «comprada» com o dinheiro – algumas dezenas de milhões de dólares – que os apoiantes de Scott Walker providenciaram… «esquecendo-se», convenientemente, de que o seu lado despendeu não muito menos em todas as acções, manifestações e petições feitas nos últimos 18 meses. E alguns tentam «consolar-se» alegando, anedoticamente, que Barack Obama foi o «verdadeiro vencedor» (!!) em Wisconsin… por uma sondagem feita «à boca das urnas» aos eleitores da «recall» ter indicado que o actual presidente estar à frente de Mitt Romney nas intenções de voto; «esquecendo-se», convenientemente, que se tratou da mesma sondagem que apontava para um equilíbrio de 50%/50% entre Walker e Tom Barrett… que depois se «transformou» numa vantagem de sete por cento a favor do incumbente.       
O desolado mayor de Milwaukee nem sequer se livrou de ser agredido por uma apoiante (?) após ter feito o discurso de admissão da derrota – apenas um dos vários momentos bizarros que este processo proporcionou, para além dos interlúdios cómicos previsivelmente providenciados pela MSNBC. Ao mesmo tempo, Scott Walker celebrava a vitória garantindo que iria continuar a diminuir a dívida e o desemprego, e a «mover o Wisconsin para a frente» («moving Wisconsin forward»)! Pareceu uma provocação a Barack Obama, que nem sequer se dignou a aparecer em Madison ou em qualquer outra cidade do «badger state» para apoiar os seus «camaradas» - uma ausência que, quase de certeza, irá ter os seus custos, pois não é certo que os sindicatos lhe desculpem tal «desfeita» até Novembro próximo… eles que tanto fizeram pelo Sr. Hussein em 2008. Como afirmou Peggy Noonan, depois de Wisconsin a actual administração parece subitamente um «castelo de cartas». 

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Diabo veste Democrata

Já se sabe que não há limites possíveis para a hipocrisia e a dualidade de critérios dos democratas. Pelo que a grande questão que habitualmente se coloca é apenas a de saber se os novos exemplos de «olha para o que eu digo, não para o que eu faço» dos «azuis» serão ou não… risíveis.
E, quanto a gargalhadas, dois dos mais recentes anúncios da campanha de Barack Obama arrancam bastantes. Neles é promovido um jantar de angariação de fundos no apartamento (que custou 20 milhões de dólares) de Sarah Jessica Parker. Esta actriz, logicamente, protagoniza um deles, onde afirma que «aquele tipo» que «terminou a guerra no Iraque, disse que podes casar com quem quiseres (incluindo pais e irmãos?) e que criou quatro milhões (?!) de novos empregos (…) precisa de nós». Contudo, é o segundo, protagonizado por Anna Wintour, que é ainda mais inacreditável. Quem é ela? É a editora da Vogue dos EUA… e que serviu de base, de inspiração ao romance «O Diabo veste Prada» e ao filme com o mesmo título, e que proporcionou por sua vez a Meryl Streep (outra apoiante do actual presidente) mais uma das suas espantosas interpretações, tendo-lhe aliás valido outra nomeação para os Óscares. Ou seja: no próprio dia em que era divulgado um dos piores índices do (des)emprego no país, com um aumento da taxa para 8,2%, os democratas escolhem como «porta-voz» o «Diabo», uma pessoa totalmente conotada e integrada com os «um por cento», e que é (tristemente) famosa por ser – num dia bom – arrogante, caprichosa, cruel e snob, e conhecida por ser capaz de humilhar, despedir e boicotar seja quem for ao menor pretexto. E depois acusam Ann e Mitt Romney de serem milionários elitistas e «out of touch» com os supostos «99%»? Glenn Beck divertiu-se bastante, e não foi de certeza o único.    
Porém, por mais irritantes e alienadas, clueless, em relação ao mundo real que Sarah Jessica Parker e Anna Wintour possam ser (e são), elas parecem «anjos» quando comparadas com os vultos «demoníacos» que se acoitam nessa rede de «lojas do aborto» que é a Planned Parenthood. Em mais uma demonstração de «great timing» que «favoreceu» os democratas, a organização eugenista fundada por Margaret «dei aulas ao KKK» Sanger anunciou o seu apoio a Barack Obama – sublinhado em simultâneo com um anúncio televisivo contra Mitt Romney – quase ao mesmo tempo em que era revelado que, em algumas das suas filiais, as funcionárias estavam disponíveis para practicar aborto selectivo – concretamente, remover um feto caso fosse de uma menina. Não é esta, sim, (um)a verdadeira «guerra às mulheres»? Recorde-se que a PP esteve, não há muito tempo, no centro de outra controvérsia, quando foi revelado que, também em algumas das suas filiais, as funcionárias estavam disponíveis para «apoiar» prostitutas imigrantes ilegais e menores de idade. No entanto, e até agora, estes líderes da «indústria da IVG» continuam a não ter que recear consequências pelos seus actos: os democratas no Congresso persistem em opor-se, e até a inviabilizar, qualquer medida que os penalize. Foi o que aconteceu na semana passada, quando uma lei que criminalizaria o aborto selectivo não foi aprovada – apesar de obter a maioria dos votos, eram necessários dois terços dos mesmos.        
E, mesmo que nasçam, cresçam, estudem e trabalham, muitas mulheres norte-americanas serão alvos da discriminação sexista, e do paternalismo machista, do Partido Democrata: este apela, oficialmente, a que se pague «salário igual por trabalho igual», mas depois descobre-se que isso não acontece na Casa Branca nem nos gabinetes «azuis» do Capitólio. Elas que dêem muitas graças, todavia, por o «benemérito» Barack Obama estar disposto a apoiá-las – isto é, a torná-las dependentes do Estado - «do berço até ao caixão»… porque, «coitadinhas», elas não são capazes de tomar conta de si próprias.
(Adenda - E não é que Meryl Streep também esteve presente no jantar oferecido a Barack Obama por Sarah Jessica Parker e por Anna Wintour? Terá conversado, e sobre quê, com a editora da Vogue? Ah, a ironia...)   

