terça-feira, 20 de março de 2012

Bem-vindos ao Illinois!

Realiza-se hoje uma eleição «primária» da campanha presidencial do Partido Republicano no Estado onde têm residência Barack Obama (trocou, por alguns anos, a dele pela Casa Branca em Washington)… e Rod Blagojevich (trocou, por alguns anos, a dele por uma prisão no Colorado)… e Jeremiah Wright… e Louis Farrakhan… e Oprah Winfrey… e Rahm Emanuel…
… E o ex-chefe de gabinete do actual presidente dos EUA, e actual mayor de Chicago, até que poderia dar as boas-vindas a Mitt Romney, Newt Gingrich, Rick Santorum e Ron Paul. Porém, será que os candidatos do GOP podem confiar em «Rahmbo»? Estarão em segurança na cidade de Al Capone? Afinal, trata-se de uma metrópole com tão elevados índices de criminalidade que: a cimeira de 2012 do G-8, que deveria realizar-se lá, foi transferida para Camp David; a venda de armas para defesa pessoal… disparou desde que a lei que a impedia (há quase 30 anos) foi revogada; é notícia quando há um período de 24 horas sem um homicídio ou um tiroteio; dezenas de corpos acumulam-se durante meses nas morgues sem serem reclamados; apenas 30% dos assassinatos de 2011 já foram resolvidos; é desaconselhada a encomenda de refeições por telemóvel; são contratados violadores como baby-sitters; crianças de escola primária são algemadas por se portarem mal nas aulas; polícias decidem «terminar» o direito à Primeira Emenda (liberdade de expressão) de jornalistas; é exigida uma identificação com fotografia a quem quiser comprar produtos de limpeza de canos e de esgotos…
… Que, pelos vistos, não estão a ser suficientes, porque há baratas «jurássicas» na câmara municipal. Aliás, tal não é a única «praga» de parasitas a infestar o Illinois: são vários – por exemplo, este, este e este – os casos de pensões milionárias e de outros benefícios exorbitantes atribuídos, injustificadamente ou mesmo fraudulentamente, a dirigentes de sindicatos. Logo, é preciso mais dinheiro para lhes pagar, pelo que há que ir buscá-lo das formas habituais, ou seja: aumentando impostos, em especial sobre imóveis; e passando (mais) multas, até mesmo a pessoas que estão a assistir a um funeral de um soldado morto no Afeganistão!      
No entanto, nem tudo é mau; há aspectos em que, aparentemente, se verificam progressos: David Axelrod assegura que agora cada pessoa só vota uma vez na «windy city». Todavia, e apesar da «melhoria», há dúvidas sobre quais serão os tais «valores do sul de Chicago» que Michelle Obama afirmou que ela e o marido tentam inculcar nas filhas… é que aquela é a zona da cidade onde a criminalidade é mais grave!  

quarta-feira, 14 de março de 2012

«PALINfrasia»* (Parte 3)

A esqu… erda norte-americana é, definitivamente, esqu… izofrénica. Desde 2008 que os seus diversos «porta-vozes», na política, na comunicação social e no entretenimento, se esforçam por convencer os EUA de que Sarah Palin é imbecil, incompetente, irrelevante... Porém, acabam sempre por demonstrar, com alguma frequência, que ela é exactamente o oposto. Um dos mais recentes exemplos é um anúncio da campanha de Barack Obama em que ela é a «vilã» - e convém sempre recordar que ela não exerce actualmente qualquer cargo público nem está a concorrer para um. Outro exemplo, ainda mais eloquente quanto a esse sentimento (não correspondido) de «amor-ódio» sentido pelos «progressistas» em relação à ex-governadora do Alaska, é o filme «Game Change», estreado no passado dia 10 de Março…
… No canal HBO, que há quem acredite significar, na verdade, «Home of Barack Obama». Os principais nomes da equipa daquele filme - produtor, realizador, argumentista e actores – são todos de democratas e apoiantes de democratas: Tom Hanks, Jay Roach, Danny Strong, Ed Harris, Julianne Moore e Woody Harrelson não só votam e apelam ao voto no PD como costumam contribuir financeiramente para ele e para os seus candidatos. Importa igualmente esclarecer, ou lembrar, que Roach e Strong foram em 2008 também, respectivamente, realizador e argumentista de «Recount», igualmente da HBO, sobre a controvérsia da (re)contagem de votos na Flórida na eleição presidencial de 2000 – e, segundo todas as recensões, aquele filme mostrou-se mais favorável a Al Gore do que a George W. Bush. Repare-se, pois, nesta (mais do que) aparente tendência de lançar filmes anti-PR em anos de eleições presidenciais… uma «coincidência», claro!
Antes de saber se o que está em «Game Change» é verdadeiro ou não, deve-se saber o quanto está, por comparação com o livro «Game Change – Obama and the Clintons, McCain and Palin, and the Race of a Lifetime», de John Heilemann e Mark Halperin, em que o filme é baseado. E a resposta… está desde logo no título: a obra original foi sobre toda a campanha de 2008, tanto do lado democrata como do lado republicano; aliás, nem foi bem metade-metade para cada um, porque a disputa entre Barack e Hillary, e até as peripécias de John Edwards, ocuparam mais páginas do que a nomeação do senador pelo Arizona e a escolha da sua «running mate». Então, por que motivo os responsáveis pelo filme decidiram não adaptar (pelo menos) 50% do material de base, ainda para mais envolvendo aqueles que estão agora no poder, como presidente e como secretária de Estado (ministra dos Negócios Estrangeiros) dos EUA? A resposta mais básica, e correcta, é «porque eles querem (sempre) favorecer os democratas e prejudicar os republicanos»; mas, desta vez, trata-se de algo mais complexo… e maquiavélico: os autores do filme partiram do pressuposto de que Sarah Palin não só se candidataria à nomeação pelo Partido Republicano mas que também, neste momento, poderia estar já na liderança da «corrida» - note-se que «Game Change» estreou poucos dias depois da recente «super terça-feira».
Se na «forma» há alguma surpresa, no «conteúdo» nem por isso: apenas outro «hit job» que, ao contrário dos precedentes, dispõs de mais meios; repleto de mentiras, meias-verdades, deturpações, exageros, omissões; a «consagração» de todos os (falsos) clichés - só faltou Katie Couric e Tina Fey fazerem uma aparição. Heilemann e Halperin nunca estiveram em qualquer comício do PR, nunca falaram com John McCain nem com Sarah Palin; esta não só – obviamente! – se negou a «auxiliar» a HBO como desmentiu veementemente, tal como várias pessoas que a acompanharam de perto em 2008, que o «retrato» corresponde à realidade. Mas não todas: houve duas excepções, dois «informadores» que tentaram fazer de Palin o bode expiatório do fracasso de há quatro anos e assim ocultar as suas culpas na (má) condução da campanha de McCain, em especial pela insuficiente, ou mesmo inexistente, denúncia do passado duvidoso de Barack Obama, e pela má resposta ao eclodir da crise financeira. Trata-se de Steve Schmidt e de Nicolle Wallace, respectivamente estratega e conselheira principal da candidatura McCain-Palin, que assim assumem aquilo que de facto são: traidores. Para cúmulo, Meghan McCain afirma que Wallace nem sequer votou no pai!          
No entanto, e porque, como se costuma dizer, «tudo o que é de mais é moléstia», até na «lamestream media» parece começar a registar-se algum enfado com tantos excessos anti-Sarah Palin. O Washington Post não tardou em noticiar que «Game Change» constituiu um relativo fracasso de audiência. E, no ano passado, o New York Times, cinco dias depois de ter elogiado (!) um discurso da ex-governadora, criticou (muito) desfavoravelmente um livro sobre ela, repleto de rumores, escrito por um voyeur ordinário e sensacionalista… que, curiosamente, foi tido como credível, em Portugal, por Diário de Notícias, Público e SIC. Sim, ainda há muito a fazer para combater essa estranha doença a que demos o nome de «PALINfrasia».
(* palinfrasia s. f. MEDICINA perturbação da elocução caracterizada pela repetição da última sílaba das palavras e, às vezes, de todas as sílabas de cada palavra (principalmente no atraso mental e na demência precoce) (Do gr. pálin, «de novo» + phrásis, «elocução» + ia) ) (Dicionário da Língua Portuguesa 2006, Porto Editora, página 1240)        
(Ler também: «Palin Power»; «PALINfrasia»; «PALINfrasia (Parte 2)».)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Entretanto, no Afeganistão…

