quarta-feira, 9 de junho de 2010

Há petróleo na praia

Uma vez mais, são a terra – e o mar – e as gentes do Louisiana quem mais sofrem. E não é agradável, mas tem de ser feito: comparar os efeitos do furacão Katrina com os do derrame de petróleo no Golfo do México, aos níveis político e mediático, leva, mais uma vez, à constatação de uma intolerável hipocrisia, de uma inadmissível dualidade de critérios.
George W. Bush e a sua administração foram considerados culpados pelo que aconteceu em 2005. E em 2010, quem são os culpados? A BP? Barack Obama e a sua administração? Para alguns, nem por isso... Continuando a recente, mas persistente, «tradição» de «blaming Bush» (e a anterior «Bush Derangement Syndrome»), existem «democraps» como Arianna Huffington, Frank Rich, Joe Klein e – «surpresa»! – Nancy Pelosi que não hesitam em proclamar que o Nº 43 em particular, e o Partido Republicano em geral, são os responsáveis principais pela maré negra que alastra na costa sul do país! Contudo, e como que para compensar, Dick Morris garante que uma das causas do problema pode ser encontrada em decisões tomadas durante a presidência do Nº 42.
Porém, apesar da diminuta (por comparação com o que aconteceu há cinco anos) condenação do governo federal por parte da «lamestream media» e dos seus «fazedores de opinião», o «dique democrata» começa a mostrar algumas «falhas». Vários «fiéis» exprimem as suas críticas e dúvidas sobre as capacidades do «Messias» e dos seus seguidores. Comparações desvantajosas são feitas – sobre tipos de comentários, número de visitas, rapidez nas respostas. Ligações embaraçosas são reveladas. Afirmações passadas – contraditórias com (in)acções presentes – são recordadas, não uma mas duas vezes (pelo menos). E o que pensam determinadas «celebridades» habitualmente tão preocupadas com o ambiente?
Karl Rove tem razão: o derrame de petróleo é o «Katrina de Obama». E este, como deve (re)agir? Como, segundo Bill Maher, um «verdadeiro presidente negro» e pegar em armas? Dar um «pontapé num rabo» (mas qual)? De qualquer forma, a sua presidência está irremediavelmente «manchada».

domingo, 6 de junho de 2010

Também tu, Paul?!

Afirmações insultuosas de «estrelas» «esquerdistas» do entretenimento e do espectáculo, das artes e da cultura, são tantas que quase se pode falar em «epidemia». Mas algumas custam mais a ouvir do que outras. Então não é que também Paul McCartney decidiu desferir uma «dentada» em George W. Bush, dizendo que o anterior presidente dos EUA «não sabe o que é uma biblioteca»?!
O comportamento do ex-Beatle não demonstra apenas deselegância e mesmo falta de educação – ele disse aquilo em Washington, na Casa Branca, durante uma cerimónia em que recebeu o Prémio Gershwin atribuído pela Biblioteca do Congresso; denuncia também uma ridícula ignorância – Bush, sem dúvida sob influência da sua esposa Laura (que foi bibliotecária!), aumentou e melhorou o apoio às bibliotecas do país, em financiamento e em programas específicos.
Paul McCartney, na sua ânsia de agradar aos Obama, não sabe – ou, se sabe, não se incomoda – que os seus anfitriões se têm «destacado» igualmente, desde que chegaram ao poder, em deteriorar o relacionamento dos Estados Unidos com o Reino Unido. Ele deveria ter-se limitado a cantar «Michelle» para a mulher de Barack. Mas tanto quis (continuar a) ser «cool» que mostrou ser, isso sim, «clueless», um autêntico «fool on the (Capitol) hill».

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sestak em destaque

Depois de Bart Stupak... Joseph Sestak. Em apenas dois meses são dois democratas, membros da Câmara dos Representantes, a causarem, mesmo que não deliberadamente, sérios embaraços à administração de Barack Obama.
Em ambas as controvérsias há um ponto em comum: alegadamente, tanto a um como a outro foram oferecidas «prebendas» pela Casa Branca para mudarem a sua posição numa votação; Stupak, e o seu estado, o Michigan, receberiam fundos federais no valor de muitos milhões de dólares em troca do «sim» à «reforma» do sistema de saúde – o que aconteceu; a Sestak foi proposto um cargo no governo federal em troca da sua desistência na eleição (primária) para a designação do candidato do Partido Democrata ao lugar de senador pelo estado da Pennsylvania – o que não aconteceu, pois o ex-contra-almirante manteve-se na corrida e derrotou o veterano Arlen Specter, que em 2009 abandonou uma militância de décadas no Partido Republicano e se passou – inutilmente, como se viu – para o «outro lado».
Significativamente, o próprio Sestak confirmou a «oferta de emprego». E, finalmente, após semanas de especulação, a Casa Branca também confirmou a notícia... mas «esclarecendo» que o convite foi feito por Bill Clinton e que o cargo era «não remunerado». Não só isto é pouco credível e mesmo risível como também não retira qualquer pressão a Barack Obama e ao PD. Sim, há uma forte probabilidade de ter ocorrido um crime. Não, não há – nunca houve! – uma «nova forma de fazer política» mas sim as «Chicago politics» já há muito conhecidas. Outras perguntas continuam por responder e, no Nº 1600 da Avenida da... Pennsylvania, algo... cheira mal. E, sem surpresa, a «lamestream media» parece continuar a não dar muita importância ao assunto...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Defesa «à zona»

Comece-se pelo principal: a nova, e tão falada, lei de imigração do Arizona não viola os direitos humanos, não é racista, não é discriminatória. Simplesmente, pretende combater um problema que se está a tornar cada vez mais grave naquele e em outros estados fronteiriços dos EUA: a entrada ilegal de estrangeiros e a criminalidade – em especial tráfico de droga – que frequentemente lhe está associada.
Compreensivelmente, «esquerdistas», «liberais» e «progressistas» estão contra porque para eles é mau tudo o que vagamente lhes pareça um aumento de autoridade e de «violência» contra «inocentes» e «indefesos» forasteiros. E, claro, há sempre a teoria de que mais imigrantes a entrar no país lhes é favorável nas suas acções de «engenharia eleitoral e social» de molde a garantir ao «partido do burro» mais votantes no futuro.
Assim, não surpreende que os disparates se sucedam. Como Eric Holder e Janet Napolitano a confessarem que não leram a lei... antes de a terem criticado! Ou Michael Posner («ajudante» de Hillary Clinton) a queixar-se da lei... aos chineses! Ou o chefe deles todos a juntar as suas críticas às do Presidente do México (cuja respectiva lei de imigração é muito mais dura do que a do Arizona). Ou Patrick Kennedy a falar em «comércio de escravos». Ou as – ridículas – ameaças de boicote vindas de outras partes do país, que envolvem a instrumentalização de estudantes, a proibição de viagens (!) ou que podem ter como consequência o corte de energia. Solução? Talvez boicotar os «boicotadores»...
Porém, e em contrapartida, há também a registar que a maioria da população apoia a iniciativa do Arizona, e outros estados poderão vir a tomar medidas semelhantes. Ou seja, e mais uma vez, há que não deixar que a desinformação e a demagogia deturpem os factos. Mas não se atente apenas nos avisos feitos por Alicia Colon, Ann Coulter, James M. Simpson, Kris W. Kobach e Bill O’Reilly. Ouça-se também as palavras sensatas proferidas, em 2006, por um senador do Illinois...

domingo, 23 de maio de 2010

«Blaming Bush»... ainda?!

