sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Aquecimento «local»

Se o «consumidor» finalmente se convence de que um determinado «produto» ou «serviço» é um embuste, uma fraude, não presta, não serve, o que deve fazer o «vendedor»? Se ainda tiver um mínimo de decência, de honorabilidade, retira o «dito cujo» do «mercado»; se não tiver, continua a tentar vendê-lo… depois de alterar a designação e/ou a «embalagem».
Foi precisamente a segunda hipótese a escolhida pela actual administração norte-americana em relação ao alegado «aquecimento global». Este, está mais do que provado, não existe, mas decidiram «rebaptizá-lo» como «disrupção climática global»… talvez a pensar também no mais frio Verão californiano em décadas e na neve prematura – em meados de Setembro! – que caiu no Montana. No entanto, a Casa Branca não está, neste aspecto, nas melhores condições para «liderar pelo exemplo»: gastou demasiado combustível na celebração do «Dia da Terra», e não só recusou instalar painéis solares no seu telhado como também a criação de «empregos verdes» já não constitui, aparentemente, uma das suas prioridades. Porém, ainda há políticos – como John Sarbanes, congressista, claro, do Partido Democrata! – que não deixam os factos estragar uma boa teoria, e que continuam a apelar a uma educação escolar que promova a «agenda das mudanças climáticas e do crescimento da população». Mesmo que isso implique o recurso a «curtas metragens»  de ficção (?) em que os «não crentes» são mortos
Aquele «soldado» não é, de facto, um dos mais «valorosos», e, «infelizmente», para piorar o panorama dos ecologistas radicais, o seu «General» Al Gore, o «Guru», este ano não se tem apresentado nas melhores condições nem tem beneficiado de «boas vibrações». A começar com a «chatice» da divulgação - quatro anos depois! - da acusação de assédio sexual por parte de uma massagista, que terá sido aconselhada a «aguentar» (o aquecimento «local» do ex-vice-presidente) e a manter-se silenciosa para «o mundo não ser destruído pelo aquecimento global» (!) Depois, houve o caso de James Jay Lee, eco-terrorista armado que invadiu, fazendo reféns, o edifício do Discovery Channel exigindo deste mais programas contra a «procriação humana»… e que terá «despertado» para a sua «causa» depois de ver «Uma Verdade Inconveniente». Enfim, e como «consagração», o nome do Nº 2 de Bill Clinton foi dado a uma nova escola em Los Angeles «devotada a temas ambientais», só que aquela foi, «apropriadamente», construída em… terrenos contaminados!
E agora, Gore? Antes de mais, ele que não se deixe abater por mais um «disparo» de AK. E, depois, uma sugestão para «revigorar as forças»: «abraçar (mais) uma causa» «verde» e «verdadeira» - a da «acelerada extinção» de espécies animais. Nada melhor do que uma «mentira conveniente» para substituir outra.

domingo, 26 de setembro de 2010

Michael & Mahmoud

Michael Moore, «cineasta» norte-americano, e Mahmoud Ahmadinejad, «presidente» iraniano, poderiam formar um «dupla de sucesso» do entretenimento mundial, talvez os novos «Laurel & Hardy» («Bucha e Estica»): apesar das muitas diferenças – físicas e não só – que os separam, os dois têm em comum o gosto por um certo tipo de «humor negro».
Senão veja-se: Mahmoud discursou na sede da ONU a 23 de Setembro e, para além dos disparates habituais, revelou ser também um «truther», isto é, alguém que acredita que os ataques de 11 de Setembro de 2001 podem ter sido o resultado de uma «conspiração interna» - algo, afinal, normal e previsível em quem nega constantemente o Holocausto; Michael, nas últimas duas semanas, tem «oferecido» a sua perspectiva própria sobre o que aconteceu há nove anos, angariando dinheiro para construir uma mesquita, não perto do, mas mesmo no local onde antes estavam as torres gémeas do World Trade Center, e afirmando que o McDonald’s mais próximo já matou mais gente do que Mohammad Atta e os seus cúmplices.
Michael Moore e Mahmoud Ahmadinejad podem ser uma espécie de «M&M’s» mas nada têm de «doce». São, sim, dois grandes, mal cheirosos, Montes de M*rd*.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vida de cão

Barack Obama queixou-se recentemente de que «algumas pessoas» em Washington – opositores republicanos, obviamente – falam dele «como de um cão». Mas... então agora isso é mau? É que, há quase dois anos, pouco depois de ser eleito, ele se referia a si próprio como um «rafeiro»!
Esta «mudança de atitude» quanto ao significado de se comparar ao «melhor amigo do homem» não podia ser mais simbólica, e demonstrativa, do quanto o panorama político norte-americano mudou desde 20 de Janeiro de 2009. A começar pelos próprios democratas, muitos dos quais, vendo os «sinais», parecem tratar o presidente e colega de partido como um autêntico «cão sarnento»: querem é distância dele, para não verem prejudicadas, ou mesmo comprometidas, as suas possibilidades de (re)eleição! Alguns, simplesmente, não aparecem em eventos públicos. Outros já falam em... triagem! Nem de propósito, vários fazem anúncios contra a «reforma» do sistema de saúde! Há os que, como «cães» que não largam os «ossos», roubam enquanto podem. O «exército de Obama», a Organizing For America, está em debandada. Fala-se em «colapso», «derretimento» e (mais uma vez) em «pânico» nas hostes azuis – e nem os «blue dogs» deverão poder dar uma grande ajuda... Há sempre, porém, um «último refúgio» para os liberais: insultar os opositores. Mas «cão que ladra» normalmente «não morde»... quer dizer, nem sempre. E a «caravana» da (verdadeira) mudança, tudo o indica, irá passar.
E nem dos mais habitualmente «fiéis» pode Barack Obama já esperar um constante e incondicional «abanar de cauda». Na comunicação social, a Time, que antes o considerava o «Homem do Ano» e quase lhe dedicava, semana sim semana não, a sua capa, agora interroga-se porque é que ele se tornou o «Sr. Impopular»; a CBS questiona quantas «prioridades de topo» ele tem (por definição devia ser só uma...); na CNN e na Newsweek dizem que ele é do tipo «cotton-picking» (expressão de código para «escravo»); na MSNBC, Chris Matthews «rosna» que o dinheiro dos impostos é das pessoas. Steven Rattner (um «rat» que abandonou o «ship»), que trabalhou nos processos de «recuperação» da Chrysler e da GM, escreveu um livro em que revela afirmações e acções algo embaraçosas de membros da administração, e até do próprio Obama, que terá perguntado «porque é que eles não conseguem fazer um (Toyota) Corolla?» E até Joe Biden, cuja previsão de que a presidência dos EUA seria para o Sr. Hussein um «on the job training» se confirmou, anda a «exceder-se» nos seus elogios a George W. Bush. Este, por sua vez, «ganha» ao seu sucessor no Ohio e em outros distritos eleitorais norte-americanos. Definitivamente, são muitos «dog days» («afternoons», «nights», «mornings») para o actual inquilino da Casa Branca... que até já precisa de «ajuda» para trazer gente a comícios feitos em locais onde, há dois anos, ganhou por larga margem!
Contudo, é certo que não é só Barack Obama a utilizar a «imagética canina». Harry Reid referiu-se a Chris Coons, candidato do PD ao lugar de senador pelo Delaware, como «o meu animal de estimação» - e o próprio Coons, que se saiba, não criticou nem contestou o «piropo» de Reid, pelo que se pode deduzir que gosta de «andar com dono» e «usar trela» (resta saber se em sentido literal ou figurado...) E Christine O’Donnell é que é doida?!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dia da Constituição

Nos Estados Unidos da América hoje é o Dia da Constituição. A 17 de Setembro de 1787 foram apostas, em Filadélfia, as primeiras assinaturas no documento contendo a versão inicial da que se tornaria a lei fundamental da nova nação. Uma data e um pretexto apropriados para: se divulgar, sobre este tema, duas reflexões, de estilos diferentes mas de essências coincidentes, uma por Paul A. Rahe e outra por Andrew Klavan; se avisar que actualmente a Constituição pode estar a ser «queimada com o Corão», e que cidadãos dos EUA estão a ser prejudicados por exercerem... os seus direitos constitucionais; se apontar políticos que a consideram irrelevante, como Deval Patrick e Phil Hare... e de que partido são eles?

sábado, 11 de setembro de 2010

Ser ou não ser...