… E enquanto quase toda a gente anda entretida e distraída com as primárias do Partido Republicano para a eleição presidencial deste ano, gastando milhares de caracteres em análises, especulações e previsões de resultados – mais recentemente, os da passada («super») terça-feira – como se aquelas constituíssem uma qualquer competição desportiva (onde será que eu já li isto? ;-)), os estrangeiros, em especial norte-americanos, civis e militares, lá (temporariamente) residentes continuam a sofrer as consequências do «business as usual» de Barack Obama e da sua administração no que respeita aos muçulmanos: manifestações, atentados e assassinatos que não diminuem, antes pelo contrário, após tentativas de apaziguamento… de pessoas que não querem, que nunca irão querer a paz, que preferem continuar a penar no seu inferno quotidiano feito de pobreza e, pior, de intolerância, misoginia e obscurantismo.
É mesmo necessário enunciar, e demonstrar, até que ponto é ridículo, ofensivo, humilhante… e inútil estar (novamente) a pedir desculpa ao Islão, desta vez por causa de alguns exemplares do Corão destruídos inadvertidamente numa base da NATO em Kabul (antes foi por soldados americanos terem urinado em cadáveres de terroristas)? Porém, isso é o que Barack Obama, e repetidamente, fez, e a única dúvida é se, mesmo ao telefone com Hamid Karzai, se terá curvado enquanto falava… Eu próprio, enquanto leitor e escritor, não gosto que se destruam e/ou se proíbam livros, sejam eles quais forem – sim, incluindo o «Mein Kampf» e os que já seguem o AO90 – mas nunca iria ao cúmulo de agredir e de matar por causa de umas dezenas ou centenas de folhas de papel. Além de que, e isto é fundamental, foram (prisioneiros) muçulmanos que «desrespeitaram» primeiro esses exemplares do Corão, ao escreverem neles mensagens uns aos outros – e foi por isso que eles foram queimados (os livros, não os prisioneiros, embora nada se perdesse se…). Mais: quantos exemplares do Corão terão sido destruídos nos muitos ataques a mesquitas perpetrados nos últimos anos por outros muçulmanos?
Barack Obama, a sua administração e todos os democratas em geral dão grande importância à «sensibilidade» dos islamitas. Porém, não tanto, ou nada, à dos cristãos. Onde está o pedido de desculpa pela tentativa (que ainda não cessou completamente) de obrigar instituições católicas norte-americanas a fornecerem gratuitamente contraceptivos? Onde está o pedido de perdão pelos milhares de exemplares da Bíblia destruídos deliberadamente, em 2009, também no Afeganistão? Onde está a renovada indignação e o repetido protesto, por parte da Casa Branca, contra o governo de Teerão e a favor do iraniano que corre o risco de ser executado… por ser cristão? Enfim, quando é que os seguidores de Maomé se penitenciarão pelas perseguições e pelos ataques que fazem constantemente aos de Jesus?
É evidente, e indubitável, que os pedidos de desculpa de Barack Obama não só não cessaram ou, pelo menos, atenuaram a violência, como, pelo contrário, a intensificaram – é o que costuma acontecer quando se dá «parte de fraco» (e se parece admitir uma «culpa»… inexistente) a quem não respeita os outros nem merece respeito. No entanto, Hillary Clinton teve o atrevimento de dizer que os republicanos, com os seus protestos contra as desculpas obamistas, podiam «inflamar» ainda mais a situação! Pior, o Sr. Hussein terá dado a entender ao Sr. Karzai que os que queimaram os livros seriam castigados e, eventualmente, julgados! Só uma palavra é suficiente para caracterizar efectivamente a conduta desta administração: cobardia.
Entretanto, para quê perder mais tempo e recursos humanos – vidas preciosas – e materiais com gente que não merece o esforço? Cenk Uygur e Rush Limbaugh, bem como um número crescente de democratas e de republicanos, acreditam que já é chegada a altura de vir embora. E, digo eu, a salvar algo do Afeganistão que sejam (algum)as mulheres; os homens, o Diabo que os carregue!

sábado, 3 de março de 2012

Obituário: Andrew Breitbart

Este é o primeiro obituário no Obamatório, e é inesperado, doloroso, inacreditável. Mas não são todos? Na verdade, uns são mais do que outros. Quanto se trata de alguém ainda muito novo (43 anos, nasceu a 1 de Fevereiro de 1969), incrivelmente activo, quase que omnipresente, e que se preparava provavelmente para fazer deste ano de 2012 um dos mais marcantes da sua – e das nossas – vida(s), a surpresa, e a tristeza, são maiores. É o caso de Andrew Breitbart, falecido a 1 de Março último em Los Angeles.
O primeiro livro dos vários que ilustram, do lado direito (obviamente!), este blog, é dele: «Righteous Indignation» detém a posição cimeira porque os autores estão alinhados segundo a ordem alfabética dos seus primeiros nomes; porém, aquela obra merece igualmente estar no topo porque relata o percurso pessoal, profissional e político de Andrew Breitbart, da esquerda para a direita, ao som de grupos da New Wave britânica e num meio cultural e social totalmente hostil a essa transição ou «traição» (tão bem que o compreendo, tanto que me posso identificar com ele…), começando quando ele se interrogou, e se indignou, com o tratamento que os «progressistas» e «liberais» deram a Clarence Thomas quando foi nomeado para o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA; fala dos muitos anos em que ele foi o Nº 2 de Matt Drudge no Drudge Report, e depois quando ajudou Arianna Huffington a fundar o Huffington Post; finalmente, quando se lançou por conta própria com o Breitbart.com e os seus vários «Big’s» (Governo, Hollywood, Jornalismo, Paz). E é aqui que está a sua (outra) ascendência sobre o Obamatório: ainda não fiz essas contas (nem sei se alguma vez as farei), mas não tenho dúvidas de que a maioria das ligações que inseri nos meus textos neste blog desde há mais de três anos provém, precisamente, dos sítios na Internet criados e liderados por ele; um facto que se deve não ao acaso ou à ordem alfabética mas sim à importância, à qualidade, à relevância das informações acedidas através daquelas ligações.
Andrew Breitbart não se distinguiu apenas pelo seu espírito de empreendedor, de agregador de notícias e de aglutinador de talentos, de congregador de personalidades, mas também, e talvez principalmente, enquanto possuidor de uma espantosa coragem, tanto física como intelectual: abundam os exemplos, e respectivos registos audiovisuais, dos confrontos mais ou menos animados, exaltados, intensos, que manteve com opositores, em programas de rádio e de televisão, em conferências, em manifestações. E em que, frequentemente, para os desarmar, para os vencer, nem era necessário repetir os seus ideais e as suas ideias, os seus argumentos: bastava perguntar aos seus interlocutores: «porque estão aqui?»; «sabem porque, ou contra, estão a protestar?»; «que disseram ou fizeram de negativo aqueles contra os quais se estão a insurgir?». E era depois vê-los, invariavelmente, a repetirem palavras de ordem, a balbuciarem algo de ininteligível, a ficarem calados, a afastarem-se ou a serem afastados das câmaras… e, frequentemente, descobria-se que aqueles «protestos espontâneos» tinham sido (e continuam a ser) organizados e financiados por instituições tão «beneméritas» como os sindicatos pró-Partido Democrata e a ACLU… AB foi também diferente e inovador porque foi dos primeiros a proclamar claramente, alto e bom e som, que acabara o tempo em que os conservadores se limitavam a «comer e a calar», em que não respondiam aos insultos e às provocações.
Andrew Breitbart parecia imparável, incansável, indestrutível. Ainda recentemente havia escrito e publicado dois artigos, dois perfis, sobre um homem que era como que o seu «Némesis», o seu «inimigo de estimação», o seu inverso não só ideologicamente (porque foi da direita para a esquerda) mas também em carácter: David Brock, da Media Matters for America, «traidor» e «auto-proclamado mártir» ao serviço da esquerda radical e totalitária; antes, voltara a abordar a questão dos «Ocupas», mais concretamente as violações que ocorreram nos «acampamentos» destes «neo-anarquistas» espalhados pelos EUA. Ele estava sempre pronto para o combate, sempre disponível para o debate. Era uma «força da Natureza», o «guerreiro alegre». Tanto que, aparentemente, terá sido o coração que desistiu de o acompanhar. No entanto, e sabendo-se da predilecção norte-americana pelas teorias da conspiração, já há quem adiante a hipótese de ele ter sido assassinado…      

