domingo, 11 de setembro de 2011

Parece que foi ontem

Passam hoje dez anos sobre os atentados terroristas nos Estados Unidos da América, que provocaram perto de três mil mortos, e em que os alvos foram as duas torres do World Trade Center em Nova Iorque (destruídas), o Pentágono (danificado) e, muito provavelmente, o Capitólio em Washington (salvo). Como é possível? Sim, não é original dizê-lo, mas é a verdade do que sinto: parece que foi ontem.
Onde é que eu estava, nessa distante mas tão próxima terça-feira de 2001? Em Lisboa, a trabalhar, mais precisamente na Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, de cuja revista, Comunicações, eu era redactor. Tinha acabado de vir do almoço, passava pouco das 14 horas. Numa outra sala, perto da minha, estava um televisor ligado. Já não me lembro em que canal estava sintonizado, mas creio que se estabelecera uma ligação em directo após o embate do primeiro avião; ainda não se sabia o que acontecera, não havia certezas, mas pensava-se, dizia-se, que fora um acidente. Por pouco tempo: quando o segundo avião veio… as dúvidas dissiparam-se. Pelas janelas eu podia ver, como habitualmente, a Avenida Fontes Pereira de Melo, o edifício-sede da Portugal Telecom, o edifício Imaviz, o Hotel Sheraton; aparentemente estava tudo na mesma… mas algo havia mudado, e muito, para sempre. E nos minutos, horas, dias seguintes, foi quase impossível pensar, falar, saber, sobre outro assunto. E nas semanas, meses, anos, que se seguiram nunca a memória daquele dia desapareceu por inteiro da minha mente… e, acredito, das de muitas outras pessoas.
O 11 de Setembro de 2001 representou igualmente para mim o final de um processo – solitário e sofrido – de mudança ideológica, da esquerda para a direita, iniciado 12 anos antes com a queda do Muro de Berlim em 1989… mas cujos primeiros «sintomas» haviam aparecido em 1985. E as reacções aos atentados, ou certas reacções de determinados quadrantes, selaram a minha mudança. Entre os muçulmanos houve festa ou um ruidoso silêncio – o Islão pode não ser sempre a religião da guerra mas é sempre a da discriminação, do obscurantismo e da supremacia. Entre a esquerda ocidental em geral, e a europeia em especial, a atitude preferencial foi do tipo «condenamos, MAS…» Chegaram-me ecos de afirmações, feitas inclusivamente por portugueses, do género «os Estados Unidos tiveram, finalmente, o que mereciam». Será que as pessoas, incluindo crianças, que iam naqueles aviões, e as que estavam nos edifícios atingidos, mereceram o que lhes aconteceu?
O 11 de Setembro de 2001 constituiu, enfim, o dia em que George W. Bush iniciou o percurso que o tornaria, de facto, no «homem da década». Tudo o que aconteceu nos dez anos seguintes, no seu país e no Mundo, foi determinado pelas suas decisões. Muitos não acreditavam nas suas capacidades, pouco ou nada esperavam dele. Ele era apenas o «filho do papá» que também se tornara presidente, e para mais numa eleição muito disputada e polémica. Eu próprio, em 2000, fiquei dividido sobre por quem deveria «torcer»; Al Gore era como um segundo Bill Clinton… mas com as qualidades e sem os defeitos de Bill Clinton; não me parecia então um mau candidato, muito pelo contrário – ainda não se tornara o maior «vendedor de banha da cobra» do planeta, o principal «culpado» dessa gigantesca fraude chamada «aquecimento global». Quanto a GWB, pouco sabia dele, não conseguia formar uma opinião clara… mas senti, pensei, que estavam a criticá-lo, e a desvalorizá-lo, prematuramente, injustamente.
O artigo que escrevi e publiquei no Diário Digital, em 20 de Janeiro de 2009, quando deixou de ser presidente – e que constituiu o tema do meu primeiro post no Obamatório – acabou por ser também, de certo modo, o relato dessa viagem que todos nós iniciámos há dez anos, e que teve, quer se gostasse ou não, o «cowboy de Crawford» como comandante. Mesmo ocupando o cargo que o tornava «o homem mais poderoso da Terra», não deixava de ser uma pessoa como nós, comum, normal. E que, como a nós, lhe custou a acreditar – como tão bem se viu pelo seu rosto naquela escola da Flórida – que o Mal havia transposto um novo, e horrível, limite.
(Adendas: George Soros e Paul Krugman continuam a lembrar-nos como são desprezíveis, e que nem valem a saliva que poderíamos cuspir-lhes; Rui Calafate escreveu sobre a «direita americana»… e saiu disparate (e Obama é que é «burro»).) 
         

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sharpton, o charlatão

Recentemente causaram sensação certas afirmações de alguns destacados políticos nos EUA – mais concretamente, congressistas afro-americanos – contra o Tea Party. Os membros deste movimento já se «habituaram» a serem chamados de «racistas» e de «terroristas», mas desta vez tiveram «direito» a novos «requintes». Nomeadamente, por parte de Maxine Waters, que disse que podem ir todos «direito para o Inferno», e por parte de Andre Carson, que os acusou de quererem ver os negros «pendurados de árvores».
Esta crescente e ridícula radicalização do discurso de alguns destacados dirigentes «a-a», quase sempre pertencentes a organizações genuinamente racistas como o Congressional Black Caucus ou a National Association for the Advancement of Colored People, não representa apenas um indício do desespero, perante a cada vez maior impopularidade – e, logo, cada vez menor probabilidade de reeleição – de Barack Obama, sentido pelos seus apoiantes mais fiéis. Representa, também, (mais) uma confirmação da decepcionante e degradante evolução (?) ideológica da maioria da população «colorida» norte-americana, que optou por permanecer prisioneira, numa nova «plantação», do partido que no passado lhe «deu» a escravatura (slavery) e a segregação, e que no presente lhes parece querer dar o socialismo como «forma avançada» da segurança social alargada com as políticas da «Great Society» de Lyndon B. Johnson – os três K’s metamorfosearam-se em três S’s. E como é hilariante – tristemente hilariante… - ouvir no presente democratas negros a acusar republicanos de comportamentos e de actos hediondos que, na verdade, foram practicados no passado por democratas brancos! Allen West e Herman Cain são duas das (vilipendiadas) excepções numa etnia que, para preservar a sua identidade dermatológica e cultural, alinhou na estratégia de «divisão por grupos» do PD.
No entanto, Waters e Carson, embora abjectos, estão muito longe do (mais baixo) «nível» daquele que, nos EUA, representa a epítome do racismo invertido enquanto acção afirmativa: Al Sharpton. Charlatão impenitente, não se «distinguiu» unicamente enquanto manipulador oportunista que utiliza a raça como arma para obter (mais) poder político, mediático… e financeiro: ele é também um agitador, um provocador perigoso que tem, de facto, sangue nas mãos. Jeff Dunetz elaborou uma breve mas assustadora biografia do «Reverendo» que, quando era mais novo… e mais gordo, se envolveu em (e empolou) casos como o de Tawana Brawley (em que uma jovem negra falsamente acusou jovens brancos de a terem violado) e o de Crown Heights (motins em Nova Iorque entre negros e judeus que causaram a morte de oito pessoas). Sharpton nunca pediu desculpa pela sua participação e responsabilidade nestes graves incidentes.
Com o passar dos anos ele não só não viu diminuída a sua liderança como até a reforçou, vociferando contra practicamente tudo o que é branco e está à direita. E, obviamente, tornou-se um dos principais apoiantes de Barack Obama. Assim, é compreensível que ele se sinta à vontade para: tentar tirar a liberdade de expressão aos que não pensam como ele – em especial Rush Limbaugh; exigir ao governo uma mais justa redistribuição do «espólio», um maior «pedaço da tarte» (isto é, dinheiro dos contribuintes); acusar – erradamente – o Arizona de não celebrar o dia feriado em honra de Martin Luther King e, por isso, ter feito como que uma «secessão»; contestar as afirmações… incontestáveis de Rick Santorum (partes um, dois, três) condenando a elevada taxa de aborto na população negra, equiparando essa mortandade – que implica não considerar um feto como uma pessoa – à escravatura – em que um negro não era considerado uma pessoa.
Porém, poucos seriam capazes de prever o «êxito» de Al Sharpton, neste Verão, na MSNBC, enquanto apresentador do seu próprio programa – em substituição de Cenk Uygur que, segundo o próprio, terá sido «convidado a sair» porque não defendia o actual presidente e a sua administração tanto como era exigido. Nesse aspecto, sem dúvida que da parte do líder da National Action Network há muito mais intensidade, mas o «pacote» inclui(u) também ignorância e incompetência. Os momentos risíveis ou simplesmente incompreensíveis sucederam-se, estando a dificuldade apenas na escolha do mais insólito. Talvez o «resist we much»?
Sim, Al Sharpton é uma anedota, e sem (muita) graça. Mas nunca se deve esquecer que ele é igualmente uma ameaça permanente a uma autêntica harmonia racial e social.
(Adenda: mesmo a propósito, Al Sharpton e Herman Cain dialogaram após o debate presidencial do GOP de 8 de Setembro, e ficou bem evidente a diferença de categoria entre ambos... o «Reverendo» nem sequer sabe em que ano foi aprovada a Lei dos Direitos Civis!)   