Então, Barack Obama e o Partido Democrata continuam a utilizar, como principal «argumento» político-eleitoral, «atirar as culpas» para George W. Bush por tudo o que de mal acontece actualmente nos Estados Unidos? Alguém lhes deveria dizer que o anterior presidente cessou funções há quase ano e meio...
... Mas até se compreende que eles continuem a recorrer a Bush como «boogeyman» quando pouco ou nada de bom têm para apresentar e sobre que falar. O que também explica porque o relacionamento da Casa Branca com a comunicação social está cada vez pior (não, não é só com a Fox News) – aliás, é mesmo uma ironia que Barack Obama tenha, mais uma vez, recusado responder a perguntas dos jornalistas... depois de ter assinado o «Press Freedom Act»! Talvez porque receasse que o questionassem sobre o facto de o país ter registado o 19º défice orçamental mensal consecutivo e de o governador do Banco de Inglaterra ter comparado os EUA com a Grécia.
Porém, e como tristezas não pagam... dívidas, BHO sempre pode recorrer a James Jones, seu conselheiro de segurança nacional, para lhe contar uma anedota com judeus.

domingo, 16 de maio de 2010

«U. R. S. A.»

Imaginar que os EUA poderão algum dia transformar-se numa espécie de «U. R. S. A.» - «União das Repúblicas Socialistas Americanas» - é talvez mais do âmbito da ficção científica, ou histórica.
Porém, a verdade é que nunca desde que Barack Obama chegou à Casa Branca se discutiu tanto o eventual «deslizar» do país para uma forma qualquer de socialismo – ou mais social-democrata, como se verifica(va) em muitos países da Europa Ocidental, ou mesmo mais comunista, como se verificou na Europa de Leste, na URSS e na China. Há um ano Dick Morris deu o primeiro «alerta». É verdade que da parte do presidente nunca se ouviu, que se saiba, qualquer elogio, directo ou indirecto, àquele tipo de sistema político. No entanto, vários dos seus apoiantes e conselheiros já se pronunciaram a favor; ou então, o que vai dar ao mesmo, já condenaram o capitalismo.
Exemplos? Ron Bloom, (mais um) admirador de Mao-Tse-Tung, para quem a economia de mercado «não faz sentido»; Joel Rogers, para quem o capitalismo é «monstruoso»; Howard Dean a declarar que o debate entre capitalismo e socialismo «terminou» e que «vamos ter ambos» os sistemas; Mark Joseph, que apela a Barack Obama que se assuma como socialista; Jim Wallis, que exige – citando a Bíblia! – a redistribuição da riqueza; Donald Berwick, que defende que um sistema de saúde «justo» e «civilizado» deve... redistribuir a riqueza; Al Sharpton, que acredita que a maioria dos eleitores norte-americanos «votaram no socialismo» ao elegerem Obama, e que só haverá verdadeira justiça social quando «tudo for igual em todas as casas»; Ed Schultz, que quer uma intervenção «igualizadora» na rádio... já que «vamos todos ser socialistas».
Eis, pois, a pergunta que se deve fazer: «você é um socialista?» Segundo uma sondagem recente, uma parte significativa dos norte-americanos tem uma «imagem positiva do socialismo»! Deve ser por isso que a administração do Empire State Building decidiu, no ano passado, iluminar o edifício com luzes vermelhas e amarelas como forma de «homenagear o povo da China» aquando do 60º aniversário da revolução que levou Mao e o Partido Comunista Chinês ao poder; mas que, este ano, recusou iluminar aquele ícone de Nova Iorque de azul e branco como forma de assinalar o centenário do nascimento de Madre Teresa de Calcutá!

sábado, 8 de maio de 2010

Falta de «chá»

E não é que mais um muçulmano tentou cometer um – colossal – acto terrorista nos EUA? O terceiro, em pouco mais de seis meses!
Felizmente, Faisal Shahzad, que levou um carro cheio de material explosivo para a Times Square de Nova Iorque, seguiu, não o «exemplo» de Nidal Malik Hasan, mas sim o de Umar Farouk Abdulmutallab, e... falhou. Porém, e mais uma vez, já havia «sinais de perigo» que não foram seguidos: Shahzad contactou outros terroristas e estava numa «lista de segurança» há mais de 10 anos... mas da qual foi removido em 2009. Talvez porque, aparentemente, e apesar do obrigatório exemplar do Corão, parecia um norte-americano «normal»...
Em mais uma análise demolidora, Ann Coulter avança a hipótese de o conceito principal da «política de segurança» de Barack Obama ser... esperar que as bombas não funcionem! Para então se prestar mais atenção à «verdadeira» ameaça... as Tea Parties! Cujos integrantes são, para alguns democratas, mais perigosos do que os extremistas islâmicos! Barack Obama parece concordar, aos também lhes chamar «tea-baggers» (insulto inventado por esse «exemplo de masculinidade» da CNN chamado Anderson Cooper) e permitir a utilização do corpo de intervenção da polícia contra esses «perigosos» protestantes...
Entretanto, a mesma «escolha do inimigo» é feita a outro nível. Depois de se terem acobardado com as ameaças feitas aos criadores de «South Park» por estes terem ousado brincar com Maomé, os (ir)responsáveis do Comedy Central anunciaram uma nova série satírica que tem como personagem principal... Jesus. Faz todo o sentido. Até porque, provavelmente, Faisal Shahzad queria atingir a Viacom, o grupo de media que detém o CC, e cuja sede está situada na Times Square.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Contando «Histórias»

No próximo dia 10 de Maio (segunda-feira), e a partir das 18 horas, vai ter lugar na Bertrand Picoas Plaza a apresentação, em Lisboa, do livro «Histórias da Casa Branca». O seu autor é Germano Almeida, igualmente responsável pelo blog Casa Branca.
O lançamento na capital contará ainda com as presenças e as intervenções do General José Loureiro dos Santos (que, aliás, assina o prefácio da obra) e de Vítor Serpa, director de A Bola, jornal do qual o autor do livro é colaborador e em cujo respectivo sítio na Internet foram publicados muitos dos textos que integram estas «Histórias...» Ontem, 5 de Maio, decorreu a primeira apresentação, no Porto, na FNAC MarShopping, que contou ainda com as presenças e as intervenções de Carlos Daniel e de Carlos Pereira Santos, jornalistas respectivamente da RTP e de A Bola.
Aproveito a oportunidade para dar a Germano Almeida os mais sinceros parabéns por este livro e enviar-lhe os melhores votos de sucesso, tanto profissional como pessoal. Apesar de os nossos blogs, Casa Branca e Obamatório, estarem situados em campos claramente opostos no que se refere à apreciação da política e da sociedade dos EUA, tal não tem sido obstáculo a que mantenhamos um relacionamento cordial. O que é normal e mesmo expectável, de resto, entre duas pessoas que partilham, apesar das diferenças de opinião, um grande interesse, e até uma certa paixão, pelo que acontece na grande nação do outro lado do Atlântico.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

É o dinheiro «democrata»?