... Eis a questão: «é Barack Obama muçulmano?» O Reverendo Franklin Graham é quem deve ter dado a resposta correcta: o presidente não é mas nasceu muçulmano. Para Ann Coulter a explicação é ainda mais simples: o Sr. Hussein é ateu.
Nos Estados Unidos da América a religião é um assunto muito importante; a fé (ou falta dela...) de quem ocupa a Casa Branca é igualmente um assunto muito importante. E, por isso, hoje, nove anos depois do pior ataque terrorista contra os EUA, e quando continua a controvérsia – para cujo aumento ele contribuiu – sobre a «Ground Zero Mosque», torna-se particularmente importante, e inevitável, saber qual é exactamente o posicionamento religioso do presidente, em relação ao Cristianismo que diz professar e, ainda mais relevante, em relação ao Islamismo que diz admirar – ao ponto de aproveitar ocasiões e de recorrer a meios algo insólitos para o demonstrar. Nesse sentido, a análise, baseada em factos, feita por Jeffrey T. Kuhner da «islamic agenda» de BHO é, simplesmente, devastadora.
Entretanto, mais pormenores – ou «pormaiores» - vão sendo conhecidos acerca da aprovação e construção da «Cordoba House»: o apoio do mayor Michael Bloomberg ao projecto pode dever-se a outros interesses que não apenas o do «diálogo inter-confissões»; Hisham Elzanaty, um dos financiadores daquele «centro comunitário», já doou dinheiro ao Hamas; e Feisal Abdul Rauf pode ter cometido fraude fiscal ao prestar informações falsas sobre a sua ASMA. Porém, tudo isto é pouco mais do que irrelevante para os defensores da nova mesquita em Nova Iorque, que já puderam demonstrar o seu anti-semitismo, incluindo insultar um sobrevivente do Holocausto. É pois de surpreender que nos EUA mais «crimes de ódio» sejam cometidos contra cristãos e judeus do que contra muçulmanos?
Sim, sem dúvida: queimar o Corão é uma provocação estúpida, inútil e perigosa – aliás, proibir e destruir livros, quaisquer que eles sejam (até o «Mein Kampf»), é sempre reprovável. Mas nos EUA é legal... tal como queimar a bandeira norte-americana. Ambas as «fogueiras», mesmo que de «vaidades», são consideradas (exercício do direito à) liberdade de expressão na «terra do Tio Sam». E nesta acaso houve protestos quando exemplares da Bíblia foram queimados na Palestina e no Afeganistão?
Se houve, não chegaram de certeza aos níveis da violência habitual dos muçulmanos fanáticos quando se sentem «ofendidos» - mesmo que em «antecipação» - pelo Ocidente. E, a este, a grande questão que se coloca hoje, 11 de Setembro... de 2010, é saber se vai (continuar a) ceder, ou não, às ameaças mais ou menos veladas dos islamo-fascistas. Por outras palavras, se vai ser ou não ser... medroso e indigno. 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Oval sem «aval»

É um «fait-divers» mas não deixa de ser muito significativo... e, se fosse George W. Bush o envolvido, não deixaria de ser explorado até à exaustão, ao contrário do quase silêncio que se verifica agora... De que se trata? Barack Obama decidiu redecorar a Sala Oval da Casa Branca. Porém, foi detectado no novo tapete um erro grave: uma frase atribuída a Martin Luther King que, na verdade, é de Theodore Parker. É mesmo de «ir ao tapete»... e ler.
No entanto, nem foi preciso saber-se deste «meter os pés pelas mãos» para haver sarcasmo em relação a esta «renovação» - os exemplos vêm tanto do humorista profissional Mo Rocca como da «humorista amadora» Maureen Dowd. Já Chris Matthews afirma que o presidente deveria dispensar, definitivamente, outra «peça de mobiliário»: o «maldito teleponto». É melhor o Sr. «Arrepio pela Perna» esperar sentado...

domingo, 5 de setembro de 2010

Não é blague, é Blagojevich

Não é tarde para mencionar um assunto que foi dos mais «quentes» do Verão político-judicial de 2010 nos Estados Unidos da América (mas que para os media portugueses não existiu): o julgamento de Rod Blagojevich, ex-Governador do Illinois, afastado do cargo por suspeitas de corrupção. E, aparentemente, foram só suspeitas que o tribunal encontrou, pois o júri considerou-o culpado de apenas uma das 24 acusações que enfrentava: mentir ao governo federal. E como não houve decisão nas outras 23, deverá haver um segundo julgamento. Para o qual «Blago» já prometeu – ou ameaçou – que irá convocar, como testemunhas, «insignes» individualidades como Rahm Emanuel, Harry Reid... e até – mais uma vez – o próprio Barack Obama!
Rod Blagojevich é tão só um dos muitos «produtos», embora mais recente, «extremo»... e estridente, das «Chicago politics». O seu processo permitiu que se fizessem revelações interessantes: seis «segredos» (pelo menos...) relativos a conexões ao actual Presidente dos EUA e à sua administração; gravações demonstrativas de dúbias relações com «comparsas» da «windy city»; uma rede que acabou por se estender à «nova» Casa Branca; uma megalomania que o faz comparar-se a... Winston Churchill!
«Blago» não perde uma oportunidade para arrastar Obama para a sua «lama». Quanto ao Sr. Hussein, poderia dizer-se que «lá se fazem, cá se pagam». O seu passado (recente) político parece ser um reflexo dos Balcãs: não só foi mal «servido» pelo «sérvio» como, muito provavelmente, irá «ver-se grego». De facto, com «amigos» destes...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Para memória futura...

... Aqui ficam registos em som e imagem, sem mediações nem deturpações, da iniciativa «Restaurando a Honra» que Glenn Beck organizou no passado dia 28 de Agosto em Washington e que terá reunido entre 300 a 500 mil pessoas (ou talvez mais de 600 mil...). Os «histéricos» do costume que ouçam e vejam para tentarem descobrir algum indício de «intolerância», «racismo» ou (incitamento à) «violência»: o discurso de GB; o discurso de Sarah Palin; o discurso de Alveda King (sobrinha de Martin Luther King); reflexões do próprio Beck, antes e depois do evento; análises à cobertura mediática daquele, pelo organizador e por Bernard Goldberg. E, como contraponto, inevitável incluir o depoimento do demagogo, «oleoso» - autêntico «snake oil salesman» - e invejoso Al Sharpton, que à mesma hora e também na capital americana, promoveu um encontro com uma audiência significativamente... menor (à volta de 3000 pessoas...); talvez a partir de agora deixe de acreditar (pouco provável...) que MLK é uma propriedade exclusiva de alguns.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Distorções portuguesas