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Fazer «fitas»

A 84ª edição de entrega dos Óscares da Academia, realizada no passado domingo em Los Angeles, estava a ser uma cerimónia algo «estranha»… até que, «felizmente», Billy Crystal a tornou «normal»: disse uma piada a gozar com republicanos! «Um cavaleiro negro, um psicopata americano e um viciado em crack carismático» são, segundo aquele actor e apresentador, os actuais candidatos do GOP à nomeação para a eleição presidencial. Porém, e o outro? Então não são quatro?! E qual deles é quem? No entanto, um humorista de sinal contrário poderia dizer que o actual residente da Casa Branca tem todas aquelas três características… mas isso seria «desrespeitoso», não é verdade?
Mais uma vez, o problema não é tanto que se implique com republicanos, mas sim mais que os democratas, e em especial Barack Obama, não recebam o mesmo «tratamento». Até parece que os «burros» nada de risível têm dito e feito recentemente… Em Hollywood, quando se trata de meter a política no entretenimento, já se sabe: é invariavelmente sempre no mesmo sentido. Fazer «fitas» é com as «estrelas», e as que apoiam o Sr. Hussein esforçam-se por representar «convincentemente» os apelos à sua reeleição… mesmo que estejam desiludidas com ele. Deve ser por isso que os «argumentos» de algumas são algo… insólitos: Samuel L. Jackson admite que votou em Obama «porque ele é negro», e espera que ele «se torne assustador nos próximos quatro anos»; Don Cheadle sonha em ver o presidente, qual gangster, a «espancar John Boehner num fórum público no meio da América»; Chris Rock, que quer «mais acção», não quer «justiça mas sim vingança», também espera que o Sr. Hussein se torne mais gangster num segundo mandato, para aí fazer «m*rd* de gangster» (posteriormente, o próprio Rock decidiu não esperar e resolveu fazer, ele mesmo, alguns «estragos»); Scarlett Johansson continua igualmente a apoiar o Nº 44 porque «a mudança não acontece de um dia para o outro»; Jane Fonda deseja que ele «se torne mais forte»; Will Ferrell juntou os actos às palavras e organizou um jantar de angariação de fundos para BHO a quase 36 mil dólares por cabeça (típico dos «1%», não dos «99%»…); Eva Longoria participa activamente na campanha; e até Daniel Radcliffe, ainda tão novo, ignorante e inexperiente, atravessa o Atlântico para armar-se em parvo e meter-se onde não é chamado, declarando estar «desgostoso, intrigado, espantado», com as posições dos candidatos republicanos contra os «direitos dos gays», e elogiando o «cauteloso» Obama.
Porque é que tantos «artistas» insistem em insultar e em alienar practicamente metade (pelo menos) da sua audiência potencial? Será que pensam que só os da sua cor política têm dinheiro para comprarem bilhetes e discos? Ou é porque são, simplesmente, estúpidos e hipócritas? Isso tudo e também cobardes: como salienta Ben Shapiro, em Hollywood há uma veneração pelos denunciantes… de outras áreas e sectores de actividade, económica e não só; todavia, continua por aparecer quem se atreva a revelar os maus hábitos – isto é, os cambalachos – contabilísticos e financeiros dos estúdios e das produtoras. Enfim, em LA a coragem não dá para tudo; é a fingir, como no resto.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Santificado é o nome dele

Bem que se pode dizer que… santificado é o nome dele. Alguém com um apelido como «Santorum» - com origem latina e que significa «todos os santos» - dificilmente passaria despercebido (por muito tempo), e o antigo senador pela Pensilvânia e actual candidato presidencial do Partido Republicano tem neste momento uma forte probabilidade de ser o nomeado dos conservadores para a eleição de Novembro. E, sem surpresa, as suas convicções e afirmações enquanto católico practicante têm sido as mais destacadas por uma certa comunicação social…
… E Richard Santorum não as nega e assume-as, obviamente, desde que não sejam descontextualizadas, o que tem acontecido frequentemente. Mas seria de esperar outro comportamento por parte do establishment liberal-progressivo que defende o aborto, a contracepção e a homossexualidade e é tolerante para com o adultério? Ele não diz que quer, ou que vai proibir, essas actividades; o que ele pensa, o que ele diz, é que o Estado, o Governo federal, não as deve apoiar e financiar. Porém, os «suspeitos do costume» querem convencer as suas audiências de que Santorum com nada mais se preocupa para além destes temas… o que não é verdade. Tem opiniões sobre outros, desde o ambiente, a economia e a energia até às forças armadas e as relações internacionais, como lembrou (mais uma vez) numa entrevista recente. Disse David Axelrod, com descaramento, que as posições de Santorum são «divisivas». E a imposição do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo (rejeitado em todos os referendos) não é divisiva? E a revogação da «Don’t Ask, Don’t Tell» não é divisiva?
A mais recente «tempestade num copo de água» tem a ver com um discurso de 2008 numa escola católica, e agora recuperado, em que Rick Santorum alerta para o perigo de «Satanás tem os olhos postos nos Estados Unidos». E daí? Saul Alinsky, «guru» de Hillary Clinton e de muitos outros democratas, dedicou o seu livro «Regras para Radicais» a Satanás! Porque é que uns podem recorrer a figuras (de estilo) religiosas e outros não? Barack Obama afirmou recentemente que «Jesus taxaria os ricos». E porque é que o actual presidente pode falar na (suposta) «phony religiosity» dos seus adversários mas Santorum não deve falar na «phony theology» (isto é, a «religião ecologista») do Sr. Hussein?
Para alguns, já se sabe, não há limites para os insultos e para a (tentativa de) supressão da liberdade de expressão daqueles de quem se discorda. Rick Santorum já foi comparado a Josef Stalin, a Dan White (o assassino – democrata! – de Harvey Milk), e já teve o seu apelido «transformado» numa calúnia aviltante – por um homossexualista militante (e revoltante) chamado Dan Savage. Já, desprezivelmente, o atacaram pela sua atitude aquando da morte de um dos seus filhos. No entanto, nem todos à esquerda o desvalorizam: Barbara Walters e Mika Brzezinski expressaram simpatia (moderada) por ele, e Tommy Christopher considera-o «à prova de bala» e que será muito difícil a Mitt Romney «apagá-lo». Com efeito, há a percepção, mesmo entre os liberais, de que ele é o «real deal», que é coerente, que não é hipócrita e que, num certo sentido, e algo insolitamente (para eles), podem confiar nele; não tem as inconsistências pessoais de Newt Gingrich e as políticas de Mitt Romney; este, ao contrário do que muitos previam (e desejavam), é cada vez menos a escolha incontornável - a «narrativa da inevitabilidade» foi rejeitada.
Rick Santorum muito tem contribuído para isso. Poderá não ser o nomeado, mas de certeza que deixará a sua marca. E, para desmentir de uma vez por todas as acusações de que não passa de um homem arcaico, fundamentalista, preconceituoso e racista, dê-se a conhecer apenas um facto: enquanto senador teve como principal assessor Robert Traynham, um afro-americano e homossexual assumido! E que foi uma testemunha privilegiada da actividade de Santorum no Congresso, em especial nas áreas da assistência social, da educação e da saúde, que consolidaram o seu currículo de «conservador compassivo».