Duas grandes mentiras, ou dois grandes mitos, costumam ser brandidos pelos demagogos contra o Partido Republicano norte-americano: primeiro, que é o partido dos racistas – quando, na verdade, foi fundado para combater a escravatura, disso sendo Abraham Lincoln a suprema encarnação (e é o Democrata o partido historicamente associado à escravatura, à secessão e à segregação); segundo, que é o partido dos ricos.
Neste assunto como em todos os outros, nada melhor do que contrapor os factos às fantasias: não só os círculos eleitorais mais abastados tendem a votar cada vez mais no PD como é neste que estão os congressistas mais ricos – note-se como no «Top 10» apenas dois são republicanos! E bem pode Barack Obama bramar contra os banqueiros «gatos gordos» que, supostamente, arruinaram a economia dos EUA: a verdade é que a maioria desses «gatos», ou pelo menos os principais de entre eles, foram ou são ainda seus apoiantes! A recente tentativa de «reforma» do sistema financeiroaparentemente tão «progressista», «relevante» e «transparente» como a do de saúde - tem permitido o realçar de diversas contradições e até o revelar de alguns casos... complicados.
O maior de todos (casos e contradições) resulta das várias ligações da (actual) Casa Branca à Goldman Sachs – e das doações desta à campanha do então candidato Barack Obama, que o agora presidente não tem intenção de devolver. Mais: um ex-conselheiro do Presidente é agora advogado na GS. Deve ser também por isso que aquela empresa afirma apoiar a «reforma de Wall Street» preconizada pela corrente administração. Entretanto, o Citigroup mostra igualmente um grande... entusiasmo. «Compreensível», aliás, quando se ouve Timothy Geithner, secretário do Tesouro (que, recorde-se, só após ser convidado para o cargo é que pagou os impostos que tinha em atraso), a ameaçar que os bancos poderão ser «desmembrados» se voltarem a fazer «asneiras». Não é pois de surpreender que até já haja quem diga que, no sector financeiro, hoje «todos odeiam Obama». Enfim, não é preciso exagerar...
Também neste tema poucos descrevem melhor a situação, as suas causas e consequências – e inevitável hipocrisia – do que Ann Coulter (aqui e aqui). Porém, uma coisa é certa: algo tem de ser feito para impedir que grandes incompetências – e mesmo fraudes – voltem a acontecer. O pior é que o governo federal não oferece suficientes... garantias.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Comedy Central... ou Comité Central?

Comedy Central é o canal de televisão que, entre outros programas, emite «The Daily Show» de Jon Stewart. Este é conhecido por, maioritariamente, criticar e satirizar individualidades conservadoras e ligadas ao Partido Republicano, e alinhar pelas posições dos liberais, «progressistas», esquerdistas, do Partido Democrata.
«Alvo» frequente de Jon Stewart é o Fox News Channel; aliás, a sua disputa mais recente com aquela estação envolveu um dos colaboradores mais conceituados daquela, Bernard Goldberg - pormenores desta polémica podem ser encontrados aqui e aqui. E, como é habitual nele, o humorista (que não, não é jornalista) utilizou um dos seus «argumentos» favoritos: dizer «Fuck you!», repetidamente, aos seus oponentes. Algo que não parece incomodar a direcção do Comedy Central.
O que já parece incomodar os (ir)responsáveis do canal são (supostas) ofensas a muçulmanos: um episódio de «South Park» foi recentemente censurado por os autores daquela série, Matt Stone e Trey Parker, terem sido ameaçados de morte depois de «brincarem», em outro episódio, com Maomé.
Conclusão: no Comedy «Comité» Central há quem não tenha coluna vertebral. Decididamente, uma linha foi traçada. E até no New York Times há quem perceba isso.

sábado, 17 de abril de 2010

E ele continua a curvar-se...

... Quando não é suposto que um Presidente dos Estados Unidos da América o faça. E, pior, frente a um ditador como é o Presidente da China. Decididamente, Barack Obama não aprendeu até agora as boas maneiras – e a boa (isto é, direita) postura – que um homem na sua posição deve(ria) ter.
Esta mais recente vénia teve a agravante adicional de ter sido feita em «casa», em Washington, por ocasião de uma «cimeira sobre segurança nuclear» que, ao contrário do que dizem os propagandistas habituais, tanto portugueses como estrangeiros, não alcançou muitos resultados quer positivos quer definitivos. A cimeira «notabilizou-se», isso sim, pelo desrespeito demonstrado por BHO – segundo o Washington Post! – para com os media (já se sabe que o maior respeito está reservado para individualidades internacionais pouco recomendáveis...).
É por estas e por outras que já há quem enuncie as «10 razões porque Barack Obama é o mais ingénuo presidente na história dos EUA». E quem demonstre que praticamente qualquer promessa feita por ele tem um «prazo de validade».

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sementes de violência

Não é propriamente uma surpresa: tomando como pretexto meia dúzia de ameaças feitas contra congressistas do «burro» a seguir à aprovação do «Obamacare», tanto os «lamestream media» como o Partido Democrata não perderam tempo a acusar os militantes das Tea Parties, e até o próprio Partido Republicano, de incitar à violência contra todos os «obamistas» em geral. Porém, sabe-se agora que mais de metade dos «festivos do chá» não são republicanos...
Não surpreendentemente, pouco destaque foi dado ao facto de a ameaça mais grave desse período ter sido feita... contra um congressista republicano. Tal como reduzida atenção foi concedida ao assédio feito a Karl Rove por uma apoiante de Barack Obama... e do Hamas (!), e às agressões feitas a militantes das Tea Parties por apoiantes de Harry Reid. Andrew Breitbart, que foi testemunha deste incidente, reflectiu sobre as implicações do clima de confrontação que está a ser criado pelos discípulos de Saul Alinsky.
Felizmente, há também quem recupere – porque gravou («recorded»!) para mais tarde recordar – os inquietantes insultos e insinuações contra George W. Bush durante a sua presidência (já anteriormente havíamos feito referência a este contraste). Mais recentemente, e para tirar dúvidas sobre quem anda verdadeiramente a espalhar sementes de violência, nada é mais elucidativo do que saber o que pensam dois admiradores de BHO: um escreveu que Obama deve «canalizar o seu Al Capone interior e “go gangsta” contra os seus inimigos»; outro escreveu que «é tempo de partir joelhos», «é tempo de destruir o Partido Republicano» - com a imagem de um bastão de baseball (será dos Chicago White Sox?) com o nome «Barack»! E, aparentemente, tais apelos já foram seguidos.
Sim, é a «esperança» e a «mudança» no seu melhor...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Não bater bem da bola

Será caso para dizer «three strikes and you’re out»? É que já vão duas... Barack Obama parece ter um problema com o baseball, mais concretamente com o nome do (antigo) estádio dos White Sox, um dos dois clubes da sua (?) cidade, Chicago. No ano passado disse «Cominsky Field» em vez de «Comiskey Park». Este ano «melhorou», ou seja, o engano foi menor: disse «Cominsky Park». Porquê a atrapalhação com esta palavra? Por ser parecida com «commie» («comunista»)?
Poder-se-á perguntar se esta questão é (muito) relevante. Na verdade, não. Mas este (duplo) erro, se fosse cometido por George W. Bush, seria sucessivamente recordado e ridicularizado – e quantas supostas gaffes do anterior presidente não vieram, afinal, a revelar-se serem exageradas ou mesmo falsas? Porém, não é suposto um adepto de uma equipa saber o nome do estádio da mesma? É como um benfiquista dizer «Luxo» em vez de «Luz».

