segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sementes de violência

Não é propriamente uma surpresa: tomando como pretexto meia dúzia de ameaças feitas contra congressistas do «burro» a seguir à aprovação do «Obamacare», tanto os «lamestream media» como o Partido Democrata não perderam tempo a acusar os militantes das Tea Parties, e até o próprio Partido Republicano, de incitar à violência contra todos os «obamistas» em geral. Porém, sabe-se agora que mais de metade dos «festivos do chá» não são republicanos...
Não surpreendentemente, pouco destaque foi dado ao facto de a ameaça mais grave desse período ter sido feita... contra um congressista republicano. Tal como reduzida atenção foi concedida ao assédio feito a Karl Rove por uma apoiante de Barack Obama... e do Hamas (!), e às agressões feitas a militantes das Tea Parties por apoiantes de Harry Reid. Andrew Breitbart, que foi testemunha deste incidente, reflectiu sobre as implicações do clima de confrontação que está a ser criado pelos discípulos de Saul Alinsky.
Felizmente, há também quem recupere – porque gravou («recorded»!) para mais tarde recordar – os inquietantes insultos e insinuações contra George W. Bush durante a sua presidência (já anteriormente havíamos feito referência a este contraste). Mais recentemente, e para tirar dúvidas sobre quem anda verdadeiramente a espalhar sementes de violência, nada é mais elucidativo do que saber o que pensam dois admiradores de BHO: um escreveu que Obama deve «canalizar o seu Al Capone interior e “go gangsta” contra os seus inimigos»; outro escreveu que «é tempo de partir joelhos», «é tempo de destruir o Partido Republicano» - com a imagem de um bastão de baseball (será dos Chicago White Sox?) com o nome «Barack»! E, aparentemente, tais apelos já foram seguidos.
Sim, é a «esperança» e a «mudança» no seu melhor...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Não bater bem da bola

Será caso para dizer «three strikes and you’re out»? É que já vão duas... Barack Obama parece ter um problema com o baseball, mais concretamente com o nome do (antigo) estádio dos White Sox, um dos dois clubes da sua (?) cidade, Chicago. No ano passado disse «Cominsky Field» em vez de «Comiskey Park». Este ano «melhorou», ou seja, o engano foi menor: disse «Cominsky Park». Porquê a atrapalhação com esta palavra? Por ser parecida com «commie» («comunista»)?
Poder-se-á perguntar se esta questão é (muito) relevante. Na verdade, não. Mas este (duplo) erro, se fosse cometido por George W. Bush, seria sucessivamente recordado e ridicularizado – e quantas supostas gaffes do anterior presidente não vieram, afinal, a revelar-se serem exageradas ou mesmo falsas? Porém, não é suposto um adepto de uma equipa saber o nome do estádio da mesma? É como um benfiquista dizer «Luxo» em vez de «Luz».

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Stupak, ou a estupefacção

Bart Stupak, democrata pelo Estado do Michigan na Câmara dos Representantes, foi um dos nomes mais em foco durante o polémico processo de elaboração e votação da lei que concretizou a «reforma» do sistema de saúde. Porquê? Porque foi, ou é, o rosto mais visível, talvez o «chefe de fila», de um grupo (de cerca de uma dezena) de representantes do «burro» mais moderados e supostamente «pro-life», isto é, que se opõem ao aborto. E que ameaçaram votar contra o «Obamacare» se este contemplasse o financiamento público de «interrupções voluntárias da gravidez».
E que fez Bart Stupak? Votou... a favor do «Obamacare». Porque disse ter a promessa por parte de Barack Obama – o presidente mais pró-aborto da história dos EUA – de que não haveria apoio estatal às IVG’s, e que o actual inquilino da Casa Branca assinaria uma «ordem executiva» para impedir que tal acontecesse. Só que... uma «ordem (presidencial) executiva» não pode reverter uma lei do Congresso. Mesmo assim, o representante do Michigan diz que a nova lei é «pró-vida»(?!). E, já agora, uns biliões de dólares também ajudam a manter a fidelidade partidária...
São políticos como Bart Stupak, autênticas figuras do «status quo», e as suas... contradições, que explicam a ridiculamente baixa popularidade – e credibilidade – do Congresso (maioritariamente democrata nas duas câmaras) e o surgimento do movimento das Tea Parties. Em Novembro ver-se-á se ele mantém o lugar (actualização: afinal, ele não se vai recandidatar). Stupak poderia ser um sinónimo de estupefacção. Ou de estupidez.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Até parece mentira...

... Que Walter Cronkite tenha sido um ideólogo manipulador e não a personificação da ética e do rigor no jornalismo. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que George Soros, milionário especulador, conselheiro e financiador de Barack Obama e do Partido Democrata, tenha sido um colaboracionista nazi. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Jeff Immelt, CEO da General Electric, tenha permitido que a NBC e a MSNBC, empresas do grupo, apoi(ass)em abertamente Barack Obama e o Partido Democrata para mais facilmente obter contratos governamentais para os seus produtos e serviços. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Kevin Jennings, «conselheiro para a segurança nas escolas» de Barack Obama, activista homossexual, tenha proposto a divulgação de literatura pornográfico-pedófila junto de crianças. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Barack Obama – que  (alegadamente) foi professor de Direito! – tenha confundido, durante o discurso do Estado da União, a Constituição com a Declaração de Independência. Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Harry Reid se tenha enganado e votado contra o «ObamaCare»... duas vezes! Mas sim, é mesmo verdade.
... Que Steve Jobs tenha permitido que a Apple boicote Glenn Beck e promova «Che» Guevara. Mas sim, é mesmo verdade.

domingo, 28 de março de 2010

«Hoax and Chains»

Uma semana é um período de tempo adequado para se deixar... passar e, enfim, comentar a aprovação, na Câmara dos Representantes dos EUA, da dita «reforma» do sistema de saúde proposta por Barack Obama. E tentar apontar as principais marcas desta decisão, tanto no conteúdo quanto na forma.
No conteúdo, não restam quaisquer dúvidas – tal como antes já havíamos alertado – que esta iniciativa atenta contra os que têm sido os mais básicos alicerces (do sucesso secular) da sociedade norte-americana, ao proporcionar, à partida, não só um aumento da dimensão e dos poderes do Estado, mas também, em perspectiva, uma diminuição generalizada da qualidade dos cuidados médicos no país. E não se escute apenas as opiniões, por exemplo, de Gary Graham, Glenn Beck, Jon Kraushar, Sarah Palin e Bill O’Reilly; proeminentes democratas como Howard Dean e Max Baucus admitem que o «Obamacare» procede(rá), em última instância, a uma redistribuição da riqueza – e outro, John Dingell, vai mais longe e confessa que se trata de «controlar o povo». Mais: agora que há uma lei que obriga a que se adquira um seguro de saúde, o que impedirá que, em breve, se force os consumidores a comprar carros da General Motors?
Na forma, a aprovação do «Obamacare» levantou, e ainda levanta, muitas dúvidas de carácter legal e processual. Porém, o próprio presidente não dá importância a essas questões. O que também explica que tenha quebrado (mais) duas promessas eleitorais: ao ter assinado a lei (que contém, indubitavelmente, uma flagrante dualidade de critérios) menos de dois dias após aquela ter sido aprovada no Congresso – durante a campanha disse que só o faria pelo menos cinco dias depois; e por todo o processo ter decorrido «à porta fechada» - durante a campanha disse que as negociações seriam transmitidas pela televisão. Não surpreende, por isso, que os procuradores de pelo menos 13 Estados (para já...) tenham anunciado que vão contestar a lei em tribunal.
É isto «Hope and Change»? Ou será mais «Hoax and Chains»? Já há quem proclame: «Impeach the President!» Exagero? Talvez. No entanto, o contentamento de Fidel Castro pela passagem do «Obamacare» é um sério motivo de reflexão... e de preocupação.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Inverno do descontentamento deles