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

«Silly Season» (Parte 2)

Já o afirmámos aqui: nos EUA, e para algumas individualidades e instituições, a «Silly Season» dura todo o ano… aliás, nunca é interrompida para qualquer tipo de descanso ou de férias. Porém, e voltando a cumprir a «tradição», vejamos alguns episódios não propriamente edificantes que aconteceram do outro lado do Atlântico neste Verão que está a terminar…
… E a prioridade primeira e principal tem de ser dada, novamente e quase inevitavelmente, a Barack Obama. Que se deslocou, mais uma vez, a Martha’s Vineyard, um bastião democrata cada vez menos receptivo ao seu famoso visitante. Jay Carney negou que fossem umas «férias presidenciais»… no que constituiu uma atitude radicalmente – e previsivelmente – diferente da que ele tivera anteriormente, enquanto «jornalista» da Time, para com George W. Bush. Mas eis o mais «silly»: o presidente decidiu, antes de se deslocar ao Massachusetts, fazer a sua própria digressão de autocarro pelo país para «contactar com o povo»… ou, pelo menos, uma (pequena) parte dele. E desta iniciativa dois aspectos principais, pelo menos, imediatamente se destacam: primeiro, que se tratou de uma imitação descarada – e com menos sucesso, com menor impacto – da que Sarah Palin fez; segundo, o próprio veículo era, em si mesmo, deprimente – totalmente negro, como uma limusine três vezes maior… ou como um carro funerário três vezes maior. Uma comparação adequada tendo em consideração os números «fatalistas»da economia norte-americana. Em especial os referentes ao desemprego, maiores entre os afro-americanos, facto que terá levado a congressista Maxine Waters a apontá-los como o motivo para Obama não visitar certas cidades e comunidades no seu autocarro. No entanto, ela não é a única entre os democratas que parecem estar a distanciar-se cada vez mais do seu «querido líder». E, como se tudo isto não fosse suficiente para causar fastio no Estio ao Sr. Hussein, há relatos de que ele criticou a sua esposa pelos elevados gastos em turismo que ela tem feito desde que passaram a residir na Casa Branca.
Habituados a levar uma vida de luxo, sem dúvida que Barack e Michelle Obama compreendem e se «solidarizam» com as (diferentes) «angústias» sentidas neste Verão por dois multimilionários que são seus apoiantes e financiadores. Um, Warren Buffett, deu início – ou reavivou – uma campanha transcontinental (porque teve «ecos» na Europa) de demagogia ao apelar para que sejam aumentados os «impostos sobre os ricos»… incluindo, aparentemente, ele próprio; todavia, as verdadeiras intenções do patrão da Berkshire Hathaway não serão propriamente inocentes e desinteressadas. Outro, George Soros, viu a sua missão de «patrono de caluniadores» perturbada com as acusações da sua ex-namorada – jovem, brasileira e actriz! – já concretizadas num processo judicial de, não só não lhe ter oferecido um apartamento que lhe prometera, mas também, muito pior, de a ter agredido! Quem diria? O influente e intimidante especulador internacional ridicularizado e reduzido a um papel de vulgar, e violento, «sugar daddy»! Não é tão silly? Sim, como é «difícil» a vida d(e algum)as celebridades…         

domingo, 28 de agosto de 2011

Os «fios» de Arianna

Nos últimos meses… ou anos, parece que da Grécia só surgem desgraças e más notícias. Primeiro, o triunfo no Campeonato da Europa de Futebol, em Portugal e frente… a Portugal. Depois… anarquia. Batalhas campais. Caos. Dívida e défices gigantescos. Falsificações e fraudes financeiras… monumentais. Manifestações e protestos contínuos. Até já se fala de uma «infecção» ateniense que «contamina» as economias dos países vizinhos… Porém, há pelo menos uma «praga» que se «propagou» das costas helénicas há ainda mais tempo, atravessou o Mediterrâneo e o Atlântico… e chegou aos EUA.
O seu nome? Arianna Stassinopoulos… mais conhecida como Arianna Huffington, depois de ter casado com o político republicano Michael Huffington. E, depois de se terem divorciado, ele revelou que era bissexual… e ela iniciou a transição de conservadora para liberal. Alguma conexão entre os dois factos? O certo é que, ocasionalmente, ela lá larga uma bujarda brejeira, como, por exemplo, dizer que, com os homens, «tudo é sobre quem tem o maior pirilau». O que por sua vez pode explicar porque, num recente artigo no sítio da America OnLine, já depois de esta ter adquirido o Huffington Post, se incentivava os homens a masturbarem-se!
Pensava provavelmente a «égua de Tróia» que aquele negócio decorreria sem problemas de maior, e que poderia contar e gastar tranquilamente as centenas de milhões de dólares que recebeu… mas enganou-se! Dois processos em tribunal contra ela, um movido por pessoas que alegam ter co-criado o HP e outro movido por pessoas que colabora(ra)m no HP, reclamam ambos uma distribuição mais equitativa, menos egoísta, do «espólio», e asseguram que Arianna se vai «ver grega» durante bastante tempo com problemas judiciais. E os «fios» de influência política e mediática que durante décadas, habilmente e pacientemente, teceu, não a deverão ajudar a sair do labirinto que ela própria construiu. Desta vez não há Minotauro… mas também não há Teseu.          