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Stupak, ou a estupefacção

Bart Stupak, democrata pelo Estado do Michigan na Câmara dos Representantes, foi um dos nomes mais em foco durante o polémico processo de elaboração e votação da lei que concretizou a «reforma» do sistema de saúde. Porquê? Porque foi, ou é, o rosto mais visível, talvez o «chefe de fila», de um grupo (de cerca de uma dezena) de representantes do «burro» mais moderados e supostamente «pro-life», isto é, que se opõem ao aborto. E que ameaçaram votar contra o «Obamacare» se este contemplasse o financiamento público de «interrupções voluntárias da gravidez».
E que fez Bart Stupak? Votou... a favor do «Obamacare». Porque disse ter a promessa por parte de Barack Obama – o presidente mais pró-aborto da história dos EUA – de que não haveria apoio estatal às IVG’s, e que o actual inquilino da Casa Branca assinaria uma «ordem executiva» para impedir que tal acontecesse. Só que... uma «ordem (presidencial) executiva» não pode reverter uma lei do Congresso. Mesmo assim, o representante do Michigan diz que a nova lei é «pró-vida»(?!). E, já agora, uns biliões de dólares também ajudam a manter a fidelidade partidária...
São políticos como Bart Stupak, autênticas figuras do «status quo», e as suas... contradições, que explicam a ridiculamente baixa popularidade – e credibilidade – do Congresso (maioritariamente democrata nas duas câmaras) e o surgimento do movimento das Tea Parties. Em Novembro ver-se-á se ele mantém o lugar (actualização: afinal, ele não se vai recandidatar). Stupak poderia ser um sinónimo de estupefacção. Ou de estupidez.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Até parece mentira...

... Que Walter Cronkite tenha sido um ideólogo manipulador e não a personificação da ética e do rigor no jornalismo. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que George Soros, milionário especulador, conselheiro e financiador de Barack Obama e do Partido Democrata, tenha sido um colaboracionista nazi. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Jeff Immelt, CEO da General Electric, tenha permitido que a NBC e a MSNBC, empresas do grupo, apoi(ass)em abertamente Barack Obama e o Partido Democrata para mais facilmente obter contratos governamentais para os seus produtos e serviços. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Kevin Jennings, «conselheiro para a segurança nas escolas» de Barack Obama, activista homossexual, tenha proposto a divulgação de literatura pornográfico-pedófila junto de crianças. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Barack Obama – que  (alegadamente) foi professor de Direito! – tenha confundido, durante o discurso do Estado da União, a Constituição com a Declaração de Independência. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Harry Reid se tenha enganado e votado contra o «ObamaCare»... duas vezes! Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Steve Jobs tenha permitido que a Apple boicote Glenn Beck e promova «Che» Guevara. Mas sim, é mesmo verdade.

domingo, 28 de março de 2010

«Hoax and Chains»

Uma semana é um período de tempo adequado para se deixar... passar e, enfim, comentar a aprovação, na Câmara dos Representantes dos EUA, da dita «reforma» do sistema de saúde proposta por Barack Obama. E tentar apontar as principais marcas desta decisão, tanto no conteúdo quanto na forma.
No conteúdo, não restam quaisquer dúvidas – tal como antes já havíamos alertado – que esta iniciativa atenta contra os que têm sido os mais básicos alicerces (do sucesso secular) da sociedade norte-americana, ao proporcionar, à partida, não só um aumento da dimensão e dos poderes do Estado, mas também, em perspectiva, uma diminuição generalizada da qualidade dos cuidados médicos no país. E não se escute apenas as opiniões, por exemplo, de Gary Graham, Glenn Beck, Jon Kraushar, Sarah Palin e Bill O’Reilly; proeminentes democratas como Howard Dean e Max Baucus admitem que o «Obamacare» procede(rá), em última instância, a uma redistribuição da riqueza – e outro, John Dingell, vai mais longe e confessa que se trata de «controlar o povo». Mais: agora que há uma lei que obriga a que se adquira um seguro de saúde, o que impedirá que, em breve, se force os consumidores a comprar carros da General Motors?
Na forma, a aprovação do «Obamacare» levantou, e ainda levanta, muitas dúvidas de carácter legal e processual. Porém, o próprio presidente não dá importância a essas questões. O que também explica que tenha quebrado (mais) duas promessas eleitorais: ao ter assinado a lei (que contém, indubitavelmente, uma flagrante dualidade de critérios) menos de dois dias após aquela ter sido aprovada no Congresso – durante a campanha disse que só o faria pelo menos cinco dias depois; e por todo o processo ter decorrido «à porta fechada» - durante a campanha disse que as negociações seriam transmitidas pela televisão. Não surpreende, por isso, que os procuradores de pelo menos 13 Estados (para já...) tenham anunciado que vão contestar a lei em tribunal.
É isto «Hope and Change»? Ou será mais «Hoax and Chains»? Já há quem proclame: «Impeach the President!» Exagero? Talvez. No entanto, o contentamento de Fidel Castro pela passagem do «Obamacare» é um sério motivo de reflexão... e de preocupação.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Inverno do descontentamento deles

Com excepção de uns quantos «alucinados» (talvez os mesmos que dizem que o século XXI não se iniciou no ano 2000) que afirmam que a Primavera começa no dia anterior, todos sabem que tal acontece a 21 de Março. Entre eles está Bill Clinton, que, em discurso recente marcado pelo humor, «revelou» que, para Al Gore, aquela estação do ano é uma «prova do aquecimento global»!
A piada do 42º presidente norte-americano dirigida ao seu vice-presidente representa como que a «cereja» em cima do «bolo»... amargo que constituiu para os alarmistas-fundamentalistas-vigaristas das «alterações climáticas» o Inverno que agora terminou (oficialmente...), e que, como previsto, foi o mais rigoroso das últimas décadas – com abundantes provas na Austrália (granizo em pleno Verão!), Europa e na América – em que todos os 50 Estados, num momento ou noutro, ficaram cobertos de branco... Mas não foram só os dados empíricos, sensoriais, que desautorizaram (espera-se que definitivamente...) o «aquecimento global». Nestes últimos meses souberam-se mais detalhes sobre o escândalo já conhecido como «Climategate», mais concretamente que: não há «aquecimento» desde 1995 (não existem dados científicos fiáveis que comprovem essa teoria); não se prevê um aumento considerável dos níveis dos oceanos (idem); e que os erros e os embaraços já são tantos que a ONU se viu obrigada a intervir no IPCC. Também aqui será interessante seguir o «rasto do dinheiro», em especial aquele que Al Gore tem ganho. Será que ele terá de devolver o Óscar?
Obviamente, existem e existirão sempre fanáticos, tanto na comunicação social como na política, para quem os factos nunca serão suficientemente convincentes; que continuarão a acreditar em todas as patranhas ambientais, quer envolvam humanos quer plantas; e que sonham com o dia em que aquele anúncio da Audi (o da «polícia verde») se torne realidade...

sábado, 20 de março de 2010

Ela é de São Francisco...

