quarta-feira, 29 de junho de 2011

Com uma ajuda dos amigos

Regressada recentemente de uma viagem turística a África paga pelos contribuintes, e onde aproveitou para comprar – mais uma vez em contradição com o que preconiza nos EUA – comidas tão «saudáveis» como batatas fritas e bolos gordos, Michelle Obama concedeu uma entrevista à CNN em que aproveitou para agradecer aos órgãos de comunicação social a ajuda, o «apoio» e a «gentileza» que a sua família tem recebido deles, em especial através do respeito pela privacidade das filhas. Anteriormente, o pai, em entrevista à ABC, mostrara o seu contentamento por ter «homens com armas» a rodearem Malia e Sasha, e a impedi-las de «entrarem num carro com um rapaz que tenha bebido cerveja», e essa segurança também constitui um «grande incentivo» para concorrer à reeleição – apesar haver dias em que ele diz (e não é o único…) que «um termo é suficiente». Aliás, até Howard Dean concorda que esse é um cenário possível, e que BHO poderia ser derrotado por uma certa mulher do Alaska!
Barack e Michelle Obama são pais privilegiados, e as suas filhas – apontadas pelo progenitor como (bons) exemplos para os congressistas – também; ao contrário, por exemplo, dos filhos e filhas de Sarah e de Todd Palin, que, com regularidade, são caricaturados e insultados e vêem a sua privacidade ser devassada por alguns que não acham suficiente (tentar) destruir os pais. E registe-se o facto de o actual presidente abrir uma excepção nas suas críticas àqueles que «se agarram às suas armas e à religião» («clinging to their guns and religion») e ao controlo de armas (gun control) que o seu partido, com maior ou menor prioridade e persistência ao longo dos anos, sempre tentou implementar no país.
Em practicamente todos os media os Obama têm amigos, e estes têm sido «para (quase todas) as ocasiões» – mesmo que sejam mal tratados pela Casa Branca, o que acontece frequentemente. Há, na verdade, algum masoquismo neste «relacionamento», que como que é «compensado» pelas persistentes perseguições a políticos conservadores, e, entre estes e com maior ferocidade, a políticas (mulheres) conservadoras. Aqui já se assumem como inimigos, e alguns chegam mesmo ao cúmulo de tomar como alvos outros órgãos, outros colegas de profissão, que têm o «atrevimento» de divulgar factos desfavoráveis a esquerdistas-democratas-liberais. E, neste âmbito, nenhuma entidade é mais perigosa- ridícula, mas perigosa - do que a Media Matters for America.
Entre as mais de 30 organizações «me*diáticas» em que George Soros gasta anualmente quase 50 milhões de dólares, a MMfA tem-se «distinguido» por, principalmente e nas suas próprias palavras, fazer «guerra e guerrilha» ao Fox News Channel. Um objectivo que a levou inclusivamente a montar um «campo de recruta» em que os seus militantes – ou será «militares»? – são treinados para «combater», não com armas (espera-se!) mas com «argumentos», o canal de televisão criado por Roger Ailes. Só que há um «pequeno» problema: estas iniciativas «belicistas» - que incluem igualmente uma campanha de investigações e de processos judiciais contra executivos da News Corp. – não estão propriamente em consonância com os «propósitos exclusivamente caritativos e educacionais» que a Media Matters alegou seguir na sua actividade quando requereu, e obteve, isenção de impostos. Ou seja, David Brock e os seus rapazes estão a violar a lei e as normas do IRS. Nada que incomode muito este género de gente, que se permite perguntar se a Constituição «still matter». Enfim, uns autênticos «amigos da onça»!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por mais alguns dólares

Não é novidade que, na sua generalidade, a economia dos EUA não atravessa um bom momento: desemprego elevado, custos de combustíveis a subirem, mercado imobiliário desvalorizado, dívida e défice descontrolados. Porém, há um «sector de actividade» que parece imune à «recessão»: o da campanha para a reeleição de Barack Obama.
Tal como há quatro anos, o actual presidente parece estar a atrair a atenção... e o dinheiro de grandes doadores, aos quais, depois, dá as devidas recompensas – como a «dispensa» de pagar impostos concedida a Jeffrey Immelt, CEO da General Electric e conselheiro da Casa Branca? No entanto, o alegado objectivo de (se atingir um orçamento no valor de) um bilião de dólares também passa pelos pequenos contribuintes e comuns mortais, que, se derem cinco dólares por uma «rifa», podem participar num sorteio cujo «prémio» é o privilégio de jantar com o Sr. Hussein. E, por mais alguns dólares, podem adquirir camisas e canecas com a imagem da certidão de nascimento do homem que veio do Havai, itens mais recentes de um já considerável e diversificado catálogo. E quer Jay Carney fazer-nos acreditar que ele não está a pensar nas eleições de 2012...
Barack Obama nunca deixou, verdadeiramente, de estar em campanha, e esta (até agora...) ainda não conhece o significado da palavra «crise», o que pode explicar o insólito, a incongruência e a ignorância (por vezes a raiar o insulto) patentes em muitas das suas declarações sobre assuntos económicos e financeiros. Exemplos? Ele afirmou que já é altura de as empresas «chegarem-se à frente e começarem a contratar» (claro, é só o comandante-em-chefe dar a ordem...); que a introdução de ATM’s (caixas Multibanco) diminuiu o emprego no sector bancário; admitiu, entre risos, que o seu plano de «estímulo» à economia e ao emprego não se revelou tão «shovel-ready» como esperava, e que a recuperação ainda vai demorar «vários anos» - e as gargalhadas constituem a reacção óbvia ao seu anúncio de que, durante o seu mandato, foram «criados» até agora mais de dois milhões de empregos. Entretanto, avisa que «não podemos dizer aos ricos que relaxem e contem o seu dinheiro» - a não ser, pode-se deduzir, que sejam ricos que estejam a contar o dinheiro que lhe vão entregar para a campanha...
Barack Obama garantiu recentemente a quem o quis ouvir que «se estão à procura de retórica partidária provavelmente não sou o vosso homem». Este «despertar» deve ter sido mesmo rápido porque, dois meses antes, dizia que «a visão dos republicanos é a de uma América encolhida». Uma acusação, e uma imagem, que vêm na sequência de outras, como a de que no GOP estão os «inimigos» com os quais havia que estar preparado para «combater corpo-a-corpo». E não esquecer as sucessivas «metáforas automobilísticas» com que o actual presidente «brindou» os republicanos: estes haviam supostamente conduzido o «carro» (da economia) para a «valeta», pelo que não mereciam que lhes fossem devolvidas as «chaves» daquele – quando muito, poderiam «sentar-se no banco de trás». Agora, provavelmente, ele está arrependido de não ter «travado» aquelas piadas: foi demonstrado que as limusines ao serviço do Estado federal aumentaram – em mais de 70%! - desde que BHO tomou posse; e foi denunciada - pelo Washington Post! – a «contabilidade fraudulenta» utilizada pela actual administração no apoio à indústria automóvel norte-americana. Uma decisão, segundo Debbie Wasserman Schultz, com a qual os republicanos não concordaram porque, alegou ela: não os preocupa que os «três grandes de Detroit» possam ir à falência; e preferem carros estrangeiros. Todavia, «Dumb Debbie» guia um... Infiniti! Um veículo japonês!  
E nem todos os Estados e cidades dos EUA se podem queixar de não terem sido beneficiadas pelo método obamista de «spread the wealth around»: em São Francisco, cidade onde se quer proibir Happy Meals, a «camarada» Nancy Pelosi aumentou a sua fortuna em 62%, e quase um quarto das isenções («waivers») de aplicação do «ObamaCare» (isto é, não aumento temporário dos custos com seguros de saúde) foram concedidas a estabelecimentos comerciais... do distrito eleitoral da anterior speaker! Quem é amigo, quem é? Não custa, pois, a acreditar que na Sodoma & Gomorra californiana (e não só) não haja muita gente disposta a comparar – como Andrew Klavan fez – os planos de Paul Ryan e de Barack Obama para a economia.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bandeira da discórdia?