sábado, 20 de agosto de 2011

Conheçam os Klein

Klein é um apelido que, no panorama «me*diático» norte-americano, já se tornou sinónimo de disparate. Tal deve-se, principalmente, a Ezra Klein e a Joe Klein, jornalistas e colunistas que se «distinguem» nomeadamente, e respectivamente, no jornal Washington Post e na revista Time.
Ezra Klein já afirmou que: a Constituição dos EUA é «confusa»; também «jovens cristãos» fazem tiroteios nas escolas; a proposta do Partido Republicano para um orçamento equilibrado representa uma «má política económica»; Barack Obama, nas políticas domésticas e financeiras, é como um republicano moderado; os congressistas deveriam portar-se como «adultos» e aumentarem os impostos; é necessário mais um plano de estímulo (!). Na verdade, não parece perceber as leis do capitalismo  
Por sua vez, Joe Klein já afirmou que: «nada de mais aconteceu em 2010»; Paul Ryan deveria ser processado por «más prácticas políticas»; o triunfo de um democrata na eleição intercalar em Nova Iorque foi «uma vitória para o socialismo»; Barack Obama tem com os militares uma relação melhor do que a de George W. Bush – uma «asserção» que não tardou a ser desmentida por uma sondagem da Gallup. 
Atendendo às sua idades e às suas «ideias», Ezra bem que poderia ser «filho» (bastardo) de Joe Klein – se não biológica, pelo menos ideologicamente. E a «família» teria de incluir, naturalmente, a «filha» Naomi Klein, a jornalista e activista canadiana, autora, entre outros, dos livros «No Logo» e «The Schock Doctrine», que advoga, e que encarna, practicamente, todas as causas esquerdistas, fracturantes e «politicamente correctas» possíveis – é contra a globalização, contra a guerra no Iraque, contra Israel… e acredita no «aquecimento global». Enfim, um(a) autêntico(a) «modelo»!
Por falar em modelos, há que não esquecer o «tio» Calvin Klein. Cujas campanhas, apesar de serem frequentemente «chocantes», pelo menos não são (abertamente) políticas. Embora ele seja um financiador habitual do Partido Democrata…

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

BHO (negativo)

Barack Obama celebrou o seu 50º aniversário no passado dia 4 de Agosto. E, no dia seguinte, a agência Standard & Poor’s deu, a ele e aos Estados Unidos da América, uma enorme «prenda»: desceu a notação financeira do país de AAA (máximo) para AA+, o que acontece pela primeira vez na História… e contrariando as «previsões» do tão «competente» secretário do Tesouro Timothy Geithner. Bem que se pode dizer que «sim, ele conseguiu!»… finalmente, «baixar o nível» da nação mais poderosa do Mundo – ou seja, em consonância com a sua (falhada) presidência, a mais «virada à esquerda» de sempre. O «índice» é, cada vez mais, não do tipo A mas sim BHO (negativo).
E qual foi a justificação apresentada pela S&P para a sua decisão? Principalmente, a de que o plano de redução do défice passado pelo Congresso a 2 de Agosto «não vai suficientemente longe para estabilizar a situação da dívida do país, e a actividade legislativa não é tão estável e efectiva quanto necessário para enfrentar o corrente desafio económico». Este facto é importante por dois motivos: primeiro, os defensores das teorias da conspiração (da treta) são totalmente desautorizados – afinal, uma agência de rating norte-americana também se «atreve» a «atacar» os próprios Estados Unidos, e não só países europeus como a Grécia e Portugal; segundo, o movimento Tea Party e os seus adeptos têm toda a razão nas suas alegadas atitudes «intransigentes» e «irresponsáveis» - os seus argumentos coincidem, no essencial, com os da S&P. E será que os analistas desta empresa agora também vão ser comparados a «terroristas» (antes eram «racistas») que não só querem fazer «reféns» mas também pretendem, com «barras de dinamite» atadas aos corpos, fazer «explodir» a economia norte-americana?
Os impropérios, e até mesmo as ameaças, que liberais e «progressistas» continuam a atirar ao «Partido do Chá» em especial e ao Partido Republicano – e a todos os conservadores – em geral não são mais do que meros indicadores, embora importantes, que demonstram, sem deixar lugar a dúvidas, até que ponto o panorama político dos EUA foi a(du)lterado pela eleição do seu 44º presidente. Não é como no tempo de Bill Clinton, nem é como no tempo de Jimmy Carter! E os meus – inexperientes e ingénuos - «colegas» bloggers que, em maior ou menor grau, também «vão na corrente» e alinham na (falsa) narrativa de que os «culpados» são os «teabaggers» (esta, sim, uma expressão de ódio), ainda não se aperceberam, nem se convenceram, de que não foi o GOP que se «radicalizou»; os «burros», sim, é que extremaram as suas posições. Quando aqueles que estão, de facto, no mainstream, que são moderados, razoáveis, sensatos, são (des)classificados como criminosos por, simplesmente, não quererem que o seu país continue a endividar-se e entre em falência… então não há dúvida de que o ridículo atingiu uma nova dimensão. Já o descaramento democrata não tem mesmo limites: John Kerry e David Axelrod não hesitam em falar de um «Tea Party downgrade»!
Entretanto, Barack Obama, que cada vez mais fala de Washington como se nada tivesse a ver com o que se passa na capital, está cada vez mais em delírio, longe da realidade e num «mundo de fantasia»: não só afirma que os EUA serão sempre um país de «A triplo» (sim, como «messias», ele adivinha o futuro…) como até deveria ser de «A quadruplo»! E, obviamente, não assume qualquer responsabilidade pela situação; as culpas são de todos os outros excepto dele, e, provavelmente até tem uma «lista de inimigos». Exige-se-lhe liderança, mas ele não parece saber exercê-la num sistema político como o americano, queixando-se inclusivamente da sua «grande democracia, dura e confusa», e admitindo que é «tentador» ignorar o Congresso e «mudar as leis sozinho». Alguém falou em tendências ditatoriais? Não se deve, pois, ficar surpreendido ao saber que o Partido Comunista dos EUA apoia a reeleição do Sr. Hussein.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O «Rubicão», com Rubio