... Por isso há que dar um certo «desconto» a Nancy Pelosi, porque, como afirmava uma conhecida campanha publicitária, «everybody knows the best nuts come from California». A speaker resolveu revelar que «nunca paro de chicotear. Não há começo, não há meio, e não há fim. A minha vida é uma constante operação de chicote.»
É claro que a representante democrata se referia, formalmente, a uma expressão - «whip» - que, nos sistemas anglófonos, se aplica a uma função de liderança, de condução da agenda política. Porém, o tom de voz e o riso dela denunciavam uma mais do que óbvia alusão a certas práticas «sado-maso» pelas quais a sua cidade (capital mundial dos comportamentos desviantes) também é célebre.
Nancy Pelosi parece querer ser «dominadora» em mais do que um sentido... e provavelmente nem se importa muito que lhe chamem «arrogante, «ignorante» e «incompetente» e que queiram despedi-la. Este é pois o momento certo para recordar, bem a propósito, uma famosa canção de há 30 anos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

(In)Segurança (Inter)Nacional

Será que a expressão «a raposa a guardar o galinheiro» se aplica aqui? Porque já não há qualquer dúvida de que a actual administração norte-americana – e, mais especificamente, o attorney general – tem ao seu serviço advogados que... defende(ra)m suspeitos de terrorismo. Mais concretamente, no Departamento de Justiça, que tem a seu cargo... o julgamento desses mesmos suspeitos! Entretanto, o DdJ admitiu que houve outras «omissões». É de perguntar: o que está Eric Holder a esconder? E como é que ele «sabe» que Osama Bin Ladem não vai ser capturado vivo?
Não faltaram, como seria de esperar, tentativas de justificar o injustificável, e Ann Coulter denuncia-as e desmonta-as sem apelo nem agravo. Porém, o Departamento de Justiça não é o único em relação ao qual existem dúvidas sobre a capacidade de quem o dirige. No Departamento de Segurança Interna, Janet Napolitano já foi apanhada a dormir, e não só literalmente. É de perguntar: haverá motivo para entrar em pânico? Inevitavelmente, são feitas comparações entre a anterior e a actual administração, e parece até travar-se uma «batalha dos vice-presidentes» - com uma filha de um deles a intervir. Como de costume, Joe «Balelas» Biden mostra ter uma curiosa concepção da coerência – aliás, tal como o seu chefe...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cuba não é livre

Orlando Zapata Tamayo, falecido há menos de um mês depois de ter estado em greve de fome quase três, é o nome do mais recente prisioneiro político de Cuba a morrer por causa do regime ditatorial dos irmãos Fidel e Raul Castro – o último (até agora…) registo numa lista já muito longa (centenas, milhares de mortos?) É por isso oportuno: lembrar que, naquela ilha, o único local em que vigora a democracia e se respeitam os direitos humanos é… a base de Guantanamo; e sugerir a leitura de três textos de Humberto Fontova – sobre Elian Gonzalez, «idiotas úteis» e Ernesto «Che» Guevara – que ajudam a desmontar os mitos que uma certa «esquerda» ainda mantém sobre aquele oprimido país das Caraíbas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

«Quintas» de celebridades

O primeiro trimestre de cada ano é também o período, nos EUA, de atribuição de prémios – no cinema, na televisão, na música, Globos de Ouro, Óscares, Grammys, Emmys... Logo, é também, habitualmente, o período em que as «celebridades» do «showbiz» mais se expõem publicamente. Porém, e infelizmente, muitas delas não se limitam frequentemente a expor os novos «trapos», tatuagens e taras: também revelam à sociedade, e à saciedade, a sua hipocrisia, ignorância e malevolência.
«Tradicionalmente», o meio artístico reunido em Hollywood (e não só) inclina-se esmagadoramente para a esquerda, isto é, para o Partido Democrata, a favor de liberais e contra os conservadores. «Veteranos» como Alec Baldwin, Barbra Streisand, Susan Sarandon e Tim Robbins há muito tempo que com regularidade «cospem veneno» em tudo o que mexa que lhes «cheire», mesmo que vagamente, aos valores que são partilhados pela maioria da população norte-americana – isto é, aqueles que gastam dinheiro nos produtos audio-visuais em que eles participam. Porém, a ascensão de Barack Obama, primeiro enquanto candidato e depois enquanto presidente, parece ter proporcionado um aumento exponencial do «índice de estupidez» das estrelas.
Exagero? Atente-se nestes exemplos: Madonna a colocar John McCain na «companhia» de Adolf Hitler; o «ex» dela, Sean Penn, a ser... ele mesmo; um talentoso monte de m***a chamado Michael Moore; Charlie Sheen a querer discutir com BO a «conspiração» por detrás do 11 de Setembro; Jennifer Lopez a chamar «cabrona» a Sarah Palin; o racismo de Kanye West; músicos que protestam contra a utilização da suas obras em «torturas»; actores que subscrevem os «ensinamentos» do «pedagogo-demagogo» Howard Zinn; actores que tiram a roupa devido ao «aquecimento global»; este, segundo Danny Glover, terá sido a causa do terramoto no Haiti; Oliver Stone que, depois de dirigir um documentário «caloroso» sobre Hugo Chavez, quer realizar outro a «contextualizar»... Hitler e Estaline.
Porquê estes comportamentos, estes casos? Existem algumas teorias que explicam porque: a «esquerda de Hollywood» adora ditadores; «malhar na direita» é a última esperança para estrelas em declínio; existe uma nova «lista negra»; a «tolerância liberal» não é mais do que um ataque à liberdade de expressão. Haverá uma disfunção nas celebridades? Se sim, será consequência da genética ou do ambiente? Estarão elas definitivamente divorciadas da realidade? Entretanto, e após anos e anos e anos a beneficiar de regalias que em outros são condenáveis, os «criativos» culturalmente «correctos» da «cidade dos sonhos» vêem a Califórnia, e eles próprios, a serem prejudicados pelas «políticas progressistas» que sempre professaram. Muitos motivos que explicam porque, muito provavelmente, determinados filmes nunca serão feitos... nem premiados.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

«Anatomia» de Grayson

O Partido Democrata tem muitas individualidades dadas ao... insólito (sim, muito mais do que o Partido Republicano). Aliás, começa logo com os actuais presidente e vice-presidente dos EUA: logo no início do mandato surgiram as primeiras alusões às trapalhadas de Barack Obama e de Joe Biden, tanto em «duo» - com um «Top 10» - como a «solo»; em Dezembro foi apresentado o «Top 5» do «duo»... enquanto em Janeiro se ia «actualizando» o registo a «solo».
Na «segunda linha» há muito por onde escolher: entre Al Franken, Barbara Boxer, Barney Frank, Charles Rangel, Chris Dodd, Harry Reid e, last but not the least, Nancy Pelosi, a «competição» é muita para se «eleger» o político(a) mais ridículo do Capitólio. Porém, parece que é um rookie que vai conseguir a «vitória»: apresentando... Alan Grayson, representante da Flórida!
Alan Grayson merece uma medalha do Congresso. Não a de ouro mas sim a de «lata». E em forma de retrete.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mandar o Lama...