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Terroristas de trazer por casa

A Grã-Bretanha teve o IRA. A Alemanha teve os Baader-Meinhof. A França, a FNLC. A Itália, as Brigadas Vermelhas. A Espanha, a ETA. Portugal, as FP-25. E os Estados Unidos da América tiveram os Weather Underground… cujas duas mais famosas figuras, o casal William Ayers e Bernardine Dohrn, foram fundamentais no lançamento da carreira política de Barack Obama.
Trata-se de um facto incontestável e que, durante bastante tempo, todos os que rodeiam o actual presidente tentaram desmentir ou desvalorizar. Porém, o próprio William Ayers confirmou recentemente essa ajuda – uma (primeira) iniciativa de angariação de fundos – que deu na sua casa, algures nos anos 90, a um então desconhecido licenciado em Direito por Harvard. Em 2008, em plena campanha presidencial, Robert Gibbs negou categoricamente que tal evento houvesse ocorrido, considerando a acusação como mais uma invenção da candidatura de John McCain. Afinal, Sarah Palin tinha mesmo razão: Barack Obama andou a confraternizar com terroristas…  
… Que o auxiliaram a iniciar e a desenvolver uma «prometedora» carreira de «organizador comunitário» na cidade mais corrupta dos EUA. E «organizar a comunidade» significava, na verdade, tentar atingir practicamente os mesmos objectivos e adoptar practicamente as mesmas tácticas que, actualmente, os «ocupas» adoptam e querem atingir. Não é, pois, de surpreender que Bill, juntamente com o seu irmão Rick, tenham dado, de bom grado, algumas «lições» - de radicalismo e de resistência (ou combate?) ao capitalismo – aos jovens «estudiosos» e interessados integrantes do «Occupy Chicago».
Há que reconhecer, no entanto, que William Ayers aparenta não ter qualquer problema em revelar os seus pensamentos e as suas acções, tanto no passado como no presente. Não só os assume como ainda hoje se orgulha deles! É isso que explica que tenha acedido a fazer um encontro em que também participou nem mais nem menos do que Andrew Breitbart… que depois classificou o seu anfitrião como «um fantástico conversador e um cozinheiro incrível», apesar de ser igualmente um «sociopata»! E, muito provavelmente, não foi só um bom jantar o que o fundador do Breitbart.com trouxe naquela noite da «windy city»: poucos dias depois, ao discursar na CPAC 2012, o autor de «Righteous Indignation» revelou ter vídeos de Barack Obama dos seus dias enquanto estudante universitário. Finalmente, saber-se-á porque é que o actual presidente ainda não divulgou os seus registos académicosConfirmar-se-á que é por ter sido, segundo um seu antigo colega, um «marxista-leninista ardente» tal como vários dos seus professores?
Este assunto é da máxima importância. Porque o que mais espanta não é apenas que o Sr. Hussein tenha chegado à presidência dos EUA sem possuir qualificações e experiência para tal; é, principalmente, que o tenha feito tendo no seu «armário» alguns «esqueletos» (bem vivos, como Ayers, Blagojevich, Giannoulias, Rezko, Wright) que, normalmente, seriam suficientes para arruinar a carreira de outro candidato. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amigos da onça

Aqui no Obamatório tenho continuamente divulgado actos e afirmações de estupidez, incompetência e maldade vindos de democratas e liberais contra republicanos e conservadores. Porém, isso não significa que os primeiros não saibam, não estejam conscientes… ocasionalmente, dos seus defeitos, das suas falhas, das suas insuficiências, bem como das do seu «grande chefe» do momento – isto é, do presidente do país, quando ele é «azul». Mais: por vezes até deixam transparecer as suas dúvidas, as suas desconfianças, as suas críticas. Por vontade própria ou forçados por outros… mas fazem-no. E aí fica demonstrado que a certeza quanto à(s) vitória(s) não é completa, que a fanfarronice não tem uma grande base de sustentação.
Chuck Schumer admitiu recentemente… o que (quase) toda a gente já sabe: que o actual presidente foi – é – o candidato que, na História dos EUA, mais dinheiro recebeu das firmas financeiras de Wall Street. Aliás, já antes Michael Moore havia declarado que aquela famosa rua de Nova Iorque «já tem o seu homem e o seu nome é Barack Obama». São factos e afirmações que não são muito favoráveis a quem quer ser visto como o defensor dos «99%», não é verdade? Porém, o senador por Nova Iorque não é o único senador democrata a admitir uma verdade inconveniente sobre o presidente. Outros cinco – Ben Nelson, Bill Nelson, Bob Casey, Joe Liberman e Joe Manchin – contestaram a recente intenção da administração de, no âmbito do «ObamaCare», forçar entidades de saúde (ligadas a igrejas) a fornecerem gratuitamente contraceptivos e pílulas abortivas - no que constitui talvez o maior ataque de um governo federal norte-americano à liberdade de religião no país. Tanto que Kathy Dahlkemper, ex-congressista democrata que perdeu o seu posto por ter votado favoravelmente a «reforma da saúde», veio admitir que teria procedido de outra forma se soubesse que tal afronta iria ocorrer…
… E quando também Chris Matthews classifica como «assustadora» aquela iniciativa da Casa Branca, então não restam quaisquer dúvidas quanto à gravidade da mesma. Entretanto, continuamos à espera que o Sr. «Arrepio pela Perna» revele as tais «histórias que eu ouço e que vocês não acreditariam» sobre a actual administração. Já o seu colega da MSNBC, Lawrence O’Donnell, não duvida de que Barack Obama não quer concorrer contra Mitt Romney. Por seu lado, Tina Brown (ex-Vanity Fair, ex-New Yorker, agora na Newsweek), afirmou que o Nº 44 «não gosta do seu trabalho… e não sabe exercer o poder» - não, ela não é simpatizante do GOP, muito pelo contrário. Até no Washington Post se verificam lapsos momentâneos de razão: aquele jornal criticou o «chumbo» do oleoduto Keystone e apelou ao «regresso» de Bill Clinton…      
… Embora a pessoa de apelido Clinton que continua a ser a mais desejada, entre os democratas, como alternativa é… Hillary! E não apenas como potencial substituta de Joe Biden enquanto vice-presidente, cargo para o qual Douglas Wilder, antigo governador da Virgínia, não reconhece competência ao homem do Delaware. Também para substituir o próprio Barack Obama! Tal é o desejo de Douglas Schoen e de Patrick Cadell, reputados operacionais «azuis», que querem que o actual presidente desista em favor da actual secretária de Estado! E a verdade é que, já neste mês de Janeiro, se verificaram movimentações na Carolina do Sul e no Nevada no sentido de colocarem o nome da ex-primeira dama nos boletins de voto das primárias.   
Nem entre os «irmãos» o apoio é já unânime e incondicional. Emanuel Cleaver, representante do Missouri, disse que o orçamento recentemente apresentado pela Casa Branca - que aumenta (ainda) mais a dívida, contrariando assim uma promessa de 2009 - é como que «um colapso nervoso em papel». E até Harry Belafonte e Cornel West, que ainda recentemente vilipendiavam Herman Cain, viraram-se contra Barack Obama: o primeiro declarou que ao presidente falta uma «bússola moral»; o segundo declarou que lhe falta… «espinha». Palavras muito duras que denunciam uma profunda decepção. E se dos vivos as críticas são o que são, então as dos mortos ganham uma outra ressonância: Steve Jobs, que não era conhecido como sendo um conservador, terá dito a Obama em 2010: «você está a dirigir-se para uma presidência de um termo».
Pode, pois, dizer-se que Barack Obama tem alguns «amigos da onça» entre as suas fileiras… mas merece-os totalmente! E, com «amigos» destes… mais fica facilitado o trabalho dos «inimigos».