quarta-feira, 30 de maio de 2012

«Obamadorismos» (Parte 2)

Já antes aqui chamei a atenção para o facto de o amadorismo – significando «inexperiência» e «incompetência» - ser uma das características principais de Barack Obama e da sua administração. Agora, há um livro que consagra esse conceito. «The Amateur», porém, não tem origem nas esconsas «cavernas» conservadoras. O seu autor é Ed Klein, que trabalhou no New York Times e na Newsweek, mas que, ao contrário dos seus homónimos, manteve a mente aberta para receber e revelar… a verdade. Mais: o título do livro terá tido origem numa afirmação de Bill Clinton. Portanto, as fontes são «insuspeitas».
Por mais esforços que façam os seus admiradores/adoradores – tanto nos EUA como em Portugal – para «dourarem a pílula», alterarem a realidade e manterem-se parados no tempo em 2008, através de «sondagens» que sobre-representam os inquiridos democratas em relação aos republicanos mas não só, já não é possível disfarçar ou ocultar os mais recentes sinais de desespero e de desorientação dados pelas hostes «burras». Para começar, o facto de Barack Obama ter dado o «pontapé de saída» da sua campanha num pavilhão meio-cheio (ou meio-vazio) não constituiu decididamente um bom augúrio… e significou também uma prova de incompetência: nem sequer arranjaram, mesmo pagando, gente suficiente para preencher os lugares desocupados? E o que aconteceu desde então não melhorou o panorama, antes pelo contrário.
O ataque à Bain Capital foi, é, um fracasso, e não só por não terem ficado provadas prácticas criticáveis atribuíveis a Mitt Romney enquanto esteve naquela empresa: vários e destacados democratas condenaram o anúncio da campanha de BHO porque ele configura como que uma guerra… à iniciativa privada. Pior: o próprio Obama recebeu contribuições de funcionários da Bain Capital e já fez saber que não as vai devolver! Consequência também desta falta de coerência e de competência mas não só, as primárias do Partido Democrata (sim, também as há) ganharam um interesse inesperado pelo facto de o presidente pouco ter passado dos 50% de votos em vários Estados, quer tenha um oponente declarado ou não – e um desses oponentes, John Wolfe, pôs um processo em tribunal contra o seu próprio partido, já que este não quer reconhecer-lhe e conceder-lhe os delegados que ganhou. Entretanto, Ron Barber, candidato democrata ao Congresso pelo Arizona, recusou-se, num debate com o seu opositor republicano Jesse Kelly, a dizer se votaria no Sr. Hussein em Novembro!
A situação é tão embaraçosa (para os «azuis») que até o Politico se vê obrigado a admitir – e logo num dos seus títulos! – que Barack Obama tem estado a «tropeçar», o que é um eufemismo para as trapalhadas em que o presidente se vê envolvido, e por culpa própria. Na verdade, foi ele que se referiu – duas vezes! – aos seus «dois filhos» (tem duas filhas), aludiu às «centenas de parques nacionais» (só existem 58) que encerrariam se as propostas orçamentais republicanas fossem aprovadas, e elogiou o JP Morgan como sendo «um dos bancos melhor geridos»… no mesmo dia em que aquele anunciava uma perda de dois biliões de dólares numa só operação! Até o fiel David Axelrod, sempre pronto para seguir e imitar o chefe, parece querer não ficar atrás nas incontinências verbais: «A escolha nesta eleição é entre uma economia que produza uma classe média crescente e que dê às pessoas uma hipótese de progredirem, e uma economia que continue pela estrada em que estamos.» Com amigos destes…