O Obamatório, nunca é demais recordá-lo, foi criado em reacção, e como «compensação», à grande, constante e escandalosa distorção que a maior parte dos órgãos de comunicação social portugueses faz da realidade – política, principalmente, mas não só – dos Estados Unidos da América. Obviamente, há excepções, mas muito poucas, constituídas por jornalistas e/ou analistas que têm conhecimento e lucidez suficientes para saberem destrinçar, à partida, os factos das fantasias, e não se deixarem manipular pelos preconceitos e pela propaganda. Porém, até mesmo as pessoas que pensávamos estarem nessa categoria podem surpreender-nos desagradavelmente. Relatarei em seguida três exemplos ocorridos neste ano.
O primeiro vem de Henrique Raposo. O investigador em política internacional e cronista do Expresso escreveu um livro, «Um Mundo sem Europeus», cujo primeiro capítulo «é uma crítica ao conceito de "Guerra ao Terror" e uma desvalorização (estratégica) do 11 de Setembro: "o 11 de Setembro não mudou o mundo". Obrigado, Barack.» Pelo que lhe enviei uma mensagem em que lhe pergunto «você acredita mesmo que “o 11 de Setembro não mudou o Mundo” e... agradece a Barack Obama?! Você não tem acompanhado o que tem acontecido nos EUA em especial nos últimos dois anos, pois não?» Foi enviada a 28 de Maio e até hoje não obtive resposta.
O segundo exemplo vem de Manuel Halpern. A «crítica», publicada no Jornal de Letras, Artes e Ideias, que o auto-intitulado «homem do leme» fez do filme «The Blind Side» (que proporcionou um Óscar de melhor actriz a Sandra Bullock) levou-me a enviar-lhe uma mensagem: «(...) Você parece não se aperceber de como é ridículo acusar um filme de significar um... “retrocesso civilizacional” (!!) por abordar uma história (verdadeira) de altruísmo! Mas, lá está, como é “branco, republicano e cristão”, só pode ser “reaccionário”, e logo, condenável, censurável. Do que se deduz, do seu “pensamento”, que mais valia ter aquela família branca, republicana e cristã (que “horror”!) não se ter interessado por aquele jovem, não o ter ajudado, para assim ele poder ter, muito provavelmente, uma vida infeliz e miserável e uma morte prematura e violenta. Aí sim, seria uma história “edificante”, exemplar, nada “reaccionária”! (...) Não, “antes de tudo o resto” ele é alguém que precisa(va) de ajuda, e não interessa(va) a côr da pele dele nem a côr da pele dos que o ajudaram. Acha que ele só podia, devia, ser ajudado por uma família negra? Ou por uma família branca apenas se fosse democrata e não cristã?» Foi enviada a 1 de Abril e até hoje não obtive resposta (provavelmente pensou que era mentira).
O terceiro exemplo vem de João Lopes. No blog Sound & Vision que partilha com Nuno Galopim, também jornalista do Diário de Notícias, aquele conhecido crítico de cinema e de televisão escreveu que «basta seguirmos as divertidas análises de Jon Stewart (The Daily Show) para compreendermos o funcionamento da Fox News no interior do espaço televisivo dos EUA.» Pelo que lhe enviei uma mensagem em que me permito «traduzir» aquela afirmação: «para analisar um determinado canal de televisão não é preciso vê-lo; basta ver as paródias – assentes na deturpação, caricatura e descontextualização – feitas por um programa de comédia, que é declaradamente (ao nível político-partidário, ideológico, cultural) hostil ao referido canal.» E continuei: «O João Lopes nunca viu, ou vê, a Fox News, pois não? Pois então, antes de emitir as suas opiniões, aconselho-o a vê-la... e a não seguir exclusivamente as “análises” do humorista Jon Stewart. E, ao fim de algum tempo a ver este canal, chegará à conclusão – incontestável – de que a Fox News não “demoniza” “tudo aquilo que, com maior ou menor justificação, possa ser apresentado como efeito da administração de Barack Obama.” O que ela faz é revelar, divulgar os – muitos e verdadeiros! – factos negativos, desfavoráveis, sobre BHO e a sua administração, que praticamente todas as outras estações e grandes jornais ditos “de referência” omitem ou distorcem... porque são todos, em maior ou menor grau, afectos ao Partido Democrata. E esses órgãos de comunicação social estão todos, ou quase, com graves problemas financeiros ou em pré-falência – devido exactamente à sua parcialidade e pouca fiabilidade. Ao mesmo tempo, a Fox News vê as suas audiências e receitas aumentarem (e muito), e já existem até estudos (feitos por instituições não afectas ao Partido Republicano) que a colocam como a organização noticiosa mais credível junto dos americanos. (...) Jon Stewart pode proporcionar muito riso mas não necessariamente muito siso. » Foi enviada a 8 de Fevereiro e até hoje não obtive resposta; no entanto, é de notar que, desde então, e pelo que tenho observado, João Lopes não voltou a pronunciar-se sobre a política e os media nos Estados Unidos; talvez tenha passado a ver, e sem «intermediários», a Fox News!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Inversão de marcha

E é também assim que uma democracia pode transformar-se, quase sem se dar por isso, numa ditadura: nos Estados Unidos da América um juíz federal decidiu que é inconstitucional a denominada «Proposition 8», uma medida aprovada no ano passado em referendo na Califórnia que proíbe os chamados «casamentos entre pessoas do mesmo sexo». Ou, por outras palavras, a vontade de uma pessoa valeu mais – por enquanto... – do que a vontade de sete milhões.
O que praticamente quase ninguém deste lado do Atlântico deve saber é que o juíz (ir)responsável por esta «inversão», Vaughn Walker, é homossexual! Só quem seja muito ingénuo é que acreditará que não houve qualquer influência dessa circunstância nesta decisão. É isto que a «seita do arco-íris» toma por uma «grande victória»? Algo obtido por alguém com o poder de decidir, literalmente, em causa própria?
Sejamos claros: os «homossexualistas» – isto é, os activistas da homossexualidade, aqueles que fazem da sua privacidade uma questão pública e ideológica – não constituem uma minoria discriminada que carece de direitos básicos mas sim um grupo supremacista que exige privilégios exorbitantes, e que não hesitam em ameaçar e (tentar) prejudicar quem se lhes opõe. Nos EUA a sua influência é cada vez maior e, politicamente, é o Partido Democrata o mais susceptível às suas pressões. Barack Obama pode ser a favor do «casamento tradicional» mas isso não impediu que ele e a sua administração tomassem decisões ou permitissem acções que vão no sentido de aumentar o poder dos LGBT’s. Como, por exemplo, as que possibilitam que se questione... o «casamento tradicional» - o Sr. Hussein até já fez promessas nesse sentido à «comunidade rosa» na Casa Branca. Ou que atribuem lugares governamentais a personagens tão sinistras como Kevin Jennings ou Chai Feldblum, que considera que o «sexo gay é moralmente bom». Ou que «abrem a porta» (do «armário»?) às chantagens dos militares queer que querem a abolição da lei «Don’t Ask, Don’t Tell». Aliás, foi um deles quem deu à WikiLeaks milhares de documentos confidenciais.
É no ensino que ocorrem igualmente situações inquietantes: um professor queixou-se de ser discriminado por ser... heterossexual; uma professora foi mesmo despedida por não dar como facto que a homossexualidade é hereditária. Pergunta Andrew Klavan: «o que vamos fazer com essa gente gay?» Resposta: porque não levá-la ao novo bar de Greg Gutfeld?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A mais «silly» desta «season»