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

E se pagassem o que devem?

Na semana passada um ligeiro «arrepio» de satisfação e até de excitação percorreu os «obamistas» mais ou menos convictos, os apologistas do actual presidente norte-americano. A causa? A taxa de desemprego teria (alegadamente) registado o valor mais baixo dos últimos três anos. Porém, como aqui no Obamatório se presta mais atenção a factos do que a ficções e não se hesita em, quando é preciso, desempenhar a função de «desmancha-prazeres», não tardei a descobrir qual poderá ter sido um dos principais (ou até o principal dos) motivos para tal: é que o número de cidadãos activos – isto é, desempregados mas à procura de trabalho – baixou em 1,2 milhões no espaço de um mês. Portanto, o que aconteceu não foi tanto que aumentou o emprego mas sim, mais, que aumentou o número de pessoas que… desistiram de o procurar. E, obviamente, escusado será dizer – mas eu digo na mesma – que George W. Bush não beneficiou das mesmas «ginásticas» aritmético-gramaticais practicadas pelos media; então, em 2004 uma taxa de 5,6% era má mas em 2012 uma de 8,3 é boa?  
Este «episódio» não representa mais do que apenas um entre tantos de uma «série» que caracteriza as «Obamanomics» como uma sucessão de pouco mais do que efeitos especiais, de «smoke and mirrors», mesmo que tenham uma aparência high-tech, de alta tecnologia. E, aqui, a Solyndra continua a ser o pior exemplo, o maior escândalo entre vários de uma aposta nas «energias verdes» em que o verde mais nítido… é o das notas que transitaram dos cidadãos comuns para amigos e apoiantes dos democratas. Enquanto na sede da falida fabricante de painéis solares se destruiam dispendiosos e valiosos materiais, ia-se sabendo que: quase 180 milhões de dólares foram concedidos à Ener1 que… faliu; 1,4 biliões de dólares foram concedidos à BrightSource – empresa de Robert Kennedy Jr.! – que… faliu; 529 milhões de dólares para a Fisker Automotive que… já está a despedir pessoal; aquisição (para as forças armadas) de biocombustível à Solazyme (onde pontifica um ex-conselheiro de Bill Clinton)… a um preço quatro vezes superior ao de mercado. Ou seja, porque os comparsas não pagaram o que deviam… foram os contribuintes que pagaram.     
É inevitável a conclusão: os democratas preferem empresas «limpas»… que fracassam, a empresas «sujas»… com sucesso. Mais uma vez, é a ideologia a sobrepor-se à economia, é a teoria - a utopia, a miopia… - a impor-se à práctica. Só isso pode explicar a rejeição do oleoduto Keystone, para a qual se ouviram «justificações» inacreditáveis: há uma tentativa de «distorção das realizações» de Barack Obama por parte do «grande petróleo»; o «impacto ambiental» seria elevado e havia que proteger «a água e o ar que as nossas crianças bebem e respiram»; 20 mil empregos… «não são assim tantos empregos»; mais postos de trabalho s(er)ão criados pelo «alargamento do seguro de desemprego» do que seriam pelo oleoduto. Esta última afirmação, aliás, é apenas uma entre várias que demonstram a inabalável fé dos liberais-progressistas no Estado como incentivador/interventor/investidor da/na economia; como «explica» o actual presidente, «não somos bem sucedidos apenas por causa de nós próprios»; os cidadãos devem muito aos funcionários públicos, alguns dos quais – como os que estão nas agências federais – são «as pessoas que mais trabalham» no país!
Assim, e porque diminuir a dimensão do Estado, do governo federal, da administração pública, está, para os «burros», fora de questão, a ênfase é colocada não na redução da despesa mas sim no aumento da receita – ou seja, na subida de impostos. É por isso que cada vez mais se ouve Barack Obama e os seus «camaradas» - como Jan Schakowsky (a mesma que disse que 20 mil «não são muitos empregos»), cujo marido esteve preso por evasão fiscal – a insistirem que os «ricos» devem pagar a sua «fair share». Os mais ingénuos e/ou os menos informados poderão talvez ser levados a pensar que existe nos EUA uma fuga aos impostos em larga escala… mas não. Na verdade, e ao contrário do que dizem «ideólogos úteis» como Warren Buffett (que pode beneficiar bastante das políticas de BHO), os ricos já pagam, e muito, a sua «fair share». Por exemplo, em Nova Iorque 1% dos seus oito milhões de residentes paga 43% dos impostos. Entretanto, e curiosamente, soube-se que 36 assessores da Casa Branca devem mais de 800 mil dólares em impostos atrasados. Quem diria?! Logo, uma pergunta impõe-se: e se pagassem o que devem? De preferência antes de, hipocritamente, exigirem mais aos outros?
Não é só por isto que se deve duvidar das declarações de Barack Obama e da sua administração relativamente à economia – note-se que, neste âmbito, o Washington Post já lhes atribuiu a classificação de «três Pinóquios»! Não se deve esquecer, igualmente, que durante o mandato do Nº 44 já aumentaram, e muito: os preços de vários bens essenciais; e, evidentemente, e principalmente, a dívida norte-americana… mais do que todos os presidentes antes dele! E houve um certo senador pelo Illinois que teve o descaramento de dizer que o Nº 43 não era patriota por ter aumentado (mas menos) a dívida! Em resumo: deve-se desconfiar sempre quando é divulgado um indicador – taxa de desemprego, ou outro – positivo por parte deste presidente... aliás, é o que os próprios assessores dele não hesitam em fazer! Contrariamente ao que foi apregoado através de alguns sound bytes, não há (ainda) qualquer, e credível, «retoma económica» nos EUA - o próprio Obama admite que ela só deverá ocorrer dentro de um ou dois anos.    

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Levantem-se os «acusados»!