Com excepção de uns quantos «alucinados» (talvez os mesmos que dizem que o século XXI não se iniciou no ano 2000) que afirmam que a Primavera começa no dia anterior, todos sabem que tal acontece a 21 de Março. Entre eles está Bill Clinton, que, em discurso recente marcado pelo humor, «revelou» que, para Al Gore, aquela estação do ano é uma «prova do aquecimento global»!
A piada do 42º presidente norte-americano dirigida ao seu vice-presidente representa como que a «cereja» em cima do «bolo»... amargo que constituiu para os alarmistas-fundamentalistas-vigaristas das «alterações climáticas» o Inverno que agora terminou (oficialmente...), e que, como previsto, foi o mais rigoroso das últimas décadas – com abundantes provas na Austrália (granizo em pleno Verão!), Europa e na América – em que todos os 50 Estados, num momento ou noutro, ficaram cobertos de branco... Mas não foram só os dados empíricos, sensoriais, que desautorizaram (espera-se que definitivamente...) o «aquecimento global». Nestes últimos meses souberam-se mais detalhes sobre o escândalo já conhecido como «Climategate», mais concretamente que: não há «aquecimento» desde 1995 (não existem dados científicos fiáveis que comprovem essa teoria); não se prevê um aumento considerável dos níveis dos oceanos (idem); e que os erros e os embaraços já são tantos que a ONU se viu obrigada a intervir no IPCC. Também aqui será interessante seguir o «rasto do dinheiro», em especial aquele que Al Gore tem ganho. Será que ele terá de devolver o Óscar?
Obviamente, existem e existirão sempre fanáticos, tanto na comunicação social como na política, para quem os factos nunca serão suficientemente convincentes; que continuarão a acreditar em todas as patranhas ambientais, quer envolvam humanos quer plantas; e que sonham com o dia em que aquele anúncio da Audi (o da «polícia verde») se torne realidade...

sábado, 20 de março de 2010

Ela é de São Francisco...

... Por isso há que dar um certo «desconto» a Nancy Pelosi, porque, como afirmava uma conhecida campanha publicitária, «everybody knows the best nuts come from California». A speaker resolveu revelar que «nunca paro de chicotear. Não há começo, não há meio, e não há fim. A minha vida é uma constante operação de chicote.»
É claro que a representante democrata se referia, formalmente, a uma expressão - «whip» - que, nos sistemas anglófonos, se aplica a uma função de liderança, de condução da agenda política. Porém, o tom de voz e o riso dela denunciavam uma mais do que óbvia alusão a certas práticas «sado-maso» pelas quais a sua cidade (capital mundial dos comportamentos desviantes) também é célebre.
Nancy Pelosi parece querer ser «dominadora» em mais do que um sentido... e provavelmente nem se importa muito que lhe chamem «arrogante, «ignorante» e «incompetente» e que queiram despedi-la. Este é pois o momento certo para recordar, bem a propósito, uma famosa canção de há 30 anos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

(In)Segurança (Inter)Nacional

Será que a expressão «a raposa a guardar o galinheiro» se aplica aqui? Porque já não há qualquer dúvida de que a actual administração norte-americana – e, mais especificamente, o attorney general – tem ao seu serviço advogados que... defende(ra)m suspeitos de terrorismo. Mais concretamente, no Departamento de Justiça, que tem a seu cargo... o julgamento desses mesmos suspeitos! Entretanto, o DdJ admitiu que houve outras «omissões». É de perguntar: o que está Eric Holder a esconder? E como é que ele «sabe» que Osama Bin Ladem não vai ser capturado vivo?
Não faltaram, como seria de esperar, tentativas de justificar o injustificável, e Ann Coulter denuncia-as e desmonta-as sem apelo nem agravo. Porém, o Departamento de Justiça não é o único em relação ao qual existem dúvidas sobre a capacidade de quem o dirige. No Departamento de Segurança Interna, Janet Napolitano já foi apanhada a dormir, e não só literalmente. É de perguntar: haverá motivo para entrar em pânico? Inevitavelmente, são feitas comparações entre a anterior e a actual administração, e parece até travar-se uma «batalha dos vice-presidentes» - com uma filha de um deles a intervir. Como de costume, Joe «Balelas» Biden mostra ter uma curiosa concepção da coerência – aliás, tal como o seu chefe...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cuba não é livre

Orlando Zapata Tamayo, falecido há menos de um mês depois de ter estado em greve de fome quase três, é o nome do mais recente prisioneiro político de Cuba a morrer por causa do regime ditatorial dos irmãos Fidel e Raul Castro – o último (até agora…) registo numa lista já muito longa (centenas, milhares de mortos?) É por isso oportuno: lembrar que, naquela ilha, o único local em que vigora a democracia e se respeitam os direitos humanos é… a base de Guantanamo; e sugerir a leitura de três textos de Humberto Fontova – sobre Elian Gonzalez, «idiotas úteis» e Ernesto «Che» Guevara – que ajudam a desmontar os mitos que uma certa «esquerda» ainda mantém sobre aquele oprimido país das Caraíbas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