... O Dalai Lama, por uma das portas das «traseiras» da Casa Branca, passando pelo lixo, não será propriamente a atitude mais elegante a tomar. Porém, e apesar disso, o mais importante é que Barack Obama enfim recebeu mesmo – embora «discretamente» – o líder espiritual e temporal do povo tibetano na residência oficial do Presidente dos Estados Unidos da América, não se deixando intimidar (muito...), desta vez, pela ditadura chinesa – ao contrário do que aconteceu em Outubro último. No entanto, BHO está ainda muito longe de, pelo menos, igualar a hospitalidade de George W. Bush para com Sua Santidade: antes de lhe entregar a Medalha de Ouro do Congresso (a mais alta distinção dos EUA para um civil), o anterior presidente já se havia encontrado com Tenzin Gyatso três vezes na Casa Branca. Não é pois de admirar que o (justamente) galardoado com o Prémio Nobel da Paz tenha afirmado: «Eu amo George W. Bush!» E nem é de surpreender que os encontros entre os dois nunca tenham sido divulgados pelos media portugueses...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Abandonar o barco

Pode levar algum tempo, mas os políticos nos Estados Unidos da América (em Portugal nem tanto...) acabam sempre por «pagar o preço» de agirem contra a vontade da maioria do povo, dos eleitores, dos seus constituintes. E isso aconteceu – ainda acontece – com a famigerada tentativa de «reforma» do sistema de saúde.
A primeira, e mais proeminente, «punição» aconteceu com a vitória de Scott Brown no Massachusetts. Porém, tanto antes como depois surgiram sinais que indica(va)m sérias dificuldades para vários ou mesmo todos os congressistas – senadores e representantes - democratas que, tendo votado a favor da proposta, enfrenta(ria)m acrescido risco de derrota nas eleições de Novembro próximo... ou até em 2012!
Há a apontar, nomeadamente, os casos do senador pelo Nebraska Ben Nelson, cuja popularidade desceu 30%, e da senadora pelo Missouri Claire McCaskill, que afirmou que não se importa se não for reeleita; há casos como os de Chris Dodd e de Evan Bayh, senadores respectivamente pelo Connecticut e pelo Indiana, que anunciaram que não se vão recandidatar – e além deles existem outros a quererem «abandonar o barco». É ainda de assinalar o caso de dois congressistas – sim, democratas! – que pedem que sejam prolongadas as descidas de impostos decididas por George W. Bush! Em resumo, os do «burro» ficaram confusos e zangados...
... E, «pior», há alguns que se querem distanciar de Barack Obama! O que não é de todo surpreendente, pois já se aperceberam dos custos políticos decorrentes das contradições (antes a posição era uma, agora é outra) e das promessas não cumpridas. Até Nancy Pelosi «torce o nariz» às incoerências do presidente, e não só literalmente. Porém, há que reconhecer a disponibilidade da speaker para, a bem da nação, se prestar a outros «exercícios (sacrifícios?) físicos»...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Retrato de um falhado

Aconselha-se a leitura deste artigo de Stuart Schwartz – um bem documentado, devastador, impressionante retrato de alguém que corporiza, nos EUA, o que de mais abjecto tem a «esquerda» e o «liberalismo» pró-Partido Democrata, e não só na comunicação social: Keith Dobermann... perdão, Olbermann!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sarcasmo de Sarkozy

Poderá Nicholas Sarkozy não simpatizar com Barack Obama? Pelo menos é o que parece quando se sabe isto. Já antes, isto. E antes disso, isto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

E lá fez ele mais uma...

... Vénia. Porém, esta representa duas «melhorias» consideráveis em relação às anteriores: não foi feita nem perante estrangeiros nem perante homens – ele inclinou-se desta vez diante de Pam Iorio, a mayor de Tampa... que, supõe-se, não lhe terá dado uma «tampa». Entretanto, e, curiosamente, na mesma cidade da Flórida, José Pacheco Pereira encontra, salvo as devidas proporções, muitas semelhanças com o que acontece em Portugal. Aqui no Obamatório também já havíamos reparado...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Apenas mais um discurso?

Barack Obama leu ontem, no Congresso dos EUA, o seu primeiro «Discurso do Estado da União». E representou algo de verdadeiramente diferente em relação aos muitos outros discursos que já leu? Admitiu ter compreendido o significado de recentes desaires eleitorais do Partido Democrata? Anunciou que vai abandonar ou alterar medidas que a maioria dos americanos rejeita? Não.
O discurso foi, essencialmente, mais do mesmo: longo (o maior da sua carreira!), repetitivo, desinteressante... tanto que até Harry Reid foi «apanhado» a bocejar! Porém, pior seria se tivesse sido dito em «dialecto de negro»... Mas houve pelo menos um aspecto positivo a registar: o «índice de narcisismo» desceu – neste discurso o presidente falou de si próprio «só» 114 vezes, quando, numa anterior alocução, chegou às 132...
Comentadores como Fred Barnes, Kevin McCullough e Toby Harnden chamam a atenção, além das insuficiências, para as incoerências inerentes ao pensamento e à acção de BHO, mais concretamente entre o que ele prometeu e o que cumpriu (ou não...), e entre o que ele diz que é verdade e... o que se sabe que é mesmo verdade. James Pinkerton aconselha-o a pedir a ajuda de Steve Jobs. Já o senador James Inhofe é mais sucinto: «Obama é melhor mentiroso do que Clinton.» No entanto, como diz o provérbio, depressa se apanha um...
E por falar em mentiras, uma «inovação» inesperada, mas insolente, do discurso foi a crítica a uma decisão recente do Supremo Tribunal de Justiça... com os respectivos juízes sentados na sala! Um deles, Samuel Alito, foi «apanhado» a murmurar «not true», o que fez lembrar o que aconteceu no ano passado com o congressista Joe Wilson... Barack Obama alegou que, assim, qualquer indivíduo ou instituição, mesmo do estrangeiro, pode intervir nas eleições americanas... o que não deixa de ser irónico, pois foi isso mesmo que aconteceu na sua campanha!
O Partido Republicano também já fez o seu «balanço» do primeiro ano de BHO como presidente. O primeiro de apenas quatro? O Sr. Hussein afirmou que prefere ser um «mesmo bom» presidente de um mandato do que um «medíocre» de dois. Mas Charles Krauthammer lembra que há uma terceira opção...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cores primárias

«Sim, ele conseguiu»... o quê? Nem numa escola primária ele consegue falar sem a ajuda de teleponto! E porque esta é uma «dependência» que já se viu que ele não consegue diminuir, sujeitando-se a incidentes indesejados, não é de admirar o multiplicar de comentários sarcásticos, tanto por parte de cidadãos (mais ou menos) comuns como por parte de humoristas como Jon Stewart – que aliás, já o satirizara por outra estranha «fixação».

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ano Dois

Barack Obama tomou posse como 44º Presidente dos Estados Unidos da América há um ano. E o Obamatório, não por coincidência, «abriu» também as suas «portas» há um ano.
Agora como então, vai-se dividir as atenções entre o anterior e o actual presidente. Assim, eis seis retrospectivas sobre George W. Bush, escritas por Andrea King e Dave Logan, Andrew Breitbart, Candace de Russy, Gary Graham, Jeffrey Shapiro e Leigh Scott. E seis retrospectivas sobre BHO, escritas por Bradley Blakeman, Charles Krauthammer, Frank DeMartini, Jon Kraushar, Kurt Schlichter e Paul A. Rahe.