Mal poderia eu adivinhar (bem, dados os antecedentes, até poderia, ou deveria, adivinhar...) que, logo após ter inserido a anterior entrada no Obamatório sobre a «Silly Season» da política norte-americana, ocorreria a acção, ou a afirmação, mais «silly» desta «season»: Barack Obama a manifestar o seu apoio à construção de uma mesquita perto do «Ground Zero» de Nova Iorque... e perante uma audiência de muçulmanos a celebrar o início do Ramadão!
Esta atitude é «silly» a vários níveis. Primeiro, porque, mais uma vez, o presidente vai contra a opinião da maioria dos americanos, como na «reforma» do sistema de saúde e na lei de imigração do Arizona. Segundo, porque, apercebendo-se ele (ou algum dos seus conselheiros) da extemporaneidade (para utilizar em eufemismo) daquela declaração, tentou depois fazer um «controlo de danos», desmentido e/ou esclarecendo e/ou corrigindo o que dissera... o que só veio agravar a situação. Terceiro, veio dificultar ainda mais as campanhas – e diminuir as esperanças – do Partido Democrata e dos seus candidatos para as próximas eleições de Novembro. Para se ter a certeza do quão grande foi este erro, registe-se que até Harry Reid discorda de Obama!
Convém clarificar de uma vez por todas: os que se opõem à construção do «centro comunitário» designado por «Cordoba House» - que, segundo Nancy Pelosi, deveriam ser investigados (!) – não põem em causa a legalidade da intenção mas sim a sua sensatez... ou falta dela: é, incontestavelmente, um desrespeito pela memória dos que morreram a 11 de Setembro de 2001 e pelos sentimentos dos seus familiares e amigos. Não se está a dizer «não construam»; está-se, sim, a dizer «construam em outro sítio». Compare-se: em muitos países islâmicos não se pode construir templos de outras confissões religiosas, ao contrário do que acontece em nações ocidentais como os EUA... ou será que já nem tanto? É que, em contraste com a rapidez com que foi dada a autorização para erguer a mesquita, a igreja que existia perto do World Trade Center não deverá ser reerguida.
Porquê ser tolerante com aqueles que não são tolerantes? Sim, há quem queira implantar a Sharia nos Estados Unidos, e entre esses está Feisal Abdul Rauf, um dos cabecilhas do projecto em Nova Iorque, apoiante do Hamas e do Hezbollah, que disse que a América tinha parte da culpa pelo 9-11... mas que faz viagens pagas pelo Departamento de Estado! Entretanto, outro efeito perverso desta discussão é, espantosamente, a desvalorização – delirante - que alguns fazem do que aconteceu há nove anos: no Daily Kos escreveu-se que os ataques foram «mais uma questão de óptica»; na Time escreveu-se que o «Islão radical pode já não existir». Mas, lá está, os «intolerantes» são sempre os mesmos... os brancos e cristãos. Que também devem estranhar que, numa escola do Michigan, os treinos de futebol americano se façam de madrugada por causa do Ramadão.
Enfim, a contínua «compreensão» do Sr. Hussein pelos direitos dos muçulmanos (não fala tanto em deveres) pode estar a ter custos algo inesperados. Numa recente iniciativa de angariação de fundos em Los Angeles – que causou um enorme engarrafamento na cidade – foi notada a ausência de Barbra Streisand e de Jeffrey Katzenberg. Será que para alguns judeus, mesmo que liberais, certas coisas começam a ser demais?

domingo, 15 de agosto de 2010

«Silly Season»

Para certas individualidades da política dos EUA a «Silly Season» dura todo o ano: não é só no Verão que dizem e fazem asneiras com diferentes graus de imbecilidade e de irresponsabilidade. Porém, e seguindo a «tradição estival», vejamos que casos parecem ter sido, ou ainda estar a ser, «condicionados» pelo calor...
... E pode-se começar pela visita de férias que Michelle Obama fez a Espanha, juntamente com a filha mais nova e uma comitiva de dezenas de pessoas – uma deslocação que, pelos seus custos, foi muito mal vista num momento de dificuldades económicas no país, e criticada até por democratas. Houve quem falasse em «Antigo Regime» e «Maria Antonieta».
As opiniões não seriam tão negativas se as «Obamanomics» não tivessem falhado.. mas falharam, e isso pode provocar um «ataque de pânico democrata». No entanto, há quem continue a acreditar em «histórias da Carochinha», como o presidente da confederação sindical AFL-CIO, Richard Trumka, que afirma que os Estados Unidos não têm uma crise de défice! Ele deveria ouvir Erskine Bowles, outro apoiante de Barack Obama e por este nomeado co-líder de uma comissão formada para «examinar a dívida», a dizer que a nação irá à bancarrota se não for restaurada a «sanidade fiscal». Steny Hoyer deve ter ouvido Bowles mas não o percebeu, porque se referiu ao fim dos cortes nos impostos decididos por George W. Bush – porque, pura e simplesmente, não foram prorrogados por Obama – como um «aumento republicano dos impostos»! É mais uma variante da já famosa – ridiculamente famosa – estratégia «Blame Bush!», que, aliás, também o actual presidente continua a seguir.
Onde parece igualmente não existir qualquer sanidade... mental é em determinados sectores da esquerda norte-americana, cujas acções acabam, na prática, por prejudicar os afegãos e auxiliar a Al-Qaeda. E isto quando não estão entretidos a desejar a morte de Sarah Palin.
E que mais se pode dizer de Harry Reid, «decano dos palhaços» da política norte-americana, «a man for all silly seasons»? Ouçam-no a dizer que não sabe como é que algum hispânico pode ser republicano (!!), e melhor se compreenderá porque é que: uma mulher que morreu pediu, como um dos seus últimos desejos, que não votassem nele; e o seu próprio filho não usa o apelido na campanha eleitoral!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A excepção e a regra

Muito barulho se fez na lamestream media dos EUA – e, significativamente, até na RTP, através do sempre «fiel» Victor Gonçalves – com um caso que, supostamente, seria a demonstração definitiva da «malevolência» da Fox News em geral e de Bill O’Reilly em particular: o das alegadas afirmações racistas de Shirley Sherrod que afinal, foram descontextualizadas. O próprio O’Reilly não teve qualquer problema em assumir o erro e em explicar a situação, as suas causas e consequências (ver aqui, aqui e aqui), embora deixando bem evidente que a senhora em questão não é, ou não tem sido, propriamente um bom exemplo no que respeita a um comportamento irrepreensível. Porém, o que importa salientar é que esta é uma excepção a uma regra composta por (muitas) dezenas de notícias verídicas e incontestáveis – e (muito) desfavoráveis a Barack Obama e/ou ao Partido Democrata e/ou aos seus apoiantes – que outros canais e jornais omitem ou deturpam... e que, claro, lá em Washington, «correspondentes estrangeiros» como o «Vitinho» também não dão para cá. Mas, como sempre, as audiências demonstram quem tem razão e quem está a fazer o melhor trabalho.

sábado, 7 de agosto de 2010

Outra «tripla» de Andrew Klavan

Andrew Klavan, acutilante e hilariante comentador conservador (para além de autor de nomeada), é merecidamente uma presença assídua neste blog. Pelo que se justifica ter aqui – menos de um ano depois da primeira – uma segunda «tripla» de intervenções suas, que têm desta vez em comum a análise de determinados... «distúrbios mentais» típicos do que estão à esquerda: no que os liberais acreditam; as respostas do New York Times; o embaraço democrata.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O «evangelho» segundo Matthews