Se num ano «normal» as acusações feitas a políticos republicanos pelos seus congéneres democratas, e pelos cúmplices destes nos média, são elevadas, num ano «anormal» ou especial como é um de eleição presidencial (e em que o incumbente é um «burro»), já se sabe que os «processos de intenções» vão aumentar exponencialmente. 2012 ainda mal começou e já deu para perceber que não vai haver «excepção à regra». Vale tudo, ou quase, para a esquerda norte-americana, seja ela a «institucional» ou a «informativa», e o ridículo conhece sucessivamente novos e surpreendentes limites.
Antes de mais, e como não poderia deixar de ser, há as suspeitas de «racismo» em practicamente tudo o que os republicanos dizem e fazem… ou não dizem e não fazem. O GOP organiza um dos seus debates presidenciais no dia do feriado nacional em honra de Martin Luther King? Racismo! Porém, o Partido Democrata fez exactamente o mesmo em 2008… De qualquer forma, os espectadores desses debates são racistas! Mitt Romney dá dinheiro a uma sua apoiante afro-americana com problemas financeiros? Racismo! No entanto, imagine-se o que se diria se ele tivesse recusado ajudá-la… Newt Gingrich diz que Barack Obama é o «maior presidente das senhas de alimentação (food stamp president) da História dos EUA»? Racismo! Todavia, é verdade: nunca tantos norte-americanos beneficiaram como hoje daquele programa, e entre eles são mais os brancos do que os negros… Gingrich é também «racista» por causa da maneira como falou com Juan Williams (afro-americano liberal e colaborador da Fox)… Rick Perry já saiu da «corrida» presidencial, mas nem assim se livra de uma acusação de racismo… latente: a fofinha Wanda Sykes assegura que ele estaria quase, quase a proferir a palavra «nigger». Entretanto, Jan Brewer é acusada de ser… racista por se ter atrevido a «espetar» o dedo na cara de Barack Obama; contudo, o que nem todos dizem – como Brian Williams, que fez o mesmo a George W. Bush – é que a governadora do Arizona estava a reagir, irritada, a… uma acusação do presidente – de ela o ter denegrido num livro; aliás, o «racista» Bobby Jindal já havia sido protagonista de um incidente semelhante.
Compare-se com os democratas. Em Washington, Eric Holder defende-se das acusações de negligência (ou pior) no caso «Fast and Furious» alegando que aquelas são feitas… por ele e o presidente serem afro-americanos. Enfim, quem discorda de Barack Obama, quem o critica, só pode ser «racista». Mas, não esqueçamos, existem racistas «bons» e racistas «maus». Por exemplo, Bill Clinton, Joe Biden e Harry Reid podem fazer afirmações racistas envolvendo… Barack Obama, que pelo menos na MSNBC/MSDNC não serão chamados de… racistas.
Se não são acusados de racistas, o mais provável é serem acusados de… ricos. Neste caso, e recentemente, há apenas um visado: Mitt Romney. Com uma fortuna avaliada em 250 milhões de dólares, as insinuações sucedem-se, apesar de não haver um único indício – após divulgadas as suas declarações de impostos e as suas contas bancárias – de o antigo governador do Massachusetts ter obtido e mantido o seu dinheiro ilegalmente. Porém, o que a lamestream media não costuma repetir é que houve, e há, democratas tão ou mais abastados do que Romney. Exemplos? Franklin Roosevelt, John Kennedy… e John Kerry, cuja situação fiscal não mereceu da parte de John Heilemann a mesma atenção do que a tida para com a do candidato republicano. Este é igualmente, e regularmente, alvo de remoques por causa da Bain Capital, empresa a que pertenceu, e que costuma ser apresentada como um antro de especuladores sem escrúpulos. No entanto… surpresa! Aquela tem dado em campanhas eleitorais mais dinheiro a políticos democratas do que a políticos republicanos… numa proporção de três (dólares) para um! E nem sequer podem demonstrar que Romney é pouco generoso ou mesmo avarento: em 2010 e 2011 deu cerca de sete milhões de dólares a instituições de beneficência, o que correspondeu a 16% do seu rendimento. Já Barack Obama, em 2007, doou pouco mais de 240 mil dólares (5,7%); e Joe Biden, em 2010, doou 5350 dólares (1,4%). Não é muito, pois não?
Depois de tudo isto, só restava mesmo a um dos candidatos republicanos – no caso, Newt Gingrich – ser ridicularizado, por Jon Stewart mas não só, por ambicionar construir uma base lunar permanente. Há 50 anos qual foi a reacção ao desafio, lançado pelo então recém-empossado (e democrata) JFK, de mandar um homem à Lua até ao final da década de 60?      

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Agora também no Público

A partir de hoje os blogs Casa Branca, Era uma vez na América, EUA 2012, Máquina Política e, claro, Obamatório, passam também a dispor de ligações inseridas no blog Eleições EUA do Público – jornal de que sou colaborador, e cuja jornalista Rita Siza acedeu à minha sugestão, transmitida por telefone e por correio electrónico há cerca de duas semanas, de mencionar os nossos «espaços virtuais» exclusivamente dedicados à grande nação do outro lado do Atlântico. A ela e a toda a equipa do Público Online expresso aqui o meu agradecimento.
Pela minha parte já retribui a cortesia como devia, incluindo igualmente o Eleições EUA nos «Obséquios». Agora espero que os meus estimados colegas façam o mesmo. Um apelo que reforço em especial junto de Germano Almeida, do Casa Branca, que, desde que «reconverteu» o seu blog – de «2008» para «2012» - ainda não «reabriu» a sua área de ligações. Note-se que ele nunca colocou no CB uma imagem da capa do seu livro «Histórias da Casa Branca» (com ligação para a respectiva editora), ao contrário de mim, que o fiz assim que aquela obra foi publicada… Porém, e neste caso, dele se aguarda – e já tarda – uma demonstração de reciprocidade.       

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Terras da fantasia

Ontem, 24 de Janeiro, o dia ficou marcado por duas comunicações – uma ao início da manhã na Costa Oeste, a outra à noite na Costa Leste – provenientes das duas maiores terras da fantasia dos Estados Unidos da América: Los Angeles e Washington. Porém, a lista das nomeações para os Óscares de 2012, anunciada pelo presidente da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas, conseguiu ter uma maior relação com a realidade do que o discurso do Estado da União de 2012 proferido pelo presidente dos EUA… o que é dizer muito do distanciamento da Casa Branca perante o resto do país, já que os habitantes de Hollywood não são propriamente famosos por conhecerem e por se interessarem verdadeiramente pelas opiniões e pelos problemas dos seus compatriotas – ou, pelo menos, de metade daqueles (a que vota no GOP).
Para a grande (e mais antiga) festa do cinema, e quanto aos candidatos deste ano, aconteceu o mesmo que em outros: algumas ausências previstas, outras nem tanto. Não é de surpreender que Michael Fassbender, por «Shame», não esteja nomeado para melhor actor – os hipócritas de Hollywood são muito «prá-frentex» excepto quando se trata de nudez masculina. Mas já é de surpreender que Leonardo DiCaprio, por «J. Edgar», não esteja – afinal, este filme, escrito pelo mesmo argumentista de «Milk» (Dustin Lance Black, que ganhou um Óscar por aquele), reduz na práctica o impressionante percurso profissional do fundador do FBI à questão de saber se ele era ou não homossexual (aliás, não sou o único a pensar isso). Das outras categorias, e passando pela permanente anedota que é a de «melhor canção», destaque para a de «melhor documentário (longo)»: quando vi que um filme intitulado «Undefeated» estava nomeado exultei por um instante… até perceber que não se tratava de «(The) Undefeated» que é uma biografia de Sarah Palin mas sim de… outro. Sinceramente, alguma vez tal seria possível? Claro que não. Aldrabões como Al Gore e Michael Moore podem ser distinguidos na «Meca do cinema» mas nunca uma mulher conservadora que não aborta o seu filho deficiente.
Quanto à «grande (e mais antiga) festa da política norte-americana», viu-se… a «fita do costume» realizada e protagonizada por Barack Obama: retórica populista e divisiva num discurso que pareceu repetir… perdão, «reciclar» frases e expressões utilizadas anteriormente; como é que se pode levar a sério o seu «empenho» em criar empregos quando ele acabou com o oleoduto Keystone, que poderia proporcionar cerca de 20 mil postos de trabalho? Enfim, mais impostos para os «ricos» e mais «guerra de classes» parecem ser as «linhas de força» do «argumento» do Nº 44 para 2012. Na verdade, bem que ele poderia mudar-se permanentemente para Los Angeles, porque thrillers parecem ser a sua especialidade. É que, apesar de algumas reticências que surgiram recentemente quanto aos apoios financeiros e eleitorais que poderá receber dos «figurões» dos estúdios devido à sua posição ambígua face ao «Stop Online Piracy Act», Obama não deverá deixar de receber esses apoios… porque em Hollywood qualquer dúvida quanto a um democrata é invariavelmente e largamente superada pelo desprezo por um republicano.
De facto, e por vezes, parece que o Sr. Hussein já se está a «treinar» para uma carreira pós-presidência… como na semana passada, ao deslocar-se à (e discursar na) terra da fantasia por excelência que é o Walt Disney World. Newt Gingrich não perdeu a oportunidade de satirizar aquela visita, sugerindo que Mickey e Pateta teriam lugares garantidos na actual administração. Porém, a julgar pelo mais recente anúncio do Partido Republicano, construído como um trailer de um «filme» intitulado «1000 Dias sem um Orçamento», o «entretenimento» produzido pelo Partido Democrata não parece ser dirigido a todas as famílias.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ano Quatro