«Este é o assento do povo!»

Scott Brown, do Partido Republicano, venceu ontem a eleição para o cargo de senador (um dos dois por cada Estado) pelo Massachusetts – uma votação que se destinou a encontrar um substituto permanente para Edward Kennedy, que faleceu no ano passado.
É uma vitória extraordinária (a primeira de um republicano desde 1972!), mas que só pode surpreender quem – ao contrário de nós – não tem observado atentamente o que se passa nos Estados Unidos da América desde há um ano, e que ainda prefere o delírio da propaganda à realidade dos factos – mais concretamente, o crescente descontentamento com as políticas, e as atitudes, de Barack Obama e do Partido Democrata. E o triunfo é tanto mais notável porque se trata do lugar que o irmão de John Kennedy ocupou durante mais de 40 anos! Mas, como Scott Brown correctamente lembrou, a posição que agora vai ocupar não é pertença de alguém em particular: «Este é o assento do povo!»
Mais importante, a confirmação de Scott Brown como o 41º senador republicano implica que os democratas perderam a maioria qualificada que detinham no Senado - e, logo, a capacidade de aprovarem sozinhos as suas propostas, em especial a «reforma» do sistema de saúde. É por isso compreensível a desorientação nas «fileiras azuis» e nos seus apoiantes, em especial os «cães de fila» que os «protegem» nos media. O desespero, e até o pânico, pelo que ia acontecer em Boston expressaram-se, por exemplo, no convite à fraude de Ed Schultz, nos insultosreiterados – de Keith Olbermann (ambos, não surpreendentemente, da MSNBC), e na «angústia» hilariante de Jon Stewart (actualização: até este afirma que aquele exagerou...). Porém, por mais que os «cães» ladrassem, a «caravana» republicana passou...
… E essa «caravana» tomou a forma de um carro, a pick up truck de Scott Brown, de que Barack Obama troçou, no seu já habitual pedantismo elitista que negligencia os hábitos, as opiniões e os problemas do cidadão comum. E a ironia está em que é um veículo produzido por uma empresa – a General Motors – que a actual administração intervencionou! Por ter ido ao Massachusetts apoiar Martha Coakley o actual presidente é também um dos grandes, e directos, derrotados nesta eleição. Para ele, um ano depois de ter tomado posse, esta é uma má «prenda». A segunda, aliás, que recebe num «aniversário» para ele importante: a 4 de Novembro último, um ano depois de ter vencido as eleições presidenciais, o país acordava ao som das vitórias dos republicanos Christopher Christie e Robert McDonnell nas eleições para governadores, respectivamente, dos Estados de Nova Jérsia e da Virgínia. E em Novembro deste ano haverá eleições para o Congresso...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Por uma boa causa

Barack Obama pediu, e William J. Clinton e George W. Bush aceitaram participar na ajuda norte-americana ao Haiti, país devastado por um violento terramoto a 12 de Janeiro. Embora possa parecer insólita, esta aliança entre Clinton e Bush Filho não representa a primeira vez que o marido de Hillary colabora com um membro da mais famosa família do Partido Republicano: antes associara-se a Bush Pai no auxílio aos afectados pelo furacão Katrina. Quando os mais altos, e verdadeiros, valores se levantam (os de salvar, proteger, vidas humanas inocentes), não há lugar a diferenças políticas e a rivalidades partidárias. Mais um bom exemplo... por uma boa causa.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Harry, o inimputável

Em 2008 o então candidato Barack Obama tinha uma hipótese de vencer porque tem uma «pele clara» e «não fala como um negro». Quem disse isto? Algum «racista» do Partido Republicano? Não. Foi Harry Reid, presidente do Senado dos EUA, do Partido Democrata.
Não é de agora que o senador do Nevada se notabiliza por actos ofensivos e palavras insultuosas. Porém, como está supostamente «do lado certo da História» (e da política), Barack Obama desculpou-o. No entanto, o actual presidente não teve o mesmo comportamento para com Trent Lott, que, em 2002, proferiu igualmente alguns infelizes comentários no mesmo âmbito. Mas, lá está, é do partido do elefante, e não do burro, logo... não se esquece e não tem perdão. Todavia, o exemplo máximo de como se pode ser beneficiado por se ser democrata e fazer declarações raciais insensíveis aconteceu igualmente durante a última campanha presidencial: outro proeminente senador admirou-se por o Sr. Hussein ser «articulado, brilhante, limpo e com bom aspecto» - e não só foi perdoado como ainda foi convidado para vice-presidente! E Bill Clinton, defendendo a candidatura da sua esposa Hillary, disse que Barack Obama, em outras circunstâncias, estaria a servir-lhes café!
Este (recentemente descoberto) dislate de Harry Reid, cujos contornos, contexto e causas Ann Coulter sumariza e satiriza, é, além de (mais) uma demonstração de dualidade de critérios, apenas outro episódio da estranha relação da comunidade afro-americana com um partido tão intrinsecamente racista como o Democrata. Contudo, nunca é de mais lembrar que há excepções.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Colher as tempestades

Há pelo menos um aspecto positivo na tentativa – felizmente falhada – por parte do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab de explodir, a 25 de Dezembro último e em pleno voo, um avião que viajava entre Amesterdão e Detroit: a demonstração definitiva do fracasso da «estratégia» adoptada pela actual administração norte-americana para o mundo muçulmano em geral e para o terrorismo islâmico em especial. Algo que já se podia antever aqui em Novembro e em Dezembro.
Com a confusão que se instalou nos aeroportos um pouco por todo o Mundo, Barack Obama está a «colher as tempestados» dos «ventos que semeou»: ao desvalorizar o terrorismo, ao ameaçar agentes da CIA por supostas «torturas», ao anunciar o encerramento da prisão de Guantanamo, ao dar a criminosos de guerra prerrogativas de cidadãos, o presidente dos EUA contribuiu indirectamente – ou até mesmo directamente – para o enfraquecimento dos sistemas de segurança implementados pela anterior administração. Um processo descrito e denunciado, entre outros, por Ann Coulter, Bill O’Reilly, Dick Morris, Kathleen McFarland, Michael Goodwin e Toby Harnden.
Também grave, e inquietante, é a circunstância de Barack Obama parecer enfrentar estes problemas algo displicentemente. Já aquando do massacre em Fort Hood demonstrara uma – aparente? – insensibilidade, não dando àquele assunto a prioridade imediata que se justificava; agora, reagiu ao quase-atentado nos céu de Michigan tardiamente e de uma forma pouco convincente – seguindo um «modelo» já utilizado em outras ocasiões. Entretanto, veio assumir-se como responsável principal pelo que aconteceu – nada de extraordinário, apenas uma elementar obrigação (parou finalmente de culpar George W. Bush?); e admitiu, finalmente, que há uma guerra com a Al-Qaeda – será que enfim aceitou que Dick Cheney tem razão?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Balanços desequilibrados

O começo de um novo ano é um momento que costuma significar também, habitualmente... retrospectivas, balanços, análises, do ano que findou. Porém, e ultimamente, antes de se passar em revista os principais factos, e figuras, que se destacaram de Janeiro a Dezembro, deve-se ter cada vez mais em atenção o modo como esses factos e figuras foram, precisamente, destacados. É que, por o jornalismo já não ser o que era, descobre-se mais facilmente que há acontecimentos que não são correctamente cobertos... expondo, frequentemente, a incompetência ridícula e a precipitação leviana dos que os desvirtuam.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Rir por último