Hoje, 14 de Junho, é nos Estados Unidos da América o «Dia da Bandeira». Foi nesta data, mas em 1777, que o Segundo Congresso Continental da então recém-nascida nação adoptou a primeira versão da «estrelas e listras» como o seu símbolo principal; em 1916 Woodrow Wilson declarou o 14 do 6 como merecedor de ser comemorado, mas foi Harry Truman, em 1949, a institucionalizar a data. Seria talvez de esperar que a bandeira cantada por Francis Scott Key - no poema, que depois se tornaria hino, «The Star-Spangled Banner» - fosse assumida para sempre e por todos como ícone incontestável. Porém, e cada vez mais nas últimas décadas, isso não acontece. Eis alguns (maus) exemplos (mais ou menos) recentes.
Já em 2004 os atletas norte-americanos que participaram nos Jogos Olímpicos de Atenas foram aconselhados a não exibir e a não agitar de uma forma muito expansiva a sua bandeira, porque isso poderia ser considerado provocatório. Este ano, no Texas, um militar retirado entrou em conflito com a associação de moradores da área em que reside por causa do mastro – alegadamente, demasiado alto – em que tem içadas a bandeira dos EUA e a dos Marines (o seu antigo regimento). No Ohio, um veterano do Exército que combateu no Vietnam enfrenta practicamente o mesmo problema. No New Hampshire, a outro veterano, este da Marinha e mais idoso, foi «ordenado» pela administração do prédio em que mora para retirar a bandeira da janela do seu apartamento. Na Califórnia, uma associação de veteranos viu rejeitado, pelo Departamento de Transportes daquele Estado, o seu pedido de construção de um monumento por causa... da bandeira, cuja exibição foi considerada pelos burocratas uma forma imprópria de expressão pública. Enfim, e para que não se diga que só elementos, actuais e antigos, das forças armadas é que têm problemas neste âmbito, no Massachusetts um jovem de 11 anos foi proibido de pendurar, na parede da sua sala de aula, uma bandeira que desenhara, porque isso poderia «ofender» outro aluno (um imigrante?)
Não é difícil discernir nestes incidentes a – crescente? – influência insidiosa, visível sobretudo no ensino, na comunicação social e no entretenimento, da esquerda «progressista» dada ao multiculturalismo e que vê nas celebrações dos símbolos dos EUA, com destaque para a bandeira, manifestações de «imperialismo». Entretanto, e como se não chegassem os «contributos» nesta matéria dos habituais «suspeitos do costume» nacionais, uma «importação» de má qualidade vinda do Reino Unido, Martin Bashir, teve o atrevimento de dar «lições» a Sarah Palin sobre as regras de utilização e de exibição da «stars and stripes» - que, obviamente, aquele «especialista» pensa que a ex-governadora do Alaska não cumpriu no seu já famoso autocarro.
Já agora, seria interessante saber a opinião de Martin Bashir sobre o acto de queimar a bandeira... uma práctica que se disseminou desde a década de 60, declarada legal pelo Supremo Tribunal dos EUA, mas que proporcionou em 1976 – cumprem-se agora 35 anos – aquele que é considerado um dos mais belos momentos da história do baseball: a salvação do símbolo, prestes a ser incendiado, pelo jogador e patriota Rick Monday.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Misóginos de Serviço

Há motivos para pensar – mesmo que com um sorriso e um piscar de olhos – que o «MS» de «MSNBC» significa verdadeiramente, não «MicroSoft» (empresa co-fundadora daquela estação) mas sim «Misóginos de Serviço». É que muitos dos homens que apresentam programas no canal de televisão mais à esquerda dos EUA não mostram frequentemente ter respeito por mulheres... e em especial as que estão mais à direita no espectro político.
Veja-se Lawrence O’Donnell, que como que «assaltou» Orly Taitz, notória «birther», que até depois de Barack Obama ter apresentado a «forma longa» da certidão de nascimento continuou a duvidar da legitimidade do actual presidente... Poucas dúvidas restaram, ao ver aquilo, de que O’Donnell seria capaz de agredir a sua entrevistada se estivesse perto dela – mas não estava, pelo que se limitou a «expulsá-la», tirando-a do ar. Porém, Lawrence já não teve tanta «sorte» com Condoleezza Rice sobre a guerra no Iraque. Ainda tentou «armar-se ao pingarelho» com a anterior secretária de Estado mas rapidamente foi posto no seu lugar, «baixando as orelhas» e «metendo a cauda entre as pernas». Foi muito bem feito, mas talvez não tenha sido suficiente para ele começar a respeitar quem lhe é infinitamente superior.
Outro dos «msnbcistas» que deveria ter mais cuidado com a língua é Ed Schultz. Chamou «slut» («galdéria») a Laura Ingraham e, como castigo, foi suspenso, impedido de apresentar o seu programa durante vários dias, sem ser pago, e tudo isto depois de ter pedido desculpa em directo. O «castigo» parece ter-lhe sido benéfico – por enquanto... – porque exigiu, e mais do que uma vez, a demissão de Anthony Weiner (por este ter andado a mostrar a sua «salsicha» a outras mulheres que não a esposa)... e até discutiu com alguns «camaradas» por causa da sua posição! Pelo que agora parece pouco provável que seja constituída a «Schultz & Schultz», uma «sociedade para o disparate» que Ed poderia constituir com Debbie Wasserman Schultz, actual líder do DNC (Comité Nacional Democrata), que ultimamente se tem «distinguido» pela quantidade de idiotices que profere contra os republicanos: estes são «anti-mulheres», acreditam que a imigração ilegal «devia ser um crime» (bem, é o que «ilegal» costuma significar...) e querem «arrastar-nos todos para os tempos das leis de Jim Crow» - isto é, para o racismo e segregacionismo promovidos pelos democratas! Prontamente parodiada como «Debby Downer», Wasserman Schultz é a demonstração de que há mulheres que são, de facto, autênticas... «zeros à esquerda».
De volta à MSNBC encontramos Cenk Uygur, que «desculpou» Anthony Weiner confessando que ele próprio já mentira muitas vezes às suas namoradas. E, por fim, inevitavelmente, last but not the least, Chris Matthews. Já com um «cadastro» algo considerável onde se destacam atoardas contra Michele Bachman e Sarah Palin, o Sr. «Arrepio na Perna» chegou ao ponto de afirmar que a esposa de Weiner, Huma Abedin, é «talvez parcialmente responsável pelo que aconteceu»! No entanto, se seguirmos essa «lógica» até às últimas consequências pode-se afirmar que a «culpa» é do casal Clinton, que os apresentou; Huma é assessora de Hillary e Bill casou-os!
Kirsten Powers, que namorou com Anthony Weiner, não hesita em revelar que ele lhe mentiu e em utilizar, precisamente, a palavra «misoginia» para caracterizar este caso. Outra pessoa muito próxima do representante de Nova Iorque, o seu amigo Jon Stewart, viu-se obrigado, contra a sua vontade, a satirizar a situação... e a avisar que, se ele fosse culpado, «teria de ir» (embora do Congresso). Mas para onde? É óbvio! Se a CNN deu um programa a Eliot Spitzer, o ex-governador (democrata) de Nova Iorque, casado, que recorria a prostitutas... muito mais provável será a MSNBC dar um a Weiner.