Não sou propriamente uma pessoa de fazer previsões para o futuro, mas esta arrisco: se nada de anormal acontecer entretanto, Marco Rubio será presidente dos Estados Unidos da América. E esta não é uma questão de «se» mas sim de «quando». Aliás, direi mesmo mais: se neste momento não há certezas sobre quem será o candidato (ou candidata…) a presidente pelo Partido Republicano nas eleições de 2012, poucas dúvidas existem sobre quem será a primeira escolha para candidato a vice-presidente: o (segundo) senador pela Flórida, eleito em 2010 numa votação em que ganhou ao independente (ex-republicano) Charles Crist e ao democrata Kendrick Meek por diferenças percentuais, respectivamente, de cerca de 20 e 30%. E note-se que, quando decidiu concorrer, registava nas sondagens desvantagens de dois dígitos!
Após tomar posse a 3 de Janeiro último, Marco Rubio manteve-se mais ou menos discreto durante quase seis meses, sem dúvida conhecendo os «cantos» à sua nova «casa» política (o Capitólio), adquirindo (mais) conhecimento, experiência, segurança. Até que, finalmente, e recentemente, a sua presença e intervenção públicas – ou seja, mediáticas – têm conhecido um crescendo. Por exemplo, levando a melhor sobre John Kerry. Mas, inevitavelmente, o «destinatário» principal das suas declarações tem sido Barack Obama. O actual presidente, que «usa linguagem de um líder de um país do terceiro mundo», está a «competir para o título de pior na história americana», quanto mais não seja porque «qualquer aspecto da vida na América está pior desde que Obama tomou conta» do poder. Representando como que o agregar de todos esses aspectos, a dívida, «que é em si o verdadeiro problema, e não o seu tecto», poderia começar a ser paga não através de «novos impostos, mas sim com novos pagadores de impostos». Os republicanos têm propostas, têm planos – como o de Paul Ryan. E «onde está o plano do presidente?»
Harry Reid, que é quase o exacto oposto de Marco Rubio - em idade, em ideologia, em dignidade, em inteligência - e que apela, sem se rir, ao «regresso ao tipo de disciplina fiscal dos democratas», já percebeu o perigo que constitui o filho de exilados cubanos. Tanto que avisou o senador pela Flórida de que ele «tem de compreender quem é». Mas… ele sabe: é como que uma demonstração definitiva de como alguém com «herança hispânica» pode (e deve) ser republicano. Com Rubio, o GOP – e os EUA – poderão atravessar um novo «Rubicão»: o de resgatar decisivamente a comunidade latina do divisionismo étnico (e não só) promovido pelos democratas. Não através da sorte: os «dados lançados» serão os da competência e da confiança.
(Adenda: Rush Limbaugh concorda comigo... ;-))

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Do coração para o cérebro

Terá sido Winston Churchill quem disse: «Se não és um liberal aos vinte não tens coração; se não és um conservador aos quarenta não tens cérebro.» Aplicando este «método», rapidamente se chega à conclusão de que nos EUA (e não só…) existem muitas pessoas que, quais zombies, não têm miolos, ou, se os têm, estão seriamente danificados…
Do outro lado do Atlântico não faltam igualmente os jovens que têm muito… coração: são os democratas universitários, que num recente anúncio podem ser vistos e ouvidos a dizerem porque são… «burros», e que inclui «pérolas de sabedoria» como: «… porque os meus dois governadores (?) são Scott Walker e Rick Perry»; «… porque acredito que o governo devia tomar conta dos seus cidadãos»; «… porque somos o partido dos direitos civis»; «… porque, através do governo, podemos juntar-nos e fazermos o que não podemos fazer individualmente»; «… porque a América é uma democracia, não uma teocracia»; «… porque os programas que os democratas apoiam ajudam mesmo as pessoas»; «… porque estou farto de acordos de comércio livre, como o da NAFTA, que mandam bons empregos americanos para o estrangeiro».
Dois outros vídeos ajudam igualmente a perceber porque é que as universidades constituem importantes campos de recrutamento para os «azuis». Num alguns estudantes são convidados a assinar uma petição (falsa) em que se propõe a aplicação da teoria da «redistribuição da riqueza» às classificações escolares; porém, se eles estão receptivos à ideia de «tirar aos ricos para dar aos pobres» através do aumento de impostos, já não o estão tanto à de dar um pouco das suas… notas àqueles menos afortunados pela inteligência. Noutro alguns discentes - e até docentes (que não são muito decentes…) – são convidados a assinar outra petição (também falsa) em que se exige que conservadores sejam banidos da rádio e da televisão… e fazem-no, apesar de se afirmarem defensores da liberdade de expressão!       
Ah, os jovens… tantos que são tão inexperientes e tão (mal) influenciáveis. «Homens (e mulheres) de amanhã»? Com alguns o futuro afigura-se sombrio… se não passarem a primazia do seu comportamento do coração para o cérebro.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

«Obamadorismos»

Causou alguma sensação – e decepção – no nosso país uma recente afirmação de Barack Obama em que assegurou que os EUA «não são a Grécia, não são Portugal» no que se refere à (gravidade) da situação económico-financeira. Uma declaração muito pouco «diplomática», que obrigou o embaixador norte-americano em Portugal, Allan Katz, como que a justificar, explicar, e até corrigir, o seu presidente – ou seja, e de certo modo, a pedir desculpa. Porém, só ficou surpreendido quem não conhece completamente o percurso do actual inquilino da Casa Branca desde que tomou posse. Quem ainda acredita na falácia da «esperança e mudança». Enfim, quem não costuma consultar o Obamatório… porque quem o faz sabe que estas palavras do Sr. Hussein nada têm de anormal (nele), nem são, de longe, as mais graves que já proferiu!
A «batalha da dívida» que continua a ser travada em Washington tem proporcionado ao actual presidente norte-americano muitas ocasiões para demonstrar até que ponto ele é, na melhor das hipóteses, um amador. Repetimo-lo: a previsão de Joe Biden concretizou-se, e este mandato tem constituído um autêntico «on the job training». No entanto, e infelizmente, Barack Obama não se limita a ser inexperiente e incompetente: é também um ideólogo, e instigador, da divisão partidária – quiçá nacional – e da «guerra de classes». Perante a possibilidade de o governo federal ficar sem dinheiro e entrar em incumprimento, ele e o Partido Democrata preferem subir o tecto da dívida e aumentar os impostos… deixando para depois (nunca?) a tarefa de cortar a sério na despesa pública. Uma actual opção curiosa e contraditória por parte de quem, quando era senador, se opôs à subida do tecto da dívida e também ao aumento de impostos durante uma recessão!
Para quem apelou a que «se deixasse a retórica política à porta», não fica bem não seguir os próprios conselhos. Já não contando com uma Casa dos Representantes – agora controlada pelos republicanos – obediente, e estando o Senado, por enquanto com maioria democrata (menor desde Novembro), cada vez mais desconfiado, Barack Obama recorreu novamente, para tentar conseguir o que quer, àquilo que continua a garantir que não utiliza: o medo. Na verdade, de que se trata quando se faz avisos… ou ameaças: de um «armagedão económico»; de «armas apontadas às cabeças do povo americano»; de a segurança alimentar das crianças ficar comprometida; de «não haver dinheiro para os cheques» da segurança social, idosos e veteranos. «Felizmente» que, para os boys and girls da Casa Branca, há dinheiro para os cheques, e até aumentos!
O actual presidente tem mostrado ser igualmente um homem de fixações, de (grandes e pequenas) obsessões, e a mais recente é a dos «corporate jet owners» - (maus) exemplos, segundo ele, de pessoas que deveriam contribuir mais do que já contribuem, ou, citando a «voz do dono» Jay Carney, «espalhar o sacrifício e espalhar a prosperidade». Todavia, o tão «polémico» benefício fiscal de que os fabricantes de aviões usufruem foi concedido… no âmbito do «plano de estímulo à economia» que Barack Obama implementou em 2009! Por outras palavras: ele critica uma medida que tomou! O caso é tão ridículo que até Warren Buffett – multimilionário democrata – não se coibiu de, depois de algumas didácticas explicações, lançar um «remoque». Entretanto, outro empreendedor democrata, Steve Wynn, foi muito mais longe e acusou o presidente de «ser o responsável por este medo na América»! 
Contudo, e para muitos, nada disto é excessivamente grave. O importante é, por exemplo, continuar a vituperar Michele Bachman e Sarah Palin pelas suas supostas gaffes. Mas compare-se o «Barraca» com uma e com outra e veja-se quem é que efectivamente mostra pouco, ou nenhum, profissionalismo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