«Quintas» de celebridades

O primeiro trimestre de cada ano é também o período, nos EUA, de atribuição de prémios – no cinema, na televisão, na música, Globos de Ouro, Óscares, Grammys, Emmys... Logo, é também, habitualmente, o período em que as «celebridades» do «showbiz» mais se expõem publicamente. Porém, e infelizmente, muitas delas não se limitam frequentemente a expor os novos «trapos», tatuagens e taras: também revelam à sociedade, e à saciedade, a sua hipocrisia, ignorância e malevolência.
«Tradicionalmente», o meio artístico reunido em Hollywood (e não só) inclina-se esmagadoramente para a esquerda, isto é, para o Partido Democrata, a favor de liberais e contra os conservadores. «Veteranos» como Alec Baldwin, Barbra Streisand, Susan Sarandon e Tim Robbins há muito tempo que com regularidade «cospem veneno» em tudo o que mexa que lhes «cheire», mesmo que vagamente, aos valores que são partilhados pela maioria da população norte-americana – isto é, aqueles que gastam dinheiro nos produtos audio-visuais em que eles participam. Porém, a ascensão de Barack Obama, primeiro enquanto candidato e depois enquanto presidente, parece ter proporcionado um aumento exponencial do «índice de estupidez» das estrelas.
Exagero? Atente-se nestes exemplos: Madonna a colocar John McCain na «companhia» de Adolf Hitler; o «ex» dela, Sean Penn, a ser... ele mesmo; um talentoso monte de m***a chamado Michael Moore; Charlie Sheen a querer discutir com BO a «conspiração» por detrás do 11 de Setembro; Jennifer Lopez a chamar «cabrona» a Sarah Palin; o racismo de Kanye West; músicos que protestam contra a utilização da suas obras em «torturas»; actores que subscrevem os «ensinamentos» do «pedagogo-demagogo» Howard Zinn; actores que tiram a roupa devido ao «aquecimento global»; este, segundo Danny Glover, terá sido a causa do terramoto no Haiti; Oliver Stone que, depois de dirigir um documentário «caloroso» sobre Hugo Chavez, quer realizar outro a «contextualizar»... Hitler e Estaline.
Porquê estes comportamentos, estes casos? Existem algumas teorias que explicam porque: a «esquerda de Hollywood» adora ditadores; «malhar na direita» é a última esperança para estrelas em declínio; existe uma nova «lista negra»; a «tolerância liberal» não é mais do que um ataque à liberdade de expressão. Haverá uma disfunção nas celebridades? Se sim, será consequência da genética ou do ambiente? Estarão elas definitivamente divorciadas da realidade? Entretanto, e após anos e anos e anos a beneficiar de regalias que em outros são condenáveis, os «criativos» culturalmente «correctos» da «cidade dos sonhos» vêem a Califórnia, e eles próprios, a serem prejudicados pelas «políticas progressistas» que sempre professaram. Muitos motivos que explicam porque, muito provavelmente, determinados filmes nunca serão feitos... nem premiados.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

«Anatomia» de Grayson

O Partido Democrata tem muitas individualidades dadas ao... insólito (sim, muito mais do que o Partido Republicano). Aliás, começa logo com os actuais presidente e vice-presidente dos EUA: logo no início do mandato surgiram as primeiras alusões às trapalhadas de Barack Obama e de Joe Biden, tanto em «duo» - com um «Top 10» - como a «solo»; em Dezembro foi apresentado o «Top 5» do «duo»... enquanto em Janeiro se ia «actualizando» o registo a «solo».
Na «segunda linha» há muito por onde escolher: entre Al Franken, Barbara Boxer, Barney Frank, Charles Rangel, Chris Dodd, Harry Reid e, last but not the least, Nancy Pelosi, a «competição» é muita para se «eleger» o político(a) mais ridículo do Capitólio. Porém, parece que é um rookie que vai conseguir a «vitória»: apresentando... Alan Grayson, representante da Flórida!
Alan Grayson merece uma medalha do Congresso. Não a de ouro mas sim a de «lata». E em forma de retrete.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mandar o Lama...

... O Dalai Lama, por uma das portas das «traseiras» da Casa Branca, passando pelo lixo, não será propriamente a atitude mais elegante a tomar. Porém, e apesar disso, o mais importante é que Barack Obama enfim recebeu mesmo – embora «discretamente» – o líder espiritual e temporal do povo tibetano na residência oficial do Presidente dos Estados Unidos da América, não se deixando intimidar (muito...), desta vez, pela ditadura chinesa – ao contrário do que aconteceu em Outubro último. No entanto, BHO está ainda muito longe de, pelo menos, igualar a hospitalidade de George W. Bush para com Sua Santidade: antes de lhe entregar a Medalha de Ouro do Congresso (a mais alta distinção dos EUA para um civil), o anterior presidente já se havia encontrado com Tenzin Gyatso três vezes na Casa Branca. Não é pois de admirar que o (justamente) galardoado com o Prémio Nobel da Paz tenha afirmado: «Eu amo George W. Bush!» E nem é de surpreender que os encontros entre os dois nunca tenham sido divulgados pelos media portugueses...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Abandonar o barco

Pode levar algum tempo, mas os políticos nos Estados Unidos da América (em Portugal nem tanto...) acabam sempre por «pagar o preço» de agirem contra a vontade da maioria do povo, dos eleitores, dos seus constituintes. E isso aconteceu – ainda acontece – com a famigerada tentativa de «reforma» do sistema de saúde.
A primeira, e mais proeminente, «punição» aconteceu com a vitória de Scott Brown no Massachusetts. Porém, tanto antes como depois surgiram sinais que indica(va)m sérias dificuldades para vários ou mesmo todos os congressistas – senadores e representantes - democratas que, tendo votado a favor da proposta, enfrenta(ria)m acrescido risco de derrota nas eleições de Novembro próximo... ou até em 2012!
Há a apontar, nomeadamente, os casos do senador pelo Nebraska Ben Nelson, cuja popularidade desceu 30%, e da senadora pelo Missouri Claire McCaskill, que afirmou que não se importa se não for reeleita; há casos como os de Chris Dodd e de Evan Bayh, senadores respectivamente pelo Connecticut e pelo Indiana, que anunciaram que não se vão recandidatar – e além deles existem outros a quererem «abandonar o barco». É ainda de assinalar o caso de dois congressistas – sim, democratas! – que pedem que sejam prolongadas as descidas de impostos decididas por George W. Bush! Em resumo, os do «burro» ficaram confusos e zangados...
... E, «pior», há alguns que se querem distanciar de Barack Obama! O que não é de todo surpreendente, pois já se aperceberam dos custos políticos decorrentes das contradições (antes a posição era uma, agora é outra) e das promessas não cumpridas. Até Nancy Pelosi «torce o nariz» às incoerências do presidente, e não só literalmente. Porém, há que reconhecer a disponibilidade da speaker para, a bem da nação, se prestar a outros «exercícios (sacrifícios?) físicos»...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Retrato de um falhado

Aconselha-se a leitura deste artigo de Stuart Schwartz – um bem documentado, devastador, impressionante retrato de alguém que corporiza, nos EUA, o que de mais abjecto tem a «esquerda» e o «liberalismo» pró-Partido Democrata, e não só na comunicação social: Keith Dobermann... perdão, Olbermann!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sarcasmo de Sarkozy

Poderá Nicholas Sarkozy não simpatizar com Barack Obama? Pelo menos é o que parece quando se sabe isto. Já antes, isto. E antes disso, isto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

E lá fez ele mais uma...

... Vénia. Porém, esta representa duas «melhorias» consideráveis em relação às anteriores: não foi feita nem perante estrangeiros nem perante homens – ele inclinou-se desta vez diante de Pam Iorio, a mayor de Tampa... que, supõe-se, não lhe terá dado uma «tampa». Entretanto, e, curiosamente, na mesma cidade da Flórida, José Pacheco Pereira encontra, salvo as devidas proporções, muitas semelhanças com o que acontece em Portugal. Aqui no Obamatório também já havíamos reparado...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Apenas mais um discurso?