domingo, 5 de junho de 2011

«Guerra» no golfe (Parte 2)

Será este um caso que demonstra o ditado «se não consegues (con)vencê-lo junta-te a ele»? O presidente Barack Obama convidou o speaker John Boehner – que aceitou – para uma partida de golfe (até já lhe chamam a «cimeira do golfe») no próximo dia 18 de Junho, e em que, durante o jogo, a primeira e a terceira figuras da política norte-americana deverão discutir os principais problemas e questões que afectam os EUA.
E porque não? Se esta é uma boa maneira – ou até a única – que os republicanos têm de «apanhar» Barack Obama e de o obrigar a falar seriamente, se bem que descontraidamente, e sem a habitual demagogia para a comunicação social alimentada por teleponto, então que se façam mais visitas aos «greens»! Não que o actual inquilino da Casa Branca precise de de incentivos ou de motivos para dar umas tacadas. No feriado do Memorial Day também não prescindiu delas, o que causou críticas por isso poder ser entendido como um desrespeito para com os militares mortos em combate, os veteranos e as suas famílias. Aliás, em 2010, e também em Junho, as bolas e os buracos foram para o Sr. Hussein uma prioridade maior do que o derrame de petróleo do poço da BP. Primeiro o golfe, depois o Golfo!
A 30 de Maio último o Nº 44 jogou a sua 70ª partida desde que tomou posse. Porém, e para o porta-voz Jay Carney, as oportunidades não têm sido muitas...  Os seus números já deixaram os do Nº 43 há muito tempo para trás... tanto que até John Kim, da PGA, expressava no ano passado o seu espanto... e inveja! Nada mais do que exagero e maledicência, segundo a actual administração: é que «o golfe do presidente é bom para os cidadãos»!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bill Clinton… republicano?!

Não, o marido de Hillary não se terá passado… para o «outro lado». Porém, até parece, porque é uma das poucas – se não mesmo a única – figura de topo dos democratas a manter (algum)a sensatez. E demonstrou-o quando reconheceu recentemente, perante o próprio, que o representante republicano Paul Ryan tem razão nas suas iniciativas para (tentar) controlar o défice dos EUA, em especial a que pretende reorganizar o Medicare.
Tal como acontece em Portugal, a esquerda norte-americana acusa a direita de querer acabar com o «Estado Social»… quando, na verdade, a segunda apenas pretende evitar a falência daquele, que acontecerá se não se travar o despesismo desorganizado promovido pela primeira. E as acusações alarmistas (e ridículas) de que o GOP quer tirar idosos de lares de terceira idade ou até «empurrá-los de cima de um monte» tiveram, ao que consta, algum efeito na recente eleição especial no 26º distrito congressional de Nova Iorque, onde a democrata Kathy Hochul venceu a republicana Jane Corwin naquele que era considerado um bastião tradicionalmente conservador. Isto é, a alegada «recuperação democrata» e o suposto (actual) «bom momento» dos «burros» assentam na mentira e no medo. Pelo que Paul Ryan, e muito bem, se defende denunciando a «desavergonhada distorção e demagogia» que fazem contra o seu plano, como que transformando o Medicare em «Mediscare».
E é aqui que entra Bill Clinton, ao confessar que espera que a vitória dos «azuis» na «Grande Maçã» não seja utilizada como «uma desculpa para nada fazer». O ex-presidente, afinal, tem um legado a defender: os seus mandatos coincidiram com um período de crescimento económico conjugado com uma contenção nas contas públicas – no que foi incentivado e permitido então por um Congresso maioritariamente republicano liderado por Newt Gingrich. E é essa herança – e essa memória – que explica e justifica a popularidade e o prestígio de que ainda hoje goza, apesar dos seus múltiplos adultérios. No entanto, e incrivelmente, o antigo speaker veio juntar-se ao «coro» democrata ao acusar Ryan – seu colega de partido! – de tentar promover uma «engenharia social de direita». Resultado? Condenação quase unânime dos «vermelhos» e mais um candidato para 2012 que quase de certeza perdeu as (poucas) hipóteses que ainda tinha. Newt não percebeu – ao contrário de Dick Cheney – que «o chão que Ryan pisa é para ser idolatrado». E ele é do Wisconsin, tal como Scott Walker…
Deve pois o Partido Republicano deixar cair a «bandeira» da reforma do Medicare? Bill O’Reilly afirma que não, e explica porquê. Em última análise, trata-se de não prejudicar os que são hoje mais novos e que no futuro serão idosos – ou seja, de assegurar a sustentabilidade do sistema por várias gerações. E os democratas, como «bons» esquerdistas, «progressistas», hedonistas e gastadores que são, geralmente só se preocupam com o curto prazo. Os outros que vierem atrás que paguem a conta e que apaguem a luz…

sábado, 28 de maio de 2011

Ò tempo, volta para trás...

Deve ter sido, para utilizar as palavras de um outro blogger português que escreve sobre os Estados Unidos da América, mais um «daqueles passes de mágica em que Obama é mestre». Qual Harry Potter (afinal, estava em Londres!), o presidente norte-americano «recuou no tempo» ao visitar a Abadia de Westminster e ao deixar uma mensagem no livro de visitas daquela. Depois das assinaturas, sua e da esposa, escreveu «24 de Maio de 2008». Houve quem chamasse igualmente a atenção para o facto de ele não ter colocado a data do modo como normalmente se faz nos EUA e no Reino Unido, isto é, mês-dia-ano, mas o que realmente importa destacar é o seu engano (?) quanto ao... ano. É perfeitamente compreensível que 2008 tenha sido memorável, talvez o ano mais feliz da vida do Sr. Hussein, e que ele o recorde constantemente, mas seria conveniente que ele finalmente começasse a pensar e a agir mais de acordo com a actualidade...
Deixando agora de lado a ironia e o sarcasmo, é óbvio que este erro não tem qualquer gravidade ou significado especiais. Mas deve ser apontado para se realçar como as reacções seriam certamente outras caso tivesse sido George W. Bush a cometê-lo. Todos nos lembramos da maneira como a «isenta» imprensa tratava habitualmente as gaffes do anterior presidente, mesmo aquelas que eram falsas... A verdade, como aqui no Obamatório temos demonstrado, é que o Nº 44 já meteu mais vezes o «pé na poça» em pouco mais de três anos do que o Nº 43 em oito. E, durante esta última «digressão» pela Europa, houve mais umas quantas «fotografias» - onde ele e/ou os seus colaboradores ficaram mal - para juntar ao «álbum da presidência»: beber vinho de uma garrafa que pode custar quase dois mil dólares (tal como um dos vestidos que Michelle usou) mas atrapalhar-se na altura de fazer um brinde à Rainha; ficar com a limusine emperrada, receber multas por causa dela, e reabastecê-la... num posto da BP! (sim, exactamente, a companhia petrolífera culpada daquele «pequeno» desastre ecológico no Golfo do México no ano passado...)
Entretanto, em Washington, e demonstrando que até para os democratas há limites no que se refere a dizer «ámen» às vontades do «Messias», o Senado rejeitou por unanimidade - 97 votos contra e nenhum a favor (onde estariam os restantes três?) - a proposta de orçamento apresentada pela Administração em... Fevereiro. No que representou sem dúvida uma forma de o Capitólio dizer à Casa Branca para... não perder mais tempo.