Porque é suposto que a transição entre o «ano velho» e o «ano novo» seja um pretexto para a celebração, a boa disposição, a animação, o Obamatório fecha 2009 e abre 2010 com o Newsbusted, um projecto humorístico que tem a «desvantagem» de não ser politicamente correcto. Vale a pena ver – e ouvir – tudo, e aproveitar para rir das «barracas» - e não só de Barack... - dos últimos 12 meses. Boas entradas... e melhores saídas!

domingo, 27 de dezembro de 2009

À maneira de Chicago

Chicago é a cidade que Barack Obama escolheu para residir e trabalhar, e onde iniciou a sua carreira política. Foi também, recorde-se, a cidade de Al Capone. Não só continua a ser uma das mais violentas como é ainda consensualmente considerada a mais corrupta dos Estados Unidos da América: vários têm sido os titulares de cargos públicos no Estado do Illinois investigados, acusados e até condenados em tribunal. Neste âmbito, o caso – a controvérsia – mais recente envolve o ex-governador Rod Blagojevich, cujas ligações tanto ao actual presidente dos EUA como ao criminoso Anthony Rezko continuam por esclarecer cabalmente.
Não espanta, pois, por isso que, regularmente, sejam feitas referências pouco abonatórias à «windy city» e àqueles que dela vieram. Bill Clinton já se referiu a Barack Obama como tendo «os instintos políticos de um rufia de Chicago». O senador Lindsey Graham afirmou que a «reforma» do sistema de saúde foi aprovada à custa de «politiquices sórdidas de Chicago». Não se trata apenas de obscuras manobras de bastidores que pouco devem à legalidade ou à ética: trata-se também de «avisar» os adversários e até de ameaçar os (supostos) correligionários, além de (tentar) intimidar a imprensa. Não é só a Fox News que se tornou um alvo: a Politico publicou um artigo intitulado «7 histórias que Barack Obama não quer que sejam contadas», e não tardou em receber uma subtil, mas hostil, reacção da Casa Branca.
Quando elementos da actual administração se queixam inclusivamente de um hipotético «tratamento injusto» por parte de um... humorista (!), não admira que os índices de (im)popularidade de George W. Bush e de Barack Obama estejam quase idênticos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O pesadelo antes do Natal

Neste primeiro Natal em que é presidente dos EUA, Barack Obama – juntamente com a sua administração e o Partido Democrata – tem várias «prendas» para «oferecer» e pôr nos «sapatinhos» dos norte-americanos.
Entre essas «prendas» são de destacar: gastos governamentais no valor de 3,5 triliões de dólares em 2009 – um recorde para o primeiro ano de uma presidência; o tecto da dívida federal aumentado em 1,8 triliões de dólares; o défice orçamental aumentado para 9 triliões de dólares em 10 anos; o limite da dívida nacional aumentado para 13 triliões de dólares; número de empregos «sobre-avaliado em milhares» (devido a «fantasias»?) alegadamente criados pelo programa de estímulo à economia – este terá até beneficiado entidades sob suspeita; e, para acabar o ano em beleza, mais 1,1 triliões de dólares para gastar... Convenhamos que estas «prendas» são mais à medida de Jack Skellington do que do ancião de barbas brancas e de fato vermelho...
Já em Maio, Junho e Julho havia aqui sido notada a «fragilidade» (para usar um eufemismo...) das «Obamanomics» - que se compreende quando se sabe que o actual governo é, de entre todos dos últimos 100 anos, aquele que menos membros tem que trabalharam no sector privado... Porém, uma «solução» para «combater a crise» parece ter sido encontrada: dar «prendas» a quem faça doações a BHO e ao PD. A mesma lógica foi seguida na (preparação da) votação da «reforma» do sistema de saúde: os senadores democratas mais reticentes foram «comprados». Parece mais do mesmo «business as usual» em Washington promovido por quem prometia, há um ano, «mudança» na política... Estarão os Estados Unidos a tornar-se numa – enorme - «república das bananas»?
Greg Gutfeld, Liz Peek e Mike Huckabee são três de muitas pessoas que acreditam que se deve celebrar o Natal com a dedicação do costume apesar do que acontece(r) no Congresso... e na Casa Branca, onde a árvore está «decorada» com, entre outras, uma imagem de Mao. Pois... isso é mesmo... mau. Boas Festas!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mau ambiente

Terminou hoje, finalmente, e – felizmente! – em fracasso, a Conferência de Copenhaga, realizada sob a égide da sempre «relevante» e «eficiente» Organização das Nações Unidas, e que proporcionou aquela que foi talvez a maior congregação de charlatães de sempre na História da Humanidade.
Será que a nenhum dos «ambientalistas fundamentalistas» ocorre que falar em «combater as alterações climáticas» é, em si mesmo, ridículo? Que é natural no clima... a alteração, e que a actividade humana não o condiciona? Que faz tanto sentido combater as (alegadas) «alterações climáticas» quanto a rotação da Terra ou as erupções solares? Que os factos devem sobrepôr-se ao fanatismo? E que é anedótico (continuar a) falar em «aquecimento global» quando o Hemisfério Norte, tudo o indica, está a entrar num Inverno em que serão batidos, novamente, recordes de temperatura... negativos? Até em Agosto não era difícil prever isto!
Se os «arautos da desgraça» - que urge desmascarar - reunidos na capital da Dinamarca têm semelhanças com aquelas seitas que regularmente apregoam que está para breve o fim do Mundo como consequência dos «pecados» da Humanidade... é porque eles constituem, precisamente, uma! A diferença, agora, para maior e para pior, está em que os Estados Unidos da América, por culpa da presidência de Barack Obama, se juntaram oficialmente ao «culto».
Entretanto, em Portugal, é deprimente – hilariantemente deprimente – constatar que praticamente todos os jornais, revistas, rádios e televisões «competem» para ver quem dá as «notícias» e as «previsões» mais absurdas, alarmistas e apocalípticas. Na «nossa» comunicação social pouco ou nada se sabe, por exemplo...
Da verdadeira extensão e implicações do chamado «Climategate», a prova definitiva de que o alegado «aquecimento global» mais não é do que o resultado da manipulação e da distorção de dados e de provas, da discriminação e do silenciamento de críticos e de cépticos...
Do verdadeiro papel desempenhado pelo grande «apóstolo» desta «nova religião», Al Gore, cujos interesses pessoais nos «negócios verdes» e os vários erros e falhas da sua «doutrina» vão sendo sucessivamente desmascarados... sim, até em Copenhaga...
Da verdadeira natureza, enfim, de uma iniciativa que não só deixa uma descomunal «pegada de carbono» - sim, é verdade! - como também proporciona a Hugo Chávez uma enorme ovação. Diz-me quem aplaudes, dir-te-ei quem és... Havia de facto algo de «podre» - que «cheirava mal» - no reino da Dinamarca, mas o mais provável é que fosse o presidente da Venezuela...
Enfim, e como sempre, há fontes alternativas de informação, e o ambiente não é excepção. Pode-se começar por aqui. E seguir sem desfalecimentos.