Barack Obama leu ontem, no Congresso dos EUA, o seu primeiro «Discurso do Estado da União». E representou algo de verdadeiramente diferente em relação aos muitos outros discursos que já leu? Admitiu ter compreendido o significado de recentes desaires eleitorais do Partido Democrata? Anunciou que vai abandonar ou alterar medidas que a maioria dos americanos rejeita? Não.
O discurso foi, essencialmente, mais do mesmo: longo (o maior da sua carreira!), repetitivo, desinteressante... tanto que até Harry Reid foi «apanhado» a bocejar! Porém, pior seria se tivesse sido dito em «dialecto de negro»... Mas houve pelo menos um aspecto positivo a registar: o «índice de narcisismo» desceu – neste discurso o presidente falou de si próprio «só» 114 vezes, quando, numa anterior alocução, chegou às 132...
Comentadores como Fred Barnes, Kevin McCullough e Toby Harnden chamam a atenção, além das insuficiências, para as incoerências inerentes ao pensamento e à acção de BHO, mais concretamente entre o que ele prometeu e o que cumpriu (ou não...), e entre o que ele diz que é verdade e... o que se sabe que é mesmo verdade. James Pinkerton aconselha-o a pedir a ajuda de Steve Jobs. Já o senador James Inhofe é mais sucinto: «Obama é melhor mentiroso do que Clinton.» No entanto, como diz o provérbio, depressa se apanha um...
E por falar em mentiras, uma «inovação» inesperada, mas insolente, do discurso foi a crítica a uma decisão recente do Supremo Tribunal de Justiça... com os respectivos juízes sentados na sala! Um deles, Samuel Alito, foi «apanhado» a murmurar «not true», o que fez lembrar o que aconteceu no ano passado com o congressista Joe Wilson... Barack Obama alegou que, assim, qualquer indivíduo ou instituição, mesmo do estrangeiro, pode intervir nas eleições americanas... o que não deixa de ser irónico, pois foi isso mesmo que aconteceu na sua campanha!
O Partido Republicano também já fez o seu «balanço» do primeiro ano de BHO como presidente. O primeiro de apenas quatro? O Sr. Hussein afirmou que prefere ser um «mesmo bom» presidente de um mandato do que um «medíocre» de dois. Mas Charles Krauthammer lembra que há uma terceira opção...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cores primárias

«Sim, ele conseguiu»... o quê? Nem numa escola primária ele consegue falar sem a ajuda de teleponto! E porque esta é uma «dependência» que já se viu que ele não consegue diminuir, sujeitando-se a incidentes indesejados, não é de admirar o multiplicar de comentários sarcásticos, tanto por parte de cidadãos (mais ou menos) comuns como por parte de humoristas como Jon Stewart – que aliás, já o satirizara por outra estranha «fixação».

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ano Dois

Barack Obama tomou posse como 44º Presidente dos Estados Unidos da América há um ano. E o Obamatório, não por coincidência, «abriu» também as suas «portas» há um ano.
Agora como então, vai-se dividir as atenções entre o anterior e o actual presidente. Assim, eis seis retrospectivas sobre George W. Bush, escritas por Andrea King e Dave Logan, Andrew Breitbart, Candace de Russy, Gary Graham, Jeffrey Shapiro e Leigh Scott. E seis retrospectivas sobre BHO, escritas por Bradley Blakeman, Charles Krauthammer, Frank DeMartini, Jon Kraushar, Kurt Schlichter e Paul A. Rahe.

«Este é o assento do povo!»

Scott Brown, do Partido Republicano, venceu ontem a eleição para o cargo de senador (um dos dois por cada Estado) pelo Massachusetts – uma votação que se destinou a encontrar um substituto permanente para Edward Kennedy, que faleceu no ano passado.
É uma vitória extraordinária (a primeira de um republicano desde 1972!), mas que só pode surpreender quem – ao contrário de nós – não tem observado atentamente o que se passa nos Estados Unidos da América desde há um ano, e que ainda prefere o delírio da propaganda à realidade dos factos – mais concretamente, o crescente descontentamento com as políticas, e as atitudes, de Barack Obama e do Partido Democrata. E o triunfo é tanto mais notável porque se trata do lugar que o irmão de John Kennedy ocupou durante mais de 40 anos! Mas, como Scott Brown correctamente lembrou, a posição que agora vai ocupar não é pertença de alguém em particular: «Este é o assento do povo!»
Mais importante, a confirmação de Scott Brown como o 41º senador republicano implica que os democratas perderam a maioria qualificada que detinham no Senado - e, logo, a capacidade de aprovarem sozinhos as suas propostas, em especial a «reforma» do sistema de saúde. É por isso compreensível a desorientação nas «fileiras azuis» e nos seus apoiantes, em especial os «cães de fila» que os «protegem» nos media. O desespero, e até o pânico, pelo que ia acontecer em Boston expressaram-se, por exemplo, no convite à fraude de Ed Schultz, nos insultosreiterados – de Keith Olbermann (ambos, não surpreendentemente, da MSNBC), e na «angústia» hilariante de Jon Stewart (actualização: até este afirma que aquele exagerou...). Porém, por mais que os «cães» ladrassem, a «caravana» republicana passou...
… E essa «caravana» tomou a forma de um carro, a pick up truck de Scott Brown, de que Barack Obama troçou, no seu já habitual pedantismo elitista que negligencia os hábitos, as opiniões e os problemas do cidadão comum. E a ironia está em que é um veículo produzido por uma empresa – a General Motors – que a actual administração intervencionou! Por ter ido ao Massachusetts apoiar Martha Coakley o actual presidente é também um dos grandes, e directos, derrotados nesta eleição. Para ele, um ano depois de ter tomado posse, esta é uma má «prenda». A segunda, aliás, que recebe num «aniversário» para ele importante: a 4 de Novembro último, um ano depois de ter vencido as eleições presidenciais, o país acordava ao som das vitórias dos republicanos Christopher Christie e Robert McDonnell nas eleições para governadores, respectivamente, dos Estados de Nova Jérsia e da Virgínia. E em Novembro deste ano haverá eleições para o Congresso...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Por uma boa causa

Barack Obama pediu, e William J. Clinton e George W. Bush aceitaram participar na ajuda norte-americana ao Haiti, país devastado por um violento terramoto a 12 de Janeiro. Embora possa parecer insólita, esta aliança entre Clinton e Bush Filho não representa a primeira vez que o marido de Hillary colabora com um membro da mais famosa família do Partido Republicano: antes associara-se a Bush Pai no auxílio aos afectados pelo furacão Katrina. Quando os mais altos, e verdadeiros, valores se levantam (os de salvar, proteger, vidas humanas inocentes), não há lugar a diferenças políticas e a rivalidades partidárias. Mais um bom exemplo... por uma boa causa.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Harry, o inimputável

Em 2008 o então candidato Barack Obama tinha uma hipótese de vencer porque tem uma «pele clara» e «não fala como um negro». Quem disse isto? Algum «racista» do Partido Republicano? Não. Foi Harry Reid, presidente do Senado dos EUA, do Partido Democrata.
Não é de agora que o senador do Nevada se notabiliza por actos ofensivos e palavras insultuosas. Porém, como está supostamente «do lado certo da História» (e da política), Barack Obama desculpou-o. No entanto, o actual presidente não teve o mesmo comportamento para com Trent Lott, que, em 2002, proferiu igualmente alguns infelizes comentários no mesmo âmbito. Mas, lá está, é do partido do elefante, e não do burro, logo... não se esquece e não tem perdão. Todavia, o exemplo máximo de como se pode ser beneficiado por se ser democrata e fazer declarações raciais insensíveis aconteceu igualmente durante a última campanha presidencial: outro proeminente senador admirou-se por o Sr. Hussein ser «articulado, brilhante, limpo e com bom aspecto» - e não só foi perdoado como ainda foi convidado para vice-presidente! E Bill Clinton, defendendo a candidatura da sua esposa Hillary, disse que Barack Obama, em outras circunstâncias, estaria a servir-lhes café!
Este (recentemente descoberto) dislate de Harry Reid, cujos contornos, contexto e causas Ann Coulter sumariza e satiriza, é, além de (mais) uma demonstração de dualidade de critérios, apenas outro episódio da estranha relação da comunidade afro-americana com um partido tão intrinsecamente racista como o Democrata. Contudo, nunca é de mais lembrar que há excepções.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Colher as tempestades