domingo, 22 de maio de 2011

«Novas Oportunidades»

É verdade que não é tão grave, e tão ridículo, como dizer que os EUA têm (pelo menos…) 57 Estados ou dar a entender que o «austríaco» é uma língua… Porém, é (mais) um dislate considerável de Barack Obama, além de (mais) uma afronta a Israel: as «fronteiras anteriores a 1967» é algo que nunca existiu. O que havia era uma linha militar delineada em 1949, logo com um carácter provisório, e não uma linha fronteiriça.
Há lapsos que já não podem ser atribuídos a assessores incompetentes e/ou a telepontos avariados. Apesar de toda a suposta formação universitária de excelência que recebeu, Barack Obama poderia ser, por causa das suas constantes gaffes, um candidato óbvio a uma acção de «Novas Oportunidades» à portuguesa. Aliás, a reacção à polémica que inevitavelmente se desencadeou após a sua declaração é tipicamente «socretina»: negar – neste caso, através do seu porta-voz – ter dito… o que toda a gente sabe, e ouviu, que disse. Mas como isso era, mesmo para os padrões democratas, demasiado escabroso, seguiu-se uma «clarificação»… De facto, faz lembrar um político do outro lado do Atlântico que havia jurado não pedir ajuda externa nem governar com o FMI… No entanto, outros exemplos há de que o Sr. Hussein, tal como o «animal feroz» tuga, tem uma tendência quase natural para as trapalhadas contraditórias e para as consequentes desculpas esfarrapadas… ou «falhas» de memória.
Àqueles que continuam a criticá-lo – como Brad Sherman, representante democrata! – por ter autorizado uma intervenção militar num país estrangeiro (isto é, na Líbia) sem cumprir os respectivos requisitos constitucionais, responde que o papel dos EUA no ataque ao regime de Tripoli é «limitado» - ou seja, para quê pedir permissão? Recorde-se, e compare-se, que George W. Bush, aquando das invasões do Afeganistão e do Iraque, pediu (e obteve) a concordância da ONU e do Congresso norte-americano… e mesmo assim foi chamado de «criminoso de guerra» por pacifistas histéricos, que agora - «surpresa»! - estão quase todos calados.
Apesar de ter quase toda a comunicação social (ainda) do seu lado, a actual administração não hesita em (tentar) «castigar» algum órgão que se atreva a «sair do rebanho» – como o Boston Herald, impedido de aceder a uma acção de campanha do Nº 44 por ter publicado e dado destaque de primeira página a um artigo de opinião de Mitt Romney (cá são as «punições» na Lusa, ao Público, ao Sol, à TVI, à Visão…) E, claro, há a obsessão tão «socretina» com a preponderância do Estado: para Barack Obama nada há tão importante como um emprego governamental.
É de perguntar, perante tantos paralelismos ao estilo «Cool, dude!», se terá sido iniciado um intercâmbio permanente entre os representantes das «esquerdas modernas» europeia e americana após uma certa conferência em Lisboa, no Pavilhão Atlântico, em 2009...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Síria? Seria bom, seria…

Convém recordar que, enquanto as atenções do Mundo em geral, e dos EUA em particular, estavam, compreensivelmente, concentradas prioritariamente na morte de Osama Bin Laden, continuaram os actos de violência na Líbia e na Síria, permitidos, provocados e perpetrados pelos seus respectivos ditadores.
E, tal como aconteceu em relação a Tripoli, o endurecimento do discurso da Casa Branca em relação a Damasco, mais recentemente complementado por sanções, não é convincente e até pode ser contra-producente porque no Médio Oriente (e não só…) a credibilidade da actual administração norte-americana não é muita. E como o poderia ser, se passou dos pedidos de amizade e de desculpa aos avisos a alguns dos seus mais notórios facínoras? Se a seguir a fazer entrar num país (muçulmano) supostamente amigo e aliado, o Paquistão, sem conhecimento nem autorização deste, uma sua força militar de élite para abater um inimigo, se prepara para uma nova «operação de charme» junto do Islão?
Há muito tempo que se sabe que o regime da família Assad é um dos mais ameaçadores, brutais e cruéis da região, e não era necessário, para o confirmar, o levantamento popular por parte de milhares de corajosos manifestantes sírios cansados da repressão de décadas. É por isso que a decisão de Barack Obama, no final do ano passado, de enviar, sem audição nem ratificação pelo Senado, um embaixador norte-americano para Damasco suscitou as maiores dúvidas. Se o presidente norte-americano esperava, como resposta, uma nova atitude, mais «construtiva», por parte dos «padrinhos» do Hamas e do Hezbollah, cedo se viu confrontado com a arrogância do costume. Este caso é claramente um exemplo do que Peter Schweizer denomina como «liderar de trás», que se tornou característico do Sr. Hussein nas relações externas (e não só…)
É por tudo isto que a posição (o papel, a função…) de Hillary Clinton é ingrata, e se vê frequentemente em situações constrangedoras. Talvez seja um exagero, e um pouco injusto, dizer que ela é «a pior secretária de Estado» de sempre, mas a verdade é que as suas tentativas de falar com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão – que claramente a evitava – durante uma conferência realizada no Bahrain, em Dezembro último, não deixaram de parecer, e de ser, ridículas. Louve-se-lhe, porém (se é que a sua ausência no Departamento de Estado não foi mesmo uma coincidência), a sua recusa em se encontrar com James Carter depois de este seu «camarada» democrata ter afirmado que os EUA e a Coreia do Sul cometeram uma violação de direitos humanos ao suspenderem a ajuda alimentar à Coreia do Norte! Barack Obama pode, pois, estar «descansado»: o plantador de amendoins não vai «ceder» facilmente o seu «título» de «pior presidente de sempre»!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Casa Negra

Ignorância? Incompetência? Insensibilidade? Foi por causa de uma, de duas ou das três que a Casa Branca se viu envolvida, mais uma vez, numa autêntica «trapalhada» de (más) relações públicas? É que, por iniciativa de Michelle «Tamale» Obama, a Casa Branca convidou para um serão dedicado à «poesia», e entre outros artistas, Common, um actor autor-cantor, rapper, que tem canções com «temas» como (a defesa de) assassinos de polícias (uma das quais fugiu da prisão e se exilou em Cuba) e George W. Bush a morrer queimado como «castigo» pela guerra no Iraque.
Como se a (habitual, neste género de música) tendência para a violência não fosse suficiente, Lonnie Rashid Lynn Jr. (o seu verdadeiro nome) tem ainda a «distingui-lo» dois outros factos: primeiro, o ter frequentado – tal como Barack Obama – em Chicago, de onde é natural, a infame Igreja Unida da Trindade de Cristo do famigerado pastor extremista e racista Jeremiah Wright, «guia espiritual» do actual presidente norte-americano durante duas décadas; segundo, o opôr-se a casamentos inter-raciais (como o dos pais do Sr. Hussein?) – uma posição que, aliás, é partilhada por Jill Scott, cantora que esteve igualmente presente na referida cerimónia no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia.
Não está em questão, obviamente, o direito à liberdade de expressão que tem Common (e Jill Scott) para afirmar o que muito bem entende, por mais ignorante, inconveniente e/ou insultuoso que seja. O que está em causa, sim, é o (mau?) exemplo que é dado, a «legitimidade», o «reconhecimento» e a «validação» públicas que são conferidas, ao se deixar entrar e intervir, no edifício mais importante dos EUA, uma pessoa com um carácter e um percurso que suscitam justificadas críticas – em especial por parte da associação de polícias de Nova Jersey, a cuja corporação pertencia um dos agentes mortos. Que não haja dúvidas: por se opor à união conjugal entre branco(a)s e negra(o)s, Common é um racista. E integra uma «corte» de admiradores e adoradores de Barack Obama que, invariavelmente, acusam de «racistas» todos os que criticam as políticas do presidente, e que, regularmente, se atrevem a invocar Martin Luther King – que preferia ser julgado pelo conteúdo do carácter do que pela côr da pele.
Estes afro-americanos adeptos da «acção afirmativa» e de outras modalidades de vitimização, tão ao gosto do Partido Democrata, talvez considerem uma suprema ironia o facto de um dos seus estar na Casa… Branca. O que para eles provavelmente é uma designação racista.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ferir susceptibilidades