«PALINfrasia»* (Parte 2)

Estreia hoje nos Estados Unidos da América o filme «The Undefeated». Realizado por Stephen K. Bannon, é um documentário sobre a vida e a carreira política de Sarah Palin, em especial enquanto governadora do Alaska. Trata-se de um projecto, e de uma obra, fundamental, não só enquanto contraponto de outros no mesmo género – como os já «clássicos» (e fraudulentos) «Fahrenheit 9/11» e «Uma Verdade Inconveniente» - mas também enquanto relato mais credível, porque factual, do percurso pessoal e profissional da ex-candidata à vice-presidência dos EUA: a sua «matéria-prima» é constituída, na sua maioria, por peças televisivas – entrevistas, notícias, reportagens – dos canais do 49º Estado antes de John McCain ter apresentado a sua parceira na convenção republicana de 2008.
Na verdade, já há muito se tornara necessário, e até indispensável, que Sarah Palin pudesse dispor de uma «arma» audiovisual de «grande calibre» com que pudesse ripostar ao «fogo cerrado» de que é alvo há três anos. Muitos norte-americanos (e não só...) continuam a confundir a «Mama Grizzly» com a caricatura que Tina Fey criou para o Saturday Night Live, e o efeito daquela foi multiplicado porque há um preconceito persistente em relação a mulheres de direita – elas «só podem ser» arrogantes, estúpidas, ultrapassadas… Logo, «não há problema» em que elas sejam objecto de «piadas» ofensivas: Sarah é para Bill Maher uma «dumb twat», e, para Tracy Morgan, «good masturbation material» e «MILF», demonstrando mais uma vez as diferentes concepções de «humor» existentes em Hollywood. E também «não é muito grave» que sobre elas se inventem as insinuações e as mentiras mais mirabolantes e inverosímeis: só no primeiro semestre deste ano de 2011, MSNBC (através de Rachel Maddow), US Weekly, Time, Politico e Salon já foram «apanhados» a repetir citações falsas de Sarah relativas a temas como («atacar») o Egipto, («deportar») Christina Aguilera, (criticar) Michele Bachman ou (condenar) Casey Anthony – a mulher acusada de ter morto a filha e que foi recentemente ilibada em tribunal.
Ironicamente, o que é verdade é que se acaba por provar que ela está certa em questões, tanto da História como da actualidade, nas quais inicialmente vários «espertalhões» proclamam precocemente a sua ignorância – vejam-se os «casos» do «momento Sputnik», dos «blood libels», de Paul Revere e da situação no Médio Oriente. E o que interessa que Andrew Sullivan, britânico e homossexual, comentador supostamente «conservador e católico», a ataque (recorrendo a mentiras de Levi Johnston!) … quando, a defendê-la, vem Ed Koch, norte-americano e homossexual, democrata, judeu e antigo mayor de Nova Iorque? Nunca é de mais recordar que Sarah Palin já não ocupa um cargo público há dois anos, desde Julho de 2009. Então, e se ela é regularmente (des)classificada como irrelevante e insignificante, porque é que, por outro lado, continua a merecer a atenção e o esforço de practicamente toda a «lamestream media», que não hesitam em montar, eles sim, autênticos «circos» - como a «perseguição ao autocarro» - sempre que Palin tem uma iniciativa mais visível? Porque, no fundo, eles sabem que a tal imagem deturpada não corresponde à realidade; sabem da força e das qualidades dela, e continuam à espera de uma oportunidade decisiva em que lhe possam dar uma «estocada» final, dar um «tiro»… sem misericórdia.
Muitos foram os que pensaram que essa oportunidade seria a divulgação das quase 25 mil mensagens de correio electrónico do período em que foi governadora. Só que.. nada de comprometedor foi encontrado, bem pelo contrário. A expressão «justiça poética» justifica-se inteiramente, porque ao Guardian, jornal de referência da esquerda inglesa, pouco mais restou do que fazer «versos» com frases de Sarah Palin. Mas coube ao New York Times e ao Washington Post a «honra» de «ratificarem», definitivamente, a relevância dela, ao pedirem aos seus leitores ajuda (!) na leitura e na análise das mensagens. Repare-se que os dois jornais não fizeram idêntico pedido, por exemplo, em relação aos registos escolares e profissionais de Barack Obama (os que não estão selados, pelo menos…) nem quanto aos milhares de páginas do «plano de estímulo à economia» e do «ObamaCare». Mas há «males» que vêm por bem: uma das mensagens «descobertas» foi uma «carta de Deus» escrita a propósito do nascimento de Trig, tão comovente que levou um dos leitores do Los Angeles Times a perguntar: «Será que alguém poderia dar-me uma pista sobre porque é suposto nós todos odiarmos tanto esta mulher?» Talvez seja a partir de agora que essa estranha «doença» que designámos como «PALINfrasia» comece finalmente a ser debelada.
(Adenda – Ao contrário do que alguns, habituais, «Palin haters» norte-americanos insinuaram, e dos quais pelo menos um nosso «colega», ingénuo e inexperiente, fez eco, «The Undefeated» não está a ser um fracasso nem comercial nem crítico – uma sessão à meia-noite de quinta para sexta-feira não constitui propriamente um indicador fiável... Considerando que se trata de um documentário político, produzido e promovido com verbas reduzidas e estreado em poucas salas, não se deve compará-lo com outros filmes, de ficção, com maior orçamento e capacidade de atracção, exibidos em milhares de cinemas. E uma prova irrefutável do seu sucesso é o facto de ter registado, no fim-de-semana de estreia, a segunda melhor média de assistência (número de espectadores por sala)… só superada pela do último filme da saga «Harry Potter»!)
(* palinfrasia s. f. MEDICINA perturbação da elocução caracterizada pela repetição da última sílaba das palavras e, às vezes, de todas as sílabas de cada palavra (principalmente no atraso mental e na demência precoce) (Do gr. pálin, «de novo» + phrásis, «elocução» + ia) ) (Dicionário da Língua Portuguesa 2006, Porto Editora, página 1240)        