O Obamatório celebra hoje o seu terceiro aniversário e entra, assim, no seu quarto ano de existência – um ano aliás especialmente importante, e mesmo decisivo, porque irá culminar, em Novembro, com uma eleição presidencial. Até lá, e para além disso, continuará a ser o que tem sido: o mais abrangente e o mais acutilante blog português exclusivamente sobre a política e a sociedade, a comunicação e a cultura nos EUA, e em que as opiniões são sempre sustentadas por factos; aqui prova-se o que se afirma. Há quem considere outro(s) o(s) melhor(es)… mas só por ignorância e/ou por parcialidade, certamente…
Porém, não tem sido unicamente neste espaço, evidentemente, que eu intervenho regularmente no debate sobre os grandes temas da grande nação do outro lado do Atlântico. Na blogosfera não faltam «territórios» a necessitarem de informações e de esclarecimentos que eu de muito bom grado providencio; continuam a existir muitos boatos, mentiras, mitos, preconceitos, a precisarem de erradicação. Dependendo dos interlocutores, nuns casos faz-se a bem, e noutros casos… faz-se «à bruta»; ocasionalmente, com humor; e, obviamente, sempre assumindo-se os nomes que estão na origem, tanto o deste blog como o do seu autor – que não tem igualmente qualquer problema em exprimir a sua concordância e o seu apoio ao que outros escrevem, quando o merecem. Assim, já «assinei o livro de visitas», entre outros, de: A Arte da Fuga; Aventar; Blasfémias; Cachimbo de Magritte; Espectador Interessado; Estado Sentido; Forte Apache; Jugular; Lugares Comuns; Os Meus Livros; Pedro Santana Lopes; Praça do Bocage; PsicoLaranja. Outros há, como A Lei Seca, que não permitem comentários… mas aos quais não deixei de os enviar por correio electrónico (e devo dizer que Pedro Mexia respondeu-me).
De igual modo já assinalei a minha presença em todos os blogs-apenas-sobre-os-EUA feitos pelos meus estimados colegas aos quais faço o obséquio (esse plenamente retribuído, e que agradeço) de divulgar na coluna à direita do Obamatório. No entanto, e na verdade, nem todos ainda retribuíram as visitas. Nomeadamente: os autores do mais recente EUA 2012, de quem ainda estou à espera que demonstrem com factos certas afirmações ali feitas; e os do Era uma vez na América, de quem ainda estou à espera… do mesmo. Aliás, não deixa de ser curioso que foi com Nuno Gouveia – de quem estou ideologicamente mais próximo, de quem li tantos textos (mais no «Cachimbo de Magritte» e no «31 da Armada», é certo…) que subscreveria por inteiro – que tive o maior número de «discussões», por vezes bastante «acesas»… e invariavelmente por um só motivo: mulheres «às direitas» como Michele Bachmann e Sarah Palin. E nenhuma delas foi «a mais estúpida de 2011»!    

domingo, 15 de janeiro de 2012

Carregar a cruz

Mais um grande «escândalo», mais uma grande «polémica»: foram reveladas e divulgadas imagens de soldados norte-americanos no Afeganistão a urinarem sobre cadáveres de talibãs que tinham abatido. Envergonhada, indignada, a actual administração norte-americana não tardou… a pedir desculpa. Hillary Clinton e Leon Panetta exigiram investigações às chefias militares e deram explicações a Hamid Karzai, esse tão grande «aliado» e «amigo» dos EUA…
Pelo que até agora foi possível observar, Barack Obama não é responsabilizado pessoalmente por este caso como George W. Bush o foi pelo de Abu-Ghraib. E não seria inteiramente despropositado se assim acontecesse: de facto, o Nº 44 retirou tropas do Iraque e reforçou-as no Afeganistão – esta tornou-se efectivamente a «sua» guerra. Mais um caso de dualidade de critérios? Que ideia! Aliás, nenhuma ligação com os presentes inquilinos da Casa Branca fora estabelecida aquando de outros dois casos recentes: o de (alegados) abusos sobre prisioneiros e o de assassinato de civis afegãos, por outros grupos de militares dos EUA. No segundo desses casos os envolvidos já foram julgados e condenados em tribunal, tal como haviam sido os da famigerada prisão de Bagdad. Enfim, é a hipocrisia em todo o seu esplendor: pode-se matar terroristas, cara a cara com balas ou à distância com drones, mas não se deve «desrespeitar» as suas carcaças. Porque, afinal, os talibãs são tão «dignos» de respeito…
… E, segundo Joe Biden, não são o inimigo! Como é que os secretários de Estado e da Defesa não tremeriam de medo da reacção à «profanação» de terroristas muçulmanos quando é o próprio vice-presidente a declarar que eles não são os «maus da fita» e merecem ser parceiros de negociação? É a «lógica» democrata de apaziguamento, demonstrada também por: John Kerry, ao encontrar-se no Egipto com representantes da Irmandade Muçulmana, tendo saudado os resultados das eleições naquele país que deram a maioria dos votos a fundamentalistas islâmicos; Jeffrey Feltman (adjunto de Hillary Clinton), ao declarar que o seu governo quer dialogar com todos os partidos islâmicos que tomarem o poder nos seus países na sequência da «Primavera Árabe»; Dalia Mogahed, conselheira (muçulmana) de Barack Obama para «assuntos árabes e islâmicos», ao cancelar um encontro do presidente com o patriarca maronita (cristão) do Líbano; Mike Quigley, representante do Illinois, ao pedir desculpa «em nome da América» numa conferência islâmica em Chicago (nada de especial, estava só a seguir o exemplo do «chefe»); Leon Panetta, de novo, ao ratificar a classificação de «violência no local de trabalho» atribuída ao massacre em Fort Hood pelos seus subordinados no Departamento de Defesa! E convém lembrar que até a NASA foi «reorientada» para um «intercâmbio cultural» com o Médio-Oriente          
Não se pode, pois, dizer que os homens e as mulheres em uniforme que combatem no Afeganistão contam com uma «retaguarda» consistente e credível em casa. E, fora, no estrangeiro, no terreno, estão constantemente à mercê de ataques traiçoeiros: na semana passada um soldado afegão disparou sobre «colegas» norte-americanos que… jogavam voleibol, matando um e ferindo três. Este caso (o mais recente de vários semelhantes) mereceu igual destaque na comunicação social? Hamid Karzai pediu desculpa e prometeu que iria investigar? Não custa a acreditar que, lá longe, o moral das tropas esteja em baixo, sintam dúvidas e fiquem mais furiosos e predispostos a cometerem actos… menos honrosos. E nem sequer são autorizados (aqueles que o são) a mostrarem que são cristãos: até uma simples cruz que adornava uma capela improvisada, numa das bases da NATO, foi retirada pouco tempo antes do Natal!          
Mesmo que metaforicamente, os soldados que se «aliviaram» de tanta insegurança terão de «carregar a cruz» de terem desrespeitado, sim, a instituição a que pertencem, e não os que mataram. Eles erraram, «pecaram» (um pouco…), mas quem é que lhes pode «atirar a primeira pedra»? Os talibãs «bons» são os talibãs mortos: merecem, tanto na vida como na morte, serem tratados com violência e com desprezo; para eles não deve haver compreensão nem compaixão. E àqueles que disserem que tais sentimentos não são compatíveis com o Cristianismo, eu contraponho que no Afeganistão, e em outros países que têm o crescente nas bandeiras, trocar Maomé por Jesus pode traduzir-se numa execução. Há limites para «dar a outra face».
(Adenda: não são apenas os norte-americanos... quatro soldados franceses foram mortos por um soldado afegão.)     