Na verdade, não constitui uma surpresa: o comportamento da actual administração norte-americana após o anúncio da morte de Osama Bin Laden tem-se caracterizado pela incompetência. As contradições, os desmentidos, as correcções sobre o que de facto aconteceu no Paquistão sucedem-se: estava ou não armado? Uma mulher serviu-lhe ou não de escudo? Quantas pessoas, e quais, estavam no refúgio? E, evidentemente, a recusa de Barack Obama em divulgar as imagens do cadáver e do seu «funeral» apenas contribuíram para criar mais uma categoria de teoria de conspiração. Como disse, e bem, Sean Hannity, já existiam os «truthers» e os «birthers», e agora há também os «deathers». Rush Limbaugh é quem, mais uma vez, deve ter razão: talvez Donald Trump consiga que Obama apresente as fotografias... Pelo que, e para citar (com alguma distorção…) Mark Twain, as «notícias» da reeleição do Sr. Hussein foram manifestamente exageradas.
E há uma hipótese que ganha cada vez mais consistência: a de que a operação que eliminou o líder da Al-Qaeda fez-se, não por causa de Obama, mas apesar dele: considere-se o tempo que ele demorou até tomar uma decisão… Entretanto, desautorizou Leon Panneta: o homem que vai trocar a CIA pela Secretaria de Defesa mostrara-se convicto de que pelo menos uma fotografia (de Bin Laden morto) seria divulgada… e não deixou de revelar que ocorreu uma quebra de quase meia hora durante a (e)missão… A milhares de quilómetros de distância, as precauções para evitar a criação de um «local de culto» não parecem ter sido bem sucedidas: muitos «peregrinos» têm acorrido a Abbottabad, e o Mar Arábico já é conhecido por alguns como o «Mar dos Mártires». Não que interesse muito o que desprezíveis muçulmanos radicais pensam e dizem… quer dizer, não interessa excepto à Casa Branca. Se ele não era um líder muçulmano, porquê fazer-lhe um funeral que, segundo algumas fontes, terá incluído maldições contra cristãos e judeus e um pedido de perdão e de entrada no «paraíso»?
Os democratas-esquerdistas-liberais têm um «curioso» conceito do que é, ou não, ferir susceptibilidades: as dos ocidentais têm muito menos valor. O que explica que Barack Obama, que não permite – por enquanto… - a publicação de fotografias post-mortem do maior terrorista deste século, autorizou a divulgação de fotografias de caixões com soldados norte-americanos, e quase autorizou – pelo menos chegou a haver essa intenção – a divulgação de (mais) fotografias dos abusos cometidos em Abu Ghraib. Por outras palavras, as fotografias de Bin Laden estão a ser tratadas ao mesmo nível das caricaturas de Maomé: há quem tenha medo do que pode acontecer se elas forem conhecidas… Compreende-se, portanto, a posição de Glenn Beck, que considerou a recente visita do Nº 44 a Nova Iorque e ao Ground Zero como uma «falta de vergonha»: há que não esquecer que, no ano passado, o presidente defendeu a construção de uma mesquita naquele local.
É precisamente essa lamentável atitude de Barack Obama que explica, ou no mínimo ilustra, o acumular de casos nos EUA de uma (crescente?) submissão aos ditames islâmicos. Exemplos? Alunos em Mansfield que poderão ser obrigados a ter aulas de língua e cultura árabes; militares femininas que são «encorajadas» a envergar lenços de cabeça no Afeganistão; Terry Jones (sim, o que queimou o Corão) proibido de protestar em Dearborn; bandeira «escondida» em Guantanamo para que os prisioneiros (muçulmanos) não a vejam. É por isto e muito mais que seria talvez «conveniente» seguir as «instruções» de Andrew Klavan sobre «como comportar-se durante um massacre islâmico». É que Osama Bin Laden desapareceu… mas a intolerância e a violência islâmicas não.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Obama «matou» Osama

Barack Obama fez o anúncio na noite de 1 de Maio: Osama Bin Laden foi localizado e abatido, por uma equipa de elite das forças armadas dos EUA (os Navy SEAL's), numa casa em Abbottabad, no Paquistão. Quase dez anos depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro, o líder da Al-Qaeda, inimigo público Nº 1 dos Estados Unidos da América, o mais procurado e perseguido, está finalmente, e felizmente, morto! E, compreensivelmente, celebrações populares ocuparam as ruas de de Nova Iorque e de Washington, os cenários dos piores ataques de há uma década.
Teria sido preferível capturar Bin Laden vivo e transportá-lo para o outro lado do Atlântico, para ser devidamente julgado, condenado e, previsivelmente, executado. Porém, talvez tenha sido melhor assim, porque, quem sabe, Eric Holder poderia sofrer uma «recaída» e tentar que o processo decorresse na «Grande Maçã»...  No entanto, era escusado o «funeral em alto mar», com «todos os ritos» (cânticos islâmicos para um assassino de massas num porta-aviões norte-americano?!), que aquele recebeu, uma «honra» que só se entende, mais uma vez, como uma deferência de Obama para com os muçulmanos. Mais adequado seria ter o cadáver de Bin Laden pendurado sobre o Ground Zero por tempo indeterminado. E, já agora, para quando a divulgação das fotografias (verdadeiras) e dos testes de ADN? Ou vamos ter de esperar outros três anos, à semelhança do que aconteceu com a certidão de nascimento? Lembre-se e compare-se: quando Saddam Hussein foi capturado e enforcado não se fizeram tantas «cerimónias».
Convém igualmente enunciar o que se arrisca a ficar perdido entre a deturpação e a propaganda: a actual administração norte-americana tem menos mérito pelo sucesso desta operação do que a anterior presidida por George W. Bush, que delineou e concretizou uma estratégia e toda uma série de princípios, medidas, metodologias, procedimentos e até organizações, resultantes daquela, que possibilitaram desde 2001 vários êxitos e, agora, o maior de todos. Que confirma, igualmente, a importância de Guantanamo… onde, tudo o indica, terão sido recolhidas, junto de alguns dos prisioneiros, as informações iniciais que acabariam por causar a morte de Osama. Aprecie-se a ironia - e a hipocrisia - da situação: muitos dos que, antes, acusaram George W. Bush de «tortura» e de «homicídio», agora celebram Barack Obama por ter recorrido, basicamente, aos mesmos actos!
É precisamente por isso, por ter de se distribuir o «crédito» por todos os que o merecem consoante os seus contributos, que seria mais prudente por parte de alguns – entre os quais, em Portugal, o inevitável Victor Gonçalves, da RTP – acalmarem a excitação e não molharem mais as cuecas (com um fluido ou com outro): ao contrário do que desejam e dizem, Barack Obama não garantiu já a sua reeleição. Esta não é um dado adquirido porque muitos sabem e compreendem que ele se limitou a colher os «frutos» de «árvores» que outros plantaram antes dele. Faltam ainda 18 meses para o voto e muitos outros factos – positivos e negativos – podem acontecer, e vão acontecer, até lá. Recorde-se, por exemplo, o que aconteceu com James Carter, que conduziu o histórico acordo de paz entre o Egipto e Israel, e com George H. Bush (o pai), que venceu a (primeira) Guerra do Golfo: ambos foram apontados como vencedores antecipados e acabaram por ser «presidentes de um termo». O que «tramou» os dois, não só mas principalmente, foi a «economia, estúpido». Uma área, aliás, em que o Nº 44 e o seu gabinete não têm mostrado muita inteligência.
Mais análises, comentários e opiniões sobre a morte de Osama Bin Laden, o seu significado e as suas consequências, por Ann CoulterAWR Hawkins, Dana LoeschGeorge E. Condon Jr., Greg Gutfeld, Karl Rove, K. T. McFarland, Michael Goodwin, Pamela GellerRush Limbaugh e Bill O'Reilly.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A culpa foi dos macacos?