Há pelo menos um aspecto positivo na tentativa – felizmente falhada – por parte do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab de explodir, a 25 de Dezembro último e em pleno voo, um avião que viajava entre Amesterdão e Detroit: a demonstração definitiva do fracasso da «estratégia» adoptada pela actual administração norte-americana para o mundo muçulmano em geral e para o terrorismo islâmico em especial. Algo que já se podia antever aqui em Novembro e em Dezembro.
Com a confusão que se instalou nos aeroportos um pouco por todo o Mundo, Barack Obama está a «colher as tempestados» dos «ventos que semeou»: ao desvalorizar o terrorismo, ao ameaçar agentes da CIA por supostas «torturas», ao anunciar o encerramento da prisão de Guantanamo, ao dar a criminosos de guerra prerrogativas de cidadãos, o presidente dos EUA contribuiu indirectamente – ou até mesmo directamente – para o enfraquecimento dos sistemas de segurança implementados pela anterior administração. Um processo descrito e denunciado, entre outros, por Ann Coulter, Bill O’Reilly, Dick Morris, Kathleen McFarland, Michael Goodwin e Toby Harnden.
Também grave, e inquietante, é a circunstância de Barack Obama parecer enfrentar estes problemas algo displicentemente. Já aquando do massacre em Fort Hood demonstrara uma – aparente? – insensibilidade, não dando àquele assunto a prioridade imediata que se justificava; agora, reagiu ao quase-atentado nos céu de Michigan tardiamente e de uma forma pouco convincente – seguindo um «modelo» já utilizado em outras ocasiões. Entretanto, veio assumir-se como responsável principal pelo que aconteceu – nada de extraordinário, apenas uma elementar obrigação (parou finalmente de culpar George W. Bush?); e admitiu, finalmente, que há uma guerra com a Al-Qaeda – será que enfim aceitou que Dick Cheney tem razão?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Balanços desequilibrados

O começo de um novo ano é um momento que costuma significar também, habitualmente... retrospectivas, balanços, análises, do ano que findou. Porém, e ultimamente, antes de se passar em revista os principais factos, e figuras, que se destacaram de Janeiro a Dezembro, deve-se ter cada vez mais em atenção o modo como esses factos e figuras foram, precisamente, destacados. É que, por o jornalismo já não ser o que era, descobre-se mais facilmente que há acontecimentos que não são correctamente cobertos... expondo, frequentemente, a incompetência ridícula e a precipitação leviana dos que os desvirtuam.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Rir por último

Porque é suposto que a transição entre o «ano velho» e o «ano novo» seja um pretexto para a celebração, a boa disposição, a animação, o Obamatório fecha 2009 e abre 2010 com o Newsbusted, um projecto humorístico que tem a «desvantagem» de não ser politicamente correcto. Vale a pena ver – e ouvir – tudo, e aproveitar para rir das «barracas» - e não só de Barack... - dos últimos 12 meses. Boas entradas... e melhores saídas!

domingo, 27 de dezembro de 2009

À maneira de Chicago

Chicago é a cidade que Barack Obama escolheu para residir e trabalhar, e onde iniciou a sua carreira política. Foi também, recorde-se, a cidade de Al Capone. Não só continua a ser uma das mais violentas como é ainda consensualmente considerada a mais corrupta dos Estados Unidos da América: vários têm sido os titulares de cargos públicos no Estado do Illinois investigados, acusados e até condenados em tribunal. Neste âmbito, o caso – a controvérsia – mais recente envolve o ex-governador Rod Blagojevich, cujas ligações tanto ao actual presidente dos EUA como ao criminoso Anthony Rezko continuam por esclarecer cabalmente.
Não espanta, pois, por isso que, regularmente, sejam feitas referências pouco abonatórias à «windy city» e àqueles que dela vieram. Bill Clinton já se referiu a Barack Obama como tendo «os instintos políticos de um rufia de Chicago». O senador Lindsey Graham afirmou que a «reforma» do sistema de saúde foi aprovada à custa de «politiquices sórdidas de Chicago». Não se trata apenas de obscuras manobras de bastidores que pouco devem à legalidade ou à ética: trata-se também de «avisar» os adversários e até de ameaçar os (supostos) correligionários, além de (tentar) intimidar a imprensa. Não é só a Fox News que se tornou um alvo: a Politico publicou um artigo intitulado «7 histórias que Barack Obama não quer que sejam contadas», e não tardou em receber uma subtil, mas hostil, reacção da Casa Branca.
Quando elementos da actual administração se queixam inclusivamente de um hipotético «tratamento injusto» por parte de um... humorista (!), não admira que os índices de (im)popularidade de George W. Bush e de Barack Obama estejam quase idênticos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O pesadelo antes do Natal

Neste primeiro Natal em que é presidente dos EUA, Barack Obama – juntamente com a sua administração e o Partido Democrata – tem várias «prendas» para «oferecer» e pôr nos «sapatinhos» dos norte-americanos.
Entre essas «prendas» são de destacar: gastos governamentais no valor de 3,5 triliões de dólares em 2009 – um recorde para o primeiro ano de uma presidência; o tecto da dívida federal aumentado em 1,8 triliões de dólares; o défice orçamental aumentado para 9 triliões de dólares em 10 anos; o limite da dívida nacional aumentado para 13 triliões de dólares; número de empregos «sobre-avaliado em milhares» (devido a «fantasias»?) alegadamente criados pelo programa de estímulo à economia – este terá até beneficiado entidades sob suspeita; e, para acabar o ano em beleza, mais 1,1 triliões de dólares para gastar... Convenhamos que estas «prendas» são mais à medida de Jack Skellington do que do ancião de barbas brancas e de fato vermelho...
Já em Maio, Junho e Julho havia aqui sido notada a «fragilidade» (para usar um eufemismo...) das «Obamanomics» - que se compreende quando se sabe que o actual governo é, de entre todos dos últimos 100 anos, aquele que menos membros tem que trabalharam no sector privado... Porém, uma «solução» para «combater a crise» parece ter sido encontrada: dar «prendas» a quem faça doações a BHO e ao PD. A mesma lógica foi seguida na (preparação da) votação da «reforma» do sistema de saúde: os senadores democratas mais reticentes foram «comprados». Parece mais do mesmo «business as usual» em Washington promovido por quem prometia, há um ano, «mudança» na política... Estarão os Estados Unidos a tornar-se numa – enorme - «república das bananas»?
Greg Gutfeld, Liz Peek e Mike Huckabee são três de muitas pessoas que acreditam que se deve celebrar o Natal com a dedicação do costume apesar do que acontece(r) no Congresso... e na Casa Branca, onde a árvore está «decorada» com, entre outras, uma imagem de Mao. Pois... isso é mesmo... mau. Boas Festas!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mau ambiente