A NBC em geral, e, dentro desta, a MSNBC em particular, são, já se sabe, autênticos «viveiros» de excêntricos esquerdistas sempre disponíveis para omitir e/ou distorcer informações e opiniões. Já aqui se referiu o pior deles: Keith Olbermann. Agora é a vez de se falar do segundo pior, que é...
... Chris Matthews, que se tornou verdadeiramente conhecido – e até terá entrado no anedotário intemporal político-comunicacional dos EUA – quando disse que um discurso de Barack Obama lhe provocara um «arrepio que lhe subia pela perna». Depois desta, outras asneiras se têm sucedido a um ritmo mais ou menos regular: designou a Academia Militar de West Point como o «campo inimigo»; afirmou que o GOP é um partido que parece uma «assembleia norte-coreana» e que é «tacanho, pequeno, maldoso e que nada faz»; fingiu que não ouviu Dan Rather comparar BHO a um «vendedor de melancias»; durante o discurso do Estado da União «esqueceu-se» de que o actual presidente é negro; exigiu que Dick Cheney fosse posto «debaixo das luzes e sob juramento» por causa da «culpa» do anterior vice-presidente no... derrame de petróleo no Golfo do México(!); chamou a um representante do Arizona um «artista de m***a»; e não duvida de que «na Fox não existiu debate» sobre a «reforma» do sistema de saúde, ao contrário do que aconteceu na «sua» MSNBC e também na CNN...
A acrimónia de Chris Mathews em relação ao canal que é o seu maior concorrente no cabo foi igualmente evidente no «tratamento» (deturpado, obviamente) que deu a uma entrevista feita por Brett Baier ao Sr. Hussein. Greg Gutfeld tem razão: há ali muita inveja por parte de uma «caricatura» que tem menos audiência do que o Cartoon Network.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As «vantagens» do «ObamaCare»

Mais ou menos quatro meses já se passaram desde a aprovação do «ObamaCare», ou seja, da «reforma» do sistema de saúde preconizada pelo actual presidente dos EUA e pelo Partido Democrata. O que já deverá ser tempo suficiente para passar em revista algumas das «vantagens» relativas àquela iniciativa e que entretanto foram conhecidas. Joe Biden referiu-se-lhe, aliás, como «a big f**k**g deal», e com razão: com este «negócio» a maioria dos norte-americanos est(ar)ão grandemente «f*d*d*s».
Senão, vejamos: previu-se o tratamento e reabilitação de abusadores sexuais de crianças que sejam... índios americanos; permite-se que não sejam abrangidos pela lei... os muçulmanos; pagamento, com fundos federais, de Viagra e outros medicamentos semelhantes, a... violadores; prolongaram-se por semanas (e continuam...) a confusão, as dúvidas e as perguntas sobre as consequências da lei – o que até nem surpreende, já que até Nancy Pelosi disse que era preciso, primeiro, aprová-la, e, depois, descobrir o que lá estava; prémios de seguros vão continuar a aumentar, e em especial para os indivíduos; provisões vão aumentar os custos, e não diminuí-los, nos próximos dez anos – o que é demonstrado num relatório que, concluído antes da votação, foi ocultado pela Casa Branca e só revelado um mês depois; proporcionou-se a ascensão a uma posição importante (responsável pelos programas Medicare e Medicaid) de Donald Berwick, que defende declaradamente a redistribuição de riqueza através do sistema de saúde.
Em resumo, palavras vazias e promessas (positivas) não cumpridas, nada mais do que «falar porcaria»... outra vez. Conversa fiada que não fica de graça, além de não ter graça. E contra a qual o povo do Missouri já se manifestou.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Racistas «bons», racistas «maus»

O falecimento, a 28 de Junho último, do senador Robert Byrd permitiu que se constatasse mais uma vez – como se tal fosse necessário! – a diferença de tratamento que se recebe, em determinada comunicação social dos EUA, por se ser ou democrata ou republicano.
Concretamente, o New York Times qualificou o veterano político como «voz respeitada do Senado»... mas, em 2003, aquando da morte de Strom Thurmond, este foi qualificado pelo mesmo jornal como «inimigo da integração» (racial). Qual é a questão? É que ambos foram inimigos da integração, segregacionistas, mas Byrd era – sempre foi – democrata e Thurmond era republicano... desde 1964 (antes também foi democrata). Mais importante, e chocante: Byrd pertenceu ao Ku Klux Klan, Thurmond não. Ambos viriam, na viragem da década de 60 para a de 70, a mudar as suas opiniões sobre o assunto. Porém, só o primeiro pareceu merecer uma «desculpa» pelo seu passado racista, «justificado» tanto por Barack Obama como por Bill Clinton.
Há, portanto, racistas «bons» e racistas «maus». Robert Byrd era «bom», Strom Thurmond era «mau». Jeremiah Wright, que foi pastor do actual presidente durante 20 anos, que sempre vituperou os brancos em geral e os judeus em particular, que continua a denegrir os Estados Unidos a qualquer oportunidade, é um «racista bom». Os membros das Tea Parties e os políticos do Arizona autores da nova lei de imigração daquele Estado, todos, nos dois casos, sem preocupações de raça ou de etnia nas suas acções, são «racistas maus». No entanto, é a terra de John McCain que vai ser alvo de um processo em tribunal por parte do Departamento de Justiça, muito provavelmente por calculismos eleitorais que podem revelar-se errados, e não o «Novo Partido Pantera Negra» - sem dúvida por estes serem «racistas bons».
Este grupelho extremista tem estado no centro de uma controvérsia – ignorada, inevitavelmente, por quase toda a lamestream media – por, nas eleições presidenciais de 2008, ter promovido acções de intimidação de votantes brancos em alguns locais – admitidas, aliás, pelos «panteras»! A acrescentar – e a agravar – a isso, sabe-se agora que defenderam Saddam Hussein e elogiaram Osama Bin Laden, apelaram ao armamento contra a polícia e os membros das Tea Parties, e advogaram o assassinato de brancos (incluindo crianças)! Será também isto aquilo a que Michelle Obama designa como «aumento de intensidade»?
Não é pois de admirar que o NPPN tenha agradecido a Eric Holder por não os acusar e levá-los a julgamento! Decisão que, segundo um ex-elemento do DdJ, tem como fundamento um preconceito racial. Na verdade, é mais do que isso: é uma regra de preferência racial. O que é muito, muito grave, e deveria ter consequências. E Bill O’Reilly admite que já não considera Janet Reno como o/a pior detentor/a do cargo de procurador-geral!
Entretanto, Mel Gibson (racista «mau») está novamente em apuros, desta vez por ter proferido a palavra «nigger» numa discussão doméstica; mas será que ele ainda não aprendeu que só os cantores de rap (racistas «bons») a podem utilizar, e que só os políticos e entertainers de esquerda (idem) estão acima das críticas? E a NAACP, uma organização fundamentalmente... racista («boa»), aprova uma resolução condenando o movimento das Tea Parties como sendo... racista («má»). Ah, as ironias...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Arranjar «espaço»