É precisamente por continuarem a ser feitas «notícias» como esta que o Obamatório é necessário e até indispensável. Não porque seja, no fundamental, falsa: sim, é verdade que uma norte-americana, Marilyn Davenport, criou e enviou por correio electrónico uma «fotografia» de Barack Obama com os seus «pais» macacos. Porém, ela é sim uma activista local (na Flórida) e não uma «dirigente» do Partido Republicano e do Tea Party; este não é «ultra-conservador», e as duas instituições não têm, de modo algum, nas últimas semanas, «centrado os seus ataques às origens do presidente dos EUA».
Este reles arremedo de «jornalismo» vem mais uma vez demonstrar que os maiores danos são causados, frequentemente, não (tanto) pela deturpação mas sim pela omissão. Mais uma vez, é uma dualidade de critérios que está em causa. Na verdade, acaso a comunicação social portuguesa (e não só…) tem divulgado os contínuos e insultuosos ataques (até apelos à violência) contra o Partido Republicano desferidos também por autênticos dirigentes (líderes nacionais) do Partido Democrata – incluindo congressistas, membros do governo e o próprio presidente – e que o Obamatório regularmente revela? Marilyn Davenport não tardou a ser criticada e desautorizada por elementos do GOP, e poderá até ser demitida das funções que ocupa. Já os «burros» não só não apresentam desculpas nem são penalizados como parecem competir entre si para verem quem consegue fazer pior. Em especial Barack Obama, que continua a acicatar uma «guerra de classes» («ricos» contra «pobres») com fins propagandísticos e eleitoralísticos e a substituir um «guia espiritual» racista por outro. No entanto, por cá o silêncio é quase total…
Outra das «vantagens» da publicação deste tipo de textos no nosso país é a possibilidade de ver, e de confirmar, a existência de tantos portugueses basicamente ignorantes, estúpidos, ou simplesmente – e previsivelmente – preconceituosos. Leiam-se os comentários e repare-se como há sempre alguém, tão «sabedor» do que se passa realmente nos EUA, que «arrasta», caluniando, Sarah Palin para o assunto, mesmo que ela não tenha qualquer culpa. Agora imagine-se qual seria a reacção de muitos destes mentecaptos «opinadeiros tugas» se soubessem que o Partido Republicano – que teve em Abraham Lincoln a sua primeira grande figura – foi fundado para combater a escravatura, e que esta, e depois a segregação racial, tiveram no Partido Democrata o seu grande defensor – ainda havendo, aliás, a este respeito episódios do passado por resolver. Coitados, os seus fracos cérebros poderiam entrar em colapso…

sábado, 23 de abril de 2011

O «evangelho» segundo Matthews (Parte 2)

Era previsível que, após a saída de Keith Olbermann, a MSNBC «promovesse» Chris Matthews à posição (mais oficiosa do que oficial) de primeira figura da estação mais à esquerda dos EUA. E, apesar dos «esforços» de Ed Schultz, Lawrence O’Donnell e Rachel Maddow, nenhum deles consegue ter uma «produção» de dislates sequer semelhante, quanto mais superior, em quantidade e em «qualidade», à de Matthews.
Faça-se, porém, a justiça de distinguir – para melhor – o apresentador de «Countdown» do apresentador de «Hardball»: enquanto Olbermann era – é – um mau carácter, um indivíduo constante e consistentemente insultuoso sem, practicamente, qualquer sentido de humor, Matthews é menos previsível, mais desconcertante, soltando frequentemente frases que têm mais de hilariante do que de ofensivo. Exemplos não faltam, e, depois de uma primeira «leitura», justifica-se agora uma segunda.
Pode-se começar pela sempre surpreendente, e até embaraçosa, fixação «homo-erótica» do Sr. «Arrepio na Perna» pelo Nº 44: ele é «um tipo charmoso e bem parecido», «magro e numa forma fantástica», tem «um sorriso giro», enfim, «é quase mais do que perfeito», como que um segundo «Jesus Cristo», pelo que não se compreende como é que há quem «não lhe dê crédito». Pode-se continuar pela obsessão anti-republicana, em que «30 mil pessoas vão morrer por causa do plano de Paul Ryan», em que os (pré) candidatos presidenciais do GOP parecem vir de um «canil», enfim, em que os republicanos em geral são «péssimos» por não quererem construir comboios de alta velocidade!
E pode-se terminar (por agora…) com a sua muito especial relação – de amor/ódio? – com Michele Bachmann. Depois de a congressista pelo Minnesota ter troçado da sua famosa perna na noite da vitória republicana em Novembro passado, Chris Matthews não desistiu de a tentar marcar como ignorante e até estúpida. Partindo de um discurso que ela proferira no Iowa e em que o tema da relação dos «pais fundadores» com a escravatura terá sido abordado, «Chrissy» insinuou que ela não passaria em testes de literacia se estes ainda existissem. Porém, quem recebeu lições de História foi ele. E também precisa de lições de Geografia, já que disse que o Canal do Panamá fica no… Egipto!
Chris Matthews pode ser um «apóstolo» moderno, mas é (mais) um que «prega» a desinformação, a dualidade de critérios, a hipocrisia: criticou Sarah Palin por esta usar a expressão «WTF», mas não criticou Alan Grayson quando este usou a «STFU»; chamou «racista» a Donald Trump por este colocar a hipótese de Barack Obama não ter nascido nos EUA, mas antes apelara ao presidente para mostrar a sua certidão de nascimento. Nesta nova era de «civilidade» politicamente correcta, «estabelecida» após o tiroteio de Tucson, Matthews há muito que já «escolheu as (suas) armas».