Terminou hoje, finalmente, e – felizmente! – em fracasso, a Conferência de Copenhaga, realizada sob a égide da sempre «relevante» e «eficiente» Organização das Nações Unidas, e que proporcionou aquela que foi talvez a maior congregação de charlatães de sempre na História da Humanidade.
Será que a nenhum dos «ambientalistas fundamentalistas» ocorre que falar em «combater as alterações climáticas» é, em si mesmo, ridículo? Que é natural no clima... a alteração, e que a actividade humana não o condiciona? Que faz tanto sentido combater as (alegadas) «alterações climáticas» quanto a rotação da Terra ou as erupções solares? Que os factos devem sobrepôr-se ao fanatismo? E que é anedótico (continuar a) falar em «aquecimento global» quando o Hemisfério Norte, tudo o indica, está a entrar num Inverno em que serão batidos, novamente, recordes de temperatura... negativos? Até em Agosto não era difícil prever isto!
Se os «arautos da desgraça» - que urge desmascarar - reunidos na capital da Dinamarca têm semelhanças com aquelas seitas que regularmente apregoam que está para breve o fim do Mundo como consequência dos «pecados» da Humanidade... é porque eles constituem, precisamente, uma! A diferença, agora, para maior e para pior, está em que os Estados Unidos da América, por culpa da presidência de Barack Obama, se juntaram oficialmente ao «culto».
Entretanto, em Portugal, é deprimente – hilariantemente deprimente – constatar que praticamente todos os jornais, revistas, rádios e televisões «competem» para ver quem dá as «notícias» e as «previsões» mais absurdas, alarmistas e apocalípticas. Na «nossa» comunicação social pouco ou nada se sabe, por exemplo...
Da verdadeira extensão e implicações do chamado «Climategate», a prova definitiva de que o alegado «aquecimento global» mais não é do que o resultado da manipulação e da distorção de dados e de provas, da discriminação e do silenciamento de críticos e de cépticos...
Do verdadeiro papel desempenhado pelo grande «apóstolo» desta «nova religião», Al Gore, cujos interesses pessoais nos «negócios verdes» e os vários erros e falhas da sua «doutrina» vão sendo sucessivamente desmascarados... sim, até em Copenhaga...
Da verdadeira natureza, enfim, de uma iniciativa que não só deixa uma descomunal «pegada de carbono» - sim, é verdade! - como também proporciona a Hugo Chávez uma enorme ovação. Diz-me quem aplaudes, dir-te-ei quem és... Havia de facto algo de «podre» - que «cheirava mal» - no reino da Dinamarca, mas o mais provável é que fosse o presidente da Venezuela...
Enfim, e como sempre, há fontes alternativas de informação, e o ambiente não é excepção. Pode-se começar por aqui. E seguir sem desfalecimentos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

MLK não era democrata

No seu discurso, dito hoje, de aceitação do Prémio Nobel da Paz que imerecidamente lhe foi atribuído (no decurso de uma visita a Oslo em que se furtou a uma série de eventos nos quais os laureados habitualmente participam), Barack Obama evocou em especial – entre outros premiados do passado – Martin Luther King.
O que o actual presidente dos EUA não mencionou nesta ocasião, nem certamente alguma vez mencionará, por força da «praga do politicamente correcto», é que o autor do discurso «Eu tenho um sonho» era um eleitor do Partido Republicano! Sim, o partido de, entre outros, Bush filho e pai, de Reagan, de Nixon, de Eisenhower, de Roosevelt (o Theodore, não o Franklin...)... e de Lincoln! Obviamente que o grande defensor dos direitos civis dos negros americanos só poderia ser adepto do partido que foi fundado para combater a escravatura e não do que mais defendeu... a escravatura, primeiro, e a segregacão, depois, e à sombra do qual foi criado o Ku Klux Klan. Exactamente: o Partido Democrata! Um artigo de Frances Rice enuncia e explica estes factos... que alguns persistem em negar.
É por isto incongruente que ainda hoje a grande maioria dos afro-americanos vote regularmente no Partido Democrata e nos seus candidatos. Dir-se-ia que a maior parte da população negra dos Estados Unidos (Condoleeza Rice e Michael Steele são duas entre muitas excepções) ainda não se emancipou totalmente e prefere continuar dependente dos (novos) «senhores da plantação». O que até faz sentido: após a segregação veio a «(in)segurança social» - exponenciada agora na proposta democrata de «reforma» do sistema de saúde – que poderá transformar-se, sob Barack Obama, num «socialismo à americana». Aliás, quando Jesse Jackson chega ao cúmulo de dizer que um homem negro que vote contra a healthcare bill não é... um homem negro, tal é um sinal de que a desonestidade intelectual e a chantagem emocional se tornaram indissociáveis do sectarismo ideológico e partidário.
A «esquerda» nos EUA, corporizada nos «liberais» - na verdade, elitistas paternalistas – do Partido Democrata, considera que os negros lhe pertencem, que são sua propriedade... e costuma reagir com violência – verbal e física - quando as «ovelhas ronhosas» se afastam do «rebanho». Sim, a cor dos modernos seguidores da «Lei de Lynch» é a azul.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Houve piores do que os «penetras»

Ainda não cessou – aliás, deverá continuar – a controvérsia suscitada pelo casal que entrou na Casa Branca sem convite aquando do jantar oferecido por Barack Obama a Manmohan Singh, primeiro ministro da Índia.
Convém, porém, estabelecer dois factos: primeiro, esta «falha de segurança», «quebra do protocolo», ou como se lhe queira chamar, é a primeira no seu género e é da responsabilidade da actual administração norte-americana – esta, também aqui, se revela uma infeliz «inovadora»; segundo, Tareq e Michaele Salahi nada fizeram de realmente inconveniente ou perigoso, tendo-se limitado a circular, cumprimentar e a tirar fotografias com algumas «celebridades» – nomeadamente o próprio Obama, o vice presidente Joe Biden e o chefe de gabinete Rahm Emanuel.
Dois verdadeiros convidados – curiosamente, ambos «comediantes» - comportaram-se muito pior num outro jantar dado este ano pela Casa Branca: David Cross revelou ter consumido cocaína, e a pouca distância do presidente – este não deverá ter ficado (muito) incomodado porque ele próprio já o fez; e Wanda Sykes desejou a morte de Rush Limbaugh com uma «falha dos rins» - e o Sr. Hussein riu-se da «piada»...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Terroristas... ou «turistas»?