Se nos «negócios nacionais» as perspectivas são (muito) preocupantes, e os números estão aí para o provar, nos «negócios estrangeiros» a diplomacia macia… e amadora desta administração continua a estimular adversários e a negligenciar aliados. Alguma vez se pode dizer que Barack Obama tem tido «sucesso na política externa» quando fala dos «campos de morte polacos», levantando um coro de protestos em Varsóvia? Quando Vladimir Putin recusa um convite para conversações directas, e isto depois de um dos seus generais ter ameaçado destruir instalações da NATO? Quando a Casa Branca recebe representantes da Irmandade Muçulmana e envia milhões de dólares para o Hamas… ao mesmo tempo que promove fugas de informação que prejudicam Israel? Quando, enfim, Obama repete, «papagueia» invariavelmente as mesmas palavras de circunstância quando recebe um líder de outro país?         
Barack Obama é tão incompetente e tão… amador que chega ao cúmulo do descaramento de criticar a comunicação social quando esta, muito ocasionalmente, não é completa e permanentemente unânime no enaltecimento da sua pessoa. O que, inevitavelmente, recupera a já «velha» pergunta: o que aconteceria, o que se diria, se fosse George W. Bush a comportar-se assim? Todos sabemos a resposta…    

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Anarquia organizada

Que «saudades» dos «bons velhos tempos» (foram só há alguns meses, mas enfim…) em que os «ocupas», não só de Wall Street mas também de outras ruas, cidades e Estados dos EUA, se «limitavam» às manifestações não autorizadas com demonstrações de anti-capitalismo e de anti-semitismo, vandalismo, destruição de propriedade, desrespeito à autoridade, roubo, tráfico de droga, exibicionismo, violação… Entretanto, «progrediram» (afinal, sempre são «progressistas») e já chegaram ao terrorismo puro e duro, pelo menos – por enquanto – na forma tentada.
Em Cleveland, cinco tentaram colocar uma bomba numa ponte… e foram presos. Em Chicago, aquando da recente cimeira da NATO, três foram detidos sob a acusação de fabricarem cocktails Molotov (pois, contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte tinha de ser algo «vindo» do Pacto de Varsóvia…) e pretenderem lançá-los contra vários alvos, entre os quais a residência do mayor (Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete de Barack Obama) e… a sede estadual da campanha de reeleição do actual presidente! Será que é agora, ou proximamente, que o Nº 44 se retracta do apoio público que deu aos «ocupas» em Outubro passado? Será que é agora, ou proximamente, que Nancy Pelosi, depois ver os estragos causados por estes energúmenos à «sua» São Francisco, diz «o Diabo que os carregue» depois de ter dito «Deus os abençoe»? Provavelmente, não, porque fazê-lo significaria distanciarem-se, e denunciarem, as organizações (esquerdistas) que estão por detrás destes eventos «espontâneos», em especial confederações de sindicatos como a AFL-CIO e a SEIU, e os vários «institutos» fundados e financiados por George Soros. Porém, e como disse Bill O’Reilly, esfaquear um polícia, como aconteceu na semana passada durante os protestos na «windy city», não é um acto de «liberdade de expressão».    
Mesmo que não descambem na violência, os «ocupas» mostram frequentemente serem egoístas e queixinhas que vivem num «mundo paralelo» construído após muita exposição a entretenimento e a ensino liberal(izante). Neste aspecto, dificilmente haverá algo tão eloquente – extraordinário momento de televisão! – como a «conversa» entre Sean Hannity e Harrison Schultz (é mais um Schultz para a «galeria do ridículo», depois da Debbie e do Ed), e em que o «ocupa», além de acusar a polícia de Nova Iorque de infiltrar criminosos nos acampamentos, também exigiu ter tudo o que quer... de graça! No entanto, não são só os comentadores conservadores a condenarem este movimento de «novos pacifistas»: até no Washington Post se pensa que eles estão a ir para «lado nenhum». O problema, e o perigo, é se, no «caminho», fizerem (mais) vítimas. E, então (esperemos que não), e com outros, Barack Obama terá sangue nas mãos. 
(Adenda - Conheçam Kristine Pettersen, anarquista organizada mas frustrada... depois da derrota dos «seus» em Wisconsin.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