sábado, 9 de julho de 2011

Hanks, tens um problema

No passado fim de semana (especial, porque incluiu, na segunda-feira, o feriado de 4 de Julho), estreou «Larry Crowne», o novo filme de Tom Hanks. «De», significa, neste caso, não só protagonizado, mas também escrito, produzido e realizado pelo actor que ganhou Óscares por «Filadélfia» e «Forrest Gump». Com o «bónus» de contar com a participação de Julia Roberts.
Porém, nos primeiros quatro dias de exibição o filme revelou ser um (relativo) fracasso de bilheteira: facturou apenas cerca de 15 milhões de dólares. Não tardaram a surgir as explicações e as justificações: porque saiu para as salas ao mesmo tempo que «Transformadores 3»… só que tal foi deliberado, numa táctica de «contra-programação», perfeitamente lógica porque os dois filmes têm públicos-alvo diferentes; porque Hanks, e até Roberts, já estão «velhos»… só que não faltam exemplos de artistas ainda com mais anos que continuam na senda do sucesso.
Há ainda o argumento de que… o argumento (a história) não é suficientemente interessante e empolgante. Talvez. Mas a causa provável do insucesso deve ser outra: o facto de, já em plena campanha de promoção do filme, Tom Hanks ter decidido anunciar – a ano e meio das eleições (!) – que iria votar novamente em Barack Obama! Porque o presidente revelara ser suficientemente «esperto, forte e ousado», e não só correspondera às suas expectativas como até as «expandira». Como? Salvando «um bilião de empregos» na indústria automóvel norte-americana. Tratou-se, de facto, de uma enorme «expansão», já que a população dos EUA é de pouco mais de 300 milhões de pessoas…
Junte-se à actual declaração entusiasmada de Tom Hanks um «bitaite» de Julia Roberts cuspido há mais de uma década, quando era uma das «estrelas» a apoiar a candidatura de Al Gore a presidente, e que (porque será?) é regularmente recuperado e recordado: «”republicano» no dicionário vem depois de “réptil” e antes de “repugnante”». Na verdade, a alguns habitantes de Hollywood continua a custar compreender que practicamente metade da população do país não gosta de ser afrontada, insultada e ridicularizada… e que está disposta a exercer represálias comerciais, a boicotar e a «votar com as carteiras». E que está disponível para apoiar a (re)construção de uma nova «fábrica de sonhos», que se orgulhe, e não que se envergonhe, da história, da cultura e das tradições dos Estados Unidos da América.
Quanto a Tom Hanks, bem que ele pode dizer, repetindo uma frase famosa de outro filme em que entrou, «Apolo 13»: «Houston, temos um problema!» Pois tem. Mas não é tanto o do falhanço do seu filme mais recente; é mais aquele que é feito do azedume, da ignorância e da hipocrisia que ele e muitos dos seus colegas partilham, e que os leva, por exemplo, a protestar contra umas guerras mas não contra outras.        

domingo, 3 de julho de 2011

Terminados!

Hoje, 3 de Julho de 2011, passam 20 anos sobre a estreia, nos Estados Unidos da América, de «Terminador 2 – Dia do Julgamento» (recuso-me a utilizar a tradução portuguesa «Exterminador Implacável 2», que, como tantas outras, tem tanto de incompetente como de ridícula). Este filme não é apenas um dos «20 mais» da minha vida: é igualmente, se me perguntassem e se tivesse de responder, o meu filme preferido de sempre (pelo menos, até agora…)
Não me é difícil, enquanto «adepto e practicante» de FC & F, justificar esta minha escolha. Aliás, nestas duas décadas sucederam-se as análises que apontaram e enalteceram as qualidades de «T2»: uma boa história e um bom argumento que beneficiaram de uma produção competente e de uma realização superlativa; inovação tecnológica – efeitos especiais ainda hoje extraordinários; acção trepidante «temperada» com humor; visões apocalípticas a assombrarem cenários do quotidiano – o grandioso habilmente conjugado com o intimista; a banda sonora de Brad Fiedel – com destaque para o inesquecível tema principal – e a canção «You Could Be Mine» dos Guns N' Roses; Linda Hamilton num papel que deveria ter conseguido uma sétima nomeação do filme para os Óscares – acabaria por conquistar quatro, só superado pelos cinco de «O Silêncio dos Cordeiros».
Porém, «Terminador 2» é, fundamentalmente, a obra de dois homens, e um ponto alto – talvez mesmo o mais alto – das suas carreiras: James Cameron e Arnold Schwarzenegger. Mais do que ser o meu filme favorito, o segundo capítulo da saga do «ciborgue que veio do futuro» contribuiu decisivamente para que JC e Arnie fossem igualmente, durante anos e anos, respectivamente, o meu realizador e o meu actor favoritos. Depois, as suas carreiras conheceram sucessos ainda maiores. Cameron fez «Titanic» e «Avatar» e quebrou recordes atrás de recordes – de despesas, de receitas, de prémios. Schwarzenegger não só participou em outros bons filmes como foi eleito governador da Califórnia – e que outra alcunha ele poderia então receber senão a de «Governator»? No entanto, actualmente ambos só me suscitam uma enorme desilusão, e até indignação.
James Cameron tornou-se num dos maiores defensores dessa fraude monumental conhecida como «aquecimento global (causada pela Humanidade)», e não hesitou em insultar e até em ameaçar os que contestam – com factos científicos – aquela «crença». Todavia, quando desafiado para debates sobre o tema, reagiu exigindo sucessivas condições e restrições, acabando por recuar, desistir… e fugir. Além de medroso, Cameron também se revelou um hipócrita: apesar de apelar para que os outros «vivam com menos» e adoptem um estilo de vida mais «ecologicamente sustentável», não há sinais de que ele tenha prescindido dos seus luxos – que incluem vários carros e motas.
Arnold Schwarzenegger veio a constituir-se como um caso mais grave… muito mais grave. Não só por, ao deixar Sacramento, a Califórnia estar num… estado pior do que quando chegou – não tanto por culpa directa dele, mesmo sendo um RINO («Republican In Name Only») que apoiou o «ObamaCare», mas porque não conseguiu contrariar a praga de democratas degenerados e despesistas que infestam todas as instâncias do poder no «golden state». Não só por um dos seus últimos actos enquanto governador ter sido comutar a pena de prisão do filho de um político amigo («burro») condenado por cumplicidade num homicídio – decisão controversa que originou um coro de protestos. Não só por ter considerado a hipótese de trabalhar para Barack Obama enquanto «especialista em questões ambientais» - pelo que a sua presença na campanha presidencial de 2008, ao lado de John McCain e de Sarah Palin, deve ter-se tornado numa memória embaraçosa. Principalmente porque, soube-se recentemente… porque ele o confessou, foi infiel à sua esposa de 25 anos, Maria Schriver (que, entretanto, e logicamente, pediu o divórcio), tendo-a traído repetidamente com uma empregada doméstica (e provavelmente com outras mulheres…) que, inclusivamente, engravidou… Em suma, «Schwarzie» colocou-se num «clube» que já conta com «membros» tão «distintos» como Eliot Spitzer, John Edwards, Bill Clinton… e os tios de Maria, John e Edward Kennedy!
James Cameron e Arnold Schwarzenegger estão pois, no que me diz respeito, «terminados» enquanto figuras de referência, tanto cultural como moralmente. Prefiro recordá-los como eram em 1991: no apogeu das suas capacidades e a proporcionar-nos um enorme, e inesquecível, espectáculo. (Texto publicado também no blog Simetria.) 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Com uma ajuda dos amigos