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Entretanto, em Washington…

… E enquanto quase toda a gente anda entretida e distraída com as primárias do Partido Republicano, gastando milhares de caracteres em análises, especulações e previsões de resultados como se aquelas constituíssem uma qualquer competição desportiva, Barack Obama e a sua administração continuam a practicar o seu «business as usual». Mais concretamente, (tentar) «transformar fundamentalmente» os EUA nos seus… fundamentos - políticos, jurídicos, institucionais, ideológicos, culturais.
O mais recente «golpe(zinho) de Estado» (inconstitucional, ou quase) foi a nomeação de Richard Cordray como director do (novo) Gabinete de Protecção Financeira dos Consumidores, e de três membros para o Conselho Nacional de Relações Laborais… sem confirmação, aprovação, prévia do Congresso. E tais iniciativas presidenciais só são permitidas quando no Senado há um «recess» - isto é, uma pausa nas sessões legislativas – de pelo menos três dias, o que não aconteceu desta vez. O normalmente contido John Boehner classificou a decisão do presidente como «uma apropriação, sem precedente, de poder»; já o Nº 44 justificou-a dizendo que «tenho uma obrigação como presidente de fazer o que puder sem eles». Esta é pois mais um conflito criado pela Casa Branca, e desta vez não só entre democratas e republicanos: a Câmara de Comércio dos EUA ameaçou levar o caso a tribunal. Que «condenará» a Administração se seguir o «parecer» de Charles Krauthammer, de que esta acção é apenas «a última de uma longa série de acções fora-da-lei. Ao estilo de uma república das bananas».
Talvez típica também de uma ditadura da América Latina ou de África é o Acto de Autorização da Defesa Nacional, cuja disposição mais controversa é a (possibilidade de) detenção de suspeitos por tempo indeterminado – no que vai mais longe do que qualquer medida tomada por George W. Bush. Será que a ACLU e outros grupelhos esquerdistas extremistas, alegadamente pacifistas, irão levar os seus protestos ao ponto de chamarem igualmente a Barack Obama «criminoso de guerra»? Talvez não, porque, como que para «compensar», a Administração decidiu criar uma linha telefónica «especial» para prestar assistência a imigrantes ilegais que tenham sido presos (!); e poderá tentar utilizar dinheiro de impostos para produzir anúncios a favor do controlo de armas.
São acções – e intenções – como as referidas acima que fazem com que comentadores como David Limbaugh considerem que a esquerda norte-americana é algo «orwelliana». Afinal, pode não haver (ainda) um «Big Brother» mas já há uma... «Big Sister».          

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A mais estúpida de 2011

Os «balanços do ano» (anterior) devem sempre fazer-se… no (início do) ano seguinte. É pouco menos do que ridículo fazê-los com o ano em causa a decorrer, e em especial perto do Natal, quando falta uma semana para mudar de calendário e ainda tanto pode acontecer… O Obamatório não é adepto de retrospectivas prematuras…
… Pelo que é no primeiro texto de 2012 que anuncia aquela que escolheu como «a mais estúpida de 2011». Poder-se-á perguntar: «Mais estúpida? Mas quem ou o quê? Personalidade ou afirmação?» Sinceramente, a resposta é… ambas! Trata-se de um autêntico «dois em um», ou, mais correctamente, «duas em uma». Ao ter afirmado que os republicanos «estão a tentar viciar eleições ao bloquear o acesso de pessoas aos locais de voto porque sabem que não conseguem vencer pelos seus próprios méritos», Debbie Wasserman Schultz atingiu um nível de estupidez, de idiotice, de ordinarice que será difícil de igualar, quanto mais de superar. E qual é a «prova» que ela apresenta para uma acusação tão grave? A iniciativa por parte do GOP de (tentar) aprovar leis, se possível em todos os Estados, que exigem a todo o cidadão a apresentação de um documento de identificação que o habilite a votar! Parece, e é, algo de básico, de elementar, não é verdade? Imagine-se o que aconteceria, o que se diria se, por exemplo, em Portugal o Partido Socialista defendesse que era perfeitamente normal exercer-se aquele direito/dever cívico sem se mostrar o bilhete de identidade e/ou o cartão de eleitor!
Não se pense, porém, que Debbie Wasserman Schultz é a única no seu partido a pensar e a proferir tamanha parvoíce. Na verdade, é convicção generalizada entre os democratas que qualquer um pode e deve votar quando, onde e como quiser, independentemente de reunir as condições, os critérios, para tal. Outra representante «burra», Barbara Lee, equiparou a exigência de identificação eleitoral a um acto de racismo e de segregacionismo. John DeStefano, mayor de New Haven (cidade do Connecticut), quer que os imigrantes ilegais possam votar em eleições municipais. Caroline Heldman, «professora universitária», declara que a identificação (prévia de um eleitor) é «anti-democrática» e que a fraude eleitoral é menos provável do que ser-se atingido por um relâmpago! Perante tais opiniões (a que correspondem, sem dúvida, acções), é de surpreender que existam casos como o da ACORN? Que assinaturas como «Adolf Hitler» e «Mickey Mouse» sejam consideradas válidas nas tentativas de destituição de Scott Walker? Que em 2008 tenham existido irregularidades nas primárias democratas do Indiana que terão favorecido Barack Obama? No entanto, contraditória e ironicamente, um sindicato que é pró-PD (não são practicamente todos?) exige uma identificação com fotografia nas suas eleições internas!             
A afirmação citada acima seria sempre suficiente para valer à presidente do DNC a escolha como «a mais estúpida de 2011» (um critério para o cargo que ocupa?) Todavia, a verdade é que ela, no ano passado, cedo e por mais do que uma vez se «esforçou» por merecer tal «distinção». Destacámo-la logo aqui e aqui. E como não «admirar» a sua relutância em admitir o óbvio, o incontestável – o facto de o desemprego ter aumentado desde que o Nº 44 tomou posse? E o seu descaramento em apresentar-se como «líder judaica»?
Agora, e depois desta, sempre quero ver se certas pessoas continuam, levianamente, a (tentar) denegrir e diminuir Michele Bachmann e Sarah Palin…