Compreende-se agora melhor o motivo de o governo de Barack Obama ter ordenado a suspensão e a revisão do mais recente programa da NASA, que incluía o regresso de homens à Lua e que havia sido anunciado por George W. Bush (note-se que, juntamente com outros astronautas veteranos, Neil Armstrong criticou publicamente a decisão do actual presidente): a agência espacial norte-americana tem agora outras... prioridades.
E quais são essas prioridades? Segundo Charles Bolden, administrador da NASA (nomeado por BHO), em entrevista à... Al Jazeera, a missão principal da agência é melhorar as relações com os muçulmanos, fazendo-os «sentirem-se bem» pelo seu «contributo histórico para a ciência, matemática e engenharia». As críticas, tanto sérias como satíricas, a esta nova «postura» não tardaram, nomeadamente por Brian Garst, Dan Gainor, Greg Gutfeld, Jim Prevor, Michael Griffin e Sean Hannity.
Entretanto, onde os muçulmanos continuam a não dar «contributos históricos»... positivos é nos direitos humanos. No Irão mais uma mulher está (depois de já ter sofrido 99 chicotadas) sob a ameaça de ser morta à pedrada pelo «crime» de... adultério, e o Departamento de Estado (equivalente a Ministério dos Negócios Estrangeiros) norte-americano, liderado por Hillary Clinton, considera que a lapidação não é uma «punição apropriada». E em Nova Iorque parece haver, apesar dos protestos, uma grande pressa em construir uma mesquita no espaço do «Ground Zero». Sim, o local onde antes existiam dois edifícios que foram destruídos – e milhares de pessoas foram assassinadas – por terroristas muçulmanos com alguns conhecimentos de ciência, matemática e engenharia.

sábado, 3 de julho de 2010

«Tudo» pelos trabalhadores

Barack Obama e Joseph Biden, e o governo do qual são as duas principais figuras, «preocupam-se», muito e permanentemente, com os trabalhadores do seu país.
Tanto que, recentemente, durante uma visita do presidente ao Ohio, em que ele anunciou uma alegada diminuição do desemprego por via do seu programa de «estímulo à economia», vários operários não receberam o ordenado de um dia por terem sido impedidos, pelo Serviço Secreto e por motivos de segurança, de se deslocarem até aos seus locais de trabalho.
Por sua vez, o vice-presidente não poupa igualmente esforços em (tentar) «animar» as forças laboriosas da nação. Concretamente: contando sucessivamente a mesma «estória» (embora mudando a «geografia») como se aquela tivesse acontecido a ele... embora não passe da apropriação de uma citação de Harry Truman – o que não supreende, porque Biden já plagiou discursos; chamando «espertalhão» ao gerente de uma loja de doces que lhe sugeriu que baixasse os impostos; admitindo que a sua administração não conseguirá recuperar todos os empregos perdidos. Não admira, pois, que haja quem desmaie quando ele vai discursar em empresas!
Infelizmente para ele, para o seu «chefe», para os seus comparsas, e, pior, para os EUA, são cada vez mais os comentadores que concordam que o actual governo não só não está a resolver os problemas como está também, sim, a agravá-los. Newt Gingrich, que afirma que a Casa Branca está a «matar empregos» em nome da «energia limpa», é um deles; todavia, tal não é supreendente, dado o seu posicionamento ideológico e partidário. Mas... e Paul Krugman, que acredita que se está no início de uma «terceira depressão»?
Porém, para quê dar ouvidos a pessimistas? Escutemos antes a «especialista» em economia Nancy Pelosi: ela está convencida de que os subsídios (cheques) de desemprego... criam empregos! E se esses empregos forem «verdes», dinheiro não falta! Mas... será que o presidente pode mesmo criar empregos? Talvez não...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Stewart não é um «steward»

Honra lhe seja feita: Jon Stewart já não hesita em satirizar, em criticar, e veementemente, Barack Obama, a administração deste, e, em geral, todo o establishment político-cultural democrata-liberal... ao qual, há que não esquecer, o apresentador do «The Daily Show» pertence! É vê-lo e ouvi-lo, concretamente, sobre: a «guerra» contra o derrame de petróleo no Golfo do México; as promessas não cumpridas de BHO, que é capaz de ser... «Frodo»(!); os correspondentes na Casa Branca, que mais parecem ser membros de uma «irmandade» do que da imprensa.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

«Palin Power»

Seria talvez de esperar que num blog como o 31 da Armada todos os seus colaboradores, em relação ao que acontece nos Estados Unidos da América, já estivessem imunes à propaganda progressista-esquerdista-democrata e não papagueassem preconceitos ideológico-misóginos. Porém, depois de ler esta «posta», «digna» do Arrastão ou do Jugular, de Francisco Mendes da Silva (que, claramente, ainda não beneficiou da sabedoria e da sensatez do seu colega Nuno Gouveia), chega-se à conclusão que muitas pessoas continuam a precisar de algumas sessões de esclarecimento.
No entanto, este é um pequeno pormenor que não compromete o cenário maior: o poder político e popular de Sarah Palin está indubitavelmente a aumentar, o que é comprovado pelo facto de quase todos os candidatos que apoiou nos recentes actos eleitorais efectuados nos EUA terem vencido... e de o seu apoio ter sido decisivo. Cada vez é mais evidente que menos pessoas acreditam na imagem estereotipada que o Partido Democrata, e os seus aliados na «lamestream media», inventaram durante a campanha presidencial de 2008: no final do ano passado confirmava-se que era uma das mulheres mais admiradas da América.
Em sua defesa cada vez mais nomes se alinham, prontos a (re)afirmarem, a confirmarem, a verdade: que a mulher que foi governadora do Alaska, além de uma beleza que, significativamente, suscita especulações estapafúrdias, tem inteligência, experiência, capacidades, bom senso. Veja-se, por exemplo, esta entrevista, em que, sobre o derrame de petróleo no Golfo do México, ela afirma que o governo federal já deveria ter aceite a ajuda oferecida, não só por privados (indivíduos e empresas) norte-americanos, mas também por países estrangeiros como a Holanda e a Noruega. Poucos políticos nos Estados Unidos sabem tanto ou mais sobre o «ouro negro» do que ela.
Não surpreende, pois, que as «feministas tradicionalistas» tanto detestem Sarah Palin – ela «atreve-se» a ter qualidades, mentais e... físicas, tem sucesso tanto pessoal como profissional, e, para «cúmulo»... é conservadora e de direita! Enfim, não se pode dizer que seja uma «santa», mas é bem capaz de ser capaz de operar o «milagre» de se tornar... a primeira mulher presidente dos EUA.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Há petróleo na praia

Uma vez mais, são a terra – e o mar – e as gentes do Louisiana quem mais sofrem. E não é agradável, mas tem de ser feito: comparar os efeitos do furacão Katrina com os do derrame de petróleo no Golfo do México, aos níveis político e mediático, leva, mais uma vez, à constatação de uma intolerável hipocrisia, de uma inadmissível dualidade de critérios.
George W. Bush e a sua administração foram considerados culpados pelo que aconteceu em 2005. E em 2010, quem são os culpados? A BP? Barack Obama e a sua administração? Para alguns, nem por isso... Continuando a recente, mas persistente, «tradição» de «blaming Bush» (e a anterior «Bush Derangement Syndrome»), existem «democraps» como Arianna Huffington, Frank Rich, Joe Klein e – «surpresa»! – Nancy Pelosi que não hesitam em proclamar que o Nº 43 em particular, e o Partido Republicano em geral, são os responsáveis principais pela maré negra que alastra na costa sul do país! Contudo, e como que para compensar, Dick Morris garante que uma das causas do problema pode ser encontrada em decisões tomadas durante a presidência do Nº 42.
Porém, apesar da diminuta (por comparação com o que aconteceu há cinco anos) condenação do governo federal por parte da «lamestream media» e dos seus «fazedores de opinião», o «dique democrata» começa a mostrar algumas «falhas». Vários «fiéis» exprimem as suas críticas e dúvidas sobre as capacidades do «Messias» e dos seus seguidores. Comparações desvantajosas são feitas – sobre tipos de comentários, número de visitas, rapidez nas respostas. Ligações embaraçosas são reveladas. Afirmações passadas – contraditórias com (in)acções presentes – são recordadas, não uma mas duas vezes (pelo menos). E o que pensam determinadas «celebridades» habitualmente tão preocupadas com o ambiente?
Karl Rove tem razão: o derrame de petróleo é o «Katrina de Obama». E este, como deve (re)agir? Como, segundo Bill Maher, um «verdadeiro presidente negro» e pegar em armas? Dar um «pontapé num rabo» (mas qual)? De qualquer forma, a sua presidência está irremediavelmente «manchada».

domingo, 6 de junho de 2010

Também tu, Paul?!