Regressada recentemente de uma viagem turística a África paga pelos contribuintes, e onde aproveitou para comprar – mais uma vez em contradição com o que preconiza nos EUA – comidas tão «saudáveis» como batatas fritas e bolos gordos, Michelle Obama concedeu uma entrevista à CNN em que aproveitou para agradecer aos órgãos de comunicação social a ajuda, o «apoio» e a «gentileza» que a sua família tem recebido deles, em especial através do respeito pela privacidade das filhas. Anteriormente, o pai, em entrevista à ABC, mostrara o seu contentamento por ter «homens com armas» a rodearem Malia e Sasha, e a impedi-las de «entrarem num carro com um rapaz que tenha bebido cerveja», e essa segurança também constitui um «grande incentivo» para concorrer à reeleição – apesar haver dias em que ele diz (e não é o único…) que «um termo é suficiente». Aliás, até Howard Dean concorda que esse é um cenário possível, e que BHO poderia ser derrotado por uma certa mulher do Alaska!
Barack e Michelle Obama são pais privilegiados, e as suas filhas – apontadas pelo progenitor como (bons) exemplos para os congressistas – também; ao contrário, por exemplo, dos filhos e filhas de Sarah e de Todd Palin, que, com regularidade, são caricaturados e insultados e vêem a sua privacidade ser devassada por alguns que não acham suficiente (tentar) destruir os pais. E registe-se o facto de o actual presidente abrir uma excepção nas suas críticas àqueles que «se agarram às suas armas e à religião» («clinging to their guns and religion») e ao controlo de armas (gun control) que o seu partido, com maior ou menor prioridade e persistência ao longo dos anos, sempre tentou implementar no país.
Em practicamente todos os media os Obama têm amigos, e estes têm sido «para (quase todas) as ocasiões» – mesmo que sejam mal tratados pela Casa Branca, o que acontece frequentemente. Há, na verdade, algum masoquismo neste «relacionamento», que como que é «compensado» pelas persistentes perseguições a políticos conservadores, e, entre estes e com maior ferocidade, a políticas (mulheres) conservadoras. Aqui já se assumem como inimigos, e alguns chegam mesmo ao cúmulo de tomar como alvos outros órgãos, outros colegas de profissão, que têm o «atrevimento» de divulgar factos desfavoráveis a esquerdistas-democratas-liberais. E, neste âmbito, nenhuma entidade é mais perigosa- ridícula, mas perigosa - do que a Media Matters for America.
Entre as mais de 30 organizações «me*diáticas» em que George Soros gasta anualmente quase 50 milhões de dólares, a MMfA tem-se «distinguido» por, principalmente e nas suas próprias palavras, fazer «guerra e guerrilha» ao Fox News Channel. Um objectivo que a levou inclusivamente a montar um «campo de recruta» em que os seus militantes – ou será «militares»? – são treinados para «combater», não com armas (espera-se!) mas com «argumentos», o canal de televisão criado por Roger Ailes. Só que há um «pequeno» problema: estas iniciativas «belicistas» - que incluem igualmente uma campanha de investigações e de processos judiciais contra executivos da News Corp. – não estão propriamente em consonância com os «propósitos exclusivamente caritativos e educacionais» que a Media Matters alegou seguir na sua actividade quando requereu, e obteve, isenção de impostos. Ou seja, David Brock e os seus rapazes estão a violar a lei e as normas do IRS. Nada que incomode muito este género de gente, que se permite perguntar se a Constituição «still matter». Enfim, uns autênticos «amigos da onça»!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por mais alguns dólares

Não é novidade que, na sua generalidade, a economia dos EUA não atravessa um bom momento: desemprego elevado, custos de combustíveis a subirem, mercado imobiliário desvalorizado, dívida e défice descontrolados. Porém, há um «sector de actividade» que parece imune à «recessão»: o da campanha para a reeleição de Barack Obama.
Tal como há quatro anos, o actual presidente parece estar a atrair a atenção... e o dinheiro de grandes doadores, aos quais, depois, dá as devidas recompensas – como a «dispensa» de pagar impostos concedida a Jeffrey Immelt, CEO da General Electric e conselheiro da Casa Branca? No entanto, o alegado objectivo de (se atingir um orçamento no valor de) um bilião de dólares também passa pelos pequenos contribuintes e comuns mortais, que, se derem cinco dólares por uma «rifa», podem participar num sorteio cujo «prémio» é o privilégio de jantar com o Sr. Hussein. E, por mais alguns dólares, podem adquirir camisas e canecas com a imagem da certidão de nascimento do homem que veio do Havai, itens mais recentes de um já considerável e diversificado catálogo. E quer Jay Carney fazer-nos acreditar que ele não está a pensar nas eleições de 2012...
Barack Obama nunca deixou, verdadeiramente, de estar em campanha, e esta (até agora...) ainda não conhece o significado da palavra «crise», o que pode explicar o insólito, a incongruência e a ignorância (por vezes a raiar o insulto) patentes em muitas das suas declarações sobre assuntos económicos e financeiros. Exemplos? Ele afirmou que já é altura de as empresas «chegarem-se à frente e começarem a contratar» (claro, é só o comandante-em-chefe dar a ordem...); que a introdução de ATM’s (caixas Multibanco) diminuiu o emprego no sector bancário; admitiu, entre risos, que o seu plano de «estímulo» à economia e ao emprego não se revelou tão «shovel-ready» como esperava, e que a recuperação ainda vai demorar «vários anos» - e as gargalhadas constituem a reacção óbvia ao seu anúncio de que, durante o seu mandato, foram «criados» até agora mais de dois milhões de empregos. Entretanto, avisa que «não podemos dizer aos ricos que relaxem e contem o seu dinheiro» - a não ser, pode-se deduzir, que sejam ricos que estejam a contar o dinheiro que lhe vão entregar para a campanha...
Barack Obama garantiu recentemente a quem o quis ouvir que «se estão à procura de retórica partidária provavelmente não sou o vosso homem». Este «despertar» deve ter sido mesmo rápido porque, dois meses antes, dizia que «a visão dos republicanos é a de uma América encolhida». Uma acusação, e uma imagem, que vêm na sequência de outras, como a de que no GOP estão os «inimigos» com os quais havia que estar preparado para «combater corpo-a-corpo». E não esquecer as sucessivas «metáforas automobilísticas» com que o actual presidente «brindou» os republicanos: estes haviam supostamente conduzido o «carro» (da economia) para a «valeta», pelo que não mereciam que lhes fossem devolvidas as «chaves» daquele – quando muito, poderiam «sentar-se no banco de trás». Agora, provavelmente, ele está arrependido de não ter «travado» aquelas piadas: foi demonstrado que as limusines ao serviço do Estado federal aumentaram – em mais de 70%! - desde que BHO tomou posse; e foi denunciada - pelo Washington Post! – a «contabilidade fraudulenta» utilizada pela actual administração no apoio à indústria automóvel norte-americana. Uma decisão, segundo Debbie Wasserman Schultz, com a qual os republicanos não concordaram porque, alegou ela: não os preocupa que os «três grandes de Detroit» possam ir à falência; e preferem carros estrangeiros. Todavia, «Dumb Debbie» guia um... Infiniti! Um veículo japonês!  
E nem todos os Estados e cidades dos EUA se podem queixar de não terem sido beneficiadas pelo método obamista de «spread the wealth around»: em São Francisco, cidade onde se quer proibir Happy Meals, a «camarada» Nancy Pelosi aumentou a sua fortuna em 62%, e quase um quarto das isenções («waivers») de aplicação do «ObamaCare» (isto é, não aumento temporário dos custos com seguros de saúde) foram concedidas a estabelecimentos comerciais... do distrito eleitoral da anterior speaker! Quem é amigo, quem é? Não custa, pois, a acreditar que na Sodoma & Gomorra californiana (e não só) não haja muita gente disposta a comparar – como Andrew Klavan fez – os planos de Paul Ryan e de Barack Obama para a economia.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bandeira da discórdia?