Duas recentes decisões de Barack Obama e da sua administração podem talvez ser caracterizadas, resumidas, pela mesma palavra: tibieza.
Julgar os participantes sobreviventes dos ataques de 11 de Setembro num tribunal civil em Nova Iorque, e enviar (após muito atraso e hesitação...) mais tropas para o Afeganistão com uma data de retirada pré-definida, vai, em última instância, implicar as mesmas consequências, causar os mesmos resultados: fortalecer a determinação dos terroristas, reforçar a sua resistência. No primeiro caso, é-lhes dado um «palco» privilegiado onde poderão propagar a sua propaganda anti-americana e anti-ocidental – e beneficiar de garantias e de prerrogativas que não teriam num tribunal militar (local indicado para combatentes inimigos que é o que eles são), incluindo, provavelmente, a exigência de divulgação de informações confidenciais. No segundo caso, porque foi afirmado que a vontade de vencer dos EUA tem – sob o actual presidente – um «prazo de validade» (vai só até 2011...), os talibã apenas têm de... esperar. Para tomarem novamente o poder e fazerem aquilo de que mais gostam: destruir, matar, oprimir (principalmente as mulheres).
Sobre estes temas aconselha-se: as análises, os comentários, as opiniões de Bill O’Reilly, Greg Gutfeld (um e dois), Karl Rove, Kevin McCullough e Pat Buchanan; as reacções de outros dois proeminentes membros da administração de George W. Bush – Dick Cheney e Don Rumsfeld; e o «debate» entre o Senador Lindsey Graham e o Procurador-Geral Eric Holder, em que ficou bem evidente... a tibieza da actual administração.

domingo, 29 de novembro de 2009

Uma «tripla» de Andrew Klavan

Porque aqui no Obamatório apreciamos bastante os comentários de Andrew Klavan, decidimos hoje oferecer não uma simples, não uma dupla, mas sim uma tripla «dose» dele! E pode dizer-se que se trata de uma «trindade», não propriamente «santíssima», mas mais a tender para o profano: sexo, Deus e... «demónios»!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sarar «feridas»

Sarah Palin está de volta (não que ela tenha estado propriamente ausente...) para apresentar e promover o seu livro «Going Rogue – An American Life». O que constitui um pretexto, logicamente, para várias presenças na comunicação social que servem para abordar os factos mais notáveis da sua vida, com destaque óbvio para a campanha presidencial de 2008, mas não só.
Tanto se tem dito e escrito de errado sobre esta mulher que o melhor é mesmo, mais uma vez, vê-la e ouvi-la sem (muitas) interferências nem mediações, e durante algum tempo (nada de pequenos segmentos descontextualizados pelos lamestream media) – tal como já se fez aqui em Fevereiro. Assim, propomos, por agora, as entrevistas dadas a Bill O’Reilly (partes um, dois e três) e a Sean Hannity (partes um, dois e três).
Entretanto, o renovado interesse pela anterior governadora do Alaska, um ano depois da sua espectacular entrada na «primeira divisão» da política norte-americana, tem dado azo, compreensivelmente, a reacções díspares. Há a simpatia da actual secretária de Estado dos EUA e a grosseria de um colunista do New York Times. Há a histeria dos «organizadores por Obama». Há o comentário de Geraldine Ferraro, a primeira mulher a ser candidata a vice-presidente dos Estados Unidos. Há o bizarro «excesso de zelo» da Associated Press, que destacou 11 (!) dos seus repórteres para «confirmarem os factos» - e que não detectaram (grandes) falhas – no livro de Sarah Palin... mas que não adoptou o mesmo procedimento para com os livros, por exemplo, de Bill Clinton e de Barack Obama. Enfim, há a curiosa constatação de que a popularidade do actual presidente está a descer ao mesmo tempo que a da ex-candidata a vice-presidente está a subir... o que faz com que estejam prestes a «encontrar-se».

sábado, 21 de novembro de 2009

O massacre no Texas...

... Foi um acto de terrorismo. Por um terrorista infiltrado no próprio exército norte-americano.
Nidal Malik Hasan, que assassinou 13 pessoas e feriu outras 30, vinha dando indícios há bastante tempo de que era um «Soldado de Alá» que poderia seguir o exemplo dos bombistas-suicidas que regularmente dizia compreender e defender. Além de condenar as intervenções dos EUA no Afeganistão e no Iraque, propor que os soldados americano-muçulmanos fossem considerados «objectores de consciência», tentar contactar a Al-Qaeda, expressar vontade de morrer (para depois encontrar no céu as 72 virgens?)...
É inacreditável que elementos das forças armadas e policiais, que já o conheciam e sabiam do seu comportamento, não tenham agido preventivamente de modo a impedir a atrocidade ocorrida a 5 de Novembro em Fort Hood. Mas é também inacreditável o que se tem passado depois, em que várias vozes se levantaram, não tanto para condenar este acto de barbárie, mas quase para o desculpar, como que tornando o agressor numa vítima... de uma suposta coacção que não verdade não existia. O «politicamente correcto», neste caso o (exagerado) «respeito» - ou medo? – do Islão é o culpado do que aconteceu. Tanto se receou parecer-se discriminatório que acabou por ser-se negligente. Ann Coulter e James Pinkerton explicam bem este – funesto – fenómeno.
A cobardia perante os muçulmanos extremistas pode assumir diversas formas, atingir diferentes pessoas. Como, por exemplo, Roland Emmerich. É por isso que o sucesso ou o fracasso na luta contra o expansionismo maometano dependerá também, como demonstra Mark Tapson, do que se fizer (ou não) tanto no pequeno como no grande ecrã.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mais um trono, mais uma vénia

Será que já se pode falar em tendência, em padrão, em... mania? Barack Obama fez mais uma vénia a um alto dignatário estrangeiro – desta vez foi ao Imperador do Japão. Sim, e tal como em Abril, quando o presidente norte-americano se curvou perante o Rei da Arábia Saudita, este «dobrar de espinha» continua a ser uma grave violação do protocolo diplomático dos EUA – e se a Casa Branca diz que não é verdade... mente!
O «incidente» torna-se ainda mais incómodo quando se sabe que: dezenas de outros chefes de Estado e de Governo já se encontraram com Akihito nos últimos anos... e nunca se curvaram; e que Barack Obama não fez uma vénia à Rainha Isabel II, apesar de ela ser uma monarca... e uma mulher (mas branca). Até no «insuspeito» (de simpatias com a «direita») Los Angeles Times se pergunta: «quão baixo irá ele descer?»
Houve ainda o pormenor aparentemente pequeno, mas perturbante, de numa conferência de imprensa o actual presidente se ter recusado a dizer se concordava, ou não, com o lançamento das bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki – decisão que, recorde-se, foi tomada por outro presidente democrata (Harry Truman). Enfim, talvez que, como os discursos que tem feito fora do país, estas – para usar um eufemismo – «demonstrações de deferência» sejam outra forma de Barack Obama pedir «perdão»... pela sua (?) nação. Será que dela ele não conhece, ou não respeita, a sua história e os seus valores?
Entretanto (isto é uma actualização), e porque não há duas sem três, BHO, sabe-se agora, também se curvou perante Wen Jiabao, primeiro ministro da China, durante esta sua recente digressão pela Ásia - o que torna ainda mais divertida esta paródia no Saturday Night Live (repare-se nas sucessivas «vénias» que o «presidente chinês» faz...)

domingo, 15 de novembro de 2009

O «43» falou (e a esposa também)

Na passada quarta-feira o anterior presidente norte-americano fez o seu «regresso à ribalta» da política.
Discursando na Universidade Metodista do Sul, em Dallas, onde irá ficar situado o Centro Presidencial George W. Bush (que incluirá biblioteca, instituto de investigação e museu), o «Nº 43» avisou contra os excessos de intervenção do Estado na economia, lembrando que as decisões que tomou no ano passado – aquando do início da crise financeira – foram uma excepção. Mas não foi só George quem falou recentemente. A sua esposa Laura concedeu uma entrevista a pretexto também do futuro centro presidencial no Texas, e onde se abordaram vários temas – entre os quais o progresso da situação das mulheres em países islâmicos como o Kuwait e o Afeganistão.
Isto acontece, significativamente, numa altura em que são cada mais evidentes as diferenças de tratamento dadas pela (maior parte da) comunicação social ao «43» e ao «44». A ponto de já se perguntar: «e se George W. Bush tivesse feito aquilo (que Barack Obama fez)?»