Afirmações insultuosas de «estrelas» «esquerdistas» do entretenimento e do espectáculo, das artes e da cultura, são tantas que quase se pode falar em «epidemia». Mas algumas custam mais a ouvir do que outras. Então não é que também Paul McCartney decidiu desferir uma «dentada» em George W. Bush, dizendo que o anterior presidente dos EUA «não sabe o que é uma biblioteca»?!
O comportamento do ex-Beatle não demonstra apenas deselegância e mesmo falta de educação – ele disse aquilo em Washington, na Casa Branca, durante uma cerimónia em que recebeu o Prémio Gershwin atribuído pela Biblioteca do Congresso; denuncia também uma ridícula ignorância – Bush, sem dúvida sob influência da sua esposa Laura (que foi bibliotecária!), aumentou e melhorou o apoio às bibliotecas do país, em financiamento e em programas específicos.
Paul McCartney, na sua ânsia de agradar aos Obama, não sabe – ou, se sabe, não se incomoda – que os seus anfitriões se têm «destacado» igualmente, desde que chegaram ao poder, em deteriorar o relacionamento dos Estados Unidos com o Reino Unido. Ele deveria ter-se limitado a cantar «Michelle» para a mulher de Barack. Mas tanto quis (continuar a) ser «cool» que mostrou ser, isso sim, «clueless», um autêntico «fool on the (Capitol) hill».

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sestak em destaque

Depois de Bart Stupak... Joseph Sestak. Em apenas dois meses são dois democratas, membros da Câmara dos Representantes, a causarem, mesmo que não deliberadamente, sérios embaraços à administração de Barack Obama.
Em ambas as controvérsias há um ponto em comum: alegadamente, tanto a um como a outro foram oferecidas «prebendas» pela Casa Branca para mudarem a sua posição numa votação; Stupak, e o seu estado, o Michigan, receberiam fundos federais no valor de muitos milhões de dólares em troca do «sim» à «reforma» do sistema de saúde – o que aconteceu; a Sestak foi proposto um cargo no governo federal em troca da sua desistência na eleição (primária) para a designação do candidato do Partido Democrata ao lugar de senador pelo estado da Pennsylvania – o que não aconteceu, pois o ex-contra-almirante manteve-se na corrida e derrotou o veterano Arlen Specter, que em 2009 abandonou uma militância de décadas no Partido Republicano e se passou – inutilmente, como se viu – para o «outro lado».
Significativamente, o próprio Sestak confirmou a «oferta de emprego». E, finalmente, após semanas de especulação, a Casa Branca também confirmou a notícia... mas «esclarecendo» que o convite foi feito por Bill Clinton e que o cargo era «não remunerado». Não só isto é pouco credível e mesmo risível como também não retira qualquer pressão a Barack Obama e ao PD. Sim, há uma forte probabilidade de ter ocorrido um crime. Não, não há – nunca houve! – uma «nova forma de fazer política» mas sim as «Chicago politics» já há muito conhecidas. Outras perguntas continuam por responder e, no Nº 1600 da Avenida da... Pennsylvania, algo... cheira mal. E, sem surpresa, a «lamestream media» parece continuar a não dar muita importância ao assunto...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Defesa «à zona»

Comece-se pelo principal: a nova, e tão falada, lei de imigração do Arizona não viola os direitos humanos, não é racista, não é discriminatória. Simplesmente, pretende combater um problema que se está a tornar cada vez mais grave naquele e em outros estados fronteiriços dos EUA: a entrada ilegal de estrangeiros e a criminalidade – em especial tráfico de droga – que frequentemente lhe está associada.
Compreensivelmente, «esquerdistas», «liberais» e «progressistas» estão contra porque para eles é mau tudo o que vagamente lhes pareça um aumento de autoridade e de «violência» contra «inocentes» e «indefesos» forasteiros. E, claro, há sempre a teoria de que mais imigrantes a entrar no país lhes é favorável nas suas acções de «engenharia eleitoral e social» de molde a garantir ao «partido do burro» mais votantes no futuro.
Assim, não surpreende que os disparates se sucedam. Como Eric Holder e Janet Napolitano a confessarem que não leram a lei... antes de a terem criticado! Ou Michael Posner («ajudante» de Hillary Clinton) a queixar-se da lei... aos chineses! Ou o chefe deles todos a juntar as suas críticas às do Presidente do México (cuja respectiva lei de imigração é muito mais dura do que a do Arizona). Ou Patrick Kennedy a falar em «comércio de escravos». Ou as – ridículas – ameaças de boicote vindas de outras partes do país, que envolvem a instrumentalização de estudantes, a proibição de viagens (!) ou que podem ter como consequência o corte de energia. Solução? Talvez boicotar os «boicotadores»...
Porém, e em contrapartida, há também a registar que a maioria da população apoia a iniciativa do Arizona, e outros estados poderão vir a tomar medidas semelhantes. Ou seja, e mais uma vez, há que não deixar que a desinformação e a demagogia deturpem os factos. Mas não se atente apenas nos avisos feitos por Alicia Colon, Ann Coulter, James M. Simpson, Kris W. Kobach e Bill O’Reilly. Ouça-se também as palavras sensatas proferidas, em 2006, por um senador do Illinois...

domingo, 23 de maio de 2010

«Blaming Bush»... ainda?!

Então, Barack Obama e o Partido Democrata continuam a utilizar, como principal «argumento» político-eleitoral, «atirar as culpas» para George W. Bush por tudo o que de mal acontece actualmente nos Estados Unidos? Alguém lhes deveria dizer que o anterior presidente cessou funções há quase ano e meio...
... Mas até se compreende que eles continuem a recorrer a Bush como «boogeyman» quando pouco ou nada de bom têm para apresentar e sobre que falar. O que também explica porque o relacionamento da Casa Branca com a comunicação social está cada vez pior (não, não é só com a Fox News) – aliás, é mesmo uma ironia que Barack Obama tenha, mais uma vez, recusado responder a perguntas dos jornalistas... depois de ter assinado o «Press Freedom Act»! Talvez porque receasse que o questionassem sobre o facto de o país ter registado o 19º défice orçamental mensal consecutivo e de o governador do Banco de Inglaterra ter comparado os EUA com a Grécia.
Porém, e como tristezas não pagam... dívidas, BHO sempre pode recorrer a James Jones, seu conselheiro de segurança nacional, para lhe contar uma anedota com judeus.

domingo, 16 de maio de 2010

«U. R. S. A.»