«Nasceu no Quénia»

«Barack Obama, o primeiro presidente afro-americano da Revista de Direito de Harvard, nasceu no Quénia e cresceu na Indonésia e no Havai». Este é o primeiro parágrafo de uma das 89 breves biografias contidas numa brochura publicada em 1991 pela agência literária Acton & Dystel, cuja lista de clientes incluía então o futuro presidente dos Estados Unidos da América. Mais: esta afirmação/informação esteve disponível no sítio Dystel.com até Abril de 2007... dois meses depois de o então senador pelo Illinois lançar a sua candidatura ao mais alto cargo da nação; em 2004 a Associated Press declarou igualmente que ele nascera em África. 
Se esta for a prova… verdadeira de que os ditos «birthers» há muito estavam à espera, o Sr. Hussein cometeu um crime, ocupou ilegalmente a Casa Branca e todos os actos da sua administração são inválidos. Mais: John McCain seria o legítimo presidente e Sarah Palin a legítima vice-presidente. Nunca é de esquecer que foi Hillary Clinton e a sua equipa de campanha, e não os republicanos, quem, há quatro anos, primeiro levantaram a dúvida sobre o local de nascimento de Barack Obama. E por mais que alguns digam que o assunto é anedótico e até ofensivo, por mais que digam que a certidão de nascimento – na forma «curta» ou na forma «longa» - já esclareceu definitivamente a questão, a verdade é que a suspeita, teimosamente, regularmente, continua a reavivar-se, porque continuam a aparecer novos elementos.
E este último é particularmente importante… e inquietante: porque vem de um representante autorizado de BHO; e porque não é plausível que ele próprio não tivesse lido, aprovado, ratificado, aquele texto, antes ou depois de estar impresso e distribuído – e reproduzido digitalmente durante cerca de 15 anos. Que ganharia ele em mentir sobre a sua origem? Algum benefício, algum privilégio concedido a estudantes estrangeiros ou decorrente das políticas de «acção afirmativa»? Semelhante, por exemplo, ao da sua colega de partido Elizabeth Warren, candidata (contra Scott Brown) ao Senado por Massachussets, e que sustentou – quase de certeza fraudulentamente – durante décadas que é descendente de Cherokees? (Adenda: afinal, também o Sr. Hussein afirmou ter ascendentes da mesma tribo!)
O passado de Barack Obama continua a revelar-se, mais do que uma «caixinha de surpresas», uma autêntica «Caixa de Pandora»… Ele comeu cão, ele consumiu drogas, ele destruiu a sua residência universitária, ele ofereceu 150 mil dólares a Jeremiah Wright para este se calar… Porque muitas destas revelações estavam imediatamente acessíveis (nos seus próprios livros!) ou não eram muito difíceis de obter, o que ressalta, inevitavelmente, é, mais do que a incompetência, o colaboracionismo de quase todos os principais órgãos de comunicação social dos EUA, que, vergonhosamente, deitaram fora a deontologia para ajudarem a eleger o «primeiro presidente afro-americano»…
… No que são imitados pela grande maioria dos seus colegas portugueses, que, além de omitirem, também mentem sobre o que acontece no outro lado do Atlântico… continuando assim a justificar a existência do Obamatório. Ontem, enquanto telespeCtador consciente mas também enquanto jornalista responsável, vi-me forçado a telefonar à TVI para corrigir uma notícia que haviam dado no jornal das 13: a de que uma «proposta republicana de orçamento» fora reprovada no Senado. Pelo contrário, o que se reprovou – com 99 contra e zero a favor, ou seja, por unanimidade (faltou um), ou seja, também por todos os democratas, que são maioritários naquela câmara! – foi o orçamento apresentado pela Casa Branca, pela actual administração, por Barack Obama! Tão ridículo que originou logo uma tendência no Twitter - «(o que é) mais popular do que o orçamento de Obama». Tão ridículo que, horas antes da votação, Harry Reid (líder democrata no Senado e mórmon, tal como Mitt Romney) acusava os republicanos de serem os piores dos obstrucionistas! Não há dúvida, a realidade (norte-americana) é mais estranha, e mais divertida, do que qualquer ficção!     