domingo, 17 de abril de 2011

Sem «cartão» de cidadão

Ao contrário do que escreveu um outro blogger, nosso «colega» na análise permanente da política dos EUA, no passado dia 13 de Abril, Bill O’Reilly não «saiu em defesa» de Barack Obama. Como o Obamatório se pauta pelo rigor, eis o esclarecimento: o que o famoso jornalista do Fox News Channel fez, na sua habitual rubrica «Talking Points», foi listar uma série de alegações (e acusações) em relação ao percurso pessoal e profissional do actual presidente norte-americano e dizer se as mesmas são verdadeiras ou falsas. E, no entender do apresentador do «The O’Reilly Factor», umas alegações são verdadeiras e outras são falsas.
O assunto mais controverso - entre vários de um passado polémico - continua a ser, obviamente, o de Barack Obama ter nascido, ou não, nos Estados Unidos da América, e se, afinal, ele é ou não é – ou era – elegível (se reunia as condições elementares, os critérios básicos) para ser presidente do país. Para Bill O’Reilly a resposta a esta pergunta é «sim». Vários republicanos e conservadores concordam com ele, além, claro, de practicamente todos os democratas e liberais. Restam, pois, segundo alguns, os «fanáticos da direita» que insistem no «absurdo» de duvidar que o Sr. Hussein é um «natural-born citizen» dos EUA.
Porém, o que esses supostos «árbitros» do «bom senso e bom gosto» em política não sabem, ou preferem não dizer, é que: primeiro, que vários Estados consideraram, ou estão a considerar, a aprovação de legislação que exige aos candidatos provas da sua elegibilidade – e o Arizona foi o primeiro a concretizar uma medida desse tipo; segundo, que o tal «folclore conspirativo» tem sido, em grande medida, permitido e até propalado por democratas. Como, por exemplo, Neil Abercrombie, governador do Havai. Para quem a questão não é «ridícula» e, por isso, se comprometeu a procurar e a divulgar toda a informação que, de uma vez por todas, acabasse com todos os «rumores» e «teorias». No entanto, o que aconteceu? Abercrombie afirmou, em entrevista, que existem «papéis nos arquivos» do Departamento de Saúde em Honolulu, mas não os divulgou (porque é necessária a autorização do Sr. Hussein, e ele não a dá). E não confirmou se, entre esses papéis, está uma certidão de nascimento.
E é precisamente no tipo de documento que está o fulcro da questão. O que existe, fornecido pela candidatura de Barack Obama em 2008, é um «certificate of live birth» - um papel com o mínimo de dados, isto é, nome da criança e dos pais, data de nascimento, e pouco mais. Já o «birth certificate», que continua «em parte incerta», é mais completo, nele tendo de constar também o local – hospital ou outro – onde ocorreu o parto e uma assinatura de pelo menos um médico confirmando-o e validando-o. Fundamentalmente, o que os «birthers» dizem é... mostrem-no! Não o fazer contribui para aumentar, não a «transparência», mas sim a desconfiança. Que, ainda por cima, é reforçada quando Mike Evans, um jornalista do Havai, revela que Neil Abercrombie lhe terá confessado que não existe, de facto, a certidão ou «qualquer prova» do nascimento de Barack Obama naquele Estado... e que só conheceu o jovem «Barry» quando ele tinha cinco ou seis anos!
Assim, a conclusão é inevitável: não está efectivamente demonstrado, «para além de uma dúvida razoável», que Barack Obama nasceu nos EUA e que por isso tem legitimidade para ser o seu presidente. E se esta afirmação faz de mim um «fanático da direita» ou coisa pior... paciência!
(Adenda: validando plenamente a linha de raciocínio explanada neste post, Barack Obama finalmente cedeu e autorizou a divulgação da «forma longa» da sua certidão de nascimento. Partindo do princípio de que é autêntico, este documento esclarece e encerra definitivamente a questão e a dúvida – que, recorde-se, foram levantadas inicialmente pela candidatura de Hillary Clinton. E aos cépticos, histéricos e ingénuos que não o querem admitir, eu digo-o «branco no preto», peremptoriamente: este foi mesmo um triunfo de Donald Trump sobre o Sr. Hussein – e, provavelmente, o primeiro de vários.)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

(Des)Controlo de danos

Afinal, e felizmente, o governo dos Estados Unidos da América não «fechou». Mas que não se venha agora com a «conversa da treta» do costume de que «tanto republicanos como democratas seriam igualmente (ir)responsáveis se não se chegasse a um acordo...» Porque isso, simplesmente, não é verdade: uns teriam mais culpa do que outros.
Em primeiro lugar, convém recordar que até ao final de 2010 os democratas tiveram o controlo de ambas as câmaras do Congresso (Casa e Senado), para além da presidência, e não elaboraram nem aprovaram um orçamento para 2011 – preferindo, ao invés, concentrar os seus últimos esforços enquanto bi-maioritários em medidas tão «relevantes» como a revogação da directiva «Don’t Ask, Don’t Tell». Em segundo lugar, o cerne da disputa esteve na dimensão dos cortes na despesa pública que eram, e são, necessários para evitar que o país entre em bancarrota. E, de um lado, estiveram os realistas, e, do outro, os despesistas – não por acaso, o «r» e o «d» também identificam os respectivos partidos em que uns e outros predominam. Como avisou John Boehner, «a próxima luta (orçamental) será sobre triliões e não biliões.»
E tem mesmo de ser se houver vontade de reverter os números cada vez mais assustadores que assombram a economia e a sociedade norte-americanas desde que o actual presidente tomou posse. A situação continua a ser de tal modo grave que todas as receitas fiscais de 2011 não chega(va)m para os gastos considerados fundamentais. E se a isto se acrescentar as (previsíveis) contas «marteladas» que deturpam os (verdadeiros) custos do ObamaCare, fica ainda mais nítida a urgência em se começar, efectiva e finalmente, a poupar. Esta é, porém, uma preocupação que não é partilhada pelos «burros» que, em vez de ajudarem a (tentar) controlar os danos que causaram, optaram, como habitualmente, por insultar os adversários e «responsabilizá-los» antecipadamente por todas as calamidades possíveis e imaginárias – desde «tirar as refeições aos idosos» até «matar as mulheres que querem abortar» - porque, pasme-se, o GOP declarou «guerra às mulheres»! Em alternativa, planeava-se intimidar o speaker... despejando lixo na sua casa! Aí, sim, haveria o risco de ele apanhar pulgas!
Entretanto, Barack Obama, já muito «cansado» de tanta conflitualidade, imagina-se como presidente da China! Sim, seria tão mais fácil: não teria que negociar com a oposição... aliás, nem sequer haveria oposição! E o seu mais recente discurso – que deixou Joe Biden com sono – apenas veio reforçar a ideia de que, para ele, os «outros» mais não são do que obstáculos desagradáveis, objectos que se impõe contornar: ao afirmar, preto no branco, que é favorável ao aumento dos impostos dos «mais ricos» para equilibrar as contas públicas, Obama está, na práctica, a «rasgar» o acordo para o orçamento de 2011 estabelecido, dias antes, com os republicanos. Até o habitualmente comedido Charles Krauthammer considerou o discurso «uma desgraça, intelectualmente desonesto e demagógico». No entanto, é o próprio que admite que a desonestidade intelectual e a demagogia não são de agora: em 2006 o seu voto, enquanto senador, contra o aumento do tecto da dívida foi meramente «político». Ele, sim, é que parece estar a (tentar) tornar os EUA numa «nação do Terceiro Mundo».  