Hoje, 14 de Junho, é nos Estados Unidos da América o «Dia da Bandeira». Foi nesta data, mas em 1777, que o Segundo Congresso Continental da então recém-nascida nação adoptou a primeira versão da «estrelas e listras» como o seu símbolo principal; em 1916 Woodrow Wilson declarou o 14 do 6 como merecedor de ser comemorado, mas foi Harry Truman, em 1949, a institucionalizar a data. Seria talvez de esperar que a bandeira cantada por Francis Scott Key - no poema, que depois se tornaria hino, «The Star-Spangled Banner» - fosse assumida para sempre e por todos como ícone incontestável. Porém, e cada vez mais nas últimas décadas, isso não acontece. Eis alguns (maus) exemplos (mais ou menos) recentes.
Já em 2004 os atletas norte-americanos que participaram nos Jogos Olímpicos de Atenas foram aconselhados a não exibir e a não agitar de uma forma muito expansiva a sua bandeira, porque isso poderia ser considerado provocatório. Este ano, no Texas, um militar retirado entrou em conflito com a associação de moradores da área em que reside por causa do mastro – alegadamente, demasiado alto – em que tem içadas a bandeira dos EUA e a dos Marines (o seu antigo regimento). No Ohio, um veterano do Exército que combateu no Vietnam enfrenta practicamente o mesmo problema. No New Hampshire, a outro veterano, este da Marinha e mais idoso, foi «ordenado» pela administração do prédio em que mora para retirar a bandeira da janela do seu apartamento. Na Califórnia, uma associação de veteranos viu rejeitado, pelo Departamento de Transportes daquele Estado, o seu pedido de construção de um monumento por causa... da bandeira, cuja exibição foi considerada pelos burocratas uma forma imprópria de expressão pública. Enfim, e para que não se diga que só elementos, actuais e antigos, das forças armadas é que têm problemas neste âmbito, no Massachusetts um jovem de 11 anos foi proibido de pendurar, na parede da sua sala de aula, uma bandeira que desenhara, porque isso poderia «ofender» outro aluno (um imigrante?)
Não é difícil discernir nestes incidentes a – crescente? – influência insidiosa, visível sobretudo no ensino, na comunicação social e no entretenimento, da esquerda «progressista» dada ao multiculturalismo e que vê nas celebrações dos símbolos dos EUA, com destaque para a bandeira, manifestações de «imperialismo». Entretanto, e como se não chegassem os «contributos» nesta matéria dos habituais «suspeitos do costume» nacionais, uma «importação» de má qualidade vinda do Reino Unido, Martin Bashir, teve o atrevimento de dar «lições» a Sarah Palin sobre as regras de utilização e de exibição da «stars and stripes» - que, obviamente, aquele «especialista» pensa que a ex-governadora do Alaska não cumpriu no seu já famoso autocarro.
Já agora, seria interessante saber a opinião de Martin Bashir sobre o acto de queimar a bandeira... uma práctica que se disseminou desde a década de 60, declarada legal pelo Supremo Tribunal dos EUA, mas que proporcionou em 1976 – cumprem-se agora 35 anos – aquele que é considerado um dos mais belos momentos da história do baseball: a salvação do símbolo, prestes a ser incendiado, pelo jogador e patriota Rick Monday.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Misóginos de Serviço

Há motivos para pensar – mesmo que com um sorriso e um piscar de olhos – que o «MS» de «MSNBC» significa verdadeiramente, não «MicroSoft» (empresa co-fundadora daquela estação) mas sim «Misóginos de Serviço». É que muitos dos homens que apresentam programas no canal de televisão mais à esquerda dos EUA não mostram frequentemente ter respeito por mulheres... e em especial as que estão mais à direita no espectro político.
Veja-se Lawrence O’Donnell, que como que «assaltou» Orly Taitz, notória «birther», que até depois de Barack Obama ter apresentado a «forma longa» da certidão de nascimento continuou a duvidar da legitimidade do actual presidente... Poucas dúvidas restaram, ao ver aquilo, de que O’Donnell seria capaz de agredir a sua entrevistada se estivesse perto dela – mas não estava, pelo que se limitou a «expulsá-la», tirando-a do ar. Porém, Lawrence já não teve tanta «sorte» com Condoleezza Rice sobre a guerra no Iraque. Ainda tentou «armar-se ao pingarelho» com a anterior secretária de Estado mas rapidamente foi posto no seu lugar, «baixando as orelhas» e «metendo a cauda entre as pernas». Foi muito bem feito, mas talvez não tenha sido suficiente para ele começar a respeitar quem lhe é infinitamente superior.
Outro dos «msnbcistas» que deveria ter mais cuidado com a língua é Ed Schultz. Chamou «slut» («galdéria») a Laura Ingraham e, como castigo, foi suspenso, impedido de apresentar o seu programa durante vários dias, sem ser pago, e tudo isto depois de ter pedido desculpa em directo. O «castigo» parece ter-lhe sido benéfico – por enquanto... – porque exigiu, e mais do que uma vez, a demissão de Anthony Weiner (por este ter andado a mostrar a sua «salsicha» a outras mulheres que não a esposa)... e até discutiu com alguns «camaradas» por causa da sua posição! Pelo que agora parece pouco provável que seja constituída a «Schultz & Schultz», uma «sociedade para o disparate» que Ed poderia constituir com Debbie Wasserman Schultz, actual líder do DNC (Comité Nacional Democrata), que ultimamente se tem «distinguido» pela quantidade de idiotices que profere contra os republicanos: estes são «anti-mulheres», acreditam que a imigração ilegal «devia ser um crime» (bem, é o que «ilegal» costuma significar...) e querem «arrastar-nos todos para os tempos das leis de Jim Crow» - isto é, para o racismo e segregacionismo promovidos pelos democratas! Prontamente parodiada como «Debby Downer», Wasserman Schultz é a demonstração de que há mulheres que são, de facto, autênticas... «zeros à esquerda».
De volta à MSNBC encontramos Cenk Uygur, que «desculpou» Anthony Weiner confessando que ele próprio já mentira muitas vezes às suas namoradas. E, por fim, inevitavelmente, last but not the least, Chris Matthews. Já com um «cadastro» algo considerável onde se destacam atoardas contra Michele Bachman e Sarah Palin, o Sr. «Arrepio na Perna» chegou ao ponto de afirmar que a esposa de Weiner, Huma Abedin, é «talvez parcialmente responsável pelo que aconteceu»! No entanto, se seguirmos essa «lógica» até às últimas consequências pode-se afirmar que a «culpa» é do casal Clinton, que os apresentou; Huma é assessora de Hillary e Bill casou-os!
Kirsten Powers, que namorou com Anthony Weiner, não hesita em revelar que ele lhe mentiu e em utilizar, precisamente, a palavra «misoginia» para caracterizar este caso. Outra pessoa muito próxima do representante de Nova Iorque, o seu amigo Jon Stewart, viu-se obrigado, contra a sua vontade, a satirizar a situação... e a avisar que, se ele fosse culpado, «teria de ir» (embora do Congresso). Mas para onde? É óbvio! Se a CNN deu um programa a Eliot Spitzer, o ex-governador (democrata) de Nova Iorque, casado, que recorria a prostitutas... muito mais provável será a MSNBC dar um a Weiner.