terça-feira, 15 de maio de 2012

Não, não foi Mitt Romney…

… Quem decidiu fazer, em 2001, despedimentos na GST Steel, empresa intervencionada e encerrada pela Bain Capital, facto que agora é o tema central de um novo anúncio televisivo da campanha de Barack Obama contra o (quase confirmado) candidato republicano. Pois é, esse anúncio tem um «pequeno» problema: baseia-se numa mentira.
O ex-governador de Massachusetts saiu da empresa… dois anos antes, para ser o responsável máximo pelos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City em 2002! Sinceramente: alguém com um mínimo de sensatez acreditará que Mitt Romney, assoberbado com a organização de uma das mais importantes competições desportivas do Mundo, tinha tempo e vontade para «despedir e destruir» à distância a partir de uma companhia na qual já não exercia qualquer função executiva? Steve Rattner, ex-conselheiro de Barack Obama, considerou o anúncio «injusto». Entretanto, e mostrando novamente que é rápida a reagir, a campanha de Romney respondeu com outro anúncio, sobre outra empresa metalúrgica – esta, porém, um caso de sucesso. Mas há mais e melhor: quem de facto estava na Bain Capital, num cargo de direcção, aquando do fecho da GST Steel era Jonathan Levine… que é «apenas» um dos maiores apoiantes/angariadores do Sr. Hussein!
Não há dúvida: os democratas não aprendem. Inventaram que os republicanos haviam declarado uma «guerra às mulheres» (por se oporem à distribuição gratuita de contraceptivos a quem os pode adquirir)… e depois sofreram as consequências de alguns dos seus activistas terem decidido insultar as donas de casa, simbolizadas por Ann Romney. Insistiram que o marido desta é cruel por ter colocado o cão da família no tejadilho do carro durante uma viagem familiar de férias ocorrida 30 anos antes… e depois sofreram as consequências de o actual presidente ter comido cão quando era criança, e, já adulto, se ter orgulhado dessa experiência, a ponto de a recordar, e não a lamentar, no seu livro «Dreams From My Father». Insinuaram (e muito mais do que isso) que Mitt Romney, em 1965 (!), foi um bully por ter cortado à força o cabelo a um colega… e ainda estão por (mas vão) sofrer as consequências de Barack Obama, na escola primária, ter agredido uma colega - confessado pelo próprio no mesmo livro! Iniciaram uma «narrativa» sobre a poligamia practicada pelo bisavô de Romney... mas «esqueceram-se» de que o pai de Obama já era casado quando veio para os EUA!
Eu diria que esta «estratégia» do PD é errada… mas se os «burros» fazem muita questão nela, que vão em frente – isto é, avante (camarada), «forward». Porém, algo me diz que mais exemplos de «o tiro sair pela culatra» irão surgir neste ano eleitoral…