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dizer «não»

Muitos dos que gritararam «Sim, podemos!» já estão a dizer «Não, não devemos»... e a passar das palavras aos actos.
Na semana passada não só os candidatos do Partido Republicano venceram as eleições para os cargos de governadores de Nova Jérsia e da Virgínia mas também, num referendo, a maioria dos eleitores do Maine recusou a legalização do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo. Até agora, todas as tentativas nesse sentido feitas nos EUA – votações em 31 Estados – falharam. Algo que deveria servir de exemplo, e de motivo de meditação, para Portugal...
Gary Graham já havia sugerido que o «No» significa, na verdade, «Know». Bradley Blakeman já havia também garantido que o mais correcto é dizer «No» aos democratas. Compreensivelmente, Barack Obama desvaloriza «os do outro lado» - apesar de ter prometido, durante a campanha eleitoral, que iria promover consensos entre os dois partidos e unir o país - e vitupera outro tipo de «naysayers»: os que contestam a tese – isto é, a fraude – do «aquecimento global».
Porém, e para piorar ainda mais as coisas, parece que no estrangeiro todos dizem «não» ao Presidente dos Estados Unidos!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Na «ressaca», um ano depois

Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América há um ano. E a «melhor» maneira de «comemorar» foi, sem dúvida, a vitória, ontem, do Partido Republicano nas eleições em Nova Iorque, Nova Jérsia e Virgínia!
Já antes desta derrota se falava em «susto» e em «ressaca de Obama» entre os democratas, muitos deles preocupados com os ataques que a actual administração tem feito a todos os que não seguem a «linha oficial». Por isto, e por todos os erros, trapalhadas e escândalos que já se verificaram neste ano (oportuna e devidamente apontados aqui no Obamatório mas não na generalidade da imprensa portuguesa), não é de admirar que este presidente tenha registado a maior queda de popularidade nos últimos 50 anos.
Àparte os «fiéis» que dirão bem do seu «ídolo» não obstante as evidências, os factos e... os números, comentadores como Jon Kraushar, Juan Williams, Peggy Noonan e Thomas Sowell não têm hesitado em colocar os «dedos» nas «feridas» desta presidência: narcisismo, poucas ou más «mudanças», não assunção das responsabilidades, (tentativa de) reformulação dos fundamentos do país. Ou, como sugerem Liz Peek e S. E. Cupp, existem as hipóteses – perturbadoras – de Barack Obama ser um «boneco» cujos «fios» são manipulados por outros, ou então alguém simplesmente... vazio. Como, aliás, Nancy Pelosi parece cada vez mais ser, ao ouvir-se mais uma das suas hilariantes e inacreditáveis afirmações.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Está aberta a «caça à raposa»

As suspeitas já eram mais que muitas, agora há a certeza: para a actual administração norte-americana a liberdade de imprensa só é boa se for para dizer bem dela, se for para relatar unicamente os aspectos (supostamente...) favoráveis e ignorar ou distorcer os desfavoráveis. E esse «princípio» tem sido seguido por quase toda a main stream media dos EUA – com destaque para ABC, CBS, NBC (cuja loja vende(u) souvenirs do «Messias»!), CNN, PBS, New York Times, Washington Post (este com pelo menos uma excepção)... – desde que Barack Obama foi nomeado candidato pelo Partido Democrata à presidência. Entre os grandes meios, e com excepção de vários intervenientes na rádio e na Internet e meia dúzia de jornais, a única voz discordante tem sido, precisamente, a da Fox; que, não por coincidência, tem visto a sua audiência e a sua influência (e as suas receitas...) crescerem constantemente, em paralelo com o declínio dos media referidos acima. Pelo menos nos EUA, e mesmo que isso leve algum tempo, a maioria do público acaba por saber distinguir a propaganda da informação, e tem encontrado na Fox as notícias, os factos, que em outros canais e jornais não encontra. E essas notícias, esses factos são, não mentiras, mas sim verdades... inconvenientes para todos aqueles que têm como táctica habitual – e que o assumem! – o controlo da informação.
Só um outro presidente americano, e a sua administração, tiveram um comportamento semelhante ao que Barack Obama e a sua equipa estão a ter: Richard Nixon! E sabe-se o que aconteceu depois... Entretanto, já existiam indícios de que a actual manipulação estava a atingir o limite de saturação. E parece que entre os «controlados» ainda existem, afinal, alguns resquícios de lucidez e de dignidade... Como salienta Andrew Klavan, o grande «argumento» da esquerda, desde sempre e seja onde for, é, invariavelmente, «calem-se!» Por isso, há que falar, perguntar, sempre!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

«Guerra» no golfe

Em nove meses – isto é, desde que tomou posse – Barack H. Obama já disputou o mesmo número de partidas de golfe que George W. Bush disputou em dois anos e 10 meses. É um assunto trivial? Sim, seria se, precisamente, não se tivesse também criticado o anterior presidente norte-americano por, supostamente, dedicar muito tempo a este desporto, a este «divertimento», enquanto soldados seus compatriotas morriam no Iraque. Supõe-se, por isso, que o marido de Michelle tem aproveitado os giros pelos greens para reflectir sobre o que vai decidir quanto ao Afeganistão, onde soldados seus compatriotas também morrem e se aguarda há meses por reforços...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ele não anda sobre a água (ainda)...

Andrew Klavan pergunta: «É Barack Obama Jesus Cristo?» Depois de receber o Prémio Nobel da Paz apenas pelas suas supostas «boas intenções», a pergunta tem toda a razão de ser... Porém, parece que, afinal, nem todos os noruegueses do Comité Nobel concordaram com a distinção do presidente norte-americano... por já saberem que ele não cumpre as suas promessas! Um facto salientado por Kevin McCullough, que, anteriormente, já alertara para o perigo que constitui a «visão do Mundo» do Sr. Hussein.
Há quem, como Jeffrey Jena, encare o actual inquilino da Casa Branca, e a sua actuação, com humor, e preveja uma próxima (mais uma...) «digressão de desculpas»; ou, como Burt Prelutsky, com rancor, e diga que, com Barack Obama, os EUA estão a deixar de ser vermelhos, brancos e azuis, e a ficarem, apenas... vermelhos.
Talvez este seja o «novo sonho americano», tal como imaginado por Chris Muir. Que poderá tornar-se num pesadelo se confirmar-se, como reporta Edmund Conway citando reputados economistas, que o presidente norte-americano e a sua equipa estão a cometer os mesmos erros feitos durante a grande depressão dos anos 30. E não estamos a imaginar (ainda...) Barack Obama a transformar a água em vinho e a multiplicar os pães e os peixes...