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Transparência... só de aparência

Já antes aqui se constatou: quando Jon Stewart satiriza Barack Obama em particular e/ou os democratas em geral é porque a situação é, ou está, mesmo, mas mesmo, má. E, numa das suas recentes diatribes televisivas, o Sr. Leibowitz começou por ridicularizar o «surpreendente» anúncio, por parte do actual presidente, de que vai tentar a reeleição – aproveitando de passagem para notar o pouco entusiasmo, ou até conformismo, de alguns dos seus apoiantes...
Porém, a (continuação da) campanha eleitoral de BHO nem foi dessa vez o tema principal da paródia do apresentador do «The Daily Show» mas sim o não cumprimento de mais uma das várias promessas do Nª 44: o aumento da «transparência» na governação. E, com efeito, não faltam diversas confirmações e exemplos de que a «opacidade» nos assuntos públicos tratados na Casa Branca, ao contrário de diminuir, até aumentou. Entretanto, os encontros secretos com representantes de grupos de interesses (lobbyists) continuam – o que, para Jay «foi-para-isto-que-deixei-a-Time?» Carney, nada mais é do que «rotina». Enfim, é uma «lógica» de pensamento que explica igualmente que Barack Obama tenha recebido um prémio de «transparência»... à porta fechada e sem a presença de elementos da imprensa!
Charles Krauthammer, com a habitual perspicácia, salientou que este galardão poderia ser o «equivalente doméstico» ao Prémio Nobel da Paz – porque, em ambos os casos, Barack Obama foi distinguido com pouco ou nada que o justificasse. Por seu lado, Andrew Breitbart chamou a atenção para o facto de um registo aparentemente tão anódino como a lista de visita(nte)s do Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia poder esconder mais do que revela. E, na verdade, quando indivíduos tão obscuros – no sentido mafioso do termo – como os «patrões sindicais» Richard Trumka (sempre a «truncar» a verdade) da AFL-CIO e Andy Stern da SEIU estão entre os que mais vezes vão à Casa Branca, compreende-se que haja vergonha em admiti-lo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Até parece mentira... (Parte 2)

... Que Hank Johnson, representante da Geórgia pelo Partido Democrata, tenha perguntado se a ilha de Guam, no oceano Pacífico, poderia «virar-se» após nela serem instalados mais militares norte-americanos e as suas famílias. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Barack Obama tenha apoiado o fim da proibição da caça à baleia. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Steven Chu (este, sim, «mereceu ganhar o seu Prémio Nobel») tenha permitido que o Departamento de Energia considerasse a hipótese de regular as características e a utilização de torneiras de chuveiro. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Michael Wolfensohn, autarca em Nova Iorque pelo Partido Democrata, tenha chamado a polícia ao saber que dois rapazes de 13 anos vendiam bolos num parque sem licença. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Barack Obama não tivesse ainda contactado seis dos membros do seu gabinete durante os primeiros dois anos do mandato. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Dennis Kucinich, representante do Ohio pelo Partido Democrata, tenha processado a cafetaria do Congresso – e exigido uma indemnização de 150 mil dólares! – por lá ter quebrado um dente ao trincar um caroço de azeitona que não era suposto estar numa salada. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Nancy Pelosi tenha alterado e aumentado uma resolução do Partido Democrata que elogia e louva... ela própria. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Barack Obama, mais de dois anos depois de ter tomado posse, ainda não tivesse pago todas as suas dívidas de campanha eleitoral. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Charles Schumer, senador de Nova Iorque pelo Partido Democrata (e com ordens para chamar sempre «extremistas» aos republicanos), tenha afirmado que os três ramos do governo são «a Casa, o Senado e o Presidente». Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Frank Lautenberg, senador de Nova Jersey pelo Partido Democrata, tenha afirmado que os republicanos «não merecem as liberdades que estão na Constituição.» Mas sim, é mesmo verdade.

terça-feira, 29 de março de 2011

... E «justiça» para todos?

Não é novidade que o actual Departamento de Justiça dirigido por Eric Holder não tem como principal preocupação aplicar (um)a (verdadeira) justiça mas sim concretizar um programa político, uma «agenda» racial... ou mesmo racista. Comprova-o, entre outros exemplos, a oposição à lei do Estado do Arizona contra a imigração ilegal, e a não acusação dos elementos do Novo Partido dos Panteras Negras que causaram distúrbios em Filadélfia no dia das eleições presidenciais de 2008.
Agora, o que é de destacar é que o próprio attorney general acabou por admitir essa discriminação, ao afirmar que as acusações que lhe fizeram no «caso dos Panteras» constituiam como que uma forma de diminuir o «seu povo» (isto é, os afro-americanos) na sua luta secular contra a escravidão e a segregação. Ou, como Jonathon Burns fez notar, é practicamente o mesmo que dizer que os brancos não podem ser vítimas de injustiça racial porque não sofreram tanto quanto os negros. Esta (mais do que) aparente «selectividade» na aplicação da justiça está igualmente à vista nas actuais directivas do departamento quanto ao bullying, que como que «exclui» das suas potenciais vítimas quem seja homem... e branco.
É talvez também por esta «lógica» que se deverá «entender» a recente decisão da polícia de Dayton, no Ohio, em reduzir o grau de exigência dos seus testes de admissão de modo a poderem ser admitidos mais afro-americanos... decisão tomada após pressão do Departamento de Justiça! Neste, entretanto, e mais concretamente na Divisão de Direitos Civis, o tédio é tão grande por «falta» de actividade que muitos dos seus funcionários passam os dias a... jogar nos computadores. Aliás, deve ter sido por no DdJ «brincarem» ou até mesmo «dormirem em serviço» que Eric Holder, e até Barack Obama, foram aparentemente surpreendidos por uma operação de duvidosa legalidade que envolveu a passagem de armas pela fronteira entre os EUA e o México – operação essa, dizem eles, de que não não foram informados previamente nem à qual deram autorização. Porém, há quem duvide dessa suposta ignorância. 
A actual administração norte-americana parece querer dar um novo significado ao conceito de «justiça cega»... e, quem sabe, torná-la igualmente surda e muda.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Nem mais um cêntimo...

... De dinheiros públicos para a National Public Radio. Esta foi a decisão tomada, há uma semana, por uma maioria na Casa dos Representantes, depois de um vídeo oculto (em mais uma iniciativa do notável James O’Keefe) ter revelado uma conversa entre o então vice-presidente Ron Schiller e um grupo de pessoas que ele pensava serem membros de uma organização muçulmana.
E que disse ele a supostos defensores da Sharia? «Queixou-se» de que o Partido Republicano é actualmente dominado pelo Tea Party, ou, por outras palavras, por indivíduos «anti-intelectuais», «racistas» e «violentos»! E também «confessou» que a NPR não necessita de financiamento federal. Pois bem, fez-se-lhe a vontade! E, como «bónus», tanto Ron Schiller como a até agora presidente da NPR Vivian Schiller (não, não são casados, mas até parecem...) pediram a demissão.
Este caso mais não foi, na verdade, do que a «última gota» que fez transbordar o «copo» da (falta de) paciência de congressistas sensatos e responsáveis (que os há) para com uma entidade que, ao longo do anos, revelou sucessivamente os seus preconceitos esquerdizantes e «politicamente (in)correctos» – e em que o despedimento de Juan Williams constituiu um exemplo máximo da impunidade de que gozavam os «comissários» do Partido Democrata naquela estação de rádio.
Entretanto, é óbvio que os presentes inquilinos da Casa Branca lamentam o sucedido... é mais uma instituição aliada que é definitivamente desmascarada. Na verdade, já são três os bastiões da permissividade e promiscuidade «progressistas» - antes foram a ACORN e a Planned Parenthood – que são oficialmente desautorizados pela maioria dos representantes dos norte-americanos. Porém, ainda faltam outros... pelo que, como lembra Andrew Breitbart, a NPR constitui um «dano colateral» num combate que continua.