Imaginar que os EUA poderão algum dia transformar-se numa espécie de «U. R. S. A.» - «União das Repúblicas Socialistas Americanas» - é talvez mais do âmbito da ficção científica, ou histórica.
Porém, a verdade é que nunca desde que Barack Obama chegou à Casa Branca se discutiu tanto o eventual «deslizar» do país para uma forma qualquer de socialismo – ou mais social-democrata, como se verifica(va) em muitos países da Europa Ocidental, ou mesmo mais comunista, como se verificou na Europa de Leste, na URSS e na China. Há um ano Dick Morris deu o primeiro «alerta». É verdade que da parte do presidente nunca se ouviu, que se saiba, qualquer elogio, directo ou indirecto, àquele tipo de sistema político. No entanto, vários dos seus apoiantes e conselheiros já se pronunciaram a favor; ou então, o que vai dar ao mesmo, já condenaram o capitalismo.
Exemplos? Ron Bloom, (mais um) admirador de Mao-Tse-Tung, para quem a economia de mercado «não faz sentido»; Joel Rogers, para quem o capitalismo é «monstruoso»; Howard Dean a declarar que o debate entre capitalismo e socialismo «terminou» e que «vamos ter ambos» os sistemas; Mark Joseph, que apela a Barack Obama que se assuma como socialista; Jim Wallis, que exige – citando a Bíblia! – a redistribuição da riqueza; Donald Berwick, que defende que um sistema de saúde «justo» e «civilizado» deve... redistribuir a riqueza; Al Sharpton, que acredita que a maioria dos eleitores norte-americanos «votaram no socialismo» ao elegerem Obama, e que só haverá verdadeira justiça social quando «tudo for igual em todas as casas»; Ed Schultz, que quer uma intervenção «igualizadora» na rádio... já que «vamos todos ser socialistas».
Eis, pois, a pergunta que se deve fazer: «você é um socialista?» Segundo uma sondagem recente, uma parte significativa dos norte-americanos tem uma «imagem positiva do socialismo»! Deve ser por isso que a administração do Empire State Building decidiu, no ano passado, iluminar o edifício com luzes vermelhas e amarelas como forma de «homenagear o povo da China» aquando do 60º aniversário da revolução que levou Mao e o Partido Comunista Chinês ao poder; mas que, este ano, recusou iluminar aquele ícone de Nova Iorque de azul e branco como forma de assinalar o centenário do nascimento de Madre Teresa de Calcutá!

sábado, 8 de maio de 2010

Falta de «chá»

E não é que mais um muçulmano tentou cometer um – colossal – acto terrorista nos EUA? O terceiro, em pouco mais de seis meses!
Felizmente, Faisal Shahzad, que levou um carro cheio de material explosivo para a Times Square de Nova Iorque, seguiu, não o «exemplo» de Nidal Malik Hasan, mas sim o de Umar Farouk Abdulmutallab, e... falhou. Porém, e mais uma vez, já havia «sinais de perigo» que não foram seguidos: Shahzad contactou outros terroristas e estava numa «lista de segurança» há mais de 10 anos... mas da qual foi removido em 2009. Talvez porque, aparentemente, e apesar do obrigatório exemplar do Corão, parecia um norte-americano «normal»...
Em mais uma análise demolidora, Ann Coulter avança a hipótese de o conceito principal da «política de segurança» de Barack Obama ser... esperar que as bombas não funcionem! Para então se prestar mais atenção à «verdadeira» ameaça... as Tea Parties! Cujos integrantes são, para alguns democratas, mais perigosos do que os extremistas islâmicos! Barack Obama parece concordar, aos também lhes chamar «tea-baggers» (insulto inventado por esse «exemplo de masculinidade» da CNN chamado Anderson Cooper) e permitir a utilização do corpo de intervenção da polícia contra esses «perigosos» protestantes...
Entretanto, a mesma «escolha do inimigo» é feita a outro nível. Depois de se terem acobardado com as ameaças feitas aos criadores de «South Park» por estes terem ousado brincar com Maomé, os (ir)responsáveis do Comedy Central anunciaram uma nova série satírica que tem como personagem principal... Jesus. Faz todo o sentido. Até porque, provavelmente, Faisal Shahzad queria atingir a Viacom, o grupo de media que detém o CC, e cuja sede está situada na Times Square.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Contando «Histórias»

No próximo dia 10 de Maio (segunda-feira), e a partir das 18 horas, vai ter lugar na Bertrand Picoas Plaza a apresentação, em Lisboa, do livro «Histórias da Casa Branca». O seu autor é Germano Almeida, igualmente responsável pelo blog Casa Branca.
O lançamento na capital contará ainda com as presenças e as intervenções do General José Loureiro dos Santos (que, aliás, assina o prefácio da obra) e de Vítor Serpa, director de A Bola, jornal do qual o autor do livro é colaborador e em cujo respectivo sítio na Internet foram publicados muitos dos textos que integram estas «Histórias...» Ontem, 5 de Maio, decorreu a primeira apresentação, no Porto, na FNAC MarShopping, que contou ainda com as presenças e as intervenções de Carlos Daniel e de Carlos Pereira Santos, jornalistas respectivamente da RTP e de A Bola.
Aproveito a oportunidade para dar a Germano Almeida os mais sinceros parabéns por este livro e enviar-lhe os melhores votos de sucesso, tanto profissional como pessoal. Apesar de os nossos blogs, Casa Branca e Obamatório, estarem situados em campos claramente opostos no que se refere à apreciação da política e da sociedade dos EUA, tal não tem sido obstáculo a que mantenhamos um relacionamento cordial. O que é normal e mesmo expectável, de resto, entre duas pessoas que partilham, apesar das diferenças de opinião, um grande interesse, e até uma certa paixão, pelo que acontece na grande nação do outro lado do Atlântico.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

É o dinheiro «democrata»?

Duas grandes mentiras, ou dois grandes mitos, costumam ser brandidos pelos demagogos contra o Partido Republicano norte-americano: primeiro, que é o partido dos racistas – quando, na verdade, foi fundado para combater a escravatura, disso sendo Abraham Lincoln a suprema encarnação (e é o Democrata o partido historicamente associado à escravatura, à secessão e à segregação); segundo, que é o partido dos ricos.
Neste assunto como em todos os outros, nada melhor do que contrapor os factos às fantasias: não só os círculos eleitorais mais abastados tendem a votar cada vez mais no PD como é neste que estão os congressistas mais ricos – note-se como no «Top 10» apenas dois são republicanos! E bem pode Barack Obama bramar contra os banqueiros «gatos gordos» que, supostamente, arruinaram a economia dos EUA: a verdade é que a maioria desses «gatos», ou pelo menos os principais de entre eles, foram ou são ainda seus apoiantes! A recente tentativa de «reforma» do sistema financeiroaparentemente tão «progressista», «relevante» e «transparente» como a do de saúde - tem permitido o realçar de diversas contradições e até o revelar de alguns casos... complicados.
O maior de todos (casos e contradições) resulta das várias ligações da (actual) Casa Branca à Goldman Sachs – e das doações desta à campanha do então candidato Barack Obama, que o agora presidente não tem intenção de devolver. Mais: um ex-conselheiro do Presidente é agora advogado na GS. Deve ser também por isso que aquela empresa afirma apoiar a «reforma de Wall Street» preconizada pela corrente administração. Entretanto, o Citigroup mostra igualmente um grande... entusiasmo. «Compreensível», aliás, quando se ouve Timothy Geithner, secretário do Tesouro (que, recorde-se, só após ser convidado para o cargo é que pagou os impostos que tinha em atraso), a ameaçar que os bancos poderão ser «desmembrados» se voltarem a fazer «asneiras». Não é pois de surpreender que até já haja quem diga que, no sector financeiro, hoje «todos odeiam Obama». Enfim, não é preciso exagerar...
Também neste tema poucos descrevem melhor a situação, as suas causas e consequências – e inevitável hipocrisia – do que Ann Coulter (aqui e aqui). Porém, uma coisa é certa: algo tem de ser feito para impedir que grandes incompetências – e mesmo fraudes – voltem a acontecer. O pior é que o governo federal não oferece suficientes... garantias.